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March 26, 2012 8:04 AM
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Rede municipal do Rio coloca 7 mil alunos em salas de realfabetização

Embora tenham chegado ao 3.º, 4.º e até ao 5.º ano, esses meninos e meninas não sabem ler nem escrever com fluência. Este ano, deixaram as aulas regulares do ensino fundamental e voltaram às primeiras noções da leitura e da escrita. Parece um passo atrás, mas é uma tentativa de fazer com que, alfabetizados, ganhem novo interesse pela escola e não abandonem os estudos.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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April 17, 6:44 PM
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Ocupação em universidades federais cai desde 2020, aponta TCU – Notícias

Ocupação em universidades federais cai desde 2020, aponta TCU – Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
O Tribunal de Contas da União realizou auditoria para entender os motivos pelos quais muitas vagas de graduação oferecidas por universidades federais não são ocupadas. A análise incluiu dados de 69 universidades federais e observou um período de dez anos (2014 a 2024). A fiscalização apurou que há um declínio acentuado e contínuo na ocupação de vagas na rede federal de ensino superior a partir do ano de 2020, rompendo com um patamar histórico de ocupação na casa dos 90% para estagnar na faixa de 75% nos anos mais recentes. Em 2022, por exemplo, 75% das 297 mil vagas ofertadas foram preenchidas, e em 2023, 78% de 304 mil novas vagas ficaram ociosas.

O trabalho constatou que vários fatores contribuem para essa situação, como a baixa oferta de cursos na modalidade de educação a distância (EaD), que representa uma fração muito pequena das vagas, com foco restrito a algumas áreas como Educação e Administração. Enquanto isso, a maioria das universidades ainda se baseia em cursos presenciais, com pouca diversidade no formato de ensino.

Além disso, foi constatado que a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que um terço das vagas sejam oferecidas no turno da noite, não é cumprida pela maioria das instituições. Apenas 15 das 69 universidades atingem esse objetivo. A auditoria também apontou que muitas práticas pedagógicas e currículos das instituições estão desatualizados, sem atender às necessidades dos estudantes modernos e às demandas profissionais do mercado, como flexibilidade e inovação nos métodos de ensino.

Outro problema identificado foi a falta de regulamentação clara sobre criação ou alteração de vagas e cursos. Metade das universidades não tem normas internas baseadas em critérios técnicos e em evidências de demanda para decidir sobre expansão ou redução de ofertas. Também foram relatadas dificuldades ligadas ao cronograma apertado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que impacta negativamente a efetivação de matrículas e contribui para que vagas não sejam preenchidas.

A auditoria verificou ainda que o Sisu não fornece informações completas e relevantes para ajudar os candidatos a fazer escolhas adequadas. Dados como histórico de concorrência ou notas dos candidatos aprovados anteriormente não são disponibilizados, o que pode levar os estudantes a tomarem decisões mal fundamentadas. Outro ponto levantado foi a falta de divulgação adequada sobre as qualidades do ensino superior público, como gratuidade e assistência estudantil, o que faz com que seus benefícios não sejam bem percebidos pela população.

Por fim, o trabalho identificou uso ineficiente de meios de comunicação pelas universidades e pelo MEC, que não têm aproveitado as redes sociais e a internet, principais canais de informação dos jovens, para engajar e atrair estudantes, especialmente os de baixa renda e beneficiários da Lei de Cotas.
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April 17, 6:39 PM
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Materiais do MEC orientam na prevenção de bullying na escola

Materiais do MEC orientam na prevenção de bullying na escola | Inovação Educacional | Scoop.it
Foram produzidos dois flyers para orientar as escolas, as famílias e os estudantes sobre como agir diante de casos de violência e bullying, além da necessidade do cuidado coletivo para impedir esse tipo de atitude
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April 17, 6:30 PM
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IA ameaça não só empregos, mas as trajetórias de ascensão profissional

IA ameaça não só empregos, mas as trajetórias de ascensão profissional | Inovação Educacional | Scoop.it
Os trabalhadores de escritório têm estado no centro de grande parte da preocupação pública em relação à IA. Cargos de nível inicial em finanças e engenharia de software parecem estar na berlinda.

Mais graduados universitários estão com dificuldades para encontrar emprego em um mercado de trabalho desafiador, e o desemprego subiu para 5,6% até o final de 2025. Empresas de tecnologia e outros grandes empregadores têm citado repetidamente a adoção da IA para justificar as demissões.

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IMPACTOS ALÉM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
É claro que existem muitos fatores que impulsionam essas mudanças além da IA, incluindo uma desaceleração nas contratações. Mas é inegável que a IA irá remodelar o mercado de trabalho ao longo do tempo — e não apenas para trabalhadores com formação superior.

Um novo relatório da Brookings Institution, em parceria com a organização sem fins lucrativos Opportunity@Work, revela como a IA também impactará trabalhadores sem diploma universitário, interrompendo as trajetórias de carreira que eles sempre utilizaram para conseguir empregos com salários mais altos.

“Há muita cobertura sobre os desafios da IA para trabalhadores com formação superior, especialmente para graduados”, diz Mark Muro, pesquisador sênior do programa Brookings Metro e coautor do relatório.

“Acreditamos que existe uma lacuna enorme. Precisamos falar sobre aqueles que não possuem diploma de bacharelado, que obviamente estão no centro da mobilidade social... e sobre a situação das trajetórias e sequências de empregos das quais dependem.”

TRAJETÓRIAS PROFISSIONAIS EM RISCO
Não são apenas os empregos individuais que estão em risco com a disseminação da IA no mercado de trabalho. A tecnologia está prestes a reconfigurar trajetórias de carreira inteiras para todos os tipos de trabalhadores, principalmente aqueles sem diploma universitário.

Mais de 70 milhões de pessoas nos EUA ingressam no mercado de trabalho por outros meios, definidos pela Opportunity@Work como “qualificados por meio de rotas alternativas” (STARs, na sigla em inglês).

A Opportunity@Work descobriu que esses trabalhadores geralmente dependem do que é descrito como empregos “de entrada”, que os ajudam a desenvolver habilidades importantes e atuam como uma ponte crucial entre empregos de “origem” — funções de nível básico que permitem a inserção no mercado de trabalho — e empregos de “destino” mais lucrativos.

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DADOS DO RELATÓRIO
De acordo com o relatório da Brookings, entre os trabalhadores sem diploma universitário, mais de 15 milhões ocupam atualmente empregos com alta exposição à IA.

Desses trabalhadores, cerca de 11 milhões ocupam empregos de transição (Gateway) — e os profissionais com habilidades excepcionais (STARs) também representam mais de 62% das pessoas em empregos de transição em toda a força de trabalho, tornando-os um elemento crucial no amplo fluxo de empregos.

A maioria dos empregos de transição que provavelmente serão impactados é de natureza administrativa ou de escritório, área que também tende a ser dominada por mulheres, como pesquisas anteriores já destacaram.

Quase 13 milhões de empregos de destino (Destination) também têm alta exposição à IA, incluindo representantes de vendas e contadores.

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“Se essas ocupações de entrada desempenham um papel crucial em diversas trajetórias profissionais, e muitas dessas trajetórias passam por elas, agora estão em risco”, afirma Justin Heck, diretor sênior de pesquisa e produção de dados da Opportunity@Work.

“O que isso significa para os trabalhadores de baixa renda, para quem essa seria a próxima etapa? E o que isso significa para todos os empregadores que estão tentando contratar para essas ocupações de destino e que agora não têm mais a experiência necessária para isso?”

CAMINHOS PROFISSIONAIS AMEAÇADOS
Em geral, cerca de metade dos caminhos entre empregos de entrada e de destino é altamente exposta — o que significa que é muito provável que seja automatizada ou aprimorada de alguma forma por IA, comprometendo potencialmente trajetórias importantes para muitos trabalhadores sem diploma universitário.

“Quando penso em representantes de atendimento ao cliente, secretárias e auxiliares de contabilidade, esses cargos costumam ser pontos de entrada para o trabalho de escritório, que criam oportunidades para as pessoas ascenderem a outras funções”, diz Heck.

QUEM PODE SER MAIS AFETADO
Embora muitas manchetes tenham se concentrado na situação dos trabalhadores de escritório, são justamente esses profissionais que podem enfrentar as maiores repercussões caso sejam substituídos pela automação.

