Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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December 27, 2012 8:24 AM
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Lei de cotas em concursos estimula deficientes a se capacitarem

Lei de cotas em concursos estimula deficientes a se capacitarem | Inovação Educacional | Scoop.it

Impulsionados pela lei de cotas, deficientes ingressam no ensino superior com a meta de se capacitarem profissionalmente e estarem aptos a disputar os melhores cargos no funcionalismo. Número de estudantes saltou de 5 mil para 23 mil entre 2003 e 2011

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December 27, 2012 8:21 AM
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Ciência sem Fronteiras cumpre 20% da meta no ano

Ciência sem Fronteiras cumpre 20% da meta no ano | Inovação Educacional | Scoop.it

O programa  Ciência sem Fronteiras completou 17 meses de existência cumprindo 20% da meta de distribuição de bolsas de intercâmbio até 2014. Lançado em julho do ano passado, o projeto mandou os primeiros participantes este ano para instituições de mais de 30 países. Ao todo, 20.654 bolsistas de graduação e pós saíram do País até o início deste mês.

Quando lançou o projeto, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que o governo federal (com o apoio de empresas privadas) enviaria 101 mil universitários para o exterior até o fim de seu mandato. Diante do cenário atual, a meta para os próximos anos se tornou ainda mais ambiciosa. Para a meta ser cumprida, os editais terão de ser multiplicados em 2013.

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December 27, 2012 8:17 AM
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Faculdades reprovadas

Agiu bem o Ministério da Educação ao determinar punições mais duras aos cursos superiores que tiveram desempenho pífio em avaliações de qualidade consecutivas.

Em vez de se fixar em sanções que se mostravam inócuas, como o corte de vagas, o MEC, desta vez, decidiu cancelar o vestibular de tais cursos em 2013 e impedir o ingresso dos candidatos que foram aprovados em seleções neste ano, mas ainda não se matricularam.

A medida alcança 200 cursos das áreas de exatas, licenciatura e tecnologia que não superaram a nota 2, numa escala que vai até 5, no Conceito Preliminar de Curso de 2008 e 2011. A avaliação trienal considera rendimento dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), qualificação dos professores e infraestrutura do estabelecimento.

Com tais indicadores objetivos em mãos, o MEC tem condições de dizer quais faculdades devem ter sua expansão bloqueada. Entre os cursos afetados, 14 são de instituições federais e 186 de particulares.

Para se reabilitarem, as unidades mal avaliadas deverão seguir uma série de exigências, como definir um plano detalhado de melhorias. Elas também serão vistoriadas por especialistas. Se as deficiências não forem corrigidas, o curso pode até ser fechado.

Punições rigorosas são importantes para melhorar a educação brasileira. Elas são um complemento necessário às avaliações de qualidade aplicadas no país desde meados da década de 1990. São, nesse sentido, ferramentas capazes de induzir a melhoria da qualidade da educação brasileira.

Verdade que a própria comparação entre as instituições já inspira mudanças nas que apresentam desempenho pior. A demanda, em boa parte das circunstâncias, se orienta pela excelência.

Não são poucos os estudantes, contudo, que se veem obrigados a levar em conta antes o custo que a qualidade. Nesse casos, as sanções evitam que fique prejudicado o futuro de milhares de jovens.

 

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December 27, 2012 8:15 AM
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Universidade milenar será 'juiz' de lei islâmica no Egito

Enquanto a oposição teme uma guinada religiosa com a Constituição defendida pelo governo egípcio, a milenar entidade nomeada guardiã da lei islâmica encara o desafio de retomar o papel de berço do islã moderado. Mais antiga e influente instituição islâmica sunita do mundo, a Universidade Al Azhar ganhará status de juiz sobre a sharia (lei islâmica) caso o polêmico projeto constitucional seja aprovado. Para liberais e juristas egípcios, é um precedente perigoso, pois coloca a autoridade religiosa acima do Judiciário e pode conduzir a interpretações extremistas do Corão defendidas pela maioria islamita no Parlamento. No vasto campus da universidade, ligado à mesquita do mesmo nome na parte antiga do Cairo, o temor é considerado infundado. "A Al Azhar sempre foi um centro de pensamento moderado, ponto de encontro de poetas e escritores", diz o professor de islamismo Alaa al Sharif, que trabalha na administração da universidade. Fundada há mais de mil anos, tem alunos de 96 países, incluindo um do Brasil, segundo o professor Sharif. Referência mundial em estudos islâmicos e literatura árabe, a instituição também abriga desde os anos 60 faculdades de medicina, agricultura, economia e outras disciplinas não religiosas. "A Arábia Saudita é a capital do islã. Mas a Al Azhar é a capital do pensamento islâmico", diz Abdel al Haq, 27, estudante de Bangladesh, carregado de livros enquanto tentava pegar um táxi na porta da universidade. A influência da Al Azhar ultrapassa amplamente os domínios da educação. A universidade emite fatwas (éditos religiosos) sobre disputas religiosas do Marrocos à Indonésia, e seu principal imame (sacerdote) é considerado uma espécie de papa no mundo muçulmano. AUTONOMIA

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December 27, 2012 8:12 AM
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Secretário de Educação de Haddad quer resultados já em 2013

Secretário de Educação de Haddad quer resultados já em 2013 | Inovação Educacional | Scoop.it
O novo secretário municipal de Educação de São Paulo, César Callegari, quer que a cidade dê "exemplo [para o Brasil]" e espera os primeiros resultados já nas avaliações ao final de 2013 para as medidas que pretende colocar em prática assim que assumir a pasta, no início do próximo mês. 

Já está planejada uma série de ações para os primeiros meses. "Temos que dar agilidade [aos processos]", afirma o secretário. Segundo ele, "são todas prioridades, todas se casam [para atingir o resultado final]".

