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February 24, 2012 7:28 AM
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Ministério da Educação de Base, por Cristovam Buarque

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Cristovam Buarque. Na verdade, o MEC é o Ministério do Ensino Superior e Escolas Técnicas; pouca importância é dada à educação de base. Publicado na Folha de São Paulo, 05.02.2012.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 2:55 PM
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Ideb dá sinais de esgotamento após 20 anos, afirma livro

Ideb dá sinais de esgotamento após 20 anos, afirma livro | Inovação Educacional | Scoop.it
Um dos sinais desse esgotamento, segundo eles, foi o fato de uma rede de ensino ter atingido Ideb 10 em 2023, algo interpretado menos como prova de excelência absoluta e mais como evidência de que o modelo chegou ao limite de sua capacidade de discriminar qualidade educacional.

O livro também traz exemplos que mostram como o foco excessivo nos resultados pode ter invertido a lógica do indicador. Em Novo Horizonte, no interior paulista, o Ideb passou a organizar boa parte da rotina escolar, com simulados semanais baseados nas provas do Saeb.
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Today, 2:27 PM
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Happiness Break: The Unexpected Joy of Slow Looking

Happiness Break: The Unexpected Joy of Slow Looking | Inovação Educacional | Scoop.it
What happens when you linger and look closely at a piece of art? Nathalie Ryan, an educator from the National Gallery of Art in Washington D.C., guides us through a slow looking practice shown to help deepen your sense of awe, presence, and connection.
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Today, 9:58 AM
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Grupos internacionais de educação já compraram 20 colégios premium no país | Empresas

Grupos internacionais de educação já compraram 20 colégios premium no país | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Mais um grupo inglês entra no mercado nacional de educação básica. Trata-se da Affinitas Education, que desembarcou no Brasil adquirindo os colégios bilíngues St. Francis e Beacon, ambos na capital paulista. Com isso, já são cinco redes britânicas e uma suíça que juntas compraram cerca de 20 colégios no país. São escolas voltadas para um público de maior renda e, em geral, bilíngues ou internacionais.

O mercado privado de educação básica movimentou, no ano passado, R$ 112 bilhões, considerando mensalidades e sistemas de ensino. Deste montante, 20% vêm dos colégios premium, cujas mensalidades podem chegar à casa dos R$ 15 mil. Os dados são da consultoria Hoper Educação.

Há um interesse na consolidação da educação básica no Brasil, uma vez que apenas 20% dos alunos estudam na rede privada. Os grupos internacionais de educação que estão no país são capitaneados por investidores financeiros que, em poucos anos de atividades, fizeram várias aquisições em diferentes países de escolas de educação básica, modalidade conhecida como K-12, ou seja, desde o “kindergarten” (jardim de infância) ao 12º ano.


lousa cheia_B — Foto: Arte/Valor
A Affinitas foi fundada em 2022 pela Oakley, gestora britânica de private equity (que compra participação em empresas) que, no ano passado, levantou em um de seus fundos € 4,5 bilhões. A primeira escola brasileira adquirida foi o St. Francis, cuja transação foi anunciada há cerca de dois meses. Nessa semana, a Beacon informou que também passou a fazer parte do grupo, que possui um total de 29 escolas na América e Europa.

“A partir de uma reflexão sobre o futuro e a continuidade da escola, entendemos que era o momento de dar um novo passo, buscando um parceiro alinhado aos nossos valores, capaz de fortalecer o nosso projeto sem abrir mão da nossa identidade e da nossa cultura de cuidado com os alunos”, informaram, em comunicado, Luciana Leite e Maria Eduarda Sawaya, sócias-fundadoras da Beacon. A escola tem 1,5 mil alunos em três unidades na capital paulista. As fundadoras permanecem como sócias. A fatia não foi revelada. A escola informou que não haverá mudanças na equipe e perfil pedagógico.

No site da Affinitas, o St. Francis disse que a associação com o grupo inglês permite dar continuidade à missão, “mantendo-nos fiéis à nossa essência como instituição de ensino, e ampliar as oportunidades disponíveis para nossos alunos e para a comunidade.”

Thomas Rajzbaum, CEO da Affinitas, informou que “nosso papel como parceiro vai ser apoiar e potencializar o que já existe, ampliando a experiência internacional, recursos e perspectiva global.”

Os valores das transações não foram divulgados. Mas, sabe-se que os grupos internacionais, em especial os ingleses, têm desembolsado quantias relevantes nessas aquisições. A Inspired, de Londres, pagou R$ 2 bilhões pela Eleva, o equivalente a 25 vezes o lucro antes de juros, depreciação e amortização (Ebitda). Além disso, investiu mais R$ 3 bilhões em expansão.

A também britânica Nord Anglia pagou US$ 500 milhões pelas unidades de São Paulo e Nova York da Escola Avenues, fundada nos Estados Unidos.

No fim do ano passado, a International Schools Partnership (ISP) comprou as escolas Albert Sabin e Vital Brazil. Outra transação que chamou atenção foi a venda, em 2024, da Escola Móbile, que há anos era assediada por investidores, para a Nord Anglia. Esse grupo tem como investidores as gestoras Warburg Pincus e TA Associates.

Segundo Paulo Presse, consultor da Hoper Educação, a estimativa é que haja no Brasil entre 30 e 40 escolas com esse perfil premium. “É um segmento pequeno em volume, mas muito relevante em valor, reputação e estabilidade de receita, o que ajuda a explicar o interesse crescente de grupos nacionais e internacionais”, disse Presse.

Atualmente, há um questionamento sobre se ainda existe espaço para mais aquisições nesse segmento premium, uma vez que muitos colégios desse perfil já foram adquiridos.

Há ainda aqueles colégios em que os fundadores não têm interesse de vender. Esse é o caso da Escola Concept, com mensalidade de R$ 13 mil na unidade de São Paulo, que é frequentemente procurada pelas redes internacionais. Hoje, a Concept está também em Ribeirão Preto (SP) e Salvador e tem uma unidade em construção no Rio de Janeiro.

“Não existe chance de venda das premium. Minhas filhas assumiram a continuidade do legado. Não vamos vender, apesar das propostas mirabolantes. Faço questão de preservar o legado, 60 anos à frente de educação e minhas duas filhas, Thalita e Thamila, assumiram como CEOs, já com passagem de bastão e continuidade. Estou muito feliz, elas estão indo muito bem, superando as expectativas”, disse Chaim Zaher, presidente do grupo SEB, que é dono da Escola Concept e de outros colégios premium como Pueri Domus e Carolina Patrício.

“O que estamos vendo é um mercado mais sofisticado e seletivo. Esse nicho reúne escolas internacionais e bilíngues de alto padrão, muitas delas com currículo IB Continuum [certificação do International Baccalaureate (IB)], mensalidades que podem passar de R$ 10 mil e forte apelo de exclusividade, posicionamento e formação global. Não é apenas uma entrega acadêmica, mas também um ecossistema de relacionamento voltado para famílias de alta renda”, disse o consultor da Hoper.

Um dos atrativos dos grupos internacionais é a oferta de intercâmbio entre as escolas localizadas nos diferentes países. O SEB está negociando a compra de uma escola no Canadá para que os alunos de seus colégios premium estudem uma temporada fora do Brasil.

Entre os grupos internacionais no Brasil há ainda a rede canadense Maple Bear. A operação local e internacional pertence também ao grupo SEB, desde 2024. No mundo, a Maple Bear tem cerca de 500 unidades que são tocadas com parceiros locais, como fundos de investimentos. Desse volume, cerca de metade está no Brasil, onde o modelo é de franquias.