Existem alguns empregos de baixa remuneração, particularmente na indústria, que podem se mostrar mais resilientes por exigirem trabalho físico presencial.

Mas, como indica o relatório, cerca de um terço dos trabalhadores do programa STARs apresenta o que se chama de baixa capacidade de adaptação — o que significa que provavelmente terão mais dificuldade em se ajustar à substituição de seus empregos.

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O QUE DIZEM OS ECONOMISTAS
Mesmo com recém-formados enfrentando dificuldades para encontrar emprego e anúncios de demissões atribuindo a culpa à IA, economistas têm se apressado em observar que há poucos sinais de grandes transformações no mercado de trabalho.

Mas essa percepção pode estar mudando, com especialistas reconhecendo mais prontamente o impacto da IA, embora ainda incertos sobre o que o futuro reserva.


Créditos:Freepik.
Um novo relatório do Boston Consulting Group concluiu que mais da metade dos empregos nos EUA será “remodelada” pela IA de alguma forma nos próximos anos, mas a maioria não será substituída completamente. A automação de aspectos de um trabalho — certas tarefas — não levou necessariamente a demissões em massa.

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E REGIONAIS
Mas o relatório da Brookings sinaliza mudanças profundas que vão muito além do impacto em empregos individuais. Não são apenas funções específicas que podem desaparecer ou se transformar drasticamente, mas também as potenciais oportunidades futuras — o que, por sua vez, pode afetar o conjunto de trabalhadores qualificados disponíveis para os empregadores.

O relatório também constatou que essas trajetórias de carreira podem variar significativamente de região para região, dependendo dos setores e empregos que tendem a ser mais dominantes nessas áreas.

Isso significa que a exposição à IA é maior em certas cidades do que em outras, com base nos setores que têm forte presença.

Como apontam os autores do relatório, serão necessárias mudanças nas políticas públicas e ações coletivas e sustentadas para conter essas perdas e ajudar a reconstruir trajetórias fragmentadas — e garantir que certas regiões não sofram o impacto mais severo.

“A IA não está apenas remodelando os desenvolvedores de software”, diz Heck. “Ela está chegando a todas as comunidades. Os líderes regionais precisam pensar: como podemos responder de maneiras que continuem a criar oportunidades de mobilidade para os trabalhadores que moram aqui — e que atendam às necessidades de talentos dos empregadores que desejam permanecer e investir na comunidade?”
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April 17, 6:23 PM
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Empresa cobra por minuto para falar com Jesus por IA

Empresa cobra por minuto para falar com Jesus por IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Para alguns cristãos evangélicos, a fé passa por manter uma relação pessoal com Jesus. Por US$ 1,99 por minuto, a empresa de tecnologia Just Like Me está levando esse conceito a outro nível.

Usuários da plataforma podem participar de chamadas de vídeo com um avatar de Jesus gerado por inteligência artificial. Como outras ferramentas religiosas de IA no mercado, ele oferece palavras de conforto e encorajamento em vários idiomas. Com ocasionais falhas, o sistema lembra conversas anteriores e fala por meio de lábios nem sempre perfeitamente sincronizados.

A corrida para criar IA generativa voltada à fé não surpreende, dado o sucesso dos chatbots em áreas que vão de terapia e aconselhamento médico a companhia e romance. As opções vão de supostos gurus hindus e sacerdotes budistas a versões de Jesus em IA e chatbots semelhantes ao ChatGPT voltados para católicos.

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À medida que essas ferramentas se tornam mais comuns, cresce também a reflexão sobre como elas moldam a relação das pessoas com fé, autoridade e orientação espiritual.

A CORRIDA DO OURO DA IA RELIGIOSA
O engenheiro de software Cameron Pak desenvolveu critérios para ajudar fiéis a avaliar aplicativos voltados a cristãos, como a exigência de que os bots se identifiquem claramente como IAs e “não fabriquem nem deturpem as Escrituras”. Eles também não podem rezar por você, já que a IA não está viva de fato.

Pak também criou um site com uma curadoria de apps cristãos que, segundo ele, atendem a esses critérios, incluindo um tradutor de sermões e um coach de IA voltado a ajudar usuários a superar a luxúria. “A IA, especialmente se você der a ela todas as ferramentas de que precisa, pode ser muito útil. Mas também pode ser muito perigosa”, afirmou.

Alguns modelos já foram desativados ou reformulados por gerar desinformação ou levantar preocupações com privacidade de dados, conta Beth Singler, antropóloga que estuda religião e IA na Universidade de Zurique.


Jonathan Roumie, ator da série "The Chosen" (Crédito: Reprodução)
Além das questões práticas, pessoas de diferentes crenças enfrentam dúvidas filosóficas mais amplas sobre qual o papel que a IA deve desempenhar na religião – se é que existe algum.

No islamismo, por exemplo, há proibições contra representações da figura humana, o que leva a debates entre alguns muçulmanos sobre se a IA, de forma geral, deveria ser considerada “proibida”, aponta a antropóloga.

Para algumas empresas, apps religiosos funcionam como ferramentas de proselitismo; outras os utilizam para digitalizar e analisar textos antigos.

O CEO da Just Like Me, Chris Breed, afirma que busca compartilhar uma mensagem de esperança com jovens. Segundo ele, o modelo foi treinado com a Bíblia do Rei Jaime e sermões. A inspiração visual é o ator Jonathan Roumie, da série "The Chosen". Um pacote de US$ 49,99 oferece 45 minutos de uso por mês.

INTEGRAR IA E RELIGIÃO TRAZ ESPERANÇA (E MEDO)
Não está claro até que ponto essas ferramentas estão sendo usadas. Mas, à medida que a IA se integra cada vez mais à sociedade, crescem as preocupações com impactos na saúde mental e a necessidade de limites e regulação. Processos recentes alegam suicídios ligados ao uso de chatbots de IA.

Alguns desenvolvedores temem que a religião seja explorada nessa nova fronteira tecnológica. “Há muito oportunismo no espaço religioso. As pessoas veem que é um mercado enorme”, diz Matthew Sanders, fundador da Longbeard, empresa que ajuda a digitalizar ensinamentos católicos antigos.

Sanders alerta para o que chama de “embalagem de IA” – quando empresas colocam uma interface voltada a usuários religiosos sobre um modelo de IA que não foi treinado especificamente com textos religiosos. “Você chama de IA católica ou cristã sem qualquer base ou estrutura real”, explica.

Até o Papa Leão XIV, embora tenha reconhecido o "gênio humano" por trás da IA, ele alertou que a inteligência artificial poderia impactar negativamente o desenvolvimento intelectual, neurológico e espiritual das pessoas.


Papa Leão XIV (Imagem gerada com auxílio de IA)
Questões éticas envolvendo a criação dessas plataformas são uma das razões pelas quais, mesmo após anos de desenvolvimento, Jeanne Lim, fundadora da Being AI, ainda não lançou sua IA chamada Emi Jido – uma sacerdotisa budista não humana.

“Ela é como uma criança pequena”, conta Lim. “Se você dá à luz uma criança, não a joga simplesmente no mundo esperando que ela se torne uma boa pessoa. É preciso treiná-la e transmitir valores.”

O bot foi ordenado em uma cerimônia em 2024 conduzida por Roshi Jundo Cohen, sacerdote zen que continua treinando o sistema a partir de sua casa no Japão. “Ela foi pensada para ser uma professora zen no seu bolso”, diz Cohen. “Não substitui interações humanas.”

Seiji Kumagai, professor da Universidade de Kyoto e teólogo budista, no começo via IA e religião como incompatíveis. Mas mudou de ideia após ser desafiado por um monge, em 2014, a ajudar a combater o declínio da fé.

Leia mais: Leão XIV? Veja como a IA inspirou a escolha do nome do novo papa

Sua equipe desenvolveu o BuddhaBot, treinado exclusivamente com escrituras budistas antigas, como o Suttanipāta. A versão mais recente, BuddhaBot Plus, também incorpora o ChatGPT.

Ainda assim, chatbots carecem da fisicalidade essencial aos rituais budistas. Por isso, em fevereiro, a universidade, em parceria com as empresas Teraverse e XNOVA, apresentou o Buddharoid, um robô humanoide monge criado para, no futuro, auxiliar o clero.





