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February 28, 2012 10:12 AM
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No exterior, ensino a distância vive período excitante e nebuloso

No exterior, ensino a distância vive período excitante e nebuloso | Inovação Educacional | Scoop.it

No exterior, a educação a distância vive um período ao mesmo tempo excitante e nebuloso. Todas as grandes grifes internacionais do ensino superior, como Harvard, MIT, Yale, Columbia, Stanford, Oxford e Cambridge, trabalham com EaD. Mas nem sempre o conteúdo tem o formato de cursos que oferecem diploma (há muitas palestras e cursos livres) e rankings como o da revista americana US News and World Report costumam destacar instituições dedicadas apenas ao online, como a Walden University.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Iede - Iede lança centro de excelência em medidas educacionais para apoiar avanços na Educação Básica no Brasil

O Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) lança o Centro Iede de Excelência em Medidas Educacionais (Cieme), iniciativa criada para desenvolver e aprimorar indicadores e avaliações que ajudem a compreender os desafios da Educação Básica e subsidiar decisões de gestores e redes de ensino. Com atuação permanente, o centro reunirá especialistas, instituições de ensino e organizações da sociedade civil em torno da produção de conhecimento técnico e do uso de evidências educacionais.

O Cieme atuará no desenvolvimento de indicadores sobre aprendizagem, atendimento, trajetória e desigualdades educacionais e na produção de estudos para aprimorar avaliações e métricas já utilizadas no país. Entre as agendas inicialmente previstas estão Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos, governança de dados, indicadores sobre o impacto de questões climáticas, busca ativa e permanência escolar, além de discussões técnicas relacionadas a Saeb, Ideb, Enem, padrões de desempenho e divulgação de microdados.

“Desde a criação do Ideb, as avaliações de aprendizagem e os indicadores passaram a fazer parte muito presente do debate público e do cotidiano de gestores educacionais e professores. Isso é muito bom, mas também traz uma responsabilidade: os indicadores precisam ser precisos e revisados periodicamente para que possam apoiar na direção da educação com qualidade e equidade que precisamos garantir no Brasil. O Cieme nasce para produzir relatórios e notas técnicas que tragam insumos para a melhoria de nossas métricas de qualidade educacional”, explica Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Iede.
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Novos instrumentos de avaliação da educação superior exigirão olhar mais atento das IES para qualidade e resultados –

Novos instrumentos de avaliação da educação superior exigirão olhar mais atento das IES para qualidade e resultados – | Inovação Educacional | Scoop.it
Ao apresentar sua experiência na comissão assessora responsável pela área de Engenharia, Irineu Gianesi deu início à conversa destacando que os novos instrumentos refletem uma mudança na abordagem adotada pelo Inep para a avaliação da educação superior. Segundo ele, esse movimento acompanha a revisão das diretrizes de formação em diferentes áreas do conhecimento e procura deslocar o foco de uma avaliação predominantemente baseada em insumos e processos para uma análise mais orientada aos resultados da formação.

Ele explicou que uma das principais referências dessa nova lógica é o perfil do egresso e o conjunto de competências que o estudante deve desenvolver ao longo do curso. Na avaliação de Gianesi, ainda é comum existir uma distância entre aquilo que está definido no perfil do egresso e o que efetivamente ocorre no processo formativo e em sala de aula. “Por isso, um dos desafios dos novos instrumentos é estabelecer uma conexão mais clara entre o perfil profissional esperado, as competências previstas, o currículo e as experiências de aprendizagem oferecidas pelas instituições”, pontuou ele.

Gianesi ressaltou também que essas competências precisam ser formuladas de maneira clara e passível de acompanhamento e avaliação, evitando que permaneçam apenas como intenções descritas nos projetos pedagógicos. “A definição das competências esperadas deve servir de base para a construção do currículo e para a organização de todo o processo formativo”, acrescentou.

Nesse contexto, a primeira dimensão dos novos instrumentos, relacionada ao currículo e ao projeto pedagógico do curso, ganha especial relevância. A proposta é verificar não apenas a existência de determinados componentes, estruturas ou recursos, mas principalmente a coerência entre o perfil do egresso, as competências estabelecidas e as estratégias utilizadas pela instituição para promover a aprendizagem.

Segundo Gianesi, essa perspectiva também exige das IES uma gestão mais sistemática da aprendizagem, capaz de acompanhar se as competências previstas estão, de fato, sendo desenvolvidas ao longo da trajetória acadêmica. “A lógica é fechar o ciclo entre aquilo que a instituição declara que pretende formar, o modo como organiza o processo educacional e os resultados efetivamente alcançados pelos estudantes”, afirmou.
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Today, 9:48 AM
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Maturidade Digital nas IES –

Maturidade Digital nas IES – | Inovação Educacional | Scoop.it
O Observatório EaD Semesp realizou o webinário Maturidade Digital nas IES: Um debate sobre qualidade, engajamento estudantil e uso da tecnologia na mediação pedagógica, reunindo lideranças acadêmicas e gestores para fomentar o diálogo estratégico entre as instituições, especialmente diante das transformações regulatórias e tecnológicas que impactam diretamente o ensino superior do país.