Dentre as resoluções estão a adesão ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (aos oito anos, segundo o programa federal), o começo de um "processo intensivo de diálogo" com a rede para "avaliação do que tem sido feito", a instituição de rotinas de trabalho com outras secretarias para elaboração de ações em conjunto, a formação de uma força tarefa para busca de terrenos em que serão construídas 172 creches e a revisão da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

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December 27, 2012 8:02 AM
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Universidades ignoram veto do MEC e mantêm inscrição para vestibular

Universidades ignoram veto do MEC e mantêm inscrição para vestibular | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao menos 5 das 11 universidades da cidade de São Paulo proibidas pelo Ministério da Educação de fazer vestibular para cursos mal avaliados pela pasta continuaram a inscrever candidatos no processo seletivo normalmente.

Segundo o MEC, a suspensão tem efeito imediato, a partir da publicação da lista de cursos no "Diário Oficial", que ocorreu na quarta-feira.

Na quinta, a Folha conseguiu fazer com sucesso a inscrição em cursos reprovados nos sites da Uniban, Radial, Uni Sant'Anna, FMU e Fesp (Faculdade de Engenharia de São Paulo) para vestibulares marcados para final deste mês e o começo do ano que vem.

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December 27, 2012 8:01 AM
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Escola da periferia de São Paulo mostra modelo para educação de jovens e adultos

Escola da periferia de São Paulo mostra modelo para educação de jovens e adultos | Inovação Educacional | Scoop.it

Caminhar pelo Centro de Integração de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo pode ser uma aula sobre o que é democracia e inclusão – na prática. Pessoas com necessidades especiais, entre cegos, surdos, mudos, com síndrome de Down, compõem os círculos – e não fileiras – das salas de aula. Todos podem estudar. Adolescentes e idosos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola quando crianças procuram, juntos, se graduar no ensino básico

Localizada na zona sul de São Paulo,  próxima às favelas do Parque Santo Antônio e do Godoy, o Cieja Campo Limpo faz parte de um modelo desenhado pela prefeitura de São Paulo no início da década de 1990, que previa a ampliação do atendimento de Educação de Jovens e Adultos (EJA), tradicionalmente uma modalidade oferecida só à noite, para vários turnos ao longo do dia, adaptando-se às obrigatoriedades dos trabalhadores paulistanos.

Em três anos, a quantidade de alunos jovens e adultos na rede pública caiu 17,2% e diversas salas de aula de EJA foram fechadas no Brasil. De 39,1 milhões de matrículas que o país tinha em 2009, o país passou a ter 32,4 milhões neste ano.  As razões? São várias. Para o Fórum EJA-SP, um grupo da sociedade civil que reivindica políticas públicas para a modalidade, trata-se de falta de interesse do governo.  Uma de suas integrantes, a historiadora e doutora em educação Maria Alice Santos, que também faz parte do projeto MOVA-Brasil, um movimento que promove a alfabetização em diversos estados do país, disse à RBA acreditar que as políticas públicas são sustentadas por um pensamento de que apenas a alfabetização basta.

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December 27, 2012 7:56 AM
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O pré-sal e a educação

Há poucos dias, o BCG (Boston Consulting Group) lançou um relatório mostrando que o Brasil foi a nação mais eficiente do mundo em transformar riqueza em bem-estar nos últimos cinco anos. O avanço entre 2006 e 2011 foi equivalente ao de um país que tivesse expandido seu PIB per capita em 13,5% ao ano.

Esse desempenho do Brasil, obtido, em boa parte, numa conjuntura de grave crise internacional, não aconteceu por acaso, nem foi inspirado por conselhos "técnicos" de agências de risco. O Brasil apresentou esse desempenho porque o nosso país, contrariando a sua história econômica, tomou a decisão política de crescer distribuindo renda e oportunidades para todos.

O Brasil conseguiu implantar um novo ciclo de desenvolvimento, criar uma nova e volumosa classe média, reduzir substancialmente a pobreza extrema e construir um dinâmico mercado interno. Consolidamos a jovem democracia brasileira e suas instituições.

Mas isso não basta. Não se pode distribuir renda apenas com o concurso dessas políticas sociais.

Também não se pode crescer indefinidamente sem aumentar a competitividade da nossa economia, especialmente no campo industrial, e sem elevar expressivamente a nossa capacidade de produzir inovação tecnológica.

O grande desafio estratégico do Brasil é, pois, aproveitar as vantagens comparativas do país, como a abundância de recursos naturais, o enorme potencial ambiental, a estrutura produtiva razoavelmente integrada e diversificada, o perfil demográfico adequado e o acúmulo gerado por esse ciclo recente de desenvolvimento para construir uma economia verde e criativa.

Pois bem: o governo Dilma Rousseff tomou, nesse sentido, uma decisão histórica: destinar todos os royalties dos contratos futuros de concessão de petróleo à educação.

Não poderia haver decisão mais consistente. Com efeito, o investimento em educação, como bem reconhece o estudo do BCG, é o que mais repercute positivamente na sustentabilidade de longo prazo do desenvolvimento e em sua qualidade.

O relatório do BCG também reconhece claramente dois distintos grupos de países: aqueles que têm alta renda per capita e elevada capacidade de gerar bem-estar e aqueles que também têm alta renda per capita, mas baixa capacidade de criar bem-estar.

No primeiro grupo, está a campeã do nível de bem-estar atual, a Noruega. No segundo, estão os países exportadores de petróleo.

Mas a Noruega também é um grande exportador de óleo. Mas o país tomou uma decisão histórica que o fez seguir uma trajetória diferente daqueles outros países.

Em 1990, o Parlamento norueguês criou um fundo soberano para investir parcimoniosamente a renda do petróleo com critérios intergeracionais, partindo do pressuposto que o óleo é recurso finito e não renovável. A renda dele obtida é, assim, solidamente investida em seguridade social, educação, ciência e tecnologia.

Por outro lado, muitos outros países ricos em hidrocarbonetos preferiram gastar a renda do petróleo em consumo supérfluo de importados e na ampliação da máquina pública.

