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December 9, 2024 6:27 AM
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Publicação alerta para as transformações permanentes que eventos climáticos já trouxeram para diferentes regiões do planeta– e chama atenção para a tendência de piora desse cenário.
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December 9, 2024 6:26 AM
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Segundo Serviço de Mudança Climática (C3S) do Copernicus, 'há uma certeza de que 2024 será o ano mais quente nos registros' com temperatura média maiores que…...
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December 9, 2024 6:26 AM
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December 6, 2024 7:24 AM
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Céu de destino turístico é retrato do índice de qualidade do ar em Santarém, que chegou a ficar 36 vezes acima do recomendado, o que causa riscos à saúde...
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December 6, 2024 7:20 AM
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December 5, 2024 6:11 AM
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Proposta ainda não tem data para voltar a ser apreciada na CCJ...
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December 5, 2024 6:09 AM
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Prática pode oferecer ao produtor rural bem-estar econômico, segurança hídrica e alimentar para todos...
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December 4, 2024 7:48 AM
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Troika indígena reúne lideranças do Brasil, Austrália e das Ilhas do Pacífico e reivindica co-presidência para o grupo na Cúpula de Belém...
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December 4, 2024 7:46 AM
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Pesquisadora aponta que ‘ranço’ atrapalha na estratégia de ajuda aos mais vulneráveis...
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December 3, 2024 7:39 AM
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O fracking é uma técica de extração mineral que utiliza perfurações de até mais de 3,2km de profundidade no solo.
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December 3, 2024 7:29 AM
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Companhia mira fortalecer posicionamento e diversificação de portfólio Este conteúdo foi originalmente publicado em Cemig lança edital para compra de energia; leilão é previsto para 18 de dezembro no site CNN Brasil.
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December 3, 2024 7:29 AM
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Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo, do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) descobriram que florestas vão ter perda de até 70% nas próximas décadas se seca continuar acelerada. Floresta Nacional de Pacotuba, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Uma pesquisa inédita no Brasil revelou que as mudanças climáticas, especialmente períodos de seca prolongados, podem diminuir a diversidade e a quantidade de árvores na Mata Atlântica. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), e da Universidade Federal de Viçosa (UFV), analisou sementes acumuladas no solo da Floresta Nacional de Pacotuba (Flona), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Após seis meses, foi possível perceber que, se continuarem expostas em condições de seca severa, as sementes não vão conseguir se regenerar, o que traria uma queda acentuada no crescimento e abundância de diversas espécies em até 70% para as próximas décadas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O impacto seria tão grande que até mesmo o tamanho da folha, produção da raiz e a massa seca das árvores ficariam extremamente fragilizadas, diminuindo as chances de resistência das árvores a tantas mudanças. O estudo foi publicado na revista científica Global Change Biology no final de agosto deste ano. Estudo inédito no Brasil analisou banco de sementes da Floresta Nacional de Pacotuba, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo Patrícia Borges Dias A líder do estudo e pesquisadora da Ufes, Patrícia Borges Dias, explicou que a ideia da pesquisa surgiu a partir da urgência em analisar o atual estado dos bancos de sementes das florestas. "O banco de sementes do solo é um dos principais mecanismos que garantem a perpetuidade das florestas, mas como ele se comportará nos cenários projetados para o clima futuro ainda é pouco explorado em florestas tropicais estacionais, que são florestas tropicais secas, com estações bem definidas no ano, uma estação chuvosa e outra seca. Então buscamos avaliar a emergência, atributos ecológicos e características funcionais do banco de sementes do solo em uma floresta estacional na Mata Atlântica", destacou a pesquisadora. A partir disso, a Floresta Nacional de Pacotuba foi escolhida não só por ser uma floresta tropical estacional, mas também por ter alta diversidade de espécies e espécies ameaças de extinção. Mas o funcionamento desse tipo de floresta também ajudou a prever cenários mais pessimistas, segundo a pesquisadora. "As florestas estacionais já estarem sob alto estresse ambiente, devido aos recursos hídricos limitados em algumas épocas do ano e, portanto, um ambiente mais seco que o normal, pode leva-las para mais próximo de seu limite climático", pontuou. