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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
May 4, 3:42 PM
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No início do século 20, quatro grandes rupturas (Revolução Russa, teoria da relatividade de Einstein, abstracionismo na pintura e dodecafonismo na música) alteraram a compreensão humana sobre o mundo, forjando a moldura intelectual e espiritual de um período de convulsão, com duas guerras mundiais. Cem anos depois, nos deparamos novamente com quatro grandes transformações (IA, edição genômica, crise das democracias liberais e fragmentação da autoria artística) que estremecem o modo como ordenamos a vida. Autor analisa o que podemos aprender com acertos e erros do século passado para construir uma sociedade mais livre e justa.
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Inovação Educacional
May 4, 3:39 PM
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No livro "Exponential", Azeem Azhar observa que grandes transformações tecnológicas raramente se propagam de forma linear. Elas interagem com sistemas sociais complexos, produzem efeitos em cadeia e costumam começar de forma localizada, para depois reorganizar mercados, instituições e hábitos.
Sabemos onde a inovação começa. Raramente sabemos onde ela termina. A inteligência artificial parece ser precisamente esse tipo de mudança: rápida, transversal e capaz de alterar, ao mesmo tempo, a forma como trabalhamos e a forma como o Estado entrega valor à sociedade. É sob esses dois ângulos que vale observar o tema.
Há, com razão, apreensão sobre os efeitos da IA no mercado de trabalho. Mas o debate público ainda oscila entre o alarme e a fantasia. Na América Latina, o quadro tem nuances. Estudo conjunto da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e do Banco Mundial mostra que entre 26% e 38% dos empregos da região estão expostos à IA generativa, mas apenas entre 2% e 5% correm risco de automação integral.
Fido Nesti /Folhapress Em contrapartida, entre 8% e 14% dos postos podem registrar ganhos de produtividade. Trabalhos do Morgan Stanley também apontam aumento de produtividade nos setores mais expostos à IA nos Estados Unidos e sugerem que eventuais perdas de emprego podem ser temporárias. O quadro, portanto, parece combinar eliminação de postos de trabalho no curto prazo e aumento de eficiência no médio prazo. Nos Estados Unidos, estudos indicam desemprego crescente entre jovens recém-formados.
Também é importante notar que a exposição não está concentrada onde muitos imaginam. Na América Latina, os mais afetados tendem a ser trabalhadores urbanos, formais e mais escolarizados. A IA não pressiona apenas o trabalho manual ou de baixa renda. Ela incide sobre uma parte do emprego formal que a região levou décadas para construir. O maior risco não é perder vagas, mas atravessar uma transição desorganizada, na qual a tecnologia substitui tarefas antes que educação, infraestrutura e qualificação permitam capturar seus ganhos.
folha mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
Carregando... Larry Fink, da BlackRock, em sua carta anual de 2026 para investidores, sintetizou bem a dimensão distributiva do problema: tecnologias transformadoras criam valor extraordinário, mas esse valor tende a se concentrar em quem as constrói e controla. Se a produtividade cresce sem distribuir seus ganhos, a prosperidade se afasta da maior parte da sociedade, aprofundando desigualdades pré-existentes. A desigualdade crescente decorrente desse processo pode servir de combustível para maior polarização e para a expansão de programas compensatórios.
Para a América Latina, esse risco é agravado por uma combinação já conhecida de baixa produtividade e informalidade. A produtividade do trabalho na região é menos de 40% da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e mais da metade dos trabalhadores ainda opera na informalidade. O FMI (Fundo Monetário Internacional) aponta, porém, um caminho: a IA pode elevar a produtividade do setor formal e reduzir a informalidade. O problema da região talvez não seja IA demais, mas IA de menos, adotada tarde e de forma desigual.
No Brasil, as oportunidades parecem mais amplas do que se supõe. Estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aponta que os setores com maior demanda por habilidades ligadas à IA incluem serviços profissionais, informação, manufatura e governo. O país possui ao menos 144 unidades de pesquisa dedicadas à IA, figurando entre os principais polos da área na América Latina. Mas é preciso transformar esse potencial em aplicação concreta. O diferencial competitivo migra da execução mecânica para a criatividade, para a capacidade de supervisionar sistemas inteligentes e transformar conhecimento em ação.
