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November 17, 2012 6:11 AM
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Comunidades ganham software colaborativo

A pergunta é recorrente: "Por que o Brasil é assim, por que tanta desigualdade?". Foi com base nesse questionamento, sempre presente na mente da alemã Daniela Mattern, de 32 anos - há quase uma década no País -, que surgiu o Mootiro Maps, uma ferramenta online, lançada neste ano, que mapeia dentro do ambiente digital as necessidades de educação, saúde, lazer e cultura de comunidades pobres de São Paulo e do Rio de Janeiro.

"O nome Mootiro vem do tupi e significa construção coletiva. O instrumento surge como banco de dados intuitivo de acesso aberto alimentado pelas próprias comunidades", explica Daniela. O Mootiro acaba funcionando com uma espécie ferramenta colaborativa que permite, por meio da tecnologia de georreferenciamento, a inclusão de queixas da população quanto à falta de escolas e praças, ou de dados sobre clubes de leitura e atividades teatrais ofertadas por outras pessoas na mesma localidade - informações de pouco acesso ou até inexistentes para essas populações.

A inclusão de dados na ferramenta já alcançou 301 comunidades - a maior parte delas é da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro. "A ferramenta acaba se transformando num guia da comunidade e também acaba mapeamento as carência dos serviços públicos", diz Daniela. A zona leste de São Paulo, por exemplo, faz parte do Mootiro, e o seu mapeamento foi realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Saúde Mental na Educação Básica · Report GPTS® · 3ª Edição (2026)

Mais da metade dos adolescentes brasileiros descreve a escola como um ambiente onde a agressão é parte do cotidiano. 57% relatam ao menos uma das duas realidades: bullying e xingamentos frequentes, ou violência física tratada como brincadeira normal — tapas, socos e empurrões que "acontecem o tempo todo". E 31% relatam as duas ao mesmo tempo, o que significa que praticamente um terço dos estudantes convive simultaneamente com a agressão verbal e a física naturalizadas.
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Today, 10:42 AM
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Ceia/UFG lança Lumi, modelo brasileiro de inteligência artificial para impulsionar negócios

Ceia/UFG lança Lumi, modelo brasileiro de inteligência artificial para impulsionar negócios | Inovação Educacional | Scoop.it
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás (UFG), lança hoje o CEIA Lumi, um novo modelo de linguagem de inteligência artificial (LLM) desenvolvido especialmente para a língua portuguesa e adaptado à realidade brasileira. A tecnologia foi criada para oferecer às empresas, de forma gratuita, uma alternativa às soluções internacionais, permitindo o desenvolvimento de aplicações próprias de IA, com maior autonomia, flexibilidade e menor dependência de infraestrutura de terceiros. O lançamento foi feito na manhã desta quarta, durante o AI Brasil Experience 2026, em São Paulo.

O Lumi é o primeiro modelo open source do CEIA; isso significa que cada empresa poderá utilizar a tecnologia como ponto de partida e criar suas próprias soluções, incorporando informações e dados específicos de suas atividades sem a necessidade de exportar informações sensíveis.

A iniciativa busca atender a uma demanda crescente do mercado brasileiro por soluções de inteligência artificial que considerem as particularidades do país. Atualmente, boa parte das tecnologias utilizadas por empresas nacionais é desenvolvida no exterior, o que pode representar desafios relacionados à personalização, aos custos de operação e à dependência de fornecedores internacionais.
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Today, 10:38 AM
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IA GENERATIVA E DESENHO UNIVERSAL PARA A APRENDIZAGEM: UM FRAMEWORK CONCEITUAL PARA PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ACESSÍVEIS | Revista do CERES