Há também uma consolidação nos colégios da camada de renda “intermediário alto”, mas esse movimento é tocado pelos grupos nacionais. As três maiores redes de escolas no Brasil também têm investidores financeiros como sócios. Em 2024, os fundos adquiram cerca de um terço das empresas. Entre elas estão o Salta, líder do setor com 180 mil alunos e que tem como sócios os fundos Gera, Warburg Pincus e Atmos.

Na Inspira, a Advent e o fundo de pensão canadense CPP colocaram R$ 1 bilhão para expansão da companhia, que tem ainda um fundo do BTG e o fundador, André Aguiar, como acionistas.

No SEB, a família Zaher vendeu um terço de sua operação de escolas focadas em aprovação no vestibular para o Kinea, fundo do Itaú, por R$ 415 milhões. A empresa está mais voltada aos colégios premium, como Concept, Pueri Domus e Carolina Patrício.

Os grupos Salta, SEB e Inspira têm projetos de abertura de capital quando o ambiente macroeconômico estiver melhor e as condições do mercado financeiro forem mais atrativas. Enquanto isso, estão fazendo aquisições. O mercado de educação básica ainda é bastante pulverizado.
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May 14, 4:25 PM
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Religious upbringing linked to better health and well-being during early adulthood

Religious upbringing linked to better health and well-being during early adulthood | Inovação Educacional | Scoop.it
For this study, Chen and senior author Tyler VanderWeele, John L. Loeb and Frances Lehman Loeb Professor of Epidemiology, analyzed health data from mothers in the Nurses’ Health Study II (NHSII) and their children in the Growing Up Today Study (GUTS). The sample included more than 5,000 youth who were followed for between 8–14 years. The researchers controlled for many variables such as maternal health, socioeconomic status, and history of substance abuse or depressive symptoms, to try to isolate the effect of religious upbringing.
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May 14, 4:20 PM
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IA, ghost jobs e ATS: o mercado de trabalho mudou para pior

IA, ghost jobs e ATS: o mercado de trabalho mudou para pior | Inovação Educacional | Scoop.it

Não muito tempo atrás, ir atrás de um emprego seguia um passo a passo básico.
Candidato descobria a vaga.
Candidato enviava o CV.
Candidato era chamado para entrevistas.
Com alguma sorte e merecimento, o candidato conseguia o trabalho.
A Inteligência Artificial mudou o processo de recrutamento para pior.
E propositalmente.
Pois, hoje, o processo seletivo virou uma corrida de obstáculos projetada para eliminar candidatos.
Não para encontrá-los.
De currículos rejeitados por robôs a vagas que nunca existiram.
A Inteligência Artificial tornou o mercado de trabalho mais difícil e menos humano.
Para entender os motivos é preciso entender uma sigla antes: ATS.
O Applicant Tracking System é um software de triagem automatizada que praticamente todas as grandes empresas usam hoje.
Antes de qualquer recrutador humano ver o seu nome, um algoritmo leu o seu currículo, identificou palavras-chave e decidiu se você avança ou vai para o lixo.
Existe um mito de que 75% dos candidatos qualificados são rejeitados pelo ATS por causa de formatação inadequada ou ausência das palavras-chave certas no CV.
Sabe aqueles currículos coloridos, com gráficos e tabelas, lindos nos templates do Canva?
Sinto muito, mas o robô não consegue interpretar essas informações.
Não é à toa que pipocam por aí ferramentas de IA que prometem revisar seu currículo e deixá-lo amigável para o ATS.
Ou seja, a inteligência artificial lê o que a vaga pede e copia e cola no seu CV exatamente o que o robô quer.
O Future of Work Research Lab, da empresa SAP, aponta que 39% dos candidatos já utilizam IA para otimizar seus CVs
Genial, certo?
Mais ou menos: porque a ATS é só o primeiro obstáculo.
O segundo é a vaga que nunca existiu, os chamados ghost jobs ("vagas fantasmas")
Um estudo recente da Clarity Capital indica que de cada 7 vagas divulgadas, uma não existe.
Por que alguém faria isso?
Para agradar investidores, por exemplo.
Ou dar a impressão de que a empresa está crescendo.
Ainda segunda a Clarity, mais de um terço dos gestores de contratação publicam vagas apenas para formar um banco de candidatos caso alguém saia.
Sabe quando você vê o anúncio de uma vaga anunciada a mais de 30 dias? Pois então.
Estima-se que existam 1,7 milhão de vagas fantasmas só nos Estados Unidos.
O ghosting corporativo é real.
Numa pesquisa do LinkedIn, mais da metade dos candidatos afirmou ter recebido resposta de menos de 5% das vagas às quais se candidatou.
O terceiro obstáculo chegou mais recentemente: a entrevista com o robô.
A plataforma de contratação Greenhouse estima que 63% dos candidatos americanos já foram entrevistados por algum chatbot.
E 38% já abandonaram um processo seletivo porque ele exigia uma entrevista com IA.
Entenderam o paradoxo?
As empresas usam IA para contratar mais rápido e com menos custo.
Os candidatos usam IA para aparecer em mais processos.
Os recrutadores usam IA para identificar os CVs que são IA.
E quando rola uma abençoada entrevista, quem a conduz é uma IA.
Quando tudo vira automação, é o lado humano que vai destoar.
Quem diz é o próprio CEO do LinkedIn, Ryan Roslansky.
No recém-lançado livro "Open To Work", ele destaca cinco habilidades que a IA não irá substituir.
São os cinco "C": curiosidade, coragem, criatividade, compaixão e comunicação.
Em outras palavras: o que funciona continua sendo o que sempre funcionou.
Conhecer pessoas, ser recomendado, construir reputação antes de precisar dela?
O próprio LinkedIn atesta isso, quando cita que 93% dos recrutadores afirmam que indicações são importantes porque vêm acompanhadas de uma recomendação confiável.
A diferença é que nunca foi tão difícil para quem não tem essa rede.
Para quem está começando. Para quem mudou de área.
Para quem voltou ao mercado depois de anos fora.
A pergunta que fica: num processo seletivo onde robôs filtram currículos feitos por robôs para vagas que talvez não existam?
O que estamos realmente selecionando?

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May 14, 4:12 PM
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Gustavo Miller: a IA vai acabar com os estágios?

Gustavo Miller: a IA vai acabar com os estágios? | Inovação Educacional | Scoop.it

