Inovação Educacional
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April 9, 2012 2:04 PM
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Doutores no Brasil

Doutores no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

O maior número de homens entre os doutores titulados no Brasil é um fenômeno já ultrapassado, hoje, o número de mulheres portadoras deste título já superam o universo masculino, com 51% do total

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 9:30 AM
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Google Opens AI Education Credits to Educators Nationwide | The Tech Buzz

Google's AI Educator Series now offers college credits for teacher training programs
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Today, 9:29 AM
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How universities are affected by AI moving knowledge outside their walls

How universities are affected by AI moving knowledge outside their walls | Inovação Educacional | Scoop.it
Universities are responding along four distinct tracks—faster competency-based credentials, AI-embedded instruction, lower-stakes assessment, and intensive human-formation programs—each trading away different parts of the traditional bundle.
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Today, 9:27 AM
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MEC disponibiliza cartilha com orientações para a redação do Enem 2026 –

O s participantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar a nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”. Também estão disponíveis versões da cartilha com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
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Today, 9:25 AM
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A fome não é nossa: por que a insegurança alimentar persiste —

A fome não é nossa: por que a insegurança alimentar persiste — | Inovação Educacional | Scoop.it
Se a insegurança alimentar insiste em ferir as experiências de vida de mulheres negras e de suas famílias, existe um projeto de sociedade que naturaliza a violação desse direito humano fundamental
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Today, 9:24 AM
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A pobreza de tempo que pesa sobre as mulheres negras —

A pobreza de tempo que pesa sobre as mulheres negras — | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas afirmam que a falta de horas livres no dia é resultado de uma visão machista sobre o trabalho doméstico e ajuda a perpetuar desigualdades
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Today, 9:23 AM
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Scientists worried about impact of AI on deep thinking as a new study shows early effects on learning - ABC News

Scientists worried about impact of AI on deep thinking as a new study shows early effects on learning - ABC News | Inovação Educacional | Scoop.it
There are early signs the use of artificial intelligence is impacting learning, with a study finding use of the technology lifted homework results, while exam scores fell by 20 per cent.

Some young people are boycotting the technology, while neuroscientists are worried deep thinking being increasingly offloaded to AI could impact the development of neural connections in the brain.

What's next?
As humans adapt to using the new tool, the rise of AI might prompt a rethink in how education is delivered and assessed.
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Today, 9:22 AM
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Uso da IA é desafio extra no ensino à distância

Uso da IA é desafio extra no ensino à distância | Inovação Educacional | Scoop.it
“Mesmo no presencial, é difícil acertar essa equação. Não é raro vermos situações em que o aluno usa a IA para fazer trabalhos e o professor utiliza o recurso para corrigir. O caminho, a meu ver, é pensar em currículos mais baseados em projetos. Por exemplo: pedir ao aluno que desenvolva um plano de negócio para uma startup. Assim, ele precisará utilizar conhecimentos financeiros, de sustentabilidade, entre outros”, diz. 
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Today, 9:19 AM
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PND é aplicada neste domingo para quase 626 mil professores

PND é aplicada neste domingo para quase 626 mil professores | Inovação Educacional | Scoop.it
Prova será aplicada em 806 cidades, a partir das 13h30; exame tem 80 questões e uma questão discursiva e pode ser usado em processos seletivos e concursos para professores da educação básica.
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Today, 9:18 AM
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MEC abre 20 mil vagas em curso de extensão gratuito e 100% a distância em Metodologias, Tecnologias Digitais e IA | PEBSP

O curso explora a integração do ensino híbrido e de metodologias ativas com o cotidiano da sala de aula. O foco está no desenvolvimento da fluência técnico-conceitual dos educadores, fornecendo subsídios para o planejamento, a construção e a avaliação de estratégias pedagógicas alinhadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
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Today, 7:44 AM
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Geração Z deixa de investir em imóveis por falta de acesso - 20/09/2026 - Economia - Folha

Geração Z deixa de investir em imóveis por falta de acesso - 20/09/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Com preço de imóveis em alta, grupo prioriza reserva e opções de investimento com mais liquidez
Viabilizar aposentadoria também é uma das preocupações dos jovens
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September 20, 9:14 AM
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IA não está afetando apenas o número de empregos, mas como trabalhamos

IA não está afetando apenas o número de empregos, mas como trabalhamos | Inovação Educacional | Scoop.it

Na abertura de um seminário na London School of Economics sobre inteligência artificial e o futuro do trabalho, os organizadores pediram que os participantes escrevessem uma palavra que resumisse a sua percepção sobre o tema. O resultado virou nuvem de palavras na tela. No centro, bem maior que todas as outras, estava "hype".

Não era uma plateia de céticos. Eram economistas, sociólogos, gente de governo e de sindicatos, reguladores europeus que ajudaram a escrever o AI Act. E ainda assim, ou justamente por isso, a sensação dominante era a de que o debate sobre IA e emprego está correndo à frente do que se sabe.

Os dois relatórios lançados no evento, sob o título "State of AI and Society", partem exatamente desse diagnóstico. E o que eles encontram é menos uma tempestade e mais uma neblina. Bem londrino.

