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February 28, 2012 6:35 AM
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Mulher supera doença e é aprovada na universidade onde filha se formou

Mulher supera doença e é aprovada na universidade onde filha se formou | Inovação Educacional | Scoop.it
Muitos ingressam em um curso superior para ter uma profissão. Para Marlene Aparecida de Oliveira, moradora de Ouro Branco, na Região Central de Minas Gerais, ser aprovada no vestibular representou a recuperação da dignidade e da autoestima. Aos 48 anos, ela vai estudar economia na Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), mesma instituição onde sua filha mais nova, Karina Giancotti, graduou-se em engenheira elétrica. “Foi ótimo. Quem diria que ela iria passar?”, conta a caçula recém-formada.

Marlene decidiu que era hora de voltar a estudar depois de lutar contra um tipo de transtorno psiquiátrico. “Foram sete anos, eu falava coisas que as pessoas não compreendiam. Era como se eu falasse uma língua que não dava para entender uma palavra”, relembra a caloura.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 11:31 AM
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Vorcaro pagou hotel de ex-cunhado de Gilmar Mendes e recebeu foto da viagem

Vorcaro pagou hotel de ex-cunhado de Gilmar Mendes e recebeu foto da viagem | Inovação Educacional | Scoop.it
Nas conversas com Chiquinho Feitosa, Vorcaro repassou informações sobre a discussão envolvendo os cursos de medicina e o ex-senador mencionou uma tentativa de reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana, para tratar do tema. Chiquinho chegou a postar em rede social uma foto com Camilo Santana no dia 16 de maio.

Em 30 de maio de 2024, às 10h19, o advogado Ciro Soares enviou mensagem a Vorcaro. “Bom dia Irmão!!! Encerrou o julgamento da questão da Medicina!!! Vencemos”. Vorcaro perguntou se isso já não tinha ocorrido na semana passada. Como havia dois processos sobre o assunto, o STF realizou dois julgamentos em datas próximas para tratar do mesmo tema, que acabou sendo unificado ao final. Por isso, Ciro respondeu que o caso tinha se encerrado naquele dia. “Foi aquele assunto que você tinha me pedido, das faculdades de medicina, que tava com o Gilmar. Deu tudo certo, agora só ver os trâmites agora”, disse ao banqueiro.

Procurado, o ministro Gilmar Mendes, que era o relator do caso, afirmou que votou contra a abertura desenfreada dos cursos e disse que seguiu o entendimento do Ministério da Educação (MEC). O desfecho, porém, acabou sendo comemorado pelo advogado de Vorcaro porque a decisão só atingia os futuros cursos e permitia que o MEC continuasse com a análise documental das universidades que já haviam iniciado o processo, como era o caso envolvendo o Master. Gilmar havia fixado uma regra de transição determinando que o MEC finalizasse a análise dos cursos de medicina que já haviam apresentado os documentos ao ministério, para que não ocorresse um fechamento abrupto desses cursos.

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O julgamento foi no plenário virtual. O voto de Gilmar foi seguido por outros sete ministros de diferentes alas do tribunal, formando maioria de oito votos.

Depois do desfecho desse julgamento, as universidades acabaram entrando com ações judiciais na primeira instância para obrigar a instalação de seus cursos de medicina. Posteriormente, a União entrou com ações no STF para tentar impedir a abertura dos cursos nessa situação.

Após questionamentos feitos pelo Estadão, o ministro publicou uma mensagem em rede social dizendo que as universidades estão entrando com ações em primeira instância para tentar burlar o resultado do julgamento do STF. “Em 2024, o STF conteve essa primeira onda de judicialização. Na ADC 81, de minha relatoria, a Corte confirmou a validade do chamamento público e reputou ilegais as decisões judiciais que o contornavam. Para preservar a segurança jurídica, fixou uma regra de transição: os processos administrativos já em fase avançada poderiam ser analisados pelo MEC. Prosseguir, porém, não significava que a abertura das vagas seria aproviada. Caberia ao MEC verificar, em cada caso, se o interesse social estava atendido”, escreveu.

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Questionado sobre os diálogos de Ciro Soares comemorando o resultado, o gabinete de Gilmar Mendes respondeu que ele não tratou do julgamento com as pessoas citadas. “As mensagens reproduzidas foram trocadas entre terceiros. O Ministro não é interlocutor de nenhuma delas e não pode responder pelo que nelas se afirma. Tampouco tratou do julgamento com qualquer das pessoas citadas”, afirmou em nota
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Today, 11:11 AM
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Justiça Federal impede site de vender petições feitas por IA a R$ 20 após ação da OAB-RJ

Justiça Federal impede site de vender petições feitas por IA a R$ 20 após ação da OAB-RJ | Inovação Educacional | Scoop.it

O documento vendido pela plataforma era uma petição inicial produzida automaticamente a partir das informações fornecidas. Na ação, a OAB-RJ questionou a oferta do serviço por entender que a comercialização de documentos jurídicos dessa natureza, sem a participação de advogado, banaliza a atividade jurídica e pode induzir o cidadão a acreditar que está devidamente orientado para buscar seus direitos.

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Today, 9:23 AM
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Portal CNM - STF julga amanhã dois temas decisivos sobre o piso salarial do magistério

A primeira é o Tema 1324, que vai decidir se o reajuste anual do piso salarial, divulgado por portaria pelo Ministério da Educação, deve ser aplicado automaticamente pelos Municípios, mesmo sem lei municipal que o autorize. Para a gestão municipal, a questão central é definir se uma portaria federal pode, sozinha, criar despesa obrigatória para o Município.

O segundo tema em pauta é Tema 1218, que vai definir se a adequação do vencimento inicial ao piso nacional obriga o reajuste automático de todos os demais níveis, faixas e classes da carreira, o chamado “efeito cascata”. O entendimento firmado servirá de precedente para as carreiras municipais.

O presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, reconhece a importância do piso como instrumento de valorização dos professores. Defende, porém, que sua aplicação respeite a Constituição e a realidade fiscal dos Municípios, considerando a autonomia municipal e a necessidade de lei para fixar a remuneração de servidores, obrigatoriedade de prévia dotação orçamentária e segurança jurídica, principalmente quanto aos critérios de atualização do valor.
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Today, 8:55 AM
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Como fortalecer sua mente em tempos de distração - 04/06/2026 - Equilíbrio - Folha

Como fortalecer sua mente em tempos de distração - 04/06/2026 - Equilíbrio - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Você está no meio de um papo e percebe que perdeu o fio da meada. Ou, um belo dia, não consegue se lembrar do nome de um ator que cita com frequência. Pequenas falhas de memória acontecem com praticamente todo mundo. Mas, diante da rotina acelerada e da avalanche de estímulos à nossa volta, esses lapsos parecem cada vez mais comuns. Afinal, estamos realmente esquecendo mais ou apenas perdendo o foco?
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Today, 8:52 AM
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VITRINE | Qual o impacto dos humanoides e chatbots entre nós? | 11/10/26

No Vitrine desta semana, um robô humanoide do Sesi-SP/Fiesp é “entrevistado” por Laíze e dá o ponto de partida para uma conversa sobre os avanços da robótica e o espaço que essas máquinas podem ocupar nas nossas vidas.

O professor de Inteligência Artificial e Robótica da FEI Flavio Tonidandel e a professora da USP e pesquisadora em IA e Interação Humano-Robô Roseli Francelin Romero analisam o que já é possível na área, o papel da inteligência artificial e os desafios de uma convivência cada vez mais próxima entre pessoas e máquinas.

A edição também visita o departamento de efeitos especiais da TV Cultura para conhecer os bonecos que passaram por programas como “Rá-Tim-Bum”, “Cocoricó” e “Bambalalão”. Entre histórias dos bastidores, materiais e técnicas, o Vitrine mostra como esses personagens ganharam vida e marcaram a televisão brasileira.

