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November 19, 2012 7:04 AM
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Geração desconcentrada

As distrações constantes causadas pelo meio digital já afetam o aprendizado de adolescentes e jovens.

Uma pesquisa recente do Pew Internet & American Life Project, em que foram entrevistados 2.462 professores dos ensinos fundamental e médio nos EUA, conclui que: “A vasta maioria concorda que as atuais tecnologias estão criando uma geração que se distrai com facilidade e só consegue se concentrar por breves intervalos de tempo”. Dois terços dos professores concordam que as tecnologias contribuem mais para distrair os alunos do que para o seu desempenho escolar.

 

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Entre a cooperação e a assimetria federativa : capacidades estatais e o Sistema Nacional de Educação na educação básica brasileira

Entre a cooperação e a assimetria federativa : capacidades estatais e o Sistema Nacional de Educação na educação básica brasileira | Inovação Educacional | Scoop.it
Este estudo analisa o regime de colaboração na educação básica brasileira à luz do federalismo cooperativo instituído a partir da reorganização do Estado brasileiro no final da década de 1980, com especial atenção às assimetrias de capacidades estatais entre os entes federativos. Partindo de uma revisão da literatura, o estudo articula os debates sobre descentralização, capacidades estatais e governança multinível, destacando a capacidade de coordenação intergovernamental para lidar com as heterogeneidades municipais, considerando o papel central dos entes subnacionais na implementação das políticas educacionais e os desafios decorrentes da ampliação de suas responsabilidades sem o correspondente fortalecimento institucional. Nesse contexto, examina-se a instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE), regulamentado pela Lei Complementar nº 220/2025, como um esforço de resposta normativa às fragilidades históricas do regime de colaboração, voltado à coordenação interfederativa, à redução das desigualdades territoriais e à promoção da equidade educacional. O artigo contribui para o aprofundamento do debate sobre a relação entre capacidades estatais e cooperação federativa na educação básica, evidenciando limites e potencialidades do atual desenho institucional.
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Pós-graduação: restringir as áreas de atuação tem fundamento?

Pós-graduação: restringir as áreas de atuação tem fundamento? | Inovação Educacional | Scoop.it
O art. 29 do Decreto nº 9.235/2017, alterado pelo Decreto nº 12.456/2025, disciplina a habilitação das instituições de ensino superior para oferecer cursos de pós-graduação lato sensu. Seu § 2º exige a oferta regular de pelo menos um curso de graduação ou de pós-graduação stricto sensu, mas não determina que as especializações pertençam à mesma área de conhecimento.

A proposta de resolução do CNE acrescenta essa condição para as faculdades. Para as especializações em saúde, estabelece ainda uma regra específica, vinculando sua oferta à existência de graduação autorizada na área, mesmo para instituições com autonomia. A diferença é relevante: exigir professores qualificados, projeto pedagógico e estrutura adequada é regulamentar as condições acadêmicas de um curso. Impedir sua oferta porque a instituição não possui determinada graduação é estabelecer uma nova condição para o exercício de uma atividade educacional.

A comparação com a graduação reforça esse limite. Isto porque a Constituição Federal e a LDB asseguram às universidades autonomia para criar cursos, tratando-as de maneira diferente das faculdades. Na pós-graduação lato sensu, porém, a legislação não estabeleceu distinção semelhante para definir as áreas em que cada instituição pode atuar. A diferença de tratamento pode até ser atenuada por normas regulamentares, como no caso de centros universitários, mas o tratamento restritivo tem de constar da lei. Não cabe ao CNE presumir sua extensão às especializações para criar uma restrição por resolução.
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Suicídio bate recorde na Argentina e vira maior causa de morte entre jovens

Suicídio bate recorde na Argentina e vira maior causa de morte entre jovens | Inovação Educacional | Scoop.it
Para ela, a cena sintetiza um problema que ganhou dimensão inédita no país: em 2025, a Argentina registrou 5.209 suicídios —11,8 casos para cada 100 mil habitantes, a maior taxa da série analisada pelo Observatório de Política Criminal, baseada em dados oficiais do governo argentino.
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Futuro com inteligência artificial não cabe apenas na tecnologia

Futuro com inteligência artificial não cabe apenas na tecnologia | Inovação Educacional | Scoop.it

Quando inteligência deixa de ser um recurso escasso, só saber a resposta perde parte do valor
Abundância da informação vai gerar escassez da relevância, na avaliação de COO da AlmapBBDO
Lá se vão 47 meses desde que a OpenAI colocou a inteligência artificial em todas as nossas rodas de conversa. Algumas têm sido mais animadas, outras completamente apavoradas e há ainda as absolutamente perdidas, preciso confessar.
Desde então, faço questão de lembrar aos amigos que a IA existe há décadas no ecossistema de marketing e das agências. Mas é inegável que aquele novembro de 2022 mudou a natureza da conversa. A tecnologia, aplicada de forma generativa, tornou-se palatável de forma massiva. O papo, que antes ocorria predominantemente entre os times de tecnologia, ganhou lugar cativo em qualquer área da comunicação.
Processos que consumiam horas hoje acontecem em minutos. Cruzamento de informações, pesquisas, otimizações. Criar uma campanha? Analisar a performance? Produzir conteúdo? Planejar mídia? A resposta é sim, sim, sim e sim. O ganho de eficiência já é real e indiscutivelmente estamos apenas no começo.
No planejamento, a IA amplia brutalmente nossa capacidade de processar a informação. Na mídia, acelera análises e predições. Já na criatividade, escancara a capacidade de entrega. Mas, quando se coloca a operação preponderantemente sob a ótica da eficiência, corre-se o risco de ser esquecido, produzindo mais do mesmo.
Informação não é estratégia. Dados são fundamentais, mas são apenas o começo da conversa, e a rapidez e o volume não significam criatividade. Estratégia exige escolher. Exige contexto, julgamento e, diversas vezes, coragem para contrariar justamente aquilo que os dados parecem recomendar.
É preciso ter clareza de que, quanto mais fácil fica produzir e entregar comunicação, mais difícil fica ser relevante aos olhos do consumidor.
Tenho repetido com certa frequência que ter tecnologia como base da operação é conversa velha. Ainda me surpreendo com quem duvida que isso seja uma realidade. Acreditem: quem ainda não tem tecnologia como chassi está atrasado.
Não existe "boutique" que dispense uma boa dose de eficiência. Mas é aí, nessa verdade, que mora um dos paradoxos mais interessantes deste momento: quanto mais tecnológica ficar a nossa indústria, mais sofisticadas precisarão ser nossas habilidades humanas.
É simplório falarmos apenas sobre substituição. É provável que a maior transformação não esteja em substituir departamentos por tecnologia, mas em deixar de organizar empresas em torno de disciplinas. Se pesquisa, planejamento, produção, personalização e otimização forem cada vez mais acessíveis, estruturas rígidas e sequenciais perdem o sentido.
As últimas semanas escancararam discussões importantes e preocupantes sobre o futuro. Se a concretização do AGI materializa a supremacia de uma inteligência provida pela tecnologia, para qual futuro devemos nos preparar?
Enquanto muitas agências e clientes discutem, para não dizer disputam, quem tem mais agentes, a pergunta mais importante está sendo deixada em segundo plano: o que faremos com o tempo humano que a IA está nos devolvendo? Porque eficiência e eficácia ocupam lugares distintos ao estruturar uma operação.
Se hoje utilizarmos esse ganho de otimização apenas para produzir mais, teremos feito uma enorme transformação tecnológica para preservar habilidades e modelos de trabalho com menos custo. É uma discussão sobre o redesenho de talentos e de modelo de negócio, e não sobre redução de estruturas.
Atingir o estado da arte numa operação e permanecer com ela do mesmo jeito, por anos, é um sonho quase infantil atualmente. Viveremos um eterno processo de ajustes, de aprendizados. Nosso time está cansado de me ouvir, mas não canso de repetir: escrevam seu organograma a lápis.
É preciso identificar e redesenhar o que passa a ter valor quando a inteligência e o conhecimento se tornam abundantes e, entretanto, democraticamente acessíveis. O que facilmente pode colocar todos no mesmo lugar.
Existe uma inteligência que não está apenas naquilo que sabemos, mas na forma como interpretamos o mundo. Na leitura subjetiva. No não dito de uma reunião. Na capacidade de perceber uma tensão antes que ela vire tendência. No senso de oportunidade. Na confiança construída ao longo do tempo. Nas conexões improváveis que fazemos entre coisas aparentemente desconectadas.
Estamos entrando em uma era de "inflação" de conteúdo. Produzir será barato. Personalizar será barato. Impactar será relativamente fácil. Ser lembrado será dificílimo.
No fim, sempre me pego pensando: IA não é simplesmente a maior revolução tecnológica, é uma gigantesca revolução de habilidades. E, como já disse lá em cima, tudo isso é só o começo.

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Líderes das principais agências de publicidade contam como incorporam a IA ao trabalho 

Líderes das principais agências de publicidade contam como incorporam a IA ao trabalho  | Inovação Educacional | Scoop.it
Num piscar de olhos, a inteligência artificial foi absorvida pelo meio publicitário: a tecnologia deixou de ser vista como uma curiosa ferramenta de execução e começa a ser tratada como camada de infraestrutura que permeia todo o fluxo de trabalho.

O diagnóstico de grandes publicitários já descreve um cenário em que automação e velocidade se tornam commodities, enquanto o diferencial competitivo das agências migra para o repertório, o julgamento, a intuição e a sensibilidade humana.

Essa é a avaliação de publicitários procurados pela Folha Top of Mind para relatar como foram arrebatados pela inteligência artificial.

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Conheça campanhas publicitárias brasileiras que usaram inteligência artificial


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Se compararmos a fase inicial, há poucos anos, com a realidade atual, é possível observar uma mudança de paradigma, avalia Ana Casagrande, diretora de produção da agência Betc Havas.

Ela afirma que a IA já estava presente nos softwares de audiovisual há anos, mas a revolução da IA generativa foi a transformação da linguagem humana em um novo painel de controle direto, o que democratizou o acesso.

"Em um dos nossos primeiros filmes que dependia de IA generativa, a tecnologia da época não alcançou o resultado que precisávamos e tivemos que descartar o material, correndo atrás de outra solução às pressas. Na hora, foi um baita estresse", conta.

Hoje, o filme que ela precisou descartar anos atrás seria produzido em um ou dois dias.

Na prática, a primeira campanha da agência feita com IA que foi para a rua, segundo Casagrande, aconteceu em junho de 2023. Foi a "Acolher.IA" para a TIM, que transformava em músicas os relatos de superação e orgulho da comunidade LGBTQIAP+.

