A Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu na última quinta-feira inscrições para 30 bolsas para doutorado pleno e doutorado sanduíche nas universidades de Nottingham e Birmingham, na Inglaterra. O benefício faz parte do programa Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e tem como objetivo formar docentes e pesquisadores de alto nível e consolidar a cooperação científica entre o Brasil e o Reino Unido.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Iniciativa prevê R$ 45 milhões para fortalecer o protagonismo juvenil e a participação democrática. Lançamento ocorreu nesta quinta (16), com a presença do Ministro Leonardo Barchini, em São Bernardo do Campo (SP)
The rise of artificial intelligence (AI) and its rapidly expanding tools is revolutionizing various sectors, with education standing out as a profoundly affected domain, creating an urgent need to incorporate AI competencies into education. This study proposes an AI-enriched digital Educational Framework (AIEDF) based on a newly developed Holistic Digital Literacy Framework (HDLF), synthesizing competencies from existing frameworks. It investigates the essential AI competencies for preparing young learners, specifically middle-school students, to prosper in an AI-driven world. Middle-school students are targeted due to their developmental readiness for abstract thinking, allowing effective early engagement with foundational AI concepts. Initially, four established digital education frameworks are analyzed and synthesized to create HDLF to be used as the foundation for incorporating AI competencies suitable for the cognitive level of the intended age group. The HDLF contains four core areas (Core Computational Concepts and Skills, Digital Citizenship and Ethical Competence, Impact of Computing on Society, and Digital Competence and Lifelong Learning). A literature review identified AI competencies essential for thriving in the 21st century. Using a systematic integration approach, these competencies were analyzed and mapped to the subtopics of the HDLF. The resulting AIEDF is then aligned with Bloom’s taxonomy, illustrating the progression from fundamental AI understanding (e.g., Machine Learning Basics) to more advanced tasks (e.g., designing simple AI applications). It is designed to support structured AI education, developmentally appropriate, and aligned with international standards, proposing a structured and adaptable foundation that requires empirical validation in future work.
Na rede federal, 51 instituições enfrentam greve de técnicos, segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Entre elas, estão as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Bahia (UFBA).
Durante anos, as empresas têm agido como se os pais que trabalham e têm filhos pequenos fossem o foco principal da questão do equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Cuidar de crianças pequenas é intenso, sem dúvida. Mas a verdade é que a verdadeira crise do equilíbrio entre vida profissional e pessoal não acontece nesse momento da vida.
Ela chega daqui a cinco, dez ou quinze anos. Esse é o Abismo do Cuidado, o momento em que os funcionários mais bem pagos, com mais tempo de casa ou mais aptos à promoção começam a sucumbir à pressão de cuidar dos filhos, dos pais idosos e das próprias necessidades de saúde.
É o momento em que o auge dos ganhos encontra o auge das responsabilidades de cuidado.
Veja também “Limite de Caracteres”: sobre foguetes e pássaros “A fotografia vive”, diz fotógrafo francês que registrou foto de Gabriel Medina “Nem pessimista, nem otimista: possibilista”, diz William Ury “O esporte salva”, garante a medalhista olímpica Adriana Samuel QUANDO A VIDA PESSOAL ENTRA EM CHOQUE COM A CARREIRA Recentemente, conversei com uma mulher de 47 anos que acabara de recusar uma promoção. Ela adorava o trabalho e queria a promoção mais do que tudo. Mas, naquele momento da vida, não conseguia enxergar como isso seria possível.
Seu filho adolescente estava lutando contra a depressão, seu pai estava começando a quimioterapia e sua agenda de trabalho já era insuportável. Uma promoção significaria mais viagens, jornadas mais longas e um nível de concentração que ela não acreditava conseguir sustentar. Então, ela recusou.
Essa mulher é exatamente o tipo de funcionária que as empresas dizem querer manter — e também o tipo que estão prestes a perder.
UMA PRESSÃO SILENCIOSA QUE CRESCE COM O TEMPO Quase um em cada quatro adultos americanos cuida de alguém com 18 anos ou mais, de acordo com a AARP e a National Alliance for Caregiving.
Essa realidade afeta trabalhadores na faixa dos 40 e 50 anos, justamente quando seus filhos adolescentes enfrentam dramas sociais, pressão acadêmica e decisões importantes sobre o futuro. Para muitas mulheres, é também o período em que a perimenopausa começa a impactar a saúde.
Ao mesmo tempo, espera-se que esses profissionais assumam cargos maiores, liderem equipes, cresçam e orientem outros.
O trabalho exige o máximo desempenho exatamente quando a vida pessoal se torna mais complexa e difícil de administrar.
Veja também “Obsessão é mais importante que ambição”, diz CEO da Shit You Should Care About na SXSW “Faça o que você ama” não é o melhor conselho para escolher sua carreira “Padrinho da IA” deixa o Google para alertar sobre os perigos da tecnologia “As marcas não investem em equipes femininas.” POR QUE AS EMPRESAS ESTÃO RESOLVENDO O PROBLEMA ERRADO? Durante décadas, as empresas competiram por talentos oferecendo benefícios voltados à parentalidade, como licença parental, creche e salas de amamentação. Todos são importantes e necessários.
Mas esses benefícios se tornam menos úteis à medida que os funcionários envelhecem ou entram na empresa em fases mais avançadas da vida.
Além disso, a flexibilidade no trabalho ainda é tratada como algo temporário, e não como uma necessidade contínua. Existe a expectativa de que ela deixe de ser necessária quando os filhos crescem.
Mas o cuidado não termina — apenas se torna mais complexo.
O IMPACTO NA RETENÇÃO DE TALENTOS Como consequência, muitos funcionários começam a reduzir o ritmo. Deixam de assumir projetos extras, evitam viagens e recusam oportunidades de liderança.
Outros buscam empregos com mais flexibilidade, mesmo que isso signifique abrir mão de crescimento.
De repente, as empresas enfrentam uma crise de retenção — sem entender por que seus melhores profissionais estão saindo.
Veja também 10 dicas para ter felicidade no trabalho e aumentar seu bem-estar 13 livros que vão inspirar seu caminho para o sucesso em 2026 14 livros sobre educação financeira para quem quer planejar aposentadoria 14 leituras importantes para designers em 2021 UM PROBLEMA TAMBÉM DE LIDERANÇA Essa situação vai além da retenção. Profissionais entre 40 e 50 anos costumam ser os mais experientes das equipes, frequentemente os melhores gestores e os futuros líderes das organizações.
Quando esse grupo se afasta porque os benefícios oferecidos não contemplam suas necessidades atuais, as empresas perdem sua principal fonte de liderança.
E, ao contrário de profissionais iniciantes, esses talentos são muito mais difíceis de substituir.
O QUE AS EMPRESAS PRECISAM FAZER Algumas organizações já começam a reconhecer que o cuidado não termina após a primeira infância — ele apenas se transforma.
Para reter seus melhores profissionais, será necessário:
Ampliar a definição de cuidador, incluindo também o cuidado com pais idosos, sem julgamento. Criar opções de flexibilidade que não prejudiquem a progressão na carreira. Estruturar departamentos de recursos humanos capazes de oferecer orientação prática — e não apenas materiais informativos. Falar abertamente sobre a saúde na meia-idade, especialmente a saúde da mulher, como uma questão relevante no ambiente de trabalho. UMA MUDANÇA URGENTE DE MENTALIDADE É fundamental mudar a forma como as empresas enxergam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Chegou o momento de se preparar para as diferentes necessidades de cuidado ao longo da vida dos funcionários.