1 5 IA já aparece em outdoors e carros autônomos pelo Vale do Silício
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Há, porém, uma segunda dimensão do debate que segue subexplorada: a IA como instrumento de transformação do serviço público e de reequilíbrio fiscal pelo lado da eficiência. Essa agenda já ganhou escala internacional. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram recentemente um novo modelo de governo pelo qual, em dois anos, 50% dos setores, serviços e operações governamentais deverão funcionar com IA agêntica, tornando o país o primeiro a operar nessa escala com sistemas autônomos. Em um mundo em que o déficit global permanece em 5% do PIB e a dívida pública global chegou a 95% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025 —com o FMI projetando mais de 100% até o fim da década— o desafio central dos Estados modernos já não é apenas cortar gastos, mas gastar melhor. No Brasil, onde a compressão do espaço fiscal convive com demanda crescente por serviços públicos, essa equação é ainda mais urgente.
O Brasil já provou que pode realizar transformações relevantes quando acerta a estratégia. O Pix incorporou mais de 70 milhões de pessoas ao sistema financeiro formal e revolucionou o sistema de pagamentos a um custo marginal próximo de zero —por meio de uma infraestrutura pública digital bem desenhada. A IA pode replicar essa lógica em escala ainda maior. Há exemplos concretos, mas localizados. O Tesouro Nacional reduziu de 1.000 para 8 horas, com acurácia de 97%, uma classificação orçamentária realizada com redes neurais —ganho superior a 12.000%, reconhecido pelo FMI como referência. A Alice, que utiliza técnicas de mineração de texto e inteligência artificial, já evitou R$ 11,7 bilhões em contratos suspeitos, segundo a CGU (Controladoria-Geral da União). São resultados documentados de um Estado que começa a descobrir que a automação inteligente não apenas reduz custos, mas melhora entregas.
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028. Se produzir sequer uma fração dos ganhos já observados nas iniciativas do Tesouro e da CGU, o retorno fiscal será considerável. Não se trata de gasto corrente, mas de investimento com retorno mensurável.
Em minha coluna anterior, argumentei que um ajuste crível poderia inaugurar um círculo virtuoso de queda dos juros. A IA pode potencializar esse movimento: reduz despesas, melhora serviços e devolve credibilidade ao mostrar que o Estado é capaz de fazer mais com menos. Não precisamos escolher entre um Estado melhor e um Estado fiscalmente responsável. Com a estratégia correta, os dois podem —e devem— ser o mesmo Estado. O Brasil já ajudou a inventar o futuro do dinheiro. Está na hora de ajudar a inventar também o futuro digital do governo.
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Inovação Educacional
May 4, 3:32 PM
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O mercado financeiro confirmou na semana passada: a inteligência artificial não é a nova corrida espacial. A comparação, repetida à exaustão, é sedutora, com a disputa entre gigantes e a polarização entre Estados Unidos e China. Mas o silogismo falha em um ponto central: na corrida espacial, chegar primeiro era a vitória; na IA, quem chega primeiro abre caminho para competidores. Na rodada de balanços do primeiro trimestre, concentrada no fim do mês, Microsoft, Amazon, Meta e Alphabet divulgaram resultados fortes, com indicadores acima das expectativas de bancos e casas de análise, em muitos casos. A Amazon reportou aumento na receita de 17% em relação ao mesmo período no ano anterior. A Microsoft também apresentou crescimento relevante, com expansão da divisão de nuvem. A Meta, por sua vez, registrou uma alta de 33% na receita, enquanto o Google mostrou aceleração de ganhos em publicidade e em nuvem. Na leitura simples: todas com crescimento forte. O caminho das ações depois da divulgação, entretanto, foi o contrário de linear. Enquanto o preço dos papéis do Google avançou com força e a Amazon teve reação mais moderada, Microsoft, Nvidia e, principalmente, Meta viram suas ações tombar na Bolsa. A diferença percebida está em relação à capacidade das empresas de criar fossos econômicos, ou "moat", em inglês, jargão mais comum no mercado financeiro. A lógica é a dos castelos medievais: de pouco adianta ter uma linda e sólida construção se seus inimigos podem chegar com facilidade aos portões, empunhando tochas, aríetes e espadas. Nas últimas décadas, o fosso competitivo das gigantes de tecnologia estava no algoritmo e, muitas vezes, no marketing. Quem chegava na frente capturava o público e via os custos de produção sendo diluídos no avançar do volume de clientes ou "usuários", como se diz nesse mercado e no de drogas. A inteligência artificial parece mudar essa dinâmica. O diferencial técnico é rapidamente assimilado por concorrentes. Veja pela quantidade de agentes de IA anunciados diariamente nas redes sociais. A cada peça publicitária, um influenciador afirma que os outros produtos estão ultrapassados. Os ciclos de desenvolvimento estão mais curtos, e a barreira de entrada no desenvolvimento de aplicações parece cada vez menor, ao mesmo tempo que a competição na infraestrutura —data centers, chips e capacidade de processamento— se torna mais concentrada e intensiva em capital. Agora, a tentativa de construção