#Vitrine #TVCultura #SomosCultura


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Today, 8:45 AM
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Acelerar velocidade de áudio pode prejudicar saúde mental

Acelerar velocidade de áudio pode prejudicar saúde mental | Inovação Educacional | Scoop.it

Vivemos em um constante estado de urgência. Tudo é para ontem e precisa ser resolvido imediatamente. Nessa batalha contra o relógio, tentamos acelerar tudo o que está ao nosso alcance, seja consumindo um vídeo de 1 minuto em 30 segundos, seja abreviando palavras em aplicativos de mensagens.
Em teoria, ferramentas que agilizam tarefas maçantes podem fazer com que sobre mais tempo livre para o que importa de verdade. O problema é quando a velocidade passa a ditar o ritmo sempre, inclusive de momentos que não precisam ser eficientes nem produtivos. Para ter uma relação mais saudável com o tempo, é preciso refletir sobre o que fica pelo caminho na corrida para fazer tudo cada vez mais rápido.
Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, cerca de 43% dos brasileiros dizem "viver na velocidade 2x". Entre as mulheres, esse número chega a 55%. Não é difícil entender o motivo.
Em apenas 24 horas, a lista de responsabilidades é longa: trabalhar, cuidar da casa e da família, se exercitar, comer bem, beber água, dormir... A isso se somam o fato de 15 milhões de trabalhadores descansarem apenas uma vez por semana, de acordo com o Ministério do Trabalho, e as duas horas diárias gastas, em média, nos deslocamentos nas capitais do país, como indica uma pesquisa Ipsos-Ipec. O tempo que sobra quase nunca é suficiente para curtir os filhos, encontrar os amigos, consumir algum tipo de entretenimento ou cultivar um hobby.
Acelerar acaba sendo uma tentativa de fazer tudo caber na agenda. Só que quanto mais vivemos nesse ritmo frenético, mais o cérebro se acostuma. E isso faz com que o normal pareça devagar demais. De repente, falta paciência para encarar a vida como ela é: o amigo que dá voltas para chegar ao fim da história, a pessoa que conta moedas na fila do caixa, o ônibus que demora a passar. Isso sem falar da crescente dificuldade de assistir a um longa-metragem, ler um livro ou mesmo ouvir uma música até o fim.
MAIS PRESSA, MENOS ATENÇÃO
Uma pessoa fala, em média, 150 palavras por minuto. Ao dobrar ou até triplicar essa velocidade acelerando um áudio, ainda conseguimos entender o que está sendo dito. Mas isso prejudica a retenção da informação e a qualidade da compreensão.
Em um artigo publicado na The Conversation, o pesquisador Marcus Pearce, da área de Ciência Cognitiva da Queen Mary University of London, no Reino Unido, explica que as informações que recebemos são armazenadas temporariamente em um sistema de memória, onde serão combinadas e transformadas até serem transferidas para a área das lembranças de longo prazo.
Quando tudo chega rápido demais, o volume de informações consumidas ultrapassa a capacidade do cérebro de processá-las e essa sobrecarga cognitiva faz com que nossa capacidade de absorção fique comprometida. No fim, em vez de poupar tempo, perdemos paciência e atenção. Além disso, esse esforço extra pode trazer a sensação de cabeça saturada e irritação, contribuindo para o aumento do estresse.
TELAS 2X
Seria menos nocivo se realmente economizássemos esses segundos, minutos ou horas do nosso dia para gastá-los encontrando os amigos, dormindo mais ou praticando um esporte. Mas a verdade é que o tempo poupado muitas vezes tem um destino: as redes sociais. Essa consequência é especialmente relevante na vida do brasileiro, que passa 116 horas semanais conectado à Internet, segundo uma pesquisa da NordVPN.
Isso não significa que devemos demonizar as telas ou tentar navegar no mundo em câmera lenta. O problema não é estar conectado, e sim se ver incapaz de sustentar momentos de tédio, ou simplesmente de silêncio, sem preencher o vazio com mais um vídeo. É ao não escolhermos com cuidado onde investir o nosso tempo que ele, de fato, escorre pelo ralo.
Para sair dessa dinâmica, vale começar por incluir no cotidiano atividades cujo ritmo não pode ser acelerado com um clique. Ler algumas páginas de um livro sem checar mensagens no celular, cozinhar algo que exige tempo ou aprender uma habilidade manual são formas de praticar a paciência no cotidiano.
Também dá para ir à academia sem fones de ouvido ou esperar o ônibus observando ao redor, em vez de recorrer automaticamente ao celular.
Esses intervalos podem parecer entediantes no início, sobretudo quando estamos acostumados a preencher qualquer pausa com estímulos. Mas, aos poucos, a tendência é que permanecer em uma situação sem tentar apressar o seu fim se torne, novamente, algo natural.

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Today, 8:36 AM
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Anthropic alerta que IA deve invadir 'internet das coisas' - 13/10/2026 - IA

Anthropic alerta que IA deve invadir 'internet das coisas' - 13/10/2026 - IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Empresa diz que ataques à 'internet das coisas' são esperados para os próximos meses
Invasões serão facilitadas pela fragilidade de segurança dos dispositivos que controlam luz, TVs, geladeiras e outros eletrodomésticos
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Today, 8:24 AM
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IA: o futuro do trabalho | Caminhos da Reportagem

O #CaminhosDaReportagem debate os impactos da Inteligência Artificial no mercado de trabalho e investiga como a tecnologia já influencia contratações, qualificação profissional e rotinas produtivas

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Today, 7:50 AM
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Simulação da aprendizagem do aluno para uma melhor tutoria com IA

Simulação da aprendizagem do aluno para uma melhor tutoria com IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Em ambientes de pesquisa, equipes estão explorando como sistemas de tutoria baseados em IA podem ajudar a explicar um problema de matemática, sugerir uma revisão em uma redação ou guiar um aluno por uma posição de xadrez. No entanto, a qualidade do ensino não pode ser medida apenas pela resposta do tutor. Um tutor precisa saber o que acontece depois que a orientação chega ao aluno. O aluno corrigiu o erro original? A dica o ajudou a chegar à resposta ou revelou informações demais? Um aluno diferente precisaria de um tipo diferente de suporte? Na pesquisa atual sobre tutoria por IA, responder a essas perguntas geralmente requer estudos com alunos reais. Esses estudos são valiosos, mas são lentos e custosos de realizar, o que dificulta o uso do feedback dos alunos durante a rápida iteração do modelo.

O StudentSim é um sistema de IA que cria simuladores personalizados de alunos individuais, modelando como eles respondem a perguntas e como suas respostas mudam após receberem a orientação de um tutor. O objetivo é tornar o feedback dos alunos mais acessível durante o desenvolvimento de tutores de IA. Esta pesquisa também apresenta o StudentSimEval, um protocolo de avaliação e benchmark que abrange xadrez, escrita em inglês como segunda língua e matemática. 

É importante ressaltar que o objetivo não é substituir professores ou o aprendizado em sala de aula. Em vez disso, o StudentSim ajuda pesquisadores a avaliar e aprimorar sistemas de tutoria com IA durante o processo de pesquisa e desenvolvimento, antes de testá-los com alunos reais. A pesquisa utiliza apenas conjuntos de dados de alunos disponíveis publicamente para uso em pesquisa, com registros anonimizados; nenhuma informação pessoal identificável é utilizada em qualquer etapa. 


Figura 1: Os tutores de IA precisam de feedback dos alunos para melhorar. Simuladores de alunos podem simular parte desse feedback durante o treinamento e a avaliação na fase de pesquisa. Eles fornecem um sinal inicial para a pesquisa, não substituindo os testes com alunos reais.
Medindo o que um simulador de estudante precisa fazer
Uma maneira simples de construir um simulador de aluno é pedir a um modelo de linguagem complexo que represente o papel de um aprendiz. Por exemplo, um comando poderia dizer: "Você é um aluno do ensino fundamental com dificuldades em matemática". O modelo pode mudar o tom de voz e expressar incerteza. A parte mais difícil é preservar o limite real de habilidade do aprendiz. Um modelo pode falar com a voz de um aluno jovem, mas ainda assim depender de conhecimento e raciocínio muito além do nível desse aluno. Para o treinamento de um tutor de IA, isso pode gerar feedback enganoso: o tutor pode parecer eficaz porque o aluno simulado é muito capaz.

As abordagens tradicionais de modelagem do aprendizado do aluno enfrentam uma limitação diferente. Os modelos de rastreamento de conhecimento e previsão de comportamento são baseados em registros reais de aprendizagem e podem estimar o conhecimento, as habilidades e os hábitos de aprendizagem atuais de um aluno. Muitos desses modelos, no entanto, não foram projetados para receber orientações de tutores em linguagem natural como entrada. Eles podem ajudar a descrever o que um aluno fez, mas nem sempre nos dizem como um aluno responderia a uma explicação, dica ou pergunta socrática específica.

O StudentSim define o objetivo por meio de duas dimensões inspiradas em pesquisas educacionais. Educadores frequentemente distinguem o que um aluno consegue fazer de forma independente do que ele consegue fazer com apoio. A zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky captura essa lacuna entre o desempenho independente atual e o desempenho com orientação. O StudentSim transforma essa ideia em dois objetivos de avaliação. A fidelidade comportamental mede se um simulador corresponde às respostas gravadas de um aluno específico em problemas previamente definidos. A responsividade à orientação mede se o simulador atualiza sua resposta após ler as instruções do tutor.