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) monitorara plantas durantes seis meses em diferentes tipos de condições climáticas Patrícia Borges Dias Teste em diferentes possibilidades Para poder entender melhor o efeito das mudanças de temperatura e chuva, vários cenários climáticos diferentes foram testados com as sementes coletadas na floresta em Cachoeiro. Dentre eles foi testado a situação atual em que as árvores estão expostas e cenários futuros. LEIA TAMBÉM: Entenda o que causou a morte de milhares de formigas tanajuras em praia do ES Cidade do ES é a segunda mais poluída por microplástico no Brasil, aponta estudo Uma das espécies de cágado mais ameaçadas do mundo é encontrada no ES Ao todo, 48 amostras de solo foram colocadas em variações de temperatura e níveis de água no Laboratório de Meteorologia e Ecofisiologia da Ufes. Ao todo, 48 amostras de solo foram coletadas na Floresta Nacional de Pacotuba, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo Patrícia Borges Dias O cenário mais pessimista reproduzia as condições de seca severa, com base na projeção da alteração climática para o período de 2.081 a 2.100. Para isso foi considerado um planeta com alta emissão de gás carbônico e um aumento de 4,2ºC na temperatura média. Em agosto de 2024, a temperatura média global nos últimos doze meses (setembro de 2023 - agosto de 2024) foi a mais alta já registrada, 0,76°C acima da média de 1991-2020 e 1,64°C acima da média pré-industrial de 1850-1900. Mas, segundo um dos autores do estudo e pesquisador do Inma, João Paulo Fernandes Zorzanelli, mesmo com situações menos acentuadas, as mudas já enfrentariam dificuldades para sobreviver. "O aumento da temperatura, combinado com a restrição prolongada de água, pode comprometer a resiliência das florestas estacionais, diminuindo drasticamente a viabilidade das sementes, a sobrevivência das plantas e prejudicará ainda a adição de novas plantas na dinâmica florestal. Muitas sementes perderão viabilidade ou mesmo virão a morrer, assim como as mudas que se estabelecem após a germinação. A diversidade de espécies de plantas e quantidade delas também serão reduzidas. Os processos germinativos que são inteiramente dependentes de água serão bastante afetados", apontou. À esquerda, cenário atual nas florestas, à direita, cenário futuro analisado na pesquisa feita por estudiosos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Patrícia Borges Dias Os resultados indicaram que, sob condições de seca prolongada, a riqueza de espécies caiu em até 70%. Além disso, atributos ecológicos como o tamanho da folha, produção de raiz e massa seca total diminuíram significativamente. As espécies que conseguiram sobreviver nas condições testadas mostraram baixa capacidade de adaptação, com aumento da mortalidade e queda na diversidade de espécies dominantes. Para além da Mata Atlântica Patrícia afirmou que embora o estudo tenha analisado as consequências na Mata Atlântica, não é apenas esse bioma que vai sofrer os impactos das mudanças climáticas, além de atingir a fauna local. "Já se tem evidências dos impactos das mudanças climáticas na diversidade para outros tipos vegetacionais. Com a redução de espécies, as florestas como um todo serão impactadas. As plantas são a base de muitos ecossistemas, fornecendo alimento e abrigo para diversas espécies animais. Com isso, pode ocorrer: perda de habitat; alteração na cadeia alimentar; diminuição e/ou escassez de alimento. Além disso, as plantas ajudam a regular o microclima de uma região. A redução da vegetação pode alterar a temperatura e a umidade, afetando as condições de vida de muitas espécies. A perda de vegetação pode levar à fragmentação de populações, tornando mais difícil para os animais se moverem, reproduzirem e encontrarem alimentos", disse. Câmera termográfica verifica a temperatura de um indivíduo analisado durante a pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Patrícia Borges Dias Plantas exóticas também seriam extremamente afetadas e não conseguiriam resistir. E, de acordo com a pesquisadora líder do estudo, Patrícia Borges Dias, a falta delas afetaria a biodiversidade nativa da Mata Atlântica. “A redução de espécies nativas pode abrir espaço para espécies invasoras, que muitas vezes não têm predadores naturais e podem prejudicar ainda mais a fauna local. É urgente o monitoramento das espécies exóticas, pois elas podem comprometer a dinâmica natural das florestas, substituindo espécies nativas. Sem uma mudança significativa nas práticas atuais, o futuro das florestas da Mata Atlântica está em risco”, alertou a pesquisadora. Operação multa produtores e expões avanço do desmate da Mata Atlântica VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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December 3, 2024 7:27 AM
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A costa catarinense possui baías, enseadas e canais estreitos, que podem amplificar as ondas geradas por mudanças rápidas na pressão atmosférica...
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December 9, 2024 6:26 AM
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Um novo projeto de lei busca preservar os rios brasileiros, essenciais para cidades, agricultura e setores econômicos, diante das estiagens crescentes...
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December 9, 2024 6:26 AM
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Segundo o observatório, o mês de novembro foi o mais quente já visto na Terra, superando o ano de 2023, que já tinha terminado com recordes.
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December 6, 2024 7:49 AM
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Reabertura acontece nesta sexta-feira (6), no Centro de Porto Alegre. Exposição "Post scriptum – Um museu como memória" apresenta os impactos causados pela tragédia climática.