O webinário contou com a participação de Cristina Elsner, cientista política e especialista em gestão estratégica e membro do observatório EaD; Marcelo Augusto Gonçalves Bardi, coordenador do Grupo de Trabalho de Maturidade Digital e Gestão de TI da Metared TIC Brasil; e Rafael Lacerda, diretor da ABED. O encontro foi mediado por Andrea Chagas, coordenadora geral de EaD da Universidade de Fortaleza e também membro do Observatório EaD.

Para além de uma exposição teórica, o evento trouxe luz à urgência do setor educacional em compreender as transformações em curso, bem como reflexões sobre o nível de maturidade digital nas IES e a intencionalidade pedagógica aplicada a cada uso de novas tecnologias.
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Today, 9:48 AM
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Cartilha de Melhores Práticas para O Uso da IA em Instituições de Ensino Superior –

Cartilha de Melhores Práticas para O Uso da IA em Instituições de Ensino Superior – | Inovação Educacional | Scoop.it
Visando orientar a comunidade acadêmica sobre o uso responsável e ético da Inteligência Artificial (IA) em instituições de ensino superior, a equipe de Assessoria Jurídica & Educacional do Semesp desenvolveu esta cartilha cujo objetivo é garantir que a tecnologia seja uma ferramenta de aprimoramento do processo de ensino- aprendizagem, respeitando os princípios da transparência, segurança e não discriminação.
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Today, 9:46 AM
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Framework de Marketing Educacional para IES –

Framework de Marketing Educacional para IES – | Inovação Educacional | Scoop.it
Um guia estratégico completo para transformar a captação, retenção e posicionamento institucional de Instituições de Ensino Superior no cenário competitivo brasileiro. Este framework integra dados, tecnologia e experiência do aluno em um ecossistema coeso de marketing educacional.
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Today, 9:28 AM
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AI Implementation in Higher Education in Latin America and the Caribbean | International Institute for Higher Education in Latin America and the Caribbean

A new UNESCO IESALC and UNU-IAS study provides the most comprehensive regional picture to date of how artificial intelligence is reshaping higher education across Latin America and the Caribbean.
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Today, 9:03 AM
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Pobreza também é potencial desperdiçado 

Pobreza também é potencial desperdiçado  | Inovação Educacional | Scoop.it

Em Betânia do Piauí, município no semiárido e a cerca de 500 km de Teresina, moradores enfrentam a estiagem e transformam seus quintais em áreas férteis.
A partir da tecnologia do projeto Quintais Produtivos, que incentiva a produção agroecológica entre pequenos agricultores, coordenado pela ONG Novo Sertão, os moradores têm acesso a tecnologias de cultivo e alternativas simples, como reúso da água e rotação de culturas. Isso permite que as famílias consigam produzir, mesmo em condições difíceis de estiagem. A iniciativa do município de Betânia leva a uma pergunta: quanto mais os mais pobres poderiam produzir se tivessem acesso aos recursos necessários para trabalhar?
Costumamos falar da pobreza a partir daquilo que falta às pessoas: renda, emprego, bens, moradia, entre outros. Essa descrição é necessária, mas incompleta.
A pobreza também tem muita potência impedida. Por exemplo, uma família pode ter disposição para trabalhar, algum conhecimento sobre o cultivo e espaço para plantar. No entanto, sem água suficiente e as técnicas adequadas para atravessar um período de seca, parte dessa capacidade fica sem uso. A consequência é a perda da oportunidade de gerar renda para os mais pobres e aproveitar seu potencial.
Lançado em 2019, o projeto nasceu com o objetivo de transformar pequenos quintais do sertão sem produção por conta da estiagem em espaços produtivos, capazes de gerar segurança alimentar, autonomia e novas oportunidades econômicas para as famílias agricultoras.
Por meio de novas tecnologias de produção adaptadas ao semiárido, os produtos, que inicialmente eram comercializados em uma pequena feira semanal no salão do instituto, passaram a ser comercializados em uma feira da agricultura familiar, lançada em 2025 graças às conquistas do projeto. Além da feira, os participantes formalizam uma associação de produtores, o que permitirá ter a documentação necessária para alcançar novos mercados.
O Quintal de Betânia ajuda a tornar concreta uma questão central no combate à pobreza. A renda das famílias mais pobres depende tanto do acesso a recursos quanto das oportunidades de usar produtivamente aquilo que já possuem. Quando as condições para produzir são precárias ou as famílias carecem de assistência técnica, trabalhar e produzir deixam de ser escolhas.
É nesse ponto que as políticas públicas precisam se encontrar. Transferências de renda bem direcionadas protegem o consumo e reduzem a insegurança imediata.
O acesso a serviços e bens produtivos, como água e técnicas de cultivo, permite que o trabalho gere resultados que adicionam recursos às famílias.
A transferência e a inclusão produtiva se complementam: uma cria estabilidade e permite comprar o essencial, ter alguma margem para investir e enfrentar o próximo período de estiagem. A outra permite produzir para o autoconsumo e para a comercialização, aumentando a renda das famílias, sua autonomia e inserção social através do trabalho.
Reconhecer a iniciativa dos moradores e do terceiro setor é importante. O que uma família bem-informada consegue fazer em condições adversas revela seu potencial e demonstra que combater a pobreza requer mais do que transferir renda e esperar que cada família vença, sozinha, os obstáculos ao seu trabalho.
O alívio da pobreza, como o Bolsa Família, é importante, mas desenvolvimento social se dá a partir de oportunidades, como acontece em Betânia.
Falta-nos acoplar, ao Bolsa Família, uma política pública que consiga fazer com que essa capacidade produtiva dos mais pobres encontre água, recursos e oportunidades para florescer.