Com isso, desperdiçaram a oportunidade de diversificar a economia, distribuir renda e aperfeiçoar suas instituições políticas. Tornaram-se parasitas de um recurso não renovável. Tornaram-se países que, mesmo quando conseguem atingir níveis altos de renda per capita, são incapazes de gerar bem-estar para todos.

Ora, a decisão de investir em educação nos coloca justamente numa trajetória semelhante à da Noruega, capaz de nos manter, no longo prazo, como o país que mais vem se destacando na conversão de crescimento econômico em bem-estar efetivo para toda a sua população.

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December 27, 2012 7:49 AM
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Cotas nas universidades paulistas

 

O governador prevê que 35% das vagas das universidades públicas estaduais deverão ser preenchidas, em 2014, por alunos que cursaram o ensino fundamental e médio em escolas públicas. Esse porcentual deve chegar a 50%, em 2016, respeitando ainda a proporção de 35% de pretos, pardos e indígenas, entre os beneficiados. Uma das principais diferenças deste sistema em relação ao adotado pelas universidades federais é que o programa de inclusão social da USP, Unicamp e Unesp não estabelece critérios específicos de renda e mantém o sistema de bônus em vigor, que aumenta em até 15% as notas obtidas nas duas fases da Fuvest pelos vestibulandos que tenham cursado integralmente o ensino básico em escolas públicas.

O programa concederá bolsas de estudo no valor de R$ 311 por mês aos estudantes com renda familiar de até 1,5 salário mínimo. Também oferecerá um curso ministrado pelo Instituto Comunitário de Ensino Superior, a ser ainda criado e que ficará a cargo da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O governo estadual estima que esse curso virá a ter 2 mil alunos. Contudo, as autoridades educacionais não deixaram claro como eles serão escolhidos nem se esse número é suficiente para atender à demanda da rede pública de ensino médio, que tem cerca de 6 mil escolas no Estado de São Paulo. Existe o risco de essas 2 mil vagas serem insuficientes - o que converterá os alunos do curso comunitário num grupo de privilegiados.

Com uma duração de dois anos, esse curso comunitário foi inspirado nos colleges americanos e terá uma etapa em que os estudantes serão obrigados a comparecer às salas de aula e outra etapa em que terão aulas virtuais transmitidas pela Fundação Padre Anchieta. Para as aulas presenciais, o governo utilizará as instalações físicas das escolas técnicas estaduais, além dos campi da USP, Unicamp e Unesp. Nas cidades em que não houver edifícios públicos estaduais disponíveis, os cursos serão oferecidos em dependências de prefeituras.

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December 27, 2012 7:48 AM
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Ministério da Educação renova reconhecimento de 4.370 cursos

O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União portaria que renova o reconhecimento de 4.370 cursos superiores.  As instituições de ensino superior poderão, no prazo de 60 dias contados a partir da publicação, embargar as informações referentes ao número de vagas, endereço de oferta, denominação e grau de curso. O embargo deverá ser realizado pela instituição no ambiente do sistema e-MEC, momento em que deverá ser apresentada justificativa que respalde a atualização cadastral solicitada.

A lista traz os nomes dos cursos, das instituições de ensino e o número de vagas. A renovação é válida apenas para os cursos listados na portaria. Todos os cursos devem ser reconhecidos pelo MEC, e esta é uma condição para a validade dos diplomas emitidos

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December 27, 2012 7:47 AM
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Britânica vira ativista antibullying por causa do cabelo ruivo

Britânica vira ativista antibullying por causa do cabelo ruivo | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma britânica de 36 anos virou ativista antibullying após sofrer uma onda de ataques na internet por causa do cabelo que tinha na infância. Natalie Harvey, hoje com o cabelo liso e escuro e moradora de um subúrbio de Nottinghamshire, na Inglaterra, era vítima de bullying na escola quando criança. Ela chegou a mudar de colégio na época. O motivo: o cabelo crespo e ruivo

A história voltou a se repetir, desta vez com mais intensidade, quando ela postou uma foto da infância em seu perfil no Facebook. "Alguém viu uma fotografia minha de quando criança, muito diferente do que eu sou hoje, ficou com raiva por isso (por ela ter mudado seu visual) e decidiu que todo o mundo deveria ver (a foto)", disse Natalie, em entrevista ao programa Today, da rádio BBC 4.

Era uma onda de ódio no Facebook e logo se tornou em algo que eu já não conseguia lidar", diz. "Começou com piada pesadas, dizendo que eu (hoje) usava uma peruca. Na verdade, uso extensão no cabelo. Era uma idiotice e eu não respondi. Mas ai ficou sério".

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December 27, 2012 7:46 AM
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'Geração Google' está perdendo criatividade e habilidades, diz inventor

'Geração Google' está perdendo criatividade e habilidades, diz inventor | Inovação Educacional | Scoop.it

Um dos principais inventores britânicos diz que a as crianças da "Geração Google", que seriam aquelas que dependem da internet para realizar praticamente todas as tarefas, são menos criativas e menos hábeis manualmente do que as gerações anteriores.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Trevor Baylis, inventor do rádio à corda e de outras criações, disse temer que a próxima geração de inventores se perca pelo fato de as crianças de hoje serem, com frequência, incapazes de fazer qualquer coisa com as mãos. Baylis diz que os jovens estão perdendo criatividade e habilidades práticas por passarem muito tempo na frente de telas.

"Crianças devem ser ensinadas a usar as mãos e não a se tornarem dependentes de celulares e computadores", diz Baylis, 75 anos. "Elas devem usar computadores volta e meia, mas há muitas crianças hoje em dia que gastam todo o seu tempo sentadas jogando com seus computadores".

"Elas são dependentes de buscas do Google. Muitas crianças vão ficar quase 'mortas cerebralmente' ao se tornarem tão dependentes da internet, porque elas não vão conseguir fazer coisas do jeito antigo", acrescenta o inventor.

