Inovação Educacional
628.6K views | +0 today
 
Scooped by Inovação Educacional
onto Inovação Educacional
August 14, 2:13 PM
Scoop.it!

Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IA podem ser prova de crime no Brasil?

Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IA podem ser prova de crime no Brasil? | Inovação Educacional | Scoop.it
Mensagens trocadas com ferramenta de IA estão no centro da investigação, mas especialistas questionam os limites desse tipo de evidência e a importância de analisar o contexto completo das conversas.
No comment yet.
Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
Scoop.it!

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 10:07 AM
Scoop.it!

Pisa 2025: A nota começa muito antes 

Pisa 2025: A nota começa muito antes  | Inovação Educacional | Scoop.it

Avaliações educacionais identificam avanços, retrocessos e desigualdades, oferecendo evidências para reorientar prioridades e estratégias. Por sua importância, exigem uma leitura rigorosa, principalmente sobre o que medem e quem está representado nos resultados.
Esse é um cuidado importante no Pisa. A avaliação da OCDE mede o desempenho de jovens de 15 anos matriculados a partir do 7º ano. Dessa forma, jovens que abandonaram a escola ou ainda estão em etapas anteriores ficam fora da população avaliada. O resultado oferece uma fotografia relevante de uma geração, mas não uma fotografia completa.
Na América Latina, a cobertura acrescenta uma dimensão decisiva. À medida que mais jovens permanecem na escola e avançam sem grandes distorções de idade e série, uma parcela maior da população de 15 anos passa a ser alcançada pelo Pisa. Estudantes de grupos historicamente mais vulneráveis passam a integrar a população avaliada. Essa mudança na composição pode influenciar a média e fazer com que avanços no sistema educacional não apareçam nos resultados devido a um processo de inclusão.
Outro ponto importante é que, aos 15 anos, os estudantes estão, em geral, nos anos finais do ensino fundamental ou no primeiro ano do ensino médio (no caso do Brasil), a depender de sua trajetória escolar. Isso significa que países que investiram na melhoria do ensino médio não têm esses ganhos capturados pelo resultado do Pisa, uma vez que os alunos são avaliados antes de chegarem a essa etapa. Fenômeno similar acontece com avanços recentes em fases iniciais da educação básica, como a alfabetização na idade certa. Estudantes avaliados com 15 anos de idade passaram por essa fase oito anos antes (considerando alfabetização aos sete anos, como definido no Brasil). Ou seja, evoluções mais recentes também não são capturadas no resultado do Pisa.
Feitas essas ressalvas, os resultados de 2025 permanecem preocupantes. Entre os 35 países da OCDE com resultados comparáveis, a média caiu três pontos em ciências, 14 em leitura e nove em matemática desde 2022. Aqui, vale retomar o recorte temporal. Os estudantes avaliados tinham cerca de 10 ou 11 anos durante o fechamento das escolas na pandemia, quando estavam em uma fase importante da consolidação das aprendizagens básicas. O efeito geracional da pandemia se combina a problemas anteriores e à capacidade de cada sistema de recompor aprendizagens.
As trajetórias latino-americanas em educação são distintas. Essas diferenças também são observadas nos seis países em que atua o Instituto Natura. Entre eles, o Chile segue como o sistema de melhor desempenho, embora tenha perdido 12 pontos em leitura e nove em matemática desde 2022. O Peru caiu 18 pontos em leitura e nove em matemática. Colômbia e México alcançaram 414 pontos em ciências e apresentaram estabilidade nessa área desde 2015, enquanto registraram perdas recentes em leitura ou matemática. A Argentina teve queda nos três domínios e alcançou 393 pontos em ciências, o menor resultado do grupo.
O Brasil exige uma leitura cuidadosa. O país alcançou 409 pontos em ciências e permaneceu estatisticamente estável em leitura e matemática em relação a 2022. Desde 2015, a OCDE considera estatisticamente estável o desempenho brasileiro nas três áreas. O patamar de aprendizagem continua baixo e insuficiente. Ao mesmo tempo, a cobertura do Pisa aumentou quatro pontos percentuais no período. Entre os países analisados pela OCDE, o Brasil foi o único a combinar estabilidade nas três áreas com expansão da cobertura.
Manter a média enquanto uma parcela maior e mais vulnerável da população passa a ser representada pela avaliação amplia a compreensão do resultado brasileiro e reforça a urgência de priorizar os anos finais do ensino fundamental, etapa em que avanços anteriores podem perder continuidade.
O Pisa segue como referência internacional essencial. Sua leitura ganha precisão quando combinada a indicadores que acompanham a trajetória completa de uma geração, de forma a identificar em que etapas a aprendizagem se perde e orientar políticas capazes de transformar evidências em resultados sustentados ao longo de toda a educação básica.
Combinar perspectivas, índices e avaliações é fundamental. Políticas públicas estruturadas e sustentadas ao longo do tempo podem fazer da educação um vetor ainda mais potente de transformação social na América Latina.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 10:00 AM
Scoop.it!

Educação mal parada - 08/09/2026 - Opinião - Folha

Educação mal parada - 08/09/2026 - Opinião - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it

O país é superado por vizinhos; ficamos no 52º lugar em leitura, 67º em ciências e 57º em matemática, atrás de Chile e Uruguai

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:58 AM
Scoop.it!

Os pterodátilos contra-atacam - 09/09/2026 - Ruy Castro - Folha

Os pterodátilos contra-atacam - 09/09/2026 - Ruy Castro - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Tive o prazer de saber por José Eduardo Agualusa de um bem-vindo contra-ataque do analógico a certos flancos da ditadura digital: fotógrafos que voltaram a trabalhar com o velho filme, músicos gravando discos em fita magnética e escritores que —como ele— escrevem à mão e depois passam o texto para o computador. Não é só uma volta ao tempo dos pterodátilos. Os mais jovens talvez gostem de saber que há razões inclusive estéticas para essa recuperação de mídias dadas como extintas.