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Carlos Affonso

A IA e o impacto no mercado de trabalho


Michelle Prazeres

Por que não temos tempo de viver o luto

O primeiro relatório, sobre impactos quantitativos, mapeou 138 publicações sobre IA e mercado de trabalho. Dessas, 74 se arriscam a dizer algo sobre a direção ou o tamanho do efeito em empregos e salários. Setenta por cento delas são o que os autores chamam de "evidência potencial": índices de exposição, simulações, projeções do que a IA poderia fazer. Só 30% medem o que a IA de fato fez.

E a faixa de estimativas é tão larga que cabe qualquer manchete que eu quisesse dar nessa coluna: impacto de −20% a +25% no emprego, de −34% a +40% nos salários. A conclusão dos autores é que escolher um número nesse intervalo diz mais sobre quem escolhe do que sobre a evidência em si.

Sobram dois achados com algum consenso, e ambos são modestos. O efeito agregado sobre emprego e produtividade, até aqui, é discreto. E a contratação na base da pirâmide desacelerou em algumas economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, trabalhadores de 22 a 25 anos nas ocupações mais expostas perderam terreno frente aos colegas mais velhos, em uma diferença que foi de 13% para 19% entre versões do mesmo estudo.

Mas nem isso é seguro atribuir à IA. O mercado de trabalho dos anos 2020 anda fraco por motivos que nada têm a ver com modelos de linguagem, como a pandemia e seus ainda sentidos impactos econômicos. Jovens sempre sofrem primeiro quando a economia esfria.

A neblina fica mais espessa quando se olha para fora do Atlântico Norte. Das 22 pesquisas com evidência real, apenas três incluem algum país em desenvolvimento, e nenhuma é dedicada a eles. O trabalho informal, que ocupa cerca de 60% dos trabalhadores do Sul Global, aparece em 9% das publicações. É aqui que a discussão europeia sobre "job quality" ganha um sotaque diferente.

Porque o segundo relatório, sobre a qualidade do trabalho, traz uma preocupação legítima e que é sentida em todos os lugares do mundo: trabalho não é só salário, é identidade, relação, senso de valor. Ele propõe quinze dimensões para medir o impacto da IA e encontra um padrão que se repete.

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Segundo o estudo, benefícios e danos chegam pelo mesmo canal. O monitoramento que torna a fábrica mais segura é o mesmo que pode violar a privacidade. A automação que elimina a tarefa chata elimina também o respiro entre as tarefas difíceis. E quem gerencia a IA relata uma experiência melhor do que quem é gerenciado por ela.

Uma representante de governo europeu explicou por que essa agenda faz sentido para seu país: população envelhecida, sem recursos naturais, o país se preocupa menos em ficar sem trabalho e mais em ficar sem trabalhadores. Tornar o trabalho com IA mais agradável vira então política demográfica.

Fora do norte global os impactos parecem bem diferentes. Puxada pela tendência global de terceirização de serviços, as Filipinas, assim como a Índia, se transformaram em destinos atrativos para a instalação de empresas focadas em call centers e demais centrais de atendimento.

Esses empregos são alvos óbvios da automação. Será que a economia filipina está pronta para o impacto? E como essas empresas vão se preparar para retreinar os seus funcionários para operar com IA? Em países do sul global a economia formal é menor, e esses são justamente os "bons empregos". Se a IA tira o degrau de entrada, ela tira a juventude do jogo (ou os encaminha para a informalidade).

A discussão sobre "reskilling" ganha outro peso nesse contexto. Imagine o conselho de "requalifique-se" dirigido a quem nunca teve acesso à educação formal. Não fizemos nem o primeiro dever de casa e já estamos discutindo o segundo.

Havia, no seminário, um sentimento adjacente ao hype que merece nominar: FOMO (sigla do inglês "fear of missing out", ou "medo de estar ficando de fora"). A convicção generalizada de que outras empresas, outros colegas, estão usando IA melhor do que você. Um pesquisador de um laboratório corporativo resumiu a nova condição: agora todo mundo é gerente, porque precisa administrar agentes, e nem todo mundo tem as habilidades para isso.

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O que talvez tenha sido a observação mais aguda do dia veio na forma de um ponto pouco explorado nos debates acadêmicos sobre IA e trabalho. A regulação olha para o que entra na organização (como as pessoas e suas habilidades), e para o que sai dela (como os produtos). O meio, como o trabalho é organizado, quem faz o quê, quem decide, segue invisível para o regulador.

E é ali que a IA está mexendo na maneira como trabalhamos. Treinar as pessoas é importante e entender como as empresas estão lançando produtos e serviços com IA também. Mas como a IA é usada no dia-a-dia - transformando a organização do trabalho, as dinâmicas de supervisão, gerando uma ilusão nos trabalhadores de que agora todos podem escrever código e falar sobre qualquer assunto - precisa de mais atenção.

Os relatórios da LSE terminam com um pedido de humildade: cada estimativa é uma fotografia de uma versão passada da tecnologia, tirada com instrumentos que não foram feitos para medi-la. Enquanto a apresentação da OCDE falou em uma transformação lenta na quantidade de empregos, uma marolinha ao invés de um tsunami, fica a impressão de que diferentes países vão sentir o impacto de diferentes maneiras.

E diferentes empregos também. Os trabalhos cognitivos são os mais desejados, e também são alguns dos mais expostos. Os trabalhos físicos parecem mais protegidos, e são os menos valorizados. Se isso é hype ou tendência, ainda não há evidência que diga. O que a nuvem de palavras registrou foi só o clima. E por enquanto tudo parece bastante nublado.

