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May 4, 2012 10:26 AM
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Saí da faculdade. E agora?

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O Eu, estudante ouviu especialistas em recursos humanos e dá conselhos para quem acabou de se formar e não consegue emprego.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 6:04 AM
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Eleições 2026: as limitações da Nova República

Eleições 2026: as limitações da Nova República | Inovação Educacional | Scoop.it
A baixa taxa de crescimento da produtividade do trabalho tem dois determinantes próximos.

Primeiro, a baixa qualidade da escola pública de ensino fundamental. Metade das diferenças de produtividade do trabalho entre as economias de elevada produtividade e as economias de baixa produtividade é explicada por habilidades cognitivas e socioemocionais embutidas nas pessoas. Ambas são adquiridas nos bancos escolares.

Segundo, o marco legal e institucional que incentiva a correta alocação do capital e do trabalho. Sabemos hoje que a correta alocação dos fatores de produção não está associada a este ou aquele setor. Mas sim a esta ou aquela empresa. Há grande variabilidade de produtividade entre empresas de um mesmo setor. As boas instituições —principalmente as legislações tributária e trabalhista, a regulação em geral e o bom funcionamento do judiciário— garantem que as empresas de menor produtividade deixem de operar e que o capital e o trabalho fluam para as empresas de maior produtividade.

Além do ciclo de vida das empresas, o setor formal bem regulado gera um ciclo de vida do trabalho. Nos países ricos, a produtividade do trabalhador empregado cresce ao longo da vida produtiva, pois seu conhecimento e experiência se elevam. Esse processo é muito pior se houver má alocação generalizada dos fatores de produção, como é o caso dos países atolados na armadilha da renda média.

Nossa escola pública tem falhado. Como tratei em coluna recente, para 90% dos alunos o maior problema das escolas públicas é a indisciplina dos próprios alunos.

Na área tributária, os regimes especiais que subsidiam pequenas e ineficientes empresas —MEI, Simples e lucro presumido— só têm se elevado.

Dada a mediocridade geral de nossa economia, a aposta de cada é buscar o empreendedorismo individual, que tem baixa produtividade. A demanda é esta, e a resposta da política aumenta o espaço para os regimes tributários especiais que subsidiam o ineficiente. O problema se agrava.

Pelo tom da atual campanha eleitoral, não há melhora até onde a vista alcança.
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Today, 5:53 AM
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O poder (invisível) dos algoritmos nas eleições

O poder (invisível) dos algoritmos nas eleições | Inovação Educacional | Scoop.it

Sistema conhece o eleitor pelo comportamento que registra, mas o eleitor não conhece os critérios do sistema
Lacunas de regulamentação, fiscalização e informação agravam essa opacidade, que prejudicam criador e receptor
As suspeitas de interferência da Meta marcaram estas eleições. Usuários relataram perda de alcance e contas restritas, e a campanha de um dos candidatos à Presidência teve a conta de anúncios desativada. Funcionários da própria empresa reconheceram, em mensagens internas, a restrição de contas de um lado e a recomendação do perfil do outro. A empresa nega interferência política e atribui os incidentes a problemas técnicos.
O TSE obriga as plataformas a excluir dos sistemas de recomendação os canais e perfis das campanhas, salvo o impulsionamento pago. Há indícios de que a regra foi descumprida, o que ainda se apura, mas interessa aqui o que ela deixa de fora: as contas de apoiadores e eleitores, que continuam a ser recomendadas. É sobre elas que operam duas intervenções opostas: a redução do alcance sem aviso e o tratamento privilegiado.
Essas intervenções pesam porque as redes sociais já rivalizam com os jornais e a televisão como fonte de informação preferida do brasileiro. Nelas, o acesso à informação depende de um critério de seleção, que cruza características do conteúdo com o comportamento de cada usuário para prever o que tende a interessá-lo e definir a ordem de exibição. Quem interage frequentemente com conteúdos de um campo político tende a ver mais deles, e cada interação estreita um pouco mais o que lhe é exibido.
Mas nem toda variação de alcance decorre dessas interações. Na redução sem aviso, a plataforma limita a circulação; no tratamento privilegiado, favorece certas publicações ou contas à margem da aplicação isonômica de suas próprias regras. A Meta diz rebaixar conteúdos que considera problemáticos ou de baixa qualidade e, em momentos críticos, reduzir ainda mais a visibilidade daqueles que se aproximam dos limites de suas políticas, ainda que não as violem.
Só a plataforma sabe, no entanto, como esses mecanismos são aplicados. O sistema conhece o eleitor pelo comportamento que registra; o eleitor não conhece os critérios do sistema. A redução sem aviso é opaca nas duas pontas: quem publica pode notar a queda de audiência, mas não sabe se ela decorre de desinteresse ou de restrição da plataforma; quem a receberia pode não perceber sua ausência. O tratamento privilegiado é igualmente invisível, e o favorecido não tem do que reclamar.
Lacunas de regulamentação, fiscalização e informação agravam essa opacidade. Os dados que permitiriam ao eleitor e a quem fiscaliza verificar se as regras valem para todos seguem, em grande parte, com as plataformas.
O problema, porém, não se esgota por aí. Ao decidir o que cada um vê, a plataforma faz uma escolha sobre o próprio debate político, que atinge todos os envolvidos. E quem a faz são empresas estrangeiras que ninguém elegeu, que não prestam contas ao eleitor brasileiro e decidem por critérios e interesses, inclusive comerciais, que só elas conhecem.
O pluralismo não se resume ao direito de publicar opiniões diferentes; depende das condições em que elas circulam e chegam às pessoas. A liberdade de expressão protege quem fala, mas também o direito de todos de conhecer o que os outros dizem. Quando um poder invisível controla essa circulação, a sociedade já não sabe se o debate a que assiste reflete o que as pessoas pensam ou o que uma empresa decidiu mostrar.
Se o poder de definir o que os cidadãos sabem antes de votar pode ser exercido sem aviso, sem justificativa e sem controle, não é preciso abolir a democracia para atentar contra ela: basta que a informação deixe de circular livremente e seja represada ou impulsionada, às escondidas, por critérios que ninguém conhece.