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Today, 9:00 AM
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FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR

O ANDES Sindicato Nacional apresenta, nesta sexta-feira, 10 de abril, o relatório Orçamento do Ensino Superior Público no Brasil.
Um estudo detalhado sobre o desfinanciamento do Ensino Superior Público Brasileiro, dividido em duas áreas: Orçamento das Universidades Federais e Orçamento das Universidades Estaduais, Municipais e Distrital.
A apresentação acontece durante reunião conjunta dos setores das Ifes e das Iees/Imes/Ides do ANDES Sindicato Nacional, com transmissão a partir das 9 horas, direto do Auditório Marielle Franco, em Brasília.
Participe, acompanhe pelo YouTube do ANDES-SN, em ou pelo acesso em nossa árvore de links na bio do perfil.

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Today, 8:39 AM
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lança Painel "Mais Verbas" que permite monitorar financiamento das universidades públicas

lança Painel "Mais Verbas" que permite monitorar financiamento das universidades públicas | Inovação Educacional | Scoop.it
O ANDES-SN lançou, nesta sexta-feira (22), o Painel Mais Verbas, uma plataforma interativa voltada para o acompanhamento detalhado dos dados de financiamento das instituições públicas de ensino superior no Brasil. A ferramenta, que pode ser acessada pelo endereço http://maisverbas.andes.org.br, permite a consulta de dados orçamentários tanto de instituições federais quanto estaduais, oferecendo um panorama nacional e informações específicas por universidade.
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Today, 8:29 AM
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3 em cada 10 crianças e adolescentes têm pressão alta

3 em cada 10 crianças e adolescentes têm pressão alta | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) identificou que 28,3% das crianças e adolescentes de 7 a 18 anos avaliados apresentaram pressão arterial na faixa de hipertensão. Outros 11,6% tiveram níveis elevados, classificados como pré-hipertensão.
Os dados preliminares fazem parte do programa Brasil Coração Saudável, realizado com apoio da Sociedade Europeia de Cardiologia. O levantamento avaliou 6.092 estudantes de 38 escolas de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira (9), durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.
O estudo também identificou excesso de peso em um terço dos participantes. Ao todo, 33,1% tinham sobrepeso ou obesidade, sendo 19,5% com sobrepeso e 13,6% com obesidade.
A proporção de estudantes com pressão arterial na faixa de hipertensão aumenta conforme o peso. Entre os que estavam na faixa considerada adequada, o índice foi de 22,6%. Entre aqueles com sobrepeso, chegou a 30,1%. Já entre os participantes com obesidade, atingiu 48,4%.
A pressão alta também apareceu entre os mais novos. Na faixa dos 7 aos 10 anos, 30,2% dos participantes apresentaram valores compatíveis com hipertensão na triagem. O percentual foi de 23,6% entre os estudantes de 11 a 14 anos e de 34% entre os adolescentes de 15 a 18 anos.
Os pesquisadores também avaliaram a gordura abdominal, outro indicador associado ao risco cardiovascular. Entre os jovens com relação entre a circunferência da cintura e a altura acima de 0,5, 40,6% apresentaram pressão arterial na faixa de hipertensão. Entre aqueles com medidas dentro do padrão considerado adequado, o percentual foi de 24,4%.
O levantamento investigou ainda o estresse percebido pelos estudantes. Em casa, 12,7% relataram níveis intensos ou exagerados. Na escola, o índice foi de 12,5%. Em outros ambientes sociais, caiu para 6,3%.
A atividade física também preocupa. Segundo os dados divulgados pela pesquisa, 66% dos estudantes praticam exercícios na escola por apenas uma a duas horas por semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, para crianças e adolescentes, uma média de 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa.
O programa pretende alcançar 12.422 participantes nesta primeira fase. Até o momento, a pesquisa atingiu 49% da meta. A coleta foi realizada entre 3 de junho e 7 de outubro deste ano.
Os pesquisadores ressaltam que os resultados de pressão arterial são de triagem, e não equivalem a um diagnóstico definitivo de hipertensão. A confirmação em crianças e adolescentes exige novas avaliações em consultas posteriores.

