Inovação Educacional
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July 23, 2024 3:00 PM
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Generative AI enhances individual creativity but reduces the collective diversity of novel content

Creativity is core to being human. Generative artificial intelligence (AI)—including powerful large language models (LLMs)—holds promise for humans to be more creative by offering new ideas, or less creative by anchoring on generative AI ideas. We study the causal impact of generative AI ideas on the production of short stories in an online experiment where some writers obtained story ideas from an LLM. We find that access to generative AI ideas causes stories to be evaluated as more creative, better written, and more enjoyable, especially among less creative writers. However, generative AI–enabled stories are more similar to each other than stories by humans alone. These results point to an increase in individual creativity at the risk of losing collective novelty. This dynamic resembles a social dilemma: With generative AI, writers are individually better off, but collectively a narrower scope of novel content is produced. Our results have implications for researchers, policy-makers, and practitioners interested in bolstering creativity.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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May 8, 5:13 PM
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Webinário marca lançamento de Guia de Clima Escolar Positivo, fruto de parceria do MEC com a | FCC

Webinário marca lançamento de Guia de Clima Escolar Positivo, fruto de parceria do MEC com a | FCC | Inovação Educacional | Scoop.it
Na próxima quinta-feira, 7 de maio de 2026, o Ministério da Educação (MEC) promoverá um webinário que marca o lançamento do Guia Clima Escolar Positivo para o processo de melhoria contínua das escolas, elaborado com apoio técnico da Fundação Carlos Chagas e da Fundação Roberto Marinho. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube a partir das 10h. 
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May 8, 5:03 PM
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New Pearson data shows students build proficiency with AI-powered practice

New Pearson data shows students build proficiency with AI-powered practice | Pearson plc
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May 8, 5:00 PM
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Pais enfrentam desafio de 48 horas sem telas para se reconectar com os filhos

Pais enfrentam desafio de 48 horas sem telas para se reconectar com os filhos | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um fim de semana sem celulares, TVs ou computadores, a repórter Carolina Aguaidas testou os limites da parentalidade moderna: manter a conexão emocional com os filhos em um mundo hiperconectado — e sem dizer “não”.
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May 8, 4:59 PM
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Uso excessivo de telas acende alerta para desenvolvimento infantil

Uso excessivo de telas acende alerta para desenvolvimento infantil | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento mostra que 78% das crianças de zero a três anos e 94% das de quatro a seis anos têm contato diário com celulares, tablets ou TV. Especialistas de Sorocaba (SP) alertam que o uso prolongado pode comprometer o desenvolvimento, a socialização e favorecer quadros de dependência.
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May 8, 4:53 PM
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O que dizem as diretrizes do Ministério da Educação sobre IA e Educação – Understanding Artificial Inteligence

O que dizem as diretrizes do Ministério da Educação sobre IA e Educação – Understanding Artificial Inteligence | Inovação Educacional | Scoop.it
O texto do Referencial trata a integração da inteligência artificial no Ensino Superior e na Pós-graduação de forma fundamentada na maior autonomia e maturidade cognitiva dos estudantes. Sugere que as instituições de ensino devem estabelecer diretrizes de governança e fortalecer comitês de ética para orientar o uso da tecnologia em ensino, pesquisa e gestão acadêmica. De acordo com o Referencial, a IA permite personalizar percursos formativos e apoiar metodologias ativas, mas exige que as avaliações foquem no processo investigativo e na autoria intelectual para assegurar a integridade acadêmica. Na pesquisa científica, ferramentas automatizadas podem auxiliar em análises complexas e revisões de literatura, demandando transparência sobre seu uso e supervisão humana rigorosa para evitar vieses e plágio. O Referencial propõe ainda a necessidade de reformular as licenciaturas para que futuros professores saibam integrar a tecnologia de forma crítica na educação básica. O documento ressalta a necessidade de soberania digital, incentivando o desenvolvimento de soluções nacionais para reduzir a dependência de plataformas globais e proteger dados sensíveis. Por fim, afirma que as universidades devem exercer papel consultivo essencial na produção de evidências que qualifiquem as políticas públicas educacionais brasileiras.
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May 8, 4:51 PM
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Judicialização contra FICS se espalha por 14 estados

Em agosto de 2025, Extra Classe registrou investigações da Polícia Federal (PF) nos atos de revalidação de títulos de mestrado e doutorado da organização na plataforma Carolina Bori, ferramenta de transparência do Ministério da Educação.