IA GENERATIVA E DESENHO UNIVERSAL PARA A APRENDIZAGEM: UM FRAMEWORK CONCEITUAL PARA PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ACESSÍVEIS | Revista do CERES | Inovação Educacional | Scoop.it
A expansão da inteligência artificial generativa (IAG) na educação tem gerado transformações nas práticas pedagógicas, mas sua incorporação não contempla adequadamente a diversidade dos aprendizes, especialmente estudantes com deficiência. O presente artigo propõe o framework DUA-IAG, um arcabouço conceitual que articula os três princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA 3.0) com quatro categorias de affordances pedagógicas da IAG (geração textual, multimodalidade, personalização adaptativa e suporte à avaliação), complementado por camadas transversais de análise ética e diferenciação contextual. A metodologia adota a perspectiva da Design Science Research, com revisão narrativa da literatura e procedimentos de construção de frameworks conceituais. O framework é apresentado em estrutura matricial com exemplos aplicados para cenários de alta e baixa conectividade, atendendo à realidade das escolas públicas brasileiras, particularmente nas regiões Norte e Nordeste. A discussão aborda tensões entre a lógica de personalização individual da IAG e a ênfase do DUA 3.0 na aprendizagem coletiva, riscos de viés algorítmico e dependência tecnológica, e propõe o conceito de “uso assimétrico” da IAG, no qual o professor utiliza as ferramentas em ambiente com conectividade e translada os benefícios para a sala de aula na forma de materiais acessíveis previamente preparados. O artigo contribui para a formação docente em educação inclusiva e para políticas públicas de integração da IA em contextos educacionais acessíveis.
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AGENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU: PRÁTICAS, RISCOS E SALVAGUARDAS PARA INTEGRIDADE E AUTORIA À LUZ DE DIRETRIZES ONU/UNESCO | Revista do CERES

AGENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU: PRÁTICAS, RISCOS E SALVAGUARDAS PARA INTEGRIDADE E AUTORIA À LUZ DE DIRETRIZES ONU/UNESCO | Revista do CERES | Inovação Educacional | Scoop.it
Este artigo analisa o uso de agentes de inteligência artificial (IA) baseados em modelos de linguagem no âmbito da pós-graduação stricto sensu, com ênfase em práticas acadêmicas, riscos e salvaguardas relacionadas à integridade e à autoria. Justifica-se a investigação pela intensificação do emprego desses sistemas em atividades de pesquisa e escrita, em um contexto no qual a formação do pesquisador exige rastreabilidade, responsabilidade autoral e rigor epistêmico. Metodologicamente, realizou-se pesquisa qualitativa de natureza documental e bibliográfica, com análise de conteúdo aplicada a diretrizes internacionais (ONU/UNESCO) e literatura acadêmica sobre agentes de IA, educação superior e integridade acadêmica. Os resultados indicam quatro usos recorrentes: organização do fluxo de trabalho, revisão linguística, mapeamento exploratório de literatura e apoio procedimental. Identificam-se riscos principais: fragilização da confiabilidade e da validação de fontes, reprodução de vieses e assimetrias epistêmicas, exposição indevida de dados e impactos formativos associados à delegação de operações centrais do trabalho intelectual. A discussão sistematiza diretrizes técnicas para governança do uso: transparência por etapa e finalidade, verificação obrigatória em fontes primárias, preservação de rastros mínimos, limites de não delegação para decisões analíticas e protocolos de proteção de dados. Conclui-se que a adoção responsável de agentes de IA na pós-graduação requer tradução de princípios éticos em procedimentos institucionais verificáveis, de modo a preservar autoria responsável, integridade científica e qualidade formativa.
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Today, 10:28 AM
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Estudo Macrotendências 2027-2028 | Casa Firjan

Estudo Macrotendências 2027-2028 | Casa Firjan | Inovação Educacional | Scoop.it
9ª edição do documento desenvolvido pelo Lab de Tendências Firjan IEL apresenta sinais de mudança para apoiar a construção de planejamentos estratégicos
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Today, 10:26 AM
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Parlamentar com doença degenerativa recupera voz com IA e volta a discursar

Durante 15 anos, Jane Campbell precisou de um assistente para fazer seus discursos no Parlamento do Reino Unido. A capacidade de falar da parlamentar vem sendo comprometida por uma atrofia muscular espinhal desde que ela tem um ano. Numa sessão de outubro de 2026, porém, o plenário da Câmara dos Lordes ouviu algo diferente: o tom, o ritmo e a entonação da voz da própria baronesa, reconstruídos por inteligência artificial.

É a primeira vez que um integrante de qualquer uma das casas do Parlamento britânico fala aos colegas com uma voz gerada por IA. O feito histórico ocorre no momento em que a clonagem de voz é encarada mais como ameaça do que como promessa. A técnica que devolveu a voz a Campbell é usada por golpistas para imitar parentes em golpes por telefone, fabricar falas de políticos e produzir áudios falsos que circulam em grupos de mensagem.

