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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 2:50 PM
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Hinton, cuja pesquisa pioneira em redes neurais lhe rendeu um Prêmio Turing em 2018, afirmou que a atual transformação tecnológica não se assemelha a revoluções anteriores. Em sua avaliação, as mudanças desta vez não abrirão novas frentes de trabalho para substituir as antigas. “As pessoas que perderem seus empregos não terão outros empregos para onde ir”, disse. Em seguida, completou: “Se a IA ficar tão inteligente quanto as pessoas — ou mais inteligente — qualquer trabalho que elas possam fazer poderá ser feito pela IA”.
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Today, 2:47 PM
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Hoje vivemos em um momento de confusão cognitiva. A IA moderna possui o que chamamos de “fronteira irregular” (jagged frontier). Ao contrário da inteligência humana, que tende a se desenvolver de forma relativamente uniforme (se uma pessoa é capaz de resolver equações diferenciais, ela também sabe jogar jogo da velha), a IA avança por meio de uma montanha-russa de genialidade e incompetência. De um lado, modelos recentes têm demonstrado capacidades de raciocínio compatíveis com uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Estamos falando de problemas matemáticos que desafiam as mentes jovens mais brilhantes do planeta, exigindo criatividade matemática e provas rigorosas que, até pouco tempo, acreditava-se estarem fora do alcance das redes neurais artificiais. Do outro lado, se você pedir para um modelo de geração de imagem criar um relógio analógico marcando 9h30, ele frequentemente erra. Os ponteiros podem se fundir, os números podem ser hieróglifos alienígenas ou o horário estará simplesmente errado. Para um humano, ler e desenhar um relógio é uma habilidade adquirida na infância. Para a IA, é um desafio de coerência lógica em que os seus dados de treinamento (milhões de imagens) não se traduzem perfeitamente em regras para um relógio funcional. A realidade é que as IAs atuais ainda não têm um modelo mental de como o mundo físico funciona. Elas têm um modelo probabilístico de como palavras ou pixels costumam aparecer em sequência. Resolver uma equação matemática complexa pode ser traduzido em regras formais que a IA domina, mas o senso comum físico não está escrito em livros, é experiencial. A tendência, entretanto, é que essa fronteira irregular se mova inevitavelmente para cima. Chegará um momento em que a fronteira irregular continuará existindo, mas sua base estará muito acima da capacidade humana. Quando isso acontecer, a IA avançará tanto que, mesmo nos seus pontos fracos, ela será muito superior ao melhor ser humano. Nesse cenário, não perceberemos mais a sua irregularidade. A distinção entre uma tarefa difícil e uma fácil se dissolverá numa competência super-humana generalizada. O referencial humano já não é adequado para entender os reais avanços da IA. Se insistirmos em avaliar os algoritmos pelo potencial do nosso próprio cérebro, só perceberemos suas verdadeiras capacidades quando essa fronteira irregular já tiver nos ultrapassado por completo.
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Today, 2:46 PM
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A empresa tem contratos governamentais no valor de centenas de milhões de dólares. Um de seus produtos de software é usado para rastrear e deportar suspeitos de não serem cidadãos
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Today, 2:45 PM
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Em entrevista exclusiva ao ‘Estadão’, George Arison fala sobre luta por direitos, igualdade na internet, desafios no mercado de publicidade e recursos de IA que podem conectar mais pessoas
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Today, 2:44 PM
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Ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT, Copilot e Gemini, são utilizadas por 32% dos usuários de internet no Brasil. O dado faz parte da edição 2025 da TIC Domicílios, divulgada nesta terça-feira, 9, pelo Cetic.br, que pela primeira vez investigou a difusão dessas tecnologias nos lares brasileiros. O levantamento, que entrevistou mais de 24 mil pessoas entre março e agosto deste ano, traçou um perfil de quem está utilizando IA: o usuário típico é jovem, escolarizado e pertence às classes mais altas. Enquanto na Classe A o uso chega a 69%, nas Classes D e E o índice cai para apenas 16%, revelando uma desigualdade digital significativa.
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Today, 2:41 PM
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Em agosto, a polícia encontrou mãe e filho mortos na casa dela em Greenwich, Connecticut, onde moravam juntos. A causa da morte de Adams foi homicídio, e Soelberg morreu por suicídio, concluiu o médico legista do estado.