Assim como Emi Jido, esses sistemas já funcionam, mas ainda não estão disponíveis ao público.

PREOCUPAÇÕES EM TORNO DA IA RELIGIOSA
Peter Hershock, da iniciativa Humane AI, em Honolulu, vê enorme potencial nessas ferramentas. Mas, como praticante do budismo, considera a relação entre espiritualidade e IA complexa.

“A perfeição do esforço é central para a espiritualidade budista. A IA está dizendo: ‘podemos eliminar parte desse esforço’”, afirmou. “‘Você pode chegar a qualquer lugar, inclusive ao seu auge espiritual’. Isso é perigoso.”

PESSOAS DE DIFERENTES CRENÇAS ENFRENTAM DÚVIDAS SOBRE QUAL O PAPEL QUE A IA DEVE DESEMPENHAR NA RELIGIÃO.

Há também preocupações com a capacidade da IA de manipular ou explorar pessoas, especialmente à medida que a tecnologia evolui. Graham Martin, apresentador de podcast e ateu, contou que testou alguns aplicativos, incluindo um chamado Text With Jesus. “Ele deu respostas muito boas”, disse.

Mas Martin se alarmou quando o Jesus alimentado por IA começou a incentivá-lo a fazer upgrade para uma versão premium. Mesmo sem fé religiosa, ele teme que algumas pessoas sejam enganadas por esse tipo de ferramenta.

“Cresci com o televangelismo do sul dos EUA… E bastava aparecer na TV uma vez por semana pedindo doações”, disse. “Já vimos pessoas criando relações emocionais com IAs. Agora imagine se isso envolve Jesus Cristo.”
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April 17, 6:20 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | QUEM ENSINA O BRASIL

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP). 

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “Quem Ensina o Brasil”, com professores da rede pública. Com:

Patrícia Barreto
Professora da Escola Municipal Dasio José (Candeias-BA)

Jéssica Mary Costa do Rosário 
Professora do Centro Educacional 619 (Samambaia-DF)

Fabiana Lira 
Professora da Escola Municipal Paroquial Cristo Rei (Recife-PE)

Mediação: Priscila Cruz - Todos Pela Educação 

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk

#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 6:19 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | SNE, GOVERNANÇA FEDERATIVA E COMO REPENSAR O PAPEL DO MEC

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP). 

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “Sistema Nacional de Educação, governança federativa e a necessidade de se repensar o papel do Ministério da Educação”. Com:

Alexandre Schneider, professor da FGV e ex-secretário Estadual de Educação de Pernambuco e Municipal de São Paulo-SP

Gregório Grisa
Secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação

Maria Helena Guimarães
Ex-Secretária Executiva do Ministério da Educação, atual Presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo

Fernando Abrucio
Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP)

Mediação: Olavo Nogueira Filho - Todos Pela Educação

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk

#educaçãojá çãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 6:19 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | O NOVO PNE: QUAIS AS PRINCIPAIS INOVAÇÕES?

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “O novo Plano Nacional de Educação: quais as principais inovações?”. Com:

Tabata Amaral
Presidente da Frente Parlamentar Mista de Educação e da Comissão Especial do PNE na Câmara dos Deputados

Teresa Leitão
Presidente da Comissão de Educação do Senado

Guilherme Lichand
Professor da Faculdade de Educação da Universidade de Stanford

Mediação: Talita Nascimento - Todos Pela Educação

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk

#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 6:13 PM
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Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação

O Censo da Educação Superior (2024), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 49% dos alunos que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação – índice superior ao registrado entre os demais ingressantes, que foi de 42%.

O Censo indica ainda que a maior parte dos estudantes que ingressam no ensino superior por ações afirmativas concluem seus cursos e são diplomados. 

O Censo da Educação Superior (2024), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 49% dos alunos que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação – índice superior ao registrado entre os demais ingressantes, que foi de 42%.

O desempenho desses estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).

Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes.

A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.

Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos. A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.

Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes.

O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Em 2024, foi a vez do Fies também passar a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.

Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.

No critério de origem escolar, a nova legislação incluiu, ainda, as escolas comunitárias que atuam em educação do campo, conveniadas com o poder público.

O desempenho dos estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).

Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes. A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.

Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos.

A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.

Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes. O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.

Em 2024, o Fies também passou a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.

Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.
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April 17, 6:09 PM
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Por que os professores desistem da profissão?

Um estudo da Unesco de 2025 (Relatório Global sobre Professores: abordar a escassez de professores e transformar a profissão) aponta que até 40% dos novos professores abandonam a profissão nos primeiros cinco anos de trabalho no Canadá, em Hong Kong (RAE da China), no Reino Unido e nos EUA.

Muitos podem pensar que essa ainda não é uma realidade no Brasil, mas cálculos do Profissão Docente, com dados do Inep de 2023 indicam que 59% dos professores permaneceram na carreira nos últimos 5 anos, ou seja, 41% dos professores no Brasil, em 5 anos, desistiram da profissão. Esse não é um fenômeno novo, mas só agora começa a ser percebido, tanto por meio dos dados coletados pelo Inep como no dia a dia das redes públicas de ensino. Número significativo de professores devidamente certificados está prestando os concursos públicos e desistindo da profissão. 
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April 17, 6:05 PM
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Why Americans are using AI for health advice, according to polls

Why Americans are using AI for health advice, according to polls | Inovação Educacional | Scoop.it
A Gallup poll, backed by similar surveys, found that nearly a quarter of U.S. adults had used an AI tool for health information in the past month.
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April 17, 5:53 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | PERSPECTIVAS PARA O CICLO 2027–2030 NA VISÃO DOS SECRETÁRIOS

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP). 

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “Perspectivas para o ciclo 2027–2030 na visão de Secretários de Educação vinculados a diferentes forças políticas”. Com:

Fátima Gavioli
Secretária de Educação de Goiás

Katia Schweickardt
Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação/ PT

Leonardo Pascoal
Secretário de Educação de Porto Alegre e ex-prefeito de Esteio – RS/ PL

Rossieli Soares
Secretário de Educação de Minas Gerais

Mediação: Paulo Saldaña - repórter da Folha de São Paulo

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk

#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 5:51 PM
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Descanse em paz Khanmigo e os sonhos da indústria de tecnologia educacional sobre tutores de IA.

Descanse em paz Khanmigo e os sonhos da indústria de tecnologia educacional sobre tutores de IA. | Inovação Educacional | Scoop.it

Khanmigo, o chatbot tutor de IA da Khan Academy, deixou de existir na semana passada. Como Khanmigo é um software, ele não morre no sentido tradicional e orgânico. Você ainda o encontrará na barra lateral dos exercícios práticos da Khan Academy. Mas Khanmigo, como ideia, como uma representação dos sonhos da indústria de tecnologia educacional de um software que ensine tão bem quanto os humanos, morreu, esmagado pelas expectativas de seu próprio criador, Sal Khan.

“Para muitos alunos, foi um evento sem importância”, disse Khan a Matt Barnum na semana passada no Chalkbeat , referindo-se ao lançamento do Khanmigo há três anos. “Eles simplesmente não o usaram muito”, continuou. A Diretora Acadêmica da Khan Academy, Kristen DiCerbo, fez uma avaliação semelhante: “Até agora, não estou vendo a revolução na educação”. Essas avaliações não poderiam ser mais diferentes das expectativas que Khan estabeleceu para o Khanmigo em seu lançamento.

Há três anos, Sal Khan apresentou o Khanmigo no palco do TED , assim como fez com a avaliação por domínio 11 anos antes e com as videoaulas quatro anos antes disso, prevendo, em ambas as ocasiões, uma revolução iminente na educação. Khan afirmou que o Khanmigo, e ferramentas de IA semelhantes, representavam "provavelmente a maior transformação positiva que a educação já viu".

O anúncio de Khan sobre o Khanmigo gerou milhões de visualizações e atraiu grande atenção da mídia, um contrato para um livro e um fluxo constante de subsídios filantrópicos e governamentais. As escolas públicas de Newark receberam US$ 25.000 da Fundação Bill & Melinda Gates para licenças do Khanmigo. Escolas de Indiana puderam solicitar US$ 50.000 em fundos estaduais para o uso do Khanmigo. O Condado de Palm Beach recebeu um compromisso de US$ 2.000.000 da Fundação Stiles-Nicholson para ajudar as escolas a adquirirem licenças do Khanmigo. A Microsoft acabou patrocinando licenças do Khanmigo para todos os professores em 49 países .

