A família do banqueiro Pedro Conde (1922-2003) obteve na Justiça a devolução de cerca de R$ 1 milhão que havia doado à USP para construção de um auditório para 90 pessoas na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. A contrapartida da doação previa que a sala fosse batizada com o nome do banqueiro – pela tradição, as salas da São Francisco só recebem nomes de professores da casa. Um quadro com o retrato de Pedro Conde também deveria ser colocado no local.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
O Roda Viva da última segunda-feira (29) recebeu o escritor, pesquisador e ativista norte-americano Peter Schmidt. Durante o programa, o autor explica o fenômeno de “human fracking”, ou “fraturamento humano” (uma analogia ao fracking, método agressivo de extração de petróleo no subsolo). Assim como a indústria injeta substâncias químicas para quebrar a estrutura da terra e forçar a saída do óleo, as grandes empresas de tecnologia injetam volumes massivos de conteúdos em nossas telas. Essa pressão constante fragmenta a nossa capacidade de focar, imaginar e pensar em longas durações.
O Brasil alcançou a marca de 13,9 milhões de jovens no mercado de trabalho, segundo uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do avanço, o levantamento mostra que a permanência no emprego e o crescimento profissional ainda são desafios para grande parte dessa população. Os dados revelam que mais da metade dos adolescentes troca de emprego em menos de um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a rotatividade também é elevada, enquanto a taxa de desemprego nessa faixa etária continua mais de duas vezes acima da média nacional. O estudo aponta ainda que milhões de brasileiros conciliam trabalho e estudos, o que pode dificultar a permanência no emprego diante da pouca flexibilidade oferecida por parte das empresas. Segundo a pesquisa, a alta rotatividade impede que muitos jovens desenvolvam experiência e habilidades, reduzindo as oportunidades de crescimento e aumentando a permanência em postos de baixa remuneração. Especialistas destacam que investir em qualificação contínua se tornou um fator essencial para construir uma carreira mais estável e ampliar as chances de evolução profissional.
Uma pesquisa conjunta de duas universidades americanas constatou que 60% dos mecanismos de proteção a crianças e adolescentes, em grandes plataformas, não funcionam.
Nesta conversa, Cian Barbosa e Breno Altman discutem o manifesto divulgado pela Palantir Technologies, empresa americana de análise de dados com forte atuação no setor de inteligência e defesa militar. O documento, publicado em abril de 2026, gerou reações internacionais e foi descrito como "tecnofascista" por críticos e acadêmicos . Barbosa analisa como o manifesto revela uma visão ultranacionalista e militarista, defendendo o uso de inteligência artificial como ferramenta de "poder duro" para garantir a supremacia ocidental . A empresa, fundada com financiamento do braço de investimentos da CIA, já presta serviços ao Departamento de Defesa dos EUA, à imigração americana (ICE) e às forças armadas de Israel, onde suas ferramentas de IA são usadas para identificar alvos militares.
Está cada vez mais difícil detectar o que é ou não feito por um humano. E esse 'problema', vivido em escala massiva pela primeira vez na história, já tinha sido antecipado há mais de 70 anos, quando Alan Turing publicou um artigo que começava com uma pergunta simples e perturbadora: as máquinas podem pensar? Como foi que chegamos a esse ponto, em que ilusões de inteligência desafiam nossa noção do que é humano? A resposta envolve algumas décadas de história da ciência, controvérsias e disputas entre diferentes visões. O repórter da BBC News Brasil Luiz Fernando Toledo consultou artigos científicos, livros e entrevistou pesquisadores de IA e professores para contar os 70 anos de história que levaram à inteligência artificial dos dias atuais.
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Dos oito grupos de idade detalhados na pesquisa, apenas o de 10 a 13 anos mostrou variação negativa na posse do aparelho no último ano.
O percentual de crianças e adolescentes dessa faixa etária que tinham celular baixou de 56,7% em 2024 para 55,2% em 2025, uma queda de 1,5 ponto percentual. Foi a primeira vez que a proporção diminuiu ao longo da série histórica, iniciada em 2016.