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Today, 2:39 PM
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Com a nova ferramenta, é possível apagar ou adicionar itens da foto, produzir um plano de fundo, incluir peças de roupa e até mudar o estilo da foto, criando uma imagem no estilo Mangá ou Anime, por exemplo.
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Today, 2:38 PM
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A prática do sexting com IA, que começou fora do País, é cada vez mais comum entre jovens brasileiros, que usam sites internacionais especializados. A reportagem encontrou ao menos três plataformas especializadas. Elas são similares em apresentação, e permitem aos usuários escolher de acordo com “aparência” e “personalidade” os personagens com quem vão conversar — as imagens dos parceiros também são geradas por IA.
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Today, 1:01 PM
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As desigualdades socioeconômicas repercutem também no acesso à educação infantil no Brasil. Essa é uma constatação do estudo inédito O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
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Today, 1:00 PM
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Na pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, apenas 72,5% das crianças de 4 e 5 anos que vivem em famílias de baixa renda no CadÚnico estavam matriculadas. A tendência observada no Cadastro Único reflete os dados da Pnad, que também indicavam que crianças que vivem em famílias de baixa renda (com até meio salário-mínimo ou R$660 por pessoa, em 2023) têm menos acesso à educação infantil no Brasil em comparação com a população em geral.
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Today, 12:49 PM
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Um número crescente de educadores está descobrindo que os exames orais permitem avaliar o aprendizado dos alunos sem o auxílio de plataformas de IA como o ChatGPT. Quando os alunos do seminário de honra de Catherine Hartmann na Universidade de Wyoming fizeram seus exames finais este mês, eles se depararam com um método de avaliação tão antigo quanto os filósofos da Antiguidade cujas ideias estavam estudando. Durante 30 minutos, cada aluno sentou-se em frente a Hartmann em seu escritório. Hartmann fez perguntas instigantes. O aluno respondeu. Hartmann, um professor de estudos religiosos que começou a usar exames orais no ano passado , não está sozinho em recorrer a uma forma decididamente antiquada de avaliar o desempenho dos alunos. Em todo o país, um número pequeno, mas crescente, de educadores está experimentando exames orais para contornar as tentações apresentadas por plataformas poderosas de inteligência artificial, como o ChatGPT. Essas ferramentas podem ser usadas para colar em provas ou redações para fazer em casa e para concluir todo tipo de tarefa, fazendo parte de um fenômeno mais amplo conhecido como " descarregamento cognitivo ". Hartmann diz aos seus alunos que usar IA é como levar uma empilhadeira para a academia quando o objetivo é ganhar massa muscular. "A sala de aula é uma academia, e eu sou a sua personal trainer", explica ela. "Quero que vocês levantem os pesos." Catherine Hartmann, professora de estudos religiosos, começou a realizar exames orais no ano passado. (Catherine Hartmann) Até agora, seus alunos têm acolhido bem o método de treinamento. Lily Leman, de 20 anos, com dupla formação em espanhol e história, fez sua prova final na semana passada. Leman admite ter ficado "bem assustada" a princípio com a ideia de uma prova oral. Agora, ela gostaria de ter mais provas orais. "Com essa prova, sinceramente, não sei como usariam inteligência artificial", disse Leman.
Desde o lançamento do ChatGPT em 2022, educadores têm enfrentado o desafio que a IA representa para os métodos de aprendizagem existentes. (O Washington Post tem uma parceria de conteúdo com a OpenAI, criadora do ChatGPT.)
Em uma pesquisa recente realizada pela Inside Higher Ed com estudantes universitários , 85% afirmaram ter utilizado inteligência artificial (IA) em seus cursos, inclusive para gerar ideias e se preparar para provas. Um quarto admitiu tê-la usado para concluir trabalhos. E cerca de 30% disseram que as universidades deveriam desenvolver métodos de avaliação mais resistentes à IA, incluindo provas orais.
Para combater a fraude facilitada por IA, alguns professores recorreram a softwares para detectar trabalhos não humanos, embora essas ferramentas tenham dificuldades em produzir resultados confiáveis . Outros adotaram provas manuscritas em sala de aula, impulsionando um ressurgimento do uso de "cadernos azuis", os cadernos de papel que dominaram os testes universitários no final do último milênio.