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Today, 8:19 AM
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Matemáticos veem anúncio da OpenAI como devastador 

Matemáticos veem anúncio da OpenAI como devastador  | Inovação Educacional | Scoop.it
Conversando com matemáticos após a divulgação, fica claro que se trata de um ambiente extremamente controverso, capaz de provocar uma gama extraordinariamente ampla de reações.

"A lista de problemas inclui vários que nortearam minha própria pesquisa", afirmou Bridson por email, citando resultados específicos em teoria dos grupos, topologia e álgebra. "Refleti profundamente sobre todos esses problemas."

O anúncio das soluções, acrescentou ele, "será empolgante para muitos, assustador para outros e devastador para alguns".

"Em todos os casos, a luta para extrair a compreensão humana das formalidades das máquinas despertará uma ambição ainda maior em relação ao que alcançamos [trabalhando com agentes de IA] nesta nova era da matemática. Algumas de nossas montanhas favoritas foram conquistadas, mas, por trás delas, há montanhas maiores que podemos enfrentar com novos equipamentos", afirmou o matemático.

"Devemos acolher o poder que as máquinas oferecem, mas não devemos ficar subordinados a seguir o caminho que elas ditam."

Para a matemática Bryna Kra, da Universidade Northwestern (EUA), o problema nº 145 da lista era de grande interesse —"o problema de Rokhlin sobre como a mistura implica mistura de ordem superior", que responde a uma questão da década de 1940.

"A redação, no entanto, torna impossível compreendê-lo", disse Kra, ex-presidente da Sociedade Americana de Matemática, que integra um grupo de matemáticos empenhados proativamente em traçar um rumo para a área durante este período de "incerteza e mudança sísmica".

No geral, os resultados são "impressionantes", acrescentou Kra. Porém, agora dezenas de milhares de páginas de resultados matemáticos precisam ser cuidadosamente verificadas. Normalmente, a checagem e a verificação são feitas por meio da revisão por pares.

"A revisão por pares deixou de existir nesse processo", afirmou ela. "Portanto, a questão é: que tipo de impacto terão esses resultados gerados por IA? A comunidade matemática levará muito tempo para assimilar tudo isso."

"Talvez a questão mais relevante seja que, ao divulgar dessa maneira esse vasto acervo de material, as empresas estejam destruindo o ecossistema que tornou esse trabalho possível", disse ela. "Embora esse conjunto de artigos tenha melhorado no que diz respeito às citações da literatura anterior, há inúmeros indícios de que eles se beneficiaram do acesso a muitos argumentos, dos quais apenas alguns foram publicados. O matemático que deseja usar essas ferramentas impressionantes para avançar em sua pesquisa corre, em vez disso, o risco de entregar suas ideias."

O matemático francês Jean-Pierre Serre, professor emérito do Collège de France, em Paris —vencedor de dois dos mais importantes prêmios da matemática, a Medalha Fields e o Prêmio Abel, e que comemorou seu centésimo aniversário no mês passado—, sentiu-se naturalmente atraído pelo item nº 46 da lista da OpenAI, que resolve de forma afirmativa uma conjectura formulada por ele há quase 70 anos.

Serre, porém, tem sentimentos conflitantes em relação ao uso da IA na matemática. Ele usa a tecnologia para tarefas como consultar referências e, com a ajuda de amigos, investigar suspeitas de erros.

"Os matemáticos sentem prazer em fazer matemática de duas maneiras diferentes: aprendendo e descobrindo", afirmou Serre. "Daí o conflito: a IA aumenta o primeiro prazer e reduz o segundo. O problema é que ela pode reduzir demais esse prazer; isso é especialmente grave para os jovens matemáticos."

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‘UMA ESPÉCIE DE VERTIGEM’
De fato, essa transformação cataclísmica afetará sobretudo os estudantes, em especial os de pós-graduação, que estão prestes a ingressar nessa comunidade intelectual.

Thomas Carlson, doutorando na Universidade Estadual de Montana (EUA) e atualmente participante de um programa semestral no Instituto Simons Laufer de Ciências Matemáticas (SLMath), em Berkeley, manifestou preocupação com algumas implicações práticas de sistemas de IA tão poderosos fazerem matemática.