O ritmo de mudança é tão frenético que se tornou difícil comparar as ferramentas atuais com as de seis meses atrás, segundo André Havt, CCO (Chief Creative Officer) da DRUM & Omnicom Media Brasil. O intervalo entre as grandes transformações está encolhendo.


O impacto da tecnologia na rotina de Havt é tão grande que ele diz acompanhar mais canais e conteúdos sobre inovação na inteligência artificial do que na própria publicidade.

O executivo declara amor à IA. Diz que a usa o dia todo, mas faz uma ressalva. De fato, ela está transformando profundamente a execução e permitindo que as pessoas façam coisas que, no passado, exigiriam mais gente, dinheiro e tempo. Porém, ele afirma que criatividade não é só execução.

"A tecnologia está democratizando a capacidade de produzir. Imagem, filme, voz, música, animação, tradução, dublagem, prototipagem. Tudo. E é por isso que algumas coisas ficam ainda mais relevantes: repertório, curiosidade, sensibilidade, julgamento e, principalmente, criatividade e originalidade. É um paradoxo. Quanto mais fácil fica a execução, maior também é a possibilidade de produzirmos uma quantidade monumental de mediocridade muito bem executada", afirma.

Giuliana Macedo, COO (Chief Operating Officer) da Publicis Brasil, aponta que a IA hoje permeia quase todas as áreas da comunicação, ajudando a entender melhor o consumidor, prever resultados de campanhas, criar conteúdos, personalizar mensagens, acelerar produção e gerar insights com rapidez.

Ela acha difícil responder qual é o percentual exato de propagandas que já usam IA, mas é certamente um volume alto.

"Depende muito do cliente, do mercado e do tipo de projeto. O que podemos dizer é que a maioria das produções hoje já passa por algum ponto de contato com IA: na pesquisa, no planejamento, na criação, na produção ou na análise de resultados. A grande mudança é que a IA deixou de ser uma ferramenta específica e passou a ser uma camada presente em todo o processo de comunicação", explica Macedo.

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Sócio e copresidente da Africa Creative, Sergio Gordilho volta no tempo e relembra que foi contemporâneo da chegada do computador e, depois, da internet e das redes sociais. As primeiras experiências com IA, diz ele, aconteceram há quatro ou cinco anos.

"Vivemos a revolução da IA. No começo, o impacto veio com a chegada do [serviço de IA] Midjourney e aquele fascínio visual imediato. Ficamos encantados com a capacidade de gerar imagens a partir de textos em segundos. Parecia revolucionário, mas diante da velocidade do avanço atual, a impressão é que usávamos uma ferramenta infantil", diz.

O cenário atual, segundo Gordilho, é de integração da IA no suporte aos dados e à produção. Na mídia e no planejamento, ela é fundamental para fazer a curadoria e interpretar grandes volumes de dados de consumo em tempo real, refinando a estratégia com uma precisão inédita. Na criação e na produção, a IA pode ser usada para apoiar processos complexos de filmagem e edição.

Ele cita dois exemplos recentes da Africa Creative. "Na campanha ‘ia.i’, do Itaú, provocamos uma reflexão sobre como a tecnologia precisa da sensibilidade humana para ganhar real valor. Já no projeto 'The Big Drop', para a Budweiser, a ferramenta atuou diretamente no suporte à criação e à produção para viabilizar uma entrega de alcance e escala globais", afirma.


Lica Bueno, presidente da agência Talent, conta que os primeiros testes mais estruturados com inteligência artificial aconteceram em 2023, quando as plataformas generativas começaram a ganhar escala e maturidade para aplicações criativas.

"Desde cedo, entendemos que o diferencial não estaria na tecnologia em si, mas na capacidade das pessoas de direcionar seu uso a partir de estratégia, repertório e visão criativa", diz Bueno.

"Temos clientes que investem em inovação e ajudam a acelerar essa experimentação, como a Claro. Com a marca, usamos soluções como Midjourney, ChatGPT e Magnific em diferentes etapas do desenvolvimento criativo. Esse movimento ganhou força em 2024, com a campanha Conecta, em que todas as imagens foram geradas por IA."

Luiz Fernando Musa, CEO da Ogilvy e fundador, sócio e presidente do conselho da DAVID, relata que há quase uma década, a Ogilvy começou a experimentar a tecnologia dentro do seu trabalho criativo, impulsionada por sua relação com a IBM por meio do Watson, a plataforma de inteligência artificial da marca.

"Um exemplo importante foi ‘A Voz da Arte’, criado para a IBM na Pinacoteca de São Paulo, em 2017. A gente usou o Watson para permitir que os visitantes conversassem com sete obras presentes no acervo, fazendo perguntas livremente e recebendo respostas em tempo real delas", conta.

Para Musa, a maior evolução não ocorreu apenas nos softwares, mas nos profissionais. A IA deixou de ser uma área técnica especializada, restrita a poucos projetos, e passou a integrar os hábitos de toda a agência.

"A transformação mais importante ainda é individual. Estamos no meio desse processo e a curva de evolução dessas ferramentas é muito mais rápida do que qualquer transformação tecnológica que já vivemos. Então a pergunta para cada profissional passa a ser: como uso IA para aumentar a qualidade e a capacidade do que faço, em vez simplesmente para fazer mais rápido aquilo que já fazia?", continua o executivo.


Ao longo do processo de adoção da IA, Márcio Oliveira, co-CEO da Jota, diz ver dois aproveitamentos bem distintos. O primeiro é o uso para a ponta final: desenvolver peças, roteiros e campanhas criativas para os anunciantes. O segundo é o uso otimizador, voltado para dentro, para facilitar os processos.

"Para ser muito franco, esse uso interno é o mais desafiador. Ele exige uma mudança profunda na cultura corporativa e na maneira como a empresa opera. É fácil gerar uma imagem bonita. Difícil mesmo é mudar o mindset operacional de uma agência inteira", afirma Oliveira.

Na DPZ, Maria Claudia Conde, Chief Strategy Officer, lembra que entre as primeiras experiências, iniciadas há dois anos, foi feita uma coleção no SPFW que transforma perfume em moda personalizada usando IA.

Segundo Conde, a evolução das ferramentas permitiu que a agência deixasse de ser meramente usuária de softwares de terceiros para desenvolver e integrar suas próprias ferramentas em um "hub agêntico", com as diversas competências da agência.

Felipe Simi, CEO na Droga5, pondera que não se deve confundir o uso de IA no processo com IA no resultado. Segundo ele, a ferramenta não define o trabalho. É a ideia que determina qual ferramenta deve ser utilizada.

"Tem campanha inteiramente gerada com IA, como o filme que fizemos para Omo na final do Mundial de Clubes, em que o único elemento real era o locutor. E tem o oposto. Em ‘Sem Azul, Não Há Verde’, para a SOS Oceano, a IA esteve no caminho, mas o resultado é radicalmente analógico. Seis serigrafias impressas à mão, com pigmentos minerais naturais desenvolvidos sem solventes sintéticos", diz.
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Today, 8:51 AM
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A turbulência na Netflix

A turbulência na Netflix | Inovação Educacional | Scoop.it

Problemas de outras ordens também afetam a Netflix. Como registrei recentemente, o impacto do YouTube sobre as plataformas de streaming é cada vez maior. A plataforma de publicação de vídeos hoje tem o dobro da audiência da Netflix nos Estados Unidos. Em resposta, a Netflix está fazendo acordos de exibição de conteúdo com youtubers.
Também tem investido em podcasts. Outra área de interesse são os esportes ao vivo —a empresa anunciou recentemente que terá os direitos de exibição de todos os jogos da Copa do Mundo de 2030 na Espanha. Também vai exibir nos Estados Unidos todos os 64 jogos da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá no Brasil no ano que vem.
Com estimados 325 milhões de assinantes no mundo, previsão de gastos com conteúdo da ordem de US$ 20 bilhões em 2026, a empresa afirma atingir um bilhão de pessoas. Não à toa, cada passo que dá ou deixa de dar interessa tanto.

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October 27, 7:26 AM
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Projeto proíbe ensino a distância em cursos de educação física e da área da saúde — Rádio Senado

Projeto proíbe ensino a distância em cursos de educação física e da área da saúde — Rádio Senado | Inovação Educacional | Scoop.it
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October 27, 7:24 AM
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Learning Curves: The future of education, from classrooms to careers, in an AI-driven world

Learning Curves: The future of education, from classrooms to careers, in an AI-driven world | Inovação Educacional | Scoop.it
The rapid diffusion of AI globally and the pace at which AI is developing put us at a societal crossroads. The choices we’re making now will determine who has access to AI and the opportunity it affords. There is perhaps no more important tool than our education systems for addressing the uneven diffusion of AI we’re seeing currently: national adoption runs above 70% in countries such as the United Arab Emirates and falls to low single digits across much of sub-Saharan Africa, close to a tenfold difference. 

The way we teach AI and learn with it will have long-lasting impacts on jobs, the workforce, and our broader economy. Learning Curves: Rethinking Education from Classrooms to Careers in an AI-Driven World is a collection of research-driven essays that can help guide those choices. This book brings together the body of work from the second cohort of Senior Fellows from the Microsoft AI Economy Institute (AIEI), a flagship think tank that produces research and convenes experts to generate insights into how AI is reshaping work, education, and the broader economy. 
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October 27, 7:18 AM
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Brasil tem 63,9 milhões sem educação básica completa 