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December 27, 2012 7:44 AM
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'Temos de atender à nova dinâmica social'

Para linguista, programa de cotas paulista alia ênfase no mérito ao desejo de mobilidade da classe média emergente.

 Ex-reitor da Universidade Estadual de Campinas, o linguista e poeta Carlos Vogt, de 63 anos, é uma peça-chave no projeto que propõe a criação de cotas de 50% das vagas para alunos de escolas públicas nas universidades paulistas - dentro desse porcentual, há uma reserva de 35% para estudantes que se declararem pretos, pardos e indígenas. Vogt foi não só um dos formuladores do Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), lançado na quinta-feira pelo governador Geraldo Alckmin, mas também preside a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), provedora do conteúdo online do Instituto Comunitário de Ensino Superior (Ices).

Principal inovação do Pimesp, o instituto, inspirado nos colleges americanos, oferecerá cursos de dois anos a alunos de escolas públicas. Servirá de nova porta de entrada nas universidades, uma opção ao vestibular. "Fiz questão de citar o Darcy Ribeiro no lançamento do projeto porque ele era um visionário. Acho que o Pimesp também é", disse Vogt na entrevista, concedida a Sergio Pompeu:

No lançamento do Pimesp, vocês evitaram o termo cota, que normalmente causa polêmica. Mas o fato é que o projeto prevê reserva de vagas nas universidades para alunos de escolas públicas e por critérios raciais. A reação de quem é contra essa reserva não virá de qualquer forma, mesmo sem o uso da palavra cota? E como vocês pretendem lidar com isso?

Há duas coisas aqui. A primeira é que, embora isso não esteja na palavra cota do ponto de vista semântico, ela hoje carrega também a conotação de uma entrada automática nas instituições, por critérios de raça, por exemplo. Esconde um pouco aquilo que sempre se buscou preservar, que são os critérios de qualidade, de mérito, no processo de inclusão. Acho que é nesse sentido que se procura aqui evitar o uso da palavra cota. Mas também porque trabalhar com o conceito de metas, metas socioétnicas que procuram responder a essa demanda que hoje está no âmbito federal legitimada e legalizada. Procuramos associar à realização dessas metas estratégias que preservassem os predicados de mérito que as nossas instituições procuram defender. Por que nós nos preocupamos com essa questão do aluno da escola pública? Você tem no Estado cerca de 440 mil alunos saindo do ensino médio todo ano. Destes, 360 mil saem das escolas públicas e 80 mil das privadas. Nas universidades você tem na média uma inversão. Acho que o Estado está tomando uma medida do ponto de vista da formulação de uma política pública. E a percepção que a população terá disso é muito importante.

 

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December 27, 2012 8:23 AM
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Região Norte lidera evasão e índice de crianças fora da escola no Brasil

Região Norte lidera evasão e índice de crianças fora da escola no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Rendimento familiar e isolamento geográfico representam fatores de influência sobre o desempenho escolar de alunos de idades diversas. Ambos os fatores, combinados negativamente, são os responsáveis também pelos altos índices da Região Norte quanto ao acesso à escola. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Censo Demográfico 2010: Resultado da Amostra – Educação e Deslocamento.

As desigualdades regionais ainda se refletem quando comparados dados do Sudeste e do Norte brasileiros. Enquanto a média nacional de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade fora da escola era 3,3% em 2010, na Região Norte o índice era 6,1%. Na faixa etária de 15 a 17 anos de idade, as regiões Norte e Sul tinham 18,7% de evasão escolar, acima da média nacional de 16,7%. A pesquisadora do IBGE Vandeli dos Santos Guerra aponta que a diferença também é grande de acordo com a situação de domicílio. “Na Região Norte você tem a dificuldade das distâncias, principalmente em área rural.”

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December 27, 2012 8:19 AM
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Matrículas crescem nas federais, mas meta de eficiência continua longe

A expansão das universidades federais aumentou as matrículas e o quadro de  professores nas instituições mantidas pelo governo, mas pouco ou nada contribuiu  para melhorar um dos principais indicadores de eficiência no ensino superior: a  quantidade de alunos por docente nos cursos de graduação. Consideradas apenas as  turmas presenciais, a proporção oscilou negativamente de 11,2 para 11 alunos por  professor, no período de 2001 a 2011, conforme o censo do Ministério da Educação  (MEC).
A exigência de aumento do número de alunos por professor foi incluída no decreto  de criação do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das  Universidades Federais), que estipulou a marca de 18 estudantes por docente. A  medida seria uma contrapartida das universidades à liberação de novos recursos.  Ou seja, o governo daria mais dinheiro em troca de maior produtividade. Desde  2008, levantamento feito pela ONG Contas Abertas a pedido do GLOBO mostra que  foram pagos ao menos R$ 2,9 bilhões somente pelo programa.

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December 27, 2012 8:15 AM
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Em nova decisão, Justiça reconduz reitora da PUC

Determinação foi dada em plantão do Judiciário, segundo advogado da mantenedora da escola; Anna Cintra havia sido afastada na semana passad

A Justiça determinou ontem que a professora Anna Cintra pode retornar à reitoria da PUC-SP.

Ela havia sido afastada semana passada devido a imbróglio após eleição na instituição -o Conselho Universitário (principal colegiado da escola) e a Fundação São Paulo (mantenedora) divergem sobre a nomeação de Cintra como dirigente.

A decisão de ontem foi informada à Folha pelo advogado da fundação, Antonio Meyer. O Tribunal de Justiça julgou o recurso em seu plantão.

Meyer argumentou no pedido de reconsideração que uma instituição como a PUC-SP não pode ficar "acéfala".

Desde a semana passada, quando a Justiça havia afastado Cintra em julgamento de primeira instância, a universidade estava sem reitor.

Cintra havia anunciado na sexta-feira que estava se afastando, mesmo antes de ter sido notificada pela Justiça. Com a nova decisão judicial, ela já retomou o posto, disse a assessoria da fundação.