É fácil disparar a câmera do celular e ver se, até sem querer, sai algo que preste. Já a foto em filme obriga o fotógrafo, pelo custo do material, a buscar a expressão, a luz e o enquadramento perfeitos antes de clicar. O mesmo quanto à gravação
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:55 AM
Scoop.it!

IMF Working Papers Volume 2026 Issue 190: Relative Development and the Intelligence Divide: Human Capital, Technology Diffusion, and AI (2026)

IMF Working Papers Volume 2026 Issue 190: Relative Development and the Intelligence Divide: Human Capital, Technology Diffusion, and AI (2026) | Inovação Educacional | Scoop.it
IMF Working Papers describe research in progress by the author(s) and are published to elicit comments and to encourage debate. The views expressed in IMF Working Papers are those of the author(s) and do not necessarily represent the views of the IMF, its Executive Board, or IMF management.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:50 AM
Scoop.it!

Trend dos anos 80: o que você entregou de graça para a IA

Trend dos anos 80: o que você entregou de graça para a IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Porque quando você envia essa selfie para o ChatGPT, ela não evapora depois que a imagem fica pronta. Traduzindo: a foto que você mandou de brincadeira pode entrar, automaticamente, no material usado para treinar o próximo modelo da empresa. Para que isso não aconteça, você precisa saber que a opção existe, ir até as configurações, caçar o menu de controles de dados e desligar o botão. Quase ninguém faz.
E uma vez que a sua imagem entra num ciclo de treinamento, não há botão de desfazer. Não adianta apagar a conversa que depois não resolve: o rosto que você entregou numa tarde de feriado, achando graça, não volta mais. Você doou o rosto em alta definição, de graça, e ainda agradeceu pela diversão.
OK, mas qual é o problema disso? Vou trazer aqui a perspectiva de alguém que já trabalhou em uma empresa que justamente vendia dados organizados para treinamentos de IA. Só que para entender por que uma foto sua vale alguma coisa, é preciso lembrar como essas ferramentas nasceram.
A IA generativa (como o ChatGPT, Gemini e Claude) foi criada varrendo a internet inteira: sites de notícia, fóruns, posts, legendas, vídeos do YouTube... Tudo o que estava disponível e de graça. Foi assim que os modelos aprenderam a escrever, falar, criar e interpretar: consumindo, sem pedir licença, o trabalho de milhões de pessoas.

Com algum atraso, veículos de imprensa, grandes grupos de mídia e artistas começaram a processar as empresas, e daí vieram os acordos de licenciamento. O material fácil da internet, hoje, já foi praticamente todo digerido. Só que essa indústria é faminta, não para de evoluir, e ter dados coletados de forma ética, ou seja, consentidos, anonimizados e catalogados, para depois serem treinados não é nada barato.

Esses conjuntos de dados valiosos têm nome: datasets (e existe todo um mercado para consegui-los). Já existem empresas que prometem renda extra para quem topa fazer micro tarefas, como gravar um áudio, filmar um gesto, rotular e classificar algum conteúdo. A remuneração é baixa, a demanda é instável, mas o apelo é sempre o mesmo: me dê seu tempo e ganhe um dinheiro fácil.

Para a IA ficar cada vez mais humana ela precisa de coisas que só um corpo humano produz: um áudio com sotaque regional falando de forma espontânea, um vídeo de alguém mexendo uma panela, um rosto real envelhecido ou rejuvenescido, uma pessoa dizendo o que considera ofensivo ou não.
Com as trends de IA que bombam nas redes sociais, a empresa pega carona numa brincadeira aparentemente espontânea. Imagina o preço que seria para poder pagar milhares de pessoas a fornecerem suas faces em diferentes estilos, idades e transformações?
Quer ter uma ideia de como isso pode ser problemático? Pega o caso da Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, o mesmo criador do ChatGPT. Ela desenvolveu um sistema de autenticação biométrica pela íris dos olhos.

Nos últimos anos, a companhia montou no mundo inteiro postos para escanear a íris das pessoas com um aparelho chamado Orb. As barraquinhas prometiam cerca de R$ 600 para tirar uma foto dos olhos. Cerca de 500 mil brasileiros toparam; no mundo, estima-se que mais de 17 milhões.

Os postos eram colocados próximos a estações centrais de metrô e de ônibus, ou seja, em lugares com muita circulação de pessoas, muitas de camada mais simples. Só que o pagamento não era em dinheiro, mas na criptomoeda da empresa, a Worldcoin. A falta de transparência fez muita gente só saber de como seria a forma de remuneração após já ser escaneada. Em julho deste ano, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) processou a empresa, pedindo uma indenização de R$ 240 milhões.

É curioso a relação que temos de troca com as big techs. Primeiro, demos a nossa atenção para as redes sociais, que lucraram com cada minuto do nosso olho na tela. Depois, começamos a dar o nosso afeto, quando passamos a conversar com inteligências artificiais como quem conversa com um amigo. Agora, damos o corpo: o rosto, a voz, os gestos, e até a íris.
Veja: não se trata de nunca mais entrar numa brincadeira dessas, nem de fingir que a tecnologia é o demônio. Basta buscar como que dá para remover a opção de ter seus dados sendo usados para treinamentos de IA em todas as plataformas. A opção fica escondida, mas dá.
Trata-se de notar o que estamos fazendo, e a que preço. Porque a conta dessas trends não vem no cartão: vem depois, num futuro em que a nossa própria imagem distorcida (envelhecida, rejuvenescida ou vestida de qualquer década), pertence um pouquinho mais a uma empresa e um pouquinho menos a nós.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 3:27 PM
Scoop.it!

Não estamos começando do zero, diz CEO da Pearson Brasil sobre IA

Não estamos começando do zero, diz CEO da Pearson Brasil sobre IA | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil tem a maior expectativa de aceleração da inteligência artificial (IA) entre os seis países analisados por um novo estudo global: 76% dos empregadores brasileiros acreditam que o ritmo das mudanças trazidas pela tecnologia vai aumentar nos próximos dois anos — mais até do que os Estados Unidos e o Reino Unido, mercados historicamente associados à vanguarda tecnológica. Ao mesmo tempo, o país também registra um dos maiores graus de ceticismo sobre se suas próprias universidades estão preparadas para essa transformação.