Os exames orais são uma ferramenta ainda mais antiga, documentada em instituições de ensino da antiguidade, como Roma, Grécia, Índia e outros lugares. Até o século XVIII, eles permaneceram o método padrão de avaliação nas universidades de Oxford e Cambridge, de acordo com Stephen Dobson, professor e administrador universitário na Noruega, autor de um livro sobre exames orais.
Hartmann reformulou seu seminário de honra, uma exploração interdisciplinar da raiva, para culminar em um exame à prova de IA. (Catherine Hartmann) Em alguns países, como a Noruega e a Dinamarca , os exames orais nunca desapareceram. Em outros, foram preservados em contextos específicos: por exemplo, nos exames de qualificação para doutorado nos Estados Unidos. Dobson disse que jamais imaginou que os exames orais seriam “desempolvados e ganhariam uma segunda vida”.
Um novo interesse pela técnica milenar começou a surgir durante a pandemia, em meio a preocupações com possíveis trapaças em ambientes online. Agora, o advento de modelos de IA — e até mesmo de óculos com inteligência artificial — despertou uma nova onda de interesse.
As avaliações orais estão "definitivamente passando por um renascimento", disse Tricia Bertram Gallant, diretora do Escritório de Integridade Acadêmica da Universidade da Califórnia em San Diego. Ela acrescentou que esses testes nem sempre são a solução, mas oferecem o benefício adicional de praticar uma habilidade valiosa para a maioria das carreiras.
“Todo departamento deveria exigir que seus alunos, em algum momento — provavelmente em mais de um momento —, demonstrassem seu conhecimento oralmente”, disse Bertram Gallant.
O crescente interesse em exames orais transcende disciplinas e tamanhos de turmas. Embora alguns educadores afirmem que a técnica é mais adequada para turmas menores, professores da Universidade de Western Ontario, no Canadá, já realizaram exames orais para uma turma de graduação em administração com 600 alunos . Na Universidade da Califórnia, em San Diego, os exames orais foram introduzidos em seis grandes cursos de engenharia , com impactos positivos na motivação dos alunos .
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A nota reprovada de uma estudante universitária de Oklahoma em uma redação sobre gênero foi reduzida em meio a protestos... 3 de dezembro de 2025 Mark Chin, professor de políticas educacionais na Universidade Vanderbilt, no Tennessee, realizou neste mês sua primeira série de exames orais em sua aula introdutória de ciência de dados.
Chin havia proibido o uso de IA na aula. Mas ele também sabia o quão eficiente ela era para realizar o tipo de trabalho de programação que ele estava atribuindo. As provas orais eram uma forma de testar se os alunos estavam realmente aprendendo o conteúdo do curso.
Mark Chin, professor da Universidade Vanderbilt, realizou provas orais este mês em sua aula introdutória de ciência de dados. (Nick Klein) Durante a prova, Chin mostra aos alunos exemplos de código escrito em R, a linguagem de programação que eles vêm aprendendo ao longo do semestre, e pergunta o que o código faz.
Até o momento, ele realizou 11 das 26 provas finais. Embora os alunos cheguem um pouco ansiosos, Chin disse que eles conseguiram responder a perguntas que os teriam deixado perplexos em setembro.
“Você aprendeu essa nova habilidade concreta e prática”, disse Chin. “Esse é o objetivo da prova oral.” Outra vantagem: a oportunidade de conversar pessoalmente com os alunos e encerrar o semestre. “Tem sido muito legal”, disse Chin.
Jodi Hallsten Lyczak é professora na Escola de Comunicação da Universidade Estadual de Illinois. Ela começou a usar provas orais de meio de semestre e finais no início deste ano e pretende continuar fazendo isso em todas as suas turmas do último ano. "Para mim, foi uma maneira de evitar a IA", disse Hallsten Lyczak. "Este é o caminho do futuro."
Carley King, de 20 anos, aluna do último ano do curso de teorias de comunicação em pequenos grupos de Hallsten Lyczak, disse que usou o ChatGPT para criar questões de prática para a prova oral. Em seguida, King fez uma chamada de vídeo pelo FaceTime com sua avó e pediu que ela revisasse as perguntas e fizesse perguntas complementares para se preparar para o teste.
As provas de meio de semestre e finais da disciplina passaram voando, disse King. "Eu literalmente preferiria uma prova oral a uma prova escrita tradicional", disse ela. "Você está lá sozinho, cara a cara com o professor, usando seu conhecimento." (King tirou A.)