Castro Figliolia, magistrado em plantão na sessão de direito privado, não avaliou o mérito da disputa interna na universidade, o que deve ocorrer apenas após 7 de janeiro, quando acaba o recesso forense.

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December 27, 2012 8:13 AM
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Universidades ensinam de graça virtualmente

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A Open University, que opera a distância, vai lançar cursos on-line de dez instituições de ensino britânica

Professores universitários britânicos começarão em breve a dar, de graça,  aulas virtuais para milhares de estudantes de todas as partes do mundo. A ação  faz parte do esforço do Reino Unido para alcançar os Estados Unidos no ensino  on-line aberto. A Open University (OU), com cursos a distância, está liderando  uma parceria com dez universidades britânicas que incluem a Exeter, Bristol,  Leeds, St. Andrews e Southampton, na trilha do sucesso alcançado por  instituições americanas bastante conhecidas.

A iniciativa, chamada FutureLearn, será controlada integralmente pela OU e  lançada por Simon Nelson, um ex-chefe da área digital da BBC Television. Nesta  função, ele ajudou a lançar o serviço da televisão e rádio "on-demand" da  emissora, o iPlayer. Este ano, as universidades do Texas, Georgetown e Berkeley  uniram-se à EdX, uma instituição sem fins lucrativos estabelecida pelo  Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard. Já a Coursera, criada por  dois cientistas da computação da Stanford, tem 33 instituições associadas e 2  milhões de usuários.

Martin Bean, vice-presidente da Open University já descreveu esse movimento  súbito como o "momento Napster" do ensino superior, referindo-se à revolução que  o compartilhamento de arquivos pela internet no começo dos anos 2000 representou  para a indústria da música. "Haverá conteúdo baseado em aulas, em que você vai  aprender diretamente com os professores. Haverá exames, avaliações e interação  entre alunos", afirma Bean.

David Willetts, ministro das Universidades e da Ciência do Reino Unido,  elogiou a inovação, afirmando que, com ela, o "Reino Unido poderá ampliar o  acesso ao ensino superior e atender a demanda mundial. Isso está crescendo  rapidamente em economias emergentes como o Brasil, Índia e China".

A FutureLearn é parte do movimento dos chamados "Moocs" - do inglês massive  open on-line courses, ou cursos on-line abertos de amplo alcance. No último ano,  universidades vêm se movimentando para oferecer material didático gratuito por  meio de umas poucas plataformas Moocs nos Estados Unidos - especialmente a  Coursera, a EdEx e a Udacity. O envolvimento próximo da OU na FutureLearn é  visto como significativo dentro do setor, pois ela tem muita experiência no  ensino a distância. Mike Boxall, especialista em ensino superior da consultoria  PA Consulting, diz que a instituição era um "gigante adormecido".

Para Eric Thomas, vice-presidente da Bristol, uma das instituições  associadas, Martin Bean é um expoente brilhante desse tipo de ensino. "A OU tem  a ferramenta e o conhecimento, portanto, sabemos que temos o melhor dos  parceiros". O professor Bean, por sua vez, diz que a OU vai "alavancar" sua  experiência acadêmica a distância com a nova plataforma Mooc, mas afirma que  haverá "uma clara diferenciação entre esses dois mundos". Os cursos da  FutureLearn não irão conferir créditos para graduação.

O modelo de negócios utilizado pela FutureLearn é baseado na atração dos  estudantes que gostam de um Mooc para os cursos a distância pagos. A OU já  oferece muito material didático de graça, característica que já atrai 400 mil  visitantes por mês. Ela tem 1 milhão de assinantes de seu produto no iTunes U, a  seção da loja de música da Apple na internet dedicada às universidades.

Recentemente a OU disponibilizou um curso grátis oferecido junto com o  documentário "Planeta Gelado" da BBC, sobre as regiões de clima frio do planeta.  "Reunimos milhares de pessoas e um bom número delas era formado por estudantes  de ciências que pagaram pelo acesso", diz Bean. A OU cobra 1.250 libras por um  curso que levaria um semestre para ser concluído por um estudante em período  integral.

As universidades gostam de enfatizar que os Moocs vão melhorar sua capacidade  de fornecer conteúdo. "Tudo envolve a exploração do interesse no aprendizado  social e como os estudantes aprendem", diz Janice Kay, vice-presidente adjunta  da Exeter.

Já existem exemplos de universidades que estão mudando seus métodos de ensino  com o uso de Moocs de outras instituições: um professor de ciências da  computação da Vanderbilt University do Tennessee já escreveu sobre o uso do  material de Stanford. Karan Khemka, sócio e diretor de ensino internacional do  Parthenon Group, traça uma analogia com as escolas: "Vemos professores ensinando  conteúdo digital para melhorar o que já está disponível para os alunos. Os  professores não estão sendo substituídos", ressalta. 

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December 27, 2012 8:03 AM
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'Cota não resolve problema da educação. Ela cria ilusão'

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A estudiosa afirma que, apesar da propaganda acerca da reserva de vagas, esmagadora maioria dos jovens seguirá sem lugar na universidade públic

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff assinou a chamada lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a estudantes oriundos de escolas públicas de ensino médio. Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou um programa de inclusão socialpara as três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp – apontadas nos rankings internacionais como centros de excelência em pesquisa no Brasil. "Embora a proposta pareça um pouco melhor do que a lei federal, está longe de ser a solução", diz a antropóloga Eunice Durham.

Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação, membro do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP e estudiosa do ensino superior, Eunice acusa a nova proposta de carregar o mesmo discurso e enganos revelados em 2002, quando foi adotada pela primeira vez no país o mecanismo de reserva de vagas (por raça, então), na UFRJ. "Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos", diz. "Existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica."