Segundo o estudo "Preparação para a IA: Construindo a ponte entre o ensino superior e o mercado de trabalho no Brasil", feito pela Pearson em parceria com a Amazon Web Services (AWS), 74% dos estudantes e 74% dos empregadores brasileiros acreditam que a IA torna a universidade mais essencial, não menos.

Veja também
Seis estratégias para o Brasil manter a queda do desmatamento: 'Não podemos retroceder'
Trend de 'como eu seria nos anos 80' faz ChatGPT ficar instável nesta terça-feira, 8
Rio supera São Paulo e lidera prejuízo com roubo de cargas no 1º semestre, puxado por medicamentos 
Em entrevista exclusiva à EXAME, a CEO da Pearson no Brasil, Cinthia Nespoli, afirmou que o país "não está começando do zero".

"28% dos líderes brasileiros classificam o investimento institucional em IA como significativo, contra 10% nos Estados Unidos e 10% no Reino Unido. Então, não estamos começando do zero. O próximo passo é transformar boas iniciativas e investimentos em capacidade consistente, responsável e escalável", diz.

A pesquisa ouviu 2.711 pessoas em seis países, das quais 500 no Brasil. Apesar da confiança no valor da universidade, apenas 17% dos estudantes acham que suas instituições estão de fato acompanhando essa transformação — abaixo da média de 21% registrada nos demais mercados pesquisados.

IA premiada em Harvard para análise de câncer de pele será usada no Sabin
Para Nespoli, esse hiato não vem de falta de consciência sobre a urgência da mudança. 80% dos líderes de ensino superior brasileiros já reconhecem que as mudanças provocadas pela IA acontecem de forma rápida ou extremamente rápida.

"É preciso preparar professores, rever experiências de aprendizagem, criar regras claras para o uso responsável da IA e manter uma conexão muito mais dinâmica com o mercado de trabalho", afirma.

Um problema antigo que a IA só tornou visível
Para Nespoli, a distância entre teoria e prática não nasceu com a IA — a tecnologia apenas escancarou um descompasso que já existia entre universidade e mercado.

No Brasil, 42% dos empregadores apontam a distância entre conhecimento acadêmico e aplicação no trabalho como barreira à contratação, e outros 42% citam a falta de experiência com ferramentas de IA usadas no ambiente profissional.

Segundo ela, o gap mais importante não está em qual ferramenta se ensina, mas sim em "saber quando usar, avaliar a qualidade do resultado, reconhecer limitações e tomar uma decisão a partir dele."

"O fio que conecta essas pesquisas é justamente a necessidade de reduzir a distância entre aprender e conseguir aplicar", afirma.

Desalinhamento entre o que as instituições acham que o mercado quer
O estudo também aponta um desencontro de prioridades entre quem forma e quem contrata.

Os líderes de ensino superior identificam corretamente o uso de ferramentas de IA como uma das principais exigências dos empregadores, mas subestimam em dez pontos percentuais a importância que o mercado atribui à comunicação e colaboração.

Para a executiva, "isso mostra que não há uma discordância sobre a importância da IA". "Estudantes, instituições e empresas reconhecem a transformação. A diferença está em quais dimensões da preparação cada grupo prioriza", diz Nespoli.

Segundo a pesquisa, 63% dos líderes de ensino superior brasileiros relatam interações frequentes ou muito frequentes com empregadores, uma das taxas mais altas do estudo. "O próximo passo é transformar relacionamento em mecanismos sistemáticos que ajudem a orientar currículos, experiências e competências", afirma.

O maior acerto: investir em gente, não só em tecnologia
Para os próximos anos, Nespoli resume o que separa universidades que vão se adaptar bem das que vão ficar para trás. Segundo ela, o maior erro seria confundir adoção com prontidão: disponibilizar ferramentas e considerar que o trabalho está concluído.

"O maior acerto seria investir nas pessoas ao mesmo tempo em que se investe na tecnologia: preparar professores, oferecer experiências práticas, estabelecer uma governança clara e aproximar a aprendizagem das necessidades reais do trabalho."
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 2:49 PM
Scoop.it!

Brasil estaciona em notas de educação no Pisa, mas reduz distância de países ricos, que têm queda

Brasil estaciona em notas de educação no Pisa, mas reduz distância de países ricos, que têm queda | Inovação Educacional | Scoop.it
Para a OCDE, o recuo global de desempenho expõe a perda de concentração e atenção dos jovens - além da diminuição do hábito da leitura- em um mundo cada vez mais transformado pelo excesso de telas e pela inteligência artificial. “Percorrer rapidamente feeds das redes sociais e processar informações em alta velocidade”, aponta a organização, pode ter contribuído “para a piora da capacidade e da motivação dos estudantes para lidar com textos e dados complexos”.

O País foi classificado com “baixo desempenho” em três das quatro áreas avaliadas. Só em Leitura ficou “abaixo da média”, considerado um patamar melhor, mas ainda inferior ao das nações da OCDE.

PUBLICIDADE

O Pisa destaca, porém, que o Brasil foi o único a ampliar significativamente a participação no exame e manter o desempenho estável desde 2015 (apenas oscilações negativas ou positivas na nota). Em outros países, houve queda em algumas áreas no mesmo período. Só três que ampliaram a cobertura do Pisa registram alta em alguma das três áreas: Camboja, República Dominicana e El Salvador.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 2:39 PM
Scoop.it!

Opinion | There’s Really Only One Way to Stop Students From Cheating - The New York Times

Opinion | There’s Really Only One Way to Stop Students From Cheating - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Na véspera de uma prova para fazer em casa no meu curso de graduação em Wharton, alguns alunos me mandaram mensagens desesperadas dizendo que alguns colegas estavam planejando usar inteligência artificial para colar. Depois de passar o semestre tentando extrair o melhor de cada um deles, fiquei consternado ao descobrir o pior lado de cada um. Senti como se tivesse sido traído.