dos fossos econômicos ficou mais clara nos balanços, concentrando a atenção do mercado. Alphabet e Microsoft ampliam investimentos em data centers e chips, enquanto a Meta acelera a construção de infraestrutura própria para treinamento de modelos e a Amazon amplia seu foco em data centers. Segundo estimativas divulgadas no mercado, essas quatro empresas devem investir algo próximo de US$ 700 bilhões em inteligência artificial em 2026. O tamanho do investimento chama a atenção, mas o que está em jogo é como ele está migrando do desenvolvimento da IA, por si só, para a criação de uma vantagem competitiva que imponha barreiras reais à entrada de concorrentes. Na Guerra Fria, colocar uma bandeira na Lua consolidava uma liderança difícil de contestar. Na inteligência artificial, chegar mais rápido hoje não garante mais a liderança de amanhã.
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May 4, 11:26 AM
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Novo PNE entra em vigor com um ano de atraso e estabelece metas para a área até 2034 Entre os objetivos está a previsão de alcançar o investimento de 10% do PIB para o setor
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May 4, 9:18 AM
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As propostas devem ser submetidas até 27 de maio, por meio da Plataforma Integrada Carlos Chagas. O edital terá vigência de quatro anos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, totalizando R$ 120 milhões — distribuídos em R$ 30 milhões anuais. Cada projeto poderá receber até R$ 1,5 milhão.
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Inovação Educacional
May 4, 9:18 AM
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n April 13th, the U.S. Department of Education published final language for its grantmaking priorities for advancing artificial intelligence (AI) in education. While far from perfect, that language includes some of the recommendations submitted by the Institute for Family Studies.
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May 4, 9:16 AM
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O Ministério da Educação (MEC) determinou a suspensão imediata do ingresso de novos estudantes no curso de Medicina da Ulbra em Gravataí. A decisão consta em portaria da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), publicada em 28 de abril, e ocorre após a constatação de oferta do curso em desconformidade com a legislação educacional.
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May 4, 9:07 AM
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O que é uma boa aula? Para responder a essa pergunta, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) realizou uma pesquisa com alunos de Ensino Médio dos três Estados da região Sul. O levantamento, que contou com a participação de 880 jovens, revelou que o engajamento nas aulas depende mais de conexão e mediação humanas do que de recursos tecnológicos. Os resultados reforçam que, na percepção dos estudantes, o professor ocupa papel central no processo de aprendizagem. A pesquisa contou com duas etapas: uma com respostas alternativas e outra com uma questão dissertativa. Na parte alternativa, o pedido era que fossem assinaladas as afirmações que mais contribuíssem para que uma aula fosse significativa e envolvente. O que é uma boa aula para alunos de Ensino Médio Das 12 opções para as respostas alternativas, as cinco mais marcadas foram: Receber apoio e mediação do professor para compreender conteúdos mais complexos 598 marcaram 68% Realizar atividades fora de sala de aula em situações reais, em laboratórios, instituições, empresas e/ou em ambientes acadêmicos e universitários, como em eventos 582 marcaram 66% Relacionar o conteúdo da aula com experiências pessoais, profissionais e outras situações reais 563 marcaram 64% Ter clareza nos objetivos da aula e uma estrutura que facilite o acompanhamento do conteúdo 542 marcaram 61,6% Participar em variadas dinâmicas de interação em sala de aula, com a possibilidade de tanto interagir com colegas e professor quanto realizar atividades individuais 491 marcaram 55,8% Imagens StockAdobe.com Fonte: Unisinos A alternativa “Utilizar recursos digitais e tecnologias que tornam o aprendizado mais interativo”, por outro lado, ficou em sétimo lugar e foi marcada por 409 jovens – menos da metade dos participantes – o que sugere que esses recursos são percebidos como complementares. Já a questão dissertativa foi: “Pense nas melhores aulas que você já teve. O que elas tinham de especial? Quais elementos contribuíram para que você aprendesse mais e se sentisse motivado ou envolvido?”. No total, 778 alunos a responderam. LEIA MAIS “Programas antibullying são perda de tempo se ignoram dificuldade de denunciar”, diz autora que inspirou "Meninas Malvadas”
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Entre os relatos, são recorrentes descrições de aulas marcadas pela proximidade com o professor, pela didática e pela conexão com a realidade. “Um professor que ama o que faz e ensina de forma envolvente”, escreveu um estudante. Outro aluno destacou a importância da “interatividade entre professor e aluno, onde se consegue tirar todas as dúvidas”. Também aparecem referências a aulas que “não pareciam aulas, com eventos reais”, indicando valorização de experiências práticas e menos tradicionais.