Brasil tem 63,9 milhões sem educação básica completa  | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que pararam de estudar sem ter concluído a educação básica, o equivalente a 37,3% da população nessa faixa etária.
Desse contingente, 44,7 milhões não concluíram o ensino fundamental e 19,3 milhões não terminaram o ensino médio.
A EJA (Educação de Jovens e Adultos), principal modalidade destinada a quem não terminou os estudos na idade esperada, atende 1,5% desse público potencial, aponta levantamento da Rede EJA e Inclusão Produtiva.
Pessoas pretas e pardas representam 63,9% do grupo e correspondem a 76,8% dos matriculados na modalidade —no geral da população, esses dois segmentos são 55,5% dos brasileiros, segundo o Censo de 2022.
O relatório "População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas" foi elaborado pelas fundações Roberto Marinho, Bradesco, Itaú e Arymax, com cooperação da Unesco e parceria técnica do Iesp-Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
O diagnóstico reúne dados da Pnad Contínua de 2025, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Censo Escolar de 2024 e do Censo Demográfico de 2022.
O contingente sem educação básica completa diminuiu 16% de 2012 a 2025.
Segundo o levantamento, a maior parte dessa redução (51%) se explica pela morte de pessoas mais velhas que não tiveram acesso à escola no passado.
O restante da redução é de quem consegiu concluir seus estudos em alguma modalidade, seja por meio do ensino regular (23%), do EJA (8%) ou de outra forma (17%)..
Para a superintendente do Itaú Educação e Trabalho e uma das responsáveis pelo levantamento, Silvana Oliveira, os números indicam a necessidade do país repensar a forma de ensino para essa população.
"Não basta abrir mais vagas. A escola precisa caber na vida do estudante. É necessário oferecer currículos flexíveis, diferentes formatos de organização, horários compatíveis com a jornada de trabalho e políticas de permanência", afirma.
A baixa escolaridade também está associada a desvantagens no mercado de trabalho e no rendimento, diz o levantamento. A renda domiciliar mensal por pessoa do grupo fora da escola sem educação básica completa é de R$ 1.427, equivalente a 51,4% da registrada entre quem concluiu essa etapa, de R$ 2.777.
A taxa de pobreza é 1,8 vez maior no primeiro grupo. Entre os ocupados sem ensino fundamental completo, 38,4% são empregados formais, ante 65% daqueles com ensino médio completo.
Em uma simulação que considera a conclusão da educação básica por 32,5 milhões de pessoas, aproximadamente metade do público potencial da EJA, os pesquisadores estimam um ganho nos rendimentos do trabalho de R$ 66 bilhões por ano, equivalente a 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto).
Desse total, R$ 43 bilhões viriam do aumento na remuneração de quem já trabalha e R$ 23 bilhões, da entrada de pessoas no mercado.
Entre homens que não concluíram os anos iniciais do fundamental, 48,4% têm 60 anos ou mais. Entre mulheres na mesma situação, a proporção chega a 61,2%. Já no grupo com ensino médio incompleto, a maior concentração está entre adultos de 30 a 49 anos.
As razões para o abandono e as barreiras ao retorno também diferem entre os gêneros.
Entre homens de 15 a 29 anos, 53,9% apontaram o trabalho como motivo para deixar a escola e 61,7% o citaram como obstáculo para voltar. Entre mulheres da mesma faixa etária, 34,9% associaram a dificuldade de retorno às responsabilidades familiares. A gravidez foi apontada como motivo do abandono por 22,9%.

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October 26, 2:29 PM
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Essa escola prometeu usar IA para alunos aprenderem o dobro. Mas não foi isso que aconteceu

Essa escola prometeu usar IA para alunos aprenderem o dobro. Mas não foi isso que aconteceu | Inovação Educacional | Scoop.it
A Alpha School, uma rede de escolas particulares que está em rápido crescimento nos Estados Unidos, promete usar inteligência artificial para ensinar às crianças o dobro do que aprenderiam em uma sala de aula tradicional, na metade do tempo. As aulas acadêmicas ocupam apenas duas ou três horas da parte da manhã em um computador, liberando as tardes para workshops sobre programação de mensagens, oratória e esportes.

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O governo Trump promoveu a Alpha como um modelo para “aproveitar a IA” na preparação da força de trabalho do futuro. Líderes empresariais estão falando bem da escola nas redes sociais e em podcasts, e alguns até inscreveram seus próprios filhos.

Por enquanto, a Alpha é uma pequena rede com fins lucrativos, que gera muita repercussão e conta com apoiadores influentes, incluindo o bilionário do setor de software Joe Liemandt. Suas escolas particulares atendem cerca de 1.500 alunos em 50 campi.

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Mas a Alpha tem grandes ambições de alcançar 1 bilhão de estudantes em todo o mundo por meio de seu “tutor de IA” proprietário.


Entrada da unidade da Alpha High no centro de Austin, no Texas. Foto: Ilana Panich-Linsman/The New York Times
O plano depende, em parte, da expansão para as escolas públicas. A plataforma de software Alpha já foi adotada discretamente por diversos distritos escolares no Texas e na Carolina do Sul, segundo um documento da empresa analisado pelo The New York Times. Cerca de 2.600 alunos da rede pública já utilizam o software.

Para alcançar um público maior, a Alpha precisa provar que sua tecnologia funciona para uma gama mais ampla de crianças, além de sua base principal de clientes, composta por famílias abastadas e entusiastas da tecnologia. No entanto, à medida que a Alpha se promove junto a distritos e estados, um número crescente de educadores, ex-pais e ex-funcionários da Alpha questionam a eficácia do modelo de alta tecnologia e baixo investimento da rede.

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A maioria dos alunos matriculados nas escolas particulares Alpha, que cobram até US$ 75.000 por ano (cerca de 377 mil reais) obtém notas altas em testes em comparação com seus colegas em ambientes escolares mais tradicionais. Alguns pais dizem que seus filhos estão prosperando. Mesmo assim, muitos alunos das escolas particulares Alpha não estão atingindo as metas que são o foco do marketing da empresa.


A rede de escolas particulares dispensa os professores tradicionais em sala de aula em favor de aulas conduzidas por inteligência artificial. Foto: Ilana Panich-Linsman/The New York Times
De acordo com dados da Alpha analisados ​​pelo Times, cerca de metade dos alunos do ensino fundamental e médio matriculados nas escolas particulares Alpha no ano passado não cumpriram a promessa de aprender matemática duas vezes mais rápido. Cerca de um quinto dos alunos, de um total de aproximadamente 400, não atingiu a meta em leitura.

Segundo os dados, que abrangem o período do outono de 2025 ao início de 2026, menos da metade dos alunos conseguiu dobrar seu ritmo de aprendizado em ambas as disciplinas.

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Como funciona o método de aprendizagem?
Os alunos da Alpha estão participando, essencialmente, de um experimento. Na Alpha, não há professores tradicionais, poucos livros e pouco papel. Todas as aulas são ministradas por meio de aplicativos, e os alunos podem ganhar prêmios generosos ao concluir suas tarefas. Os adultos estão presentes, mas apenas como guias motivacionais: alunos com dificuldades em algum conceito podem fazer videochamadas com tutores no exterior. Algumas crianças com dificuldades abandonam a escola ou são expulsas, de acordo com documentos e relatos de ex-pais e funcionários da escola particular.

Expulsar alunos não é incomum em escolas particulares, mas a educação pública representa um novo desafio para a Alpha. Muitos dos alunos de escolas públicas que atualmente utilizam o software da empresa são considerados academicamente vulneráveis. Suas escolas não podem removê-los. Além disso, as escolas públicas não terão acesso aos mesmos benefícios que a Alpha oferece aos seus alunos de escolas particulares como incentivo para se dedicarem aos estudos.

Esta reportagem baseia-se numa análise de documentos da Alpha e em declarações feitas por seus executivos, juntamente com entrevistas com nove pais e funcionários atuais e antigos da Alpha em todo o país. Alguns pais pediram para permanecer anônimos para proteger a privacidade de seus filhos. Os funcionários solicitaram anonimato porque não queriam colocar em risco sua capacidade de trabalhar na área.

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Avaliando o desempenho
Os documentos obtidos pelo Times mostram pela primeira vez como o desempenho dos alunos da Alpha — com base em seus dados e métricas internas — corresponde às promessas da Alpha às famílias, e a extensão total do alcance da rede na educação pública.

Uma porta-voz da Alpha School, Anna Davlantes, afirmou que a empresa não responderia a perguntas por escrito nem a pedidos de entrevistas formais. Esta semana, um consultor que trabalha com a Alpha compartilhou uma postagem em um blog dizendo que a rede estava desenvolvendo um novo software e incorporando livros ao currículo.


Uma área de convivência no prédio da Alpha School em Austin, no Texas. Foto: Desiree Rios/The New York Times
A Alpha está surfando na onda do fascínio — e da ansiedade — sobre como a inteligência artificial pode transformar o aprendizado. Mas seu método de ensino baseado em aplicativos vai contra a corrente de um movimento crescente de pais que exigem menos telas nas salas de aula. Pesquisas apontam para a instrução direta por adultos, livros e materiais táteis como essenciais para um aprendizado eficaz.

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No Distrito Escolar Independente de Houston, onde duas escolas públicas estão testando o modelo, o superintendente, Mike Miles, disse que, nas primeiras semanas, os alunos passaram mais tempo do que o esperado nos aplicativos Alpha, consumindo o tempo que deveria ser dedicado a atividades de enriquecimento no período da tarde.

Ainda assim, Miles rejeitou a ideia de banir completamente a IA ou as telas das escolas. “Estamos muito atrasados ​​em relação ao que as crianças precisam saber e ser capazes de fazer para terem sucesso em um mundo e mercado de trabalho diferentes”, disse ele.

Mas, acrescentou ele, “tenho um pouco de receio em relação às crianças que têm dificuldades.”

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Uma promessa de ‘arrasar nos estudos’ em duas horas
MacKenzie Price, uma das fundadoras da Alpha, disse que se inspirou para criar a rede em Austin, Texas, em 2014, depois que sua própria filha reclamou de estar entediada na escola. O programa se reunia em uma residência particular, com um pequeno grupo de alunos usando aplicativos de aprendizagem convencionais.

Mas por volta de 2022, quando a inteligência artificial generativa ganhou destaque, a Alpha mudou seu foco. Foi então que Liemandt, cujos filhos frequentaram a Alpha, começou a investir pesadamente na escola e em sua tecnologia, com o objetivo de transformar a educação “para todos no mundo”.

Liemandt agora detém o título de diretor da Alpha School e atua como o CEO de fato da rede.

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MacKenzie Price, fundadora da Alpha Schools. Foto: Desiree Rios/The New York Times
Enquanto isso, MacKenzie Price tornou-se uma influenciadora nos setores de tecnologia e educação ao falar sobre como as escolas tradicionais “estavam fazendo tudo errado”. Suas ideias atraíram apoiadores como a Secretária de Educação Linda McMahon e o gestor de fundos de investimento Bill Ackman.

Até mesmo Elizabeth Holmes, a fundadora da Theranos que está presa, elogiou a rede, chamando Price de “um visionário”.

A visão é que os alunos “amem a escola” e “arrasem nos estudos”, aprendendo “duas vezes em duas horas” online.

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O produto central do modelo é o TimeBack, a plataforma de software da Alpha. Mais de 7.000 alunos utilizam o TimeBack, segundo um documento da Alpha. Além dos alunos de escolas particulares da Alpha e de milhares de alunos de escolas públicas, a plataforma oferece conteúdo acadêmico para alunos em ensino domiciliar, para alunos na Polônia e no Malawi, e para alunos cujas mensalidades são pagas pelo estado do Texas por meio de seu novo programa de vouchers.

