by Ronaldo Mota in V Fórum Anual de Docentes 2013
(...) é preciso estimular o lado de gestores, professores e alunos pelo uso das novas tecnologias. “Não dá para imaginar, hoje, professores que não saibam lidar com novas tecnologias e nem com tecnologias que estão por chegar.
Acho impossível formar um bom profissional hoje sem que ele tenha sido submetido a lidar com competência com o que existe de mais avançado” afirmou (...) e não bastam campanhas que dotem os professores com tablets. “Tablet é um equipamento duro. O conteúdo é que importa. Ao estudante não basta ter acesso ao conteúdo. Ele precisa interagir, modificar, questionar, dar opinião, colaborar com outros colegar. Isso é barato, é factível. Alguns professores dizem que os estudantes não vão gostar. Mas estão equivocados. É disso que eles gostam. É colocar a educação em uma linguagem em todos os níveis", afirmou Mota.
Não dá para imaginar, hoje, professores que não saibam lidar com novas tecnologias e nem com tecnologias que estão por chegar
(...) os gestores educacionais e professores precisam ser ousados na hora de mudar e advoga pela ideia de lançaram portais interativos das disciplinas para que o estudante tenha acesso ao conteúdo antes mesmo de chegar à sala de aula. "Não existirá no futuro a figura do estudante que chega à sala de aula na total ignorância do vai ser falado. Alguns estudantes que não vão querer fazer isso, mas esses não terão acesso à sala de aula por não terem se preparado adequadamente. Consequemente, poderemos ter menos aulas, mas mais produtivas e mais interessantes", disse.
“O Brasil tem 102 milhões de usuários de internet e não estamos colocando esse pessoal em contato com a educação. O Brasil é dos países mais afáveis com novas tecnologias: sistema bancário, eleitoral, acesso a portais. Fomos campeões de usar Orkut e podemos ser campeões de Facebook em pouco tempo.
Tem uma juventude que gosta dessa qualidade e temos um conjunto de gestores e professores que repelem essa ideia. Que querem proibir Facebook, criar cultura anti-tecnológica e isso não funciona” afirma, dizendo entretanto que a tarefa do Brasil é gigantesca nesse ponto.
“O Brasil tem boas experiências mas em pequena escala. São coisas boas para pouca gente e em geral têm que se pagar. E quando faz coisas em grande escala, para quem não pode pagar, agrega má qualidade. A tecnologia pode mediar essa relação porque te permite trabalhar em grande escala com baixo custo e com muita qualidade (...)
“Hoje o analfabeto tem um monte de informações e não sabe o que fazer com aquilo. Informação é fundamental na formação acadêmica. O grande desafio é como criar pessoas que saibam o que fazer com tanta informação para o que mais lhe interessa” afirma, dizendo que o que o Brasil preciso apostar no ensino fundamental e médio. “Mas em geral nossos governantes são velhos e tradicionais e não gostam de tecnologia e educação.”
Via
Pá Ugalde,
juandoming
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