O patamar, porém, segue bem acima do pré-pandemia, em 2019. Naquele ano, 46,8% (menos da metade) das crianças e dos adolescentes de 10 a 13 anos tinham telefone móvel.
Entre os idosos de 60 anos ou mais, o percentual de posse do aparelho aumentou de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025.
A alta foi de 2 pontos percentuais no último ano —maior variação dos oito grupos analisados.
Na comparação com 2019, o percentual de idosos com celular teve acréscimo de 13,6 pontos percentuais.
Descubra como a BNCC da Computação fortalece o protagonismo das Secretarias Municipais de Educação na promoção da conectividade, inclusão digital, redução das desigualdades e desenvolvimento regional. Implementar a BNCC da Computação pode abrir espaços de articulação intersetorial entre várias secretarias municipais e outros órgãos públicos, associações formadas por lideranças locais, diferentes organizações sem fins lucrativos, cabendo à Secretaria Municipal de Educação o protagonismo nesse processo de ampliação da inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Por menor que seja a população de um município, as competências a serem desenvolvidas com a BNCC da Computação servem como base para o fortalecimento da cidadania, a melhora da prestação de serviços públicos e o desenvolvimento de arranjos produtivos que ampliem a renda de pessoas ou empresas. Uma das principais razões para a evasão no Ensino Médio é a falta de esperança Dominar as competências previstas pela BNCC da Computação é abrir novos caminhos para um jovem que está com dificuldade de enxergar um destino mais promissor, especialmente se a sua origem estava num contexto precário e historicamente empobrecido. A baixa mobilidade intergeracional está calcada na desigualdade brasileira, algo a ser endereçado não apenas com o acesso à escola, mas também na criação de novas possibilidades de trabalho digno, tanto no contexto local quanto nas conexões que podem chegar a outras regiões e países. Atualmente, muitos jovens consideram que trabalhos na informalidade geram renda maior, mais rápida e com maior flexibilidade, sem necessariamente exigirem o diploma de Ensino Médio. Um imediatismo que pode levar à precariedade e a futuros pouco promissores. Um nível básico de "alfabetização digital" é necessário para utilizar eficazmente recursos digitais, como serviços financeiros, ferramentas online para a produção agropecuária ou para trabalhar em plataformas de trabalho baseadas em localização, como aplicativos de transporte ou serviços de entrega. Porém, somente níveis mais avançados de competências digitais permitem que os trabalhadores participem com sucesso em indústrias digitais ou plataformas de trabalho online, utilizadas para oferecer e fornecer tarefas que podem ser completadas no mundo digital e remotas. A demanda por competências digitais é, portanto, heterogênea. Ela varia entre setores e ocupações, bem como entre regiões com diferentes condições tecnológicas iniciais e níveis de competências desenvolvidas. Mesmo um município pequeno, no interior de um estado mais empobrecido, pode melhorar seus indicadores socioeconômicos ao contar com uma força de trabalho que tenha desenvolvido competências digitais, que entenda as vocações regionais e consiga viabilizar mais renda para pequenos negócios ou cooperativas no estabelecimento de novas cadeias produtivas. O desafio da conectividade significativa Priorizar a BNCC da Computação exige concatenar recursos e políticas de âmbito federal, estadual e no município para fazer frente a um desafio que pode ampliar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para aproveitar os saltos que a tecnologia tem condições de proporcionar. Uma escola conectada* tem acesso à energia elétrica; um serviço de banda larga de boa qualidade para conexão à internet por vários usuários ao mesmo tempo, distribuição do sinal wi-fi com capacidade suficiente nos ambientes pedagógicos e administrativos e a disponibilidade de dispositivos em quantidades e tipologias adequadas para assegurar o uso continuado por professores, gestores, estudantes e corpo técnico-administrativo. A segurança patrimonial da escola precisa ser garantida com o apoio de outros órgãos públicos e a própria comunidade. A iluminação, o conforto térmico, a ventilação