Na plataforma TimeBack, os alunos são direcionados para aulas de disciplinas básicas, incluindo inglês, matemática e ciências. A Alpha comercializa o aplicativo como um “tutor de IA” inovador. Mas ele não contém um chatbot.

A inteligência artificial parece funcionar principalmente nos bastidores, analisando o progresso dos alunos em diversos aplicativos de aprendizagem, alguns proprietários e outros populares em escolas tradicionais, de acordo com uma análise do software feita pelo The Times e entrevistas com pais.

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Os aplicativos contêm textos para leitura, perguntas de compreensão e problemas de matemática, adequados ao nível do aluno.

Escolas públicas de todo o mundo utilizam aplicativos de aprendizagem há muito tempo, geralmente para prática. Mas no modelo Alpha, os aplicativos são o sistema de distribuição de novos materiais.

As escolas particulares Alpha empregam “guias” de sala de aula, cuja função é motivar os alunos, não ministrar aulas, de acordo com anúncios de emprego e relatos de funcionários atuais e antigos. Alunos com dificuldades em algum conceito complexo dos aplicativos — o que os líderes da Alpha chamam de “ciclo vicioso” — podem agendar horários com tutores. No entanto, como a rede está se expandindo rapidamente, às vezes eles precisam esperar vários dias para receber ajuda, segundo pessoas ligadas à Alpha.

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Os alunos leem alguns documentos literários e fontes primárias no aplicativo, mas a IA também gera artigos para os alunos lerem e exercícios de escrita adaptados aos interesses das crianças — ginástica, Harry Potter — e oferece feedback sobre a prosa dos alunos.

Assim como muitos outros aplicativos de aprendizagem, o TimeBack transforma o aprendizado em uma brincadeira. Ele concede pontos, conhecidos como XP, quando as crianças completam determinadas metas e classifica os alunos por nome em um ranking digital. Os pais podem acompanhar o progresso dos filhos em um painel online.

Mas a experiência Alpha, pelo menos em seus campi privados, não se limita ao software.

A Alpha apresenta sua tecnologia como uma ferramenta para economizar tempo, e os alunos devem usar suas tardes para desenvolver “habilidades para a vida”. Nos campi privados, isso pode significar aulas de stand-up comedy ou criação de pequenos negócios, experiências personalizadas que não estão disponíveis para outros usuários do TimeBack.

A Alpha também possui um sistema de incentivos exclusivo. Nas escolas particulares, os alunos que concluem suas sessões no aplicativo podem sentar-se perto dos amigos ou ganhar bichos de pelúcia e eletrônicos. Para objetivos de longo prazo, há recompensas maiores, como viagens de estudo pelo país. Os alunos também podem ganhar dinheiro — até US$ 1.000 para notas altas nos testes, de acordo com um documento da Alpha.

Sarah Cone, cuja filha de 8 anos está no segundo ano na unidade da Alpha no sul de Manhattan, disse que sua filha dominou dois anos de conteúdo acadêmico em cerca de um ano.

Sarah, fundadora de uma empresa de capital de risco, transferiu sua filha de uma escola particular tradicional de elite para a Alpha. Ela elogiou a forma como o programa incentivou sua filha a seguir seus interesses: participar de um clube do livro e trabalhar com colegas para criar um negócio de confeitaria. Oficinas de percussão africana e construção de robôs foram pontos altos da escola. Ela acrescentou que a escola tem uma biblioteca.

Diferentemente de outros campi da Alpha, os alunos de Manhattan estão registrados na prefeitura como alunos em regime de ensino domiciliar, porque o Departamento de Educação do estado se recusou a incorporar a Alpha como uma escola particular. Pelo menos outros seis estados rejeitaram as solicitações da Alpha para abrir escolas públicas charter, frequentemente levantando questionamentos sobre a falta de professores tradicionais.

Sarah Cone disse que não se incomodava. “Ela está extremamente feliz na Alpha e aprendendo muito”, disse ela sobre a filha.

Edward Nevraumont mudou-se para Austin para que seus quatro filhos pudessem frequentar uma escola particular de elite. Ele gosta de poder acompanhar online o desempenho dos filhos e de ter a oportunidade de avançar além do nível escolar esperado. Sua filha, Everest, foi convidada de Melania Trump para o discurso do Estado da União.

Nevraumont disse que o currículo poderia ser superficial, mas elogiou a Alpha por ser receptiva ao feedback dos pais. A maior lacuna, acrescentou, é a falta de profundidade nas humanidades: “Coisas como literatura, história, geografia, artes plásticas e música.”

Realização versus crescimento
A maioria dos alunos das escolas particulares Alpha apresenta alto desempenho. O aluno mediano do jardim de infância ao 8º ano obteve uma pontuação no 87º percentil nacional em matemática no último inverno, em uma avaliação amplamente utilizada, o MAP, e no 89º percentil em leitura.

O compromisso acadêmico da Alpha com os pais, no entanto, baseia-se no crescimento.

Entre o outono e o inverno passados, a maioria dos alunos — 75% — avançou pelo menos tão rápido quanto o projetado pelas médias nacionais. Mas apenas 42% progrediram duas vezes mais rápido tanto em matemática quanto em leitura, atingindo o padrão de crescimento “2x” apresentado no marketing da empresa.

A Alpha teve particular dificuldade em atingir essa meta para seus alunos com baixo desempenho em matemática. Cerca de um quinto dos alunos de escolas particulares da Alpha obtiveram pontuação igual ou inferior ao 50º percentil nacional em matemática no último outono, e apenas 37% desse grupo atingiu o crescimento de 2x prometido pela rede até o inverno.

A Alpha destaca as médias de toda a rede, em vez dos resultados individuais dos alunos. Karen Vaites, consultora curricular que trabalha com a Alpha, escreveu em uma postagem de blog na quinta-feira, 22, que os resultados anteriores da rede “são baseados em um conjunto de produtos que não são nem metade tão bons quanto o que estamos criando agora”.


Educadores — além de pais e ex-funcionários da Alpha School — questiona a eficácia da abordagem escolar. Foto: Desiree Rios/The New York Times
Especialistas alertam que alunos de escolas públicas que utilizam o modelo da Alpha podem não ter o mesmo desempenho que alunos de escolas particulares de alto poder aquisitivo. O ambiente familiar influencia fortemente os resultados da aprendizagem, e os alunos de escolas públicas não terão acesso ao mesmo sistema de recompensas que a Alpha utiliza para motivar o desempenho.

David Slifka disse que esses incentivos funcionaram para seus gêmeos de 14 anos, que estão prosperando na Alpha, em Nova York, depois de terem dificuldades para se concentrar em salas de aula tradicionais.

“É muito difícil saber como a educação deveria ser com o avanço da IA”, disse Slifka. “Não sei se alguém já descobriu a resposta, incluindo a Alpha. Mas pelo menos eles estão se esforçando para tentar.”

Crescentes preocupações
Algumas famílias da Alpha saíram voluntariamente, enquanto outras foram forçadas a sair depois que seus filhos apresentaram dificuldades sociais ou não atingiram determinadas metas de crescimento acadêmico, de acordo com documentos e vários ex-pais e funcionários.

De acordo com a Wired, pais de alunos do campus Alpha em Brownsville, Texas, também relataram altas taxas de rotatividade estudantil.

Um ex-funcionário que passou um tempo em vários campi disse que a equipe da Alpha discutiu como equilibrar o esforço para aumentar as matrículas e, ao mesmo tempo, aconselhar e encaminhar para fora os alunos com dificuldades.

A Alpha não divulga dados sobre evasão estudantil, mas Tasha Arnold, uma funcionária da Alpha, disse ao Comitê Escolar de Boston em abril que a rede teve uma taxa de rotatividade de 6%.

Em um vídeo explicando o modelo de aprendizagem da Alpha, Price, a fundadora da rede, enfatizou que ele funciona para a maioria dos alunos, mas não para todos.

“Acreditamos que a tecnologia educacional representa apenas 10% da solução, enquanto os outros 90% são alunos motivados”, disse ela. “É um processo complexo. Dizemos aos pais que esperem resultados, não perfeição.”

A escassez de livros físicos, papel e lápis chamou a atenção de Savannah Ngo, uma especialista em leitura que visitou um dos campi da Alpha na Califórnia na primavera passada, quando estava se candidatando a uma vaga na rede — parte de uma nova iniciativa da Alpha para contratar educadores com experiência em alfabetização infantil. “Foi perturbador”, disse ela sobre a experiência.

Durante sua visita, Savannah viu que os alunos haviam recebido volumes encadernados com histórias que eles mesmos escreveram. Uma criança contou a Savannah que havia solicitado a um chatbot de IA que escrevesse o texto. Os chatbots podem ser usados ​​em oficinas à tarde, embora não façam parte do currículo matutino baseado em aplicativos.

Savannah recebeu a oferta de emprego, mas recusou, apesar de sentir que muitos dos funcionários que conheceu eram acolhedores e comprometidos.

Laura Tortorelli é pesquisadora de leitura na Universidade Estadual de Michigan e está desenvolvendo um aplicativo de leitura com inteligência artificial. Ela afirmou que, embora a tecnologia possa proporcionar prática personalizada, não pode substituir o ensino humano.

Ela observou que pesquisas mostram que os alunos compreendem melhor o que leem em formato impresso do que em telas.

“Eu adoro tecnologia educacional”, disse ela. “Estou interessada no seu potencial para ajudar os professores a desempenharem melhor suas funções. Não para substituí-los.”

Uma ex-funcionária da Alpha disse que os monitores de sala de aula eram enérgicos, mas frequentemente careciam de formação educacional formal. A funcionária viu alunos de apenas 5 anos sentados sozinhos, com dificuldades em tarefas como formar letras. Às vezes, as crianças eram orientadas a assistir a vídeos do YouTube em busca de ajuda.

A cultura estudantil na Alpha também está sob nova análise
Wayne Vaughan, um ex-pai de aluno da Alpha, escreveu nas redes sociais que seu filho frequentou a principal escola primária da Alpha em Austin por cinco anos, onde outros pais relataram “autocrítica negativa” entre seus filhos devido à pressão criada pela comparação com os colegas pelo nome.

Recentemente, alunos de escolas particulares do ensino médio de diversos campi da Alpha participaram de um “acampamento intensivo” de oito semanas para calouros, com o objetivo de desenvolver características como resiliência e espírito empreendedor. Entre outras tarefas, eles foram solicitados a limpar banheiros públicos ou realizar outros “trabalhos sujos”.