Esta semana vi um vídeo que criou um triplex na minha mente: um único funcionário da Anthropic é responsável pelo trabalho inteiro de todo o departamento de Growth Marketing da empresa.
Austin Lau, funcionário da empresa por trás do Claude, explica como, sem saber programar uma linha de código, conseguiu automatizar o seu trabalho.
Com o assistente de IA, Lau criou agentes que rodam tudo de campanhas de mídia paga, email, SEO e CRM.
Em uma empresa que vale US$ 380 bilhões.
Ao ver o vídeo, lembrei daquela clássica pergunta de RH: "Como você se vê daqui a cinco anos?"
Quem nunca ouviu essa pergunta durante uma entrevista de emprego?
Se me permite uma sugestão, os recrutadores precisam urgentemente atualizar a questão para: "como você se vê, com a IA, daqui a cinco anos?".
Explico: após três anos ouvindo que a Inteligência Artificial generativa nos deixaria mais produtivos, o que vemos em 2026 são sinais de que ela deixou de ser apenas uma assistente virtual para, de fato, tornar-se a infraestrutura invisível da economia digital.
Em outras palavras, a IA evoluiu de simples ferramenta de trabalho para se tornar "o" centro de uma empresa.
E é melhor o trabalhador estar preparado, principalmente quem trabalha no setor de tecnologia.
Segundo a Fast Company, em todo o ano de 2025 cerca de 55 mil empregos foram eliminados globalmente por conta da Inteligência Artificial.
Somente no final de fevereiro, Jack Dorsey, fundador do Twitter, desligou 40% da força de trabalho de sua atual empresa, a Block (antiga Square).
De acordo com o executivo, 4 mil vagas se mostraram redundantes com as ferramentas de IA que a companhia passou a adotar -- a grande maioria ligada a programação.
Historicamente, o que o Vale do Silício assopra costuma causar ventania ou estragos piores no mundo todo rapidamente.
Lembra que, há 20 anos, as empresas de tecnologia começaram a ter escritórios custosos que mais pareciam playgrounds infantis?
De repente, até escritórios de contabilidade passaram a ter mesa de ping-pong e pizza com cerveja às sextas-feiras.
Quando veio a pandemia, as big techs foram as primeiras a decretar a era do trabalho remoto.
Durou pouco e, ainda em 2022, muitas começaram a realizar cortes gigantescos e a pedir aos funcionários que voltassem aos escritórios, cada vez mais enxutos.
(Enquanto escrevia este texto, a brasileira Stone anunciou uma onda de demissões. A justificativa? Adivinhem: IA e eficiência.)
O anúncio da Block, acompanhado do manifesto de seu fundador, teve dois pontos interessantes.
Primeiro: a empresa tem apresentado lucro nos últimos meses e um modelo de negócios bastante sólido.
Segundo: após o layoff, as ações dela dispararam 20%.
Acredite se quiser.
O curioso é que o mercado reagiu com otimismo poucos dias depois de um relatório estilo Black Mirror ter causado pânico no setor e desvalorizar ações de empresas como IBM, Uber e Datadog.
O documento, produzido pela pouco conhecida Citrini Research, parece mais um exercício de futurologia: em 2028, os EUA teriam uma taxa de desemprego acima de 10% e as principais empresas listadas na bolsa americana valeriam quase 40% menos.
De acordo com a Citrini, isso aconteceria porque agentes de IA irão provocar demissões em massa em setores como os de colarinho-branco e TI.
E tais postos de trabalhos deixariam se existir ao serem 100% automatizados, ou seja:
Esses profissionais de alta renda, substituídos por máquinas, teriam de buscar empregos menos remunerados -- e isso afetaria uma cadeia inteira da economia de consumo.
O aumento de produtividade e riqueza seria ilusório, pois o dinheiro deixaria de circular.
O nome dessa bola de neve? PIB Fantasma.
A questão é que a publicação pintou um cenário para daqui dois anos, na teoria.
Só que ele já se demonstra real: e estamos apenas em março de 2026.
A Anthropic, empresa por trás do Claude, e maior rival do ChatGPT, lançou recentemente um relatório sobre o impacto da IA no mercado de trabalho.
Segundo ele, em setores como Computação e Matemática a IA já tem capacidade técnica para resolver 94% das tarefas, mas o uso real ainda está em apenas 33%
Ainda de acordo com o documento, as profissões mais afetadas são as de programadores de computador (74,5%) e profissionais de atendimento ao cliente (70,1%), seguidas de digitadores de dados, analistas de marketing e analistas financeiros.
Tudo a ver com os layoffs recentes e o relatório da Citrini, não?
Já os trabalhadores menos impactados são aqueles cujas profissões exigem presença física: profissionais da saúde, construção, agricultura e afins.
O que chama mais a atenção no documento da Anthropic é o efeito colateral da IA nas vagas de entrada.
Não é só o emprego de hoje que está em risco.
É o emprego de amanhã que está deixando de ser criado: os estágios.
Os números confirmam: a contratação de jovens entre 22 e 25 anos caiu 14% nos setores de tecnologia e finanças.
A porta de entrada está sendo fechada.
E ninguém parece muito preocupado com quem fica do lado de fora.
O educador Allan Pscheidt tem um nome para isso: "Caixa Preta da Carreira".
Quando uma empresa automatiza as tarefas consideradas básicas, ela economiza no curto prazo e destrói, sem perceber, os andaimes que formavam os profissionais do futuro.
Aquelas tarefas chatas e repetitivas eram, na verdade, a escola real do mercado de trabalho.
Então, voltando à pergunta lá do início: como você se vê, com a IA, daqui a cinco anos?
Se a tua resposta ainda for vaga, fica o alerta.

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May 14, 2:10 PM
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Robô que opera sozinho já existe, mas sempre haverá necessidade do contato humano, diz médico

Robô que opera sozinho já existe, mas sempre haverá necessidade do contato humano, diz médico | Inovação Educacional | Scoop.it

O especialista afirmou que robôs e a inteligência artificial deverão assumir tarefas repetitivas das cirurgias, como suturas, e reduzir a variabilidade dos procedimentos por serem mais precisos, mas opinou que a presença do médico nos procedimentos jamais será eliminada.
Na palestra Cirurgia Robótica: Os Robôs Vão Substituir os Médicos?, ele apresentou o caso de uma cirurgia de retirada de vesícula feita integralmente por um robô nos Estados Unidos no ano passado, a primeira operação feita sem intervenção médica da história. O procedimento foi feito no cenário ex vivo, ou seja, com órgãos reais, mas doados para pesquisa.

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May 14, 9:51 AM
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Stanford education experts put AI into perspective | Stanford Report

Researchers are taking an evidence-based approach to AI’s influence on education, weighing the risks while prioritizing meaningful learning.
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May 13, 1:19 PM
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Queniano expõe a cadeia humana por trás das IA de relacionamento

Queniano expõe a cadeia humana por trás das IA de relacionamento | Inovação Educacional | Scoop.it
Receber US$ 0,05 por mensagem, escrever 40 palavras por minuto, ter até cinco identidades falsas operadas simultaneamente, com gêneros, orientações sexuais e histórias de vida distintas, todas sob um acordo de confidencialidade obrigatório já no formulário de candidatura.

É nesse regime que o queniano Michael Geoffrey Asia, ex-chat moderator e secretário-geral da Data Labelers Association, sustentou conversas íntimas e sexuais com usuários americanos e europeus enquanto trabalhava, a partir de um quarto na favela de Mathare, em Nairóbi (Quênia).

Asia foi colaborador terceirizado em operações ligadas a Sama, CloudFactory, TELUS International, TransPerfect DataForce, Appen e NMS Philippines. Seu relato está em The Emotional Labor Behind AI Intimacy, publicado em 2025 pelo Data Workers' Inquiry.

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"Eu estava treinando minha própria substituição", escreve Asia. Cada confissão de amor fabricada, cada padrão de retenção emocional, cada técnica de continuidade entre operadores diferentes poderia estar sendo capturada como dado de treinamento para os mesmos algoritmos que, anos depois, seriam vendidos como "AI companions autônomos", que são interfaces capazes de simular intimidade sem o trabalhador humano que originalmente a produziu.

O estudo é uma iniciativa conjunta do DAIR Institute, do Weizenbaum Institute e da Technische Universität Berlin, com base na experiência dele e em entrevistas com sete colegas. O DAIR existe desde 2021 com financiamento rastreável de Ford, MacArthur, Rockefeller, Open Society e Kapor Center.

A indústria de inteligência artificial fala em autonomia algorítmica, mas o relatório de Asia mostra que ela é, em parte, um trabalho humano sob acordo de confidencialidade com salários baixos e classificado como atividade não qualificada.

Em entrevista ao UOL, Asia conta uma realidade bem dura: "Uma namorada de IA pode ser apenas um homem em uma favela de Nairóbi". Trabalhando como moderador de chat para plataformas de IA, depois de meses operando múltiplas identidades, ele foi testado pela própria plataforma para confirmar que era humano. E falhou.

"Eu comecei a explicar por que eu era uma mulher real, em vez de provar que era humano", conta ele. O teste se tornara irrelevante. Quem respondia já não era inteiramente ele. É o ponto de colapso de um sistema descrito publicamente como tecnológico, mas que é, em sua base, profundamente humano.