Quando os 95 alunos entraram na plataforma para o exame, porém, tiveram uma surpresa. Eu havia descartado as questões de múltipla escolha e de resposta curta que costumo incluir. Em vez disso, pedi aos alunos que escrevessem uma redação, utilizando os princípios da psicologia organizacional que haviam estudado, sobre como motivar os alunos a parar de colar.

As respostas deles me chocaram. Quase nenhum aluno considerou a cola uma violação da integridade. A maioria deu desculpas: Estamos sob muita pressão. Todo mundo está fazendo isso. Não temos escolha. Eles pareciam jogadores de beisebol da liga principal na época dos esteroides. O ChatGPT era a droga para melhorar o desempenho deles.

À medida que as escolas enfrentam esse problema, muitos professores estão optando por redações em sala de aula e provas orais. Criar obstáculos nunca será suficiente. Precisamos atacar a raiz do problema, mudando as motivações subjacentes dos alunos.

Em uma série de estudos, em uma ampla gama de contextos, psicólogos descobriram que , à medida que os riscos de um desafio competitivo aumentam, a trapaça também aumenta. Algumas pessoas são praticamente imunes a esse efeito. Elas não seguem uma lógica de consequências, calculando se os benefícios da trapaça superariam os custos. Elas se perguntam : "O que é certo para alguém como eu fazer em uma situação como essa?". Elas têm fortes princípios morais.

Assine a newsletter Opinião Hoje e   receba análises de especialistas sobre as notícias e um guia sobre as principais ideias que moldam o mundo todas as manhãs de dias úteis. Receba as novidades na sua caixa de entrada.
Esse é o termo que os psicólogos usam para descrever a profunda preocupação em ser uma pessoa honrada e íntegra. Há muitas evidências que demonstram que a identidade moral pode ajudar as pessoas a resistir à tentação de trapacear, mentir e roubar.

Quando as pessoas têm uma forte identidade moral, elas veem o comportamento antiético como uma violação — não apenas das regras, mas também de seus próprios valores. Elas antecipam mais culpa ao pensar em cometer um erro e mais orgulho ao pensar em fazer a coisa certa. Acreditam que suas escolhas refletem seu caráter. É algo poderoso. E a melhor maneira de incutir isso é fazer com que os alunos pensem constantemente nas consequências éticas de suas ações. Quanto mais cedo começarem, melhor.

Muitas escolas tentam ativar a identidade moral pedindo aos alunos que sigam um código de honra ou façam um juramento de honestidade. Juramentos de integridade são frequentemente ineficazes — e às vezes têm o efeito contrário. Em um experimento , pedir aos alunos que assinassem um juramento de honestidade antes de uma prova dobrou a taxa de cola. A mera existência do juramento sugeriu aos alunos que o comportamento desonesto provavelmente era comum, então eles também poderiam colar.

No passado, pesquisas mostraram que os alunos que colavam sentiam-se culpados por isso. Era um último recurso, tão estigmatizado que muitos não admitiam tê-lo feito. Para estimar a frequência com que isso acontecia, os pesquisadores precisavam perguntar aos alunos sobre a taxa de cola em suas turmas ou realizar pesquisas anônimas. No ano passado, quando entrevistei alunos de universidades de elite sobre suas opiniões a respeito da cola, muitos admitiram tê-la usado para entrar na faculdade e assinaram a pesquisa com seus nomes completos.

Editors’ Picks

36 Hours in Midcoast Maine


The Famous 1983 Plum Torte Gets a Remix


‘One Day, for No Particular Reason, I Decided to Wear a Tie’

A inteligência artificial não apenas tornou a fraude mais difícil de detectar, como também a tornou tão fácil, atraente e acessível que muitos estudantes já não a consideram errada. Um estudante de uma universidade da Ivy League, em minha pesquisa, escreveu: “Colar é uma expressão criativa e uma forma de resolver problemas. Se você conseguir contornar as restrições impostas e não for pego, parabéns”. Sério? Como você se sentiria se descobrisse que seu cirurgião colou para entrar na faculdade de medicina — ou colou durante a faculdade de medicina?

Psicólogos descobriram que muitas pessoas avaliam sua integridade usando um sistema de créditos e débitos. Depois de praticarem uma ação virtuosa, as pessoas frequentemente sentem que conquistaram o direito de se entregar a um vício. "Sou uma boa pessoa, então não tem problema fazer algo ruim", racionalizam, ou, pior ainda, "Sou uma boa pessoa, então isso não é algo ruim". Em minhas pesquisas, muitos alunos justificaram a trapaça compartimentalizando-a. Sim, eles às vezes trapaceavam, mas não eram trapaceiros. Estavam apenas fazendo o necessário para ter sucesso.

Isso não se aplica a pessoas com forte senso de moralidade. Elas sentem a responsabilidade de fazer o que é certo. É por isso que alguns dos meus alunos me procuraram para me avisar que seus colegas estavam planejando colar, em vez de simplesmente participarem. Uma maneira de ajudar mais alunos a desenvolverem uma bússola moral é incluir a ética no currículo escolar.

A evidência mais forte vem dos consultores financeiros, que precisam fazer um exame de certificação para ingressar na área. Em uma análise histórica com mais de um milhão de consultores, aqueles que fizeram o exame em anos nos quais ele era fortemente focado em questões de ética — e que, portanto, tiveram que estudar bastante esse tema — apresentaram taxas anuais de má conduta 25% menores. Mesmo três anos depois, os consultores que receberam mais formação em ética cometeram menos infrações do que seus colegas que receberam menos treinamento.

Não se tratava apenas de terem aprendido as regras. Ao dedicarem mais tempo ao material, ao realmente o estudarem a fundo, eles internalizaram um senso mais forte de certo e errado em sua profissão. E se seus empregadores se envolvessem em escândalos, esses consultores tinham maior probabilidade de sair, porque não queriam trabalhar para empresas que violassem seus valores pessoais.