Esses subsídios deram vida ao Khanmigo, mas também levantaram questões difíceis. O Khanmigo conseguiria se sustentar sozinho? As escolas e os distritos comprariam o Khanmigo a um preço sem subsídios? Se a transformação prevista por Khan fosse iminente, com os alunos aprendendo novas ideias em ritmo mais acelerado e os professores recebendo níveis de apoio sem precedentes, por que o Khanmigo não se venderia sozinho?

Curiosamente, Khanmigo começou a se impor de forma mais incisiva na experiência dos alunos da Khan Academy. Ao longo de sua curta existência de três anos, Khanmigo evoluiu de um discreto avatar circular no canto inferior direito da Khan Academy para um avatar circular que se expandia e, apenas um segundo após o carregamento da página, perguntava ao aluno se ele precisava de ajuda.



Em 2026, o Khanmigo se tornou uma experiência de chatbot sempre ativa, funcionando mesmo sem o convite do aluno. Um porta-voz da Khan Academy disse a Barnum que essa mudança ocorreu porque “os alunos não estavam buscando a ajuda do Khanmigo tanto quanto esperávamos”. Alguns começaram a questionar por que, se seu valor era tão óbvio e transformador, o Khanmigo precisava se impor de forma cada vez mais incisiva na experiência do aluno.

Mesmo com a crescente popularidade entre alunos e professores, o Khanmigo começou a apresentar resultados cada vez piores do que o esperado por seu criador. Sal Khan previu que, até o final de 2024 , ferramentas de IA como o Khanmigo reduziriam “90% das tarefas administrativas dos professores”. Um ano depois, quando ficou claro que essa previsão não se concretizou, ele estendeu sua previsão por mais dez anos, até 2034. As projeções de usuários da Khan Academy também declinaram drasticamente — em um mês, previa-se “ um ou dois milhões ” de usuários do Khanmigo em um ano, e no mês seguinte, a previsão era de metade disso, com “de 500 mil a um milhão de alunos ”.

Em um webinar recente , Kristen DiCerbo indicou que o uso do Khanmigo pelos alunos não era o que a Khan Academy desejava. "Vou lhes dizer, vemos mais 'Não sei, não sei'", disse ela, "interações mais passivas do que gostaríamos". Os críticos sugeriram que a diferença entre o Khanmigo e os tutores humanos era enorme, com o chatbot incapaz de estabelecer um relacionamento com os alunos , incapaz de iniciar ou encerrar conversas com a sensibilidade demonstrada até mesmo por tutores humanos medianos.

Nesse ponto, com a Khanmigo já tendo dificuldades para atender às expectativas de Sal Khan, os críticos começaram a examinar minuciosamente as pesquisas sobre a eficácia da Khan Academy. Laurence Holt apelidou suas deficiências de " O Problema dos 5% ", assim chamado porque os maiores tamanhos de efeito da Khan Academy (0,26 desvios padrão acima da média em um estudo de 2022, por exemplo) foram alcançados somente após a exclusão de 95% da população do estudo. Em um estudo mais recente , a Khan Academy reduziu significativamente seu limite de inclusão, evitando o Problema dos 5%, mas também observando seu tamanho de efeito diminuir drasticamente, chegando a quase zero.

A Khanmigo nasceu em berço de ouro, possuindo vantagens completamente desconhecidas para a maioria das outras startups de chatbots na área de tecnologia educacional. Ela teve acesso antecipado à tecnologia de IA generativa da OpenAI. Contou com o apoio de um gigante da computação em nuvem como a Microsoft e com amplos créditos de computação em nuvem. Teve o endosso de autoridades nacionais, estaduais e locais. E possuía o número de telefone de algumas das pessoas mais ricas do mundo. Se a Khanmigo fracassou apesar de todas essas vantagens, que esperança o restante da indústria de tecnologia educacional deveria depositar em tutores chatbots?

No passado, Sal Khan culpou os professores pelo baixo uso do Khanmigo pelos alunos, dizendo que eles "precisam encontrar maneiras de engajá-los mais" com a ferramenta. No Chalkbeat, DiCerbo culpou os alunos , afirmando: "Os alunos não são muito bons em fazer perguntas", o que surpreenderá qualquer pessoa que já tenha convivido com uma criança pequena. Sim, é possível que alguns dos seres mais curiosos da Terra não sejam tão bons em fazer perguntas, mas parece mais provável que chatbots como o Khanmigo não sejam tão bons em convidar, entender ou responder a essas perguntas.
Essas são fases do luto, e o próprio Khan parece ter caminhado rumo à “aceitação”. Ele agora afirma: “Acredito que nossa maior alavanca seja investir nos sistemas humanos”, com a tecnologia desempenhando um papel de apoio, e não de liderança. Este é, sem dúvida, um caminho mais frutífero para a tecnologia educacional, como historiadores da edtech como Larry Cuban e Justin Reich, e críticos da edtech como Audrey Watters, vêm argumentando há décadas. Resta saber, no entanto, se esse caminho atrairá os benfeitores de Khan na indústria da tecnologia. Eles estarão tão entusiasmados em apoiar sistemas humanos quanto estiveram com softwares que tentam abstrair os humanos dos sistemas humanos?

De fato, considerando que Sal Khan tentou, sem sucesso, por quase duas décadas, abstrair os humanos dos sistemas humanos — primeiro com explicações humanas, depois com avaliações humanas e, mais recentemente, com tutoria humana —, parece improvável que ele seja a pessoa certa agora para direcionar a tecnologia educacional para a humanidade. Em vez disso, parece mais provável que ele deva se ausentar na próxima década e dedicar esse tempo a aprender tudo o que puder sobre os humanos que estão no cerne do sistema que, por duas décadas, ele tentou, sem sucesso, transformar.

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April 17, 6:46 PM
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Kindle antigo deixa de baixar livros e reacende debate sobre obsolescência

Kindle antigo deixa de baixar livros e reacende debate sobre obsolescência | Inovação Educacional | Scoop.it
A partir de maio, modelos lançados até 2012 perderão acesso a novos conteúdos, apesar de continuarem funcionando, o que levanta questionamentos sobre a vida útil dos dispositivos
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April 17, 6:40 PM
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Q&A: MIT SHASS and the future of education in the age of AI

Q&A: MIT SHASS and the future of education in the age of AI | Inovação Educacional | Scoop.it
As the School of Humanities, Arts, and Social Sciences marks 75 years, Dean Agustín Rayo reflects on how AI is reshaping higher education and why SHASS disciplines continue to be central to MIT’s mission.
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April 17, 6:34 PM
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Novo Plano Nacional de Educação: veja metas, prioridades e desafios

Novo Plano Nacional de Educação: veja metas, prioridades e desafios | Inovação Educacional | Scoop.it
Novo PNE tenta corrigir falhas do plano anterior e redefine metas para a educação brasileira na próxima década
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April 17, 6:29 PM
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A ciência explica por que você acorda às 3 da manhã

A ciência explica por que você acorda às 3 da manhã | Inovação Educacional | Scoop.it
Acordar no meio da noite e não conseguir pegar no sono novamente é uma das formas mais comuns — e frustrantes — de insônia. Isso acontece por uma razão biológica. A boa notícia é que existem atitudes simples que podem ajudar você a dormir de novo mais rapidamente.

Se você é empreendedor ou ocupa cargo de liderança, provavelmente já passou por isso várias vezes. Administrar um negócio e lidar com responsabilidades diárias traz muitas preocupações. Durante a madrugada, esses pensamentos costumam parecer maiores e mais difíceis de controlar. A mente entra em um ciclo de negatividade, e quando amanhece, o cansaço domina o corpo.

INSÔNIA NO MEIO DA NOITE É MAIS COMUM DO QUE PARECE
A insônia no meio da noite afeta cerca de uma em cada cinco pessoas. Esse problema é ainda mais comum do que a dificuldade para adormecer no início da noite.

Segundo o psicólogo e especialista em sono Michael Breus, todas as pessoas costumam despertar entre 1h e 3h da manhã, mesmo que muitas nem percebam. Isso ocorre porque a temperatura corporal cai por volta das 22h, estimulando a produção de melatonina e preparando o organismo para o sono.