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October 24, 2:32 PM
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Pessoas que socializam mais resistem ao declínio cognitivo - 11/08/2025 - Equilíbrio - Folha

Pessoas que socializam mais resistem ao declínio cognitivo - 11/08/2025 - Equilíbrio - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Super-idosos têm essa característica em comum
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October 24, 10:58 AM
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Entrevista: ‘As classes aspiracionais acham que o Estado atrapalha e vão decidir a eleição', diz Rosana Pinheiro-Machado

Entrevista: ‘As classes aspiracionais acham que o Estado atrapalha e vão decidir a eleição', diz Rosana Pinheiro-Machado | Inovação Educacional | Scoop.it
Você criou o conceito de classes aspiracionais. O que elas são?

Um produto dos países emergentes do século XXI. Não é um fenômeno brasileiro, mas aqui estão muito marcadas pelas políticas dos governos Lula. Nesses períodos, tiveram a sua capacidade de sonhar e de ver uma possibilidade de ascensão social ampliadas. Tiveram acesso ampliado ao consumo e à política de redistribuição de renda, mas se mantiveram na precaridade. Isso gera uma bomba política. Esses eleitores querem mais, querem crescer, mas esbarram numa realidade difícil.

Como o ressentimento e a raiva impactam as opiniões políticas desse grupo?

Nas classes aspiracionais, a frustração vem como um processo de perceber o Estado como algo que mais atrapalha que ajuda. Elas começam a perder a memória das políticas sociais e dos direitos adquiridos pelo governo. A frustração vem de uma sensação do presente, de ver o seu poder de compra diminuído, e elas associam isso ao atual governo. Forma-se a percepção de que Estado, governo e democracia são sinônimos de algo ruim, disfuncional, e que a batalha diária do sujeito é só por ele e sua família.
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October 24, 9:46 AM
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Epistemologia da Inteligência Artificial (Enciclopédia de Filosofia de Stanford)

A inteligência artificial (IA) está sendo cada vez mais utilizada para obter conhecimento e compreensão. Por exemplo, ela é empregada para detectar objetos em imagens, fazer previsões, examinar conjecturas matemáticas e inferir relações causais. De fato, nos últimos anos, muitas pessoas se acostumaram a consultar chatbots baseados em grandes modelos de linguagem quando têm uma dúvida. No entanto, será que os humanos realmente têm justificativa para basear suas crenças nos resultados da IA? Podem afirmar que sabem coisas com base na IA? Se sim, qual é a justificativa? Que tipo de conhecimento a IA produz? Como os procedimentos inerentes à IA se comparam aos padrões bem conhecidos de inferência científica? E como a IA pode contribuir para uma melhor compreensão dos sistemas do mundo real? Responder a essas perguntas continua sendo um desafio, pois a IA é uma tecnologia nova que os humanos ainda lutam para compreender completamente. Muitos sistemas de IA são considerados "caixas-pretas" ou opacos, como costuma-se dizer.

As conquistas impressionantes da IA ​​em tarefas relacionadas ao conhecimento, juntamente com sua opacidade, motivam uma epistemologia da IA ​​— um estudo sobre o quanto a IA pode realmente contribuir para a aquisição de conhecimento e compreensão. A epistemologia da IA ​​a trata tanto como um objeto de conhecimento quanto como uma ferramenta que amplia as capacidades dos agentes epistêmicos, caso não se torne um agente epistêmico por si só. Como um ramo da epistemologia, a epistemologia da IA ​​se assemelha à epistemologia social em seu afastamento do foco no ser humano individual sem auxílio. No entanto, a epistemologia da IA ​​ainda não se consolidou como um campo filosófico estabelecido. Mesmo assim, desde o advento da IA, autores da epistemologia, da filosofia da ciência e da filosofia da mente têm abordado questões epistemológicas relativas à IA. O que hoje é chamado de “filosofia da IA” também toca em questões epistemológicas sobre a IA, mas tradicionalmente tem se concentrado mais em saber se as aplicações de IA possuem estados ou propriedades mentais. Este artigo examina e sistematiza os trabalhos epistemológicos existentes sobre IA, abrangendo IA simbólica e conexionista, e comparando aprendizado de máquina com IA pré-programada.
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October 24, 9:43 AM
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Adolescência e redes sociais: os desafios de educar na era digital

Adolescência e redes sociais: os desafios de educar na era digital | Inovação Educacional | Scoop.it
A adolescência nunca foi uma fase simples. Mas especialistas, pais e os próprios jovens concordam que crescer em um mundo conectado o tempo todo tornou esse período ainda mais complexo. O celular passou a ocupar um espaço central na rotina dos adolescentes e mudou a forma como eles se relacionam com amigos, familiares e consigo mesmos.