Este mês, pela primeira vez, Hallsten Lyczak deparou-se com um aluno tentando colar em uma prova oral realizada via Zoom. Hallsten Lyczak suspeitou fortemente que o aluno estava digitando as perguntas em um programa de inteligência artificial no computador durante a videochamada.
"Oh, querida, vejo seu rosto iluminado pela tela", pensou Hallsten Lyczak. A ferramenta de IA também não conseguiu responder corretamente às perguntas do professor, que pedia aos alunos que sintetizassem os conceitos e materiais do curso. A aluna foi reprovada na prova.
Para Hartmann, da Universidade de Wyoming, o ponto mais baixo ocorreu em 2023, durante uma aula que ministrava sobre a história da meditação. Os alunos deveriam escrever uma reflexão pessoal após experimentarem a prática contemplativa de sua escolha. Um deles usou inteligência artificial para concluir a tarefa (era "flagrantemente óbvio", disse Hartmann: o aluno simplesmente deixou a pergunta sem resposta).
Em uma era saturada de IA, Hartmann começou a sentir que as tarefas de redação para casa estavam colocando seus alunos em situações difíceis, especialmente se seus colegas estivessem usando IA para concluir os trabalhos. Além disso, isso a colocava na posição de ter que identificar conteúdo produzido por IA. Hartmann se sentia mais como uma detetive do que como uma educadora. "Eu não gostava dessa relação de antagonismo", disse ela.
Hartmann reformulou três disciplinas para culminar em um exame oral final. Ela não permite o uso de dispositivos eletrônicos em sala de aula e faz com que os alunos pratiquem respondendo a perguntas de discussão ao longo do semestre. Antes da prova final, ela entrega aos alunos uma lista de conceitos que eles deverão explicar e 20 perguntas que eles devem ser capazes de responder com argumentos que sustentem suas respostas.
Sean Walker, um estudante de 21 anos de História e Estudos Religiosos de Bighorn, Wyoming, já fez duas provas orais finais nos cursos de Hartmann. Ele é fã não só da técnica, mas de tudo que a sustenta.
Segundo ele, os cursos ofereceram um alívio das pressões que a IA pode criar. "Pode ser difícil para os alunos quando existem esses recursos incríveis de IA que podem fazer muito desse trabalho muito mais rapidamente, ao alcance de um clique, mesmo que isso possa prejudicar o aprendizado", disse Walker. "Quando há uma aula que simplesmente contorna tudo isso, sinto que aprendo muito mais."
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Inovação Educacional
Today, 12:45 PM
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Na prática, o papel da inteligência artificial é diferente: acelerar processos, liberar energia criativa e amplificar o potencial humano — não substituí-lo
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Inovação Educacional
Today, 2:52 PM
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Os créditos estavam prontos para rolar. A Netflix, a maior empresa de streaming do mundo, anunciou em 5 de dezembro que iria adquirir a maior parte da Warner Bros. Discovery, um dos maiores nomes da indústria cinematográfica tradicional, em um negócio avaliado em US$ 83 bilhões. Mas, em 8 de dezembro, a Paramount, uma rival muito menor, pressionou para que a transação fosse suspensa. Ela apelou diretamente aos acionistas da Warner para aceitarem uma oferta alternativa de US$ 108 bilhões pela empresa inteira, prometendo um acordo “superior à Netflix em todas as dimensões”.
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As cifras exorbitantes podem aumentar ainda mais: os proprietários da Paramount, a família Ellison, deixaram claro que estão dispostos a desembolsar mais; a Netflix, avaliada em mais de US$ 400 bilhões, também pode aumentar sua oferta se quiser. Mas a principal diferença entre os licitantes não é o preço da oferta. A Netflix e a Paramount veem coisas diferentes em seu alvo. O resultado da guerra de lances moldará o futuro de Hollywood e do entretenimento em geral.
Durante meses, a Paramount foi a favorita para comprar o estúdio centenário. David Ellison, um produtor de Hollywood de 42 anos, adquiriu a Paramount em agosto por US$ 8 bilhões, apoiado por seu pai, Larry Ellison, cuja participação na Oracle, uma empresa de software, o tornou o segundo homem mais rico do mundo.
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Mal receberam as chaves do terreno da Paramount na Melrose Avenue, anunciaram que iriam atrás da Warner, para construir um colosso da mídia. Os Ellisons tinham o dinheiro, o motivo e uma relação amigável com o presidente Donald Trump. O que poderia impedir seus planos?