e a ergonomia nos ambientes escolares são fatores que não podem ser deixados de lado. Para dar conta dessa complexidade são necessários esforços intersetoriais. A intersetorialidade é a articulação de diferentes setores, saberes e experiências da gestão pública com o objetivo de planejar, executar e avaliar políticas conjuntas. Trata-se de atuar em rede, resolvendo problemas complexos por meio de ações integradas. Uma articulação que deve contemplar também agentes privados, especialmente associações de classe, cooperativas e outras organizações sem fins lucrativos. Conectividade significativa** envolve o provimento de uma conectividade que seja de qualidade, com velocidade adequada e sem barreiras que limitem o uso da Internet, como a imposição de franquia de dados. É permitir que as pessoas aproveitem plenamente os recursos online de forma efetiva, com o uso e o desenvolvimento de competências digitais, a segurança e a privacidade no ambiente virtual. Competências digitais, redução da pobreza e ampliação dos direitos Há várias pesquisas acadêmicas*** que demonstram os impactos na redução da pobreza quando as pessoas em situação de vulnerabilidade ou da classe média baixa passam a dominar competências digitais, o que inclui a manipulação de hardwares e softwares. Ao proporcionar oportunidades que promovem o progresso social e incentivam a inclusão social, as tecnologias contribuem com o crescimento econômico, a inclusão financeira, a geração de empregos, o acesso à saúde, educação, democracia e governança inclusiva. Além disso, as competências digitais podem aumentar a produtividade das empresas ou cooperativas, melhorar a coordenação de mercado, fortalecer o capital social e humano, ao propiciarem o compartilhamento eficiente de informações e ideias, permitindo que as organizações encontrem formas inovadoras de combinar fatores de produção: trabalho, capital físico e humano. Um/a secretário/a municipal de educação que encarar o desafio de cooperar nessa articulação intersetorial, a partir da BNCC da Computação, certamente vai ampliar a vitrine de realizações da prefeitura, além de assumir um papel de liderança que dará o devido destaque à educação como fundamento de mudança positiva na vida das pessoas.
Número de domicílios com dispositivo inteligente chega a 15,4 milhões
No País, dos 76,0 milhões de domicílios onde havia utilização de Internet, 15,4 milhões (20,2%) possuíam algum tipo de dispositivo inteligente, um aumento de 2,1 milhões de domicílios (ou 2,2 p.p.) entre 2024 e 2025. No início da série, em 2022, esse quantitativo era de 9,7 milhões (14,3%). Em setores rurais, o percentual foi consideravelmente inferior ao urbano, 11,5% contra 21,2%, apesar do maior crescimento no último ano para domicílios rurais (2,7 p.p.).
Levantamento com mais de 125 mil ofertas coletadas em sites de educação e na plataforma QueroBolsa, mostra estratégias opostas nas matrículas do segundo semestre: Yduqs aumenta mensalidades em até 27,5%; Cogna corta 9,4%
A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (2) que está criando uma nova empresa que ajudará empresas a selecionar tecnologias de inteligência artificial que funcionem para seus negócios e gerem retorno sobre seus investimentos. A nova entidade operacional, chamada de Microsoft Frontier Company, iniciará com um financiamento de US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bi) para trabalhar com clientes como Unilever e Novo Nordisk. Grandes corporações estão cada vez menos dependentes da contratação de IA de um único fornecedor, como a Anthropic ou a OpenAI, e, em vez disso, optam por utilizar uma combinação de tecnologias, incluindo modelos de código aberto, adaptando-os às suas necessidades.
As mudanças no mercado de trabalho serão tema de entrevista com Dani Andrade, professora da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), que vai analisar as transformações e os desafios do cenário profissional.
O Roda Viva da última segunda-feira (29) recebeu o escritor, pesquisador e ativista norte-americano Peter Schmidt. Durante o programa, ele explica o significado do termo "attensity" e como ele se relaciona com nossa atenção e o uso das plataformas digitais. O Roda Viva vai ao ar toda segunda, a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube.