"O mundo mudou hoje em dia. Eu diria que é muito mais difícil ser adolescente do que há 50 anos", afirma uma especialista ouvida pela série Essa Tal de Adolescência. Segundo ela, a pandemia teve um papel importante nesse processo ao interromper experiências sociais fundamentais justamente no momento em que muitos jovens estavam entrando nessa fase da vida.

Em Recife, um projeto social que atende adolescentes há 25 anos tenta oferecer um contraponto à hiperconexão. Ali, os celulares ficam desligados durante as atividades. A proposta é simples: desacelerar e incentivar encontros presenciais.

"Quando eu cheguei eu estava tímido, agora não estou mais tímido", conta Jemerson, de 12 anos, participante do projeto. "Eu sinto um vínculo."
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October 24, 9:41 AM
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Catherine Snow: alfabetizar não é algo para um só programa - 19/10/2026 - Educação - Folha

Catherine Snow: alfabetizar não é algo para um só programa - 19/10/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O excesso no uso de telas em sala de aula, a diminuição da leitura por prazer e mudanças nas políticas de alfabetização podem estar por trás dos piores resultados dos países ricos na história do Pisa, de acordo com Catherine Snow, professora da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

"Ainda não é possível concluir se tablets e computadores desviam o foco da educação, ou se os programas educativos que usam esses dispositivos têm sido menos eficientes do que se esperava", afirma.

Os resultados do teste divulgados no início de setembro mostram uma queda entre os países membros da OCDE em leitura, ciência e matemática. Brasil permaneceu estagnado em relação à edição anterior.


Catherine Snow, professora de cognição e educação na Universidade Harvard e especialista no desenvolvimento da linguagem e da escrita em crianças - Divulgação Harvard Graduate School of Education
A pesquisadora também comenta como disputas sobre a melhor forma de alfabetizar levaram a uma crise nos EUA —em 83% dos distritos, os estudantes performam pior em leitura do que há dez anos, de acordo com avaliação nacional— e comenta os riscos de políticas semelhantes que têm se espalhado pelo Brasil.

"Há uma multiplicação de avaliações que medem quão rápido as crianças leem palavras. Um foco excessivo na velocidade pode atrapalhar a compreensão e afastar os estudantes da leitura", afirma.

No Brasil, avaliações desse tipo são feitas em 25 das 27 unidades da federação, de acordo com o MEC (Ministério da Educação). No âmbito do programa Criança Alfabetizada, 27,5% dos estudantes brasileiros de 2º ano são avaliados.

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O MEC também disponibiliza avaliações de leitura e escrita, realizadas por 48,8% e 39,7% dos alunos dessa faixa etária, respectivamente. Além das avaliações sugeridas pelo ministério, que são opcionais, estados e municípios também têm autonomia para realizar outros testes em suas redes.

Snow esteve em São Paulo em setembro para participar de encontro da rede ProLEER, que reúne educadores e especialistas da América Latina, dos EUA e dos Países Baixos, fundada por ela, e do Jeduca (Congresso Internacional de Jornalistas de Educação).
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October 24, 9:38 AM
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Inteligência artificial e emprego: IA reduz contratações?

Inteligência artificial e emprego: IA reduz contratações? | Inovação Educacional | Scoop.it
O resultado, segundo o próprio Nationalbank: até setembro de 2025, o emprego nas empresas adotantes estava cerca de 11% abaixo da trajetória que se esperaria caso elas tivessem seguido o padrão das empresas comparáveis não adotantes, mas isso não descreve uma queda absoluta de pessoal, e sim um afastamento em relação a uma trajetória contrafactual, e boa parte dele vem de um mecanismo específico: as empresas não aumentaram desligamentos na mesma proporção, mas passaram a contratar menos, principalmente entre trabalhadores jovens e mais escolarizados, de forma mais acentuada em empresas menores e em ocupações mais expostas à IA.
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October 23, 9:37 AM
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Bolsa Família: O custo da pobreza e o preço do preconceito - 22/10/2026 - Jorge Abrahão - Folha

Bolsa Família: O custo da pobreza e o preço do preconceito - 22/10/2026 - Jorge Abrahão - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O suposto estímulo à ociosidade é um dos exemplos mais persistentes. Uma revisão de estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) concluiu que, salvo grupos específicos, os efeitos das transferências de renda sobre a oferta de trabalho são inexistentes ou muito pequenos. Outra análise do instituto mostrou que, de 2019 a 2023, período de expansão dos benefícios, a proporção de pessoas com carteira assinada cresceu, sobretudo nos domicílios mais pobres. Isso não elimina possíveis efeitos em situações particulares, mas contraria a generalização de que receber o auxílio estimula as pessoas a abandonar o emprego.

Aqui cabe outro dado importante. O número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família caiu de 21.194.184, em março de 2023, para 18.739.076, em março de 2026. Ou seja, em três anos, 2,4 milhões de famílias deixaram de ser atendidas pelo programa. É muita gente. Os dados são da Sagicad (Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Aliás, há muitos dados importantíssimos sobre o Bolsa Família e outros programas de transferência de renda do governo federal neste link. Está tudo lá, recomendo a consulta.

Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com base nos dados do Sagicad, mostra um recorte interessante dessa realidade: 60,6% dos beneficiários de 2014 deixaram o Bolsa Família até 2025. Na faixa etária de beneficiários de 11 a 14 anos, esse percentual é de 68,8%; entre os de 15 a 17 anos, de 71,2%.