"Acho que chegamos a um ponto em que precisamos considerar cuidadosamente a estrutura, os requisitos e o valor de um diploma de pós-graduação em matemática", disse Carlson. "O que pode ser feito para garantir que alguém formado em 2028 tenha um diploma com o mesmo valor que o de alguém formado em 2023?"

Kai Shaikh, doutorando em matemática na Universidade de Toronto, também atualmente no SLMath, observou que é fácil usar teoremas como parâmetros de avaliação, mas que eles captam pouco do fascínio que está no cerne da matemática.

"Assim como a fotografia de um marco de distância não consegue transmitir grande parte do valor de realmente fazer uma trilha, parece-me que provas sem histórias —ou até mesmo histórias sem esforço ou mistério e sem os primeiros vislumbres de criaturas estranhas— não são muito significativas nem valiosas para nós, seres humanos", afirmou Shaikh.
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October 9, 4:05 PM
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Anthropic proíbe abuso contra Claude e discute consciência em IA

Anthropic proíbe abuso contra Claude e discute consciência em IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A Anthropic atualizou sua política de uso para proibir que usuários tratem o sistema de IA (Inteligência Artificial) Claude com abuso ou crueldade "sustentada e desnecessária", segundo a AFP.
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Today, 10:13 AM
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Iede - Pesquisa identifica práticas que ajudam redes de ensino a melhorar a aprendizagem em Matemática

Em disciplina que é grande desafio para o país, ações articuladas das redes de ensino precisam incluir um currículo alinhado à BNCC, recursos pedagógicos coerentes, formação de professores, uso pedagógico das avaliações e garantia do tempo de aula
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Today, 9:53 AM
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O que muda quando o professor se torna um mediador de leitura?

O que muda quando o professor se torna um mediador de leitura? | Inovação Educacional | Scoop.it
Por que vale a leitura
Entenda como a escolha dos livros, a escuta e as rodas de leitura ajudam a despertar o prazer de ler.

Inspire-se nas práticas de mediação que aproximam os estudantes da literatura.

Conheça a perspectiva da escritora indígena Márcia Kambeba sobre a formação de leitores.
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Today, 9:49 AM
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Mediação pedagógica na Educação a Distância: sentidos, desafios e caminhos para o ensino superior –

Mediação pedagógica na Educação a Distância: sentidos, desafios e caminhos para o ensino superior – | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos últimos anos, a expansão da Educação a Distância no Brasil trouxe à tona não apenas novas possibilidades de acesso ao ensino superior, mas também desafios significativos relacionados à qualidade da aprendizagem. Nesse contexto, o conceito de mediação pedagógica ganha centralidade ao reposicionar o papel das interações humanas no processo educativo, deslocando o foco da simples transmissão de conteúdo para a construção ativa do conhecimento. Este relatório reúne reflexões, percepções do setor e caminhos possíveis para fortalecer práticas de mediação que tornem a EAD mais efetiva, significativa e alinhada às demandas contemporâneas da formação acadêmica.
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Today, 9:48 AM
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Dimensões de qualidade para cursos EAD –

Dimensões de qualidade para cursos EAD – | Inovação Educacional | Scoop.it
No atual contexto de debate da modalidade EAD, surge a iniciativa da construção de um documento que possa auxiliar na compreensão e criação de um novo arcabouço legal para a EAD. Esta proposta, que apresenta a criação de um Glossário e Indicadores de Qualidade para a modalidade, foi elaborada por um Grupo de Trabalho criado pelo Semesp com o objetivo de analisar a oferta da EAD no país e definir diretrizes de qualidade. O grupo se propôs a examinar instituições de ensino superior com diferentes características e estratégias que se mostram bem sucedidas. A abordagem holística adotada pelo grupo abrange a análise da adequação domaterial didático, das práticas pedagógicas, da eficácia das plataformas tecnológicas, dainteração entre alunos, docente e tutores, e do suporte institucional oferecido ao longo do curso.
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Pesquisa Avaliação das Competências Digitais dos docentes do ensino superior no Brasil

Pesquisa Avaliação das Competências Digitais dos docentes do ensino superior no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Com a finalidade de realizar um diagnóstico sobre competências digitais no contexto da educação superior, profissional técnica e tecnológica, no ano de 2022, a MetaRed TIC Brasil realizou, em conjunto com a Associação Universidade em Rede (UniRede) e a MetaRed TIC Global, um levantamento que é um retrato das competências digitais de 2.728 docentes, de 216 instituições de ensino superior (IES) do Brasil, à luz do Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores, ou simplesmente DigCompEdu.O DigCompEdu Check-In é um instrumento que contempla 22 itens de múltipla escolha que permite ao docente uma autorreflexão sobre as suas competências digitais. Ao final, o educador recebe instantaneamente um feedback, identificando seu nível de competência digital em cada uma das áreas avaliadas, bem como sugestões para melhorá-las.
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AI Literacy Triples Job Security, New Gallup Data Shows

AI Literacy Triples Job Security, New Gallup Data Shows | Inovação Educacional | Scoop.it
A maior ameaça ao emprego de um profissional de tecnologia pode não ser a IA em si. Em vez disso, pode ser o seu nível de conhecimento em IA, segundo um novo estudo da Gallup .