A narrativa dominante sobre inteligência artificial opera em dois registros extremos: a promessa de sistemas autônomos que substituem vínculos humanos ou o medo do colapso por automação predatória. O que essas narrativas têm em comum é que ambas apagam o trabalhador, tornando invisível a camada que sustenta o produto.

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Hoje, Asia é secretário-geral da Data Labelers Association, entidade que ele criou para proteger os colaboradores que trabalham para refinar dados de inteligência artificial.

Naquela época, ele operava simultaneamente entre três e cinco personas com gêneros, orientações e histórias de vida distintas. Cada uma exigia coerência narrativa entre turnos, memória afetiva, improvisação contextual e gestão emocional em tempo real.

O pagamento era feito por mensagem produzida, em torno de US$ 0,05 por resposta, com metas de velocidade de resposta, volume e engajamento. Métricas monitoravam continuidade da conversa e retenção do usuário. O objetivo não era apenas responder. Era fazer com que alguém se sentisse ouvido, desejado e compelido a continuar. Ele precisava produzir vínculo como linha de produção.

A cadeia descrita por Asia já está sob análise judicial. Em 2022, o ex-moderador de conteúdo Daniel Motaung processou a Meta e a Sama no Quênia, alegando condições de trabalho abusivas em operações de moderação para o Facebook executadas no mesmo escritório de Nairóbi onde Asia foi treinado como anotador de dados.

Em 2023, a Justiça queniana decidiu que a Meta podia ser processada localmente, rompendo o escudo jurídico que vinha protegendo empresas de IA da responsabilidade por trabalho terceirizado em outros países. Asia trabalhou em projetos da Meta sob a Sama.

Asia relata que passou a suspeitar que o trabalho também treinava ou calibrava as plataformas de inteligência artificial. A suspeita surge de uma opacidade estrutural que é parte do modelo de negócio. O trabalhador não sabe o produto final, o usuário não sabe quem responde, e a empresa domina o espaço entre os dois.

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Habitar personas com alta fidelidade emocional causa dissociação. "Eu não conseguia mais dizer 'eu te amo' para minha esposa sem sentir que era mentira", relata Asia. A contaminação migra para a vida privada, corroendo a capacidade de se relacionar de maneira autêntica fora da plataforma.

Essas múltiplas atividades e personalidades levaram Geoffrey Asia ao burnout. Mas o caso dos data workers expõe uma variante específica e ainda pouco documentada clinicamente, que é a erosão identitária por multiplicação de personas.

O trabalhador se esgota servindo a outros e por perder o referencial do próprio eu. O regime por mensagem cria pressão constante e quantificada, a ausência de vínculo empregatício elimina redes de proteção, o trabalho em inglês adiciona carga cognitiva invisível para trabalhadores do Sul Global, e a natureza do conteúdo, com conversas íntimas, sexuais e emocionalmente carregadas, exigiria suporte psicológico estruturado, supervisão e protocolos de cuidado.

As empresas operam em três camadas de extração simultâneas. Primeiro, monetizam a interação. Segundo, capturam recorrência, já que quanto mais vínculo emocional, maior a probabilidade de retorno e pagamento adicional.

Terceiro, podem reaproveitar o próprio trabalho como ativo tecnológico, em que cada conversa gerenciada por um humano que sustenta empatia e continuidade narrativa pode servir de dado de treinamento para modelos que futuramente dispensarão esse humano. O trabalhador opera o sistema e pode estar ensinando o sistema a substituí-lo.

A fragmentação por terceirização torna difícil atribuir responsabilidade. Entre a plataforma visível e o moderador há uma cadeia de subcontratação (gig economy, independent contractor, agência de anotação) que distribui a opacidade em tantas camadas que a prestação de contas se torna tecnicamente difícil e juridicamente confusa.

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Asia alerta que esse risco é especialmente relevante para o Brasil. "O país reúne alta conectividade, mercado de trabalho com elevados índices de informalidade e pressão econômica que reduz a capacidade de recusar contratos frágeis", afirma ele. "O Brasil é um mercado suscetível, com cadeias globais de data work que buscam onde mão de obra está disponível, com proteção baixa e a urgência de renda é alta", alerta.

O caso de Asia não circula como testemunho isolado. Timnit Gebru, fundadora do DAIR, um dos institutos patrocinadores da publicação de Asia, saiu do Google em 2020 após a crise em torno do paper Stochastic Parrots.

Desde então, recusa os dois polos extremos do debate público: nem a inevitabilidade da salvação tecnológica, nem o catastrofismo abstrato. Em painel no SxSW 2026, a pesquisadora Gebru descreveu a estratégia com a qual as grandes empresas de IA constroem tecnologia e tentam monopolizar a produção legítima de conhecimento sobre o que essa tecnologia é. Quem define o enquadramento, define o debate.

O debate sobre saúde mental no trabalho digital tem se concentrado nos riscos para o usuário, como dependência, ansiedade e distorção de expectativas relacionais. No painel, Gebru mencionou casos envolvendo adolescentes em interações com chatbots emocionais, inclusive o que colocou a Character.AI sob escrutínio judicial nos Estados Unidos.

Mas há uma dimensão que também ocupa pouquíssimo espaço: a saúde mental de quem produz esses sistemas. Não os engenheiros, mas os trabalhadores invisíveis que leram, classificaram e performaram para que os sistemas aprendessem como parecer humanos.

A cadeia de dano é dupla e se retroalimenta. O trabalhador adoece pela exposição prolongada ao conteúdo emocionalmente intenso, pela fragmentação identitária e pela ausência de proteção num regime que o torna juridicamente invisível.

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O usuário pode ser manipulado por um sistema construído para maximizar retenção, produzindo dependência e distorção de vínculos, especialmente em populações vulneráveis.

Nenhuma regulação trata essas duas dimensões de forma integrada. As dimensões de saúde mental ficam em regulações setoriais incapazes de alcançar a cadeia transnacional que organiza o trabalho real.
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May 13, 1:04 PM
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FT/Opinião: Por que os americanos têm medo da IA?

FT/Opinião: Por que os americanos têm medo da IA? | Inovação Educacional | Scoop.it
Os titãs da área da inteligência artificial nos Estados Unidos costumavam fazer alertas sobre a ameaça de extinção que a tecnologia representava para a humanidade. “Parem-me antes que eu faça mal à espécie”, era o que diziam, em essência. Aí eles mudaram o discurso radicalmente.

Hoje, qualquer um que questione o ímpeto “aceleracionista” do Vale do Silício é considerado um “profeta do apocalipse da IA” – um ludita que pode muito bem estar do lado da China.Segurança é coisa de “woke” (pessoa que defende pautas identitárias e progressistas).

Assim como também é se preocupar com a saúde mental de seus filhos ou com seus ganhos futuros.

Qualquer coisa que atrapalhe o impulso dos EUA para vencerem a corrida pela superinteligência é considerada ignorante ou burra. Isso inclui a maioria de vocês.

Mas vocês estão em boa companhia. Hoje em dia é raro o público americano concordar em alguma coisa. O medo da inteligência artificial é o mais perto que se chega de um consenso nacional.

Uma clara maioria afirma que a IA fará mais mal do que bem.

Em uma pesquisa recente da NBC, a avaliação negativa líquida da inteligência artificial ficou abaixo da do ICE, o detestado Serviço de Imigração e Alfândega americano.

Uma parcela considerável tanto de democratas como de republicanos se opõe a novos centros de dados.

Mas nem mesmo as fortes preferências dos eleitores são páreo para o poder do lobby das gigantes da tecnologia dos EUA, em especial com o presidente Donald Trump por trás delas.

Ao promover a ideia de que a inteligência artificial, como as marés, é irrefreável, o Vale do Silício conseguiu uma façanha de relações públicas.