Pesquisa buscou entender a percepção dos estudantes de Ensino Médio. Félix Zucco / Agencia RBS Aprendizagem como ato humano Gerente de Desenvolvimento do Ensino da Unisinos, Cristiane Schnack afirma que o estudo está inserido em um projeto mais amplo da universidade, voltado à aprendizagem experiencial. — Esta pesquisa não é uma iniciativa isolada, mas parte de um programa, que se articula de forma muito íntima com a formação docente — explica a educadora. Cristiane destaca que os resultados evidenciam algo já observado na literatura da área, mas que ganha força quando parte da escuta dos próprios alunos. LEIA MAIS Protagonismo feminino: meninas transformam debate sobre igualdade e liderança em escolas do RS
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— Chama a atenção a importância da mediação pedagógica no processo de aprendizagem, e que a mediação mais valorizada é a dos professores. Isso reforça a importância da interação social, da conexão humana para a aprendizagem como um ato humano — observa a gerente da Unisinos. Pró-reitor Acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos, Gustavo Borba coordena um grupo de pesquisa que busca analisar os espaços de aprendizagem, sejam eles físicos ou virtuais, e percebeu que, normalmente, o debate sobre o que é uma boa aula acaba não passando pelo aluno. — Sempre projetamos as salas de aula da melhor forma possível, com paredes que podem ser riscadas, com cadeiras com rodinhas e tudo o mais, mas o que, de fato, é uma boa aula para o aluno? E alguns resultados dessa pesquisa são muito interessantes, porque a gente fica falando em tecnologia, inteligência artificial, mas, quando perguntamos para os alunos, eles trazem coisas que fogem desse lugar — destaca Borba. O pró-reitor avalia que o resultado ressalta a importância do professor na aprendizagem, independentemente do espaço em que a aula seja ministrada, ainda que uma boa infraestrutura facilite esse processo. LEIA MAIS Cuidar para preservar: projetos educacionais levam debate sobre água e meio ambiente para dentro das comunidades
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Borba também destaca que o engajamento está diretamente ligado à interação em aula: — Na realidade, é na interação entre eles que se dá a aprendizagem. O espaço, por exemplo, ou qualquer tecnologia, é um meio para que isso aconteça. Segundo o docente, reconhecer a diversidade de experiências dentro da sala de aula é uma das competências centrais do professor contemporâneo. — À medida que eu consigo capturar a potência dessa pessoa, eu consigo, a partir dos estudantes, desenvolver mais conhecimento e maior engajamento — avalia Borba. A pesquisa foi realizada entre os meses de setembro e novembro de 2025 em escolas do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Apesar de o questionário ter sido respondido de forma online, a pesquisa foi aplicada em salas de aula. O estudo foi realizado em uma parceria entre as atividades de formação docente e o Instituto para Inovação em Educação da Unisinos.
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May 4, 8:34 AM
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Consulta à sociedade começa nesta quinta-feira e busca recolher contribuições para aperfeiçoar o documento que delimita conceitos essenciais da Lei
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May 4, 8:24 AM
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A proposta do Ministério da Educação (MEC) para renegociação das dívidas junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) prevê desconto de até 99% do valor consolidado do débito, nos casos de pessoas inscritas no Cadastro Único para Benefícios Sociais (CadÚnico) do governo federal.