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December 6, 2024 7:23 AM
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Declínio tem impacto significativo no equilíbrio de ecossistemas marinhos...
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December 5, 2024 6:12 AM
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Ao menos nove estados estão sob alerta de "Perigo" para chuvas intensas...
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December 5, 2024 6:10 AM
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Nome de Pietro Mendes, presidente do conselho da estatal, está na mesa de Lula para a diretoria-geral da ANP...
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December 5, 2024 6:09 AM
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Silveira emplaca vitórias sobre Alcolumbre e Pacheco em indicações para agências...
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December 4, 2024 7:48 AM
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Estado vai ser a sede da Conferência do Clima, que vai receber líderes mundiais para debater mudanças climáticas. Faltando um ano para o evento, o Pará é retrato da crise das queimadas ilegais e desmatamento que o país enfrenta e sinaliza o desafio com a imagem do Brasil. Pará enfrenta desmatamento e queimadas enquanto se prepara para ser palco de conferência mundial do clima Luiz Fernando Rocha O mês é dezembro e o Pará está em chamas e coberto por fumaça. A fuligem que cobre as cidades é resultado das queimadas, a maioria ligadas ao desmatamento ilegal na Amazônia. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado lidera os focos de queimadas este ano. O cenário expõe os desafios do Brasil para conter a crise a menos de um ano da conferência mundial do clima, que será realizada na capital, Belém. Segundo o Inpe, o fogo começou no estado em julho e, desde então, permanece acima da média histórica mensal registrada desde 1998. Até agora, foram contabilizados 53 mil focos de incêndio – o maior índice do Brasil em 2024. O Inpe estima que a nuvem de fumaça que vem do estado hoje tenha uma extensão de cerca de 2 milhões de km². Ela estima que a nuvem de fumaça se estenda por 2 milhões de km², atingindo de forma mais densa estados como Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Maranhão. ➡️ O Pará está em situação de emergência por causa dos incêndios. Enquanto isso, as cidades enfrentam um aumento no número de doenças respiratórias, e, em algumas áreas, o céu já não é mais azul. O ano de 2024 foi marcado pelo fogo e pela fumaça que sufocaram cidades em todo o país. O auge da crise ocorreu entre agosto e setembro, quando a mancha chegou a cobrir grande parte do território nacional, mas o problema ainda persiste. A fumaça continua se espalhando, embora esteja menos perceptível. A crise expõe as vulnerabilidades do país no combate ao desmatamento e ao fogo. No último ano, os índices de desmate no bioma vêm caindo, mas estão longe de chegar a zero – meta do governo Lula para 2030. Além disso, em 2025 o país será sede da Conferência do Clima, encontro do órgão supremo da ONU sobre mudanças climáticas, que acontecerá, justamente, em Belém (PA). Organizar um evento dessa magnitude traz uma série de desafios logísticos, mas o país ainda enfrenta outro: evitar transmitir ao mundo a imagem da crise que enfrenta. Pará coberta por fumaça Santarém está coberta por fumaça e prefeitura pediu apoio do governo federal para combate a incêndios no estado Luiz Fernando Rocha O fogo ocorre, principalmente, devido ao desmatamento ilegal, no qual o estado também lidera. Os números se refletem em uma mancha de fumaça que tem coberto as cidades na região. Em Santarém, a prefeitura decretou estado de emergência devido à baixa qualidade do ar. O governo local anunciou que está adotando medidas para conter os incêndios, mas a cidade possui mais de 22 mil km² de extensão – quase 15 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em área –, e não há efetivo suficiente. A fuligem que cobre a cidade não é só de incêndios locais, mas de fogo de outras áreas, mas que a nuvem cinza vem arrastada pelo vento. Um dos pontos levantados pelos gestores locais é o tamanho das áreas e a dificuldade para combater as chamas. O Pará é um dos maiores estados do país, com uma grande área de floresta. Em setembro a Força Nacional foi mobilizada para apoiar o combate às chamas em seis estados, incluindo o Pará, mas o reforço não se manteve. Fumaça de incêndios suspende voos em Santarém Na última semana, a prefeitura solicitou reforço ao governo federal com equipes da Força Nacional para combater as chamas. O g1 acionou o governo federal questionando se o pedido vai ser atendido. Em nota, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que, em 2024, o "governo federal mobilizou mais de 1.700 profissionais, disponibilizou 11 aeronaves, mais de 20 embarcações e mais de 300 viaturas, além de combater 578 incêndios de grandes proporções". No entanto, não disse quando isso ocorreu e se agora vai acatar o pedido. Ainda segundo o ministério, com a retomada da fiscalização ambiental, houve queda de 30,63% no ritmo de desmatamento na Amazônia de agosto de 2023 a julho de 2024. (veja nota na íntegra no fim da matéria) Nos