Outro mito comum é que o programa estimula as pessoas a terem mais filhos, para aumentar o valor a ser recebido. Porém, em março deste ano, 92% das famílias beneficiárias tinham até quatro integrantes –número bem distante da ideia de domicílios numerosos, cheios de filhos, que dependem do programa. O maior grupo das famílias que recebem o benefício tem apenas dois integrantes (33% do total), seguido pelos domicílios com três integrantes (26%).

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Veja a trajetória da família Silva


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Também não é verdade que conseguir trabalho implica perder imediatamente o benefício. A regra de proteção do programa permite que famílias com aumento de renda mantenham parte do pagamento por um período. O Bolsa Família tampouco é vitalício ou incondicional: exige critérios de renda e compromissos de frequência escolar e acompanhamento de saúde. Fraudes e falhas cadastrais existem e precisam ser combatidas, mas sua existência não permite tratar milhões de famílias como suspeitas.

A discussão sobre custos revela outra assimetria. Em 2024, o governo federal transferiu aproximadamente R$ 168,3 bilhões pelo programa, alcançando mais de 20 milhões de famílias. No mesmo ano, os subsídios federais somaram R$ 678,4 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento –cerca de quatro vezes o valor do programa. Desse total, R$ 563,5 bilhões corresponderam a benefícios tributários, R$ 65 bilhões a financeiros e R$ 49,8 bilhões a creditícios.

Essa comparação exige rigor. Nem todos esses subsídios beneficiam empresas: há incentivos destinados também a pessoas físicas e políticas sociais. Além disso, renúncia tributária não é o mesmo que transferência direta de dinheiro, como o Bolsa Família.
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October 22, 3:46 PM
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Os desafios da proteção social no Brasil

Laura Muller Machado e Fernando de Holanda Barbosa Filho discutem os caminhos para aprimorar as políticas sociais.

Machado reconhece e elogia os resultados do programa no combate à pobreza, mas avalia que o mecanismo de transição não oferece segurança suficiente para quem consegue aumentar a renda.

A regra atual de transição do Bolsa Família permite que famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapasse R$ 218, limite de entrada no programa, continuem recebendo 50% do benefício por até 18 meses, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706. Se esse teto for superado, porém, o benefício é cancelado antes do fim do período de transição.

Os economistas defendem a adoção de um modelo de saída mais gradual, semelhante ao sistema norte-americano, o TANF (Temporary Assistance for Needy Families), em que a redução dos benefícios acontece de forma proporcional e progressiva. “Se você não dá essa segurança de uma saída gradual, você desincentiva essa pessoa a tentar dar esse passo adiante”, diz Fernando.

Fernando, por sua vez, alerta para os efeitos que períodos prolongados fora do mercado formal podem ter sobre as habilidades profissionais e as chances de reinserção no emprego. “Quanto mais tempo o indivíduo passa apenas dependendo do auxílio, mais o seu conhecimento profissional se deprecia e mais difícil se torna a adaptação à rotina de trabalho. Isso exige depois um esforço de requalificação muito mais custoso e intensivo”, observa.

 

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October 22, 3:01 PM
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IA pode ganhar prêmio literário? França lança concurso para obras escritas com robôs

IA pode ganhar prêmio literário? França lança concurso para obras escritas com robôs | Inovação Educacional | Scoop.it

A França lançou um prêmio literário dedicado a obras de ficção escritas em parceria com ferramentas de inteligência artificial (IA). Batizado de Prix Pascal de Littérature IA, o concurso é aberto a participantes de qualquer nacionalidade, desde que os manuscritos sejam inéditos e escritos em francês. O vencedor terá a obra publicada, em uma iniciativa que busca discutir o papel da tecnologia na criação literária.
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Criado pelos empreendedores Philippe Rodriguez, Albin Serviant e Gilles Mentré, o prêmio homenageia Blaise Pascal, filósofo, escritor e matemático francês que contribuiu para o desenvolvimento de uma das primeiras calculadoras mecânicas. A proposta é reconhecer a qualidade literária dos textos produzidos pela colaboração entre humanos e sistemas de IA, e não a tecnologia utilizada em si.
Os candidatos deverão apresentar um manuscrito de ficção com extensão entre 10 mil e 50 mil palavras, além de informar qual modelo de inteligência artificial foi empregado e quais comandos foram utilizados na produção do texto. Entre as ferramentas aceitas estão ChatGPT, Claude, Gemini e LLaMA.
As obras também deverão abordar, de alguma forma, desafios éticos, sociais ou ambientais que ameaçam a humanidade. A iniciativa, portanto, não se limita a premiar textos produzidos com auxílio tecnológico, mas estabelece um recorte temático para as narrativas concorrentes.
As inscrições foram abertas nesta terça-feira, 20 de outubro, e vão até o dia 30 de novembro. A organização pretende selecionar dez finalistas e anunciar o vencedor no início de dezembro. O júri será formado por escritores, críticos, jornalistas, filósofos e editores, com os nomes dos integrantes previstos para serem divulgados no início de novembro.
O candidato pode ser de qualquer país, mas o concurso exige que o texto seja inédito e em francês. O vencedor terá como prêmio a publicação da sua obra.
Polêmica sobre IA na literatura
A criação do Prix Pascal ocorre em meio a controvérsias sobre o uso de inteligência artificial em concursos literários. Neste ano, a discussão ganhou força após denúncias de que obras concorrentes ou vencedoras de prêmios importantes teriam sido produzidas com auxílio de ferramentas generativas.
Um dos casos recentes envolve o escritor haitiano-canadense Thelyson Orelien. Seu romance "C'était ça ou mourir" venceu o prêmio literário da Fnac, na França, em setembro, mas ele foi posteriormente retirado da lista de concorrentes ao Goncourt, uma das principais premiações literárias do país, após acusações de uso de inteligência artificial. A editora canadense Boréal anunciou posteriormente o fim da relação profissional com o autor após confirmar o emprego da tecnologia na escrita do livro.
O debate também levanta questões sobre os limites entre o uso da IA como ferramenta de pesquisa, revisão ou orientação e sua participação direta na elaboração de um texto. Enquanto algumas premiações discutem regras para restringir ou declarar o uso da tecnologia, o Prix Pascal adota uma abordagem diferente: aceita explicitamente a colaboração entre autores humanos e sistemas de inteligência artificial.