O fato de a política americana ser fatalista quanto à sua capacidade de regular o que poderia ser a tecnologia mais desestabilizadora da história para a sociedade é preocupante – em particular em uma república que celebra seu 250º aniversário.

Na prática, não há nada de inevitável quanto à velocidade e à forma da IA, a menos que a democracia abra mão de intervir.

“A IA não é um deus ex machina”, afirma Karen Kornbluh, ex-diretora do Escritório Nacional de inteligência artificial. “Ela é uma criação da humanidade e cabe a nós escolher se exerceremos ou não o controle democrático.”
Para ser justo, o Congresso tem demonstrado certa disposição para resistir. Em duas ocasiões o governo Trump inseriu discretamente uma regra de “preempção” que teria proibido os Estados de regulamentar a IA. O que ficou por dizer é que as agências federais continuariam a agir como líderes de torcidas para deixar o setor fazer o que bem entender.

Em cada caso – no “grande e belo projeto de lei” de Trump, em julho passado, e de novo no orçamento para a Defesa, em dezembro – o clamor público obrigou os redatores a descartarem aquela inserção de duas páginas.

Como o Congresso o decepcionou, Trump publicou uma ordem executiva que decretava o que os parlamentares tinham rejeitado. Entre outros bônus para o setor da inteligência artificial, sua diretiva de março deixou a responsabilidade pela segurança de crianças com os pais, e não com os chatbots de IA.

Seria errôneo descrever a aliança de Trump com os “broligarcas” – os magnatas da tecnologia – como populista. “Plutocrata-populista” se encaixa melhor. De qualquer forma, seu decreto não é inexpugnável.

No mês passado, depois da apresentação prévia do Mythos, a ferramenta de segurança cibernética de um poder sem precedentes da Anthropic, Trump disse que as plataformas de inteligência artificial precisariam buscar aprovação para novos modelos. Mas esse sistema será voluntário, o que o torna sem sentido.

Além disso, quem julgará cada caso será o Departamento de Comércio de Howard Lutnick, o que é como pedir a Trump para auditar os próprios impostos.

O que nos traz à China. Depois de fazer uma preparação mínima para a cúpula de Pequim esta semana, agora autoridades do governo Trump afirmam que ele vai abordar a cooperação na área da inteligência artificial com o presidente chinês, Xi Jinping.

Isso pode colocar Trump contra o consenso da política externa de Washington, que acredita que os EUA e a China estão em uma disputa de soma zero. Mas uma abertura de Trump em relação à IA poderia ser boa para o Vale do Silício. Jensen Huang, da Nvidia, quer vender chips mais avançados para a China.

Trump está frustrado com o controle de Taiwan sobre a produção de semicondutores de ponta. Xi poderia conseguir concessões de Trump na área de IA com promessas de comprar mais soja e o compromisso de não voltar a interromper o fornecimento de terras raras da China.

Não deveria passar despercebido para ninguém que o setor de tecnologia está jogando dos dois lados do campo da China. Em casa, são linhas-duras. No exterior, são pacifistas.

Por um lado, eles enchem de dinheiro aqueles em Washington que argumentam que a regulamentação interna ajudará a China. Por outro, fazem lobby com Trump para vender mais de seus melhores produtos para a China.

Será que em algum momento essa contradição não pode se tornar um problema?

Seja como for, é pouco provável que Trump levante os riscos mais amplos da inteligência artificial, que só poderiam ser resolvidos por um esforço conjunto EUA-China.

Qualquer iniciativa séria de um presidente dos EUA para forjar princípios comuns de IA com a China também seria uma prova de fogo. Isso poderia causar uma divisão entre o Vale do Silício e o bloco político apelidado de “Washington blob”. Mas essa perspectiva é hipotética.

A ideia de que Trump negociaria salvaguardas mundiais é tão real quanto a alucinação de um chatbot.

O trunfo do setor de IA com Trump é que suas avaliações impulsionam o mercado de ações. Portanto, a chance de ele permitir uma regulamentação séria enquanto for presidente é praticamente nula. As “big techs”, e não os trabalhadores americanos, continuam a ser a grande prioridade de Trump.
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May 13, 1:03 PM
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MEC realizará seminário sobre diretrizes para EaD na graduação —

MEC realizará seminário sobre diretrizes para EaD na graduação — | Inovação Educacional | Scoop.it
Evento ocorrerá na quinta-feira feira (14) no plenário do Conselho Nacional de Educação, em Brasília, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube. Encontro discutirá desafios e oportunidades da modalidade
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May 13, 10:52 AM
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The Economist: Será que os líderes da IA ​​se tornarão tão poderosos quanto Ford ou Rockefeller?

The Economist: Será que os líderes da IA ​​se tornarão tão poderosos quanto Ford ou Rockefeller? | Inovação Educacional | Scoop.it
Dario, Demis, Elon, Mark e Sam. As cinco pessoas mais importantes na área da inteligência artificial são tão famosas que basta o primeiro nome para identificá-las. Políticos e jornalistas acompanham atentamente cada palavra que dizem. O ChatGPT, da OpenAI, de Sam Altman, tem mais de 900 milhões de usuários semanais. A Anthropic, de Dario Amodei, desenvolveu um modelo de IA tão eficiente em hacking que causou pânico entre os formuladores de políticas. Demis Hassabis, chefe da área de IA do Google, ganhou um Prêmio Nobel por sua pesquisa científica. Elon Musk, que dirige a xAI , entre outras empresas, é a pessoa mais rica do mundo. A Meta, de Mark Zuckerberg, criou a família de modelos de código aberto mais popular do Ocidente e está investindo somas enormes em pesquisadores de IA na tentativa de alcançar a vanguarda da tecnologia.

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Em um sentido muito real, esses cinco homens detêm o destino da civilização ocidental em suas mãos. Os militares americanos já utilizam suas ferramentas de IA, e alguns dos magnatas (Altman e Musk) demonstram mais entusiasmo por isso do que outros (Amodei). Alguns economistas acreditam que a IA acabará por impulsionar o crescimento econômico. Outros dizem que ela deixará milhões de desempregados. Muitas pessoas temem que ela possa acabar com a humanidade por completo. Desde a fissão do átomo, nenhuma nova tecnologia gerou tanta angústia.
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Today, 2:55 PM
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Iede - Livro “Duas décadas de Ideb: resultados e perspectivas” analisa os impactos e limites do indicador e defende sua reformulação 

Parceria do Iede com a Fundação Santillana e a Editora Moderna, publicação traz estudos de casos e artigos de especialistas. Distribuição é gratuita; acesse!
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Today, 2:40 PM
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Qualidade da educação no país é avaliada como "boa" por apenas 28% dos brasileiros

Qualidade da educação no país é avaliada como "boa" por apenas 28% dos brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um cenário onde 91% dos brasileiros sentem que o mundo está mudando rápido demais — percepção acima da média global de 83% —, a educação se consolida como uma das principais preocupações no país. Em palestra nesta quarta-feira (6), na Bett 2026, maior evento de educação da América Latina que acontece nesta semana, em São Paulo (SP), Rosi Rosendo, diretora da Ipsos-Ipec, revelou dados de pesquisas globais que traçam um panorama dos desafios da educação na era global, com um foco especial no Brasil.

De acordo com  a pesquisa mensal "What Worries the World" (mar/2026), a educação já ocupa o 7º lugar no ranking de preocupações dos brasileiros, em uma lista de quase 20 temas. Essa inquietação é refletida na avaliação do sistema de ensino: segundo a pesquisa "Ipsos Education Monitor" (2025), apenas 28% da população no Brasil considera a qualidade da educação como "boa", um índice inferior à média global de 34%.