A educação em ética pode fazer a diferença, mas precisamos ser criteriosos na forma como a transmitimos. A integridade não era incutida por meio de sermões ou palestras. Cabia aos orientadores fazer mais do que memorizar regras; eles aprendiam todo um código moral. Ao refletirem sobre o que era ético, eles se convenceram de sua importância.

O momento também importa. Estudar ética foi especialmente influente para orientadores inexperientes (e para aqueles que não tinham histórico de má conduta). Se quisermos incutir fortes valores morais nos alunos, o ideal é começar a alcançá-los antes que enfrentem a tentação de colar. Pesquisas anônimas estimam que, no ensino fundamental, cerca de um terço dos alunos já colou, e os índices aumentam no ensino médio. E quando eles se deparam com a tentação de colar, isso ajuda a reforçar a identidade moral.

Em um experimento com mais de 20.000 pessoas, os compromissos de honestidade funcionaram melhor quando ajudaram os participantes a reconhecer as implicações morais de suas ações. As pessoas se mostraram menos propensas a trapacear depois de serem lembradas de que a honestidade é um conceito de tudo ou nada e que fazer o que é certo promove uma cultura de confiança, responsabilidade social e integridade.

Em todos os lares e em todas as escolas, devemos convidar as crianças a refletir sobre como trapacear é injusto para com seus amigos, como isso prejudica os esforços para construir uma sociedade justa e como isso mina a busca por se tornar uma pessoa de princípios.

A essência da integridade reside em reconhecer que os fins não justificam os meios. O que conquistamos pode definir nosso sucesso. A forma como o conquistamos determina nosso caráter
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 12:58 PM
Scoop.it!

A ciência como ponte para o ensino superior

A ciência como ponte para o ensino superior | Inovação Educacional | Scoop.it

As olimpíadas de conhecimento transformam o ensino tradicional em uma jornada de investigação científica. Durante a educação básica, contei com o apoio do professor Floriano Castilho (in memoriam). Docente aposentado, seu fascínio pelas estrelas o motivou a criar um grupo de estudos extracurriculares.
O intuito era despertar a curiosidade pela matemática, física e astronomia de forma cativante através de torneios acadêmicos. Anos mais tarde, essa vivência garantiria minha vaga em uma instituição pública.
Contudo, a trajetória de um ensino baseado no fomento da curiosidade científica contrasta com a realidade da maioria dos alunos brasileiros, para quem o acesso ao ensino superior ainda é um desafio de ruptura no sistema.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 10:02 AM
Scoop.it!

AI is becoming more common in uni courses. What can students gain and what might they lose?

AI is becoming more common in uni courses. What can students gain and what might they lose? | Inovação Educacional | Scoop.it
How AI is being used in teaching
Unis are using AI for a range of purposes. From a student’s perspective, most uses fall into four familiar functions: tutoring, lecturing, feedback provision, and marking. These are all core parts of university teaching traditionally done by human teachers. They are not new functions or abilities created by the availability of AI.

Among the most common uses of AI at uni is feedback provision. Educators at Sydney University, for example, have used AI platform Cogniti to allow students to get 24/7 feedback on their assessments prior to submission.

Similarly, this year the University of Wollongong began trialling AI “study buddies” across 15 large first-year subjects. Its aim is to provide academic support to new students and answer their common questions as they transition into uni.

Some systems extend tutoring into practice and rehearsal. La Trobe University’s “Fletch” plays a disgruntled parent, changing its responses as trainee teachers work through a difficult conversation.

Lecturing by an AI rather than by a human is less common, at least at the moment, but it is starting to appear. For example, the University of Newcastle has announced an AI avatar will deliver lectures in a computing subject. This involves the academic writing the script while software generates the presenter’s voice and moving face.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 9:59 AM
Scoop.it!

Com comentários sobre IA, Deming descarta a integridade em Harvard | The Harvard Crimson

Com comentários sobre IA, Deming descarta a integridade em Harvard | The Harvard Crimson | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um e-mail enviado aos alunos de graduação na quarta-feira, o reitor da Harvard College, David J. Deming, compartilhou suas prioridades para o próximo ano, incluindo o desenvolvimento de uma “comunidade de aprendizagem” e o esclarecimento das políticas de inteligência artificial em toda a instituição.

Nessas questões, a mais alta instância da Universidade aparentemente espera desvalorizar a educação em Harvard por medo de que alguns alunos sejam negligentes com o próprio aprendizado. Mas os princípios não devem ser ajustados para acomodar aqueles que os violam.

Deming escreveu que as proibições de IA são “inexequíveis” e contribuem para criar uma tentação para os alunos colarem, a fim de evitar “ficarem para trás”. Em alguns casos, suas sugestões abordam o problema da cola por IA removendo-a do processo por meio de provas escritas ou orais presenciais. Nesses pontos, concordo com ele — a responsabilização em sala de aula é uma necessidade diante da ameaça da IA.

No entanto, Deming parece ceder aos incentivos perversos que a IA cria. Devido à tentação que os alunos podem sentir ao usar a tecnologia e à desconfiança que ela fomenta entre professores e alunos, ele propõe que Harvard busque a “aceitação, ou mesmo o incentivo”, da IA ​​em cursos com muita escrita.

Essa postura é estranha, considerando a forma como a Faculdade lidou com a questão das notas no ano passado. As reclamações dos alunos sobre o limite de notas A frequentemente se concentravam em incentivos perversos, como a deterioração da colaboração e a gamificação do planejamento de aulas. Mas a Faculdade, apesar dessas ameaças relacionadas ao comportamento dos alunos, manteve-se firme em apoiar o que considerava o melhor caminho para a saúde intelectual da Universidade a longo prazo.

O próprio Deming chegou a afirmar, em um fórum aberto em março, que acredita que os alunos deixarão de lado as pressões da competição acirrada e continuarão a colaborar. No que diz respeito à avaliação, Deming parece não se importar em legislar contra a corrente da mentalidade cínica e otimizadora dos alunos.