A partir de maio, modelos lançados até 2012 perderão acesso a novos conteúdos, apesar de continuarem funcionando, o que levanta questionamentos sobre a vida útil dos dispositivos
As the School of Humanities, Arts, and Social Sciences marks 75 years, Dean Agustín Rayo reflects on how AI is reshaping higher education and why SHASS disciplines continue to be central to MIT’s mission.
Acordar no meio da noite e não conseguir pegar no sono novamente é uma das formas mais comuns — e frustrantes — de insônia. Isso acontece por uma razão biológica. A boa notícia é que existem atitudes simples que podem ajudar você a dormir de novo mais rapidamente.
Se você é empreendedor ou ocupa cargo de liderança, provavelmente já passou por isso várias vezes. Administrar um negócio e lidar com responsabilidades diárias traz muitas preocupações. Durante a madrugada, esses pensamentos costumam parecer maiores e mais difíceis de controlar. A mente entra em um ciclo de negatividade, e quando amanhece, o cansaço domina o corpo.
INSÔNIA NO MEIO DA NOITE É MAIS COMUM DO QUE PARECE A insônia no meio da noite afeta cerca de uma em cada cinco pessoas. Esse problema é ainda mais comum do que a dificuldade para adormecer no início da noite.
Segundo o psicólogo e especialista em sono Michael Breus, todas as pessoas costumam despertar entre 1h e 3h da manhã, mesmo que muitas nem percebam. Isso ocorre porque a temperatura corporal cai por volta das 22h, estimulando a produção de melatonina e preparando o organismo para o sono.
Veja também 10 atitudes simples que ajudam a se sentir mais feliz durante os feriados 10 aplicativos que ajudam a reduzir o estresse no home office 10 dicas de IA para facilitar o trabalho dos profissionais de marketing “A fotografia vive”, diz fotógrafo francês que registrou foto de Gabriel Medina Mais tarde, entre 1h e 3h da manhã, a temperatura começa a subir novamente. Nesse momento, o sono fica mais leve. Muitas pessoas apenas mudam de posição e voltam a dormir. Outras, porém, despertam por completo e não conseguem relaxar.
Quando a mente está cheia de preocupações, o problema tende a piorar. Os pensamentos giram sem parar, e voltar a dormir se torna uma tarefa difícil.
1. RESISTA À TENTAÇÃO DE PEGAR O CELULAR O primeiro desafio é evitar justamente aquilo que parece mais natural no momento: mexer no celular, tablet ou leitor digital.
Estudos mostram que olhar para telas pode atrapalhar o retorno do sono, mesmo quando a pessoa está vendo algo tranquilo, como leitura leve ou jogos simples.
Também vale evitar levantar da cama sem necessidade. Caminhar aumenta a frequência cardíaca e dificulta o relaxamento.
Se surgir vontade de ir ao banheiro, espere alguns segundos. Deite-se de costas e conte até 30. Se a vontade continuar, levante-se com calma.
Outro conselho importante: não olhe para o relógio. Ver as horas coloca o cérebro em modo de alerta e planejamento, exatamente o oposto do que você precisa naquele momento.
Veja também 3 formas comprovadas pela ciência para pegar no sono mais rápido 3 hábitos comprovados por Harvard que ajudam a viver melhor e mais feliz 3 habilidades subestimadas que tornam pessoas introvertidas bem-sucedidas 2. USE TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO CONTROLADA Breus recomenda a técnica 4-7-8:
Inspire contando até 4 Segure o ar contando até 7 Solte lentamente contando até 8 Esse método ajuda a reduzir a frequência cardíaca e envia sinais de relaxamento ao corpo.
Outra opção simples é inspirar por 4 segundos e expirar por 6 segundos. O importante é que a expiração seja mais longa do que a inspiração.
Esse tipo de prática é conhecido no yoga como respiração controlada e pode ser uma aliada poderosa para voltar a dormir.
3. NÃO DEIXE AS PREOCUPAÇÕES ASSUMIREM O CONTROLE É fácil falar e difícil fazer, mas vale lembrar: dormir mal tende a piorar qualquer problema no dia seguinte.
Por isso, buscar formas de acalmar a mente pode ajudar muito.
Uma técnica útil é tensionar e relaxar partes do corpo aos poucos, começando pelos pés e subindo até a cabeça. Esse exercício ajuda a aliviar a tensão física e mental.
Outra estratégia é imaginar cenas aleatórias ou neutras. Isso distrai o cérebro das preocupações e imita o processo natural que acontece quando estamos adormecendo.
Se você costuma acordar durante a madrugada, testar algumas dessas técnicas pode fazer diferença. Respirar melhor, evitar telas e controlar os pensamentos são atitudes simples que ajudam o corpo a relaxar novamente.
Falamos muito sobre liderança visionária. Sabe, aquela capacidade de antecipar problemas, identificar padrões emergentes e imaginar futuros que ainda não existem. Todas essas são atividades muito importantes para o trabalho estratégico. Mas algo que raramente consideramos é o que acontece quando o próprio instrumento físico da visão está sob ataque. Ou, em outras palavras, o que acontece quando nossos olhos sucumbem ao ataque diário das telas?
Recentemente, conversei com a Dra. Valerie Sheety-Pilon, vice-presidente sênior de assuntos clínicos e médicos da VSP Vision Care, cuja organização passou três anos monitorando a situação da saúde ocular na força de trabalho americana. Os dados que ela compartilhou me impressionaram profundamente — e reformularam minha maneira de pensar sobre a infraestrutura do trabalho criativo e imaginativo. Aqui estão três das minhas principais conclusões.
INSIGHT #1: A CRISE VISUAL ESTÁ SE ACELERANDO MAIS RÁPIDO DO QUE IMAGINAMOS. Há três anos, o Relatório de Saúde Visual no Local de Trabalho da VSP constatou que 50% dos trabalhadores apresentavam pelo menos um problema de visão. Eu certamente me incluo nessa categoria — tenho pares extras de óculos de leitura em todos os cômodos da minha casa. Mas, no ano passado, esse número subiu para 63%. Hoje, está em 66% e continua aumentando. Isso representa um aumento de 16 pontos percentuais em apenas três anos, e abrange tanto trabalhadores de escritório quanto aqueles que não trabalham em escritórios.
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SABER MAIS
O culpado não é nenhum mistério. Atualmente, passamos mais de 100 horas por semana em frente a telas: celulares, tablets, monitores e televisões. Essa “carga visual” constante, como Sheety-Pilon a denomina, está gerando desconforto visual relacionado às telas em um ritmo que nossos locais de trabalho não foram projetados para absorver. Os efeitos subsequentes, de acordo com a pesquisa da VSP, são a redução da produtividade , a diminuição da capacidade de concentração e a queda na qualidade do trabalho realizado.