Para quem acha que a posição é ideológica, a professora oferece números. "Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública." Mais efetivo e justo, defende a antropóloga, seria a criação e manutenção, pelas universidades públicas, de cursos pré-vestibulares que preparassem os estudantes da rede pública para o ingresso no vestibular. "Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a esse tipo de aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres?", indaga a estudiosa. Confira a seguir trechos da entrevista que ela concedeu ao site de VEJA.

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December 27, 2012 8:01 AM
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Brasil precisa dobrar oferta anual de bolsas

Para atender à promessa de conceder 101 mil bolsas pelo programa Ciência Sem Fronteiras até 2014, o governo terá mais que dobrar a oferta anual de benefícios nos próximos dois anos. Até agora, foram concedidas 20 mil bolsas no exterior, segundo declaração da presidente Dilma Rousseff. Mapeamento na internet do próprio programa, entretanto, informa que foram concedidas 15.209 bolsas sendo que 12.635 estão em vigência. Os dados são de novembro.
No site do programa é possível encontrar todos os bolsistas distribuídos pelo mundo, por instituição, área de estudo e modalidade da bolsa. Até o currículo dos estudantes e pesquisadores está disponível no mapa.
A Universidade de Coimbra, em Portugal, por exemplo, abriga 707 estudantes de graduação. Por causa da facilidade da língua, Portugal é um dos países que mais recebe bolsistas: 2.486. Mas o local com mais estudantes brasileiros é os Estados Unidos, com 3.444.
O Ciência Sem Fronteiras já mandou estudantes e pesquisadores a 35 países. Universidades da Coreia do Sul, por exemplo, abrigam 92 bolsistas. Há ainda estudantes na África do Sul (4), Cingapura (3), China (4) e Chile (29).
O programa é voltado para estudantes de graduação, doutorado e pós-doutorando. Mais de 75% dos benefícios foram para estudantes de graduação (11.439 bolsas). Além disso, 2.672 pesquisadores fazem doutorado, ou parte dele, no exterior pelo programa. As bolsas de pós-doutorado respondem por 1.095 benefícios.
Das 101 mil bolsas do programa, 75 mil serão concedidas com recursos do governo e o restante, da iniciativa privada.

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December 27, 2012 7:58 AM
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A salvação está no ensino técnico

A salvação está no ensino técnico | Inovação Educacional | Scoop.it

País sofre com a falta de profissionais para atuar em áreas que exigem conhecimento específico. Faltam mecânicos, soldadores e responsáveis pela manutenção de máquinas. Sem escolas suficientes, empresas se encarregam de formar o próprio pessoal.

Do total de 22,5 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apenas 3,3 milhões cursam ensino superior. Outros 19,2 milhões estão fora da faculdade. “Esse pessoal que vai para a universidade segue o seu caminho de um jeito ou de outro, mas 85% vão fazer o quê?”, questiona o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.
No entender dele, esse é o grande problema da matriz educacional brasileira, de “ser voltada fortemente para o modelo de educação regular, academicista, sem orientação para a educação profissional”. O professor Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, concorda e acrescenta que a educação regular ainda está gritando por socorro.
“O objetivo é uma aprendizagem medíocre, que não colabora com a formação de um cidadão nem de uma liderança no mercado de trabalho”, diz. Isso resulta em baixa produtividade desses futuros trabalhadores e, consequentemente, em empregos informais ou de salários menores. Daniel Cara lembra que o maior problema hoje do Brasil é a falta de técnicos. Mas as escolas técnicas federais hoje atendem apenas a minoria deles

Arlete's comment, December 27, 2012 2:00 PM
Bastante oportuna a reportagem! Investimento nas duas frentes de educação, principalmente na educação profissionalizante onde o mercado de trabalho apresenta carência, resolveria grande parte do problema.
Rogério Rocha's comment, December 28, 2012 9:38 PM
O Brasil sempre desprezou ou desmereceu a formação técnica em prol da meramente teórica. Precisamos preencher essa lacuna. No mais, também é uma forma de qualificar profissionais para o mercado de trabalho. Concordo, com você Arlete.
Arlete's comment, December 30, 2012 3:29 PM
Concordo Rogério. A educação teórica deve caminhar junto com a prática, essa lacuna não pode existir!
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December 27, 2012 7:53 AM
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Rumo a um futuro mais igual

Aos poucos, a população afrodescendente conquista  importantes espaços na sociedade brasileira e de outros países.  Contudo, muitas distorções precisam ser superadas

Se  alguém, por um motivo qualquer, tivesse passado os últimos 10 anos  dormindo e acordasse no fim de 2012, certamente teria uma surpresa com o  destaque dado a personalidades negras no país e no mundo. Essa pessoa  veria o rosto de Barack Obama estampado na capa da revista Time, e  descobriria que o homem de raízes africanas, eleito personalidade do ano  pela publicação, comanda a mais poderosa nação do mundo. No Brasil, ela  testemunharia os elogios frequentes feitos nas ruas e nas redes sociais  a Joaquim Barbosa, e saberia que um afrodescendente preside hoje a mais  alta Corte do país, o Superior Tribunal Federal (STF).

Mesmo que  Obama e Barbosa possam ser considerados casos excepcionais, suas  histórias estão conectadas a um movimento real — ainda que lento — de  ascensão dos negros em vários países. Aos poucos, eles deixam de ser  importantes apenas nas artes e nos esportes (áreas às quais pareciam  limitados pelo preconceito social) e passam a influenciar os destinos da  economia, da política e do pensamento mundial. Esse processo dá  esperanças de que uma sociedade mais igualitária esteja se formando e, a  curto prazo, tem um impacto direto na autoestima dessa população, que  passa a não ter mais vergonha de assumir sua origem.