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October 22, 9:53 AM
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Qual é a IA da Meta que está no centro de um debate sobre favorecimento eleitoral no Brasil?

Qual é a IA da Meta que está no centro de um debate sobre favorecimento eleitoral no Brasil? | Inovação Educacional | Scoop.it
Conteúdos gerados pela Meta AI fez a empresa de Mark Zuckerberg ser acusada de favorecer a candidatura de Flavio Bolsonaro à presdiência do país
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Uso de IA dispara entre professores, mas faltam orientações práticas

Uso de IA dispara entre professores, mas faltam orientações práticas | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa da NOVA ESCOLA também revelou que faltam orientações claras para adoção da ferramenta pelos docentes e que eles temem perda da capacidade de pensar e escrever dos alunos
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Jovens ameaçados nas redes buscam polícia antes dos pais

Jovens ameaçados nas redes buscam polícia antes dos pais | Inovação Educacional | Scoop.it

Crianças e adolescentes alvos de extorsões digitais têm procurado a polícia para denunciar a situação —muitas vezes antes de contarem aos próprios pais o que aconteceu.
Os relatos chegam ao Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital), da Polícia Civil de São Paulo. Segundo a delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, vítimas a partir dos dez anos passaram a acionar o serviço por conta própria.
Nas chantagens, os agressores usam fotos íntimas e dados pessoais vazados para exigir transferências via Pix ou impor desafios graves, como automutilação, violência contra animais e ameaças a escolas.
O Noad passou a divulgar em 4 de outubro seu canal para receber esse tipo de denúncia. Em dez dias, foram 36 casos, sendo que 35 partiram dos próprios jovens e uma dos pais. Antes disso, o núcleo recebia cerca de 5 denúncias por semana.
Nos episódios em que a equipe conseguiu contatar as famílias, os responsáveis ainda não sabiam das ameaças relatadas pelos filhos.
"Eles se sentem muito mais à vontade para falar com um policial que nunca viram por email do que dentro de casa", afirma Colabuono.
Em um dos casos, um adolescente de 13 anos enviou uma denúncia ao núcleo no qual afirmava estar com medo e pedia ajuda sobre o que fazer.
Na mensagem, à qual a Folha teve acesso, ele relatou que uma pessoa exigiu dinheiro por Pix para não divulgar suas fotos íntimas e dados pessoais da família. O jovem afirmou ter guardado registros das conversas como prova e buscado o Disque 100 antes de acionar o núcleo.
Para Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, a escolha reflete o receio que os adolescentes têm do julgamento dos pais e de punições dentro de casa. "Muitas vezes não é uma questão de confiar mais num desconhecido, mas de ter menos medo da reação dele", diz.
Os jovens temem decepcionar os pais, perder o celular ou ser culpabilizados, afirma ela. "A chantagem se alimenta do medo. O agressor faz a vítima acreditar que, se contar, a consequência será pior."
A delegada diz que a primeira reação dos pais costuma ser de incredulidade. Os investigadores orientam a família a não julgar e acolher a vítima para que o relato ocorra sem bloqueios.
Em outro caso acompanhado pelo núcleo, na capital paulista, o pai descobriu a chantagem ao conferir o celular da filha de 13 anos. Em boletim de ocorrência de junho obtido pela Folha, ele relata ter achado mensagens com instruções para aliciar meninas e conteúdos de automutilação em redes como WhatsApp, Telegram e Discord.
Após o pai confrontar um dos suspeitos, passou a receber ameaças de outros dois números. O boletim também aponta suspeita do uso indevido de um sistema da Polícia Científica para consulta de dados usados nas extorsões. O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil.
Colabuono afirma que a investigação identificou um dos suspeitos, mas a proteção da adolescente exigiu novas intervenções: após os pais retirarem o celular, a equipe identificou que a jovem continuava acessando as redes por um tablet.
Scavacini reforça que medidas protetivas devem ser conversadas e construídas com o adolescente. "Simplesmente confiscar o celular pode fazer com que a vítima se sinta duplamente punida", afirma ela.
A psicóloga recomenda que os pais ouçam sem interrupções e evitem frases acusatórias, como "por que você mandou essa foto?", que interrompem a confiança e reforçam a culpa.
O aliciamento pode começar em qualquer aplicativo ou jogo interativo, como Instagram, TikTok, Roblox, Free Fire e Discord, segundo a polícia. A exposição de dados pessoais é tratada pelos investigadores como um alerta vermelho na avaliação do risco de violência.
Em resposta à Folha, as plataformas disseram adotar medidas de segurança e cooperação com as autoridades. A Roblox citou a exigência de checagem de idade para o chat, controles parentais e ferramentas de denúncia.
O TikTok afirmou restringir mensagens diretas para menores de 16 anos, receber denúncias pelo app e site, enviar casos de exploração sexual à ONG americana NCMEC (Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas) e reportar ameaças iminentes à polícia.
O Discord disse manter equipes contra agentes mal-intencionados e compartilhar dados proativamente com autoridades brasileiras para apoiar prisões. Já o Telegram afirmou que remove conteúdos nocivos diariamente e atende a pedidos de órgãos do país.
POLÍCIA DÁ ORIENTAÇÕES ÀS FAMÍLIAS
O núcleo da Polícia Civil paulista atende casos de todo o país. Ao identificar um menor de 18 anos, a equipe busca a família, aciona a delegacia da área e orienta a formalização do boletim de ocorrência para dar andamento ao inquérito e identificar o autor.
A orientação é cortar contato com o agressor, não cumprir exigências e registrar denúncia também na própria plataforma. Mensagens e identificadores de perfil devem ser guardados.
A polícia ressalta que as vítimas ou familiares jamais devem baixar ou compartilhar materiais de violência sexual infantil para encaminhar denúncias.
Scavacini recomenda atenção a sinais como alterações no sono, isolamento, ansiedade, medo constante, queda no rendimento escolar e irritabilidade. "Crianças e adolescentes precisam saber que podem pedir ajuda mesmo quando fizeram algo que os pais não aprovam".