Alguns alunos foram conectados a monitores de frequência cardíaca enquanto assistiam a vídeos de seus pais os criticando, na frente de seus colegas.

“Não acreditamos que a existência de desconforto signifique que o exercício falhou”, diz um artigo no site da Alpha sobre o treinamento intensivo. “Na verdade, em muitos aspectos, isso ilustra por que essa habilidade precisa ser ensinada.”

Alguns alunos do treinamento intensivo compartilharam a experiência com entusiasmo, embora pelo menos um tenha expressado apreensão.

A existência do campo de treinamento intensivo foi revelada por Benjamin Riley, um especialista de longa data em políticas educacionais que se tornou um crítico ferrenho da inteligência artificial nas escolas.

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Expansão para escolas públicas
Os filhos de executivos das áreas de tecnologia e finanças não são os únicos que estão aprendendo com a Alpha.

A rede também inclui a Unbound Academy, uma escola pública virtual do tipo charter no Arizona. De acordo com dados do programa, a escola apresentou resultados acadêmicos decepcionantes.

Os líderes da Alpha estão comercializando o TimeBack sob a marca Student para escolas públicas tradicionais, prometendo que os distritos pagarão apenas pelos alunos que atingirem as metas de aprendizagem. Um documento da Alpha mostra que quase 2.000 alunos na Carolina do Sul estão usando o software, nos distritos escolares do Condado de Jasper e do Condado de Allendale. Os responsáveis ​​por esses distritos não responderam às perguntas.

Em Fort Davis, um distrito rural do Texas, e no Distrito Escolar Independente de Aldine, em Houston, grupos de alunos usam o TimeBack para complementar o ensino tradicional por menos de duas horas por dia, segundo funcionários do distrito. Os distritos escolares do Texas que usam o TimeBack afirmaram que não estão pagando por ele.

Um porta-voz das escolas de Aldine disse que os alunos bem-sucedidos poderiam escolher prêmios em um catálogo, que variava de pequenos brinquedos a uma bicicleta.

Michelle Hartmann, diretora de inovação em Fort Davis, escreveu em um e-mail: “É um momento empolgante para a educação no Texas, quando o que antes era um ‘Não’ categórico se transforma em um ‘Sim, com certeza!’”

Autoridades da área da educação do estado do Texas facilitaram as discussões entre os distritos escolares e a Alpha, de acordo com o The Texas Tribune e a ProPublica.

As escolas públicas que utilizam o TimeBack são predominantemente negras, hispânicas e de baixa renda.

No Distrito Escolar Independente de Houston, cerca de 100 crianças foram selecionadas para participar do projeto piloto TimeBack em matemática e leitura, por apresentarem desempenho acima do 60º percentil. O programa tinha como objetivo liberar tempo no período da tarde para excursões e outras atividades práticas de aprendizagem.

Mas, de acordo com Miles, o superintendente de Houston, nas primeiras cinco semanas, muitos alunos passaram as tardes tentando recuperar o conteúdo perdido.

Nas escolas particulares da Alpha, alguns alunos também passam bem mais de duas horas por dia no TimeBack, e algumas famílias contratam tutores, de acordo com pais e funcionários.

Miles afirmou que as famílias poderiam sair do programa e que o distrito retiraria as crianças que não apresentassem progresso suficiente.

Daniel Willingham, psicólogo cognitivo da Universidade da Virgínia, afirmou ter sérias preocupações com os métodos da Alpha. Comprimir o conteúdo acadêmico em duas horas por dia sugere uma falta de amplitude e profundidade, disse ele.

“Eles acham que a maneira de endurecer as crianças é fazê-las limpar um banheiro, e a maneira de fazê-las aprender é fazê-las concluir a tarefa o mais rápido possível”, disse Willingham, acrescentando: “Essas são teorias psicológicas ingênuas”.
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October 26, 12:53 PM
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Trabalho infantil atinge quase 88 mil crianças de 5 a 9 anos

Faixa etária, que inclui o final da primeira infância, teve em 2025 o menor número absoluto já registrado, mas sua participação no total de crianças e adolescentes em trabalho infantil ainda é maior que em 2016
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October 26, 7:37 AM
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A educação brasileira entre o acesso e a baixa aprendizagem

A educação brasileira entre o acesso e a baixa aprendizagem | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil tem desempenho pior até que o de países com dificuldades econômicas semelhantes, evidenciando que o problema vai além da falta de recursos
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O aluno que não pergunta

A atribuição ao Khanmigo elevou o desempenho em matemática em cerca de 0,06 a 0,08 desvio-padrão ao longo de um ano letivo, e os autores estimam 0,14 para um ano de participação ativa. É modesto e os ganhos se parecem com os relatados para a prática no Khan Academy sem IA. Essa semelhança não deve ser lida como empate, porque não veio de um confronto entre alternativas dentro do mesmo experimento, e sim da aproximação entre números produzidos em estudos diferentes.

Ainda assim, temos uma resposta parcial. Ligado, por dois anos, em dezoito escolas, o modo tutor não fez o que se esperava dele.

Não era o valor padrão. Ou melhor: não era só o valor padrão.
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Bem-estar digital na perspectiva da OCDE : propostas de proxies para a dimensão conexões sociais no Brasil

Bem-estar digital na perspectiva da OCDE : propostas de proxies para a dimensão conexões sociais no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Analisa a adequação dos indicadores propostos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para mensurar a dimensão conexões sociais do bem-estar digital no Brasil. Com base nos microdados das pesquisas TIC Domicílios e TIC Kids Online Brasil, do Cetic.br, o estudo propõe indicadores alternativos para examinar o uso de redes sociais e as experiências negativas vivenciadas por crianças e adolescentes no ambiente digital, considerando diferenças regionais, etárias, de sexo e de escolaridade. Os resultados de 2024 mostram que 81,2% da população brasileira usuária de internet com 12 anos ou mais utilizou redes sociais, enquanto 20% dos adolescentes de 12 a 17 anos relataram pelo menos uma experiência relacionada ao uso indevido de informações pessoais, à discriminação, ao preconceito ou ao tratamento ofensivo na internet. A análise evidencia que as diferenças de uso estão mais associadas à faixa etária e à escolaridade do que à região geográfica. Os autores ressaltam, contudo, que as proxies utilizadas apresentam limitações metodológicas e não permitem medir diretamente a qualidade das relações sociais ou a coesão social. Concluem que a mensuração do bem-estar digital exige indicadores mais abrangentes, capazes de contemplar a qualidade das interações, a confiança, o pertencimento, a discriminação, o assédio, a desinformação e outras formas de vulnerabilidade digital, contribuindo para o aprimoramento das pesquisas e das políticas públicas relacionadas à sociabilidade digital.
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Uberização muda o mercado de trabalho no Brasil - 20/10/2026 - Economia - Folha

Uberização muda o mercado de trabalho no Brasil - 20/10/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it

Aplicativos absorvem quem não encontra emprego formal, mas renda menor e jornadas longas alimentam a insatisfação
Quase dois milhões de brasileiros trabalham em plataformas de transporte e entrega
Rafael Antunes foi caminhoneiro por duas décadas, trabalho que lhe permitiu comprar uma casa pequena na zona norte do Rio de Janeiro e pagar uma universidade particular para uma filha. Mas, desde que perdeu o emprego, há dois anos, Antunes trabalha como motorista da Uber.

"Depende do mês, mas às vezes ganho apenas metade do que ganhava antes", disse o homem de 52 anos. "Mas veja, para um cara da minha idade, é o único trabalho que consigo hoje em dia."


Retratos da motorista de Uber Viviane Moraes, 44, que atende ao serviço U-Elas, com corridas apenas para mulheres - Jardiel Carvalho/Folhapress
Sua experiência ajuda a explicar muito do que acontece por trás dos indicadores da economia brasileira — e por que a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta tantas dificuldades. Enquanto os países mais ricos do mundo temem o impacto da inteligência artificial sobre seus mercados de trabalho, o Brasil ainda tenta se adaptar à onda tecnológica anterior, à medida que a economia dos aplicativos se espalha rapidamente.

Os principais indicadores econômicos parecem positivos sob Lula, com crescimento sólido ao longo de seu terceiro mandato e taxa de desemprego de 5,3%, a menor desde o início da série histórica atual, em 2012.

Mas os eleitores não estão convencidos. Uma pesquisa da Quaest realizada em setembro mostrou que 49% acreditam que a economia piorou no último ano, em meio ao aumento do endividamento das famílias, enquanto apenas 19% consideram que ela melhorou.

Uma das explicações para essa desconexão está no crescimento expressivo da Uber e dos aplicativos de entrega, que funcionam como uma espécie de rede de proteção econômica para muitas pessoas com dificuldades para encontrar trabalho em tempo integral.

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Trabalhadores por aplicativo protestam contra o PLP 152


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Quase 2 milhões de pessoas, em sua maioria homens, trabalham atualmente em tempo integral para aplicativos de transporte ou entrega —cerca de 2% da força de trabalho. O número de motoristas cresceu 37% em três anos, segundo uma pesquisa do governo. O motivo mais comum para trabalhar nos aplicativos, constatou o instituto brasileiro de estatística, é a dificuldade de encontrar outro emprego.

A tendência é tão disseminada que ganhou até um termo em português: a "uberização" da economia. Alguns trabalhadores, porém, passaram a questionar se Lula, ex-líder sindical dos anos 1970, é a pessoa mais indicada para conduzir essa transformação.

"A Uber se tornou uma espécie de programa de emprego garantido, só que, nesse caso, sustentado pela demanda privada [...] sem ela, o desemprego certamente seria maior", afirmou Daniel Duque, economista brasileiro que calculou que a economia dos aplicativos reduziu a taxa geral de desemprego em cerca de um ponto percentual.

O Brasil oferece condições ideais para a Uber, com cidades enormes e espalhadas e transporte público irregular. O país tem salários relativamente baixos e uma grande parcela da força de trabalho sem contratos formais, enquanto um número crescente de pessoas se sente atraído pela possibilidade de trabalhar por conta própria.

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Moradores de Paraisópolis e Heliópolis sofrem para usar transporte por aplicativo


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Os brasileiros fazem mais viagens pela Uber do que os habitantes de qualquer outro país, e cerca de 85% dos adultos já usaram o serviço pelo menos uma vez. Na maioria dos meses, três das cinco principais cidades da Uber no mundo ficam no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Duque estima que, no Rio, 10% dos homens de 25 a 29 anos trabalham para aplicativos, proporção que chega a 7% em São Paulo.