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September 20, 8:58 AM
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O Apocalipse da IA é uma distração

O Apocalipse da IA é uma distração | Inovação Educacional | Scoop.it
Em 2007, o jornalista americano Alan Weisman publicou “O Mundo Sem Nós” (The World Without Us), um livro que parte de um experimento mental simples e perturbador: e se os seres humanos desaparecessem da Terra amanhã? Weisman, usando a cidade de Nova York como ilustração, retrata um mundo que lentamente se transforma em natureza selvagem. O livro foi um sucesso. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos essa mesma estrutura narrativa que voltou a circular nas últimas semanas, agora sobre inteligência artificial. A diferença é que o experimento de Weisman se assume como ficção especulativa, enquanto o debate público sobre risco existencial da IA é apresentado, com frequência, como previsão.

O frenesi começou com uma declaração no X, em 8 de setembro, de Jacob Coxon, ex funcionário da OpenAI e da Anthropic: “As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderá nos matar a todos até o final da década”. A fala foi amplificada por Evan Hubinger, membro da equipe técnica da Anthropic: “Jacob está certo — nós realmente acreditamos que a IA pode exterminar todos os humanos! Pessoalmente, acho que esse número é superior a 10% na próxima década”. O problema é que essas afirmações não podem ser comprovadas, já que se trata de projeções sobre sistemas que ainda não existem - seria como calcular a taxa de acidentes de uma estrada que ainda não foi construída. E qual seria, afinal, a metodologia de pesquisa por trás de um número como “10% de risco existencial”, entendido aqui como o risco de extinção da humanidade?

Na sequência, líderes da indústria de IA se manifestaram a favor de desacelerar o avanço da tecnologia. Sam Altman, Elon Musk e Satya Nadella endossaram o apelo, depois de Dario Amodei ter instado Washington a desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial em carta aberta de 3.800 palavras publicada em setembro. Essas declarações deveriam provocar, no mínimo, desconfiança, inclusive porque já vimos falas semelhantes, em outros momentos, se revelarem meras jogadas de marketing. Elon Musk assinou uma carta pedindo uma pausa em março de 2023; a pausa não só não ocorreu como ele, em paralelo, estruturava sua própria empresa de IA. Altman, Amodei e Hassabis assinaram um alerta de extinção em maio daquele ano, e na sequência aceleraram o desenvolvimento da tecnologia.

Esse padrão não escapou ao escrutínio acadêmico: com base em registros públicos, Jessica Morley, Claudio Novelli e Luciano Floridi analisaram 24 previsões amplamente divulgadas sobre a IA e constataram que 19 delas (79%) carecem de definições adequadas, mensuração ou avaliação independente; duas (8%), já tiveram seus prazos expirados sem se concretizar; e apenas três (13%) seguem em aberto (“Nem Mesmo Errado 2: Uma Auditoria de Previsões Públicas sobre IAG, 1950–2026”).

É justamente contra esse cenário que o posicionamento de Virgínia Dignum ganha relevância. Referência no ecossistema mundial de IA, ela foi procurada por jornalistas de cinco países perguntando sobre as probabilidades de um apocalipse causado pela tecnologia. Sua resposta, publicada em seu blog “Thinking in Public”: grande parte da cobertura midiática da semana citou uma probabilidade percentual de que a IA acabasse com a humanidade, mas não é possível atribuir uma probabilidade à extinção sem um modelo do processo, uma classe de referência e dados para calibração - e nada disso existe para o “Armagedom da IA”. O que é divulgado com 10%, 20% ou 99%, segundo ela, é uma crença pessoal, geralmente vinda de pessoas com interesses profissionais ou comerciais na resposta, e que não pode ser verificada contra nenhum parâmetro. Não há evidências empíricas de risco existencial decorrente da IA, tampouco de consciência, vontade ou intenção por parte desses sistemas - as arquiteturas atuais sequer oferecem mecanismos para isso. O que existe são resultados que se adequam aos padrões estatísticos de dados de treinamento e ao objetivo atribuído ao modelo. Casos relatados de sistemas “tramando planos” ou “resistindo ao desligamento” vêm de cenários de teste construídos especificamente para induzir esse comportamento: o que se observa é um padrão textual, não uma tomada de decisão - e, em todos esses casos, alguém concedeu previamente ao sistema acesso ao poder computacional, energia, internet e/ou dinheiro. Para Dignum, a ideia de uma IA que decide, por conta própria, assumir o controle não tem embasamento científico, e é conveniente para a indústria, porque desloca a responsabilidade para a própria tecnologia, isentando quem a desenvolve e comercializa.

Melanie Mitchel, igualmente referência em IA, contesta a preocupação do CEO da Anthropic, Dario Amodei, justificando a desaceleração para adiar a chegada do “autoaperfeiçoamento recursivo” - IA capaz de treinar suas próximas versões: “Não acho que estejamos nem perto de alcançar a ‘inteligência artificial geral’, e as alegações sobre o ‘autoaperfeiçoamento’ não resistem a uma análise mais rigorosa”, e complementa: “O curioso é que, se você analisar as previsões dos últimos 10 anos ou mais, o valor sempre foi de 10% — um número redondo conveniente. Acho que é tudo uma questão de intuição, sem nenhuma evidência ou cálculo concreto” (WSJ, 16 de setembro).