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May 4, 8:22 AM
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Generative Artificial Intelligence (AI) has entered university classrooms at a remarkable speed, challenging not only how students learn but also how teachers can tell where thinking is happening1,2,3. AI use shows more than rapid adaptation to a new tool: it also exposes how academic training has long shaped the questions students ask. Conventionally, many questions are framed to elicit coherence rather than conflict, synthesis rather than uncertainty, for example: “Summarise the state of knowledge …”, “Explain the mechanisms of…”. Put to an AI system, the responses often smooth disagreement and blur the limits of evidence4,5. The challenge in AI use is therefore not how far students should rely on AI but whether universities can help them ask questions that expose uncertainty rather than conceal it.
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May 4, 8:21 AM
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Primeiro estudo do recém-lançado Observatório de Inovação e Empreendedorismo revela que 80,4% das patentes de invenção depositadas no país em 2023 são de origem estrangeira; universidades dominam o ranking nacional, mas transferem pouco ao setor produtivo
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May 4, 4:57 PM
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Minha ideia hoje é propor um teste para as LLMs (Grandes Modelos de Linguagem), a versão mais popular das IAs. Acho que podemos dizer que eles atingiram padrão humano se conseguirem ensinar, a partir de sessões interativas, uma criança a falar um segundo idioma. Segundo Chomsky, humanos nascem com uma capacidade inata para aprender línguas. É só lançar uma criança numa comunidade linguística para que ela o absorva o idioma. Sabemos que não é a mera exposição a frases. Não basta deixar seu filho assistindo à Cartoon Network em inglês para que ele adquira o idioma de Homer Simpson. O aprendizado só se materializa se se der num contexto social, no qual a criança alterna papeis passivos e ativos e explora pistas paralinguísticas. Se os LLMs conseguirem estabelecer uma relação dialógica que faça com que uma criança pequena adquira um segundo idioma, aí eu tiro meu chapéu para as IAs. Meu palpite, porém, é que, sem um corpo para tornar as interações sociais mais realistas, não será tão fácil passar no teste. A inteligência humana é mais visceral do que gostamos de admitir.
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May 4, 3:39 PM
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SpaceX, OpenAI, Google, Nvidia, Reflection, Microsoft e AWS fazem parte do acordo
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May 4, 3:33 PM
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A natureza do trabalho cognitivo está mudando completamente. Trabalhar com a cabeça significa agora gerir inteligências artificiais. A IA que surgiu em 2023 girava em torno de perguntas e respostas. Era a IA "respondedora". Só que, a partir de 2025, a IA que faz diferença é a que opera por meio de agentes. Você delega uma tarefa e o agente executa. É como a diferença entre o motor e o automóvel. O motor surgiu antes. Por décadas, seu uso foi genérico e difuso. Só quando foi acoplado a uma carroceria com rodas, freios e direção é que o mundo mudou. A IA respondedora é o motor. A IA agêntica é o carro. O termo usado para designar essa infraestrutura que envolve os modelos de IA é "harnesses" (arreios). São eles que gerenciam ferramentas e contextos que permitem que a IA possa ter sucesso em tarefas específicas. Se olharmos ao redor, há arreios de IA para praticamente todas as tarefas digitais, criados por startups independentes e pelas próprias empresas do setor. Cada um com uma especialidade: fazer design, documentos, planilhas, escrever software, cuidar de processos corporativos, operar o navegador, fazer compras, preencher formulários, produzir conteúdo, inspecionar cibersegurança, gerenciar mídias sociais, pesquisar, selecionar notícias e conversar entre si para trocar informações. Em outras palavras, hoje é possível encontrar "harnesses" capazes de executar a maior parte das tarefas corporativas, delegando-as a agentes de IA. E é nesse ponto que o trabalho humano muda totalmente. A tarefa principal se torna coordenar e supervisionar esses agentes. É o que está sendo chamado de "middle loop": o trabalho de supervisão que acontece entre as instruções da tarefa e o momento em que ela é completada com sucesso. Para fazer o "middle loop", é necessário um conjunto de habilidades distintas. A primeira é o domínio do português. Isso é essencial para passar instruções para a IA ou para coordenar tarefas complexas como programar. Quem não consegue falar de