Alguns economistas afirmam que o fenômeno é um dos elementos de uma "vibecession", termo usado para descrever situações em que indicadores econômicos positivos não correspondem à percepção das pessoas sobre a economia —algo semelhante ao ocorrido nos Estados Unidos durante o governo Joe Biden.

Segundo esses economistas, a insatisfação econômica que não aparece nos indicadores é uma das razões para o desempenho surpreendente do senador de direita radical Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial deste mês. Ele obteve 47% dos votos, ante 45% de Lula. Agora, é o favorito para o segundo turno, em 25 de outubro.

A dependência crescente da economia dos aplicativos contribuiu para "um sentimento mais amplo de ressentimento no Brasil, que vem se acumulando há algum tempo", afirmou Guilherme Klein Martins, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mais de 80% das famílias estão pagando dívidas pessoais, situação agravada pelos juros elevados no Brasil, disse ele. A renda real dos brasileiros está apenas começando a se recuperar de uma década de turbulência econômica e inflação alta.

A expansão da Uber também reflete uma mudança cultural mais ampla em direção ao individualismo e ao empreendedorismo, que representa uma ruptura com a preferência pelo trabalho sindicalizado, valorizado pelos eleitores durante boa parte da trajetória política de Lula.

"Há 30 anos, o primeiro emprego costumava ser na indústria —talvez em uma grande empresa, com sindicatos atuantes [...] mas agora provavelmente será na Uber", afirmou Mansueto Almeida, ex-integrante da cúpula do Ministério da Fazenda e atual economista-chefe do BTG Pactual.

O segundo motivo mais citado pelos trabalhadores para aderir à economia dos aplicativos é a flexibilidade. Klebson Vitorino, de 23 anos, pediu demissão do emprego como operador de máquina de impressão para trabalhar como motorista da Uber em São Paulo. Ele planeja cursar engenharia agronômica na universidade, mas continuará dirigindo para sustentar os estudos.

"Estou tratando isso mais como um passatempo até conseguir alcançar meus objetivos", afirmou.

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Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno das eleições 2026


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Carlos Ribeiro, que trabalha há dois anos como motorista do serviço Uber Black em São Paulo, disse que agora tem mais controle sobre a própria vida.

"Se eu precisar levar meus filhos ao médico ou algo assim, posso estar presente sempre que necessário", afirmou.

Mas Leandro Cruz, dirigente de um sindicato de motoristas de aplicativos em São Paulo, disse que muitos começam animados, mas depois percebem que ganham cada vez menos à medida que surgem problemas com o carro, seja por uma pane ou por acidentes. "Muitos acabam tendo de trabalhar sete dias por semana para conseguir manter as contas em dia", afirmou.

Antes, os trabalhadores de aplicativos digitais ganhavam mais do que a média dos salários do setor privado. Os dados mais recentes, porém, mostram que os rendimentos agora são semelhantes, enquanto a jornada semanal média na economia dos aplicativos é 5,4 horas mais longa.


A Uber afirmou que sua plataforma tem impacto positivo, aumentando a renda dos trabalhadores e reduzindo o desemprego. A empresa está investindo R$ 2 bilhões em tecnologia no Brasil.

O Partido dos Trabalhadores, fundado por Lula após sua atuação sindical em São Paulo, corre agora o risco de perder a conexão com os integrantes mais jovens da classe trabalhadora, segundo alguns analistas. Neste ano, Lula procurou enfrentar o problema ao lançar uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para que motoristas comprem seus próprios veículos, em uma tentativa de atrair trabalhadores da economia dos aplicativos.

"Quando criamos uma política que permite a um motorista da Uber ter seu próprio carro [...] esse é o tipo de coisa que só o Estado pode fazer", afirmou.

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Nielson Costa, de 37 anos, morador de São Paulo que trabalha como motorista da Uber há três anos, não votou no primeiro turno e não se convenceu com as novas medidas do governo.

"Se eu não tivesse dívidas, não precisaria da ajuda do governo", afirmou. "O governo não se importa de verdade com os motoristas de aplicativos."

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Desafio da inteligência artificial se alastra para além do impacto tecnológico

Desafio da inteligência artificial se alastra para além do impacto tecnológico | Inovação Educacional | Scoop.it

Empresas sofrem para adotar novas ferramentas porque acumulam processos, decisões e estruturas ultrapassadas
Além de implementar soluções, IA ajuda a construir capacidades que permitem transformar o negócio
Há uma pergunta que tem aparecido com frequência nas salas de reunião: como aproveitar o potencial da inteligência artificial? Embora legítima, acredito que ela parte do ponto errado.
O verdadeiro desafio da IA não é tecnológico, mas humano, organizacional e cultural: a maioria das empresas não sofre por falta de IA, mas pelo excesso de processos, decisões e estruturas que já não fazem sentido.
Acompanhamos uma aceleração sem precedentes no desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que as empresas adotem essas soluções rapidamente.
Ainda assim, dados externos apontam que menos de 20% das iniciativas de IA conseguem efetivamente gerar valor. O dado reforça que o desafio não está apenas em incorporar a tecnologia, mas em criar as condições para que as pessoas apliquem a IA na resolução de problemas reais, na transformação de processos, no ganho da famosa escala e, sobretudo, na geração de impacto concreto para o negócio.
Durante muito tempo, a tecnologia foi vista como uma área de suporte, responsável por manter sistemas funcionando e garantir a operação. Hoje, essa visão já não é suficiente. Em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico, ela passou a ser um dos principais motores de transformação dos negócios.
Essa mudança se vê também na transformação do perfil das lideranças de tecnologia. CIOs e CTOs já não são especialistas técnicos e sim líderes de negócio, que precisam compreender os desafios da organização, suas prioridades e ambições de crescimento, além de influenciar as equipes e lideranças na mudança necessária.
O foco deixa de ser exclusivamente a implementação de soluções e passa a ser a construção de capacidades que permitam transformar a forma como a empresa opera, toma decisões e gera valor.
A inteligência artificial acelerou essa evolução. Isso porque seu impacto não se limita a uma única função ou departamento. Ela atravessa toda a organização. Está presente no desenvolvimento de produtos, na análise de dados, no planejamento da cadeia de suprimentos, na jornada comercial, na construção de marcas e nos processos internos.
A sua força está justamente na capacidade de conectar áreas, informações e decisões, na transversalidade e não no pensamento funcional em silos, com cada área pensando na "sua IA".
Mas existe uma armadilha comum nesse processo que vejo diariamente no meu dia a dia: olhar para a tecnologia antes de olhar para o problema. Muitas vezes, equipes e áreas discutem quais ferramentas devem adotar, chegam com um pedido de ferramenta, quando a pergunta mais importante deveria ser outra: qual desafio estamos tentando resolver?
A diferença parece pequena, mas muda completamente a forma de inovar. Quando começamos pelo desafio, conseguimos identificar oportunidades reais de transformação. Quando começamos pela tecnologia, corremos o risco de apenas digitalizar processos antigos que já não fazem sentido diante das novas possibilidades.
Em outras palavras, podemos simplesmente estar automatizando a ineficiência.
Esse é um ponto especialmente importante quando falamos de inteligência artificial generativa e dos agentes de IA. Mais do que aumentar a produtividade, essas soluções nos convidam a repensar e simplificar nossos processos, integrando agentes de IA às equipes tradicionais.
Por isso, acredito que a transformação impulsionada pela IA depende menos da tecnologia e mais das pessoas. Nenhuma ferramenta é capaz de transformar uma organização sozinha. É necessário criar uma cultura que estimule o questionamento da forma como sempre fizemos as coisas, processos que incentivem a experimentação, o aprendizado contínuo e colaboração entre diferentes áreas, em especial com a equipe de gestão de pessoas, parceiro chave no meu caso.
Se a inteligência artificial tem potencial para impactar toda a empresa, seu conhecimento também não pode ficar restrito aos especialistas. O futuro passa pela democratização do acesso à tecnologia e pela construção de ambientes em que cada profissional seja capaz de identificar oportunidades de aplicação dentro de sua própria realidade.
É o que chamamos "AI first", onde a IA deixa de ser uma ferramenta de especialistas e passa a ser a forma como a companhia trabalha, toma decisões e, no melhor dos casos, gera valor
As organizações mais bem-sucedidas nessa jornada provavelmente não serão aquelas que tiverem acesso aos algoritmos mais avançados. Serão aquelas que conseguirem aproximar tecnologia e negócio, gerando insights que aceleram a tomada de decisão interna, com ações que impactam o mercado de forma mais rápida e diferenciada.
Porque o verdadeiro desafio da IA nunca foi tecnológico, é sobre evoluir e aprender a reaprender neste novo contexto e essa continua sendo, essencialmente, uma tarefa humana.

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Inteligência artificial exige um novo pacto entre tecnologia e confiança - 27/10/2026 - 2026

Inteligência artificial exige um novo pacto entre tecnologia e confiança - 27/10/2026 - 2026 | Inovação Educacional | Scoop.it