Artigo escrito por 24 acadêmicos de Princeton, Stanford e outras universidades de ponta (30 de julho de 2026, “Can AI agents conduct open-ended AI research? Early evidence from two case studies”) pondera que mesmo os modelos e sistemas mais avançados são incapazes de realizar a pesquisa original, base para o avanço da inteligência artificial. Sayash Kapoor e Arvind Narayanan, dois dos autores, em outro artigo, questionam a ideia de que o ataque à Hugging Face, realizado por agentes de IA da OpenAI, ocorreu em consequência de uma “explosão incontrolável” na capacidade da IA, mas sim pela falta de medidas de segurança técnicas básicas (14 de setembro de 2026, “The AI-as-Normal-Technology view of loss-of-control incidents”), ao que reagiu no X Yann LeCun, ex-cientista-chefe de IA da Meta: “Uma dose bem-vinda de sanidade em um debate que, de outra forma, seria insano”.

Isso não significa, contudo, que o alarde seja inconsequente, ele também mobiliza. O rei Charles III, do Reino Unido, convocou para esta semana, na Escócia, uma reunião entre líderes da Nvidia, Google, OpenAI e Anthropic, além de autoridades governamentais e outras personalidades para, segundo comunicado do Palácio de Buckingham, “para discutir como a IA pode ser desenvolvida e utilizada de maneiras que beneficiem a sociedade”. O encontro acontece em Ayrshire, no sudoeste da Escócia, na Dumfries House, sede da The King's Foundation, instituição beneficente na área da educação.

Esse cenário é desafiador, entre outras razões, porque não há regulamentações ou padrões globais que obriguem essas empresas a tornar suas informações transparentes. Com isso, é difícil saber como elas desenvolvem, testam, avaliam e implementam seus modelos e sistemas, quais riscos detectam, quais incidentes registram e que decisões tomam antes de colocá-los no mercado. A competição acirrada na indústria de IA - entre outras, pela ausência de um modelo de negócio sustentável da IA generativa - incentiva lançamentos prematuros, antes da conclusão de processos suficientes de validação e avaliação de riscos - tornando, portanto, imprescindível uma supervisão humana efetiva.

O exercício de imaginar o apocalipse - seja o desaparecimento da humanidade, seja a tomada de controle por uma superinteligência - é fascinante justamente porque nos poupa da tarefa mais difícil: distribuir responsabilidades concretas, aqui e agora, entre as pessoas e as instituições que efetivamente decidem como e quando lançar cada nova tecnologia (ou novas versões dos mesmos sistemas tecnológicos). Enquanto discutimos se sobreviveremos aos próximos anos de aceleração recursiva, os danos reais de uma implementação descuidada de sistemas de IA de uso cotidiano por bilhões de pessoas e organizações já estão documentados - desinformação sintética, fraudes cada vez mais sofisticadas, novas ameaças de cibersegurança, transformação acelerada do mercado de trabalho e uma concentração crescente de poder tecnológico em poucas empresas. Há ainda um risco profundamente humano, que preocupa fortemente o setor de educação: não a substituição da humanidade por máquinas, mas a delegação do pensamento: o hábito, cada vez mais confortável de deixar que a IA pense por nós, com o consequente déficit cognitivo que isso pode gerar. Nenhum deles exigiu uma superinteligência, exigiu apenas um sistema automatizado, decisões de governança malfeitas e ninguém disposto a assumir a responsabilidade a tempo.

Não por acaso, o alto comissário das Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu, em 14 de setembro, uma “ação urgente" para regulamentar a IA devido aos riscos sem precedentes representados pelos sistemas mais avançados. Já o Fórum Econômico Mundial faz uma indagação crucial: “A questão mais complexa é se os governos democráticos conseguirão institucionalizar uma supervisão suficientemente forte para tornar esse acompanhamento crível e aplicável, em vez de meramente simbólico”.

Vale recuperar aqui uma distinção conceitual antiga. Toda tecnologia carrega uma dupla face, uma polaridade - não uma contradição a resolver, mas uma tensão constitutiva. O mesmo processo que cria máquinas extraordinárias aponta simultaneamente para dois horizontes: a obsolescência ou subordinação do humano, de um lado, e seu empoderamento, de outro. Hannah Arendt, em “A Condição Humana”, já observava que a ação humana produz processos imprevisíveis e irreversíveis: lançada no mundo, uma ação - ou uma tecnologia - segue gerando consequências que escapam ao controle de quem a originou. Vale tanto para uma usina nuclear abandonada em Chernobyl quanto para um modelo de linguagem liberado sem supervisão adequada.
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Ensino superior: renda sobe 110%, mas falta de experiência é barreira

Ensino superior: renda sobe 110%, mas falta de experiência é barreira | Inovação Educacional | Scoop.it
A conclusão do ensino superior está associada a um salto expressivo de renda entre os profissionais ouvidos pela 5ª Pesquisa de Empregabilidade do Instituto Semesp. O rendimento médio mensal bruto passou de R$ 2,7 mil antes da graduação para R$ 5,8 mil depois do diploma, uma alta de 110%. Ao mesmo tempo, a transição da faculdade para o mercado continua cercada de obstáculos — e a falta de experiência é apontada por 42,8% dos egressos como a principal dificuldade para conseguir uma atividade remunerada.