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A Netflix. Em 4 de dezembro, enquanto David Ellison enviava mensagens cada vez mais frenéticas para a administração da Warner, soube-se que a Netflix era a licitante preferida; no dia seguinte, o acordo foi anunciado. Documentos divulgados pela Paramount esta semana mostram que a empresa foi pega de surpresa.
Netflix e Paramount disputam para ver quem vai ficar com a Warner Foto: Patrick T. Fallon / AFP A Paramount agora afirma que sua oferta mais recente e melhorada não foi considerada de forma justa pela administração da Warner. Ela se tornou hostil, argumentando que os acionistas merecem a chance de aceitar sua oferta, independentemente do que os executivos tenham acordado com a Netflix.
NEWSLETTER Economia & Negócios O cenário econômico do Brasil e do mundo e as implicações para o seu bolso, de segunda a sexta. inscreva-se Ao se cadastrar nas newsletters, você concorda com os Termos de Uso e Política de Privacidade. As duas ofertas avaliam a Warner em um nível semelhante. A Paramount está oferecendo US$ 108 bilhões em dinheiro pela empresa inteira. A Netflix está oferecendo US$ 83 bilhões, em uma combinação de dinheiro e ações, pelo estúdio e serviço de streaming da empresa.
Segundo o acordo com a Netflix, os acionistas da Warner manteriam as redes de TV e cabo em declínio em uma empresa residual que Hollywood chamou de “ShitCo”. Na maioria dos cenários, o valor de mercado da ShitCo seria suficiente para que o acordo com a Netflix somasse aproximadamente o mesmo total que o da Paramount, embora com mais incerteza.
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No entanto, os dois acordos também representam futuros possíveis diferentes para o setor de entretenimento. O motivo da Paramount é claro. No momento, ela não tem escala para competir com os maiores nomes do streaming; combinada com a Warner, seria grande o suficiente para ser uma rival séria para empresas como Netflix e Disney. A guerra do streaming, que a Netflix praticamente venceu, seria reacendida. Em contrapartida, se a Paramount não conseguir fechar este acordo, ela “ficará muito mais perto de uma encruzilhada existencial”, observa a MoffettNathanson, uma empresa de pesquisa.
A Paramount também promete que irá revitalizar a indústria cinematográfica. David Ellison, um devoto da tela de prata que produziu filmes como Top Gun: Maverick, disse esta semana que uma fusão entre a Warner e a Paramount lançaria mais de 30 filmes por ano nos cinemas. A Netflix prometeu que continuará a distribuir os filmes da Warner nos cinemas. Mas ninguém em Hollywood acredita que a gigante do streaming será a salvadora da tela grande. No início deste ano, o codiretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, disse que ir ao cinema era “uma ideia ultrapassada para a maioria das pessoas”.
Em vez disso, a Netflix vê outra coisa na Warner: suas ideias. A Netflix dificilmente precisa de escala. Com cerca de 325 milhões de assinantes, ela já é quase duas vezes maior que seus rivais mais próximos. Mas o que ela tem em quantidade, falta em qualidade. O banco UBS destaca que a Netflix tem cerca de duas vezes mais títulos que a Warner em seu serviço de streaming nos Estados Unidos, mas que, quando se trata de títulos com nota 9 ou 10 no IMDB, um site de resenhas, a HBO Max, da Warner, tem 141 contra 120 da Netflix.
A Netflix vê potencial para extrair mais engajamento desses títulos de primeira classe. Ela já mostrou como pode transformar séries antigas e cansativas, como “Suits”, um drama jurídico esquecido que licenciou da NBCUniversal há alguns anos e transformou em um grande sucesso.
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O que poderia fazer com propriedade intelectual (PI) valiosa como Game of Thrones, da Warner? Como disse Sarandos, “Os ativos deles funcionam melhor no nosso modelo de negócios, e o nosso modelo de negócios funciona melhor com esses ativos”.
A Netflix vê esses ativos como armas em uma batalha maior, com concorrentes fora de Hollywood. Apesar da obsessão da cidade com as guerras de streaming entre estúdios concorrentes, a Netflix passou a ver o YouTube como seu maior rival. A plataforma de mídia social de propriedade do Google foi responsável por 28% do streaming em TVs nos Estados Unidos no último trimestre, contra 19% da Netflix, de acordo com a Nielsen, que mede esses dados (a HBO Max representou menos de 3%).