Figura 2: O StudentSimEval avalia se um simulador corresponde ao comportamento independente de um aluno e se ele responde à orientação. 
Esses dois objetivos são complementares. Um simulador que apenas reproduz o comportamento passado do aluno pode ser útil para previsões, mas não demonstra se uma intervenção de ensino foi eficaz. Um simulador que segue sempre o tutor pode responder fluentemente, mas pode não representar os pontos fortes, as fraquezas e os prováveis ​​erros de um aluno específico. O treinamento de tutores de IA precisa de ambos os sinais: o ponto de partida do aluno e como a orientação afeta seu desempenho. 
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Today, 7:28 AM
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A IA pode ajudar a resolver a crise da revisão por pares? Eis as suas promessas e armadilhas | Ciência | AAAS

A IA pode ajudar a resolver a crise da revisão por pares? Eis as suas promessas e armadilhas | Ciência | AAAS | Inovação Educacional | Scoop.it
é editor ou revisor por pares e manuscritos não lidos estão se acumulando em sua mesa. Alguns de seus colegas estão testando ferramentas de revisão baseadas em inteligência artificial (IA) que poderiam ajudar a aliviar a carga de trabalho. Algumas ferramentas verificam citações ou cálculos incorretos. Outras prometem emitir um parecer sobre se as afirmações do manuscrito são válidas ou mesmo se contribuem para o avanço do conhecimento na área. Você leria essas avaliações? Confiaria nelas? Criticaria ou rejeitaria um artigo com base nelas?

Essas questões representam um grande desafio para a comunidade científica, que passou anos lutando com um sistema de revisão por pares sobrecarregado e agora enfrenta novos e imensos desafios criados pela IA generativa. O número de publicações científicas dobrou em 5 anos, chegando a mais de 8 milhões em 2025 ( veja o gráfico abaixo ), e algumas editoras relatam um aumento ainda maior nas submissões — impulsionado, em parte, pela maior disponibilidade de grandes modelos de linguagem (LLMs), que podem gerar alguns rascunhos em minutos. Os editores estão cada vez mais lutando para encontrar revisores dispostos, o que contribui para atrasos entre a submissão e a publicação que podem se estender por meses ou até mais de um ano. Para obter apenas uma revisão concluída, , de acordo com um relatório deste ano da empresa de hospedagem de conteúdo Silverchair.

Alguns pesquisadores e editores acreditam que a IA terá que fazer parte da solução. Automatizar parte do processo de revisão por pares poderia ajudar a acelerar a publicação e economizar tempo dos pesquisadores, dizem os defensores dessa prática. E, de fato, um número crescente de revisores está utilizando essas ferramentas: em uma pesquisa global com 1.645 pesquisadores de diversas áreas científicas realizada pela editora Frontiers, pouco mais da metade dos entrevistados afirmou ter usado IA para tarefas de revisão em 2025 , incluindo para auxiliar na elaboração de comentários e, em alguns casos, para revisar métodos e estatísticas. Esse número representa um aumento em relação aos 29% do ano anterior — apesar de muitas revistas científicas proibirem esses usos.

Mas outros duvidam que as máquinas possam fornecer feedback confiável, especialmente para os aspectos mais importantes e essenciais da revisão por pares, incluindo a avaliação da originalidade e da relevância, evitando riscos como viés e manipulação. “A crise da revisão por pares é real, e a IA parece promissora [para ajudar], mas a pressa irresponsável em automatizar grande parte do julgamento pode ser contraproducente”, afirma Joachim Baumann, pesquisador de pós-doutorado da Universidade Stanford que estuda o impacto social da IA. “Precisamos garantir que as ferramentas que utilizamos sejam adequadas à tarefa.”
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Today, 7:22 AM
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Como seria uma universidade baseada em IA e como ela poderia mudar a educação? | Nature

Como seria uma universidade baseada em IA e como ela poderia mudar a educação? | Nature | Inovação Educacional | Scoop.it
Pan Hui já foi substituído por inteligência artificial — e ele mesmo se substituiu. Em 2023, um de seus alunos comentou que estava um pouco entediado de ver o mesmo professor em todas as aulas e que gostaria de ter aulas com rostos diferentes. Isso deu a Hui uma ideia: por que não usar IA generativa e um avatar para ensinar os alunos?

“Eu queria ver se os alunos aceitariam professores virtuais em sala de aula e como eles reagiriam a essa tecnologia”, diz ele.

Assim como muitos pesquisadores e educadores, Hui, cientista da computação da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Guangzhou), na China, vê a IA como uma ferramenta com potencial transformador na educação. Por isso, durante dez semanas no início de 2024, alunos de pós-graduação participaram de um curso ministrado por diversos avatares digitais. Eles podiam fazer perguntas aos avatares e um modelo de linguagem abrangente (LLM, na sigla em inglês) subjacente fornecia respostas em tempo real, sincronizando animações faciais às respostas. Hui e seus colegas coletaram dados sobre a experiência dos alunos por meio de questionários e entrevistas. Os alunos relataram que certos avatares com aparência humana, como um que se parecia com Albert Einstein, transmitiam mais confiança do que avatares caricaturais¹ .


Índice Nature 2025: Universidades jovens

O experimento de Hui oferece pistas sobre a abordagem que uma instituição de ensino superior com foco em IA poderia adotar em sala de aula. A IA já teve um impacto profundo no ensino superior, à medida que as universidades existentes se apressam para integrar um conjunto de ferramentas e mestrados em direito (LLMs) à administração, ao planejamento curricular, ao ensino e à avaliação — e, ao mesmo tempo, lidam com o uso dos LLMs pelos alunos . Os desafios enfrentados pelas universidades até o momento, tanto éticos quanto pedagógicos, decorrem da rápida implementação de ferramentas de IA em sistemas de ensino superior que não estavam preparados para lidar com elas .

Mas e se novas universidades fossem construídas com IA como ferramenta central? Desde admissões que podem ser gerenciadas por agentes de IA direcionando os futuros alunos para cursos específicos, até tutoria personalizada e planos de aula baseados nas necessidades e no progresso individual de cada aluno, existe a oportunidade de repensar completamente o funcionamento de uma universidade como instituição educacional.

Universidades com foco em IA podem ter mais facilidade em integrar a tecnologia, pois incluiriam sistemas de IA como base de tudo o que fazem, sugere Helen Crompton, diretora executiva do Instituto de Pesquisa para Inovação Digital na Aprendizagem da Old Dominion University em Norfolk, Virgínia.

Para alguns observadores do ensino superior, no entanto, há tanto oportunidade quanto preocupação. Anthony Kaziboni, sociólogo da Universidade de Joanesburgo, na África do Sul, afirma estar preocupado com o fato de que, se as empresas por trás dos sistemas de IA se envolverem demais na reformulação da educação, isso poderá causar problemas, pois suas motivações “não estão enraizadas na pedagogia, mas no lucro”.


O cientista da computação Pan Hui apresenta um professor de IA para sua turma na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Guangzhou), na China. Crédito: Yawei Zhao

O toque pessoal da IA
Os pioneiros na adoção da IA ​​como elemento central da educação escolar podem fornecer um modelo para o desenvolvimento de universidades com foco em IA. A Alpha School, com sede em Austin, Texas, e uma rede crescente de campi privados nos Estados Unidos, permite que os alunos trabalhem apenas duas horas por dia com seu sistema de IA personalizado, que, segundo a empresa, se adapta aos "pontos fortes, pontos fracos e interesses" dos estudantes. Os alunos passam o restante do dia dedicados a "habilidades para a vida, projetos pessoais e atividades extracurriculares", com alguma supervisão humana por parte de "guias", em vez de professores.

Os custos de matrícula variam, mas o The New York Times reporta US$ 40.000 por ano em Austin e o site de notícias NBC Bay Area reporta US$ 75.000 em São Francisco. O modelo fornece um modelo que universidades com foco em IA poderiam implementar: concentrar-se na personalização da experiência educacional — mesmo antes de os alunos decidirem qual curso fazer — enquanto humanos orientam e apoiam seu aprendizado.