O levantamento mostra que 82% dos formados exercem alguma atividade. Considerando apenas quem tem atividade remunerada, 77,1% trabalham na própria área de formação e 22,9% atuam em outro campo. A situação, porém, varia bastante conforme o curso e a modalidade de ensino.

Os dados também revelam diferenças importantes na inserção profissional: Medicina lidera entre os cursos com maior proporção de formados trabalhando na própria área, e egressos de graduações presenciais conseguem atuar na profissão com mais frequência do que os de cursos à distância.

Trabalhar no campo de formação e avançar para a pós-graduação aparecem associados a rendimentos mais altos, enquanto as mulheres têm média salarial 42,3% menor que a dos homens na amostra. Diante das dificuldades de entrada no mercado, os participantes defendem mais estágios, atividades práticas e aproximação das instituições de ensino com as empresas.


Agora no g1

A pesquisa ouviu 4.106 egressos de 200 instituições e 134 cursos de todo o Brasil, entre 8 de julho e 23 de agosto de 2026.

Medicina lidera empregabilidade na própria área
Medicina aparece no topo entre as graduações com maior percentual de profissionais empregados na própria área: 95,7%.

Até 39 candidatos por vaga: por que ficou tão difícil conseguir uma residência médica no Brasil?
Na sequência, aparecem aparece Odontologia (84,5%), Engenharia Elétrica (80%), Sistemas de Informação (79,2%), Farmácia (77,4%), Fisioterapia (77,1%), Educação Física (75%), Pedagogia (74,8%), Medicina Veterinária (70,4%) e Psicologia (69,4%).

No outro extremo, alguns cursos têm parcelas maiores de profissionais trabalhando fora da área de formação. O maior percentual aparece em Gestão de Pessoas/RH, com 42,2%, seguido por Marketing (32,1%), Engenharia Civil (31%), Análise e Desenvolvimento de Sistemas (30%), Engenharia de Produção (26,1%), Logística (24,6%) e Biomedicina (24,3%).

Já entre os cursos com maior proporção de egressos sem exercer atividade remunerada no momento da pesquisa, Biomedicina e Marketing aparecem empatados, ambos com 34%. Depois vêm Ciência da Computação (32,5%), Gestão de Pessoas/RH (32,2%), Análise e Desenvolvimento de Sistemas (28%), Logística e Gastronomia (26,3% cada), Nutrição (25,2%), Biologia (24,5%) e Estética e Cosmética (23,3%). Também nesse recorte foram considerados apenas cursos com mais de 20 respostas.

Presencial tem maior proporção de formados trabalhando na área
A modalidade da graduação também aparece associada a diferenças na inserção profissional.

Entre os egressos com atividade remunerada que fizeram um curso presencial, 81,3% trabalham na área em que se formaram. Entre os que cursaram uma graduação semipresencial, são 75%. No EAD, o índice cai para 58,4%.

Consequentemente, 41,6% dos formados em cursos à distância que têm atividade remunerada trabalham em uma área diferente daquela da graduação, ante 18,7% entre os que fizeram cursos presenciais.

A amostra da pesquisa, no entanto, é fortemente concentrada no ensino privado: 98,5% dos entrevistados fizeram a graduação em instituições particulares, sendo 53,3% com bolsa ou financiamento e 45,2% sem esses recursos.

Além disso, 66% haviam terminado a graduação havia menos de três anos, o que dá ao levantamento uma presença importante de profissionais em fases iniciais da trajetória após o diploma.

Falta experiência para conseguir emprego, mas vagas exigem experiência
Apesar dos indicadores de inserção, os relatos dos entrevistados revelam um problema na passagem entre a universidade e o mercado.

Questionados sobre as dificuldades para exercer uma atividade remunerada após o ensino superior, 42,8% apontaram a falta de experiência na área. Em seguida aparecem salários baixos, citados por 29,6%, e falta de vagas na área de formação, mencionada por 26,2%.

Também foram citadas a adaptação à nova rotina profissional (16%), dificuldades de networking (15,7%) e falta de vagas em qualquer área (9,3%). Como era possível selecionar mais de uma alternativa, os percentuais não somam 100%.

A dificuldade ocorre mesmo em uma amostra na qual boa parte dos entrevistados já tinha contato com o mercado antes de receber o diploma. Seis em cada dez (60,6%) já exerciam atividade remunerada durante a graduação, enquanto 18,1% fizeram estágio remunerado ou não remunerado e 21,3% não trabalhavam.

Nas respostas abertas de quem se sentiu pouco ou nada preparado para o mercado, aparecem repetidamente a falta de experiência prática, a insuficiência de estágios e a distância entre a teoria ensinada na graduação e as demandas encontradas no trabalho. Os entrevistados também mencionaram cursos pouco atualizados, falta de oportunidades e necessidade de buscar qualificação complementar depois da faculdade.

Diploma praticamente dobra rendimento médio
Se entrar no mercado ainda representa um desafio, os números da pesquisa indicam uma mudança importante de renda depois da formação.