Profissionais de tecnologia que utilizavam IA com menos frequência do que mensalmente enfrentavam um risco de demissão de 18%, o triplo do risco de 6% para aqueles que a utilizavam pelo menos mensalmente. A disparidade também se observa no restante da força de trabalho, com 5% contra 3%, mas em nenhum lugar tão acentuada quanto no setor de tecnologia. Apesar disso, apenas 1% dos trabalhadores americanos recentemente demitidos citaram a IA ou a automação como o principal motivo da perda do emprego. A questão provavelmente é mais complexa do que simplesmente determinar se uma ou outra é o fator preditivo para a estabilidade no emprego.

Alfabetização em IA: mais importante do que nunca.
A disparidade era mais acentuada no setor de tecnologia. Como relatado pela Bloomberg com base em uma pesquisa da Gallup, os profissionais de tecnologia que usavam IA com menos frequência do que mensalmente enfrentavam um risco de demissão de aproximadamente 18%, o triplo do risco de 6% para aqueles que a utilizavam regularmente. O padrão se manteve em toda a força de trabalho em geral e persistiu mesmo após a Gallup considerar fatores como idade, escolaridade, setor de atuação e há quanto tempo os trabalhadores haviam sido demitidos. As estimativas se baseiam em uma pesquisa realizada em fevereiro com mais de 23.000 trabalhadores americanos, incluindo 660 que haviam sido demitidos.

A descoberta surge em um mercado de trabalho que esfriou, mas não entrou em colapso. A parcela de funcionários que afirmam que seus empregadores estão reduzindo o quadro de pessoal se manteve estável em cerca de 21% no primeiro trimestre de 2026, após quase triplicar entre meados de 2022 e o final de 2025. Mesmo assim, mais trabalhadores (34%) disseram que suas empresas estavam contratando do que reduzindo. Os cortes federais distorceram o cenário, com quase 38% dos funcionários federais relatando redução de pessoal, mais que o dobro da taxa do setor privado.

A IA não está roubando empregos, está definindo a segurança no emprego.
O elemento mais surpreendente dos dados da Gallup é o que eles não mostram. Apesar de um ano de manchetes associando demissões em massa à inteligência artificial, quase nenhum dos trabalhadores demitidos mencionou a IA quando questionados, em suas próprias palavras, sobre o motivo da perda do emprego. As causas mais citadas incluem reestruturação, corte de custos ou a eliminação de suas funções.

Isso entra em conflito com a forma como os empregadores descrevem os mesmos cortes. A empresa de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas atribuiu cerca de 40% dos anúncios recentes de demissões à IA (Inteligência Artificial). Essa discrepância sugere que o papel da IA ​​pode ser maior do que os trabalhadores imaginam: um cargo eliminado por meio de "reestruturação" ainda pode ser um cargo que a empresa espera que seja absorvido por um software.

Essa reformulação já está transformando a maneira como os especialistas em força de trabalho interpretam o momento atual. A adoção da IA ​​está se tornando um ponto de inflexão dentro das empresas, e a tecnologia provavelmente influenciará quem será mantido quando as empresas reduzirem seu quadro de funcionários.

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O conhecimento em IA não é tudo.
Mas os dados sugerem uma imposição que eles não apoiam totalmente, e as vozes mais incisivas online já se manifestaram nesse sentido. Os céticos observam que o "risco triplicado" é, na verdade, uma correlação com a sobrevivência do emprego: os trabalhadores que adotam a IA precocemente tendem a ser os mesmos que são adaptáveis, engajados e ocupam cargos resilientes. Essas são características que sempre estiveram independentemente correlacionadas com menor risco de demissão. A interpretação honesta não é "use IA ou seja demitido". É que as qualidades que impulsionam a adoção precoce são as mesmas que tornam alguém difícil de ser demitido.

Para os executivos, essa nuance é o ponto crucial. Se a fluência em IA reflete produtividade genuína, é um indicador de adaptabilidade ou simplesmente quais funcionários os gestores optam por manter, permanece uma questão em aberto. A Gallup enquadrou a principal conclusão como uma questão de resiliência da força de trabalho: monitorar a abrangência do uso de ferramentas de IA pelas equipes oferece uma visão inicial de quão preparada uma organização e seus colaboradores podem estar para o que quer que a IA venha a fazer no futuro.
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IA, ensino superior e pensamento crítico

IA, ensino superior e pensamento crítico | Inovação Educacional | Scoop.it
Muito se fala sobre o controle de telas, a proibição de celulares em sala de aula e o uso de inteligência artificial generativa por alunos das escolas de educação básica. Mas esse é um debate que não deve excluir as instituições de ensino superior, seus professores e seus estudantes.