Levantamento do Extra Classe mostra uma expansão acelerada da judicialização envolvendo a FICS e instituições parceiras ou intermediárias ligadas à oferta de cursos e programas acadêmicos. Dos cerca de 60 processos identificados entre 2016 até este ano, a maioria das ações foi ajuizada entre 2025 e 2026.
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May 8, 4:43 PM
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Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study – IELS

Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study – IELS | Inovação Educacional | Scoop.it
Esta publicação apresenta os resultados da participação brasileira no IELS, estudo internacional da OCDE, realizado no país por uma coalizão liderada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com parceria técnica do LaPOpE/UFRJ. O estudo foi conduzido com crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em três estados — Ceará, Pará e São Paulo. A pesquisa analisa aprendizagens fundamentais (literacia e numeracia emergentes), funções executivas e habilidades socioemocionais, a partir de uma abordagem que combina avaliações diretas com as crianças e questionários aplicados a famílias e professoras.
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May 8, 3:08 PM
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Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas

Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).

Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
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May 8, 2:56 PM
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Tendências em mídias digitais | Deloitte Brasil

Tendências em mídias digitais | Deloitte Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Para impulsionar a retenção e monetizar o engajamento dos fãs, detentores de fandoms consolidados podem oferecer, ao longo de todo o ano, conteúdos sociais, experiências de compra e experiências exclusivas em seus próprios ambientes.
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May 8, 2:25 PM
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Rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025

Rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025 | Inovação Educacional | Scoop.it

O rendimento proveniente do trabalho continuou sendo a principal fonte de renda da população brasileira. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento habitual do trabalho, o que representa uma variação positiva de 0,7 p.p. em relação a 2024, enquanto 27,1% recebiam rendimentos de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo, oscilando 0,6 p.p. frente ao ano anterior. O crescimento da população com rendimento do trabalho manteve a tendência observada desde 2021, ainda que em ritmo mais moderado do que nos anos imediatamente anteriores.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo também o maior valor da série histórica. Em relação a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

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May 8, 2:15 PM
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Faculdade de sócios BTG Pactual permite 'adoção' de alunos

Faculdade de sócios BTG Pactual permite 'adoção' de alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Por R$ 525 mil ao longo de quatro anos, o Inteli (Instituto de Tencologia e Liderança), faculdade privada fundada pelos sócios do BTG Pactual André Esteves e Roberto Saloutti, convida empresas e executivos a "adotarem" pessoalmente alunos da instituição —isto é, financiar os estudos de alunos.
A doação, no entanto, não é feita para um fundo: patrono e mentorando conhecem as identidades um do outro. O doador pode acompanhar a performance do aluno ao qual a sua doação foi atribuída e oferecer mentoria a ele, se assim quiser.
A bolsa financiada pelo patrono incluiu mensalidade, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio transporte, um notebook e aulas de inglês, custo que a instituição estima em R$ 131.250 por ano por aluno.
Em 2026, um estudante da graduação não-bolsista paga R$ 7.780 mensais pelos cursos. A instituição se declara como uma sem fins lucrativos.
Há também a possibilidade de financiar uma vaga permanente do Inteli, pagando R$ 1.950.000, o que financiaria um aluno a cada quatro anos com renovação automática.
Essa doação ou a adoção de quatro alunos ou mais dão preferência para as empresas ou empresários submeterem projetos a serem resolvidos por estudantes no final da graduação e aplicados nas companhias.
O instituto funciona dentro do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), um dos inquilinos da Cidade Universitária, em São Paulo, ocupada quase em sua totalidade pela USP (Universidade de São Paulo). O Inteli, no entanto, realiza apenas parcerias pontuais com a instituição pública, ainda que ocupe o espaço de um dos campi da faculdade.
O Inteli pretende "ser o melhor instituto de tecnologia da América Latina" com currículo voltado para as sanar dores do mercado corporativo, segundo a chefe do espaço, Maíra Habimorad —que prefere o título de CEO ao de reitora. O corpo docente é em boa parte formado por egressos de empresas e especialistas nesse universo.
Ela descreve a chegada da inteligência artificial como um ponto de diferenciação dos alunos dos intituto que, segundo Habimorad, chegam nas empresas incentivando o avanço da adoção da tecnologia.