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A Netflix pode ser agora a rainha de Hollywood. Mas está cada vez mais colocando seus programas produzidos profissionalmente contra o conteúdo caseiro, classificado por algoritmos, no YouTube e em outras plataformas. A aquisição da Warner lhe daria um arsenal de armas de alta qualidade para essa guerra.
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Prêmios, ‘carro da vaga’, bonificação: o que as empresas fazem para conseguir atrair e reter pessoas Esse será o argumento que a Netflix apresentará aos reguladores da concorrência se sua oferta avançar. Permitir que o maior serviço de streaming de Hollywood absorva o quarto maior pode parecer improvável, especialmente quando o acordo alternativo da Paramount promete criar um novo concorrente viável ao combinar o quarto e o quinto maiores.
A Netflix espera que os reguladores levem a sério a ideia de que a verdadeira ameaça a Hollywood são as plataformas de mídia social do Vale do Silício, que por enquanto estão vencendo a guerra pela atenção do público jovem.
Tanto a oferta da Netflix quanto a da Paramount são complicadas pela política. A Paramount alega que conseguiria fechar o negócio mais rapidamente do que a Netflix — em parte porque as preocupações com a concorrência seriam menos sérias e em parte porque os Ellisons são amigos do presidente. Trump disse que o negócio da Netflix “poderia ser um problema” devido à sua “grande participação no mercado”. Sarandos é um doador do Partido Democrata cuja esposa atuou como embaixadora durante a presidência de Barack Obama.
No entanto, a oferta da Paramount também não está isenta de controvérsia. A Affinity Partners, uma empresa de investimentos dirigida pelo genro de Trump, Jared Kushner, faz parte do seu consórcio. A Paramount afirma que a sua oferta é “apoiada” pela família Ellison e pela RedBird Capital Partners, outra empresa de investimentos americana. Mas, em um documento apresentado aos reguladores em 8 de dezembro, revelou que os maiores financiadores de sua oferta são, na verdade, um grupo de fundos soberanos do Golfo.
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Em uma oferta feita à Warner no início deste mês, os Ellisons deveriam aportar US$ 12 bilhões, enquanto Abu Dhabi, Catar e Arábia Saudita contribuiriam com US$ 24 bilhões (com o restante sendo composto por dívida). Uma oferta anterior incluía o apoio da Tencent, gigante chinesa de tecnologia.
A Paramount afirma que a Tencent não faz mais parte do negócio e que os investidores do Golfo não teriam direito a voto nem representação no conselho da nova empresa. Ela argumenta que isso deveria excluir a necessidade de interferência do órgão regulador dos investimentos estrangeiros nos Estados Unidos, o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos. No entanto, seria no mínimo controverso que uma das maiores empresas de mídia dos Estados Unidos, que controlaria tanto a CNN quanto a CBS News, fosse parcialmente controlada pelas monarquias do Golfo e pelo genro do presidente.
O espetáculo ainda não acabou. A Netflix pode aumentar seu preço; a Paramount deixou claro que sua oferta de 12 dígitos não é a melhor e definitiva. Mas, seja qual for o valor alcançado, dois caminhos para o futuro do entretenimento americano foram traçados. Por um lado, a Paramount usaria a Warner para manter viva algo como a velha Hollywood, lutando nas guerras do streaming e lançando filmes nos cinemas, sendo apoiada nessa missão com bilhões de dólares de investidores do Golfo.
Por outro lado, a Netflix promete, na prática, acelerar as tendências dos últimos anos, reduzindo o número de estúdios independentes de Hollywood para construir uma potência de propriedade intelectual capaz de vencer a disputa mais ampla pela atenção com o Vale do Silício. Os acionistas da Warner devem escolher entre uma sequência nostálgica e uma reinicialização radical.
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Today, 2:49 PM
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Se você pudesse criar seu bebê ideal, o que escolheria? Um amante de cochilos que dorme a noite toda? Uma mente para matemática e uma afinidade com a viola? Para os fundadores da startup de tecnologia de fertilidade Herasight, isso não é uma hipótese.