Crompton afirma que a queda nas matrículas fez com que os programas universitários em muitos países desenvolvidos encolhessem ou desaparecessem completamente na última década. Entre 2012 e 2022, nos Estados Unidos, houve uma queda na proporção de jovens de 18 a 24 anos que ingressaram no ensino superior, de 41% para 39%. A IA pode ser uma estratégia de sobrevivência para universidades e faculdades, ajudando a agilizar o processo de admissão, fornecendo recomendações quase instantâneas de cursos que se alinhem aos interesses dos alunos. Um futuro aluno poderia conversar com um agente de IA e, em segundos, receber orientações sobre como escolher um curso. "Eles imediatamente sentem que foram ouvidos, algo que não acontecia nos sistemas antigos", diz Crompton.

Esse tipo de sistema já está sendo oferecido por alguns provedores. A Maestro, uma instituição credenciada com foco em IA em Austin (anteriormente conhecida como Peloton College), se apresenta como “a universidade nº 1 em IA, oferecendo educação gratuita de nível internacional”. Ela oferece qualificações em áreas como desenvolvimento web, cibersegurança e engenharia de software de IA. Ao acessar a página inicial da Maestro, você será recebido por um chatbot que o guiará até um de seus programas, todos ministrados inteiramente por um “tutor de IA”. A Maestro recebeu sua primeira turma de alunos em setembro e atualmente oferece apenas uma pequena seleção de cursos de Associate of Applied Science (AAS) baseados em habilidades, embora seu site sugira que diplomas de bacharelado (BSc), bacharelado em artes (BA) e MBAs estarão disponíveis em breve.

Há evidências de que a personalização do currículo impulsionada por IA também pode aprimorar o processo de aprendizagem. Por exemplo, um estudo realizado por pesquisadores do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, com 272 participantes, demonstrou que a personalização afetou positivamente a motivação para aprender (embora não tenha afetado o desempenho dos alunos) ² . Outro estudo³ , ainda não revisado por pares, explorou como resumos em tempo real, gerados por IA, do trabalho de um escritor ajudaram a iniciar a autoavaliação e a edição, constatando que os autores que usaram a ferramenta frequentemente incorporavam elementos do feedback da IA. Tal IA poderia fornecer assistência instantânea e individualizada, impossível de ser oferecida por um professor ou tutor, fortalecendo as redações ou trabalhos acadêmicos dos alunos.

Algumas iniciativas já mostram professores e alunos usando ferramentas de IA generativa para tarefas como simulações de situações que podem encontrar no mundo dos negócios ou para facilitar conversas com figuras históricas e literárias a fim de desvendar conceitos e ideias. Crompton afirma que seria possível "ter debates com IA", como discutir a percepção das mulheres na sociedade em meados do século XIX com um chatbot de IA baseado na romancista Emily Brontë.

Beatriz Bordadágua, doutoranda em astrofísica no Instituto de Estudos Teóricos de Heidelberg, na Alemanha, vê algumas vantagens da IA ​​e da personalização nas universidades. Ela acredita que a IA pode acelerar o ritmo de aprendizagem, observando que as universidades convencionais não necessariamente adaptaram seus métodos de ensino à medida que as tecnologias da informação se desenvolveram. “Hoje, a informação é obtida rapidamente e adaptada às suas necessidades em pequenos intervalos, enquanto as universidades tradicionais ainda têm aulas de duas horas com centenas de alunos. Esses métodos funcionam, claro, mas serão a forma mais eficaz de ensinar?”, questiona.

Hui afirma que esse tipo de personalização também pode ser útil da perspectiva do professor. "Sabemos que todos os alunos têm ritmos de aprendizagem diferentes", diz ele. "Como indivíduo, é difícil para mim adotar o ritmo certo para o ensino." Por meio de seus experimentos com avatares digitais, ele descobriu que os alunos desejavam autenticidade e professores que se adaptassem aos estilos individuais. Isso coloca os educadores humanos em uma posição de curadoria, supervisionando um conjunto de ferramentas personalizadas, incluindo agentes de IA e LLMs (Aprendizagem Baseada em Aprendizagem) que ajudam a criar planos de aula, dar aulas particulares aos alunos ou auxiliar nas avaliações. "O ser humano ainda desempenharia um papel muito importante", conclui.

Custo de personalização
No entanto, a personalização do ensino superior com IA pode ter custos. Crompton destaca que graduados formados em universidades que priorizam a IA e, portanto, dependem de ferramentas de IA para aprender, podem adotar essa abordagem se seguirem para a pesquisa acadêmica durante o doutorado ou além. "O que acontece se essas pessoas estiverem usando IA para orientá-las na tomada de decisões sobre o que devemos analisar?", questiona ela.

Crompton chama isso de “direcionamento cognitivo” e aponta para um estudo 4 publicado em julho, por pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle e da Universidade de Stanford na Califórnia, que descobriu que modelos de IA politicamente partidários poderiam remodelar as visões políticas das pessoas em cerca de 10 minutos, mesmo que as crenças dos usuários fossem opostas às codificadas na IA.


Alunos de um acampamento organizado pela Alpha School em Austin, Texas, criam jogos de arcade usando inteligência artificial. Crédito: Desiree Rios/The New York Times/Redux/eyevine

Da mesma forma, ela afirma que existe o risco de os alunos contraírem uma "dívida pedagógica", em que a sua dependência da IA ​​no ensino superior significa que não adquiriram as competências necessárias para resolver problemas ou tomar decisões nas partes da sociedade onde a IA não foi integrada.

Bordadágua também aponta desvantagens para os estudantes. As universidades não estão apenas ensinando disciplinas aos alunos, diz ela, mas também habilidades, como o pensamento crítico . "Parece-me óbvio que os seres humanos devem ensinar outros seres humanos a pensar, e não os computadores", afirma. "Por exemplo, ensinar às pessoas que errar é humano, mas que devemos assumir a responsabilidade por nossos erros."

A personalização tem outra grande desvantagem: a adaptação eficiente e eficaz a cada indivíduo exige a coleta de muitos dados sobre professores e alunos, além de aumentar a vigilância. Encontrar o equilíbrio certo será difícil, observa Hui, e Crompton sugere que o caminho exige um compromisso com a formação em letramento digital tanto de alunos quanto de educadores.

O que mais educadores e alunos podem perder em universidades com foco em IA que abandonam o aprendizado presencial? Kaziboni cita uma pesquisa da Microsoft⁵ que sugere que o excesso de confiança nas respostas generativas da IA ​​pode tornar as pessoas menos críticas. Ele parece cético quanto à possibilidade de uma universidade com foco em IA formar líderes ou pessoas que compreendam a sociedade. "Um diploma não é apenas um certificado", afirma. "É um indicador de como e onde você foi formado." Isso pode criar uma divisão entre diplomas de instituições convencionais e os de universidades com foco em IA. "Acho que diplomas de instituições com forte ênfase em IA serão vistos com desconfiança", conclui Kaziboni.

Universidade de grandes empresas de tecnologia
Alguns pesquisadores acreditam que colocar a IA na vanguarda do ensino superior pode comprometer as liberdades acadêmicas, uma vez que as instituições cedem o compartilhamento de conhecimento para grandes empresas de tecnologia. Isso também corre o risco de reforçar ainda mais os vieses na IA generativa e nos mestrados em direito, que refletem desigualdades e preconceitos do mundo real .

Ainda assim, grandes universidades em todo o mundo fecharam acordos com fornecedores de IA generativa, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, para disponibilizar suas ferramentas de mestrado em Direito (LLM) a professores, alunos e funcionários administrativos. Em fevereiro, a OpenAI anunciou uma colaboração com a Universidade Estadual da Califórnia em Sacramento, que proporcionou a mais de meio milhão de alunos e funcionários acesso ao ChatGPT Edu, uma versão de sua popular ferramenta de IA generativa projetada especificamente para instituições de ensino. A Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney, Austrália, firmou um acordo semelhante em setembro, com seu contrato corporativo dando aos funcionários acesso a 10.000 licenças do software. “As ferramentas de IA estão sendo impulsionadas por grandes empresas de tecnologia, que têm expertise em programação em vez de educação”, diz Kaziboni. “Essa é a parte que me deixa desconfortável.”

Embora os problemas associados à implementação forçada de IA em qualquer ambiente de aprendizagem sejam evidentes, há uma necessidade de equipar os alunos com as habilidades de que precisarão além do sistema educacional. "Dada a atenção que a IA tem recebido em tantos setores, e a adoção e integração de ferramentas baseadas em IA no trabalho diário de tantas profissões, é indiscutivelmente crucial que as universidades preparem seus graduados para o mundo do trabalho impulsionado pela IA no qual irão ingressar", afirma Karin Verspoor, cientista da computação da RMIT University, em Melbourne, Austrália.