hospitais do estado, os casos de doenças respiratórias continuam a aumentar, afetando principalmente idosos e crianças, que apresentam sintomas como tosse, vômito e diarreia. Segundo a Secretaria de Saúde de Santarém, o atendimento por doenças respiratórias cresceu 42,56% em relação ao mesmo período do ano passado. O médico Luiz Fernando Rocha, que atende na rede pública do Pará, relata que, há alguns dias, não se consegue ver a poucos metros de distância devido à fumaça e que a demanda nas unidades de saúde está aumentando, evidenciando a gravidade da crise de saúde pública. É uma infestação de fumaça; o céu está invisível. Em alguns lugares, por exemplo, não é possível ver o sol, e o cheiro de fumaça e fuligem é constante. As pessoas estão adoecendo, convivendo com essa fumaça sem medidas eficazes para resolver o problema Karla Longo, pesquisadora do Inpe que analisa a poluição e a fuligem na atmosfera, a fumaça diminuiu em outubro, acompanhando uma redução em outras partes do país. Contudo, com a constante do fogo, voltou a subir em novembro, superando a média para o período. Ao mesmo tempo que o fogo continuou, a estiagem não deu trégua na região. O país enfrenta a maior seca da história, com mais impactos no Norte, e, com isso, o período de chuvas atrasou, prolongando os incêndios. As queimadas naquela região não são eventos naturais; são, na maioria, criminosas. A expansão da pecuária e da agricultura tem aumentado o desmatamento e o uso do fogo ano após ano. Não dá para esperar que a chuva venha e resolva esse problema. É preciso uma ação urgente dos governos para conter essa dinâmica. No entanto, além desses estados, a plataforma do Inpe mostra que a fuligem continua se espalhando pelo país, alcançando estados das regiões Sul e Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Contudo, chega a essas regiões de forma menos densa e menos perceptível. (Veja a imagem acima) "As pessoas precisam saber que a fumaça não deixou de existir e não dá para cobrar só quando se consegue sentir. É hora de discutirmos como acabar com isso", diz Karla Longo. Nota do Ministério do Meio Ambiente Os incêndios florestais no Brasil são intensificados pelas mudanças climáticas, que causa a maior estiagem no país em 75 anos. Em 2024, desde o início das ações de combate aos incêndios na Amazônia, o governo federal mobilizou mais de 1.700 profissionais, disponibilizou 11 aeronaves, mais de 20 embarcações e mais de 300 viaturas, além de combater 578 incêndios de grandes proporções. É importante ressaltar que a resposta foi iniciada em 1º de janeiro de 2023, com a criação da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas. Atualmente, 500 profissionais atuam no combate aos incêndios no Pará e no Maranhão. O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) foi relançado em 5 de junho de 2023. Com a retomada da fiscalização ambiental, houve queda de 30,63% no ritmo de desmatamento na Amazônia de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. É a maior queda percentual em 15 anos. Em junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacto com governadores para combater o desmatamento e os incêndios no Pantanal e na Amazônia. Em julho, foi sancionado o Projeto de Lei n° 1.818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, previsto pela política, foi instalado pelo governo federal em 9 de outubro e já realizou duas reuniões. O presidente Lula publicou também Medida Provisória que autorizou R$ 137 milhões para o combate aos incêndios no Pantanal, incluindo R$ 72,3 milhões para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em setembro, foi assinada outra MP que autoriza crédito de R$ 514 milhões para o combate aos incêndios na Amazônia, incluindo R$ 114 milhões para o MMA. Uma terceira MP, assinada em novembro, flexibiliza a transferência de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios em regiões com emergência ambiental, priorizando agilidade no combate aos incêndios.
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December 4, 2024 7:45 AM
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Investimento anual em fontes renováveis caminha lentamente e precisa triplicar até 2030 para alcançar neutralidade climática, dizem analistas...
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December 3, 2024 7:30 AM
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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) cogita aumentar a tarifa de energia no Amapá em 17%. No ano passado, a proposta de reajuste de 44,4% para os amapaenses mobilizou políticos e o governo federal interveio. Caso fosse autorizado, os amapaenses teriam a tarifa mais elevada do país. Leia mais (12/02/2024 - 19h19)
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December 3, 2024 7:29 AM
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"Jabutis" que criam custos adicionais aos consumidores podem emperrar avanço...
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December 3, 2024 7:28 AM
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Aprovação dos Artigos 6.2 e 6.4 do Acordo de Paris, oficializada durante a COP29, e novo mercado de carbono brasileiro deram impulso à agenda de descarbonização...
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