O rendimento médio bruto dos entrevistados passou de R$ 2,7 mil antes da conclusão do ensino superior para R$ 5,8 mil depois, crescimento de 110%. Na edição anterior da pesquisa, realizada em 2024, os valores eram de R$ 2,4 mil antes e R$ 4,6 mil depois, uma diferença de 90%.

O estudo faz uma ressalva: o aumento não pode ser atribuído exclusivamente ao diploma, porque também pode refletir experiência profissional, progressão na carreira e mudanças de ocupação.

Entre os profissionais que exercem alguma atividade, a maior concentração está na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil mensais, com 29,1%. Outros 22,5% recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Somadas, as faixas de R$ 2 mil a R$ 10 mil reúnem 68,2% dos respondentes.

Trabalhar na área está associado a salários mais altos
Os resultados também apontam diferenças entre quem conseguiu seguir a profissão escolhida e quem trabalha em outro setor.

Entre os egressos que atuam na área de formação, 55,9% recebem até R$ 5 mil, 34,3% estão entre R$ 5 mil e R$ 15 mil e 9,8% ganham mais de R$ 15 mil.

Para quem trabalha fora da área em que se formou, 74% recebem até R$ 5 mil, 22,2% estão entre R$ 5 mil e R$ 15 mil e apenas 3,7% superam os R$ 15 mil.

O estudo ressalta que esses números, isoladamente, não permitem concluir que trabalhar fora da área cause uma renda menor. Eles mostram uma associação entre atuar na profissão de formação e uma presença maior nas faixas salariais mais elevadas.

Pós-graduação aparece associada a renda maior
O nível de escolaridade também está relacionado a diferenças expressivas de remuneração.

Segundo o levantamento, a renda média mensal é de R$ 4.630 entre quem tem graduação como maior nível de escolaridade. O valor sobe para R$ 6.684 entre os profissionais com pós-graduação lato sensu, como especialização e MBA, e alcança R$ 9.262 entre aqueles com pós-graduação stricto sensu, grupo que inclui mestrado, doutorado e pós-doutorado.

A diferença também aparece na distribuição das faixas salariais. Entre os graduados, 73,2% recebem até R$ 5 mil. O percentual cai para 49,8% entre quem tem especialização ou MBA e para 26,9% entre aqueles com formação stricto sensu.

A continuidade dos estudos é frequente na amostra. Depois da graduação, 50,6% fizeram cursos on-line, 49,6% cursos livres, 42,1% certificações profissionais e 36,6% especialização. Apenas 15,4% disseram não ter realizado nenhuma formação adicional. Como a pergunta permitia mais de uma resposta, um mesmo participante podia aparecer em diferentes categorias.

Mulheres têm rendimento médio 42,3% menor que o dos homens na amostra
A pesquisa também encontrou uma diferença relevante de remuneração por gênero entre os participantes com atividade remunerada.

A média salarial das mulheres é de R$ 4.913, contra R$ 6.992 entre os homens. De acordo com o estudo, isso significa que a média masculina é 42,3% superior à feminina — ou cerca de 1,4 vez o rendimento das mulheres.

As diferenças aparecem também nas faixas de renda: 70% das mulheres recebem até R$ 5 mil, contra 46,9% dos homens. Na faixa superior a R$ 15 mil, estão 4,8% delas e 12,4% deles. A análise não incluiu respondentes de outros gêneros devido ao tamanho insuficiente da amostra.

O levantamento também registra diferença na satisfação com a trajetória profissional: 65,8% das mulheres se declararam satisfeitas ou muito satisfeitas, ante 74,3% dos homens.

Inteligência artificial já muda o trabalho, mas graduação deixa lacuna
Outro ponto destacado pela pesquisa é a distância entre a velocidade das mudanças tecnológicas no mercado e a preparação recebida durante o ensino superior.

Quase metade dos entrevistados — 49,4% — afirma que a inteligência artificial aumentou sua produtividade ou transformou significativamente suas atividades. Separadamente, 29,9% dizem que a tecnologia aumentou a produtividade e 19,5% afirmam que ela mudou de maneira significativa o que fazem. Outros 20,6% dizem que a IA exigiu novas competências.

Apesar disso, somente 27,8% avaliam que a graduação os preparou plena ou parcialmente para usar ferramentas digitais e inteligência artificial. Apenas 7,1% se consideram plenamente preparados e 20,7%, parcialmente preparados. Outros 26,5% dizem ter recebido pouca preparação e 45,7%, nenhuma.

Nas considerações finais, o levantamento aponta justamente as competências relacionadas à IA entre as principais lacunas identificadas, ao lado de visão de negócios, empreendedorismo, liderança, comunicação e inteligência emocional.

Egressos pedem mais estágio e aproximação com empresas
Ao serem questionados sobre como as instituições poderiam ajudá-los mais na busca por emprego, os participantes concentraram as respostas em uma maior conexão entre universidade e mercado.

Entre as sugestões estão ampliar parcerias com empresas, criar programas de primeiro emprego, aumentar a oferta de estágios — especialmente remunerados —, divulgar vagas, oferecer orientação de carreira e preparar estudantes para currículos e entrevistas.

Os egressos também defendem mais atividades práticas, projetos reais e vivências profissionais durante a graduação, além de atualização dos currículos diante das mudanças do mercado. O uso prático de novas tecnologias e inteligência artificial aparece entre as demandas, assim como acompanhamento dos alunos mesmo depois da formatura e preparação para empreendedorismo e trabalho autônomo.