No ano passado, escrevi sobre a incompatibilidade fundamental da inteligência artificial com o ensino das humanidades. Muitos professores renomados compartilharam opiniões semelhantes em resposta ao e-mail de Deming. A professora de inglês Deirdre Lynch destaca a importância da dialética entre pensamento e linguagem na escrita, e o professor de história Peter E. Gordon, com razão, preocupa-se com o fato de o uso da IA ​​poder limitar o pensamento aos conjuntos de conhecimento estabelecidos nos quais os modelos de IA se baseiam, restringindo, assim, o pensamento autônomo.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 9:31 AM
Scoop.it!

Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar | Inovação Educacional | Scoop.it
A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 10:10 AM
Scoop.it!

Epidemia de solidão: por que lugares de encontro importam? - 03/09/2026 - Equilíbrio - Folha

Epidemia de solidão: por que lugares de encontro importam? - 03/09/2026 - Equilíbrio - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Toda cidade precisa de espaços capazes de promover diferentes tipos de encontro — consigo mesmo, em momentos de contemplação, reflexão e pausa; com o outro, criando oportunidades para conversas, trocas e convivência; e com novas perspectivas de vida, por meio da cultura, da diversidade e do contato com pessoas e ideias diferentes.

É por isso que a arte, a arquitetura, os espaços de convivência e os equipamentos culturais desempenham um papel tão importante na saúde emocional coletiva.

Uma exposição pode ampliar nossa visão de mundo. Uma praça movimentada pode diminuir a sensação de invisibilidade. Um teatro, uma livraria ou um museu podem nos colocar em contato com visões capazes de inspirar mudanças, despertar curiosidade ou simplesmente nos fazer sentir compreendidos.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 10:03 AM
Scoop.it!

Meta lança agente de IA capaz de acessar outros apps - 08/09/2026 - Tec - Folha

Meta lança agente de IA capaz de acessar outros apps - 08/09/2026 - Tec - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
A Meta lançou nesta terça-feira (8) um assistente de inteligência artificial que afirma ser capaz de enviar emails de forma autônoma e reservar viagens. O lançamento ocorre apesar das preocupações internas de que a tecnologia gerencie de forma inadequada seu acesso a dados pessoais confidenciais.

O agente Muse da empresa, conhecido internamente como Hatch, é a peça-chave do plano do CEO Mark Zuckerberg de oferecer "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários que utilizam os serviços da companhia diariamente.

O produto estará disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, por meio de um aplicativo dedicado ao Muse ou pelo WhatsApp, afirmou a empresa em comunicado. A Meta citou que planeja adicionar o assistente à sua linha de óculos inteligentes "em breve", mas não deu mais detalhes.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:59 AM
Scoop.it!

Foto retrô aquece mercado de câmeras, filmes e revelação - 26/11/2024 - Mpme - Folha

Foto retrô aquece mercado de câmeras, filmes e revelação - 26/11/2024 - Mpme - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Um entusiasmo recente com a fotografia retrô, feita com câmeras analógicas e digitais antigas, ou inspiradas em modelos do passado, vem ajudando a aquecer negócios que já existiam e até motivando a abertura de novos estabelecimentos, como lojas de equipamentos e laboratórios de revelação de filmes.

A fotografia analógica perdeu a popularidade em meados dos anos 2000, quando a fotografia digital passou a ser acessível. Na década seguinte, os smartphones com câmeras embutidas, de qualidade crescente, dominaram a prática da fotografia para a população geral. Nesse período, a fotografia analógica quase desapareceu, ficando restrita a grupos muito pequenos que praticavam a técnica profissionalmente ou como hobby.

Até que veio a pandemia de Covid-19, apontada por empresários da área como o início da nova onda de fotografia analógica e retrô. Influenciadores de fotografia, que passaram a exibir câmeras analógicas ou digitais de estilo antigo nas redes sociais, colaboraram para o retorno a esse tipo de fazer fotos em um período no qual muitas pessoas estavam em casa procurando com o que se ocupar.

"Desde a pandemia há uma procura muito maior por câmeras analógicas, filmes e serviços de laboratórios para a revelação", diz Erick Ferrufino, 42, fotógrafo e proprietário da Foto Retrô, loja de venda e revelação de filmes fotográficos.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:57 AM
Scoop.it!

Como manter presença online sem alimentar o pior das redes sociais?

Como manter presença online sem alimentar o pior das redes sociais? | Inovação Educacional | Scoop.it
Os algoritmos não nos entregam uma amostra neutra do mundo. Entregam um recorte da realidade baseado em milhões de dados sobre nós que, aos poucos, nos acostumam com uma falsa ideia de normalidade sobre este ou aquele comportamento ou jeito de pensar. Pode chamar de falsa maioria, se quiser. Ou, de um negócio de milhões. É quando olhamos para a tela e pensamos: bom, se todo mundo com quem interajo aqui pensa parecido comigo e se comporta feito eu, é porque estamos certos juntos. Aí é que está, nem sempre.

Estar deitado em casa e conseguir falar com 100 mil, 300 mil ou 3 milhões de pessoas é um poder inimaginável até alguns anos atrás. Impacta milhares de vidas, para o bem e para o mal. Ainda estamos na infância deste entendimento, ao que parece. O botão de publicar não é o fim de uma ideia que se teve, é o começo de uma história que ficará ecoando entre pessoas sobre as quais não sabemos nada ou quase nada. Para sempre. E em cada uma delas chegará de um jeito, causará um tipo de impacto ou reação.

Sem nos debruçarmos seriamente sobre isso, o online seguirá sendo entendido como uma espécie de simulação que existe à parte da realidade. Onde se pode tudo ou quase tudo, em busca de engajamento. Já temos casos suficientes para nos mostrar o quanto isso não é, nem de longe, uma verdade.