What will it mean to teach and learn in an AI-powered world? Can we use artificial intelligence to enhance, but not replace, the best of what humans do? Recorded live in Los Angeles at Stanford’s Open Minds event, this episode of School’s In dives into how AI is reshaping education – its promises, pitfalls, and surprises. Dan and Denise welcome Stanford faculty members cognitive scientist Judith Ellen Fan and computer scientist Christopher Piech to the stage for a lively discussion that ranges from motivation and creativity to assessment and cheating. Together, they explore the deeply human elements of human learning and AI design, and the ways that Stanford is shaping the conversation about how humans and machines learn together. They cover several topics, including: - Students and AI: Inspiration and creativity - Beyond words: Why AI still struggles with human thinking - AI's impact on cheating and academic integrity - Keeping learning human: Mentors, motivation, and meaningful tasks - Designing AI for the future of learning Christopher Piech is an associate professor of computer science at Stanford University. He develops AI systems that support personalized education, working at the intersection of deep learning and classroom practice to help students learn more effectively and equitably. Learn more about his work on his faculty profile: https://profiles.stanford.edu/christopher-piech Judith Ellen Fan is an assistant professor of psychology and the director of the Cognitive Tools Lab (https://cogtoolslab.github.io/) at Stanford University. Her research focuses on how visual communication supports learning. She bridges cognitive science, computational neuroscience, and artificial intelligence, exploring how tools like drawing can reveal and enhance human understanding. Learn more about her work on her faculty profile: https://profiles.stanford.edu/judith-fan School’s In is your go-to podcast for cutting-edge insights and fresh perspectives on the future of learning. Hosted by Stanford Graduate School of Education (GSE) Dean Dan Schwartz and Senior Lecturer Denise Pope, each episode dives into the latest research, innovations, and real-world challenges shaping education today. Stanford GSE is at the forefront of education research and teacher preparation, dedicated to advancing equitable, accessible, and impactful learning experiences for all.
A inteligência artificial já está mudando o mercado de trabalho e, claro, também impacta a educação. Como as escolas devem se adaptar a essa nova realidade? No Olhar do Amanhã, o neurocientista e futurista Alvaro Machado Dias explica como a IA já faz parte da educação no Brasil, quais os desafios e as oportunidades, além de discutir se essas tecnologias ajudam a reduzir ou ampliam as desigualdades. O papel do professor também está em transformação, e a formação de profissionais precisa acompanhar essa nova era.
As grandes ameaças que rondam o mundo | Miguel Nicolelis | Programa 20 Minutos 🧠 No programa “20 Minutos” desta semana, recebemos um dos maiores neurocientistas do mundo, Miguel Nicolelis, para uma conversa indispensável sobre as grandes ameaças que rondam a humanidade. Longe do sensacionalismo, Nicolelis analisa com base científica os riscos reais que enfrentamos nas próximas décadas: desde o impacto descontrolado da inteligência artificial na autonomia humana, passando pela erosão da privacidade e da democracia por algoritmos de vigilância, até as consequências do colapso ambiental e das desigualdades tecnológicas. Com clareza e profundidade, ele desconstrói a ilusão de que o progresso técnico é automaticamente benéfico, alertando para como a concentração de poder e a ausência de regulação ética podem transformar inovações em instrumentos de controle em massa. Uma aula de consciência crítica sobre os caminhos que estamos escolhendo — ou deixando de escolher — como sociedade.
Todos os dias, mais de um bilhão de mensagens são enviadas para chatbots de IA (Inteligência Artificial) como o ChatGPT. E responder tudo isso exige uma quantidade enorme de água. O motivo é que os enormes data centers que abastecem os programas de IA precisam ser resfriados com água, para não superaquecerem. E em geral é água potável, para evitar corrosões ou a proliferação de bactérias. A discussão sobre o gasto de água acontece também no Brasil, em meio ao crescimento no número de data centers.
Algumas escolas da Suíça estão incentivando o uso de ferramentas de IA, como o ChatGPT, na sala de aula. Elas acreditam que isso pode ajudar no desempenho de alunos e professores.