forma clara nem organizar ideias com coerência ou interpretar as respostas que recebe da IA não tem condições de executar esse trabalho. Isso é uma tragédia em particular para o Brasil. De acordo com os dados do Inaf, apenas 10% dos brasileiros de 15 a 64 anos têm domínio pleno do português. Nosso país falhou miseravelmente na educação. E justamente na hora em que mais precisaremos dela por causa da inteligência artificial. Outras habilidades para trabalhar com IA incluem a chamada "engenharia de contexto" (que vai além da engenharia de prompts); a capacidade de manter a atenção por longos períodos contínuos e de calibrar a confiança na capacidade de o agente executar a tarefa. Ou ainda, o domínio de diversas áreas do conhecimento em que a IA atua, para evitar o chamado débito cognitivo (a incapacidade de entender o que a IA está fazendo). E a habilidade que julgo essencial: a prudência. Olhe para essa lista de habilidades com atenção. Paradoxalmente, todas elas se aprendem em lugares onde a tecnologia não está. Na leitura, na escrita, na conversa, no silêncio e na reflexão. A geração que vai dominar a IA é a que vai aprender a se afastar dela.
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Inovação Educacional
May 4, 3:30 PM
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O debate contemporâneo sobre soberania digital costuma ser associado, quase automaticamente, à infraestrutura tecnológica de governos, com foco em datacenters, cabos submarinos, semicondutores e poder computacional. Mas a soberania digital também se constrói —e talvez sobretudo— a partir da existência de um ecossistema capaz de impulsionar a inovação, garantir direitos e permitir que empresas nascidas no país se tornem líderes em seus segmentos, a ponto de confundir as suas trajetórias com a transformação digital da sociedade brasileira. Nesse sentido, o Brasil ainda conhece pouco da sua economia digital e os contornos de seus diferentes modelos de negócio. O papel onipresente das redes sociais no imaginário coletivo, inclusive dos reguladores, faz com que o acesso gratuito, combinado com a publicidade customizada a partir de dados pessoais, pareça ser da essência de todo negócio digital. O amadurecimento da economia digital passa pela compreensão de que existem múltiplas formas de remuneração, garantindo que as empresas possam continuar a oferecer produtos e serviços de modo ágil e competitivo: assinaturas, taxas de conveniência, serviços exclusivos e arranjos híbridos. A impressão de que tudo é mais barato na internet por vezes oculta o volume de investimento necessário para que uma empresa possa competir e ser líder em seu segmento. Uma parte desse ecossistema está relacionada com as leis que regem os ambientes digitais. O Brasil conta com o Marco Civil da Internet, a Lei Geral de Proteção de Dados e, mais recentemente, com o ECA Digital. No Congresso Nacional se discutem projetos de lei sobre inteligência artificial e mercados digitais. Mas, para além de novas leis, é importante compreender como o Judiciário vem aplicando a legislação existente, tornando-se um elemento central na definição de um ecossistema que impulsione a economia digital. O mosaico de casos que se apresentam no Poder Judiciário tem o condão de direcionar o ponteiro da inovação, da promoção de direitos, da atratividade para investimentos e definir o grau de competitividade das empresas nacionais. No desenho das competências de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações, hoje se discute na Justiça o poder para sancionar as empresas de marketplace por anúncios de celulares não homologados publicados pelos seus usuários. No STJ, é aguardada decisão sobre os limites da responsabilidade das empresas que operam maquininhas de pagamento nos casos do chamado "golpe do motoboy". Enquanto isso, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidirá se uma plataforma digital de aluguel e compra e venda de imóveis pode cobrar taxa de serviço, tal qual acontece nas mais diferentes atividades. O desenho de um ecossistema que impulsione a economia digital brasileira está acontecendo agora, em um momento em que o mundo inteiro, à luz de sanções unilaterais, disputas geopolíticas e pressões externas, volta seus olhos para a soberania digital. O Brasil tem todas as condições de ser protagonista nesse processo; contudo, é preciso visão estratégica por parte do Executivo, atenção redobrada ao tema no Congresso Nacional e atuação decisiva do Poder Judiciário, para que não se obstrua o desenvolvimento e o funcionamento de novas tecnologias. Países que desejam reduzir dependências externas, resistir a pressões geopolíticas e ocupar posição relevante no cenário internacional precisam ser capazes de abrigar, estimular e reter empresas digitais fortes, inovadoras e juridicamente seguras.