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October 24, 2:36 PM
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Lançamento do Panorama da Saúde Mental 2026 (5ª Edição)

O que os dados revelam sobre a forma como estamos vivendo, nos relacionando e cuidando da nossa saúde mental?

O Instituto Cactus, em parceria com a AtlasIntel, apresenta a 5ª edição do Panorama da Saúde Mental, pesquisa que ouviu 4.601 pessoas entre abril e junho de 2026 em todo o Brasil e traz novos dados sobre hábitos, comportamentos e condições de vida associados à saúde mental da população.

Entre os principais achados, a pesquisa revela que 36,5% dos brasileiros se sentiram sozinhos recentemente. O levantamento também apresenta um recorte inédito sobre inteligência artificial e saúde mental: 8,8% já recorreram à tecnologia em busca de companhia ou interação, percentual que chega a 32,1% entre aqueles que relataram solidão frequente.

Para aprofundar essas reflexões, recebemos Alexandre Coimbra Amaral e Daniel Martins de Barros em uma conversa especial sobre solidão, vínculos sociais, inteligência artificial e os desafios contemporâneos da saúde mental.

Além desses temas, o Panorama 2026 apresenta dados sobre preocupações financeiras, sono, autoimagem, relações familiares, apostas, preconceito e saúde mental dos jovens.

📊 Conheça os resultados completos e explore os dados da pesquisa em www.panoramasaudemental.org
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October 24, 2:20 PM
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Solidão é o fator mais ligado à pior saúde mental no país

Solidão é o fator mais ligado à pior saúde mental no país | Inovação Educacional | Scoop.it
A solidão afeta mais de um terço dos brasileiros (36,5%) e é o fator de risco mais associado à pior saúde mental. Já a convivência com amigos aparece como o principal fator de proteção.

Os dados são da pesquisa Panorama da Saúde Mental 2026 e se somam a evidências que levaram a OMS (Organização Mundial da Saúde) a reconhecer a solidão como ameaça global à saúde pública, comparando seus efeitos nocivos aos de fumar até 15 cigarros por dia.

A solidão e o isolamento social elevam o risco de doenças cardíacas, diabetes, declínio cognitivo e morte prematura, além de dobrarem a probabilidade de depressão, segundo a OMS.

O levantamento ouviu 4.601 pessoas de todo o país e foi realizado pelo Instituto Cactus, entidade filantrópica voltada à saúde mental, em parceria com a AtlasIntel. A pesquisa online ocorreu entre abril e junho, com amostra desenhada para representar a população por região, renda e gênero.


Solidão e isolamento social elevam risco de doenças cardíacas, diabetes, declínio cognitivo, entre outros problemas de saúde - rohawk/Adobe Stock
Realizado desde 2023, o Panorama tem como principal indicador o ICASM (Índice Contínuo de Avaliação da Saúde Mental), calculado a partir de um questionário geral de saúde. A escala vai de zero a mil pontos: quanto maior for a pontuação, melhores os indicadores. A média nacional foi de 671 pontos em 2026.

Entre os que se sentiram sozinhos três vezes ou mais no período pesquisado, o índice ficou em 383 pontos, ante 782 entre os que não relataram o sentimento. É a maior diferença identificada na série histórica, que investigou a solidão pela primeira vez neste ano.

Segundo Mariana Rae, especialista em saúde mental do Instituto Cactus e mestre em saúde pública pela Universidade Harvard, os dados não permitem afirmar se a solidão causa sofrimento ou é consequência dele. A relação, porém, é provavelmente de mão dupla. "Uma saúde mental inferior tende a levar mais à solidão, e o estado de solidão também afeta a saúde mental", diz.