Ao autorizar o uso de uma voz sintética, o Parlamento britânico, que ainda preserva regras do século 18, sinalizou que o crucial não é se vozes com IA devem existir, mas quem a controla e quais são as garantias. A máquina, diz Campbell, reproduz o som, mas as ideias são dela.
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Today, 10:14 AM
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NY veta chatbots de IA que fingem amizade e namoro com crianças

NY veta chatbots de IA que fingem amizade e namoro com crianças | Inovação Educacional | Scoop.it

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, assinou uma lei que impõe regras de segurança a chatbots de inteligência artificial usados por crianças e adolescentes, segundo o Engadget.
É o fim do namoro com IAs?
Empresas de IA terão de verificar a idade dos usuários e oferecer ao menos uma forma de confirmação que não dependa apenas de documento oficial. As companhias também precisarão apagar as informações de idade depois de usá-las.
Chatbots acessados por menores de 18 anos ou por usuários sem idade confirmada não poderão fingir ser pessoas reais, vivas ou com emoções humanas. A regra também proíbe que eles aleguem relações pessoais, românticas, profissionais ou de autoridade com crianças.
A legislação veta perguntas emocionais sem provocação e o uso de informações pessoais ou de saúde obtidas em conversas anteriores. Os sistemas não poderão promover suicídio, automutilação, transtornos alimentares ou uso de drogas e álcool.
Chatbots também ficam proibidos de incentivar menores a guardar segredos, se isolar ou evitar ajuda de pais, adultos de confiança e profissionais. Hochul declarou que menores não terão mais acesso a sistemas que fingem ser seus amigos, namorados ou namoradas.
O público poderá registrar denúncias em um site ligado à procuradoria-geral do estado. Empresas que descumprirem a lei podem receber multas civis de até US$ 25 mil por violação, além de pagar por indenizações e outras medidas de reparação.
Quando as regras entram em vigor
A lei passa a valer em seis meses e pode obrigar empresas a apagar dados obtidos ilegalmente e modelos treinados com essas informações. Jim Steyer, fundador e presidente da Common Sense Media, afirmou que a medida é uma referência para o restante dos Estados Unidos.
Hochul também assinou uma lei para reforçar a segurança de babás eletrônicas conectadas à internet vendidas no estado. Os aparelhos terão de bloquear acessos não autorizados a imagens e sons captados e exibir alertas sobre conexões sem proteção.
As regras para babás eletrônicas entram em vigor em 90 dias. No início do mês, oito estados americanos moveram ações separadas contra a OpenAI e acusaram a empresa de colocar crianças em risco.

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Today, 9:59 AM
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Violência cresce e vínculo escolar cai no fundamental

Violência cresce e vínculo escolar cai no fundamental | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre o 4º e o 7º ano, percentual de alunos que declaram ir à escola felizes diminui, enquanto relato de exposição à violência mais que dobra
Dados são do relatório Saúde Mental & Bem-Estar Escolar, da Great Place to Study Brasil, que ouviu 90 mil estudantes, educadores e familiares
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Today, 9:55 AM
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Projeto cria política nacional para levar internet de alta velocidade a todas as escolas públicas

Projeto cria política nacional para levar internet de alta velocidade a todas as escolas públicas | Inovação Educacional | Scoop.it
O Projeto de Lei 2625/26, em análise na Câmara dos Deputados, cria a Política Nacional de Universalização da Internet de Alta Velocidade nas Escolas Públicas da Educação Básica.

A proposta prevê acesso gratuito, contínuo e de qualidade à internet em todas as escolas públicas do país.
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Today, 9:53 AM
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Demissões em tecnologia chegam a 135 mil em 2026 e superam em 10% o total do ano passado

Demissões em tecnologia chegam a 135 mil em 2026 e superam em 10% o total do ano passado | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento reúne cortes em 335 empresas; Netflix e eBay anunciaram a eliminação de cerca de mil postos cada em outubro
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Today, 9:50 AM
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Home | European Social Survey

Home | European Social Survey | Inovação Educacional | Scoop.it
Access the latest Round 11 dataset Data and post-stratification weights are now available from all 31 countries who participated in Round 11 (2023/24) of our survey. Read more The way you access our data has changed All European Social Survey (ESS) data and documentation is now only accessible...
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Today, 9:47 AM
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Acervo acadêmico e diploma digital: instituições avançam na implementação