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Boletins informativos da Fast Company Quando perguntei a Sheety-Pilon se a fadiga visual também poderia afetar o pensamento de ordem superior — o tipo de imaginação, resolução de problemas e associação criativa que chamo de encantamento — ela não hesitou. "Existem estudos que relacionam a fadiga visual como um componente dessa capacidade imaginativa da criatividade", disse-me. "Uma alta carga visual está impactando a saúde cognitiva como parte disso."
INSIGHT #2: O CORPO É UM SISTEMA, NÃO UMA COLEÇÃO DE COMPARTIMENTOS ISOLADOS. É neste ponto que a perspectiva de Sheety-Pilon se alinhou profundamente com a minha própria perspectiva sobre o que precisamos em nossa atual Era da Imaginação. No meu livro Move. Think. Rest. , destaco que nossa inteligência consciente capta constantemente sinais e dados através de nossos corpos, que informam e enriquecem nossa tomada de decisões cognitivas e racionais. Estamos programados para usar todo o nosso ser, não apenas o córtex pré-frontal.
Sheety-Pilon define isso como a “capacidade sensorial visual”, um componente crítico dentro de um sistema sensorial dinâmico e interconectado. “Se melhorarmos nossa visão, depois nossa audição e, em seguida, os outros sentidos que se combinam”, explicou ela, “podemos obter o conjunto perfeito para sermos o melhor que podemos ser todos os dias”.
Em outras palavras: o olho não é um órgão isolado. É uma porta de entrada para o tecido neural, para o processamento sensorial e para a própria imaginação. Quando tratamos a saúde ocular como um mero item a ser marcado na lista de bem-estar, em vez de como parte da infraestrutura organizacional, estamos, como ela mesma disse, deixando de compreender “a conexão entre saúde ocular, condições sistêmicas e bem-estar geral”.
Isso está em consonância com o que o neurocientista John Medina escreve em " Brain Rules for Work" (Regras Cerebrais para o Trabalho) , que argumenta que, idealmente, deveríamos nos afastar da mesa a cada 35 a 40 minutos, não como uma regalia, mas como uma necessidade neurológica para um alto desempenho sustentado.
INSIGHT #3: UMA CULTURA VOLTADA PARA A VISÃO DE FUTURO É UMA RESPONSABILIDADE DA LIDERANÇA, NÃO UM BENEFÍCIO DO RH. Quando questionei Sheety-Pilon sobre como seria uma cultura organizacional verdadeiramente voltada para a saúde, além das táticas ergonômicas — como os óculos de luz azul e os lembretes sobre a distância ideal das telas — e perguntei como seria uma cultura organizacional verdadeiramente focada na visão, sua resposta foi direta: "Permitir tempo e espaço, incentivar momentos de pausa". Organizações que priorizam a alfabetização em saúde dentro da rede de funcionários podem moldar significativamente a cultura de trabalho.
ANÚNCIO Ela também me apresentou à regra 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de telas para tarefas de perto, faça uma pausa de 20 segundos e olhe para algo a pelo menos 6 metros de distância. É o equivalente ocular do que eu chamo de higiene do movimento na estrutura MTR: alternar deliberadamente entre os modos de interação para preservar a capacidade tanto de rigor quanto de encantamento. Tenho experimentado e sinto meus olhos relaxarem imediatamente!
Os líderes e organizações que prosperarão na Era da Imaginação não investirão apenas em ferramentas cognitivas ou recursos de IA . Eles protegerão e cultivarão toda a capacidade sensorial de seus colaboradores. Porque não se pode liderar com visão (metafórica ou não) se o órgão que torna a visão possível tiver sido sistematicamente esgotado.
Como Sheety-Pilon resumiu perto do final da nossa conversa: “Você tem uma melhor qualidade de trabalho. Você tem o foco e a capacidade de entregar um trabalho melhor quando tem um empregador que te apoia e entende a importância da saúde mental, visual e física em geral.”
O custo oculto do trabalho na era das telas não é o esgotamento ou o desinteresse, mas sim a lenta erosão da capacidade sensorial que os líderes mais precisam. A liderança visionária começa com uma visão saudável. É hora de construir a infraestrutura organizacional para protegê-la.
Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).
A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.
Neste vídeo você assiste ao painel “Projeto de Lei para proibir redes sociais para menores de 16 anos: o que é e por que importa tanto para o debate educacional”. Com:
Renan Ferreirinha Secretário de Educação do Município do Rio de Janeiro e Deputado Federal, autor do PL
Daniel Becker Pediatra, ativista e colunista do jornal O Globo
Renan Ferreirinha Ex-secretário de Educação do Rio de Janeiro-RJ e autor do Projeto de Lei 330/2026
Mediação: Renata Cafardo - repórter e colunista do Estadão e presidente da Jeduca
Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).
A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.
Neste vídeo você assiste ao painel “Modernizações da agenda educacional: currículo, avaliação e equidade”. Com:
Claudia Costin Presidente do Instituto Salto
Francisco Soares Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais e ex-presidente do Inep
Diego Calegari Secretário de Educação do Município de Joinville/ SC
Zara Figueiredo Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação
Dados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) divulgados no evento Todos pela Educação mostra baixo nível de aprendizado de estudantes e falta de elevação significativa nos últimos 10 anos
The launch took place at ECLAC headquarters in Santiago, Chile, as part of the 2026 Forum of the Countries of Latin America and the Caribbean on Sustainable Development. The event brought together authorities, experts, representatives of multilateral organizations, academia, the technology sector and civil society, consolidating itself as a space for regional coordination on educational transformation.
O impacto econômico das novas tecnologias tem permeado o debate econômico. Isto tem se tornado ainda mais urgente com o avanço da Inteligência Artificial (IA), que tende a promover uma profunda transformação no mercado de trabalho.
Esta é uma questão extremamente relevante, pois ao mesmo tempo em que amplia o potencial de ganhos de produtividade, a adoção das novas tecnologias, como inteligência artificial generativa, por exemplo, levanta preocupações relacionadas à substituição de tarefas, à mudança no perfil das ocupações e ao aumento das desigualdades entre os trabalhadores. Diante desse cenário, compreender como a inteligência artificial afeta o mercado de trabalho é fundamental para orientar o desenho de políticas públicas voltadas à proteção e à melhor inserção dos trabalhadores.
O objetivo deste artigo é avaliar a relação entre a inteligência artificial generativa e o mercado de trabalho brasileiro. Além desta introdução, o artigo é composto por mais quatro seções. Na segunda seção é apresentado um levantamento das evidências da literatura econômica sobre o tema. Em seguida, na terceira seção, estimou-se, com base numa metodologia elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a relação entre a IA generativa e o mercado de trabalho, apresentando o total de ocupados expostos à IA generativa, bem como uma análise sociodemográfica destes trabalhadores. Também foram apresentados, para complementar esta análise, os resultados apresentados pelo FMI, desenvolvido por Pizzinelli et al (2023), que examinaram o impacto da IA no mercado de trabalho tomando como base uma medida de exposição ajustada pela complementaridade. Na quarta seção, são apresentadas algumas recomendações de políticas que podem ser adotadas para proteção e melhor inserção destes trabalhadores. E por fim, na última seção, estão as principais conclusões do estudo.