Enquanto lia cada uma das quatro histórias, me peguei pensando se, ao alcançarem um certo sucesso financeiro ainda tão jovens, parte dos influenciadores passam a contar com algum tipo de apoio profissional para olhar criticamente não apenas para o que fazem, mas também para o que sentem. Afinal, não deve ser fácil transformar a própria vida em um produto a ponto de nunca mais poder ser, simplesmente, o filho de alguém que precisa de um tempo. Ter que crescer ao vivo, na frente de todo mundo. Não deve ser fácil, também, a pressão por ter que gritar cada vez mais alto, dia após dia, para segurar a atenção de um mundo cada vez mais cheio de informação, cansaço e dispersão. É quando a necessidade do engajamento a qualquer custo faz com que linhas sejam cruzadas, machucando os outros e a si mesmos.

Continua após a publicidade
No fim, trata-se de um jogo nada saudável tanto para quem fala quanto para quem escuta, onde quem ganha é sempre a casa. Quando cada vez mais pessoas ao redor do mundo afirmam que as redes sociais já são uma questão de saúde pública, é sobre tudo isso que estão falando.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 9, 9:53 AM
Scoop.it!

IA pode elevar produtividade e ampliar distância entre países, diz FMI

IA pode elevar produtividade e ampliar distância entre países, diz FMI | Inovação Educacional | Scoop.it

A inteligência artificial pode elevar a produtividade mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a distância entre os países. A conclusão é de Patrick A. Imam e Jonathan R. W. Temple, autores do estudo "Desenvolvimento relativo e a lacuna da inteligência: capital humano, difusão tecnológica e inteligência artificial" (Relative Development and the Intelligence Divide: Human Capital, Technology Diffusion, and AI, no original), publicado pelo Fundo Monetário Internacional em setembro.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 3:58 PM
Scoop.it!

Use, views and worries on age bans on social media: responses from 29,169 children in 19 European countries

The report draws on survey responses from 29,169 children aged 9–16, from 19 European countries between April 2025 and April 2026 by the EU Kids Online research network (EUKO). The findings report children’s screen use across the day, their online activities, who has a social media profile, experiences of safety and communication online, exposure to harmful content, children’s worries and their views of age-based restrictions.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 3:25 PM
Scoop.it!

Guia de Ferramentas de IA - LAF Laboratório do Futuro - Unesp - Universidade Estadual Paulista - Portal

Guia de Ferramentas de IA - LAF Laboratório do Futuro - Unesp - Universidade Estadual Paulista - Portal | Inovação Educacional | Scoop.it
Este guia reúne ferramentas de Inteligência Artificial externas mapeadas, organizadas por categoria e finalidade de uso. O objetivo é oferecer uma visão confiável e atualizada de soluções que podem apoiar atividades de ensino, pesquisa, gestão e inovação.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 2:48 PM
Scoop.it!

Nota ruim do Brasil no Pisa desmente avanço medido pelo MEC? Uma hipótese otimista e outra incômoda

Nota ruim do Brasil no Pisa desmente avanço medido pelo MEC? Uma hipótese otimista e outra incômoda | Inovação Educacional | Scoop.it
A aparente contradição merece atenção, mas não comporta explicação simples. Saeb e Pisa medem construtos diferentes e têm instrumentos diferentes. Minha tese de doutorado, que analisou conjuntamente Saeb, Pisa, e outras duas avaliações internacionais (Pirls e Timss), mostrou justamente que comparar médias sem considerar o desenho das avaliações pode levar a conclusões equivocadas.

O Saeb está mais fortemente associado ao currículo brasileiro, costuma ter textos e itens mais simples e seus resultados afetam políticas de incentivo de muitas redes e escolas.

PUBLICIDADE

O Pisa, por outro lado, não tem incentivos atrelados a seus resultados e procura medir se o aluno consegue extrapolar o conhecimento adquirido, integrar ideias e resolver problemas em situações pouco familiares. Há, porém, outra diferença menos discutida e especialmente importante: a capacidade de discriminar estudantes de muito baixo desempenho.


O Brasil tem proporção excepcionalmente grande de jovens nas regiões inferiores das escalas das avaliações internacionais. Em situações assim, uma prova composta majoritariamente por itens que já são difíceis demais para esses estudantes pode perder capacidade de distinguir adequadamente diferentes graus de baixa aprendizagem.

Dois alunos podem ter conhecimentos bastante distintos, mas ambos acertarem pouquíssimos itens. Estatisticamente, a informação do teste torna-se menor naquela região da escala e parte das diferenças reais entre eles fica comprimida.

PUBLICIDADE

Isso ajuda a compreender um achado que já chamava atenção na edição anterior. A queda brasileira no Pisa entre 2018 e 2022 foi menor do que a identificada pelo Saeb de 2019 a 2021. Na avaliação do 2º ano do Saeb, por exemplo, a parcela abaixo do nível 1 em Língua Portuguesa saltou de 8,8% para 23,6%.


Já no Pisa, a rede pública brasileira permaneceu praticamente estável entre 2018 e 2022: +1 ponto em leitura, +1 em ciências e -1 em matemática. As quedas apareceram de maneira mais clara na rede privada, cujos estudantes estavam mais de 100 pontos acima dos da rede pública e, portanto, em uma região da escala na qual o teste consegue diferenciá-los melhor.

A conclusão não é de que o Pisa seja uma avaliação pior. Pelo contrário. Seu desenho é mais rico que o do Saeb. Ele exige competências de interpretação, raciocínio e aplicação do conhecimento que ainda aparecem de forma limitada na avaliação brasileira.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Mas uma avaliação pode ser mais exigente cognitivamente e menos informativa na extremidade inferior da escala. É por isso que o Pisa 2025 torna a interpretação do Saeb 2025 particularmente interessante. Se o Saeb mostra recuperação e avanço e o Pisa, estabilidade, há pelo menos duas hipóteses a serem investigadas.

Leia também
Brasil estaciona em notas de educação no Pisa, mas reduz distância de países ricos, que têm queda

Celular, bagunça e falta de atenção: nota baixa recorde de países ricos expõe crise de aprendizagem


A primeira é otimista: parte relevante da recuperação ocorreu justamente entre alunos de menor desempenho. Nesse caso, o Saeb, por ter mais itens com poder de discriminação nessa região da escala, pode captar um progresso que o Pisa tem dificuldade de identificar.