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Um estudo mundial da Unesco divulgado em setembro mostrou que 93% dos profissionais atuantes na educação superior já usam IA em suas tarefas de trabalho —contudo, somente 33,4% disseram que se sentem realmente confiantes ao utilizá-la. Por outro lado, o levantamento, que considerou 90 países, também revelou que dois terços das instituições educacionais já têm ou estão desenvolvendo diretrizes sobre o uso de IA.


Logotipos de aplicativos de inteligência artificial na tela de smartphone - Martin Lelievre - 14.set.26/AFP
Ou seja: ao passo que o uso desses modelos generativos já está em curso no cotidiano acadêmico, a insegurança revelada pelos docentes reflete a falta de formação estruturada, uma vez que as faculdades e as universidades ainda estão discutindo as orientações.

É óbvio que o avanço das tecnologias se move em uma velocidade imensuravelmente maior que os processos legislativos, regulatórios e educativos. Por isso, discutir normativas exige uma certa urgência, uma vez que é dentro das instituições de ensino que se produz grande parte do conhecimento e da ciência do País.

Em setembro, uma reunião do Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu diretrizes para a utilização da inteligência artificial na educação brasileira. O texto, aprovado pelo conselho pleno do colegiado, traz orientações para todas as etapas educacionais. O documento ainda aguarda homologação pelo Ministério da Educação (MEC).

No que diz respeito à educação superior, o CNE estabelece que o uso da IA deve estar baseado em uma "articulação entre formação acadêmica, desenvolvimento científico e preparação para contextos profissionais cada vez mais mediados por tecnologias digitais". Também propõe a integração dessas ferramentas à formação acadêmica; o desenvolvimento de competências relacionadas à IA e o uso pedagógico com significado e intencionalidades objetivos.

O texto é importante porque indica caminhos para as faculdades e universidades em um tema ainda muito novo e, portanto, nebuloso. Ainda que essas ferramentas estejam presentes em praticamente todas as plataformas digitais que usamos no dia a dia, é preciso ensinar e aprender não apenas com as inteligências artificiais, mas também sobre elas, para que seu uso seja responsável e crítico por alunos, professores e pesquisadores.

Essa é uma reflexão que todas as instituições de ensino superior precisam fazer, construindo suas próprias orientações em diálogo com as comunidades acadêmicas. É de extrema relevância que o debate seja constante, pois questões éticas não podem jamais ser perdidas de vista, assim como questões referentes à propriedade intelectual, à transparência e à integridade da produção científica, como o próprio parecer do CNE propõe.
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FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES ESTADUAIS, MUNICIPAIS E DISTRITAL DE ENSINO SUPERIOR

O ANDES Sindicato Nacional apresenta, nesta sexta-feira, 10 de abril, o relatório Orçamento do Ensino Superior Público no Brasil.
Um estudo detalhado sobre o desfinanciamento do Ensino Superior Público Brasileiro, dividido em duas áreas: Orçamento das Universidades Federais e Orçamento das Universidades Estaduais, Municipais e Distrital.
A apresentação acontece durante reunião conjunta dos setores das Ifes e das Iees/Imes/Ides do ANDES Sindicato Nacional, com transmissão a partir das 9 horas, direto do Auditório Marielle Franco, em Brasília.
Participe, acompanhe pelo YouTube do ANDES-SN, em ou pelo acesso em nossa árvore de links na bio do perfil.

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ORÇAMENTO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

O ANDES Sindicato Nacional apresenta, nesta sexta-feira, 10 de abril, o relatório Orçamento do Ensino Superior Público no Brasil.
Um estudo detalhado sobre o desfinanciamento do Ensino Superior Público Brasileiro, dividido em duas áreas: Orçamento das Universidades Federais e Orçamento das Universidades Estaduais, Municipais e Distrital.
A apresentação acontece durante reunião conjunta dos setores das Ifes e das Iees/Imes/Ides do ANDES Sindicato Nacional, com transmissão a partir das 9 horas, direto do Auditório Marielle Franco, em Brasília.
Participe, acompanhe pelo YouTube do ANDES-SN, em ou pelo acesso em nossa árvore de links na bio do perfil.

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Com a IA, o matemático passará de explorador a turista

Com a IA, o matemático passará de explorador a turista | Inovação Educacional | Scoop.it
Em 1993, Andrew Wiles anunciou a prova do Último Teorema de Fermat, problema que derrotara gerações de matemáticos por mais de três séculos. Houve champanhe e primeira página no jornal The New York Times.