No Brasil,  esse fenômeno é nítido. "Durante muito tempo, persistiu o absurdo de  pessoas com a tez negra ou com os traços afros se declararem como  brancas", afirma Nelson Inocêncio, coordenador do Núcleo de Estudos  Afro-Brasileiros (Neab), da Universidade de Brasília. "À medida que a  situação social melhora, mais pessoas assumem sua identidade", completa.  A fala de Inocêncio é amparada por dados do Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE). No último censo, de 2010, pela primeira  vez na história, o percentual de pessoas que se declararam de cor preta  ou parda (50,7%) foi maior do que o de indivíduos que se consideravam  brancos (47%).

O estudo Dinâmica demográfica da população negra  brasileira, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),  aponta que esse fenômeno pode ser em parte explicado pela maior  fecundidade das mulheres negras em relação às brancas. Contudo, ressalta  a pesquisa, é fato que houve um aumento do número de pessoas que agora  se declaram pardas e que antes preferiam dizer que eram brancas.

Desafios Apesar  dos avanços, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Embora 75% das  pessoas que ingressaram na classe média nos últimos anos sejam negras,  segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da  República, essa parcela da população ainda ganha menos, enfrenta maior  desemprego e tem menor escolaridade. Ainda segundo o Censo 2010, os  rendimentos mensais médios de brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574)  são quase o dobro dos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) e indígenas  (R$ 735).

A realidade ainda desigual, reproduzida em maior ou  menor escala em diversas outras nações, justifica a decisão das Nações  Unidas de declarar os próximos 10 anos a Década das Pessoas com  Ascendência Africana. Com a iniciativa, a ONU espera acelerar o processo  de construção de uma sociedade mais igualitária e ajudar no  reconhecimento internacional da importância do continente africano na  constituição do mundo contemporâneo.

Para o antropólogo Milton  Guran, pesquisador do Laboratório de História Oral e Imagem (Labhoi) da  Universidade Federal Fluminense (UFF), a África vem tendo, aos poucos,  esse destaque. "A presença da África no mundo, em todos os campos, será  cada vez maior. O mundo ocidental não existiria sem a incomensurável  contribuição dos africanos, tanto no campo econômico quanto nos planos  espirituais e culturais", afirma. "O reconhecimento da África como  protagonista maior da construção do mundo ocidental é um processo  irreversível", completa o professor.

História Assim,  a visão eurocêntrica da história, ou seja, contada a partir do ponto de  vista europeu, ganha contornos mais diversos, seja fora ou dentro do  Brasil. "O país é tão negro quanto indígena e europeu. Como se diz à  exaustão, é essa multiplicidade de raízes que faz a nossa força, a nossa  singularidade como nação", afirma Guran. Essa diversidade vem deixando  de ser um mero discurso para virar um instrumento de transformação  social do Brasil. "Nas últimas décadas, temos assistido a um aumento  progressivo da consciência e da ação reivindicatória dos  afrodescendentes e dos povos indígenas, com um apoio cada vez mais amplo  do conjunto da sociedade, apesar das resistências de setores mais  conservadores."

Independentemente da cor da pele ou das origens de  seus antepassados, reescrever a história do país e do mundo de maneira  mais democrática é um processo que interessa a todos ."A reconstrução de  uma memória coletiva — não só dos afrodescendentes diretos, mas de toda  a nação — deve induzir toda a sociedade a reavaliar seus valores e  preconceitos. Repensar a história da escravidão e das suas consequências  é repensar toda a história do Brasil, nossa trajetória como nação",  afirma Guran, que é o representante brasileiro no Comitê Científico  Internacional do Projeto Rota do Escravo, da Organização das Nações  Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). "Hoje, temos uma  memória nacional que não se sustenta completamente por subdimensionar  ou mesmo deixar de lado a força positiva da contribuição dos africanos e  de seus descendentes para a construção do país e da nossa identidade  nacional", completa.

Assim, não faz sentido valorizar tantos  aspectos ricos da cultura brasileira, como a música, a dança, a  culinária, a agricultura e a engenharia sem valorizar aqueles que  contribuíram de maneira direta para o desenvolvimento dessas áreas.  "Mesmo com toda a violência que foi a escravidão, é inegável que ela  produziu uma troca sem precedentes entre os diversos povos envolvidos  nesse processo", afirma Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. "Assim, é  preciso dar um lugar mais positivo e respeitoso para o continente  africano."

O segundo Barack Obama, que já  havia sido escolhido a personalidade do ano pela Time quando foi eleito  presidente dos Estados Unidos pela primeira vez, é a segunda pessoa  negra a receber essa homenagem nos 86 anos da publicação. A outra foi o  ativista americano Martin Luther King Jr., assassinado em 1968.

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/12/26/rumo-a-um-futuro-mais-igual

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December 27, 2012 7:48 AM
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País sofre com a falta de profissionais para áreas que exigem conhecimento específico

Os estudantes Vinícius Braga, de 18 anos, Gabriel Coxir, de 17, e Mateus Rodrigues, de 17, acabam de finalizar o curso na Escola Técnica de Formação Gerencial de Belo Horizonte, (ETFG-BH), do Sebrae Minas. Antes de encerrar o curso, eles criaram plano de negócio para reaproveitar o lixo da Ceasa Minas. A ideia é a criação de usina que utiliza o húmus de minhoca para aumentar a qualidade do composto. O plano foi premiado e agora os jovens querem tirar o projeto do papel.
A empresa ganhou o nome provisório de Composita. O seu objetivo é transformar frutas, verduras e legumes, que atualmente são dispensadas em aterro sanitário, em adubo orgânico, por meio do processo de compostagem. “Fizemos três anos de ensino médio junto com o técnico. Primeiro foram formadas as ideias da empresa. No segundo fizemos a pesquisa de mercado e análises”, explica Coxir. O plano de negócio foi tão bem estruturado que ganhou, em outubro deste ano, o segundo lugar no concurso Jovem Empresário, promovido pela da Faculdade IBS, certificada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O prêmio foi um cheque no valor de R$ 2 mil.
A trajetória de Vinícius, Gabriel e Mateus é a prova da necessidade de o Brasil investir pesadamente em duas frentes: na qualidade do ensino fundamental e na educação profissionalizante, ainda no nível médio, para absorver 85% dos jovens que não conseguem acesso imediato ao ensino superior por falta de condições financeiras ou porque largaram os estudos e não concluíram o ensino médio.
Do total de 22,5 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, apenas 3,3 milhões cursam ensino superior. Outros 19,2 milhões estão fora da faculdade. “Esse pessoal que vai para a universidade segue o seu caminho de um jeito ou de outro, mas 85% vão fazer o quê?”, questiona o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.
No entender dele, esse é o grande problema da matriz educacional brasileira, de “ser voltada fortemente para o modelo de educação regular, academicista, sem orientação para a educação profissional”. O professor Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, concorda e acrescenta que a educação regular ainda está gritando por socorro.