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May 8, 2:06 PM
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Cirurgia robótica avança e abre caminho para ampliar acesso no Brasil

Cirurgia robótica avança e abre caminho para ampliar acesso no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Incorporação ao SUS, inteligência artificial e novos modelos operacionais podem expandir o uso da tecnologia, mas desafio da consistência permanece
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May 8, 5:15 PM
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Formação de fôlego é a chave para implementar educação digital e midiática

Formação de fôlego é a chave para implementar educação digital e midiática | Inovação Educacional | Scoop.it
Neste ano de 2026, em que as redes de ensino do país se organizam para atualizar seus currículos de modo a contemplar a educação digital e midiática —novo saber que concilia perspectivas relacionadas à educação tecnológica, para as mídias e para a informação—, uma iniciativa pioneira de formação de profissionais de educação se destaca pela profundidade que o tema merece.

Trata-se do curso de especialização em educação digital e inovação pedagógica na educação básica, que formou, no último mês de abril, sua primeira turma. Uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com cinco universidades federais e coordenado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

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Cerca de 6.400 participantes, majoritariamente de redes municipais de educação, entre professores, gestores e lideranças educacionais, tornaram-se especialistas em educação digital e midiática. Eles agora têm a missão de articular a implementação desse novo saber curricular em seus territórios, atuando como referências para concretizar o que as diretrizes oficiais preveem para essa temática.

Ainda que o Brasil já conte com inúmeras iniciativas de formação, tanto de organizações da sociedade civil quanto de governos —sobretudo por meio da oferta de conteúdos na plataforma Avamec—, a complexidade da vida digital exige que avancemos para além das pílulas de conhecimento, das capacitações instrumentais focadas em ferramentas ou de uma infinidade de minicursos, sem vínculos ou sentido entre si.


Aluno do colégio Dante Alighieri, em São Paulo - Jorge Araujo - 15.jun.15/Folhapress
Uma especialização de fôlego como a oferecida pelo MEC, com carga horária robusta e percurso reflexivo, é o que permite que gestores educacionais atuem como efetivos articuladores do tema curricular em suas redes, favorecendo que docentes transitem da condição de meros replicadores de estratégias educacionais pensadas por especialistas e governos para a de autores de práticas pedagógicas críticas acerca das mídias e das tecnologias digitais.

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O diferencial de cursos com essa natureza reside na capacidade de transformar gestores e professores em investigadores de suas próprias realidades. Com isso, esses atores da educação conseguem desenhar experiências de aprendizagem que dialoguem com os seus dilemas locais, articulando temas previstos nos currículos, como o enfrentamento à desinformação e uso ético da inteligência artificial, com demandas concretas de suas comunidades.

Para que a educação digital e midiática não se torne um "currículo fantasma" —presente no papel, mas ausente na prática—, precisamos de profissionais de educação que compreendam as implicações socioculturais da implementação desse novo saber nas escolas. Isso só se constrói com formação continuada que respeite o tempo de maturação do conhecimento. A experiência dessa primeira turma de especialistas demonstra que, quando há investimento em percursos profundos, o engajamento das redes de ensino deixa de ser uma adesão burocrática e passa a ser um projeto de transformação sistêmica.