O fundador da Herasight, Michael Christensen, tem 1,98 m de altura e, mesmo em um mundo onde homens mais altos são vistos como mais fortes e competentes, isso é um pouco exagerado. Ele quer que seus futuros filhos sejam mais baixos e se sintam mais confortáveis em aviões comerciais.
Algoritmos já podem prever características de futuros bebês Foto: Adobe Stock PUBLICIDADE
“É chato ser muito alto”, disse ele. “Nada é feito para você.”
O diretor científico Tobias Wolfram já armazenou embriões congelados com seu parceiro, em preparação para sua futura família. Seus bisavós viveram mais de 100 anos sem câncer ou problemas graves de saúde, sugerindo uma tendência familiar para um envelhecimento saudável. Mas há depressão no lado da família dele.
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Sardinha em lata: após testes, especialistas elegem a melhor marca do mercado
“Eu realmente gostaria de ter certeza de que isso não seja transmitido”, disse ele. Wolfram esperou cinco anos para que a tecnologia da Herasight chegasse ao seu estado atual, para que ele pudesse examinar embriões em busca de indicadores de saúde mental.
NEWSLETTER Estadão Pílula Um resumo leve e descontraído dos fatos do dia, além de dicas de conteúdos, de segunda a sexta. EXCLUSIVA PARA ASSINANTES inscreva-se Ao se cadastrar nas newsletters, você concorda com os Termos de Uso e Política de Privacidade. Jonathan Anomaly, executivo de comunicações da Herasight, está chegando aos 50 anos e planejando uma família com sua parceira, de 37 anos. Sua avó era um gênio, disse Anomaly, mas sofria de cinco doenças autoimunes diferentes que a mantinham confinada em casa. Ele planeja examinar embriões em busca de doenças autoimunes e, assim como Christensen, Anomaly disse que examinará a altura. Mas ele quer que seus filhos em potencial sejam um pouco mais altos do que seus 1,75 m.
Esta é a nova era do planejamento familiar que está surgindo em toda a área da baía, um lugar conhecido por sua concentração de riqueza extrema, alta tolerância ao risco, afinidade com novas tecnologias e mentalidade de adoção antecipada. Em vez de ter filhos da maneira tradicional, os futuros pais estão adotando uma abordagem sem precedentes para o planejamento familiar. Já não existem pais ricos que pagam às mulheres pelos seus óvulos porque têm características desejáveis ou que procuram doadores de esperma com base em diplomas da Ivy League e proezas atléticas. Trata-se de uma reprodução repensada através da lente de algoritmos e ciência de dados, até ao plano genético que compõe um ser humano.
Esse novo método significa optar pela fertilização in vitro (FIV) desde o início, mesmo que a infertilidade não seja um problema para criar embriões. A partir daí, os futuros pais estão investindo milhares em diferentes tipos de triagem de embriões de última geração que podem essencialmente gerar versões das perspectivas de saúde de seus futuros filhos, mostrando o risco de doenças hereditárias, cânceres infantis, esquizofrenia, autismo e diabetes tipo 1 e 2. Outras características, como altura, índice de massa corporal, habilidade musical e QI mais alto, também estão entre as ofertas de certas empresas. E com bilionários apoiando startups de tecnologia de fertilidade e financiando novas pesquisas relacionadas à concepção e seleção de embriões, as fronteiras entre ciência comprovada, possibilidades emergentes e hype ambicioso tornam-se cada vez mais complexas de analisar.
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Nos limites extremos, cientistas e pesquisadores estão estudando a eficácia dos transplantes de pênis, e cinco já foram realizados em todo o mundo até agora, incluindo um nos Estados Unidos. Os transplantes de útero levaram a 29 nascimentos vivos, quase todos por cesariana. Uma equipe de cientistas chineses concebeu com sucesso camundongos com dois pais machos, sem o DNA de uma camundonga mãe. E mais novidades estão por vir, incluindo processos de fertilização in vitro automatizados e habilitados por inteligência artificial (IA) que podem reduzir substancialmente os custos e o desenvolvimento de úteros artificiais. Uma startup de triagem de altura e inteligência apoiada pelo Reddit, e pelo fundador do fundo Seven Seven Six, Alexis Ohanian, cobriu as estações de metrô de Nova York com anúncios este mês para a Nucleus Genomics, implorando aos passageiros para “terem o seu melhor bebê”.