PUBLICIDADE

A segunda é mais incômoda: o Brasil pode estar avançando nas habilidades mais diretamente associadas ao Saeb sem ganhos equivalentes nas competências avaliadas internacionalmente. Essa hipótese é consistente com uma das principais conclusões da minha tese: diferenças de domínio, formatos de itens e incentivos criados pelo Ideb podem fazer com que progresso no indicador nacional não seja equivalente a progresso na aprendizagem em sentido mais amplo. Provavelmente há um pouco das duas coisas.

Em alta
Educação

Quais países vão melhor em Matemática no Pisa? Veja distância do Brasil para nações ricas no ranking

Celular, bagunça e falta de atenção: nota baixa recorde de países ricos expõe crise de aprendizagem
O próprio Pisa oferece uma pista positiva. O Brasil é destacado pela OCDE como o único entre determinados países analisados que manteve estabilidade nas três áreas desde 2015 ao mesmo tempo em que ampliou em quatro pontos percentuais a cobertura da população de 15 anos. Como a incorporação de estudantes mais vulneráveis tende a pressionar a média para baixo, a estabilidade tem mérito.

Ainda assim, é difícil conciliar a ideia de uma transformação da aprendizagem brasileira com uma década praticamente sem alteração no Pisa. E ainda mais difícil fazê-lo lembrando que os resultados recentes do Pirls e do Timss também mostraram enormes contingentes de estudantes brasileiros incapazes de atingir níveis elementares de aprendizagem.

Nas avaliações de Matemática do Timss 2023 mais de 15% dos alunos brasileiros não acertaram com consistência nem as questões mais fáceis da prova. É razoável questionar se não há interpretação excessivamente otimista sobre os resultados do Ideb. O Brasil pode comemorar avanços no Ideb, mas deveria tratá-los como parte do diagnóstico, não como conclusão.

Depois de três décadas de avaliações em larga escala, o desafio brasileiro já não é simplesmente produzir mais indicadores. É saber se aquilo que chamamos de melhora no indicador corresponde, de fato, a uma melhora na capacidade dos estudantes de ler profundamente, raciocinar matematicamente, compreender ciência e utilizar o conhecimento diante de problemas novos. O Pisa 2025 sugere que essa pergunta continua em aberto.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 2:24 PM
Scoop.it!

Jeduca | Pisa 2025: confira os principais resultados do Brasil na avaliação

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) divulga nesta terça-feira (8/9) os resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2025. Os dados indicam tendência de estabilidade no desempenho dos estudantes brasileiros de 15 anos nas três áreas do conhecimento avaliadas - Leitura, Matemática e Ciências. 

 

A cada edição, o Pisa enfoca uma área do conhecimento, mas avalia as três. Em 2025, o foco foi em Ciências - antes disso, a última edição com foco nesta área foi em 2015. 

 

Cerca de 760 mil estudantes de 15 anos, de 91 países e economias, incluindo o Brasil, participaram da avaliação. 
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 12:53 PM
Scoop.it!

Só metade dos adolescentes sabe interpretar texto no Brasil

Só metade dos adolescentes sabe interpretar texto no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo o estudo, estes são os alunos capazes de, no mínimo, "identificar a ideia principal em um texto de extensão moderada, localizar informações com base em critérios explícitos, embora às vezes complexos, e refletir sobre o propósito e a forma dos textos quando explicitamente solicitados a fazê-lo." 

Já a média para os 38 países-membros da OCDE foi de 69%. Entretanto, a leitura foi, dentre as áreas de estudo examinadas pelo Pisa 2025, aquela que teve a maior queda global de desempenho entre os alunos desta idade nos últimos dez anos. 

"Essa tendência é particularmente preocupante, pois as habilidades de leitura são a base da aprendizagem em todo o currículo e são essenciais para localizar, avaliar, interpretar e refletir sobre informações em um mundo cada vez mais digital," afirma o relatório.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 10:01 AM
Scoop.it!

Let’s Talk Course AI Policy - by Kyle Saunders

Well, fall semester is here. Every student in the US is reading syllabi with AI policies on them. Some are prohibition regimes and AI scolding. Some are “use it responsibly” that no one can actually, you know, actually measure or enforce.

I spent a chunk of the summer thinking about all of this, while also rebuilding my American Political Parties and Elections course from the studs up, and to be candid, the AI policy got too much of my thinking time.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 9:32 AM
Scoop.it!

Inep divulga relatório do projeto-piloto de avaliação da Educação Profissional e Tecnológica —

Inep divulga relatório do projeto-piloto de avaliação da Educação Profissional e Tecnológica — | Inovação Educacional | Scoop.it
Documento apresenta resultados do ciclo 2024-2025 do projeto-piloto e reúne subsídios para a construção de um sistema nacional de avaliação da EPT
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 8, 9:28 AM
Scoop.it!

PISA 2025 Results (Volume I)

PISA 2025 Results (Volume I) | Inovação Educacional | Scoop.it
The OECD Programme for International Student Assessment (PISA) 2025 evaluates what students know and can do in science, reading, mathematics and computational problem-solving, assessing how effectively they can apply their knowledge to real-world challenges. The assessment also explores a range of broader competencies, attitudes and behaviours, including curiosity, perseverance and the use of artificial intelligence. PISA results provide valuable insights into the quality and equity of learning outcomes around the world, enabling educators and policymakers to learn from each other’s policies and practices. This volume is one of three that present the results of the ninth cycle of PISA. PISA 2025 Results (Volume I): Future-Ready Students focuses on students’ performance in the core learning domains, and explores students’ drive to learn, sense of agency and adaptability and attitudes towards school. It examines differences in learning outcomes by gender, socio-economic status and immigrant background. More than 760 000 students across 91 countries and economies participated in PISA 2025, making it the largest international comparative assessment of 15‑year‑olds worldwide.
No comment yet.