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A partir dessa experiência pioneira, espera-se que mais iniciativas de especialização e aprofundamento sejam fomentadas, com o envolvimento de governos estaduais e municipais, universidades públicas e privadas e também do terceiro setor. Somente com um quantitativo crítico de profissionais qualificados e seguros de seu papel será possível garantir que a implementação curricular seja, de fato, participativa e democrática.

A educação para o século 21 não se faz com manuais de instruções, mas com docentes e gestores educacionais com repertório para mediar a relação entre os estudantes e a complexa ecologia midiática contemporânea. A autoria docente, fortalecida pelo saber acadêmico e pela prática reflexiva, é o caminho para que o currículo se torne vida pulsante em cada sala de aula do país.
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May 8, 5:08 PM
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Pearson "Asking to Learn" Report - Bloom's Taxonomy (Anderson & Krathwohl, 2001) visualization

Anderson, L. W., Krathwohl, D. R., Airasian, P. W., Cruikshank, K. A., and Wittrock, M. C. (2001). A taxonomy for Learning, Teaching, and Assessing: A Revision of Bloom’s Taxonomy of Educational Objectives. New York, NY: Longman.
At Pearson, our purpose is simple: to help people realize the life they imagine through learning. We believe that every learning opportunity is a chance for a personal breakthrough. That's why our c.20,000 Pearson employees are committed to creating vibrant and enriching learning experiences designed for real-life impact. We are the world's leading learning company, serving customers in c.200 countries with digital content, assessments, qualifications, and data. For us, learning isn't just what we do. It's who we are. Visit us at pearsonplc.com

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May 8, 5:00 PM
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Building Strong Foundations for Life - Results 2025 International Early Learning and Child Well‑being Study (IELS)

Building Strong Foundations for Life - Results 2025 International Early Learning and Child Well‑being Study (IELS) | Inovação Educacional | Scoop.it
Os primeiros cinco anos de vida de uma criança representam uma janela crítica de oportunidades, mas também de vulnerabilidade. Competências desenvolvidas precocemente preparam as crianças para ter sucesso na educação e para se tornarem adultos saudáveis. Por outro lado, um início desfavorável pode comprometer essas trajetórias positivas. Para os países, poucos investimentos geram benefícios de longo prazo tão significativos quanto garantir que todas as crianças adquiram bases sólidas de aprendizagem.
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May 8, 4:59 PM
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Crianças dormem e aprendem melhor quando há controle de tela

Crianças dormem e aprendem melhor quando há controle de tela | Inovação Educacional | Scoop.it
Conclusão é de estudo suíço feito com adolescentes que tinham acesso ao smartphone à noite restrito pelos pais. Jovens chegavam a dormir mais de quatro horas e meia extras por semana.
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May 8, 4:56 PM
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Como telas, exaustão e falta de apoio afetam a primeira infância?

Como telas, exaustão e falta de apoio afetam a primeira infância? | Inovação Educacional | Scoop.it
Desenvolvimento infantil depende de interações com adultos que estejam emocionalmente disponíveis. Pesquisador de Harvard defende que investimentos públicos priorizem famílias e professores para fortalecer esses vínculos.
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May 8, 4:52 PM
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Resultados inéditos do Brasil no IELS, estudo da OCDE sobre aprendizagem e bem-estar na primeira infância

ealizado no país por uma coalizão liderada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, o estudo mediu o desenvolvimento de crianças em literacia e numeracia emergentes, funções executivas e habilidades socioemocionais em três estados
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May 8, 4:48 PM
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IELS: Alunos pobres acabam pré-escola com menor rendimento