Leciono cursos de Ciências da Terra em nível universitário como professor em tempo parcial há bastante tempo, conciliando tudo isso com outros empregos. Comecei porque era prazeroso; ninguém entra nessa área por causa do salário notoriamente baixo ou da completa falta de segurança no emprego. Trabalhar com alunos é uma daquelas experiências genuinamente gratificantes, tão viciante que deveriam alertar as pessoas sobre ela.
Mas, graças à IA generativa, tornou-se em grande parte miserável — pelo menos em certos contextos.
Nos últimos anos, tenho ministrado exclusivamente cursos online assíncronos, ou seja, vídeos gravados em vez de aulas ao vivo. Esses cursos sempre foram um pouco mais desafiadores do que as aulas presenciais, onde você tem maior capacidade de manter os alunos engajados. Se um aluno não precisa comparecer a uma sala por uma hora em um horário agendado e ninguém pode ver suas expressões faciais involuntárias quando ele não entende algo, a probabilidade de ele simplesmente... desistir aumenta muito.
Mas, desde o surgimento do ChatGPT, o trabalho do instrutor não é apenas ensinar a matéria e tentar freneticamente manter todos os alunos ocupados. Cada vez mais, ele também atua como detetive e promotor, porque os alunos sem motivação para fazer o trabalho não precisam mais faltar. Eles podem entregar uma simulação do trabalho com a mesma facilidade. E um número considerável o faz — em uma pesquisa recente do College Board com 600 alunos do ensino médio, 84% disseram ter usado IA generativa para trabalhos escolares.
VÍDEO ARS Como a equipe de The Callisto Protocol projetou seu áudio aterrorizante e imersivo.
Os professores certamente não são estranhos à cola. Mas espiar anotações escondidas durante uma prova ou plagiarizar parágrafos da Wikipédia são ferramentas de pedra pitorescas comparadas às armas de destruição em massa conhecidas como mestrados em direito. Anseio pelo conforto binário de um problema simples como "cola ou não?". Agora, sou forçado a arbitrar 256 tons de cinza e fornecer documentação suficiente para defender minha decisão caso um aluno recorra da minha avaliação a múltiplos níveis de comissões de revisão institucional.
Este trabalho exaustivo não só consome uma porcentagem surpreendentemente grande do meu tempo, como também me deixa com o pensamento perturbador de que até mesmo meus alunos mais dedicados podem não ser o que aparentam. Talvez tenham compreendido aquele conceito complexo graças à minha ajuda, ou talvez apenas tenham disfarçado com mais habilidade a repetição de parágrafos da Wikipédia, típica de um aluno de mestrado em Direito, do que eu consigo perceber.
Deixe-me explicar por que os alunos são os que mais perdem nesse ambiente e por que instrutores como eu se sentem praticamente impotentes para resolver o problema.
Faça ou não faça, não existe IA. Os alunos frequentemente têm ideias equivocadas sobre as atividades acadêmicas. Podem enxergar o professor como um adversário que os impede de obter a nota desejada. E consideram "acertar as respostas" o objetivo da educação, pois acreditam que é assim que se garante a nota.
Mas isso não é mais verdade do que pensar que o objetivo do fisiculturismo é contabilizar repetições. O trabalho árduo de levantar pesos é o que importa, porque é isso que gera resultados físicos. Uma analogia popular é que usar um mestrado em Direito para escrever sua dissertação é como dirigir uma empilhadeira para dentro da sala de musculação. Os pesos são levantados, claro, mas nada é conquistado. Eu não espero que você possa responder à questão da prova por mim — eu não preciso da sua dissertação para me tirar de uma enrascada. O processo de fazer o trabalho era o que você precisava para sair com algum resultado.
Em um vídeo recente sobre como o Sora facilitou a geração de vídeos relativamente realistas, mas profundamente problemáticos, Hank Green esfregou os olhos enquanto gritava figurativamente na direção do CEO da OpenAI, Sam Altman: "O atrito importa, Sam!"
Green poderia muito bem estar descrevendo o processo de aprendizagem. Se não há atrito, nenhum esforço, então nenhum trabalho ocorreu e o aluno não aprendeu. Ele não seria menos produtivo se estivesse observando a tinta secar.
Algumas das questões das minhas tarefas exigem pensamento crítico para expandir as ideias além do conteúdo que lecionei. Por exemplo, uma delas pede que os alunos desvendem o conceito de um experimento natural , pensando em uma maneira de estudar a erosão eólica sem esperar muitas vidas para que uma determinada rocha se desintegre (um experimento com um tipo de grupo de controle muito diferente dos exemplos que discutimos anteriormente, como placebos em ensaios clínicos).
Ao perceber uma mudança, revisei recentemente todas as 279 respostas que recebi para a pergunta desde que comecei a fazê-la em 2019. Antes do ChatGPT, cerca de um terço dos usuários conseguia resolver a questão, conectando ideias importantes para o pensamento científico de forma independente, em vez de simplesmente absorver passivamente mais um fato. Nos últimos dois anos, a taxa de sucesso subiu para mais da metade. Não há nenhum grande mistério nisso: os termos que o ChatGPT usa ao responder a essa pergunta agora aparecem com frequência.
Os alunos podem considerar isso um caso de simplesmente pesquisar informações — o que a maioria deles classifica como o uso mais útil e aceitável de ferramentas de pesquisa em pesquisas —, mas digitar uma pergunta e transmitir a resposta não é o mesmo que refletir sobre ela .
Uma questão como essa é o que chamamos de “avaliação formativa”. Eu nunca avaliei a correção da resposta, apenas o esforço. O objetivo era descobrir se o conceito central havia sido realmente compreendido ou se o aluno ainda precisava de um pouco de ajuda para fazer a conexão. O fracasso é uma parte útil do aprendizado quando as consequências são baixas, como acontece na maior parte do curso — encontrar essa questão na prova final seria uma interação completamente diferente.
Qual o sentido de incluir avaliações formativas em um curso se elas são simplesmente repassadas para um LLM? De repente, torna-se uma perda de tempo tanto para o aluno quanto para o professor. Pequenos questionários são excelentes ferramentas de estudo para ajudar os alunos a verificarem seu próprio aprendizado — se eles os fizerem. Agora, você pode direcionar um navegador LLM "agente" para concluir todos os questionários de um curso inteiro com um único comando, sem atritos.
Os professores devem reservar esse tipo de tarefa para os alunos que desejam se beneficiar dela e aceitam a possibilidade de trapaça, ou devem eliminar a oportunidade de aprendizado apenas para evitar a trapaça?
Evolução, a seleção natural Muitos instrutores estão tentando se adaptar a essa crise voltando às únicas ferramentas de avaliação que são praticamente à prova de LLM — testes como provas orais ou trabalhos manuscritos criados sob supervisão em sala de aula.
Nenhuma dessas soluções está disponível para instrutores de aulas online assíncronas. Isso é péssimo, já que a disponibilidade dessas aulas é importante. Elas podem atender alunos com deficiência física, alunos em áreas rurais distantes de um campus ou alunos que tentam obter um diploma enquanto trabalham em tempo integral ou cuidam de dependentes. Se tivermos que simplesmente desistir da ideia de aulas online, essas serão as vítimas.