O avanço da inteligência artificial nos convida a repensar não apenas o que a tecnologia pode fazer, mas como ela pode ampliar o potencial das pessoas.
Em um mundo cada vez mais orientado por dados e algoritmos, confiança, empatia e responsabilidade humana seguem sendo os elementos que dão sentido à inovação
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar parte da rotina de milhões de pessoas. Em poucos anos, ela passou a responder perguntas, resumir documentos, criar imagens, apoiar diagnósticos e transformar a maneira como vivemos. Talvez nenhuma outra tecnologia recente tenha avançado tão rapidamente, nos permitindo não somente entregar experiências disruptivas, mas também fazê-las em uma velocidade impressionante.
Essa velocidade, porém, traz uma responsabilidade proporcional. Quanto mais presente a inteligência artificial se torna em atividades que afetam a vida das pessoas, maior é a necessidade de garantir que seu desenvolvimento esteja baseado em princípios como transparência, segurança e confiança.
No setor financeiro, essa discussão ganha um significado ainda maior. Um banco não administra apenas recursos financeiros. Participa da realização de projetos de vida, da compra da casa própria, da abertura de um negócio, do planejamento de uma aposentadoria. Cada decisão precisa combinar eficiência tecnológica com experiência e responsabilidade humana.
Durante muitos anos, o debate sobre inteligência artificial esteve concentrado na automação de tarefas. Hoje, acredito que a questão mais relevante seja outra: como utilizar essa tecnologia para potencializar a capacidade das pessoas e repensar processos, e não simplesmente automatizar ou substituir atividades.
Essa mudança de perspectiva vem orientando nossa jornada no Bradesco. Desde 2016, a inteligência artificial faz parte de nossa estratégia com a BIA (Bradesco Inteligência Artificial) e nos últimos anos passou a impactar ainda mais a forma como desenvolvemos soluções, analisamos informações e prestamos atendimento, sempre com o objetivo de tornar a experiência dos clientes mais simples, personalizada e segura.
Ao mesmo tempo, ela vem reduzindo o tempo dedicado por nossas equipes a atividades repetitivas, permitindo que profissionais concentrem seus esforços em inovação, análise e relacionamento.
O impacto dessa transformação está na qualidade das decisões. Quando conseguimos compreender melhor o contexto de cada cliente, antecipar necessidades e oferecer soluções mais aderentes ao seu momento de vida, a tecnologia se torna um instrumento de proximidade e inclusão.
Ao mesmo tempo, quanto mais sofisticados se tornam os modelos de inteligência artificial, mais importante passa a ser o papel das pessoas. Nenhum algoritmo substitui a capacidade de interpretar e tomar decisões em situações complexas, exercer empatia ou assumir responsabilidades em decisões que afetam outras pessoas. O futuro não será construído por humanos ou máquinas, mas pela colaboração entre ambos.
Isso exige investimentos contínuos em capacitação, novas competências e uma cultura capaz de preparar profissionais para trabalhar ao lado da inteligência artificial. As habilidades mais valorizadas tendem a ser justamente aquelas que nenhuma tecnologia consegue reproduzir plenamente: pensamento crítico, criatividade, discernimento e capacidade de construir relações de confiança.
O Brasil reúne condições para ocupar uma posição relevante nessa transformação. Temos um sistema financeiro reconhecido internacionalmente pela capacidade de inovar e uma população que adota rapidamente novas tecnologias. Temos a oportunidade de utilizar a inteligência artificial para ampliar o acesso a serviços de qualidade e gerar desenvolvimento econômico.
O verdadeiro sucesso da inteligência artificial não será medido pela quantidade de tarefas automatizadas. Será medido pela capacidade de fortalecer a confiança entre indivíduos e instituições. É dessa relação de inovação que conecta pessoas, de forma sustentável, que nascerão as transformações com impacto exponencial para a sociedade.
E é este o caminho que estamos seguindo.

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IA obriga empresas a mapear processos e pôr os dados em ordem - 27/10/2026 - 2026

IA obriga empresas a mapear processos e pôr os dados em ordem - 27/10/2026 - 2026 | Inovação Educacional | Scoop.it
A corrida das empresas para incorporar a inteligência artificial está produzindo um efeito inesperado. Antes de descobrir o que a tecnologia pode fazer por elas, muitas estão sendo obrigadas a entender como elas mesmas funcionam para, só então, ingressarem nessa revolução tecnológica.

Para ensinar a máquina, é preciso saber onde o trabalho começa, quais informações devem ser utilizadas, que decisões são tomadas no caminho e qual resultado deve ser entregue —e o mais comum é que os gestores das empresas não façam a menor ideia de como isso se dá.

O problema aparece quando se tenta fazer a transição do uso da IA das tarefas mais simples—resumir um documento, produzir um texto ou ajudar a escrever um código— para a execução de parte dos processos vitais no dia a dia do negócio.


Dr. Edgar Gil Rizzatti, presidente das unidades médica, técnica e de inovação do Grupo Fleury - Adriano Vizoni/Folhapress
A consultora de IA Aline Sordili explica que a facilidade —ou a dificuldade— de incorporar a tecnologia está diretamente relacionada ao conhecimento que os gestores têm sobre a empresa.

"Muitos CEOs estão ansiosos para melhorar os processos e adotar ferramentas com IA, mas a maioria das empresas, logo de saída, se depara com o problema elementar: não terem procedimentos mapeados, um passo inicial e essencial na adoção do sistema", diz Sordili.

Empresas que passaram os últimos anos digitalizando operações, organizando bases de dados e transformando rotinas em software são as que largam na frente. As demais descobrem que, antes de adotar a inteligência artificial, existe uma etapa bem menos glamourosa: arrumar a casa.

Na Petrobras, essa arrumação começou muito antes de existir o ChatGPT, por exemplo. A companhia trabalha na estruturação e governança de dados há cerca de 25 anos. Parte desse conhecimento hoje está reunido no Aida (Ambiente Integrado de Dados e Analytics), criado para permitir que diferentes áreas publiquem e compartilhem informações seguindo os mesmos conceitos.

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Cursos de inteligência artificial estão se tornando um dos mais concorridos do Brasil


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Já são cerca de 10 mil produtos de dados disponíveis. Parece muito. Para uma empresa do tamanho da Petrobras, é pouco, diz Cassiano Ebert, gerente-executivo de tecnologia da informação e telecomunicações.

"Em um projeto de inteligência artificial, você gasta 80% do tempo organizando os dados e 20% fazendo inteligência artificial", afirma Ebert. "A organização do dado é que vai determinar o sucesso ou não do projeto."

No caso da estatal, esse mapeamento pode colocar a IA em áreas estratégicas, como exploração de novas reservas e automação de plataformas, com ganhos mensuráveis.

A tecnologia, por exemplo, regula as tochas das refinarias de petróleo. Câmeras e visão computacional monitoram a chama, enquanto uma IA ajusta automaticamente os parâmetros de combustão. A sua entrada nessa operação já gerou uma economia de US$ 200 milhões.

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Ou seja, a IA precisa ser entendida não como um salto tecnológico milagroso, mas como uma nova etapa da transformação digital. Na geração anterior, havia o software. A IA é um estágio seguinte, mais sofisticado.

Se uma empresa ainda trabalha com formulários e rotinas pouco estruturadas, introduzir inteligência artificial é possível, mas de forma mais lenta e custosa. Se o processo já está organizado em softwares e conta com dados digitalizados, o caminho é bem mais curto.

O Itaú vivenciou essa realidade. O banco já utilizava modelos tradicionais de inteligência artificial em áreas como gestão de risco e crédito quando apareceu a IA generativa, uma tecnologia capaz de criar conteúdos inéditos. Ao decidir ampliar o seu uso, na virada de 2022 para 2023, o avanço foi rapidamente difundido, diz Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú.

O executivo diz desconhecer uma área do banco na qual hoje a IA não esteja presente em algum nível. Em três anos foram materializados mais de mil casos de uso da ferramenta, em setores tão diversos quanto marketing, gestão de pessoas, operações de câmbio. No jurídico, uma das primeiras áreas a investir em ciência de dados, ela ajuda a lidar com um universo de mais de 70 milhões de documentos.

"Brinco que eu fui atropelado pela IA. Em muitos aspectos, a tecnologia amadureceu muito rápido aqui, e a gente conseguiu sair do mundo de pesquisa para o mundo de aplicação", afirma Mazzei.

O nível de envolvimento com a tecnologia é tal que o banco já está olhando para uma etapa seguinte: como viabilizar transações financeiras entre agentes de IA. Mazzei lembra que o uso das ferramentas tem avançado rapidamente para que as pessoas orientem suas IAs a comprar uma passagem, reservar um hotel, efetuar pagamentos. Do outro lado, estarão outras IAs prestando o serviço.

"Chamamos de dinheiro das máquinas", explica o executivo, uma alternativa que, apesar de parecer ficção científica, pode estar em uso no mercado em cerca de dois anos.

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O segundo choque de realidade ocorre quando as empresas se dão conta de que não vão encontrar uma IA pronta, sob medida para suas demandas, na prateleira de uma big tech.

Os grandes fornecedores até começam a oferecer agentes parcialmente prontos, mas a transformação do negócio depende da combinação da tecnologia com informações, sistemas e processos que pertencem à própria empresa, explica Anderson Soares, um dos maiores especialistas brasileiros na área.

Professor da UFG (Universidade Federal de Goiás), Soares é fundador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da universidade e preside o seu conselho estratégico, além de atuar como CAIO (Chief AI Officer) da AI Brasil, iniciativa nacional voltada ao desenvolvimento da tecnologia no país.

Há uma década, afirma ele, empresas de setores tradicionais eram essencialmente compradoras de tecnologia. Quem desenvolvia, testava, errava e aperfeiçoava software era o fornecedor. Com a IA, companhias cujo negócio não seja necessariamente tec, mas banco, automóvel, telecomunicação ou varejo, começaram elas próprias a desenvolver e customizar tecnologia.

"É preciso entender que tecnologia de prateleira não vai ser transformadora —isso nunca aconteceu, nunca vai acontecer, até porque aquilo que você pode comprar na prateleira, todos os seus concorrentes compram também. Então, você estaria só igualando o jogo", explica Soares.

O Magazine Luiza, uma empresa de varejo, entende essa dinâmica há quase uma década. Desde 2014, conta com o Luizalabs, um hub de desenvolvimento de tecnologia que atua como um dos pilares da transformação digital da companhia. Com 2.400 desenvolvedores e especialistas, dá suporte a diferentes áreas, incluindo financeiro, atendimento e gestão de estoque, como uma peça fundamental para o posicionamento atual do Magalu como empresa de tecnologia.


André Fatala, vice-presidente do Luizalabs e do Magalu Cloud, da Magazine Luiza - Adriano Vizoni/Folhapress
Em 2024, também criou uma liderança exclusiva para IA para acelerar sua adoção em toda a empresa, incluindo cuidar do "cérebro da Lu", uma ferramenta de IA commerce conhecida na ponta pelo cliente como WhatsApp da Lu.

Graças ao avanço da inteligência artificial, ela entende gostos, necessidades e alternativas de pagamentos por pessoa, atendendo cada cliente em sua individualidade. O WhatsApp da Lu foi desenvolvido pelo Luizalabs em parceria com a Meta, dona do WhatsApp, e o Google.

A empresa também percebeu que era preciso espalhar a capacidade de desenvolver IA para além do departamento de tecnologia, explica André Fatala, vice-presidente do Luizalabs e do Magalu Cloud.

Quase 3.000 funcionários já passaram por um programa de capacitação. No final, participam de uma espécie de hackathon, um tipo de evento intensivo da área de tecnologia, em que as equipes se reúnem para criar um projeto do zero. Nessa dinâmica, escolhem problemas reais de suas áreas e tentam construir soluções para eles. Cerca de 250 nasceram daí.

O Magalu também liberou ferramentas de IA para seus engenheiros de software estabelecerem novas relações com a máquina.

O primeiro movimento foi semelhante ao de outras empresas: dar ao programador um assistente capaz de ajudá-lo a escrever código. Agora, a companhia testa outra relação, diz Fatala. Em vez de pedir ajuda para escrever determinado trecho, o desenvolvedor pode entregar o problema ao agente.