Em 2025, na população estimada de 186,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade do País, 90,5% (168,7 milhões) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses, ultrapassando, pela primeira vez, o patamar de 90% de usuários, na média nacional. Nas Grandes Regiões, verificou-se que a Centro-Oeste (93,6%) se manteve com a maior proporção de pessoas que utilizaram a Internet. No País, 91,1% das mulheres utilizaram a Internet em 2025, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens (89,9%). O uso da Internet permanece menor entre os idosos de 60 anos ou mais, com 74,5% de usuários, em 2025. No entanto, tal grupo etário apresenta uma acelerada expansão do uso da internet, com aumento de 4,4 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. Em 2025, entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram Internet no período de referência dos últimos três meses, 95,6% usavam de forma habitual todos os dias. Entre as finalidades do acesso à Internet, conversar por chamadas de voz ou vídeo manteve-se como a mais usual, alcançando 95,3% dos usuários da Internet. O uso da Internet para acessar bancos ou outras instituições financeiras (74,2% dos usuários da internet), comprar ou encomendar bens ou serviços (52,7%) e utilizar algum serviço público (41,1%) foram as finalidades que tiveram maior expansão em relação ao ano anterior, com crescimento de 3,2 p.p., 4,8 p.p. e 2,5 p.p., respectivamente. Entre as pessoas que não utilizaram a Internet no período de referência, 44,9% alegaram como principal motivo não saber utilizar a Internet. Entre os idosos, esse motivo foi apontado por 66,5% daqueles que não utilizaram a Internet. Em 2025, a preocupação com privacidade ou segurança foi apontada por 5,3% das pessoas que não usaram internet, ao passo que em 2022 eram 2,3%. Entre as pessoas de 10 a 13 anos de idade que não utilizaram a internet, 30,3% alegaram a preocupação com privacidade ou segurança como o principal motivo. Em 2025, estima-se que 167,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone móvel celular para uso pessoal no País, o que correspondia a 89,8% da população dessa faixa etária.
Documento apresenta referências nacionais para apoiar estados e municípios na construção de políticas voltadas às lideranças escolares. Evento de lançamento foi transmitido na quarta-feira (1º), no canal do MEC no YouTube
A inteligência artificial não chegou batendo à porta. Ela simplesmente já estava dentro, nos celulares dos alunos, nos planejamentos dos professores, nas ferramentas de gestão escolar. Segundo pesquisa da Fundação Itaú, 84% dos estudantes e 79% dos professores brasileiros já utilizaram IA. A OCDE acrescenta que o Brasil é o nono país do mundo onde mais professores utilizam IA no trabalho, 56%, contra 36% da média global. A tecnologia não é mais uma ameaça no horizonte. Ela já é o cotidiano. As instituições brasileiras têm demonstrado atenção crescente a esse cenário. Da Política Nacional de Educação Digital (2023), que estruturou a inclusão e a formação digital como políticas públicas, até o PL 2338/2023, marco regulatório da IA no país, que classifica aplicações educacionais como de alto risco e exige supervisão humana, avaliação de impacto e vedação a usos manipulatórios. Isso demonstra que o Brasil tem construído um arcabouço legislativo progressivo. O passo mais recente é o PL 2129/2025, que propõe tornar a IA tema transversal na educação básica. Em março deste ano, o Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes que reafirmam o que educadores já sabem: a tecnologia potencializa, mas não substitui o professor, tampouco a escola. As escolas já viveram esse dilema antes com a chegada da calculadora, do computador e das plataformas de ensino a distância. Cada nova ferramenta chegou carregando, junto com suas promessas, o temor de atrapalhar séculos de estruturação pedagógica. Mas a história mostrou, repetidamente, que as ferramentas não substituem o educador e o ambiente escolar, elas revelam, com ainda mais clareza, o quanto ele é insubstituível. O que define o valor de qualquer tecnologia não é a ferramenta em si, mas a intencionalidade pedagógica de quem