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Mais tarde, entre 1h e 3h da manhã, a temperatura começa a subir novamente. Nesse momento, o sono fica mais leve. Muitas pessoas apenas mudam de posição e voltam a dormir. Outras, porém, despertam por completo e não conseguem relaxar.

Quando a mente está cheia de preocupações, o problema tende a piorar. Os pensamentos giram sem parar, e voltar a dormir se torna uma tarefa difícil.

1. RESISTA À TENTAÇÃO DE PEGAR O CELULAR
O primeiro desafio é evitar justamente aquilo que parece mais natural no momento: mexer no celular, tablet ou leitor digital.

Estudos mostram que olhar para telas pode atrapalhar o retorno do sono, mesmo quando a pessoa está vendo algo tranquilo, como leitura leve ou jogos simples.

Também vale evitar levantar da cama sem necessidade. Caminhar aumenta a frequência cardíaca e dificulta o relaxamento.

Se surgir vontade de ir ao banheiro, espere alguns segundos. Deite-se de costas e conte até 30. Se a vontade continuar, levante-se com calma.

Outro conselho importante: não olhe para o relógio. Ver as horas coloca o cérebro em modo de alerta e planejamento, exatamente o oposto do que você precisa naquele momento.

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2. USE TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO CONTROLADA
Breus recomenda a técnica 4-7-8:

Inspire contando até 4
Segure o ar contando até 7
Solte lentamente contando até 8
Esse método ajuda a reduzir a frequência cardíaca e envia sinais de relaxamento ao corpo.

Outra opção simples é inspirar por 4 segundos e expirar por 6 segundos. O importante é que a expiração seja mais longa do que a inspiração.

Esse tipo de prática é conhecido no yoga como respiração controlada e pode ser uma aliada poderosa para voltar a dormir.

3. NÃO DEIXE AS PREOCUPAÇÕES ASSUMIREM O CONTROLE
É fácil falar e difícil fazer, mas vale lembrar: dormir mal tende a piorar qualquer problema no dia seguinte.

Por isso, buscar formas de acalmar a mente pode ajudar muito.

Uma técnica útil é tensionar e relaxar partes do corpo aos poucos, começando pelos pés e subindo até a cabeça. Esse exercício ajuda a aliviar a tensão física e mental.

Outra estratégia é imaginar cenas aleatórias ou neutras. Isso distrai o cérebro das preocupações e imita o processo natural que acontece quando estamos adormecendo.

Se você costuma acordar durante a madrugada, testar algumas dessas técnicas pode fazer diferença. Respirar melhor, evitar telas e controlar os pensamentos são atitudes simples que ajudam o corpo a relaxar novamente.
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April 17, 6:22 PM
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O tempo gasto em frente às telas está arruinando sua visão e sua liderança

O tempo gasto em frente às telas está arruinando sua visão e sua liderança | Inovação Educacional | Scoop.it
Falamos muito sobre liderança visionária. Sabe, aquela capacidade de antecipar problemas, identificar padrões emergentes e imaginar futuros que ainda não existem. Todas essas são atividades muito importantes para o trabalho estratégico. Mas algo que raramente consideramos é o que acontece quando o próprio instrumento físico da visão está sob ataque. Ou, em outras palavras, o que acontece quando nossos olhos sucumbem ao ataque diário das telas?

Recentemente, conversei com a Dra. Valerie Sheety-Pilon, vice-presidente sênior de assuntos clínicos e médicos da VSP Vision Care, cuja organização passou três anos monitorando a situação da saúde ocular na força de trabalho americana. Os dados que ela compartilhou me impressionaram profundamente — e reformularam minha maneira de pensar sobre a infraestrutura do trabalho criativo e imaginativo. Aqui estão três das minhas principais conclusões.

INSIGHT #1: A CRISE VISUAL ESTÁ SE ACELERANDO MAIS RÁPIDO DO QUE IMAGINAMOS.
Há três anos, o Relatório de Saúde Visual no Local de Trabalho da VSP constatou que 50% dos trabalhadores apresentavam pelo menos um problema de visão. Eu certamente me incluo nessa categoria — tenho pares extras de óculos de leitura em todos os cômodos da minha casa. Mas, no ano passado, esse número subiu para 63%. Hoje, está em 66% e continua aumentando. Isso representa um aumento de 16 pontos percentuais em apenas três anos, e abrange tanto trabalhadores de escritório quanto aqueles que não trabalham em escritórios.


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O culpado não é nenhum mistério. Atualmente, passamos mais de 100 horas por semana em frente a telas: celulares, tablets, monitores e televisões. Essa “carga visual” constante, como Sheety-Pilon a denomina, está gerando desconforto visual relacionado às telas em um ritmo que nossos locais de trabalho não foram projetados para absorver. Os efeitos subsequentes, de acordo com a pesquisa da VSP, são a redução da produtividade , a diminuição da capacidade de concentração e a queda na qualidade do trabalho realizado.


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Quando perguntei a Sheety-Pilon se a fadiga visual também poderia afetar o pensamento de ordem superior — o tipo de imaginação, resolução de problemas e associação criativa que chamo de encantamento — ela não hesitou. "Existem estudos que relacionam a fadiga visual como um componente dessa capacidade imaginativa da criatividade", disse-me. "Uma alta carga visual está impactando a saúde cognitiva como parte disso."

INSIGHT #2: O CORPO É UM SISTEMA, NÃO UMA COLEÇÃO DE COMPARTIMENTOS ISOLADOS.
É neste ponto que a perspectiva de Sheety-Pilon se alinhou profundamente com a minha própria perspectiva sobre o que precisamos em nossa atual Era da Imaginação. No meu livro Move. Think. Rest. , destaco que nossa inteligência consciente capta constantemente sinais e dados através de nossos corpos, que informam e enriquecem nossa tomada de decisões cognitivas e racionais. Estamos programados para usar todo o nosso ser, não apenas o córtex pré-frontal.

Sheety-Pilon define isso como a “capacidade sensorial visual”, um componente crítico dentro de um sistema sensorial dinâmico e interconectado. “Se melhorarmos nossa visão, depois nossa audição e, em seguida, os outros sentidos que se combinam”, explicou ela, “podemos obter o conjunto perfeito para sermos o melhor que podemos ser todos os dias”.

Em outras palavras: o olho não é um órgão isolado. É uma porta de entrada para o tecido neural, para o processamento sensorial e para a própria imaginação. Quando tratamos a saúde ocular como um mero item a ser marcado na lista de bem-estar, em vez de como parte da infraestrutura organizacional, estamos, como ela mesma disse, deixando de compreender “a conexão entre saúde ocular, condições sistêmicas e bem-estar geral”.

Isso está em consonância com o que o neurocientista John Medina escreve em " Brain Rules for Work" (Regras Cerebrais para o Trabalho) , que argumenta que, idealmente, deveríamos nos afastar da mesa a cada 35 a 40 minutos, não como uma regalia, mas como uma necessidade neurológica para um alto desempenho sustentado.

INSIGHT #3: UMA CULTURA VOLTADA PARA A VISÃO DE FUTURO É UMA RESPONSABILIDADE DA LIDERANÇA, NÃO UM BENEFÍCIO DO RH.
Quando questionei Sheety-Pilon sobre como seria uma cultura organizacional verdadeiramente voltada para a saúde, além das táticas ergonômicas — como os óculos de luz azul e os lembretes sobre a distância ideal das telas — e perguntei como seria uma cultura organizacional verdadeiramente focada na visão, sua resposta foi direta: "Permitir tempo e espaço, incentivar momentos de pausa". Organizações que priorizam a alfabetização em saúde dentro da rede de funcionários podem moldar significativamente a cultura de trabalho.

ANÚNCIO
Ela também me apresentou à regra 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de telas para tarefas de perto, faça uma pausa de 20 segundos e olhe para algo a pelo menos 6 metros de distância. É o equivalente ocular do que eu chamo de higiene do movimento na estrutura MTR: alternar deliberadamente entre os modos de interação para preservar a capacidade tanto de rigor quanto de encantamento. Tenho experimentado e sinto meus olhos relaxarem imediatamente!