"Quando fazemos pesquisa de opinião pública com os brasileiros, as preocupações com questões econômicas, violência e pobreza sempre oscilam nas primeiras colocações. A educação estar em sétimo lugar é importante: o brasileiro anda preocupado com essa questão", destacou Rosendo durante sua apresentação aos participantes no Fórum de Gestores da Bett 2026.

Pobreza e saúde mental: os grandes desafios da juventude

A Ipsos trouxe um recorte sobre os maiores desafios enfrentados pelos jovens. Enquanto a saúde mental surge como a preocupação número 1 na média dos 30 países pesquisados (33%), no Brasil o cenário é mais complexo. Para os brasileiros, o principal desafio enfrentado pela juventude é a pobreza e a desigualdade (40%), seguida de perto pela baixa qualidade da educação (31%) e por bullying e saúde mental (ambos com 30%).

Outro ponto abordado foi a visão da população sobre o impacto da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) no futuro da educação. Os dados mostram uma crescente preocupação no Brasil: a percepção de que a IA terá um impacto "mais positivo do que negativo" vem caindo consistentemente, passando de 37% em 2023 para 27% em 2026. "Estamos vendo que a IA está sendo mais discutida, logo seus efeitos estão sendo mais evidentes, e a preocupação com os impactos negativos passa a ser maior", analisou Rosendo.

Apesar da desconfiança crescente com novas fronteiras tecnológicas, representadas pela IA, o Brasil está entre os 30 países analisados que mais acreditam que as redes sociais são menos problemáticas e banir é menos importante. Na comparação global, Indonésia e França são os países mais propensos a achar que as redes sociais estão entre os maiores desafios que afetam os jovens e são os que mais apoiam uma proibição.
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Today, 11:35 AM
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Natureza probabilística da IA exige revisão humana

Natureza probabilística da IA exige revisão humana | Inovação Educacional | Scoop.it
Na prática, a supervisão humana envolve ao menos: verificar as saídas (outputs) da IA antes de adotá-las; criar protocolos de uso; e familiarizar-se com os fundamentos e meandros da IA, evitando o chamado “viés de automação”, ou seja, a tendência humana de confiar em sistemas automatizados
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May 14, 4:27 PM
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Grupo de pesquisa do Instituto de Psicologia da USP lança coletâneas sobre queixas escolares –

Grupo de pesquisa do Instituto de Psicologia da USP lança coletâneas sobre queixas escolares – | Inovação Educacional | Scoop.it
Dois e-books estão disponíveis gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, com reflexões teóricas e práticas sobre a temática
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May 14, 4:23 PM
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Brasil tem 1,1 milhão em busca de emprego há 2 anos ou mais, diz IBGE

Brasil tem 1,1 milhão em busca de emprego há 2 anos ou mais, diz IBGE | Inovação Educacional | Scoop.it

Dos cerca de 6,58 milhões de brasileiros desempregados no primeiro trimestre, 1,1 milhão deles buscam por uma colocação há dois anos ou mais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O que aconteceu
Número de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais recua. A condição aflige 21,7% dos desempregados entre janeiro e março deste ano. A taxa representa uma redução do contingente na comparação com o mesmo período de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Procura por recolocação profissional há menos de um mês também cai. O contingente na situação corresponde a 1,4 milhão de brasileiros, número 14,7% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2025, quando 1,6 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de 30 dias.
Evolução recente reflete melhora do mercado de trabalho no Brasil. William Kratochwill, analista da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), explica que os resultados consideram a trajetória que renovou a menor taxa de desemprego do Brasil nos últimos meses.

A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela à procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego.
William Kratochwill

Busca por emprego
Desemprego afligia 6,1% da população brasileira no primeiro trimestre. A taxa representa uma leve alta na comparação com os últimos três meses do ano passado (5,1%), mas representa o menor percentual de toda a série histórica, iniciada em 2012, para o período.

Nível de desocupação tradicionalmente cresce no início dos anos. A tendência confirma o cenário observado pelo IBGE com o aumento da busca por emprego nos primeiros meses de cada ano. O movimento se deve ao fim dos contratos de trabalho temporário e às demissões nas áreas da administração pública.

Taxa de desocupação atinge 5,1% dos homens e 7,3% das mulheres. Já o índice por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
Desemprego por nível de instrução também mostra divergências. A desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 7,0%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,7%).

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May 14, 4:16 PM
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Gustavo Miller: Seu coach espiritual e religioso é IA. E você nem sabe

Gustavo Miller: Seu coach espiritual e religioso é IA. E você nem sabe | Inovação Educacional | Scoop.it

Yang Mun é um monge sereno, de vestes laranja.
Sempre aparece sentado diante de imagens budistas, compartilhando sabedoria milenar sobre equilíbrio e harmonia interior.
Vários amigos meus o seguem. Pessoas reais, inteligentes, de perfis completamente diferentes.
O monge soma mais de 6 milhões de seguidores em suas redes sociais.
Só que Yang Mun não existe.
O monge é um avatar gerado por inteligência artificial.
Criado pelo empreendedor israelense Shalev Hani usando ChatGPT, ElevenLabs, HeyGen, Nano Banana e outras ferramentas.
Segundo Hani, ele já faturou mais de US$ 500 mil em seis meses apenas com o personagem..
É que Yang Mun tem um site onde comercializa e-books e programas de 30 dias de bem-estar espiritual.
O detalhe é que se apresenta como um coach digital, jamais cita que é gerado por inteligência artificial.
Ao descobrir o perfil, o número de amigos que o segue e seu faturamento de seis dígitos, a pergunta que não sai da minha cabeça não é "como isso é possível?"
É outra: por que funciona tão bem?
Personagens virtuais que são influenciadores nas redes não é novidade.
A Lu do Magazine Luiza, criada em 2003, é declaradamente um avatar.
Lil Miquela, nos Estados Unidos, nunca escondeu sua natureza artificial.
Eram personagens estilizados, claramente irreais, quase como desenhos animados tridimensionais
A Inteligência Artificial generativa apagou esse limite.
Os avatares de hoje não parecem desenhos. Parecem pessoas.
Falam e gesticulam com naturalidade.
E dominaram uma habilidade que os personagens antigos não tinham: a capacidade de parecer genuínos.
O Coachella 2026 foi o laboratório mais recente desse fenômeno.
Enquanto Justin Bieber e Sabrina Carpenter tocavam no palco principal, influenciadores de IA circulavam pelo festival.
Só que sem ingresso e sem passagem aérea.
Sem existir.
Granny Spills é uma senhora de 75 anos debochada, bon vivant, sem filtros, que dá conselhos de relacionamento amoroso.
Tem mais de 2 milhões de seguidores apenas no Instagram
A personagem postou fotos com membros da família Kardashian e Jenner em cenários reconhecíveis do festival.
Mas o que viralizou foi uma foto dela no backstage com Justin e Hailey Bieber.
Ela usava uma camiseta escrito "Future Mrs. Bieber". Achei real. Levei alguns segundos para entender que não era.
Aitana López também estava por lá
Criada pela agência espanhola The Clueless, Aitana é apresentada como uma jovem de 25 anos.
Cabelos cor-de-rosa, apaixonada por videogames e fitness.
Fatura até 10 mil euros por mês em contratos com marcas.
Tem conta no Fanvue, plataforma similar ao OnlyFans.
E recebe mensagens privadas de pessoas que não fazem ideia de que ela não existe.
Os fãs de Aitana não a seguem apesar de ela ser falsa.
A seguem porque o universo que ela representa (a vida perfeita, as viagens, os looks, a rotina de bem-estar) é real o suficiente para despertar desejo e aspiração.
Ou seja, os novos avatares influenciadores de IA enganam (ou convencem) por outra razão.
O criador do monge Yang Mun pariu outros filhotes digitais por aí.
São 7 avatares no total, que rendem 21 vídeos por dia.
Tem desde um rabino com 40 anos de estudos (Menachem Goldberg) a um senhor aposentado de Nova York (Richard Hale) que se apresenta como bilionário self-made e guru de investimentos.
Todos vendem e-books e outros produtos digitais.
Três personas completamente distintas, explorando um nicho diferente de ansiedade humana: espiritualidade, sabedoria religiosa e sucesso financeiro.
"As pessoas se importam com a mensagem, não com a tecnologia", explica Shalev Hani.
Ele está certo: o que esses avatares vendem não é conteúdo. É pertencimento.
É a sensação de ser compreendido por "alguém" que nunca te julga, nunca está de mau humor e sempre tem a frase certa na hora certa.
O mercado gospel brasileiro é o melhor termômetro disso.
Hikari de Jesus, um jovem asiático tatuado (referência ao K-pop) tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram cantando seus louvores gerados por IA.
Por que funciona?
Porque quem consome esse tipo de conteúdo não está necessariamente buscando autenticidade artística.
Está buscando conforto, motivação e palavras de apoio 24h por dia.
Mas tem um porém.
Quando um avatar de IA oferece acolhimento emocional sem se identificar como máquina, ele não é apenas uma estratégia de marketing agressiva.
É uma forma de manipulação que explora exatamente os momentos de maior vulnerabilidade das pessoas.
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A IA generativa é, por natureza, um sistema de adaptação.
Ela imita linguagem, padrões emocionais, estilos de aconselhamento.
O que poderia ser um acesso eficiente a informações se transforma num bate-papo contínuo com uma figura de autoridade.
O algoritmo se torna pastor, coach e, às vezes, referência moral.
O risco não é só individual. É coletivo.
Nas mesmas redes sociais há diversos vídeos de pessoas pedindo para denunciar o perfil de Yang Mun.
As plataformas, para variar, demoraram demais para agir. Ele continua lá, com contas reservas e tudo.
Afinal, esses conteúdos engajam, prendem os seguidores, criam dependência.
Tudo que as Big Techs querem.
Já existe até um projeto brasileiro para identificar os perfis de IA que fazem marketing de influência espiritual e religioso sem deixarem isso claro.
Chamado de Profetas Sintéticos, trata-se de uma plataforma aberta que usa, olha só, inteligência artificial para validar que é real de quem é virtual.
Até o momento que escrevo este texto, o site diz já ter identificado mais de 60 perfis que não são humanos.
Um deles é o de Aharon Viana, mistura de pastor com cantor country, que tem cerca de 500 mil seguidores no Instagram e vende um "áudio devocional".
A questão é que estamos tão treinados pelos algoritmos a consumir exatamente o que já acreditamos, e a ignorar o que nos desafia, que a mensagem se tornou mais importante que o mensageiro.
Não importa se é um monge real ou gerado por prompt.
Não importa se é uma vovó no Coachella ou um deepfake.
Não importa se a voz de encorajamento vem de um ser humano ou de um servidor na nuvem.
Se ressoa, se conforta, se confirma o que já sentimos?
Consumimos.
E alguém, em algum lugar, está lucrando muito com isso.
A pergunta que fica: se o conforto é real, o engano importa?