Mas mesmo em aulas presenciais, as adaptações para evitar fraudes em cursos de mestrado em Direito (LLM) muitas vezes representam concessões que reduzem a qualidade pedagógica. Por exemplo, as provas orais, que demandam muito trabalho, não se tornaram obsoletas apenas devido ao aumento da proporção de alunos por professor. Provas em papel (ou teclado e mouse) facilitam que a experiência de cada aluno seja a mesma e eliminam parte da possibilidade de viés na correção.
Tarefas de escrita que antes eram excelentes ferramentas de ensino, obviamente, tornaram-se as primeiras a serem cortadas. Eu costumava pedir aos alunos de uma turma sobre desastres naturais que escrevessem o enredo de um filme de desastre de Hollywood com grande orçamento, usando processos físicos tanto precisos quanto implausíveis. Era um bom exercício para aprimorar suas habilidades de escrita; os alunos gostavam da atividade e isso os obrigava a aplicar habilmente muito do que haviam aprendido.
Mas os alunos de mestrado em Direito (LLM) produzem uma redação nesse formato em 10 segundos. Embora essas redações sejam facilmente reconhecíveis (e de baixa qualidade), a tarefa tornou-se insustentável. Eu conseguia corrigir a redação de um aluno de verdade em 15 a 30 minutos, mas lidar com cada caso de fraude consumia facilmente de quatro a oito horas de trabalho frustrantes e deprimentes. Então, simplesmente tive que eliminar a tarefa do curso.
Antigamente, os professores que se queixavam de problemas com plágio eram frequentemente aconselhados (às vezes de forma condescendente) a tentar criar trabalhos de qualidade, em vez de trabalhos que pudessem ser facilmente concluídos com um pouco de copiar e colar. Em vez de pedir aos alunos que definissem termos ou resumissem um conceito quando a Wikipédia estava ali mesmo , o conselho era dar-lhes tarefas de nível superior — para avaliar diferentes soluções para um problema ou refletir sobre como esse conceito se aplicava às suas próprias vidas. Um trabalho de maior qualidade seria mais envolvente e mais difícil de ser fraudado.
Mas agora, induzir o ChatGPT a blefar sobre uma reflexão não é mais difícil do que induzi-lo a definir termos. Ambos são mais fáceis do que plagiarizar a Wikipédia jamais foi! E tudo isso é incrivelmente difícil de ser processado pelos nossos padrões tradicionais de fraude, porque não existe um teste incontestável para o uso de LLM. (Isso tem dois lados — também significa que alunos inocentes que são acusados injustamente muitas vezes não conseguem provar que fizeram o trabalho honestamente.)
Não sou o único que se sente exasperado com essa situação. Uma pesquisa com cerca de 3.000 professores universitários mostrou que 85% acreditam que os mestrados em Direito "tornam os alunos menos propensos a desenvolver habilidades de pensamento crítico" e 72% relataram dificuldades em gerenciar o uso desses programas.
Como era de se esperar, a resposta dos administradores do ensino superior — que estão ocupados assinando contratos para assinaturas institucionais de mestrados em direito (LLM) para demonstrar o quão visionária é sua liderança intelectual — tem sido dizer aos instrutores que seu trabalho é ensinar os alunos "como usar a IA de forma eficaz".
A maioria dos exemplos desse “uso eficaz” envolve alunos gerando uma redação com IA e depois fazendo uma crítica. (Como se a internet não estivesse repleta de textos humanos que poderiam ser criticados!) Sempre que pergunto a um professor qual é o objetivo de aprendizagem dessa tarefa, a resposta é sempre a mesma: ajudar os alunos a entender por que não devem confiar em um mestre em Direito para escrever por eles. Pare-me quando perceber a contradição entre isso e os desejos da administração.
Mesmo que se encontrem atividades criativas e altamente estruturadas, em que as diretrizes conduzam à aprendizagem relevante para o curso durante o período de aula, a questão permanece: que impacto os mestrados em Direito têm sobre esses alunos nas outras 23 horas do dia ?
O motivo pelo qual a sensação atual é tão diferente para os professores em comparação com os pânicos tecnológicos do passado é que não há uma solução clara para a forma como a IA está minando praticamente todos os aspectos da educação. É um jogo estranho tentar fazer com que os alunos realizem atividades que você acredita serem úteis para a formação deles, enquanto eles apontam seus LLMs para você, e muitas vezes parece que a única estratégia vencedora é não participar.
Interrupção sem construção Os instrutores, exaustos com a situação atual, são bombardeados por clichês repetitivos. É o futuro, é melhor se acostumar! Você poderia ao menos me dar alguns bons números da loteria, ó grande e poderoso viajante do tempo? Os luditas já disseram que não deveríamos usar calculadoras! Você se refere à maneira como os instrutores de matemática atualmente restringem o uso de calculadoras (que, notavelmente, não geram respostas falsas) ao ensinar muitas habilidades? Os LLMs são tutores particulares! Você contrataria um tutor que joga "Duas Verdades e Uma Mentira"?
Parece que ninguém quer ouvir os instrutores explicarem o quão ruim é tentar fazer nosso trabalho na presença dessa antimatéria educacional aniquiladora. Em vez disso, nos oferecem ferramentas de correção por IA para avaliar trabalhos gerados por IA, também gerados por IA.
Talvez críticos como eu simplesmente não entendam a revolução da IA (seja lá o que isso signifique), mas todos nós temos experiência com a natureza humana e os padrões já conhecidos dos estudantes. Os mestrados em Direito são um atalho. Os estudantes frequentemente escolhem atalhos dos quais se arrependem depois. Todos nós já passamos por isso.
Como instrutor, meu objetivo é construir um caminho claro para meus alunos subirem a montanha e vê-los alcançar o topo. Em vez disso, sinto cada vez mais que estou apenas jogando uma defesa impossível para impedi-los de avançar em todas as direções, menos para cima. É exaustivo e, na maioria das vezes, acabo perdendo, o que significa que nem sequer os estou ajudando. Os alunos realmente querem chegar lá em cima, mas é sempre tentador pular algumas etapas.
Há alguns meses, ouvi alguns estudantes universitários conversando sobre suas aulas. Um deles reclamava de um trabalho que precisava entregar naquela noite, e outro, incrédulo, perguntou por que não usar o ChatGPT para fazer o trabalho. O primeiro respondeu: “Esta é a minha área de estudo, eu realmente preciso aprender coisas nesta disciplina. Eu uso IA nas minhas outras aulas.”
Não encontrei nenhum aluno que ache que está aprendendo quando deixa os mestres em Direito fazerem o trabalho por eles, apesar da imagem que os administradores das faculdades e a publicidade dos programas de mestrado tentam passar. Para eles, é apenas gerenciamento de carga de trabalho.
Quem sabe o que acontecerá se a bolha da IA estourar e o acesso fácil e generalizado aos mestrados em direito se tornar algo muito mais limitado? Mas, embora a IA esteja presente, certamente não está revolucionando a educação nem aprimorando o aprendizado. Ela apenas está tornando extraordinariamente difícil fazer tudo aquilo que vem ajudando os alunos a aprender há muito tempo.