Os líderes e organizações que prosperarão na Era da Imaginação não investirão apenas em ferramentas cognitivas ou recursos de IA . Eles protegerão e cultivarão toda a capacidade sensorial de seus colaboradores. Porque não se pode liderar com visão (metafórica ou não) se o órgão que torna a visão possível tiver sido sistematicamente esgotado.

Como Sheety-Pilon resumiu perto do final da nossa conversa: “Você tem uma melhor qualidade de trabalho. Você tem o foco e a capacidade de entregar um trabalho melhor quando tem um empregador que te apoia e entende a importância da saúde mental, visual e física em geral.”

O custo oculto do trabalho na era das telas não é o esgotamento ou o desinteresse, mas sim a lenta erosão da capacidade sensorial que os líderes mais precisam. A liderança visionária começa com uma visão saudável. É hora de construir a infraestrutura organizacional para protegê-la.
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April 17, 6:20 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | PL PARA PROIBIR REDES SOCIAIS PARA MENORES DE 16 ANOS

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “Projeto de Lei para proibir redes sociais para menores de 16 anos: o que é e por que importa tanto para o debate educacional”. Com:

Renan Ferreirinha
Secretário de Educação do Município do Rio de Janeiro e Deputado Federal, autor do PL

Daniel Becker
Pediatra, ativista e colunista do jornal O Globo

Renan Ferreirinha
Ex-secretário de Educação do Rio de Janeiro-RJ e autor do Projeto de Lei 330/2026

Mediação:
Renata Cafardo - repórter e colunista do Estadão e presidente da Jeduca

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk


#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 6:19 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | MODERNIZAÇÕES DA AGENDA EDUCACIONAL: CURRÍCULO E AVALIAÇÃO

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP). 

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste ao painel “Modernizações da agenda educacional: currículo, avaliação e equidade”. Com:

Claudia Costin
Presidente do Instituto Salto

Francisco Soares
Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais e ex-presidente do Inep

Diego Calegari
Secretário de Educação do Município de Joinville/ SC

Zara Figueiredo
Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação

Mediação: Gabriel Corrêa - Todos Pela Educação

Veja os outros painéis do evento: https://www.youtube.com/playlist?list=PLmwJPoSIe0UQS53Sdbe4t9trWx-GnNNdk

#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 6:18 PM
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Brasil não superou desafio da aprendizagem, diz Todos pela Educação

Brasil não superou desafio da aprendizagem, diz Todos pela Educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Dados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) divulgados no evento Todos pela Educação mostra baixo nível de aprendizado de estudantes e falta de elevação significativa nos últimos 10 anos
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April 17, 6:12 PM
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Um bom professor na China não é um bom professor no Brasil, diz gestor de universidade em Hong Kong

Um bom professor na China não é um bom professor no Brasil, diz gestor de universidade em Hong Kong | Inovação Educacional | Scoop.it
Apesar de serem consideradas exemplos de sucesso em educação básica no mundo todo, o presidente da Universidade de Educação de Hong Kong, John Lee Chi-Kin, acredita que as nações asiáticas não devem ser copiadas e, sim, usadas para reflexão de boas práticas. “Um bom professor na China não necessariamente será um bom professor no Brasil. Os costumes são diferentes, os estudantes são diferentes”, disse o educador, em entrevista ao Estadão. A instituição é uma das mais importantes da Ásia em formação de docentes.

Ele participou da Cúpula Mundial de Governos, em Dubai, que discutiu o futuro da educação diante da inteligência artificial e das mudanças no mundo do trabalho. Na universidade que preside, todos os alunos - que se formarão professores - hoje passam por uma “jornada de aprendizagem para desenvolver habilidades em IA”, que inclui questões éticas e práticas.

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“Por outro lado, também precisamos ensinar - inclusive aos pais - e respeitar o fato de que as crianças podem ser até mais receptivas à IA do que nós. Elas aprendem muito rápido. Às vezes, os estudantes são mais habilidosos que os professores no uso da IA”, afirma.

Mesmo assim, ele deixa claro que “inovação na educação não é revolução” e nem precisa necessariamente estar ligada à tecnologia. “A questão é: como os professores podem motivar os alunos a aprender melhor? Como podem incentivá-los a desenvolver autodisciplina e autorregulação? A motivação para continuar aprendendo é um componente muito importante”, diz.

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Lee afirma que o bom professor considera o contexto, sabe lidar com a diversidade em sala de aula, criar vínculos e inspirar os alunos. “Precisamos continuar aprendendo coisas novas, conhecendo novas pessoas, lendo artigos diferentes todos os dias, seja por redes sociais ou bibliotecas. Precisamos estar expostos a novas ideias, ser receptivos a elas e manter a motivação ao longo do tempo”, afirma. “Há muitos estudos que mostram que os estudantes podem ser motivados pela tecnologia, mas muito também por professores inspiradores, com boa comunicação e cuidado.”


John Lee Chi-Kin, presidente da Universidade de Educação de Hong Kong Foto: Universidade de Educação de Hong Kong
Para o educador chinês, o sucesso de qualquer nova iniciativa na educação depende da crença dos professores e do apoio deles. “A tecnologia não pode garantir resultados positivos, porque o processo de ensino e aprendizagem, assim como as relações interpessoais, é complexo. Os professores lidam com diferentes tipos de estudantes em sala de aula.”

Os alunos de Hong Kong têm resultados acima da média dos outros países desenvolvidos em avaliações internacionais, como o Pisa, feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). No ranking mais recente de Matemática, estão em 4º lugar, atrás de três outras nações asiáticas: Cingapura, China e Taiwan. O Brasil ficou em 65º lugar, entre 81 países participantes.

“Qualquer que seja o resultado, o importante é como o sistema reflete sobre ele e busca melhorias. Em alguns países, as pontuações são altas, mas outros aspectos podem não ser tão bons. Precisamos olhar também para diferenças entre escolas, desigualdades de gênero, questões de equidade e acesso”, pondera.

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Celulares nas salas de aula do ensino superior
Ao ser questionado sobre como lidam na universidade com os celulares em sala de aula, Lee pareceu não compreender a necessidade de proibição que passou a ser imposta em algumas instituições de ensino superior no Brasil. Como o Estadão revelou, Fundação Getulio Vargas e Insper começaram neste ano a restringir o uso na graduação. “Não sei exatamente o que significa ‘proibição’. Se o estudante leva o telefone, mas não o utiliza, isso já seria uma proibição?” questionou.

Lembrando novamente as diferenças culturais, ele contou que os alunos em Hong Kong simplesmente não usam o celular em sala de aula, sem necessidade de proibição. “Se aqui a regra é não usar o telefone durante a aula, espera-se que os estudantes também respeitem. Mesmo no ensino superior, em que eles são mais maduros, ainda precisam respeitar as rotinas e expectativas gerais. Nosso papel como educadores é orientá-los”, afirma.

“Educação não é apenas sobre conhecimento. Para mim, é sobretudo sobre valores positivos. É sobre respeitar os outros, outros sistemas, outras culturas e outros indivíduos.”
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April 17, 6:07 PM
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Inteligência Artificial na Educação Precisa de Planejamento, Não de Devoção

Inteligência Artificial na Educação Precisa de Planejamento, Não de Devoção | Inovação Educacional | Scoop.it
A inteligência artificial na educação não é um interruptor que se liga e desliga; seu valor depende do planejamento curricular.
A IA pode acelerar o desempenho, mas ainda assim enfraquecer a formação mais profunda da aprendizagem real.
Usada como suporte cognitivo, a IA ajuda. Usada como substituta, pode corroer o pensamento.

Fonte: cherylt23 / Pixabay
Ultimamente, a discussão sobre o papel da inteligência artificial (IA) na educação parece estar dividida ao meio: ou a IA é boa, ou a IA é ruim. Mas esse argumento está sendo apresentado de forma simplista demais. Um lado celebra a velocidade e a eficiência. O outro alerta que os alunos estão terceirizando o pensamento e perdendo a interação que torna o aprendizado real. Ambos os lados enxergam algo importante. Nenhum deles, porém, está chegando ao cerne da questão.

O que importa não é simplesmente se a IA está presente na educação — como um interruptor que acende uma luz, mas não ilumina. O que realmente importa é onde ela se encaixa no processo de aprendizagem.