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May 4, 11:26 AM
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Pesquisa recente buscou entender quais são os principais desafios e oportunidades da incorporação dessa tecnologia nas atividades educacionais no Brasil
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May 4, 9:18 AM
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Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou um estudo em humanos para testar implante cerebral, do tamanho de uma amora, da Motif Neurotech
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May 4, 9:17 AM
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Teaching AI literacy in schools builds on what provinces already require students to learn about digital technologies. How provinces do this determines how much time students get, what can be assessed and how teachers must be prepared.
In practice, these different curriculum models, plus the supports to ensure teachers can effectively teach them, will shape whether AI education becomes a set of tips for using apps — or a form of digital citizenship grounded in concepts, ethics and critical thinking.
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May 4, 9:16 AM
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Pesquisadores da Unesp desenvolveram bioestimulantes encapsulados para atenuar estresses ambientais nas espécies por conta do aquecimento global
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May 4, 9:05 AM
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A Fundação Cecierj, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), marca presença estratégica no 31º Congresso Internacional de Educação a Distância (CIAED 2026), que acontece entre os dias 27 e 30 de abril, em João Pessoa, na Paraíba. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).
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May 4, 8:25 AM
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Ao longo dos últimos anos, o assunto da soberania digital emergiu como um dos temas mais debatidos nos círculos das políticas digitais. A Soberania Digital é um conceito central no debate contemporâneo sobre a autonomia tecnológica dos Estados e o direito à autodeterminação individual e coletiva. Nas nossas pesquisas sobre soberania digital, elaboradas entre 2020 e 2025 e citadas ao longo deste estudo, definimos este conceito como “a capacidade de entender o funcionamento das tecnologias digitais, conseguir desenvolvê-las e regulá-las efetivamente, exercendo, portanto, autodeterminação, poder e controle sobre ativos digitais tais como dados, softwares, hardwares e redes eletrônicas”.
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Inovação Educacional
May 4, 8:24 AM
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Families in New York City expressed concerns about the rapid adoption of the technology. The schools chancellor also canceled a plan to close two Upper West Side schools.
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Inovação Educacional
May 4, 8:21 AM
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The United States is at a pivotal moment. Across the country, states are being asked to connect education, employment, licensing, and service data in ways that make opportunity more transparent, portable, and verifiable for residents. Learning and Employment Records (LERs), which are secure and interoperable records documenting skills, credentials, and experiences, represent one of the most promising tools in this transformation. But to realize their full potential, states need leadership. Just as many states created Chief Data Officer roles a decade ago to unify enterprise data strategy, it is now time to establish State LER Officers who ensure that learning and work data truly works for people.
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Inovação Educacional
May 4, 7:42 AM
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A Arco Educação, empresa de educação básica privada, lançou o Meu Arco, plataforma que reúne em um único ambiente digital ferramentas de comunicação, gestão financeira e de matrícula para escolas privadas. O produto nasce da integração de dois sistemas já operados pela companhia —o ClassApp, de comunicação escolar, e o isaac, voltado à gestão financeira—, que até então funcionavam de forma separada. A iniciativa responde a um diagnóstico de fragmentação operacional no setor. Segundo levantamento da AOG Consultoria Educacional citado pela empresa, gestores escolares gastam cerca de 70% do tempo com tarefas operacionais, o que reduz a capacidade de planejamento e tomada de decisão. Para as escolas, o principal ganho prometido é a centralização de indicadores financeiros e operacionais, como receita, base de alunos e engajamento, em um único painel. Para as famílias, a plataforma concentra matrículas, pagamentos, comunicados e compra de material didático em um único aplicativo. "Antes, o responsável por um aluno precisava assinar a matrícula no balcão, pagar pelo aplicativo do isaac e se comunicar pela agenda escolar", afirma Vitor Margato, vice-presidente de Produto e Tecnologia da Arco Educação. A empresa prevê adicionar funcionalidades pedagógicas para professores e alunos em versões futuras da plataforma.
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