Segundo ele, esse processo não se dá em um único passo. Na verdade, ele descreve quatro estágios da erosão da relação entre representações e a realidade. No início temos uma relação direta de correspondência entre a representação e o que ela representa (ex: pense em uma foto sem filtros de uma praia na Sicília em um dia nublado). Em um segundo passo, a representação distorce características da realidade (ex: imagine a mesma foto, mas com filtros que clareiem o dia, façam o céu ficar mais azul, e o mar verde mais esmeralda). Em um terceiro passo, a representação esconde o fato de que aquilo que ela representa simplesmente não existe (ex: imagine que você inclua artificialmente na foto alguém que nunca esteve naquela praia).
O Tribunal de Contas da União realizou auditoria para entender os motivos pelos quais muitas vagas de graduação oferecidas por universidades federais não são ocupadas. A análise incluiu dados de 69 universidades federais e observou um período de dez anos (2014 a 2024). A fiscalização apurou que há um declínio acentuado e contínuo na ocupação de vagas na rede federal de ensino superior a partir do ano de 2020, rompendo com um patamar histórico de ocupação na casa dos 90% para estagnar na faixa de 75% nos anos mais recentes. Em 2022, por exemplo, 75% das 297 mil vagas ofertadas foram preenchidas, e em 2023, 78% de 304 mil novas vagas ficaram ociosas.
O trabalho constatou que vários fatores contribuem para essa situação, como a baixa oferta de cursos na modalidade de educação a distância (EaD), que representa uma fração muito pequena das vagas, com foco restrito a algumas áreas como Educação e Administração. Enquanto isso, a maioria das universidades ainda se baseia em cursos presenciais, com pouca diversidade no formato de ensino.
Além disso, foi constatado que a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que um terço das vagas sejam oferecidas no turno da noite, não é cumprida pela maioria das instituições. Apenas 15 das 69 universidades atingem esse objetivo. A auditoria também apontou que muitas práticas pedagógicas e currículos das instituições estão desatualizados, sem atender às necessidades dos estudantes modernos e às demandas profissionais do mercado, como flexibilidade e inovação nos métodos de ensino.
Outro problema identificado foi a falta de regulamentação clara sobre criação ou alteração de vagas e cursos. Metade das universidades não tem normas internas baseadas em critérios técnicos e em evidências de demanda para decidir sobre expansão ou redução de ofertas. Também foram relatadas dificuldades ligadas ao cronograma apertado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que impacta negativamente a efetivação de matrículas e contribui para que vagas não sejam preenchidas.
A auditoria verificou ainda que o Sisu não fornece informações completas e relevantes para ajudar os candidatos a fazer escolhas adequadas. Dados como histórico de concorrência ou notas dos candidatos aprovados anteriormente não são disponibilizados, o que pode levar os estudantes a tomarem decisões mal fundamentadas. Outro ponto levantado foi a falta de divulgação adequada sobre as qualidades do ensino superior público, como gratuidade e assistência estudantil, o que faz com que seus benefícios não sejam bem percebidos pela população.
Por fim, o trabalho identificou uso ineficiente de meios de comunicação pelas universidades e pelo MEC, que não têm aproveitado as redes sociais e a internet, principais canais de informação dos jovens, para engajar e atrair estudantes, especialmente os de baixa renda e beneficiários da Lei de Cotas.
Foram produzidos dois flyers para orientar as escolas, as famílias e os estudantes sobre como agir diante de casos de violência e bullying, além da necessidade do cuidado coletivo para impedir esse tipo de atitude
Os trabalhadores de escritório têm estado no centro de grande parte da preocupação pública em relação à IA. Cargos de nível inicial em finanças e engenharia de software parecem estar na berlinda.
Mais graduados universitários estão com dificuldades para encontrar emprego em um mercado de trabalho desafiador, e o desemprego subiu para 5,6% até o final de 2025. Empresas de tecnologia e outros grandes empregadores têm citado repetidamente a adoção da IA para justificar as demissões.
Veja também “A IA não está falhando. Estamos reagindo à promessa errada”, diz futurista Ian Bearcraft “A IA faz coisas incríveis, mas ainda é fraca”, diz vencedor de Prêmio Nobel de Economia “A IA é inevitável”, diz hacker ativista que quer mudar a forma de fazer política “A função de uma universidade é estar a serviço da comunidade” IMPACTOS ALÉM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É claro que existem muitos fatores que impulsionam essas mudanças além da IA, incluindo uma desaceleração nas contratações. Mas é inegável que a IA irá remodelar o mercado de trabalho ao longo do tempo — e não apenas para trabalhadores com formação superior.
Um novo relatório da Brookings Institution, em parceria com a organização sem fins lucrativos Opportunity@Work, revela como a IA também impactará trabalhadores sem diploma universitário, interrompendo as trajetórias de carreira que eles sempre utilizaram para conseguir empregos com salários mais altos.
“Há muita cobertura sobre os desafios da IA para trabalhadores com formação superior, especialmente para graduados”, diz Mark Muro, pesquisador sênior do programa Brookings Metro e coautor do relatório.
“Acreditamos que existe uma lacuna enorme. Precisamos falar sobre aqueles que não possuem diploma de bacharelado, que obviamente estão no centro da mobilidade social... e sobre a situação das trajetórias e sequências de empregos das quais dependem.”
TRAJETÓRIAS PROFISSIONAIS EM RISCO Não são apenas os empregos individuais que estão em risco com a disseminação da IA no mercado de trabalho. A tecnologia está prestes a reconfigurar trajetórias de carreira inteiras para todos os tipos de trabalhadores, principalmente aqueles sem diploma universitário.
Mais de 70 milhões de pessoas nos EUA ingressam no mercado de trabalho por outros meios, definidos pela Opportunity@Work como “qualificados por meio de rotas alternativas” (STARs, na sigla em inglês).
A Opportunity@Work descobriu que esses trabalhadores geralmente dependem do que é descrito como empregos “de entrada”, que os ajudam a desenvolver habilidades importantes e atuam como uma ponte crucial entre empregos de “origem” — funções de nível básico que permitem a inserção no mercado de trabalho — e empregos de “destino” mais lucrativos.
Veja também ‘Macrohard’: Elon Musk apresenta projeto conjunto de Tesla e xAI ‘Ikigai’: o segredo japonês que pode ajudar você a ter mais propósito no trabalho ‘Adultização’ de crianças: viral de Felca põe regulação das redes na pauta do Congresso ‘Crupiê de blackjack’, ‘megalomaníaco’: a repercussão da ameaça de Trump DADOS DO RELATÓRIO De acordo com o relatório da Brookings, entre os trabalhadores sem diploma universitário, mais de 15 milhões ocupam atualmente empregos com alta exposição à IA.
Desses trabalhadores, cerca de 11 milhões ocupam empregos de transição (Gateway) — e os profissionais com habilidades excepcionais (STARs) também representam mais de 62% das pessoas em empregos de transição em toda a força de trabalho, tornando-os um elemento crucial no amplo fluxo de empregos.
A maioria dos empregos de transição que provavelmente serão impactados é de natureza administrativa ou de escritório, área que também tende a ser dominada por mulheres, como pesquisas anteriores já destacaram.
Quase 13 milhões de empregos de destino (Destination) também têm alta exposição à IA, incluindo representantes de vendas e contadores.