IELS: Alunos pobres acabam pré-escola com menor rendimento | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao terminar a pré-escola, crianças mais pobres já apresentam rendimento significativamente inferior ao das mais ricas, aponta uma pesquisa feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em três estados brasileiros.
Assim, antes mesmo do início do processo de alfabetização, a desigualdade socioeconômica brasileira já prejudica parcela significativa das crianças mais pobres. Essas dificuldades ainda nos primeiros anos de vida tendem a ser ampliadas ao longo da trajetória escolar.
A conclusão é do IELS (Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-Estar na Primeira Infância, na tradução do inglês), feito com a participação de 25 mil crianças de cinco anos de idade de nove países. No Brasil, foram coletadas informações de 2.598 crianças em 210 escolas (a maioria ligada à rede pública) em São Paulo, Ceará e Pará no ano de 2025.
Essa foi a primeira vez que alunos brasileiros da educação infantil foram avaliados. As habilidades são testadas por meio de atividades interativas individuais, em formato lúdico (com jogos e histórias), aplicadas em tablets. No Brasil, o estudo foi aplicado por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com apoio da FMCSV (Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal), voltada para a primeira infância.
Segundo o estudo, as crianças brasileiras alcançaram uma pontuação média de 502 pontos na avaliação de literacia (que, segundo o estudo, engloba compreensão oral, vocabulário e consciência fonológica, habilidades que antecedem a alfabetização). O resultado é similar ao da média internacional, de 500 pontos.
Os dados, no entanto, mostram diferenças significativas em relação ao nível socioeconômico de suas famílias. As crianças mais pobres tiveram uma pontuação média de 487 pontos, enquanto as mais ricas alcançaram 521 pontos.
A mesma desigualdade é verificada na avaliação de numeracia, que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, como a habilidade de contar, comparar quantidades e até mesmo resolver pequenos problemas cotidianos. Na média, as crianças brasileiras registraram 456 pontos —número significativamente abaixo da média internacional, de 500 pontos.
Nessa avaliação, a desigualdade brasileira é ainda mais intensa. As crianças mais pobres tiveram uma média de 429 pontos, e as mais ricas, de 484 pontos.
Os responsáveis pelo estudo indicam que outras pesquisas e evidências já apontaram como as desigualdades socioeconômicas impactam no aprendizado, sobretudo no desenvolvimento de habilidades matemáticas.
"Para gestores públicos, esse achado é central: políticas voltadas à equidade precisam atuar, de forma robusta e prioritária, antes do ensino fundamental, a partir de ações intersetoriais e interseccionais. A redução das desigualdades na primeira infância é estratégica para alterar as trajetórias, ou seja, diminuir a associação entre o perfil socioeconômico das famílias e os resultados educacionais das crianças", diz o relatório.
Outros dados do teste mostram como essas desigualdades se manifestam. Por exemplo, 80% das crianças mais ricas chegam aos cinco anos de idade sabendo identificar os numerais ou uma sequência numérica. Enquanto entre as mais pobres, apenas 68% desenvolveram essa habilidade.
Mostram também que 42% das crianças mais ricas conseguem entender o conceito de subtração ou adição com até dez objetos. Enquanto entre as mais pobres, só 26% alcançaram essa habilidade.
"O estudo mostra que as desigualdades de aprendizagem começam muito antes do ensino fundamental. Aos cinco anos, já observamos diferenças importantes associadas às condições sociais das crianças e ao seu contexto de vida", diz Tiago Bartholo, doutor em educação e um dos pesquisadores da UFRJ responsáveis pela aplicação do estudo no Brasil.
Os dados também indicam outras dimensões das desigualdades por gênero e raça e como elas seus efeitos são cumulativos. Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades em diferentes domínios.
"Um dos achados mais importantes do estudo é que as desigualdades não atuam isoladamente —elas se acumulam. Quando diferentes fatores sociais e econômicos se combinam, as diferenças de aprendizagem se ampliam de forma significativa, o que reforça a necessidade de políticas mais integradas desde a primeira infância", diz Bartholo.
Em literacia, as meninas brasileiras tiveram uma média de 508 pontos, enquanto os meninos obtiveram 497 pontos. Já em numeracia, eles têm média um pouco superior de 458 pontos —a delas é de 454, diferença considerada pequena estatisticamente.
"As diferenças observadas em numeracia são muito pequenas ao final da educação infantil, sugerindo que as desigualdades de gênero nesse domínio tendem a se construir gradualmente ao longo da escolarização e não estão presentes de forma significativa no início da escolarização formal", diz o relatório.
Marina Fragata Chicaro, diretora de políticas públicas da FMCSV, destaca que o estudo, inédito no país em avaliar essa etapa da educação, traz indicações importantes sobre ajustes e inovações a serem feitas em políticas para a primeira infância.
"Nós sabemos que o Brasil tem 329 mil crianças fora da pré-escola, mas a gente não sabe qual é a qualidade do ensino que estão recebendo aquelas que já estão dentro da escola. Os dados nos indicam que é preciso garantir mais oportunidades para que as crianças se desenvolvam de forma completa", diz.
Para além das experiências vividas na pré-escola, o estudo também traz informações sobre o ambiente familiar das crianças já que ele ocupa lugar central na aprendizagem e desenvolvimento de habilidades cognitivas, linguísticas e socioemocionais. A pesquisa encontrou diferenças significativas de acordo com o nível socioeconômico das famílias.
Entre as crianças mais ricas, 57% dos pais responderam que frequentemente (de 3 a 7 vezes na semana) cantam músicas ou recitam poemas e rimas infantis. Já entre as mais pobres, apenas 31% disseram fazer o mesmo com essa frequência.
Nas famílias mais ricas, 24% dos pais disseram ler livros para a criança com frequência. Entre os mais pobres, foram apenas 9%. Mesmo as práticas diárias mais simples, como conversar sobre sentimentos, são mais frequentes em famílias de alto nível socioeconômico, sendo relatado por 69% dos pais —contra 47% dos mais pobres.
Para os pesquisadores, além da atenção à qualidade do ensino na pré-escola, o país também precisa desenvolver políticas públicas para ampliar as oportunidades de aprendizado das crianças dentro de casa.
"O país precisa avançar em ações que ajudem os pais a entender como podem contribuir para o desenvolvimento de seus filhos. Tendo escola e família trabalhando em parceria e de forma complementar, esses resultados podem melhorar muito", diz Beatriz Abuchaim, gerente da FMCSV.