Para Kaziboni, construir uma instituição de ensino superior que priorize a IA é encarar o problema pela perspectiva errada. "O que precisamos não é de uma universidade que priorize a IA, mas sim de uma conversa sobre IA que priorize a educação", afirma.

Ele aponta para as grandes disparidades na forma como a IA está sendo implementada nas instituições da África do Sul, criando um desequilíbrio nas habilidades dos alunos após a conclusão de seus estudos. A educação, segundo ele, está sendo remodelada por entidades que não têm raízes na pedagogia, o que faz com que as ferramentas sejam implementadas às pressas. "O que ainda não temos é uma universidade de IA que seja verdadeiramente intencional" em termos de sua abordagem educacional, afirma. "Uma que diga: esta é a nossa filosofia, esta é a nossa pedagogia, esta é a nossa postura ética e é assim que a IA se encaixa nessa visão. O que temos, em vez disso, é uma corrida desenfreada. Todos estão entrando na onda da IA ​​e não querem ficar para trás."

Nature 648 , S92-S95 (2025)
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Inteligência artificial favorece currículos feitos por IA - 12/10/2026 - IA

Inteligência artificial favorece currículos feitos por IA - 12/10/2026 - IA | Inovação Educacional | Scoop.it
No início deste ano, o escritório de advocacia Addleshaw Goddard, com sede em Londres, se viu em uma situação um tanto delicada.

Seguindo um padrão que começava a se tornar habitual, um anúncio publicado para uma vaga de TI em seu departamento de recursos humanos atraiu uma enxurrada de candidaturas.

Um ano antes, talvez apenas duas dezenas de pessoas tivessem enviado currículo para uma vaga como essa. Mas a IA (inteligência artificial) tornou o processo de se candidatar a um emprego muito mais rápido e fácil e, desta vez, chegaram 178 candidaturas.


Letras da sigla IA (inteligência artificial) ao lado de uma mão robótica - Dado Ruvic - 8.jul.2026/Reuters
O problema era que, quanto mais tempo levasse para analisá-las, maior seria a probabilidade de os bons candidatos encontrarem trabalho em outro lugar. Como muitas organizações, a Addleshaw vem incentivando seus gestores a testar maneiras de a IA aprimorar seus processos com segurança. Por isso, o departamento de RH decidiu fazer um experimento: compararia o desempenho de um agente de IA na avaliação das candidaturas com o de seres humanos.

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Um agente foi devidamente configurado no sistema interno Microsoft Copilot do escritório e recebeu informações sobre a vaga a ser preenchida, bem como sobre a experiência que os candidatos precisariam ter com determinados sistemas de RH, linguagens de programação e com a própria IA.

Os funcionários do escritório reduziram os candidatos a um grupo de cerca de uma dúzia e pediram ao agente que lhes atribuísse notas.

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O agente concluiu rapidamente a tarefa e apresentou uma lista daqueles que considerava os principais concorrentes. Os humanos fizeram o mesmo.

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Infelizmente, as duas listas não coincidiram. O agente se deixou impressionar por candidaturas muito bem produzidas de pessoas que afirmavam ter alcançado feitos excepcionais em TI em tempo recorde em empregos anteriores ou trabalhado em grandes projetos apesar da pouca experiência. Em suma, eram boas demais para ser verdade —e tinham toda a aparência de terem sido escritas com a ajuda de IA.

Katherine Rathbone, chefe de RH da Addleshaw Goddard, disse que sua equipe tinha algumas teorias sobre o motivo disso.

Para começar, as ferramentas de IA podem facilitar muito a adaptação de um currículo aos requisitos de uma vaga. Mas não era só isso. "Uma possível explicação é que, como o domínio de IA era um dos critérios, o agente pode ter interpretado indícios do uso de IA na elaboração do currículo como prova de domínio de IA", afirmou.


Há outra possibilidade, mais perturbadora. O agente de IA pode ter preferido ativamente determinados currículos apenas porque houve participação de IA em sua elaboração.

Se for esse o caso, isso confirmaria as conclusões de um chamativo estudo preliminar que analisou o comportamento de ferramentas de IA usadas em contratações.

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Os pesquisadores simularam processos que, segundo eles, eram realistas para a contratação de profissionais em 24 ocupações, de professores e consultores a chefs e engenheiros. Eles descobriram que os candidatos que usavam o mesmo grande modelo de linguagem de IA que o recrutador tinham probabilidade de 23% a 60% maior de entrar na lista de pré-selecionados do que aqueles que recorriam a currículos produzidos por um pobre ser humano.

Essa desvantagem humana era maior em áreas de negócios, como vendas e contabilidade, e menor em setores como agricultura e automobilismo.

O estudo ainda está sendo revisado para publicação em uma revista científica com avaliação por pares, o que significa que algumas de suas conclusões podem mudar. Mas um de seus autores, Jiannan Xu, diz que análises atualizadas continuam fornecendo indícios de que os modelos de IA "demonstram um comportamento de favorecimento a si próprios".
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Aluno quer mais atividade extraclasse, diz pesquisa | Brasil

Aluno quer mais atividade extraclasse, diz pesquisa | Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudantes dos anos finais do ensino fundamental apontam atividades fora do ambiente escolar como aliadas da aprendizagem, de acordo com o Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas. O documento foi elaborado pelo MEC, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social.
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Today, 11:13 AM
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O que se sabe sobre caso de escritor que admitiu plágios após ser acusado de usar IA para produzir livro

O que se sabe sobre caso de escritor que admitiu plágios após ser acusado de usar IA para produzir livro | Inovação Educacional | Scoop.it
O escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien, de 38 anos, admitiu ter cometido plágio em trabalhos anteriores, mas nega ter usado inteligência artificial (IA) para escrever seu romance mais recente, "C'était ça ou mourir". A controvérsia levou o júri do prêmio Goncourt, considerado a mais prestigiosa distinção literária francesa, a retirar a obra da lista de finalistas deste ano.

Quem é Thélyson Orélien, escritor no centro de polêmica envolvendo IA e plágio
Repercussão: Escritor interrompe turnê na França após ser acusado de usar IA em produção de livro
Em comunicado divulgado na terça-feira por sua editora francesa, Orélien pediu desculpas por apresentar textos de outras pessoas como se fossem seus, mas classificou como “calúnia e heresia” a acusação de que uma máquina teria produzido partes do romance.

O que o escritor admitiu sobre plágio
Orélien reconheceu ter reproduzido textos de outros autores em trabalhos anteriores, mas afirmou que sua admiração por eles não justificava a apropriação. “Mas a admiração não me dá o direito de me apropriar de textos que não são meus e reivindicá-los como se fossem meus”, declarou.

O escritor também reconheceu a gravidade da conduta e pediu desculpas: “Cometi erros inaceitáveis, apesar da minha juventude e inexperiência. Lamento profundamente e peço desculpas sem reservas”.

As acusações envolvem publicações anteriores ao romance lançado neste ano. A emissora pública canadense Radio Canada informou que quatro artigos de opinião assinados por Orélien em 2012 e 2013 continham material plagiado.

A emissora também apontou semelhanças entre trechos do conto Où va le monde, premiado em 2012, e passagens de Le Matin des Magiciens, livro francês publicado em 1960.

Por que o romance foi acusado de usar inteligência artificial
A suspeita surgiu no mês anterior, quando um perfil pouco conhecido nas redes sociais afirmou ter submetido "C'était ça ou mourir" à ferramenta Pangram, usada para detectar textos produzidos com inteligência artificial.

Segundo a publicação, o resultado indicava que o livro havia sido escrito com auxílio da tecnologia. Posteriormente, descobriu-se que Samuel Fitoussi, colunista do jornal conservador francês Le Figaro, administrava parcialmente a conta responsável pela acusação.

Orélien negou ter usado IA na produção do romance. Ele reconheceu que recorreu a ferramentas de pesquisa, principalmente para consultar expressões idiomáticas estrangeiras, mas afirmou que nenhuma frase foi criada por uma máquina.

“De fato, usei ferramentas de pesquisa aqui e ali, principalmente quando se tratava de expressões idiomáticas estrangeiras”, declarou. “Mas nenhuma frase deste livro foi criada por uma máquina”, acrescentou.

Não foi divulgada uma conclusão independente sobre o uso de inteligência artificial na obra, nem foram detalhadas as evidências que fundamentaram a decisão do júri do Goncourt de retirar o romance da disputa.
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Today, 9:24 AM
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Rede nacional articulará educação digital nas escolas —

Rede nacional articulará educação digital nas escolas — | Inovação Educacional | Scoop.it
Ministério da Educação (MEC) instituiu duas estruturas para fortalecer a implementação das políticas de educação digital e midiática, inovação e conectividade nas redes públicas de ensino: o Comitê Nacional de Educação Digital e Midiática, Inovação e Conectividade (Cnedic) e a Rede Nacional de Articuladores de Educação Digital e Midiática, Inovação e Conectividade (Renedic).