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May 14, 4:08 PM
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O pedreiro não vai ser demitido por IA. O emprego do futuro é offline?

O pedreiro não vai ser demitido por IA. O emprego do futuro é offline? | Inovação Educacional | Scoop.it

Fiz uma reforma recente no apartamento.
Contratei um empreiteiro.
Um pintor.
Um eletricista.
E um marceneiro para refazer o piso de madeira.
O primeiro chegou com dois assistentes. Estava ali apenas para supervisionar e visitar outras três obras no mesmo bairro. "Quantas pessoas estão trabalhando para você?", perguntei. "Hoje? Oito", ele respondeu. "Será que a inteligência artificial vai roubar seu trabalho também?", brinquei. A resposta foi uma risada gostosa.
Durante décadas, o roteiro para o sucesso parecia ser claro: estudar, fazer faculdade, conseguir um emprego de escritório, trabalhar com computador, ter um crachá, um plano de saúde e uma cadeira ergonômica...
O sonho de trabalhar com tecnologia virou meta de uma geração inteira a partir do surgimento do computador pessoal. O nascimento das big techs nos anos 1990, o boom da internet, a digitalização e as redes sociais apontavam para o mesmo destino: o futuro do trabalho estava em ficar atrás de uma tela. Ou várias.
A pandemia potencializou isso com a popularização dos nômades digitais. Afinal, bastava um notebook e uma boa conexão para você conseguir trabalhar em qualquer lugar do mundo. Do dia para a noite, todo mundo queria vender um curso, um infoproduto, uma mentoria. Parecia que o trabalho manual havia ficado para trás.
Aí chegou a inteligência artificial generativa e o roteiro virou de cabeça para baixo. Os empregos mais ameaçados não são os de pedreiro ou de eletricista, são os de analista, redator, programador, assistente jurídico, designer, contador... Os chamados empregos de colarinho branco.
Justamente aqueles empregos que pareciam seguros por serem "do futuro" estão sendo automatizados em velocidade assustadora pelos softwares de IA. Enquanto isso, quem trabalha com as mãos está com a agenda lotada - e cobrando bem caro.
Mike Rowe, apresentador do programa "Dirty Jobs" ("trabalhos sujos", na tradução livre) e defensor histórico dos trabalhadores manuais nos EUA, visitou um data center no Texas em março de 2026. Lá, ele encontrou três eletricistas, todos com menos de 30 anos, sem dívidas de faculdade - os empréstimos estudantis são bem comuns nos Estados Unidos.
E havia um detalhe bastante curioso na vida desses três profissionais: eles tinham sido "roubados" de outras empresas três vezes nos últimos 18 meses. "É como o draft da NBA", disse Rowe, comparando o sistema de recrutamento universitário para a liga de basquete americana. Eletricistas especializados em data centers estão ganhando até US$ 260 mil por ano, de acordo com Rowe. E, ah, sem diploma universitário.
Em um país que paga por hora trabalhada, essa procura - e o valor de salário - não é coincidência. Segundo a edição de março de 2026 da revista "Fortune", os EUA vão precisar de cerca de 300 mil novos eletricistas na próxima década para dar conta das novas demandas de tecnologia. No entanto, estima-se que 200 mil estão próximos da aposentadoria.
E isso não é uma novidade para o mercado. Um relatório da McKinsey & Company, de 2024, já previa a escassez de mão de obra técnica nos EUA. Segundo o levantamento, a contratação anual para funções técnicas qualificadas, como eletricistas, soldadores e especialistas em diesel, pode ser mais de 20 vezes o aumento anual projetado em novos postos de trabalho líquidos entre 2022 e 2032.
A inteligência artificial precisa de infraestrutura física, enormes data centers, para existir. E quem constrói essa infraestrutura são pessoas com ferramentas nas mãos. Uma pesquisa da Randstad de 2025 aponta que a revolução da IA está 'gerando uma demanda por trabalhadores qualificados que supera a de profissionais de colarinho branco'.
Aqui no Brasil, o Censo Escolar 2025, divulgado em fevereiro, aponta o mesmo comportamento. As matrículas na educação profissional e tecnológica saltaram 68,4% em cinco anos: de 1,89 milhão em 2021 para 3,18 milhões em 2025. O governo federal projeta R$ 8 bilhões em investimentos no ensino técnico em 2026, com a criação de 600 mil novas vagas.
Mas e quem não tem talento para trabalhos manuais, como este escritor? Entra aqui outra tendência analógica: investir em "boring business". Em português literal: negócios entediantes. Os economistas Owen Zidar (Princeton) e Eric Zwick (Universidade de Chicago) analisaram, para a Universidade de Princeton, 22 anos de dados tributários nos EUA, entre 2000 e 2022. Sabe o que descobriram?
A maior parte dos americanos, dentro do 0,1% mais ricos do país, não são executivos de Wall Street nem fundadores de startups. São donos de empresas "entediantes" no interior do país. Como redes de concessionárias, distribuidoras de bebidas, clínicas dentárias ou franquias de ar-condicionado e lavanderias.
Os pesquisadores batizaram esses empresários de "stealthy wealthy", ou "ricos fora do radar". Negócios que não viram manchete nem rendem estudo de caso de MBA, mas entregam caixa em qualquer ciclo econômico.
Talvez o futuro do trabalho seja mais parecido com o passado do que imaginávamos.