O sentimento é mais comum entre solteiros (51,7%, ante 26,6% dos casados), pessoas com diagnóstico de transtorno mental (52,5%) e usuários de redes sociais por três horas ou mais ao dia (46,8%, contra 26,1% entre usuários moderados). Entre quem brigou frequentemente com familiares, chega a 84,2%.

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Na direção oposta, quem encontrou amigos nas duas semanas anteriores teve ICASM de 737 pontos, ante 539 entre quem não encontrou. Trabalho voluntário, atividade física e frequência a igrejas ou templos também estão associados a índices mais altos.

Para Rae, combater a solidão não depende apenas do indivíduo. "A pessoa tem autonomia de fazer ou não, mas tem que ter ofertas e possibilidades para escolher", afirma. Ela cita a falta de espaços comunitários, parques seguros, transporte acessível e lazer gratuito. "Parece que a solidão é algo simples, mas existe muita coisa em torno dela que precisa de planejamento."

Vários países enfrentam a solidão com políticas públicas, legislações específicas e intervenções urbanas e comunitárias. Entre as iniciativas estão a chamada "prescrição social", em que médicos recomendam atividades comunitárias, e linhas telefônicas de apoio.

Para o médico Sandro Batista Rodrigues, diretor de pesquisa da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), a solidão precisa entrar na agenda pública e ser abordada nas consultas, por sua associação a problemas físicos e mentais.

"Uma pessoa pode morar sozinha e ter vínculos fortes, outra pode estar cercada de gente e sentir que não tem com quem contar", afirma. Segundo ele, a abordagem já faz parte das consultas de médicos de família, assim como a prescrição social.

Uma pessoa pode morar sozinha e ter vínculos fortes, outra pode estar cercada de gente e sentir que não tem com quem contar

Sandro Batista Rodrigues
médico e diretor de pesquisa da SBMFC

Em Florianópolis, por exemplo, médicas e médicos de família estão prescrevendo a volta aos estudos como parte do tratamento a pacientes com objetivo de melhoria da saúde e da qualidade de vida.

"É preciso construir, com a pessoa, uma conexão com as suas atividades, com a comunidade, que faça sentido para ela. Pode ser desde um grupo de caminhada, atividade cultural, horta comunitária, voluntariado. Muito mais do que preencher o tempo, é preciso fortalecer vínculos", diz Rodrigues, pesquisador em saúde da pessoa idosa.

Inteligência artificial

A pesquisa também investigou o uso de inteligência artificial (IA). Embora 86,4% já tenham utilizado alguma ferramenta e 51,9% tenham recorrido a geradores de texto, como ChatGPT e Gemini, apenas 31,3% dizem ter conhecimento médio ou alto sobre o tema.

Na saúde mental, 15% usaram IA em momentos de crise, 9,1% fizeram "terapia por chatbot" e 8,8% recorreram à tecnologia para se sentir menos sozinhos. Entre os que se sentiram sozinhos três vezes ou mais, 32,1% buscaram companhia na IA, ante 1,8% dos que não relataram solidão.

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Escritor de 83 anos relata benefícios da convivência com cachorro no envelhecimento


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Rae alerta para o risco de ferramentas genéricas, que não foram desenvolvidas para o cuidado em saúde mental. "Parece existir uma falsa sensação de que você está se conectando, mas essa conexão é com uma máquina, não com um humano. Isso pode fazer com que a pessoa vá se isolando ainda mais." Para ela, a IA deveria funcionar como "uma ponte para um cuidado humano".

Custo menor, disponibilidade 24 horas e menor sensação de julgamento estão entre os motivos para preferir a IA a um terapeuta. Para Rae, isso expõe os gargalos do SUS e os altos custos do atendimento particular. "Não tem profissional suficiente para todo mundo", diz. Ela defende políticas de prevenção que considerem também renda, sono, trabalho e moradia.

Outras preocupações

A preocupação financeira é a queixa mais frequente, relatada por 78,1% dos entrevistados. Quase um quinto (17,2%) deixou de comer por falta de recursos ao menos uma vez. O ICASM cai de 825 pontos entre quem não se preocupou com dinheiro para 558 entre quem relatou preocupação três vezes ou mais.

O levantamento também investigou as apostas. Os 9,2% que apostaram tiveram índice de 587 pontos, ante 680 dos demais. Entre apostadores frequentes, 77,6% relataram preocupação financeira frequente. "As bets entram muito como um sintoma dessa preocupação, uma forma que é apresentada de ganhar dinheiro rápido", diz Rae. "A gente não consegue destrinchar a saúde mental da questão financeira."

Assédio, relatado por 13,2%, e preconceito, por 10,2%, também estão associados a índices mais baixos. Já o medo da violência urbana, citado por 62,5%, não apresentou associação significativa com o ICASM.

O sono insuficiente e o cansaço também marcam o cotidiano: 70,6% dormiram menos de seis horas ao menos uma vez no período pesquisado, e 68,8% relataram cansaço ou pouca energia.

Entre jovens de 16 a 24 anos, 83,6% relataram pouco interesse ou prazer em fazer as coisas, e 70,5% disseram ter se sentido para baixo ou deprimidos. A autoimagem também pesa: 58,2% se sentiram pouco inteligentes, ante 11,5% dos entrevistados com 60 anos ou mais.

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Rae atribui o quadro às pressões da transição para a vida adulta e à comparação nas redes sociais. Os idosos apresentam o melhor índice (806 pontos), enquanto as faixas de 25 a 44 anos registram os piores resultados (591 e 599 pontos).