A iniciativa busca aproximar o MEC das secretarias estaduais e municipais de Educação e fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo. Mais do que acompanhar as políticas em andamento, o comitê será o lugar para identificar o que funciona, apontar o que precisa melhorar e propor novos caminhos em temas como conectividade, educação digital e midiática e inteligência artificial.

De caráter consultivo, o Cnedic atuará em sintonia com o Comitê Executivo da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e com a própria Renedic, de modo a garantir que as discussões estejam ligadas às ações concretas nos territórios. Entre as atribuições do comitê estão acompanhar e apoiar ações relacionadas à conectividade, infraestrutura tecnológica, educação digital e midiática e inovação pedagógica.

A Renedic, por sua vez, terá como principal objetivo fortalecer e articular ações estratégicas de apoio à implementação curricular, dado o momento crucial de recente atualização dos currículos estaduais e municipais para incluir as habilidades e competências da BNCC Computação. Para isso, serão implementadas ações de monitoramento, formação continuada, produção de materiais orientativos e, principalmente, um espaço estruturado para trocas de experiências que serão fundamentais para que as redes de ensino recebam apoio e assessoria durante o início da implementação.

Escolha e atuação dos articuladores – A escolha dos articuladores e pontos focais em todos os níveis de atuação será feita por indicação das instituições responsáveis, o que prescinde a adesão de todas as redes de ensino. Dessa forma, caberá à Secretaria de Educação Básica indicar quem serão os três articuladores nacionais e os três articuladores territoriais, um para o território Nordeste, outro para o território Norte e Centro-Oeste e, por fim, um articulador que cuidará dos territórios Sudeste e Sul.

Cada secretaria de educação estadual, assim como a secretaria de educação do Distrito Federal, indicará uma pessoa representante, atuará com os 35 articuladores estaduais indicados pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) para fomentar pontes de diálogo entre as políticas dos estados e os mais de 5.500 pontos focais, que serão indicados pelas secretarias de educação de seus respectivos municípios. Além disso, a rede terá um articulador com foco especial na mobilização das capitais brasileiras, indicado pelo Conselho Nacional de Secretários das Capitais (Consec).

Assim, a rede contará com articuladores nacionais, territoriais, estaduais e representantes das capitais, incluindo pontos focais nos municípios. Caberá a cada nível de articulação:

Nacional: definir diretrizes, formar e acompanhar os articuladores da rede, de acordo com cada nível de atuação, e coordenar a rede.
Territorial: coordenar o território, formar e apoiar estados, DF e capitais, além de reportar à coordenação nacional.
Estaduais, DF e capitais: apoiar as secretarias, ajudar a elaborar, implementar e monitorar planos de ação e fortalecer o regime de colaboração.
Pontos focais: apoiar a implementação e o monitoramento nas escolas da rede municipal.
Frentes de atuação – A atuação da Renedic será organizada em dois eixos: educação digital e midiática e inovação pedagógica; e conectividade, dispositivos e infraestrutura.

O primeiro eixo trata do desenvolvimento de competências pelos estudantes para se tornarem cidadãos digitais críticos e éticos. A proposta é apoiar as redes de ensino no desenvolvimento de práticas que ajudem os estudantes a usar, compreender, analisar e produzir conteúdo em diferentes meios digitais, incluindo aqueles cuja inteligência artificial se faz presente.

O segundo eixo está relacionado às condições necessárias para que a tecnologia chegue às escolas e possa ser utilizada. Entre as ações, estão o acompanhamento da conectividade, dos equipamentos e da infraestrutura tecnológica, além do uso dos recursos digitais disponíveis nas redes de ensino.

As duas frentes estão diretamente ligadas. Logo, não basta garantir internet e equipamentos, é preciso também apoiar professores e escolas para que esses recursos sejam utilizados de forma pedagógica e façam sentido para a realidade de cada rede de ensino.

Como a Renedic vai funcionar – Com foco prioritário em apoiar a implementação curricular, a Renedic operará por meio de uma Jornada Formativa de encontros com os diversos níveis de articulação, focados em assessorar as redes em seus respectivos planos de implementação. A rede também contará com um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), que servirá como área de compartilhamento e gestão de informações técnico-pedagógicas, formações e compartilhamento de boas práticas. Juntos, a Jornada Formativa e o AVA-Renedic darão às redes mais autonomia e um leque de possibilidades para participar e contribuir com a Rede, a partir dos seus diferentes arranjos organizacionais.

Formação de professores – A Renedic também apoiará ações de formação continuada para professores e profissionais da educação. A proposta prevê uma estratégia de formação em cascata, a fim de ampliar o alcance das ações e compartilhar conhecimentos sobre temas como inteligência artificial, educação digital e midiática e novas metodologias de ensino, aprendizagem e avaliação.

A ideia é que as formações apoiem as redes de ensino no desenvolvimento das competências digitais dos professores e na integração das tecnologias às práticas pedagógicas, considerando as necessidades e os diferentes contextos de cada território.
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Today, 9:21 AM
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O que meu filho está aprendendo com a inteligência artificial

O que meu filho está aprendendo com a inteligência artificial | Inovação Educacional | Scoop.it
Mas também tenho observado outra coisa. Não é que ele pesquise informações. Crianças com dúvidas sobre buracos negros sempre recorreram a livros ou a um pai ou professor particularmente experiente. O que mudou foi a velocidade. Quando a incerteza é do tipo que antes exigia convivência por um tempo, meu filho busca uma resposta mais rapidamente do que antes. A questão não é mais algo para se refletir. É algo para se resolver. E me pego pensando no que isso significa sobre a relação dele com a incerteza.

Essa mudança, por mais sutil que seja, pode indicar algo que valha a pena levar a sério.

Perda de atrito produtivo
Sou psicanalista e dedico minha vida profissional a estudar o que se desenvolve no espaço entre as pessoas, inclusive o que acontece quando esse espaço é preenchido muito rapidamente.

A infância sempre envolveu atritos produtivos . Não saber como algo funciona, esperar por uma resposta, tentar desvendar algo sem uma solução imediata. Essas experiências não são acidentais ao desenvolvimento, mas fazem parte de como a mente aprende a tolerar a incerteza, a manter uma pergunta em aberto e a lutar para compreender. A capacidade de conviver com o não saber é, em si, uma conquista do desenvolvimento que fundamenta o pensamento criativo, a regulação emocional e a habilidade de navegar em um mundo que raramente se resolve de forma definitiva.

Presenciei isso em miniatura não faz muito tempo. Meu filho estava esperando uma encomenda — uma peça de computador para a qual ele havia economizado — e a entrega havia sido atrasada pelo clima. Em uma infância anterior, talvez a minha, isso teria sido uma longa tarde checando a janela. Em vez disso, ele abriu um chat para resolver a incerteza: quanto tempo costumam durar os atrasos por causa do clima, o que os determina, como interpretar os dados de rastreamento da transportadora para obter a previsão mais precisa. A conversa foi detalhada e, pelo que pude perceber, as informações eram confiáveis. Ele saiu com um pequeno conhecimento em logística, mas com uma estimativa que, no fim das contas, não tinha nenhuma relação com nada. A encomenda chegou naquela noite, em um horário completamente diferente do que ele havia planejado com tanto cuidado com a ajuda de sua ferramenta de inteligência artificial.

A questão não é que a IA estivesse errada, porque prever o atraso de um caminhão é difícil. A questão é que a espera, aquela velha experiência infantil de desejar algo que ainda não chegou, foi transformada em um problema de pesquisa que podia ser administrado em vez de suportado. Admirei imensamente sua capacidade de improvisação e sou grato por ele ter tido a oportunidade de refletir sobre um problema complexo. Também me peguei pensando no que teria acontecido com ele naquela tarde sem isso.

A IA reduz precisamente esse tipo de atrito. Ela faz isso de forma eficiente e, muitas vezes, útil. Mas remover consistentemente a experiência de não saber de uma mente em desenvolvimento não é um ato neutro. Isso molda o que a mente passa a esperar de si mesma.

A pesquisa sobre os efeitos disso no pensamento é recente, e a maior parte dela se concentra em adultos. Apesar disso, aponta para uma direção consistente. Em um estudo amplamente discutido do MIT Media Lab , ainda não revisado por pares, adultos que escreveram redações com o auxílio do ChatGPT apresentaram padrões de conectividade cerebral mais fracos e menos distribuídos do que aqueles que escreveram sem essa ajuda, e muitos tiveram dificuldades, após a escrita, para citar frases que acabavam de produzir. Os pesquisadores denominaram esse padrão de “dívida cognitiva”.