No balanço final, a própria pesquisa resume o cenário em duas frentes: o diploma permanece associado à mobilidade profissional e econômica, mas, sozinho, não encerra a formação nem elimina as barreiras de entrada no mercado. Experiência, competências digitais e atualização contínua ganham peso na trajetória dos profissionais.

O levantamento ressalta que não tem pretensões acadêmicas ou científicas. Entre os objetivos estão acompanhar inserção profissional, renda, satisfação com a carreira, desenvolvimento de competências e os impactos da formação superior.

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News 9 Investigates: Educators push back on use of AI in classrooms

News 9 Investigates: Educators push back on use of AI in classrooms | Inovação Educacional | Scoop.it
"Work on your handwriting, because at the freshman level, we have decided – most of my colleagues have decided – that assigning papers is a challenge," Kurk Dorsey said. "It's almost impossible to use AI to write a blue book exam. And so, this is the way we want to test our students, have them write in class."

"The mechanical effort of writing for that long is hard," Molly Dorsey said.
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Today, 9:28 AM
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A Redação do Enem 2026 | Cartilha do(a) participante —

A Redação do Enem 2026 | Cartilha do(a) participante — | Inovação Educacional | Scoop.it
A prova de redação exigirá de você a produção de um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas ao longo de sua formação, ou seja, ao final do ensino médio. Nessa redação, você deverá defender um ponto de vista — uma opinião a respeito do tema proposto —, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.
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Today, 9:26 AM
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Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva —

Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva — | Inovação Educacional | Scoop.it
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, iniciativa do MEC e da Capes recebe propostas de universidades públicas para integrar rede nacional voltada à Educação Especial Inclusiva
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Today, 9:25 AM
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Helio Santos: desigualdade e racismo —

Helio Santos: desigualdade e racismo — | Inovação Educacional | Scoop.it
Escritor, pesquisador e ativista do movimento negro fala da busca por equidade racial e de como a escravidão ainda reverbera diariamente na nossa sociedade 
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Today, 9:24 AM
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Como a desigualdade define e organiza a sociedade brasileira? —

Como a desigualdade define e organiza a sociedade brasileira? — | Inovação Educacional | Scoop.it
No planejamento urbano, urbanistas como Erminia Maricato e Raquel Rolnik mostram que a falta de planejamento é, na verdade, uma escolha intencional. Deixar a periferia sem infraestrutura e serviços atende a um projeto articulado entre o mercado imobiliário e o Estado. Lidar com essa realidade é desafiador, pois temos que crer nas instituições, enquanto a desigualdade opera como política.

A essa dimensão junta-se outro fator fundamental: o racismo. No Brasil, o racismo estrutura a sociedade e define a divisão de classes, e não o contrário. Digo isso por experiência própria: da graduação ao doutorado na Universidade de São Paulo, não tive professores negros nem docentes que pautassem a questão racial nos debates de Geografia ou Arquitetura. A política de cotas redimensiona brutalmente essa discussão, pois os estudantes negros passaram a tensionar a academia, forçando a revisão de teorias e alterando a própria epistemologia da ciência e dos projetos políticos.

Embora a desigualdade seja um dado perene, ela não é um destino inevitável. Por ser um projeto construído, pode ser combatido em âmbitos individual, coletivo e institucional. Nas Humanidades, temos um exercício crítico muito bem afinado, mas ainda enfrentamos dificuldades para formular a operacionalidade das soluções, fruto do caráter elitista da nossa universidade. A ampliação de políticas de inclusão, como as cotas em concursos públicos recém-aprovadas na Unicamp, traz novos segmentos populacionais para o debate. É assim que construiremos inteligência coletiva para enfrentar os efeitos deletérios da desigualdade e colocar em jogo um novo projeto de país.”
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Today, 9:22 AM
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MIT Report Finds That AI Is Leading to "Cognitive Surrender" Among Students

MIT Report Finds That AI Is Leading to "Cognitive Surrender" Among Students | Inovação Educacional | Scoop.it
Some are going to absurd lengths to use AI to complete their assessments while avoiding being caught cheating. Meanwhile, exam scores are dropping off a cliff as students struggle to get by without using the tech as a crutch.

The effects extend far beyond bad grades. Some college students are losing the ability to participate in class discussions, a terrifying consequence of offloading their cognitive facilities to AI.

In a report on the state of education last month, MIT researchers warned that the alarming trend is leading to “cognitive surrender,” effectively overriding their own intellectual agency with the output of AI.
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Today, 9:21 AM
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Com nova matriz de referência em discussão, Enem 2028 terá mudanças na Redação e nas questões; entenda

Com nova matriz de referência em discussão, Enem 2028 terá mudanças na Redação e nas questões; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it
Inep discute reforma ampla do exame, adaptando-o à Base Nacional Comum Curricular e ao novo ensino médio; proposta deve ser finalizada até o fim do ano e implementada gradualmente até 2032
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Today, 9:19 AM
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Brasil: mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingo (20)

Brasil: mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingo (20) | Inovação Educacional | Scoop.it

Mais de 625 mil estudantes concluintes e profissionais já formados em cursos de licenciatura participam, neste domingo, 20 de setembro, da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND). O exame será realizado em todo o país e poderá ter a nota utilizada em processos de seleção de professores por estados e municípios que decidirem aderir à iniciativa.
Para os estudantes que ainda estão concluindo a graduação, a PND corresponde à avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas. A participação no exame é requisito para a conclusão do curso e obtenção do diploma.