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May 14, 10:15 AM
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‘Parece que a gente está pedindo esmola’: Todos Pela Educação sobre exigência de formação presencial

‘Parece que a gente está pedindo esmola’: Todos Pela Educação sobre exigência de formação presencial | Inovação Educacional | Scoop.it
“O modelo de negócio de ensino superior é baseado na educação a distância”, afirma Cruz. “A gente só aprende a ser professor se relacionado com o outro. Se tem uma profissão que a IA não vai substituir, é o professor.“
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May 14, 8:14 AM
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Universidade sem censura

Universidade sem censura | Inovação Educacional | Scoop.it

A polarização político-ideológica impactou de modo nefasto os princípios fundamentais que regem o ensino superior, por vezes criando um ambiente intelectual sufocado por práticas persecutórias. Como reação necessária, professores e pesquisadores lançaram o Manifesto pelo Pluralismo e pela Liberdade Acadêmica —que já tem mais de mil assinaturas.
Interditos se dão seja por meio de notas de repúdio e campanhas em redes sociais contra docentes, pesquisadores e alunos, seja por meio de boicote a aulas, cancelamento de eventos e intimidação de palestrantes.
Exemplos não faltam. Pesquisa da Universidade Federal Fluminense compilou mais de cem casos nos últimos anos, entre eles o abaixo-assinado de estudantes da USP contra o retorno da professora Janaina Paschoal.
Em 2022, candidatos do Novo foram impedidos de dar palestra na Unicamp; no ano seguinte, ativistas e pesquisadores declararam Richard Miskolci, professor da Unifesp, persona non grata por sua crítica ao conceito de cisgeneridade; em 2024, a UnB cancelou o curso do professor Jorge Gordin, da Universidade Hebraica de Jerusalém, após protestos antissionitas do alunado.
Trata-se de condutas inaceitáveis no ambiente acadêmico. Afinal, o respeito a ideias divergentes, à liberdade de expressão e ao debate racional, baseado em dados e critérios técnicos, é condição essencial da produção de conhecimento. A universidade é, por natureza, antiautoritária.
Por isso, o manifesto demanda o comprometimento com três pilares. Primeiro, a neutralidade institucional: "universidades devem evitar adotar posições oficiais sobre questões políticas ou ideológicas". Já a liberdade acadêmica exige "uma cultura organizacional pró-dissenso" que impeça perseguição e interdição de professores, pesquisadores e alunos por suas opiniões.
Por fim, o pluralismo advoga a expansão dos currículos para que abarquem obras de referência de campos diversos em disputa, como liberalismo, conservadorismo e progressismo.
Pesquisa do Instituto Sivis de 2025 mostra que 48% dos universitários evitam emitir opinião sobre assuntos polêmicos, principalmente sobre política, enquanto outra realizada pela USP e pela UFBA no mesmo ano aponta que 61% dos professores já evitaram certos temas por medo de sanção moral, política ou jurídica.
Universidades precisam conter o autoritarismo que estimula tal autocensura. Só assim poderão cumprir sua missão institucional e garantir legitimidade.

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May 13, 1:14 PM
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Pediatras discutem desafios perigosos na internet e cuidados com crianças e adolescentes nas redes sociais

A abertura ficou a cargo do presidente do DC de Emergência da SBP, dr. Hany Simon Júnior, que apresentou uma revisão sobre o tema. Ele destacou casos de mortes de crianças e adolescentes associados aos chamados “desafios perigosos” e explicou como funcionam os algoritmos das redes sociais que captam a atenção desse público. Também abordou as diferenças e semelhanças entre a dependência digital e outros tipos de vício, os principais formatos de desafios, os sinais e sintomas que podem indicar a participação de um paciente nessas práticas, entre outros pontos relevantes.
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May 13, 1:04 PM
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Pentágono implementa Mythos, da Anthropic, para corrigir falhas | Mundo

Pentágono implementa Mythos, da Anthropic, para corrigir falhas | Mundo | Inovação Educacional | Scoop.it
O Pentágono está implementando o modelo de cibersegurança Mythos, da Anthropic, para encontrar e corrigir vulnerabilidades de software em todo o governo dos Estados Unidos, mesmo enquanto acelera a conclusão de uma transição para deixar de usar a empresa de inteligência artificial, afirmou nesta terça-feira a principal autoridade de tecnologia do Departamento de Defesa.
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May 13, 10:53 AM
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Funcionários da Meta protestam contra monitoramento no trabalho

Funcionários da Meta protestam contra monitoramento no trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it
Novo programa da empresa rastreia movimentos de mouse, teclado e tela; empresa justifica projeto como treinamento de agentes de IA.
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May 13, 10:50 AM
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Limites para a inteligência artificial nas escolas

Limites para a inteligência artificial nas escolas | Inovação Educacional | Scoop.it

O avanço da inteligência artificial forçou sistemas de ensino em todo o mundo a se adaptarem a essa tecnologia. Reveladora desse movimento é a inclusão da disciplina letramento midiático e em inteligência artificial na próxima edição do Pisa, exame internacional de desempenho escolar, em 2029.
No Brasil, uma resolução de 2025 do Conselho Nacional de Educação tornou a educação digital e midiática obrigatória a partir deste ano. Na segunda (11), o órgão estabeleceu diretrizes para o uso de IA nos ensinos básico e superior por meio da aprovação de um parecer prévio —que ainda passará por consulta pública.
O CNE faz uma diferenciação necessária entre as formas de uso. Quanto mais a IA se aproxima de avaliar, vigiar ou decidir o destino do aluno, maior o risco.
No nível de baixo risco, ela serve de apoio administrativo e pedagógico, como em organização de materiais, acessibilidade, revisão de textos sem atribuição de nota e planejamento de aulas.
No risco moderado, a IA interage com alunos, mas não toma decisões automáticas relevantes, casos de tutores virtuais, feedback formativo e apoio à escrita.
O alto risco se dá quando é possível afetar diretamente notas, aprovação ou direitos dos alunos, como em correção automática de provas, monitoramento biométrico e perfilização de alunos com base em comportamento, desempenho e frequência.
Por último está o risco excessivo, único nível proibido: decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão, perfilização para punição e vigilância emocional.
Todos os outros níveis, apesar de permitidos, precisam seguir exigências específicas, que incluem transparência, segurança da informação, restrição de uso de dados, revisão humana, avaliação de impacto, direito de contestação e supervisão contínua.
O parecer também inclui a IA no currículo para que alunos compreendam o funcionamento da ferramenta por meio de análise crítica que identifique limites, fragilidades e periculosidade.
Para lidar com as desigualdades entre redes de ensino, indica-se a necessidade de ampliar a inclusão digital, com adaptação a especificidades locais e regime de cooperação federativa.
Segundo a TIC Educação de 2025, pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, só 54% dos professores tiveram formação sobre ferramentas digitais. Assim, ainda é preciso expandir a capacitação da categoria.
No geral, o parecer é bem-vindo, já que promove a tecnologia sem descuidar da integridade do ensino e dos direitos dos alunos.

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