Outro estudo, uma pesquisa com 666 adultos , descobriu que uma maior dependência de ferramentas de IA estava correlacionada com um pensamento crítico mais fraco, mais pronunciado nos participantes mais jovens. O autor sugeriu que isso poderia resultar da própria transferência do esforço mental para outras tarefas. Nada disso é certo, mas é, em vez disso, um padrão sugestivo de evidências iniciais. E a transferência para crianças não é direta. Um adulto que transfere o esforço mental para outras tarefas já desenvolveu a capacidade que está sendo transferida; uma criança ainda está desenvolvendo-a. Isso torna o efeito menor em crianças ou maior e mais duradouro? Não sabemos.

Isso é diferente do que os smartphones têm feito. A preocupação com os smartphones tem sido, em grande parte, com a atenção e a vida social: o que as crianças veem, como passam o tempo, como se relacionam umas com as outras. Essas são preocupações reais e sérias, mas a IA introduz um tipo diferente de mudança. Não se trata apenas de mais uma tela competindo pela atenção da criança. É algo mais próximo de uma presença interativa que responde, explica, se ajusta e, crucialmente, nunca se cansa.

Para uma criança em desenvolvimento, isso importa de uma forma que ainda não conseguimos compreender completamente.
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Today, 8:52 AM
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Will it take a disaster to force AI regulation? | The Economist

Donald Trump, until recently, has taken a hands-off approach to regulating artificial intelligence. The president has favoured boosting the stock market and ensuring that America beats China in the AI race.

But that strategy is becoming unsustainable. Americans are increasingly anxious about everything from data centres to job security, while incidents of agents going rogue are warnings for the catastrophes that could lie ahead. With anti-AI sentiment growing, and the midterms fast approaching, the Trump administration may have to reassess how AI should be regulated.

Edward Carr, The Economist’s deputy editor, and Zanny Minton Beddoes, editor-in-chief, are joined by a panel of experts to discuss how to strike the right balance between safety and speed.

#AI #China #USA #Technology

00:00 - “The Chernobyl of AI”
00:16 - China v America: would embracing regulation mean falling behind?
03:38 - How to get regulation just right
05:18 - How American states are taking regulation into their own hands
06:27 - What’s the risk of over-regulation?
07:34 - Are American politicians up to the task?

Watch the full show: http://bit.ly/3TRiwiZ
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Today, 8:49 AM
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IA pode acabar com a humanidade? Como as máquinas poderiam levar ao apocalipse

Nos últimos meses, o tema da ameaça existencial representada pelas máquinas saiu de vez da ficção científica para a discussão do dia a dia.

Pesquisadores de grandes empresas da inteligência artificial têm feito alertas públicos sobre o ritmo de evolução da IA. Executivos dessas companhias adotaram um discurso em torno da desaceleração.

Nate Soares, coautor do livro “Se Alguém Criar, Todos Morrem”, diz que as empresas não sabem exatamente como as máquinas estão se desenvolvendo. Ele é conhecido como parte da corrente apocalíptica, chamada de “doomers”.

Mas algumas vozes, como Karen Hao, autora de “O Império da IA”, dizem que há um exagero no discurso dessa corrente e que ele tira a atenção das ações dos humanos por trás da política de desenvolvimento da IA.

O especialista Ronaldo Lemos diz que a inteligência artificial está cada vez mais presente no dia a dia do mundo e de forma interconectado, o que faz com que essa ameaça não possa ser desprezada.

Neste vídeo, o repórter da BBC News Brasil Shin Suzuki conta por que esse debate se tornou uma preocupação real no mundo. Confira.

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Today, 8:37 AM
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Lula promete Pé-de-Meia para universitários - 13/10/2026 - Educação - Folha

Lula promete Pé-de-Meia para universitários - 13/10/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo o petista, universitários receberão parcelas de R$ 700 mensais e R$ 2.500 anuais, que poderão ser sacados ao fim do curso
Camilo Santana afirma que o programa será escalonado e que será voltado, inicialmente, apenas aos estudantes do CadÚnico
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Today, 8:35 AM
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Escolas precisam acompanhar o raciocínio de quem estuda com IA

Escolas precisam acompanhar o raciocínio de quem estuda com IA | Inovação Educacional | Scoop.it