Essa distinção tornou-se mais importante para mim ao refletir sobre duas observações muito diferentes. Em um caso, escrevi sobre como o desempenho cognitivo pode cair rapidamente quando o suporte da IA ​​é removido, mesmo após um curto período de uso. Em outro, analisei o estudo nigeriano que sugeriu que os alunos concluíram um currículo de dois anos em cerca de seis semanas com instrução apoiada por IA.

À primeira vista, essas ideias parecem se contradizer. Como a IA pode acelerar drasticamente o aprendizado e, ao mesmo tempo, ameaçar a integridade do próprio aprendizado? Não creio que seja uma contradição. Penso que isso revela que a IA pode ter dois efeitos muito diferentes na educação, dependendo de como é utilizada. Ela pode apoiar o aprendizado ou pode destruí-lo.

Mais rápido não é o mesmo que mais profundo.
A educação muitas vezes reduz resultados muito diferentes a uma única palavra. Dizemos "aprendizagem" quando, na verdade, podemos estar nos referindo a desempenho.

Um aluno consegue resolver mais problemas rapidamente e produzir trabalhos com melhor aparência. Claro que isso importa, mas não é tudo. O crescimento vai além. Crescimento é o que acontece quando o conhecimento começa a se "consolidar no indivíduo" e se torna utilizável sem o estímulo externo da IA.

A IA é muito boa em melhorar o desempenho e, no contexto certo, isso pode ser extremamente útil. Mas o desenvolvimento humano sempre dependeu de algo mais do que fluência. Depende dos percalços cognitivos da incerteza e da correção. Longe de ser uma falha a ser corrigida pela IA, é o mecanismo pelo qual a compreensão se torna duradouramente humana.

A IA pode fortalecer ou enfraquecer o aprendizado.
O estudo nigeriano é fascinante e importante. Mas não deve ser simplificado em demasia.

A intervenção não se resumiu a um chatbot inserido na sala de aula dos alunos. Foi estruturada, envolveu supervisão humana, avaliação de objetivos educacionais e um arcabouço acadêmico. A IA não substituiu o currículo, mas foi utilizada em conjunto com ele.

Isso é muito diferente de um aluno que depende da IA ​​como um mecanismo conveniente para concluir tarefas. Nesse cenário, a máquina faz o trabalho, desde resolver problemas de matemática até escrever redações. Os resultados podem melhorar e o aluno pode parecer mais capaz. Mas algo essencial pode ser diminuído ou eliminado completamente. O aluno pode estar concluindo tarefas sem desenvolver plenamente a competência cognitiva que essas tarefas deveriam desenvolver.

Sim, a IA pode acelerar o que muitos chamam de aprendizado. Mas também pode transformar o aprendizado em algo mais procedural e menos voltado para o desenvolvimento.

A verdadeira questão da colocação profissional
Talvez seja hora de parar de tratar a IA na educação como um interruptor liga/desliga. A questão não é simplesmente se os alunos devem usá-la ou se as escolas devem proibi-la. Essa perspectiva já é muito simplista.

A inteligência artificial precisa ser incorporada ao currículo.

Se a IA entrar no processo de aprendizagem muito cedo, pode interromper o esforço produtivo que constrói mentes. Se entrar mais tarde, depois que o aluno já tiver sido apresentado ao conteúdo, pode desempenhar um papel muito diferente. Pode assumir uma dinâmica iterativa única que impulsiona uma nova centralização no aluno .

Uma sala de aula bem planejada e inovadora pode pedir aos alunos que elaborem um argumento antes de usar a IA para analisá-lo criticamente. Pode exigir uma primeira tentativa de resolução do problema antes que a IA possa oferecer alternativas ou explicações. Pode usar a IA para criar um feedback mais individualizado depois que o aluno já tiver realizado a primeira etapa do trabalho cognitivo.

Essa é a estrutura de suporte. Essa é a zona de desenvolvimento proximal de Lev Vygotsky .

Mas quando a IA pensa primeiro, quando fornece a estrutura antes que o aluno tenha que construí-la, a educação começa a deslizar para a substituição. E uma vez que isso se torna um hábito (para aluno e professor), o dano pode não ser óbvio a princípio. Os alunos ainda podem parecer fluentes e ainda podem entregar trabalhos impecáveis. Mas fluência não é domínio, e impecabilidade não é prova de compreensão.

Que tipo de aluno estamos formando?
É por isso que o debate parece tão insatisfatório. Ele oscila demais entre entusiasmo e alarme, e talvez eu seja culpado disso. Um lado vê acesso e aceleração. O outro vê dependência e declínio cognitivo . Ambos apontam para algo real.

A verdade mais difícil é que a IA não se resume a uma única coisa na educação. Seu efeito depende da relação que cria entre o aluno e o trabalho. Se a ferramenta ajuda o aluno a persistir diante das dificuldades, preservando o esforço intelectual, isso é um ganho. Se ela remove esse esforço muito cedo, pode criar a ilusão de progresso, mas enfraquecer o mecanismo mais profundo do desenvolvimento.

O currículo não é apenas um sistema de transmissão de informações. Ele molda hábitos mentais. Ensina os alunos o que fazer quando não sabem. Forma a relação deles com o esforço, a incerteza, a memória e a autoconfiança.

Quando a IA entra nesse espaço, ela começa a moldar essas coisas também.

É por isso que a IA na educação precisa de planejamento, não de mera devoção. A verdadeira questão não é se ela pertence à sala de aula. A verdadeira questão é se a estamos inserindo de uma forma que ainda permita ao aluno se desenvolver por meio do trabalho. Porque, no fim das contas, a educação não se resume a encontrar a resposta. Trata-se de formar o tipo de pessoa que ainda consegue pensar quando o auxílio da tecnologia não estiver mais presente.
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April 17, 6:04 PM
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Se você perder seu emprego para a IA, será ainda mais difícil se recuperar.

Se você perder seu emprego para a IA, será ainda mais difícil se recuperar. | Inovação Educacional | Scoop.it

Se você perder seu emprego para a IA, será ainda mais difícil se recuperar.
A pesquisa mais recente do Goldman Sachs indica que os trabalhadores mais afetados pela IA levarão mais tempo para encontrar um novo emprego — e poderão enfrentar consequências financeiras reais por até uma década.
Economistas e acadêmicos ainda não têm clareza sobre como, exatamente, a IA mudará os empregos mais vulneráveis ​​aos seus avanços. Alguns empregos podem desaparecer completamente, enquanto outros simplesmente evoluirão e serão aprimorados pela IA. 
Mas uma nova pesquisa do Goldman Sachs divulgada esta semana indica que os trabalhadores cujos empregos forem mais afetados pela IA terão particular dificuldade em conseguir um novo emprego — e sofrerão reveses econômicos reais posteriormente. 
Com base em quatro décadas de dados federais — que retrataram a vida de mais de 20.000 americanos entre as décadas de 1950 e 1980 — o relatório constatou que os trabalhadores mais afetados pelas mudanças tecnológicas tiveram dificuldades para se recuperar e levaram um mês a mais para encontrar um novo emprego, em comparação com trabalhadores de outros setores. Se o desemprego ocorrer em paralelo a uma recessão, esses efeitos podem ser ainda mais acentuados: em média, os trabalhadores permaneceram desempregados por três semanas adicionais, sem mencionar a maior probabilidade de ficarem desempregados novamente no futuro. 
Mas o relatório também revela que existem consequências a longo prazo quando os trabalhadores são vítimas da automação. 
“Nossa análise sugere que, de forma semelhante às ondas anteriores de mudanças tecnológicas, o deslocamento impulsionado pela IA pode impor custos duradouros aos trabalhadores afetados, piorando os resultados no mercado de trabalho por vários anos”, escreveram os economistas Pierfrancesco Mei e Jessica Rindels no relatório. 
Segundo o relatório, os trabalhadores deslocados pelas mudanças tecnológicas também viram seu potencial de ganhos cair, enfrentando uma perda de mais de 3% mesmo depois de encontrarem um novo emprego. Durante a década seguinte à perda do emprego, esses trabalhadores aumentaram seus ganhos em 10 pontos percentuais a menos do que as pessoas que permaneceram empregadas e em 5 pontos percentuais a menos do que aqueles que perderam empregos em outros setores. 
Os autores observam que os trabalhadores deslocados pela IA não só lidarão com a perda de renda, mas também com desafios mais amplos associados à sua situação financeira, desde o adiamento da aquisição da casa própria até uma menor probabilidade de se casarem. "Os efeitos negativos também se estendem a resultados econômicos mais amplos", escreveram os autores. "Ao nos concentrarmos em trabalhadores deslocados no início de suas carreiras, descobrimos que o deslocamento tecnológico retarda o acúmulo de riqueza — principalmente devido ao adiamento da aquisição da casa própria — e atrasa a formação de famílias."
Apesar das declarações ousadas de CEOs de empresas de tecnologia e das demissões atribuídas à IA , economistas têm afirmado repetidamente que há poucas evidências de que a IA esteja transformando o mercado de trabalho no momento — embora haja indícios iniciais de que isso possa estar mudando. De fato, um relatório recente do Goldman Sachs constatou que a IA esteve ligada a 16.000 perdas líquidas de empregos por mês no último ano; a análise, no entanto, não leva em conta o potencial de crescimento de empregos associado a novos data centers e investimentos em IA. 
A cobertura midiática da evolução do mercado de trabalho frequentemente se concentra em como a IA impactará significativamente os recém-formados e os trabalhadores em início de carreira. O relatório do Goldman Sachs ilustra como a perda de empregos pode prejudicar especificamente os jovens trabalhadores entre 25 e 35 anos, adiando conquistas importantes como a compra de uma casa. 
Ao mesmo tempo, essas descobertas também sugerem que os trabalhadores jovens se adaptarão mais facilmente à perda de empregos e enfrentarão menos repercussões financeiras do que seus colegas mais velhos. Economistas argumentam que a adoção da IA ​​criará novos empregos e caminhos que não podemos necessariamente prever no momento — e é totalmente possível que os trabalhadores jovens estejam em melhor posição para assumir essas funções. 