A máquina lê o repositório de códigos, escreve a solução, executa os testes e devolve o trabalho para aprovação. "Você delega. Fala: ‘Eu preciso resolver determinado ponto de problema que identifiquei em produção’. Ele vai lá, lê toda a parte do seu repositório de códigos, escreve tudo sozinho, faz a parte dos testes e fala: ‘Está pronto, valida aí’", explica o executivo. Ou seja, o humano não desaparece. Ele muda de posição.

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Hackathon



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Porém, nessa corrida pela adoção da IA, também é preciso saber evitar modismos. Não se adota IA por adotar. O grupo Fleury é um exemplo dessa moderação. A proposta é implantá-la onde ela realmente acrescenta valor, explica Edgar Gil Rizzatti, presidente das unidades médica, técnica e de inovação do grupo.

"Está claro, por exemplo, que a IA ajuda demais em todas as tarefas que envolvem reconhecimento de padrões," afirma. Na área de saúde, é o caso dos exames de imagem. Algoritmos auxiliam médicos a identificar padrões suspeitos em mamografias, tomografias, dermatologia e anatomia patológica.

A IA também é importante para fazer o chamado "rastreamento oportunístico", tarefa mais desafiadora para humanos: procurar, em um exame feito por uma razão, sinais de outro problema, que ainda não havia sido investigado ou sequer estava sob suspeita.

Um exemplo são as tomografias de tórax, que contam com ferramentas de IA capazes de procurar cálcio nas artérias coronárias, um marcador de maior risco cardiovascular —mesmo quando o exame foi pedido
por outro motivo.

Na validação feita pelo grupo, com mais de 4.000 pessoas, cerca de 22% das que haviam feito o exame por razões não cardiológicas apresentavam cálcio nas coronárias. Identificado o risco, o paciente pode ser encaminhado para avaliação e prevenção antes de sofrer um evento cardiovascular.

O Fleury estima que a estratégia possa evitar ao menos 70 casos de infarto ou de AVC por ano. Mas o laboratório mais importante funciona com outra lógica, explica o executivo.

"É um laboratório totalmente automatizado, de maneira que as amostras chegam, um braço robótico pega os tubinhos, coloca num carrinho. Parece pista daquele carrinho de autorama", conta Rizzatti sobre a operação.

Esse laboratório na cidade de São Paulo recebe material de mais de 720 municípios. Processa em torno de 4 milhões de exames por mês e tem capacidade para chegar a 7 milhões. O fluxo é tão afinado que libera mais de 150 mil exames por dia, sendo que 80% ficam prontos em até 180 minutos.

Rizzatti explica que essa superlinha é comandada por três softwares convencionais. A IA aparece apenas em pontos específicos de verificação de procedimentos. "O sistema usa a chamada lógica booleana [sistema matemático anterior à IA e à própria computação], ele não precisa se valer de machine learning em todas as situações —e tudo bem."
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October 27, 7:29 AM
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Empresas recorrem à religião para ensinar ética à IA

Empresas recorrem à religião para ensinar ética à IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Enquanto empresas de tecnologia competem para desenvolver a inteligência artificial mais poderosa, algumas também se perguntam como ensinar um chatbot a distinguir o certo do errado. A resposta? A religião.

“Essas não são perguntas que um laboratório possa responder”, disse Chris Olah, cofundador da Anthropic, no início deste ano, durante a apresentação, no Vaticano, da encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial. “São perguntas com as quais tradições como a sua lidam há milênios.”

Em meio a essa tão discutida aproximação com a fé, houve pouca atenção pública ao que exatamente essas empresas de tecnologia entendem por religião — e, talvez mais importante, ao que esperam obter com essa aproximação.

Enquanto executivos alertam para o potencial destrutivo da IA e debatem a necessidade de desenvolver modelos capazes de tomar decisões alinhadas a determinados princípios morais, recorrem cada vez mais a filósofos e líderes religiosos.

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October 27, 7:26 AM
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MEC oferta cursos de formação para diretores escolares e coordenadores pedagógicos

MEC oferta cursos de formação para diretores escolares e coordenadores pedagógicos | Inovação Educacional | Scoop.it

Estão abertas as inscrições para os cursos de aperfeiçoamento em mentoria de diretores escolares e de coordenadores pedagógicos. As formações são gratuitas e a distância (EaD), com carga horária de 210 horas cada, encontros síncronos semanais e início previsto para fevereiro de 2027.

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October 27, 7:23 AM
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39 meta-análises, 39 resultados positivos: Uma auditoria revela falhas graves na pesquisa sobre IA na educação. 

39 meta-análises, 39 resultados positivos: Uma auditoria revela falhas graves na pesquisa sobre IA na educação.  | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma auditoria forense de 14 das 39 meta-análises revelou sérias falhas conceituais e estatísticas. Publicados em periódicos de editoras renomadas, como Springer Nature, Wiley, SAGE e Taylor & Francis, esses 14 artigos acumularam mais de 3.000 citações e continuam a receber 200 citações por mês, segundo o Google Acadêmico — o que sugere que a eficácia da IA ​​é um fato comprovado. Uma meta-análise foi retratada quase um ano após sua publicação em maio de 2025 em um periódico da Nature, depois que dois pesquisadores noruegueses apresentaram uma queixa. 

A nova auditoria foi conduzida por Patrick O'Neill, professor universitário no campus de Bloomington, Indiana, da Ivy Tech, que examinou uma amostra dos estudos subjacentes e os métodos estatísticos utilizados para combinar seus resultados em meta-análises. O'Neill encontrou padrões recorrentes de erros, alguns dos quais, segundo ele, poderiam ter sido facilmente detectados apenas com a leitura dos resumos dos estudos. 

Durante o webinar de 20 de outubro, O'Neill descreveu uma série de "estatísticas impossíveis", "referências alucinatórias" e "conclusões exageradas". Alguns dos estudos subjacentes chegaram a citar artigos publicados sobre IA generativa antes mesmo de essa tecnologia ser disponibilizada ao público. Os links para essas citações, por vezes, levavam a estudos não relacionados. 

Muitos dos estudos agregados sequer mediram o quanto a IA impulsionou o aprendizado. Por exemplo, estudantes de enfermagem que estudaram três horas por semana com um instrutor usando IA foram comparados a colegas que não tiveram nenhuma sessão de estudo (é claro que eles tiveram um desempenho melhor nas provas). Estudantes que jogaram videogames e responderam a perguntas geradas por IA superaram os estudantes que não fizeram nenhuma das duas coisas. Em outro experimento, estudantes que conversaram com um chatbot de IA relataram sentir menos ansiedade.
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October 27, 7:13 AM
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Microsoft propõe saída voluntária a 60 mil funcionários

Microsoft propõe saída voluntária a 60 mil funcionários | Inovação Educacional | Scoop.it
O plano abrange um quarto do quadro de funcionários da gigante de tecnologia, que busca reduzir custos enquanto investiu até US$ 41 bilhões (R$ 221,4 bilhões) —apenas no trimestre de abril a junho—, principalmente em data centers e nos chips necessários para a inteligência artificial.
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October 26, 2:23 PM
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Google blinda Android, entra na mira do Cade e irrita fãs: 'ja já vira iOS'

Google blinda Android, entra na mira do Cade e irrita fãs: 'ja já vira iOS' | Inovação Educacional | Scoop.it

O Google começou pelo Brasil a impor restrições à instalação em smartphones que rodam Android de aplicativos que venham de fora da Google Play e de lojas parceiras. A blindagem chegará ao restante do mundo em 2027.
Gratuito e de código aberto, o sistema operacional do Google se tornou o mais popular do mundo ao ser embarcado por quase todas as fabricantes de celulares. Por outro lado, atrai fãs por dar liberdade para experimentos e modificações de serviços sem passar pelo crivo da big tech. Se conta com a parceria das grandes fabricantes de smartphones, a blindagem ao Android irritou muitos dos aficionados por tecnologia. "Não tem mais motivo para não usar um iPhone" e "Já já vira um iOS, e a liberdade se esvai" são alguns dos comentários nas redes.
Não foram só eles a fazer perguntas. Antes de a medida começar a valer, no fim de setembro, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) acionou o Google para entender se desenvolvedores menores seriam prejudicados e por que o Brasil foi escolhido como laboratório mundial de ação tão drástica. As respostas da big tech vieram, e entidades da sociedade civil não ficaram contentes e pediram a suspensão da restrição. Como o movimento do regulador brasileiro ocorre dentro de inquérito aberto em 2024 para investigar se o Google usa seu domínio no Android para minar rivais à Google Play,, o prognóstico para a big tech não é bom: procedimento similar forçou a Apple a abrir o iOS para lojas rivais pela primeira vez na história em 2026.

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October 26, 12:51 PM
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Coalizão Ceará pela Primeira Infância - Uma história de colaboração e impacto

Coalizão Ceará pela Primeira Infância - Uma história de colaboração e impacto | Inovação Educacional | Scoop.it
Publicação da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, Fundação Van Leer e Porticus América Latina, que sistematiza os seis anos de atuação da Coalizão Ceará pela Primeira Infância. O documento reconstrói a trajetória da iniciativa — criada em 2019 para fortalecer a política estadual de primeira infância com foco em famílias em maior vulnerabilidade — e apresenta o portfólio de oito iniciativas desenvolvidas nos eixos de gestão, parentalidade, educação infantil e cidades, entre elas o apoio à gestão do Programa Mais Infância Ceará, os Parâmetros de Qualidade e Equidade da Educação Infantil, o Sistema de Avaliação Permanente da Educação Infantil (Sapi), os programas de parentalidade ACT, Crescer Aprendendo e Família+, o Urban95 e o Primeira Infância Antirracista (PIA). Traz também cinco lições aprendidas sobre governança colaborativa, institucionalização e sustentabilidade de políticas públicas. Baseado em processo de escuta qualificada com os parceiros governamentais e não governamentais envolvidos, o material é voltado a gestores públicos, pesquisadores e organizações interessadas em políticas de primeira infância e modelos de colaboração intersetorial.
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October 26, 7:37 AM
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Carpinteiro consegue controlar braço robótico com os músculos após receber implante sob a pele

Carpinteiro consegue controlar braço robótico com os músculos após receber implante sob a pele | Inovação Educacional | Scoop.it
Sensor transforma sinais musculares em comandos para movimentar os dedos e o punho de uma prótese; tecnologia começou a ser testada em humanos na Austrália
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