Veja também “Estresse bom” existe e especialista explica o porquê “Como você está?”: 6 respostas para quando você não está nada bem “Banho de natureza”: a nova cara do bom e velho greenwashing “Desculpe, só tenho cartão” “Se essas ocupações de entrada desempenham um papel crucial em diversas trajetórias profissionais, e muitas dessas trajetórias passam por elas, agora estão em risco”, afirma Justin Heck, diretor sênior de pesquisa e produção de dados da Opportunity@Work.
“O que isso significa para os trabalhadores de baixa renda, para quem essa seria a próxima etapa? E o que isso significa para todos os empregadores que estão tentando contratar para essas ocupações de destino e que agora não têm mais a experiência necessária para isso?”
CAMINHOS PROFISSIONAIS AMEAÇADOS Em geral, cerca de metade dos caminhos entre empregos de entrada e de destino é altamente exposta — o que significa que é muito provável que seja automatizada ou aprimorada de alguma forma por IA, comprometendo potencialmente trajetórias importantes para muitos trabalhadores sem diploma universitário.
“Quando penso em representantes de atendimento ao cliente, secretárias e auxiliares de contabilidade, esses cargos costumam ser pontos de entrada para o trabalho de escritório, que criam oportunidades para as pessoas ascenderem a outras funções”, diz Heck.
QUEM PODE SER MAIS AFETADO Embora muitas manchetes tenham se concentrado na situação dos trabalhadores de escritório, são justamente esses profissionais que podem enfrentar as maiores repercussões caso sejam substituídos pela automação.
Existem alguns empregos de baixa remuneração, particularmente na indústria, que podem se mostrar mais resilientes por exigirem trabalho físico presencial.
Mas, como indica o relatório, cerca de um terço dos trabalhadores do programa STARs apresenta o que se chama de baixa capacidade de adaptação — o que significa que provavelmente terão mais dificuldade em se ajustar à substituição de seus empregos.
Veja também “Fale mais alto”: painel com Jane Fonda discute papel de artistas e ativistas “Janelas líquidas” podem ser a solução para prédios mais sustentáveis “Homem de Ferro” vai lutar pela segurança dos usuários na internet “Keeping up” com a cripto controvérsia dos Kardashians O QUE DIZEM OS ECONOMISTAS Mesmo com recém-formados enfrentando dificuldades para encontrar emprego e anúncios de demissões atribuindo a culpa à IA, economistas têm se apressado em observar que há poucos sinais de grandes transformações no mercado de trabalho.
Mas essa percepção pode estar mudando, com especialistas reconhecendo mais prontamente o impacto da IA, embora ainda incertos sobre o que o futuro reserva.
Créditos:Freepik. Um novo relatório do Boston Consulting Group concluiu que mais da metade dos empregos nos EUA será “remodelada” pela IA de alguma forma nos próximos anos, mas a maioria não será substituída completamente. A automação de aspectos de um trabalho — certas tarefas — não levou necessariamente a demissões em massa.
MUDANÇAS ESTRUTURAIS E REGIONAIS Mas o relatório da Brookings sinaliza mudanças profundas que vão muito além do impacto em empregos individuais. Não são apenas funções específicas que podem desaparecer ou se transformar drasticamente, mas também as potenciais oportunidades futuras — o que, por sua vez, pode afetar o conjunto de trabalhadores qualificados disponíveis para os empregadores.
O relatório também constatou que essas trajetórias de carreira podem variar significativamente de região para região, dependendo dos setores e empregos que tendem a ser mais dominantes nessas áreas.
Isso significa que a exposição à IA é maior em certas cidades do que em outras, com base nos setores que têm forte presença.
Como apontam os autores do relatório, serão necessárias mudanças nas políticas públicas e ações coletivas e sustentadas para conter essas perdas e ajudar a reconstruir trajetórias fragmentadas — e garantir que certas regiões não sofram o impacto mais severo.
“A IA não está apenas remodelando os desenvolvedores de software”, diz Heck. “Ela está chegando a todas as comunidades. Os líderes regionais precisam pensar: como podemos responder de maneiras que continuem a criar oportunidades de mobilidade para os trabalhadores que moram aqui — e que atendam às necessidades de talentos dos empregadores que desejam permanecer e investir na comunidade?”
Para alguns cristãos evangélicos, a fé passa por manter uma relação pessoal com Jesus. Por US$ 1,99 por minuto, a empresa de tecnologia Just Like Me está levando esse conceito a outro nível.
Usuários da plataforma podem participar de chamadas de vídeo com um avatar de Jesus gerado por inteligência artificial. Como outras ferramentas religiosas de IA no mercado, ele oferece palavras de conforto e encorajamento em vários idiomas. Com ocasionais falhas, o sistema lembra conversas anteriores e fala por meio de lábios nem sempre perfeitamente sincronizados.
A corrida para criar IA generativa voltada à fé não surpreende, dado o sucesso dos chatbots em áreas que vão de terapia e aconselhamento médico a companhia e romance. As opções vão de supostos gurus hindus e sacerdotes budistas a versões de Jesus em IA e chatbots semelhantes ao ChatGPT voltados para católicos.
Veja também MoltMirror: o que a IA nos mostrou sobre nós mesmos 6 comandos que você nunca deve pedir para uma inteligência artificial Frustrado com a humanidade? Você não é o único. E isso pode ser bom Já ouviu falar em “tecnologia espiritual”? É como um ChatGPT com alma À medida que essas ferramentas se tornam mais comuns, cresce também a reflexão sobre como elas moldam a relação das pessoas com fé, autoridade e orientação espiritual.
A CORRIDA DO OURO DA IA RELIGIOSA O engenheiro de software Cameron Pak desenvolveu critérios para ajudar fiéis a avaliar aplicativos voltados a cristãos, como a exigência de que os bots se identifiquem claramente como IAs e “não fabriquem nem deturpem as Escrituras”. Eles também não podem rezar por você, já que a IA não está viva de fato.
Pak também criou um site com uma curadoria de apps cristãos que, segundo ele, atendem a esses critérios, incluindo um tradutor de sermões e um coach de IA voltado a ajudar usuários a superar a luxúria. “A IA, especialmente se você der a ela todas as ferramentas de que precisa, pode ser muito útil. Mas também pode ser muito perigosa”, afirmou.
Alguns modelos já foram desativados ou reformulados por gerar desinformação ou levantar preocupações com privacidade de dados, conta Beth Singler, antropóloga que estuda religião e IA na Universidade de Zurique.
Jonathan Roumie, ator da série "The Chosen" (Crédito: Reprodução) Além das questões práticas, pessoas de diferentes crenças enfrentam dúvidas filosóficas mais amplas sobre qual o papel que a IA deve desempenhar na religião – se é que existe algum.
No islamismo, por exemplo, há proibições contra representações da figura humana, o que leva a debates entre alguns muçulmanos sobre se a IA, de forma geral, deveria ser considerada “proibida”, aponta a antropóloga.
Para algumas empresas, apps religiosos funcionam como ferramentas de proselitismo; outras os utilizam para digitalizar e analisar textos antigos.
O CEO da Just Like Me, Chris Breed, afirma que busca compartilhar uma mensagem de esperança com jovens. Segundo ele, o modelo foi treinado com a Bíblia do Rei Jaime e sermões. A inspiração visual é o ator Jonathan Roumie, da série "The Chosen". Um pacote de US$ 49,99 oferece 45 minutos de uso por mês.