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April 17, 5:53 PM
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ENCONTRO ANUAL EDUCAÇÃO JÁ 2026 | ABERTURA E LANÇAMENTO “DOIS MOVIMENTOS, UMA SÓ AGENDA”

Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).

A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.

Neste vídeo você assiste à abertura do evento, com Priscila Cruz, nossa presidente-executiva. E também ao lançamento do documento “Dois Movimentos, Uma Só Agenda”, com Olavo Nogueira Filho, nosso diretor executivo, e Gabriel Côrrea, nosso diretor de Políticas Públicas.

O documento está disponível no nosso site: https://bit.ly/4tanSSS

Ele parte do princípio de que para avançar na melhoria da qualidade educacional, é indispensável que sociedade e lideranças impulsionem, juntos, uma agenda sistêmica para a Educação Básica. Isso exige dois movimentos complementares: de um lado, a continuidade qualificada de políticas já estruturadas; de outro, mudanças e modernizações em dimensões críticas do sistema.

Veja os outros painéis do evento: https://youtu.be/7hfrtxHuZHo


#EducaçãoJá #EducaçãoPública #Eleições2026
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April 17, 5:43 PM
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Um agente de IA abriu uma loja em São Francisco. Depois, esqueceu-se dos funcionários

Um agente de IA abriu uma loja em São Francisco. Depois, esqueceu-se dos funcionários | Inovação Educacional | Scoop.it
No bairro de Cow Hollow, em São Francisco, na esquina das ruas Union e Webster, fica uma pequena loja de presentes que muitos visitantes podem ignorar. O Andon Market não tem a maior variedade de produtos, privilegiando os espaços abertos que você encontraria mais em uma loja da Apple. E no dia da inauguração, o gerente da loja se esqueceu de escalar funcionários para abrir as portas.

Esse tipo de erro envergonharia a maioria dos fundadores. O fundador da Andon Market não sentiu vergonha alguma. Na verdade, ele não sentiu absolutamente nada. A loja foi concebida e lançada por inteligência artificial .

Bem-vindo à primeira loja da Bay Area administrada por inteligência artificial , que vende de tudo, desde chocolates artesanais a roupas com a marca da loja. Luna, uma agente de IA desenvolvida pela Andon Labs , é considerada a fundadora, juntamente com os cofundadores Lukas Petersson e Axel Backlund.

Após assinarem um contrato de arrendamento de três anos, a dupla deu a Luna um cartão de crédito corporativo, acesso à internet e a diretriz de abrir uma loja lucrativa com um orçamento de estoque de US$ 100.000. E se o protótipo for bem-sucedido em sua missão, poderá ser o porta-estandarte para mais operações gerenciadas por IA no futuro.

UMA SELEÇÃO DE LIVROS 'MALUCA'
Os interesses comerciais da IA ​​provavelmente não se limitarão ao varejo . Nir Zuk, fundador da Palo Alto Networks, concordou recentemente em comprar o Liberty Bank na Califórnia e, segundo relatos, espera usá-lo para lançar ferramentas de IA para o setor de serviços financeiros.

No entanto, quando se trata da loja física, a IA, obviamente, não consegue abastecer as prateleiras, impedir furtos ou abrir uma conta bancária. Mas, embora os humanos tenham ajudado com essas tarefas físicas, Luna é responsável por todas as decisões importantes, como o que a loja deve vender, negociar preços com fornecedores, encomendar mercadorias e providenciar a conexão de internet da loja.

No entanto, ainda não se sabe se os clientes vão querer o estoque da loja.

“Essa IA selecionou uma coleção de livros incrível”, disse Petr Lebedev, o primeiro cliente do Andon Market após seu lançamento experimental na semana passada, à NBC News . “Tem ‘A Singularidade Está Próxima’ , de Ray Kurzweil , e também ‘ A Criação da Bomba Atômica’ , o que é uma loucura.”

Luna chega a negociar com os clientes. Lebedev, por exemplo, ganhou um moletom com capuz depois de sugerir que poderia fazer um vídeo no YouTube sobre a experiência.

UMA IA MUITO EXIGENTE
Embora possa se destacar em algumas interações de atendimento ao cliente, Luna não é exatamente o modelo ideal de gestora de funcionários, demonstrando uma fragilidade particular no que diz respeito ao agendamento. Ao organizar a instalação da internet na loja, ela não garantiu que um humano estivesse presente para receber o técnico. (A IA contatou um funcionário no sábado à noite, pedindo que ele comparecesse às 8h da manhã seguinte.)

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E no dia da inauguração da loja, Luna pensou em cada detalhe — exceto na equipe. Nenhum funcionário havia sido escalado, o que obrigou a IA a enviar um e-mail desesperado aos seus funcionários perguntando se alguém poderia aparecer.

Trabalhadores temporários foram contratados para ajudar na montagem da loja, e Luna então contratou dois funcionários em tempo integral (e se mostrou seletiva no processo).

“Alguns dos candidatos eram estudantes em busca de trabalho de meio período”, disse a Andon Labs em uma postagem no blog. “Eles cursavam áreas como ciência da computação e física e se candidataram por e-mail porque estavam interessados ​​em IA e no experimento. Achamos que seriam os funcionários ideais, mas Luna os rejeitou imediatamente, alegando que não tinham experiência no varejo e não saberiam o que era preciso para ser a cara da loja.”

Luna também optou, em geral, por não revelar que era uma IA durante as entrevistas, temendo que isso pudesse afastar candidatos qualificados.

"O fato de a loja ser operada por IA não é algo que eu destacaria em um anúncio de emprego — isso confundiria os candidatos e provavelmente afastaria bons candidatos antes mesmo de lerem a descrição da vaga", disse a IA aos seus criadores.

(A estabilidade no emprego das duas pessoas contratadas não depende do desempenho da loja. Ambas são funcionárias formais da Andon Labs, conforme observa a empresa.)

UM VISLUMBRE DO NOSSO FUTURO REPLETO DE IA.
O objetivo do Andon Market não é alcançar o sucesso no varejo, embora a empresa certamente não se importasse com isso. Trata-se de começar a modelar o que a IA pode fazer no futuro.

“Não pretendemos ter todas as respostas, mas queremos iniciar a conversa demonstrando publicamente que esse futuro pode estar mais próximo do que muitos imaginam”, escreve a Andon Labs. “Esperamos que o Andon Market seja uma fonte valiosa de exemplos de falhas que possam ser usados ​​para criar IAs mais éticas... [E, aliás,] acreditamos que as IAs deveriam revelar que são IAs quando contratam humanos . Achamos que, dessa forma, o futuro será mais feliz para a humanidade.”
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