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December 27, 2012 7:47 AM
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Governo de SP anuncia programa de cotas em universidades estaduais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira , 20 de dezembro, o Programa de Inclusão com Mérito no ensino Superior Público Paulista (Pimesp). O programa foi desenvolvido pelo Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo), - composto pelos reitores da USP, Unicamp e Unesp e pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; e Educação -, que vai garantir que 50% das matrículas em cada curso e em cada turno sejam ocupadas por alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas.

O Pimesp prevê investimentos de R$ 27,017 milhões em 2014 e deve atingir R$ 94,679 milhões em 2021. A quantidade de vagas destinadas aos estudantes de escolas públicas será implantada gradativamente, começando com 35% em 2014, 43% em 2015, chegando aos 50% em 2016. As vagas são válidas para USP, Unesp, Unicamp, Fatecs e para as Faculdades de Medicina de Marília e Rio Preto. "As universidades já têm um programa de inclusão com várias ações afirmativas, mas nós queremos ter um programa mais abrangente e de Estado, ou seja, para todos", disse o governador Geraldo Alckmin.

O governador anunciou ainda a criação de um fundo especial para bolsas de meio salário mínimo (R$ 311) aos alunos com renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo, para suprir necessidades de transporte e alimentação. Os contemplados serão avaliados mensalmente quanto à participação em atividades escolares. "Não adianta só criar a cota e o aluno entrar na universidade e ter que desistir por não ter como se manter. Isso vai evitar a evasão", destacou Alckmin.

A ação prevê a criação do Ices (Instituto Comunitário de Ensino Superior), em parceria com a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que vai oferecer cursos superiores com duração de dois anos a esses estudantes. Ao todo, são 2 mil vagas para os alunos das escolas públicas, das quais mil são reservadas para negros, pardos e indígenas. A seleção para ingresso no Ices será realizada de acordo com o desempenho dos candidatos no Enem ou no Saresp, a ser definido pelo Conselho de Reitores.

Os cursos do Ices garantem o diploma universitário e o ingresso automático nas universidades públicas estaduais para quem deseja continuar os estudos, desde que o aluno tenha aproveitamento mínimo de 70%. A escolha do curso nas universidades também será por meritocracia, ou seja, quem tiver notas melhores no Instituto Comunitário tem prioridade.

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December 27, 2012 7:46 AM
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Diretora é exonerada após subornar alunos em escola do RJ

A diretora do Ciep Luiz Carlos Veronese, de Nova Friburgo (RJ), foi exonerada do cargo esta semana pela Secretaria Estadual de Educação após a divulgação de vídeos em que ela aparece subornando alunos do ensino médio. O dinheiro foi oferecido para que os estudantes fizessem as provas do Sistema de Avaliação do Estado (Saerj), que oferece premiação salarial a professores e diretores das escolas que apresentam bom desempenho no exame.
As imagens foram publicadas na internet na última segunda-feira. Nelas, a diretora Sirlene da Cruz Figueira oferece prêmios aos alunos, como DVDs. Em outro vídeo ela aparece contando dinheiro para entregar aos estudantes.
Segundo a Secretaria de Educação, ao constatar a irregularidade, o órgão providenciou a exoneração imediata da diretora. Uma sindicância, que terá prazo de 45 dias para ser concluída, também vai apurar as denúncias.
"Não há informações de que tal prática tenha ocorrido em outras unidades escolares. A Seeduc reforça que o ato é inadmissível, e conta com a colaboração da comunidade escolar caso haja suspeita de irregularidade", informou a secretaria em nota. De acordo com o órgão, o ato da diretora não interferiu no desempenho dos alunos nas provas do Saerj e o resultado - previsto para ser divulgado no primeiro semestre de 2013 - não sofrerá prejuízos.
A secretaria ainda disse que, para receber a bonificação, as escolas precisam cumprir o currículo mínimo, participar das avaliações e lançar as notas na internet dentro dos prazos. Os professores também têm que cumprir a exigência individual de frequência mínima de 70% durante o ano letivo. "Esclarece-se, portanto, que o Saerj não é a única forma de garantir a bonificação, que pode chegar a até três salários a mais", completou a secretaria

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December 27, 2012 7:45 AM
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Incêndio atinge universidade e deixa um ferido em SP

Incêndio atinge universidade e deixa um ferido em SP | Inovação Educacional | Scoop.it

Um incêndio atingiu o campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, no Itaim Bibi, no final da tarde desta quarta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros da capital paulista, um homem de 28 anos foi encaminhado ao hospital com sinais de intoxicação. A identidade da vítima não foi divulgada

De acordo com os bombeiros, cinco viaturas foram acionadas para atender a ocorrência por volta das 18h30 desta quarta. As causas do incêndio serão investigadas.

Em nota, a universidade informou que, em função do superaquecimento de um computador, o sprinkler (dispositivo anti-incêndio) foi acionado. "Para garantir que todo o procedimento de segurança fosse seguido, o Corpo de Bombeiros foi acionado e a situação rapidamente normalizada", afirmou a instituição.

Segundo a universidade, não havia estudantes no prédio e "os colaboradores que estavam no local garantiram que os procedimentos de segurança fossem seguidos".

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