INTEGRAR IA E RELIGIÃO TRAZ ESPERANÇA (E MEDO) Não está claro até que ponto essas ferramentas estão sendo usadas. Mas, à medida que a IA se integra cada vez mais à sociedade, crescem as preocupações com impactos na saúde mental e a necessidade de limites e regulação. Processos recentes alegam suicídios ligados ao uso de chatbots de IA.
Alguns desenvolvedores temem que a religião seja explorada nessa nova fronteira tecnológica. “Há muito oportunismo no espaço religioso. As pessoas veem que é um mercado enorme”, diz Matthew Sanders, fundador da Longbeard, empresa que ajuda a digitalizar ensinamentos católicos antigos.
Sanders alerta para o que chama de “embalagem de IA” – quando empresas colocam uma interface voltada a usuários religiosos sobre um modelo de IA que não foi treinado especificamente com textos religiosos. “Você chama de IA católica ou cristã sem qualquer base ou estrutura real”, explica.
Até o Papa Leão XIV, embora tenha reconhecido o "gênio humano" por trás da IA, ele alertou que a inteligência artificial poderia impactar negativamente o desenvolvimento intelectual, neurológico e espiritual das pessoas.
Papa Leão XIV (Imagem gerada com auxílio de IA) Questões éticas envolvendo a criação dessas plataformas são uma das razões pelas quais, mesmo após anos de desenvolvimento, Jeanne Lim, fundadora da Being AI, ainda não lançou sua IA chamada Emi Jido – uma sacerdotisa budista não humana.
“Ela é como uma criança pequena”, conta Lim. “Se você dá à luz uma criança, não a joga simplesmente no mundo esperando que ela se torne uma boa pessoa. É preciso treiná-la e transmitir valores.”
O bot foi ordenado em uma cerimônia em 2024 conduzida por Roshi Jundo Cohen, sacerdote zen que continua treinando o sistema a partir de sua casa no Japão. “Ela foi pensada para ser uma professora zen no seu bolso”, diz Cohen. “Não substitui interações humanas.”
Seiji Kumagai, professor da Universidade de Kyoto e teólogo budista, no começo via IA e religião como incompatíveis. Mas mudou de ideia após ser desafiado por um monge, em 2014, a ajudar a combater o declínio da fé.
Leia mais: Leão XIV? Veja como a IA inspirou a escolha do nome do novo papa
Sua equipe desenvolveu o BuddhaBot, treinado exclusivamente com escrituras budistas antigas, como o Suttanipāta. A versão mais recente, BuddhaBot Plus, também incorpora o ChatGPT.
Ainda assim, chatbots carecem da fisicalidade essencial aos rituais budistas. Por isso, em fevereiro, a universidade, em parceria com as empresas Teraverse e XNOVA, apresentou o Buddharoid, um robô humanoide monge criado para, no futuro, auxiliar o clero.
Assim como Emi Jido, esses sistemas já funcionam, mas ainda não estão disponíveis ao público.
PREOCUPAÇÕES EM TORNO DA IA RELIGIOSA Peter Hershock, da iniciativa Humane AI, em Honolulu, vê enorme potencial nessas ferramentas. Mas, como praticante do budismo, considera a relação entre espiritualidade e IA complexa.
“A perfeição do esforço é central para a espiritualidade budista. A IA está dizendo: ‘podemos eliminar parte desse esforço’”, afirmou. “‘Você pode chegar a qualquer lugar, inclusive ao seu auge espiritual’. Isso é perigoso.”
PESSOAS DE DIFERENTES CRENÇAS ENFRENTAM DÚVIDAS SOBRE QUAL O PAPEL QUE A IA DEVE DESEMPENHAR NA RELIGIÃO.
Há também preocupações com a capacidade da IA de manipular ou explorar pessoas, especialmente à medida que a tecnologia evolui. Graham Martin, apresentador de podcast e ateu, contou que testou alguns aplicativos, incluindo um chamado Text With Jesus. “Ele deu respostas muito boas”, disse.
Mas Martin se alarmou quando o Jesus alimentado por IA começou a incentivá-lo a fazer upgrade para uma versão premium. Mesmo sem fé religiosa, ele teme que algumas pessoas sejam enganadas por esse tipo de ferramenta.
“Cresci com o televangelismo do sul dos EUA… E bastava aparecer na TV uma vez por semana pedindo doações”, disse. “Já vimos pessoas criando relações emocionais com IAs. Agora imagine se isso envolve Jesus Cristo.”
Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).
A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.
Neste vídeo você assiste ao painel “Quem Ensina o Brasil”, com professores da rede pública. Com:
Patrícia Barreto Professora da Escola Municipal Dasio José (Candeias-BA)
Jéssica Mary Costa do Rosário Professora do Centro Educacional 619 (Samambaia-DF)
Fabiana Lira Professora da Escola Municipal Paroquial Cristo Rei (Recife-PE)
Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).
A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.
Neste vídeo você assiste ao painel “Sistema Nacional de Educação, governança federativa e a necessidade de se repensar o papel do Ministério da Educação”. Com:
Alexandre Schneider, professor da FGV e ex-secretário Estadual de Educação de Pernambuco e Municipal de São Paulo-SP
Gregório Grisa Secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação
Maria Helena Guimarães Ex-Secretária Executiva do Ministério da Educação, atual Presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo
Fernando Abrucio Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP)
Mediação: Olavo Nogueira Filho - Todos Pela Educação
Encontro Anual Educação Já 2026: o tradicional evento da agenda educacional no Brasil aconteceu dia 14 de abril em São Paulo (SP).
A realização em um ano eleitoral tornou ainda mais importante reunirmos gestores públicos, profissionais da educação, especialistas e representantes da sociedade civil organizada para debater sobre os principais desafios e as oportunidades da educação brasileira, que devem estar no centro da agenda educacional no ciclo 2027-2030.
Neste vídeo você assiste ao painel “O novo Plano Nacional de Educação: quais as principais inovações?”. Com:
Tabata Amaral Presidente da Frente Parlamentar Mista de Educação e da Comissão Especial do PNE na Câmara dos Deputados
Teresa Leitão Presidente da Comissão de Educação do Senado
Guilherme Lichand Professor da Faculdade de Educação da Universidade de Stanford
O Censo da Educação Superior (2024), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 49% dos alunos que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação – índice superior ao registrado entre os demais ingressantes, que foi de 42%.
O Censo indica ainda que a maior parte dos estudantes que ingressam no ensino superior por ações afirmativas concluem seus cursos e são diplomados.
O Censo da Educação Superior (2024), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 49% dos alunos que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação – índice superior ao registrado entre os demais ingressantes, que foi de 42%.
O desempenho desses estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).
Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes.
A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.
Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos. A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.
Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes.
O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Em 2024, foi a vez do Fies também passar a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.
Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.
No critério de origem escolar, a nova legislação incluiu, ainda, as escolas comunitárias que atuam em educação do campo, conveniadas com o poder público.
O desempenho dos estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).
Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes. A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.
Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos.
A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.
Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes. O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.
Em 2024, o Fies também passou a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.
Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.
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