a conduz. E com a inteligência artificial não é diferente. A escola que já soube fazer a curadoria de tantas outras transformações tecnológicas está, mais do que nunca, convocada a fazer o mesmo aqui. O caminho não é o da resistência nem o da deslumbrada adesão tecnológica. É o da formação, da orientação e da liderança pedagógica. Para que isso aconteça, a formação dos professores torna-se condição indispensável. Como defende Rafael Parente em seu livro Professor Ampliado, a inteligência artificial não deve ser vista como substituta do docente, mas como um instrumento capaz de ampliar sua capacidade de planejar, personalizar experiências de aprendizagem, acompanhar o progresso dos estudantes e criar oportunidades educacionais mais significativas. O professor continua sendo o elemento central do processo educativo, agora potencializado por novas ferramentas. Ao mesmo tempo, a expansão da IA na educação exige marcos regulatórios sólidos. Sistemas que influenciam trajetórias educacionais, produzem recomendações de aprendizagem ou analisam dados de estudantes precisam operar sob princípios de transparência, proteção de dados, supervisão humana e equidade. A inovação só será verdadeiramente benéfica se caminhar lado a lado com a responsabilidade. A escola sempre foi o espaço onde a sociedade aprende a conviver com as transformações do seu tempo. Diante da inteligência artificial, sua missão permanece a mesma, formar cidadãos capazes de usar a tecnologia de maneira ética, crítica e criativa. Com professores bem preparados e uma regulação adequada, a IA pode deixar de ser apenas uma inovação tecnológica para se tornar uma poderosa aliada da aprendizagem e do desenvolvimento humano. O futuro continuará sendo construído por pessoas e a educação seguirá sendo o lugar onde elas aprendem a construí-lo.
A OpenAI discutiu a possibilidade de ceder uma participação de 5% ao governo dos Estados Unidos, enquanto a startup de inteligência artificial avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,45 trilhões) busca superar obstáculos políticos garantindo o envolvimento financeiro do governo Trump. Sam Altman, CEO da criadora do ChatGPT, argumentou que dar ao público uma participação financeira na empresa é a melhor forma de compartilhar os benefícios da IA e sugeriu uma participação desse tamanho em conversas iniciais com o governo, segundo duas pessoas familiarizadas com as negociações. O acordo proposto envolveria outras empresas americanas de IA cedendo uma participação semelhante, embora não esteja claro se os outros laboratórios estariam dispostos a fazer o mesmo.
De acordo com pesquisas do Pew Research Center, em 1999, 68% da população estava satisfeita com a sua situação financeira e cerca de 69% viam uma conexão entre o sucesso e o trabalho árduo - garantia de que, ao final de alguns anos, o esforço seria recompensado em algum investimento concreto. No início dos anos 2000, essa ideia começa a encontrar alguma resistência. Uma pesquisa da New Dream revelou que, em 2004, apenas 34% da população fazia essa mesma correlação entre trabalho duro e prosperidade. Esse mesmo estudo também afirma que 62% da população já acreditava que o sonho americano era mais difícil de alcançar em sua geração do que na geração de seus pais.
As crises enfrentadas pelos EUA ainda ajudaram a mudar de vez o significado do sonho americano no século XXI. Em 2008, no colapso da bolha imobiliária no país, os americanos viram o principal símbolo do seu sonho ruir. Com a alta dos juros e a queda do preço dos imóveis, as garantias de empréstimos dos americanos perdeu valor da noite para o dia. Com isso, muitas famílias tiveram suas casas tiradas de si, acumulando dívidas que se estenderam por anos.
Mais de 2,3 milhões de residências receberam uma notificação para tomada do imóvel em 2008, mais que o triplo do registro do ano anterior, segundo o Pew Research Center. De acordo com o Federal Reserve Bank of Chicago, como consequência direta da crise imobiliária, mais de 6 milhões de famílias perderam as suas casas - mesmo após sete anos, em 2015, apenas 50% desses lares foram recuperados.
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