Acervo acadêmico e diploma digital: instituições avançam na implementação | Inovação Educacional | Scoop.it
Mais de 90% das instituições do Sistema Federal de Ensino Superior informaram a conclusão da implementação do acervo acadêmico digital, essencial para a segurança e integridade dos documentos produzidos
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Today, 10:51 AM
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'Minha vida social despencou completamente': a geração Z está lutando contra as grandes empresas de tecnologia | Tecnologia | The Guardian

'Minha vida social despencou completamente': a geração Z está lutando contra as grandes empresas de tecnologia | Tecnologia | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it

'Minha vida social despencou completamente': a geração Z está lutando contra as grandes empresas de tecnologia.
De aplicativos que bloqueiam distrações a celulares minimalistas, os jovens estão encontrando maneiras de se desconectar de plataformas que, segundo eles, lucram com sua atenção.
“Minha vida social desmoronou completamente e parecia que minha vida se resumia apenas às redes sociais e à escola”, disse ela.
Cansada de lutar pelo autocontrole, Moukoudi baixou o Opal, um aplicativo que força os usuários a resolverem problemas de matemática antes de reabrirem aplicativos que os distraem. É uma das empresas em crescimento no vasto setor de desintoxicação digital que atrai usuários – de preferência pagantes – prometendo mantê-los longe de seus dispositivos. O setor é avaliado em quase US$ 1 bilhão e estima-se que cresça para quase US$ 8 bilhões até 2035.
Muitas dessas empresas esperam capitalizar sobre o crescente cansaço da geração Z em relação aos dispositivos e plataformas de mídia social com os quais cresceram. Quase 60% dos entrevistados da geração Z se identificaram como viciados em mídias sociais em uma pesquisa de abril, e um terço dessa geração afirmou ter excluído alguns desses aplicativos, de acordo com uma pesquisa de 2025.
Essa mudança também foi impulsionada pela crescente indignação com as plataformas tecnológicas , que fizeram com que alguns da geração Z se sentissem explorados para fins lucrativos.
A Geração Z “foi basicamente otimizada para a dopamina por sistemas muito inteligentes”, disse Kenneth Schlenker, 39, ex-profissional de marketing de produto do Google e cofundador da Opal. “Mas essa geração também está percebendo o que não quer e está tentando mudar a forma como o sistema a afeta.”
Algumas pessoas estão optando por dispositivos completamente novos. Kendall Schrohe, de 23 anos, sócia-fundadora da Attention Studio, uma empresa de consultoria que assessora pais e legisladores sobre tecnologia responsável, disse que trocou seu smartphone por um Light Phone , que custa US$ 349 e inclui recursos mínimos de smartphone.
“Essas grandes plataformas tecnológicas vêm prejudicando as pessoas há anos, e só agora estamos sentindo os impactos disso”, disse Schrohe. “Nossa geração foi a cobaia das grandes empresas de tecnologia, e nosso sofrimento e vício nesses aplicativos foram explorados para gerar lucro.”
Shreya Nallamothu, de 19 anos, estudante de ciência da computação na Universidade Duke, criou seu próprio " Brick " (algo como "prédio de bloqueio"), um dispositivo para bloquear aplicativos selecionados, usando etiquetas de comunicação por campo de proximidade (NFC) de US$ 8 que ela comprou online.
“Todos merecem ter uma boa relação com a tecnologia, e isso não deveria ser proibitivo devido ao custo”, disse Nallamothu. “Muitas vezes, os interesses das empresas de tecnologia não coincidem com os interesses dos usuários. As redes sociais se distanciaram do potencial da boa tecnologia, e as pessoas perceberam isso.”
A pesquisa que Nallamothu realizou no ensino médio ajudou a convencer senadores estaduais em Illinois a aprovar um projeto de lei recente para impedir a exploração parental de crianças nas redes sociais e o estado a aprovar uma lei que obriga os pais a indenizar seus filhos .
Novos aplicativos focados em eventos também estão tentando capitalizar a mudança de foco das redes sociais. O Pie (People I Enjoy), um aplicativo que destaca eventos locais, incluindo bares pop-up, corridas de 5 km e encontros para shows, cresceu 150% em um único mês – saltando de 120.000 usuários em julho para 300.000 em agosto.
A cofundadora Nadya Okamoto descreve a Pie como uma rede social presencial e ativa.
“Eu penso nas redes sociais como um consumo passivo de conteúdo, mas o Pie é diferente disso”, disse Okamoto. “Os usuários estão ativamente interagindo e construindo seu círculo social.”
O cofundador Andy Dunn, que também fundou a marca de roupas masculinas Bonobos, acrescentou: "Tudo no produto foi pensado para que você queira interagir com essas pessoas. Isso te dá muito mais autonomia."
O preço do uso desses aplicativos de desintoxicação digital pode variar. Uma assinatura do Opal custa US$ 99,99 por ano, enquanto o Brick, um bloco físico que os usuários de celulares tocam para bloquear e desbloquear aplicativos, custa US$ 59. O Shift, um aplicativo que promete transformar um smartphone em um " celular comum " que só pode fazer chamadas ou enviar mensagens de texto, cobra um pagamento único de US$ 150.
Essa é uma das razões pelas quais convencer a geração Z, que busca uma desintoxicação digital, a pagar por um novo aplicativo pode ser complicado. Assim como aproximadamente 95% dos 10 milhões de clientes da Opal, dos quais 75% são da geração Z, Moukoudi disse que está usando a versão gratuita. "Não vou pagar por um aplicativo só para recuperar minha vida", afirmou a estudante universitária.
Para alguns, simplesmente excluir aplicativos resolve o problema. Han Choi, de 26 anos, excluiu todos os aplicativos de redes sociais no ano passado para poder dedicar mais tempo a noites de jogos de perguntas e respostas e a exercícios físicos.
“As pessoas estão rejeitando os sistemas que foram implementados por aqueles que lucram com a nossa submissão”, disse Choi. “A economia da negatividade constante não é uma da qual precisamos continuar participando.”