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May 8, 4:40 PM
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Criança de 5 anos que usa tela todo dia consegue aprender? Estudo mapeou isso pela 1ª vez no País

Criança de 5 anos que usa tela todo dia consegue aprender? Estudo mapeou isso pela 1ª vez no País | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa feita pela OCDE em nove países, incluindo o Brasil, mostra desenvolvimento prejudicado pela exposição a dispositivos digitais; avaliação mediu vocabulário, resolução de pequenos problemas e habilidades socioemocionais
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May 8, 2:58 PM
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Fuvest faz 50 anos e descarta IA: ‘Tem funcionado tão bem com os humanos’, diz diretor

Fuvest faz 50 anos e descarta IA: ‘Tem funcionado tão bem com os humanos’, diz diretor | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante 50 anos, 387 mil pessoas viveram a emoção de ver seus nomes na lista do mais conceituado vestibular do País, a Fuvest. Para a comemoração este ano, a instituição vai lançar um site que permitirá que todos os aprovados possam rever seu nome na relação de novos alunos da Universidade de São Paulo (USP).

Nesse período, a prova tradicional e temida, que surgiu em 1976 para acabar com a influência de professores na aprovação de novos estudantes, já deixou de ser tão conteudista. Incluiu cotas raciais e sociais e passou a considerar só autoras mulheres na lista de livros obrigatórios. Mas descarta a inteligência artificial.

“Sinceramente, não tenho segurança nenhuma e, enquanto eu for diretor, não haverá o uso de inteligência artificial nem para fazer questão nem para corrigir”, diz o atual diretor da Fuvest, Gustavo Mônaco, em entrevista ao Estadão.

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Para ele, não há por que mudar um modelo que “tem funcionado tão bem com os humanos” e que, ao incluir IA, poderia gerar vieses. “Porque ela começa a ler muita coisa que vai numa certa direção, de uma certa pasteurização, e ela vai tendendo a não aceitar outros modelos”, diz. Dessa forma, acredita, redações mais criativas ou com um repertório mais diferenciado poderiam até ter uma avaliação negativa da máquina.