"Passei uma vida insegura com cabelo, com corpo, preocupada com que os outros achavam de mim. Após os 60, fui fazendo as pazes comigo, fiz novos amigos e me livrei de pessoas tóxicas, o que tem ajudado muito a minha saúde mental nesses tempos malucos", diz a professora aposentada Cristina Diniz, 63.
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October 24, 10:49 AM
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Lifelong learning and skills for the future - International Labour Organization

Lifelong learning and skills for the future - International Labour Organization | Inovação Educacional | Scoop.it
n the face of rapid technological innovation, the green transition, demographic shifts and evolving patterns of globalization and work, the ability of individuals and societies to keep learning and adapting to new realities is a critical foundation for inclusion and resilience. This report argues that lifelong learning should be elevated as a strategic policy priority – not just as a tool to increase productivity and facilitate sustainable growth, but also as a systemic enabler of personal and societal advancement, equity and decent work in the twenty-first century.
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October 24, 9:44 AM
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Alpha School Claims to Teach Kids Twice as Fast. Many Don’t Make It. - The New York Times

Alpha School Claims to Teach Kids Twice as Fast. Many Don’t Make It. - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Alpha School, a private network, is spreading into public education. While its students’ test scores are high, some parents and educators say it doesn’t live up to the hype.
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October 24, 9:42 AM
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Entrevista: 'Brasil precisa de 15 mil escolas e 3,8 mil creches para suprir demanda de tempo integral', diz ministro

Entrevista: 'Brasil precisa de 15 mil escolas e 3,8 mil creches para suprir demanda de tempo integral', diz ministro | Inovação Educacional | Scoop.it
Neste momento, toda a rede pública do país tem 137 mil colégios. Ele contou também que o Prêmio Capes Talento Universitário, avaliação aplicada a estudantes no primeiro ano da faculdade, foi extinto depois que um professor de cursinho identificou que a prova era usada para pré-testar questões do Enem e, dias antes da aplicação do exame em 2025, divulgou em live questões quase iguais às que caíram no exame.
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October 24, 9:40 AM
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Coreano chega ao MEC Idiomas e amplia oferta de aprendizagem —

Coreano chega ao MEC Idiomas e amplia oferta de aprendizagem — | Inovação Educacional | Scoop.it
Plataforma disponibilizada de forma gratuita pelo Ministério da Educação ganha nova opção de idioma, que inclui módulo com o alfabeto hangul, recursos para praticar a pronúncia e aprender expressões do dia a dia
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October 23, 9:51 AM
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Revisões de artigos feitas por IA superam as revisões por pares humanos em seu melhor momento: Evidências e escolhas políticas

Revisões de artigos feitas por IA superam as revisões por pares humanos em seu melhor momento: Evidências e escolhas políticas | Inovação Educacional | Scoop.it
Demonstramos que as revisões de artigos geradas por IA são agora melhores, em todas as métricas que pudemos construir, do que as revisões escritas por especialistas humanos bem remunerados e consideradas de qualidade excepcionalmente alta por editores e autores de periódicos. Em seguida, discutimos como esse resultado pode influenciar as decisões de políticas dos periódicos, com suas desvantagens preocupantes, bem como possíveis caminhos para aumentar a velocidade e a qualidade das publicações; reduzir interações conflituosas; melhorar a experiência de editores, revisores, autores e leitores; e promover o avanço da ciência.
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October 22, 3:54 PM
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Student Accomplice | Official Film of the Year Winner | Rookie Awards 2024

Student Accomplice is a thrilling 5-minute animated short about a nervous teen who gets caught in a high-stakes robbery while taking her driving test.

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October 22, 3:38 PM
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Após desmatamento ilegal do Google, Finlândia questiona custos ambientais da expansão da inteligência artificial

Após desmatamento ilegal do Google, Finlândia questiona custos ambientais da expansão da inteligência artificial | Inovação Educacional | Scoop.it
Empresa removeu milhares de árvores de dois terrenos destinados à construção de centros de dados; episódio ampliou debate sobre benefícios de investimentos de big techs
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October 22, 9:55 AM
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Painel Enem 2026 detalha inscrições no exame —

Painel Enem 2026 detalha inscrições no exame — | Inovação Educacional | Scoop.it

As mulheres são maioria entre os 5.051.345 participantes com inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Elas representam 63,98% do total, com 3.232.013 inscrições, enquanto os homens somam 1.819.332 (36,02%). Entre os inscritos, 13.821 têm mais de 60 anos. 
Os dados constam no Painel Enem 2026, divulgado nesta terça-feira, 20 de outubro, pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 
Entre os recursos de atendimento especializado mais solicitados pelos participantes do Enem 2026, destacam-se o tempo adicional, com 77.956 solicitações (34,47%); a correção diferenciada, com 42.379 (18,74%); e o auxílio para leitura, com 28.042 (12,40%). 

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October 22, 9:52 AM
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'Parece mais uma empilhadeira': por que a Agility redesenhou seu robô humanoide para trabalhar 20 horas por dia

'Parece mais uma empilhadeira': por que a Agility redesenhou seu robô humanoide para trabalhar 20 horas por dia | Inovação Educacional | Scoop.it
Digit 5 ficou maior, mais pesado e menos ágil para ganhar segurança, força e autonomia; humanoide de 129 kg levanta caixas de até 23 kg e pode operar próximo a uma pessoa
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