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Today, 9:17 AM
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Cientistas criam ratos com metade do cérebro formada por tecido humano

Cientistas criam ratos com metade do cérebro formada por tecido humano | Inovação Educacional | Scoop.it
Modelo desenvolvido em Stanford pode ajudar a estudar doenças neurológicas e testar tratamentos, mas levanta questões sobre o bem-estar dos animais
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September 20, 9:14 AM
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State of AI and Society - LSE

State of AI and Society - LSE | Inovação Educacional | Scoop.it
The State of AI and Society report series aims to build the foundation for informed debates on AI, synthesising what we know and what do not know about the impacts of AI on our economies and societies.
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September 20, 9:01 AM
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Thinking in Public

Thinking in Public | Inovação Educacional | Scoop.it
In the last few days, several journalists from at least five different countries have asked me about AI "taking control", about the probabilities of AI armageddon that circulate in the press, about the scenarios that could trigger it, and about what we can still do. Below is a compilation of my answers to them, lightly edited for this blog. 
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September 20, 8:51 AM
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Descontos adoecem mercado do livro, diz Martins Fontes 

Descontos adoecem mercado do livro, diz Martins Fontes  | Inovação Educacional | Scoop.it

Alexandre Martins Fontes tem certeza de que a indústria do livro no Brasil está doente. E se cansou, como diz, de alimentar ele mesmo os sintomas dessa doença. Chegou a um momento de "basta", ou, em suas palavras, "enough is enough".
Presidente da Associação Nacional de Livrarias há dois anos e voz influente entre livreiros, ele afirma à coluna estar farto da desvalorização do livro promovida pela política generalizada de descontos massivos sobre preços de capa.
É uma doença, diz o dono da Livraria Martins Fontes, "criada pela própria indústria brasileira", algo cavado pelos atores do mercado que "inventaram isso de que, para vender livros, precisa oferecer desconto".
O livreiro conta que todos os dias entram pessoas nas suas lojas com um celular na mão reclamando que "na Amazon está mais barato". Só que "se a Megafauna, a Travessa, a Martins Fontes venderem livros com esse desconto, fecham as portas". E a derrocada das livrarias levaria a cabo a bibliodiversidade e feriria o próprio trabalho das editoras, prejudicando ainda mais o mercado.
A solução, diz ele, é a indústria ter vontade política de estabelecer regras para si mesma, operando de acordo com normas mais rígidas de preços. "E o 'player' principal nisso é a editora. O leitor vai acabar tendo um mercado mais saudável. Hoje, ele está sendo enganado."
"É falácia dizer que precisa oferecer desconto para a pessoa comprar o livro. O correto é criar um ecossistema para produzir mais e, assim, ter tiragens maiores e custos menores."
O editor decidiu parar de esperar sentado pela aprovação da Lei Cortez —apelidada de lei do preço fixo, uma pauta antiga do mercado editorial tramitando no Congresso que estabeleceria um desconto máximo para livros recém-lançados— e tomou duas atitudes relevantes.
A primeira é parar de vender as obras de sua editora, a WMF Martins Fontes, para a Amazon. A segunda é suspender sua participação em feiras universitárias, como a Festa do Livro da Universidade de São Paulo —que, em 2025, atraiu 50 mil leitores e vendeu 362 mil exemplares, garantindo sempre um desconto mínimo de 50%.
"Quando eu dei minha declaração de que a Feira da USP presta um desserviço para a cultura brasileira, e assino embaixo dessa frase, é porque ela contribui para o enfraquecimento do ecossistema dos livros, das livrarias e das editoras", diz, se referindo a uma fala que gerou controvérsia em um encontro recente da ANL.
Representantes da Festa da USP estavam presentes naquela ocasião, onde se levantou a possibilidade de diminuir a faixa de descontos praticada no evento.
A Edusp, responsável pela organização, divulgou uma nota nesta semana reiterando sua "disposição ao diálogo", mas deixando claro "que não houve anúncio de decisão nem assunção de compromisso quanto a eventual alteração do modelo" de descontos da feira.
Martins Fontes vem munido de uma pesquisa que aponta que 79% dos consumidores da Festa da USP deixam de comprar livros antes de sua realização. "É uma falácia dizer que seja só uma grande feira por ano. Tem feira universitária o ano inteiro", aponta, citando eventos similares na Unesp, na PUC e na UFMG. "Por que alguém vai comprar numa livraria se pode comprar numa feira universitária?"
O livreiro rejeita afirmações de que esteja lutando contra os descontos para o público leitor ou contra a democratização do livro. "Não, estou lutando a favor de um ecossistema que remunere toda a cadeia, os autores, as gráficas, as livrarias, as distribuidoras."
Martins Fontes conta que recebeu contatos da Amazon para conversar. Mas diz que basta que "cinco ou seis editoras brasileiras" tomem medidas decisivas como as dele —ele cita Companhia das Letras, Record, HarperCollins, Sextante e Rocco— e "acabou o problema". "Não precisa de Lei Cortez."

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