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A única eventual utilização, que ainda está na fase de discussão, segundo Mônaco, poderia ser uma análise da IA que pudesse predizer quantos alunos acertariam uma questão considerada fácil ou difícil pela banca de elaboradores.

Essa forma de elaborar a prova, que ele chama de “artesanal”, garante ao vestibular um respeito quase inquestionável, desde 1976. “Confesso que nunca recebi uma mensagem de ninguém perguntando se fulano tinha ou não tinha passado no vestibular. É de fato uma reputação que hoje blinda completamente qualquer tipo de tentativa de ingerência.”

Para os milhares de jovens que sonham ainda com a alegria do nome na lista da Fuvest, ele aconselha persistência. “É uma competição. Nem sempre na competição a gente vai ter o melhor posicionamento naquele momento. Se a gente não tentar de novo, a gente não vai saber o que é que poderia ter acontecido.”
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May 8, 2:45 PM
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Vida e Morte das Universidades 

Em artigo recente, os economistas David Cutler e Edward Glaeser tratam de explicar como as universidades têm sido capazes de existir por mais de mil anos, e o papel importante que elas desempenharam e ainda desempenham em várias partes do mundo (”How Have Universities Survived for Nearly a Millennium”, NBER Working Paper 35079, 2026). O segredo, dizem eles, está na combinação entre uma cooperativa de professores, com autonomia substancial sobre ensino e pesquisa, e entidades externas de financiamento e controle — Igreja, governos, filântropos, empresários, doadores. Eles têm interesses diferentes, mas que convergem. Os professores querem um lugar onde tenham liberdade para exercitar sua curiosidade, desenvolver e expor suas ideias sem se preocupar com de onde vem o dinheiro; e os controladores querem um lugar para onde possam mandar seus jovens e os melhores profissionais sejam formados. Cada um precisa ceder um pouco. Os professores precisam gastar tempo dando aulas e não exagerar em suas liberdades, a ponto de os controladores cortarem seus recursos; e os controladores precisam se cuidar para não forçar os professores a fazer o que não querem, matando a galinha de ovos de ouro. Com o tempo, as universidades foram crescendo e se transformando pelos dois lados, instalando laboratórios e infraestrutura de pesquisa, organizando museus e atividades culturais, entrando em competições esportivas, e desenvolvendo pesquisas de interesse civil e militar. É esta multiplicidade de funções e interesses que faz com que as universidades se mantenham e floresçam.

Como às vezes acontece, os economistas redescobrem e organizam de forma elegante ideias que já eram conhecidas entre cientistas sociais que estudaram estas questões. Um deles, Burton R. Clark, desenvolveu um modelo também simples e elegante da coordenação das universidades que ficou conhecido como o “Triângulo de Clark” (Clark, B. R., The Higher Education System: Academic Organization in Cross-National Perspective, University of California Press, 1983). Neste modelo, as universidades contemporâneas vivem dentro de um triângulo com três vértices: o governo, a corporação acadêmica e o mercado, formado pelos estudantes e empresas que contratam seus serviços. Cada um puxa e pressiona para seu lado, e as universidades se aproximam de um ou outro vértice conforme a força de cada um. O interessante deste modelo é que ele permite entender como as universidades podem ser diferentes conforme o país e se transformar ao longo do tempo, movendo-se conforme varia a força de cada polo. E, tal como Cutler e Glaeser, mostra que as melhores e mais duradouras universidades são as que conseguem não ser dominadas por nenhum dos polos, aproveitando as vantagens e recursos de cada um. Universidades autônomas não são as que são controladas por suas corporações internas, mas as que têm capacidade de se movimentar dentro do triângulo buscando onde possam maximizar os diferentes interesses sem perder a força vital de seus professores.