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Today, 10:46 AM
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Opinion | Worried About A.I. Taking Your Job? This Is for You. - The New York Times

Opinion | Worried About A.I. Taking Your Job? This Is for You. - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Workers are increasingly worried that artificial intelligence will take their jobs. Back in the late 1950s, on the San Francisco docks just down the street from what’s now Anthropic’s headquarters, a longshore labor leader named Harry Bridges faced a similar fear: that a new technology would make jobs disappear. The Opinion video above details the story of how Bridges fought to make technological change work for his longshoremen — and how workers today can use his playbook.
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO: AUTORIA RESPONSÁVEL, FORMAÇÃO DOCENTE E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO | Revista do CERES

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO: AUTORIA RESPONSÁVEL, FORMAÇÃO DOCENTE E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO | Revista do CERES | Inovação Educacional | Scoop.it
Este ensaio tem como objetivo analisar criticamente as implicações educacionais, epistemológicas e éticas da inteligência artificial generativa (IAG), com ênfase nas relações entre autoria, formação docente e responsabilidade na produção do conhecimento. A reflexão justifica-se pelo fato de que a IAG precisa ser compreendida para além de seu uso instrumental como ferramenta de produtividade, considerando seus efeitos sobre práticas de leitura, escrita, avaliação, validação de informações, inclusão digital e mediação pedagógica. Trata-se de um ensaio teórico, de caráter crítico, interpretativo e propositivo, fundamentado na análise da literatura sobre inteligência artificial na educação, ética da inteligência artificial, dependência de plataformas digitais, autoria, formação docente e desigualdades sociotécnicas. O percurso argumentativo evidencia que sistemas generativos podem apoiar práticas educacionais, como revisão textual, adaptação de materiais, acessibilidade, planejamento didático e exploração de hipóteses, mas também apresentam riscos relacionados à opacidade algorítmica, vieses, fragilização da autoria, dependência de plataformas, uso indevido de dados e ampliação de desigualdades educacionais. Defende-se que a apropriação educacional da IAG exige formação docente crítica, critérios de autoria responsável, transparência, verificação epistemológica, políticas de inclusão digital, proteção
de dados e compromisso com justiça educacional. Conclui-se que a IAG deve ser tratada como tecnologia sociotécnica e objeto de reflexão pedagógica, ética e política, subordinada às finalidades públicas, democráticas e formativas da educação.
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Today, 10:38 AM
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REGULAÇÃO DO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE DIRETRIZES INSTITUCIONAIS BRASILEIRAS (2020–2026) | Revista do CERES