Na terça-feira (6), a OpenAI publicou centenas de manuscritos com resultados novos em diversas áreas da matemática, obtidos, pasmem, por uma IA interna. Postos a ranquear as maiores descobertas dos últimos três anos, dois sistemas de IA atribuíram a esse lote 81% do topo da lista. Os juízes são parentes dos réus, é verdade. Mas, ainda que tenham exagerado, o dia não tem precedentes. Se houver quem escreva a história deste século, as guerras e eleições desta década caberão todas numa nota de rodapé; o 6 de outubro de 2026 terá um capítulo.

O avanço mais impressionante envolve a hipótese de Riemann, de 1859, sobre os números primos. Os primos parecem espalhados ao acaso, mas Riemann apostou que seguem uma regra média da qual se desviam o mínimo possível. Em 167 anos, o progresso foi modesto. Agora, ainda que não tenha chegado à meta de Riemann, a IA deu o maior salto do século, mostrando que o desvio é relativamente pequeno.


OpenAI diz que inteligência artificial solucionou 377 problemas de matemática - Dado Ruvic/Reuters
Não são curiosidades de especialista. A teoria dos números primos protege as senhas e as transações bancárias na internet, enquanto outros resultados divulgados pela OpenAI afetam campos práticos tão distintos quanto a fusão nuclear e os algoritmos de otimização usados em logísticas e redes, para ficar em poucos exemplos.

O cético dirá que a máquina só recombina truques que os humanos já inventaram. Quem examinou as provas discorda. O matemático Joshua Zelinsky estudou três delas e concluiu que alguns métodos não se parecem com nada que os especialistas vinham tentando. De acordo com ele, a IA parece estar "inventando técnicas novas por conta própria".

Por que a IA chegou primeiro à matemática, a rainha das ciências? Porque nela é fácil saber se uma resposta está certa. Inventar uma prova é dificílimo; conferi-la é mecânico, e há programas que checam cada passo, como o Lean, cocriado pelo brasileiro Leonardo de Moura. Com um corretor infalível, a máquina pode tentar milhões de vezes e ir melhorando sozinha, ajustando suas conexões para aumentar a chance de sucesso, como os programas que aprenderam xadrez jogando contra si mesmos.

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Para boa parte dos matemáticos, desta vez não houve champanhe; o anúncio soou como um amargo prenúncio. O prazer do ofício era passar meses, ou mesmo anos, perdido num território desconhecido até que, quem sabe um dia, acrescentar um trecho ao mapa. Agora o trabalho será cada vez mais ler o que uma máquina produziu e outra conferiu. O matemático passará de explorador a turista: ainda poderá admirar a paisagem, mas o mapa já terá sido desenhado. Prevejo uma debandada das universidades.

O passo seguinte me parece questão de tempo. As máquinas farão descobertas usando estruturas que nenhum ser humano domina por inteiro. De tempos em tempos, pediremos que comprimam partes da fronteira do conhecimento em princípios que caibam numa cabeça humana; no fim, até a escolha dessas partes será delas. O anúncio da OpenAI marca o momento em que passamos a receber explicações escolhidas e mastigadas por um intelecto maior que o nosso.

O que sobra para nós? Não é a primeira vez que máquinas nos superam. Fora do esporte, ninguém vive dos músculos desde que os motores assumiram o trabalho pesado. Mesmo assim, as academias vivem lotadas, por saúde e, admitamos, para impressionar possíveis parceiros. Se vale para o corpo, por que não para a mente? Os matemáticos devem sair da academia, mas talvez a matemática vá parar na academia.
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Locadora de livros resiste há 30 anos no Rio

Locadora de livros resiste há 30 anos no Rio | Inovação Educacional | Scoop.it

Durante a pandemia, quando a locadora precisou fechar, a filha entregava livros de bicicleta pela zona sul e recolhia os que já haviam sido lidos. O movimento, porém, nunca voltou ao que era antes.
Para Ana, a pandemia acelerou uma mudança nos hábitos de leitura. "Passou a pandemia, [vem] cada vez menos [gente]. As pessoas leem menos, veem muita TV, vivem o dia inteiro no celular. Jovem, jovem, muito pouco. Criança mais, porque a mãe pega livro para a criança. Mas jovem mesmo, muito poucos", afirma Ana.

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Índia se move para dar emprego e renda à juventude

Índia se move para dar emprego e renda à juventude | Inovação Educacional | Scoop.it

Economia cresce mais de 7%, mas quase metade dos trabalhadores ainda está na agricultura, e mulheres ocupam só 30% das vagas

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October 9, 1:10 PM
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OMS desaconselha remédio e canetas contra obesidade infantil

OMS desaconselha remédio e canetas contra obesidade infantil | Inovação Educacional | Scoop.it
Primeiro guia da OMS contra obesidade infantil diz que menores de 10 anos não devem usar remédios para emagrecer nem fazer bariátrica. Foco deve ser alimentação saudável, atividade física e apoio comportamental.
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