O Digital Education Outlook 2026, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), discute a distância entre a qualidade do trabalho produzido com inteligência artificial e a aprendizagem adquirida. O objetivo pedagógico e a forma de uso ajudam a interpretar o que acontece. Uma atividade bem apresentada pode ter sido concluída com sucesso e ainda deixar dúvidas sobre o raciocínio de quem a entregou.
No Brasil, o Conselho Nacional de Educação aprovou, em 1º de setembro deste ano, as diretrizes que restringem a interação de crianças e adolescentes com inteligência artificial generativa e definem as condições de uso nas diferentes etapas de ensino.
Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, etapa chamada de "anos iniciais", o texto aprovado pelo CNE proíbe os alunos de interagir com sistemas de IA que conversam com o usuário ou geram conteúdos a partir de pedidos, como o ChatGPT, Gemini e Claude. A restrição vale mesmo com um professor acompanhando a atividade.
Há uma exceção para tecnologias assistivas e recursos de acessibilidade. São ferramentas que ajudam o estudante a acessar o conteúdo e participar da aula, como um leitor de tela que lê o material para um aluno com deficiência visual.
Do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, os chamados "anos finais", a IA generativa pode ser usada em atividades conduzidas e acompanhadas por profissionais da educação. O texto proíbe o acesso individual ou por conta própria do aluno a essas ferramentas.
A lei que restringiu o uso de celulares em sala de aula em 2025 permite, porém, atividades pedagógicas orientadas pelo professor e usos necessários à acessibilidade, à inclusão, à saúde e à garantia de direitos fundamentais.
As escolas podem ensinar sobre IA mesmo nas séries em que os alunos não podem usar o ChatGPT. O professor pode explicar como a tecnologia usa informações para produzir respostas e ensinar a conferir essas respostas em outras fontes. Os estudantes também aprendem a identificar o que escreveram por conta própria e o que foi produzido pela ferramenta.
Na aula de programação, o aluno aprende a escrever as instruções que um computador executa. Ao usar uma plataforma de IA, ele faz um pedido a um programa já pronto, como responder a uma pergunta ou escrever um texto. O professor precisa escolher as atividades e as ferramentas permitidas para a série da turma.
Estudantes de matemática de uma escola de Ensino Médio na Turquia melhoraram o desempenho durante exercícios com ajuda de inteligência artificial. Quando precisaram fazer uma prova sem a ferramenta, parte deles se saiu pior do que os colegas que haviam estudado sem aquele apoio. O resultado coloca uma exigência concreta para as escolas: acompanhar o que o aluno compreendeu enquanto produzia a resposta.
O experimento, realizado em 2023 com quase mil estudantes e publicado em 2025 na revista científica PNAS por Hamsa Bastani e colegas, comparou duas formas de usar IA. Um grupo teve acesso ao GPT Base, uma interface de uso mais livre. Outro trabalhou com o GPT Tutor, desenhado para oferecer apoio pedagógico. Havia também um grupo de controle, usado como referência.
Durante a prática assistida, o desempenho do grupo GPT Base ficou 48% acima do controle. Na prova posterior, feita sem IA, ficou 17% abaixo. O grupo GPT Tutor teve um ganho de 127% durante a prática. Depois, sem a ferramenta, não apresentou diferença estatisticamente significativa em relação ao controle. A avaliação sem apoio ocorreu na mesma sessão; o estudo não acompanhou a retenção desse conhecimento a longo prazo.
Os 127% e os 17% pertencem a grupos diferentes. Juntar os dois números como se descrevessem a trajetória dos mesmos alunos altera a conclusão do estudo. O desenho do apoio importa, e o desempenho obtido enquanto a IA está disponível precisa ser separado do conhecimento que o estudante consegue mobilizar sozinho.
Duval Guimarães, diretor-geral da Start by Alura, concorda com a restrição ao celular na escola. Defende, ao mesmo tempo, que a educação prepare o estudante para o contato com a tecnologia fora dela. A preservação da autonomia intelectual no uso da IA é uma preocupação. "O aluno que não usa o celular na escola vai continuar usando o celular em algum outro momento. E se a escola não ensinar esse estudante a usar de maneira crítica essa ferramenta, seja o celular, seja a inteligência artificial, onde ele vai aprender?".
Segundo ele, a empresa adaptou seu produto à educação básica após uma demanda do Paraná, em 2019 e 2020, e passou a atender também São Paulo, Piauí e municípios como Chapecó (SC). As aulas entram no currículo do 1º ano do Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, geralmente uma ou duas vezes por semana. A Start by Alura atende 1,7 milhão de estudantes e 18 mil professores.
A proposta associa aprender a fazer e desenvolver à capacidade de usar tecnologia com pensamento crítico. "Nos anos iniciais, a gente trabalha algumas atividades, que chamamos de desplugadas, e vamos progressivamente aumentando esse contato com o uso de tela conforme o aluno evolui." Sobre a abordagem de IA nessa etapa, Duval diz: "Ele não trabalha com a inteligência artificial generativa, mas ele aprende sobre ela".
A formação de professores relatada por Duval tem duas partes. Uma ensina a operar a plataforma e acompanhar as atividades dos alunos. A outra desenvolve o conhecimento técnico sobre o conteúdo da aula. Quando consegue, a empresa faz um diagnóstico de aptidão na rede. Ele reconhece que alguns professores não conseguem acompanhar o processo. "A gente também entende que o professor precisa se desenvolver tecnicamente naquele mesmo conteúdo que o aluno está aprendendo em sala", afirma ele.
A discussão se estende aos critérios de avaliação. Duval afirma que a empresa ainda está construindo seus parâmetros e metas de aprendizagem e pretende usar referências do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A OCDE confirma que o PISA inclui, em Learning in the Digital World, resolução de problemas com ferramentas computacionais.
Em Chapecó, a secretária de Educação, Astrit Tozzo, conta que metade dos alunos da rede já estão na plataforma da Start by Alura. A prefeitura registra que o componente de Pensamento Computacional começou do 6º ao 9º ano em 2024 e foi depois ampliado para os anos iniciais. A equipe criou a disciplina com aprovação do Conselho Municipal de Educação. "Modernizamos a internet das escolas e compramos os equipamentos para tudo isso funcionar", afirma Astrit.
A rede realiza o Avalia Chapecó e avaliações trimestrais do componente de informática, articuladas às avaliações da Start. "Nós temos os descritores próprios, e junto com isso nós temos as avaliações trimestrais, que o componente também de informática tem a sua avaliação trimestral junto com as da Start, e nós hoje a gente consegue observar que existe um alinhamento entre tudo isso."
A prefeitura publicou que sua equipe apresentou a experiência de avaliação de Computação na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) em um painel nacional. O Chapecódigo reúne projetos dos alunos, com etapas nas escolas e avaliação final.
No Recife, Karla Godoy, CEO do CESAR, estruturou um grupo de pesquisadores dedicado a rever o ensino com IA. Na CESAR School, essa pesquisa se relaciona ao aprendizado baseado em problemas reais, conhecido pela sigla PBL (Problem-Based Learning ou Aprendizagem Baseada em Problemas). Na instituição, a proposta de trabalhar com problemas apresentados por organizações é anterior à discussão atual sobre IA e faz parte do nascimento da instituição.
"Você tem a sua capacidade agora ampliada com a com a capacidade de uma máquina, além da sua necessidade de interagir com os outros. A cada semestre esse time está entregando resolvendo problemas reais É aí que a gente acredita formar líderes. Não é o ensino do 'aprenda a codificar'."
Karla apresenta o desafio de ensinar e aprender com casos reais e com uma inteligência ampliada. Para isso, a instituição investe R$ 4 milhões em pesquisa para dois anos. Victor Hugo D'Albuquerque, diretor-executivo da CESAR School, mostra como a experiência de mercado é valorizada pela instituição. "Todos os nossos professores são pessoas de mercado, donos de startups, engenheiros ou designers do CESAR e das empresas do ecossistema", afirma ele.
"Se já é desafiador desenvolver a economia nas capitais quando você vai pro interior dos estados o desafio é muito maior. Até nos estados mais ricos, há uma desigualdade social muito forte entre o interior e as capitais. Estamos trabalhando a interiorização do desenvolvimento por meio da educação, com transformação digital e vários tipos de projetos." No CESAR School, todos os alunos se organizam sob a forma de squads (grupos de trabalhos multidisciplinares).
Em Goiás, os alunos de várias partes do Brasil chegaram na terceira edição da Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada (OIAA). Essa é a primeira com abrangência nacional. A iniciativa é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás.
A competição admite alunos de escolas públicas e privadas, do 9º ano do Fundamental ao último ano do Ensino Médio. Cada equipe tem três estudantes do mesmo estado e um tutor. A fase dois do treinamento online para 50 equipes vai até 23 de outubro. A primeira fase reuniu 566 equipes de sete estados. Das 50 que avançaram, são 40 de Goiás, três do Ceará, três de São Paulo e uma do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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IA: o futuro do trabalho | Caminhos da Reportagem | TV Brasil | Notícias

Existem previsões de todo tipo: das apocalípticas às que minimizam seus efeitos. E há também algumas certezas, entre elas a de que os jovens estão sendo mais afetados pelos modelos de IA. “As empresas têm deixado de contratar jovens ou pessoas com menor experiência na expectativa de que os trabalhadores mais experientes ganhem produtividade”, aponta o especialista em Políticas de Emprego e Mercado de Trabalho da OIT, Aguinaldo Maciente.
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Can AI help solve the peer-review crisis? Here are its promises and pitfalls | Science | AAAS

Can AI help solve the peer-review crisis? Here are its promises and pitfalls | Science | AAAS | Inovação Educacional | Scoop.it
Amid a shortage of human reviewers, tests indicate AI can assist—but is not a savior
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Four young universities share their strategies for success | Nature

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Nimble, responsive and collaborative, these institutions stand out in the Nature Index.
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Microsoft pede regras globais de segurança para IA - 12/10/2026 - IA

Microsoft pede regras globais de segurança para IA - 12/10/2026 - IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Executivo afirma que sistemas avançados exigem inspeção externa e pede regulação urgente de IA
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FMI: Georgieva alerta para impacto da IA no emprego - 12/10/2026 - IA

FMI: Georgieva alerta para impacto da IA no emprego - 12/10/2026 - IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou para a ameaça de disrupção que a inteligência artificial representa para o mercado de trabalho e a arrecadação tributária, instando formuladores de políticas públicas a repensar a educação e agir agora para ajudar a sociedade a se adaptar.

"É um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami", disse a diretora-geral Kristalina Georgieva na segunda-feira (5), durante sua primeira participação nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok.

Ao falar em uma sessão sobre o impacto da IA no emprego, ela afirmou que a tecnologia já está reduzindo a demanda por muitos trabalhadores ao assumir tarefas rotineiras e repetitivas. Ao mesmo tempo, vem aumentando o número de empregos de baixa remuneração em setores como o da construção civil, o que, segundo ela, "não é motivo para comemorar".


Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, durante encontro com representantes da sociedade civil nas Reuniões Anuais de 2026 do fundo, em Bangkok, na Tailândia - Patipat Janthong - 12.out.2026/Reuters
Trata-se de uma transformação com consequências de longo alcance para as finanças públicas, disse Georgieva. O risco é que a IA pressione as receitas dos governos ao direcionar a economia para o capital e afastá-la do trabalho —tradicionalmente a principal fonte de arrecadação tributária.

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As declarações são o mais recente alerta sobre o possível impacto da IA nos empregos e na economia global. Jovens trabalhadores em áreas mais expostas à IA já enfrentam uma desaceleração nas contratações, deixando os novos candidatos a vagas de nível inicial muito mais vulneráveis. Também cresce a preocupação de que a tecnologia amplie a desigualdade, já que, até agora, seus benefícios estão concentrados em um grupo restrito de trabalhadores e economias, apesar de um superciclo global de investimentos.

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"Hoje, não podemos imaginar exatamente como será o mundo do trabalho daqui a cinco anos", afirmou. "Mas podemos agir com rigor e avaliar cuidadosamente o que está acontecendo, para então tirar lições e, acima de tudo, colocá-las em prática agora."

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Apesar das dificuldades para o emprego, a tecnologia pode, no fim das contas, ter um efeito positivo sobre o crescimento geral. O FMI estima que a disseminação da IA possa acrescentar até um ponto percentual ao crescimento das economias avançadas da Ásia.

Esse impulso ao crescimento "é algo muito significativo", disse Georgieva, acrescentando que ele irá "mais do que compensar" o impacto negativo do envelhecimento populacional nos países ricos da região.
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