REGULAÇÃO DO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE DIRETRIZES INSTITUCIONAIS BRASILEIRAS (2020–2026) | Revista do CERES | Inovação Educacional | Scoop.it
A Inteligência Artificial (IA) emergiu como uma tecnologia disruptiva cuja rápida difusão desafia os ritmos tradicionais de regulação educacional. Este artigo analisa as diretrizes institucionais sobre o uso de IA em universidades brasileiras, com ênfase no período de 2020 a 2026, complementadas por referenciais internacionais. A pesquisa adota abordagem qualitativa e documental, examinando normativas de instituições como UNICAMP, UFBA, UFG, UNESP, UNESPAR e UFC, além de diretrizes de agências como CNPq e contribuições do Departamento de Educação dos Estados Unidos. Os resultados indicam convergência em princípios como transparência, integridade acadêmica e centralidade da supervisão humana (“human-in-the-loop”), embora haja variações significativas quanto ao grau de formalização e aplicação das normas. Conclui-se que o Brasil avança de um cenário de ausência regulatória para um modelo emergente de governança ética da IA, ainda marcado por desafios relacionados à padronização, formação docente e soberania tecnológica.
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Today, 10:35 AM
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Datafolha revela o que estudantes querem da educação

Datafolha revela o que estudantes querem da educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa Datafolha com 5.296 jovens revela que a avaliação positiva das escolas convive com a falta de professores, o risco de abandono e as dificuldades de acesso a oportunidades de formação.
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Today, 10:27 AM
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Estudo da Firjan traz tendências e provoca a educação

Estudo da Firjan traz tendências e provoca a educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Relatório apresenta três macrotendências para 2027–2028 e discute como mudanças na tecnologia, nos territórios e na confiança digital podem orientar a formação de professores e as decisões estratégicas na educação
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Today, 10:25 AM
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Prodesp e Sebrae-SP lançam Speed GOV para acelerar até 100 startups em cinco anos –

Prodesp e Sebrae-SP lançam Speed GOV para acelerar até 100 startups em cinco anos – | Inovação Educacional | Scoop.it
Objetivo é ajudar as startups que enfrentam dificuldades para entrar no mercado de contratações públicas. Programa é destinado a startups com CNPJ no Estado de São Paulo. Inscrições vão até o dia 27 de novembro.
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Salário reduz atratividade da carreira docente

Salário reduz atratividade da carreira docente | Inovação Educacional | Scoop.it
Vocação pode levar um jovem a escolher a docência e manter um professor em sala de aula por décadas, mas remuneração, estabilidade e jornada de trabalho também pesam na atratividade da carreira e continuam entre os desafios históricos enfrentados pelos professores no Brasil, afirmam especialistas.

Em 2025, professores com ensino superior recebiam, em média, R$ 5,6 mil por mês, abaixo dos R$ 6,6 mil pagos a outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica do Todos Pela Educação. Os contratos temporários também crescem. Além disso, a categoria enfrenta mudanças na dinâmica da sala de aula.

Jucélio Guedes, de 52 anos, viu o trabalho mudar ao longo de seus 28 anos de carreira, principalmente com o surgimento dos celulares e da inteligência artificial, que disputam a atenção dos alunos. Coordenador pedagógico de uma escola pública de tempo integral em Macaparana, no interior de Pernambuco, ele também dá aulas de biologia nos fins de semana em um cursinho preparatório para o Enem.


“O que me faz permanecer por tanto tempo na sala de aula é ajudar um jovem sem perspectiva nenhuma a realizar um sonho. Um filho de um cortador de cana chegar na universidade para fazer engenharia civil, para fazer engenharia química, para fazer medicina. A alegria do aluno é a minha alegria”, afirma.

Ele conta que incentiva os alunos a considerar a licenciatura, mas diz que muitos já conhecem as dificuldades da profissão, sabem que o professor leva trabalho para casa e enfrenta desvalorização que, segundo ele, não se limita à remuneração e envolve a falta de reconhecimento na sala de aula e na sociedade.

Ainda há quem escolha a docência desde criança. É o caso de Vinicius Castro, de 27 anos, que está no início da carreira como professor de história em uma escola privada de João Pessoa. Há pouco mais de um mês em sala de aula, ele conta que o interesse pela profissão começou inspirado pelo professor de história que teve na infância.

Castro avalia que a remuneração e a falta de perspectivas de crescimento na carreira podem desestimular os professores. Ele acredita que valorizar a educação como base de tudo é fundamental para melhorar as condições de trabalho.