Nestas movimentações, muitas instituições criadas para fins práticos acabam se tornando mais acadêmicas, em um processo conhecido como academic drift, ou deriva acadêmica. Um autor inglês, Jonathan Harwood, explica este processo pela hierarquia de status que existe no campo acadêmico, que dá mais prestígio e recursos para os cientistas que fazem pesquisa básica do que para os que se dedicam ao ensino ou a trabalhos aplicados (”Understanding Academic Drift: On the Institutional Dynamics of Higher Technical and Professional Education”, Minerva, 48, 2010). Estes desvios de função podem ter resultados positivos, como por exemplo em centros de pesquisa em agricultura que se envolveram em pesquisas acadêmicas sobre genética, e acabaram por revolucionar o campo das ciências agrárias; ou negativos, como parece ter ocorrido com os antigos Centros Federais de Educação Tecnológica brasileiros, que, ao serem elevados à condição em institutos universitários em 2008, se transformaram, de boas escolas técnicas, em instituições que hoje se dedicam sobretudo a formar bacharéis e professores do ensino médio como tantas outras.

Muitas instituições, no entanto, nem sobrevivem nem se transformam, mas simplesmente decaem. Quem, olhando para a América Latina, descreveu este mecanismo meio século atrás foi o economista Albert Hirschman (Exit, Voice, and Loyalty: Responses to Decline in Firms, Organizations, and States, Harvard University Press, 1970). Quando instituições perdem eficiência e estão sujeitas às regras do mercado, as pessoas se afastam delas, e elas desaparecem. Quando elas são públicas e desempenham funções indispensáveis, as pessoas protestam, os governos vêm em seu socorro, e elas renascem. O pior é quando elas são públicas mas perdem o monopólio para outros concorrentes. Elas não morrem, mas definham. O exemplo de Hirschman eram as antigas ferrovias, sufocadas pelas rodovias, e os exemplos atutais podem ser tanto os Correios quanto muitas universidades públicas da região, cujas greves e protestos se arrastam e cada vez menos se ouvem.
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May 8, 2:20 PM
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Copernicus: 2ª maior temperatura dos oceanos em abril - 07/05/2026 - Ambiente - Folha

Copernicus: 2ª maior temperatura dos oceanos em abril - 07/05/2026 - Ambiente - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O mês de abril confirmou a tendência de aquecimento da superfície dos oceanos neste ano com o registro da segunda temperatura mais alta da história. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo serviço Copernicus, da União Europeia, que monitora a mudança climática no planeta.

A média de temperatura da superfície dos oceanos no mês de abril foi de 21°C, inferior apenas à marca registrada no mesmo mês em 2024, o ano mais quente da história. Em grande parte do Pacífico tropical, da linha do Equador até a costa dos Estados Unidos, as marcas verificadas foram recorde.

A variável, que por padrão exclui as regiões polares, é um indicador importante do aquecimento global, provocado sobretudo pela queima de combustíveis fósseis. Cerca de 90% do excesso de calor gerado pela atividade humana é absorvido pelos mares.
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May 8, 2:09 PM
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Gramado Summit: IA gera homogeneização do conteúdo

Gramado Summit: IA gera homogeneização do conteúdo | Inovação Educacional | Scoop.it
A homogeneidade da criação de conteúdo com uso de IA também foi tema de debate entre as blogueiras Giovanna Ferrarezi e Nathalie Billio. Conhecidas por conteúdos super produzidos e por roteiros que fogem do óbvio, como o "Diário Pós Detox de Rolas" e "Vida Adulta Gameshow", ambas começaram na Creator Economy antes da profissionalização do meio, no início da década de 2010.
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May 7, 9:31 AM
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Quando a IA pensa por nós: os riscos da 'dívida cognitiva' na educação

Quando a IA pensa por nós: os riscos da 'dívida cognitiva' na educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Em palestra na Bett Brasil, nesta terça-feira (5), o pesquisador chileno Cristóbal Cobo alertou que delegar nossa cognição às máquinas sem senso crítico pode atrofiar capacidades essenciais. Com passagens pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e pela Fundación Ceibal (Uruguai), o especialista defende uma redistribuição da inteligência: nela, o professor deixa de ser um mero produtor de conteúdo para se tornar um curador sistêmico e ético.
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