Para Gabriela Moriconi, pesquisadora do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas (FCC), a carreira teve avanços importantes para aumentar a atratividade, como criação do piso nacional do magistério, em 2008. Segundo o anuário, o piso passou de R$ 3,4 mil, em 2015, para R$ 5,1 mil, em 2025, valor corrigido pela inflação.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036) também estabeleceu como meta equiparar a remuneração média dos professores com ensino superior à de outras categorias com a mesma escolaridade. A diferença está diminuindo nos últimos ano, mas em 2025 docentes da rede pública com graduação recebiam 85% do rendimento médio de profissionais com ensino superior.

A estabilidade se tornou outro desafio. O anuário mostra que a proporção de contratos temporários avançou nas redes municipais (de 25,9% para 36,9%) e estaduais (de 35,6% para 48,6%) de 2015 a 2025. O crescimento ocorreu na contramão da meta do PNE anterior, que previa apenas 10% em contratos temporários, e também representa desafio para a meta de 30% de temporários do novo plano até o final de 2030.

“O que a gente ouve também nas redes é que há uma mudança demográfica, então estão nascendo menos crianças. A gente não vai precisar de um quadro de efetivos tão grande lá na frente, daqui a 10, 20, 30 anos, porque a pessoa faz concurso hoje e fica 30 anos. Mas a gente não sabe o quanto isso tem sido usado como justificativa para não contratar um efetivo, que é mais caro do que contratar um temporário”, diz.

Entre os desafios, Moriconi destaca ainda as jornadas parciais, como as de 20 horas semanais, ou a remuneração por hora-aula, que podem não garantir renda suficiente ao profissional. Bárbara Born, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, diz que estas jornadas têm impactos sobre a saúde física e mental dos professores, além de afetar a aprendizagem dos alunos.

“O professor não vai ter um tempo dedicado para sentar com os colegas, planejar e pensar como eles podem construir um projeto pedagógico para aquela unidade escolar, e isso tem impacto direto na aprendizagem”, afirma Born.

Para ela, a falta de perspectivas de crescimento profissional, a redução da estabilidade e a percepção de que professores ganham pouco podem afastar jovens da docência. Os ataques à categoria e violências dentro da sala de aula também tornam a carreira menos atrativa.

“Você é um jovem que vai acompanhando de alguma maneira as tendências do mercado. Há anos não tem concurso público. Você tem essa rotatividade dos seus professores enquanto aluno da escola pública. Esse professor provavelmente está se queixando das suas condições de trabalho na sala de aula. Quem vai querer ser professor?”, questiona Born.

Para incentivar o ingresso, a permanência e a conclusão dos cursos de licenciatura, o governo federal criou o Pé-de-Meia Licenciaturas, lançado em janeiro de 2025. Podem ser beneficiados estudantes que obtiveram nota média igual ou superior a 650 pontos no Enem. Eles recebem uma bolsa mensal de R$ 700 e outros R$ 350 na modalidade de poupança, cujo valor pode ser resgatado após a conclusão do curso, caso ingressem como professores na rede pública de educação.

Born avalia que a iniciativa é acertada, mas afirma que ainda é necessário observar a taxa de conclusão dos cursos e se os estudantes de fato seguirão a carreira docente. Segundo ela, essa é uma avaliação de longo prazo. Ela ainda acredita que a iniciativa pode ser aprimorada, por exemplo, com a oferta de bolsas em regiões com maior carência de professores ou com foco em determinados componentes curriculares.

Moriconi também afirma que ainda é cedo para avaliar a efetividade do programa, mas considera que ele pode ajudar a manter na carreira aqueles que já demonstram interesse em seguir na docência. Para ela, o principal gargalo está depois da formação: é preciso garantir condições de trabalho que incentivem os recém-formados a permanecer na profissão nos primeiros anos, período em que eles se deparam com os desafios concretos da sala de aula.

“Os primeiros anos da docência são os mais difíceis, porque a pessoa está entrando em contato com os desafios reais. Se os desafios da profissão já são complexos e as condições que ela encontra para permanecer também são ruins, a chance de buscar uma outra alternativa em outra ocupação que aceite a formação dela é grande. E nem digo só mais atrativas, mas que viabilizem a pessoa a se sustentar”, afirma Moriconi.
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