A indústria global de fertilização in vitro continua sendo um empreendimento emergente de US$ 28 bilhões, e os investimentos em saúde feminina e startups de tecnologia relacionadas à fertilização in vitro começaram a aumentar no ano passado, com 2024 se destacando como o maior ano para investimentos, com US$ 2 bilhões, um aumento de 55% em relação a 2023.
Alguns desses novos complementos à fertilização in vitro são impulsionados por pessoas que simplesmente “querem saber” sobre seus embriões, da mesma forma que as pessoas querem descobrir o sexo de seus bebês antes do nascimento, disse Barry Behr, diretor do laboratório de fertilização in vitro de Stanford e professor de obstetrícia e ginecologia, conhecido por seu trabalho pioneiro na melhoria da fertilização in vitro e no avanço do campo da seleção de embriões. Outras vezes, trata-se de como ganhar mais dinheiro com o processo de fertilização in vitro ou reduzir o custo para os pacientes. Independentemente da motivação, para qualquer pessoa que tenha um filho ou parente que tenha sofrido de uma doença ou condição debilitante, “você sabe como isso faz você se sentir”, disse Behr, que é consultor da Orchid Health, empresa que oferece triagem de embriões.
“Um pai ou uma mãe faria qualquer coisa — doar um rim, um membro ou qualquer outra coisa que pudesse dar a um filho para evitar o sofrimento”, disse Behr. “Portanto, não me diga como alguém poderia questionar fazer algo ao seu embrião que fazemos rotineiramente por outros motivos.”
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No entanto, o ritmo acelerado da inovação e do investimento criou um vácuo regulatório e ético, observaram os especialistas. “A tecnologia sempre ultrapassará a lei”, disse Rich Vaughn, advogado especializado em fertilidade que viu o campo evoluir nas últimas duas décadas. “As tecnologias se desenvolvem primeiro; as leis e regulamentações tornam as coisas legalmente mais seguras para todos, mas ficam para trás.”
Além disso, o controverso processo de edição de embriões — que se refere à alteração do DNA de um embrião antes de ser implantado e é ilegal em 70 países ou proibido por meio de restrições de financiamento — está sendo estudado e apoiado financeiramente, apesar do risco considerável envolvido. O cofundador da Coinbase e bilionário Brian Armstrong disse que investiu na startup de edição de embriões Preventive, que arrecadou US$ 30 milhões. Armstrong se juntou ao marido do CEO e cofundador da OpenAI, Sam Altman, Oliver Mulherin.
Outra startup focada na edição de embriões é liderada pela ex-bolsista Thiel Fellow Cathy Tie, que deseja corrigir geneticamente mutações em embriões antes de serem implantados para minimizar drasticamente os riscos de doenças hereditárias. (O investidor Peter Thiel oferece um programa de bolsas de estudo de dois anos no valor de US$ 200 mil para empreendedores que desejam abandonar ou tirar uma licença da faculdade para se concentrar no desenvolvimento de uma ideia.)
“Acredito que a tecnologia de correção genética é muito mais eficaz para atingir esses objetivos do que a triagem de embriões”, disse Tie, cofundadora da Manhattan Genomics. Ela planeja começar os testes em primatas não humanos no início do próximo ano, antes de passar para embriões humanos, dependendo da aprovação regulatória.
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‘IA pornô' está mudando o consumo de conteúdo adulto para sempre; entenda Tie acredita que muitos casais, especialmente aqueles com mulheres relativamente mais velhas, acabam com poucos embriões para escolher depois de passar pelo processo de estimulação folicular e retirada de óvulos. “Digamos que eu seja uma mulher na casa dos trinta”, disse Tie. “Terei sorte se conseguir 10 óvulos e, a partir deles, talvez consiga dois embriões. Então, uma empresa me dirá que um embrião é melhor do que o outro.” Apesar da controvérsia pública sobre a edição de embriões, que altera genes que seriam transmitidos às novas gerações e envolve tomadas de decisão irreversíveis, Tie disse que recebeu muito apoio de pesquisadores, cientistas e médicos especializados em fertilização in vitro.
Hank Greely, professor de direito de Stanford especializado em questões relacionadas a tecnologias biomédicas e autor do livro The End of Sex, de 2016, que previu que os seres humanos acabarão se reproduzindo principalmente por meio da fertilização in vitro, disse à Fortune que a triagem de características cosméticas como cor do cabelo, dos olhos e da pele ou formato do nariz não está muito longe.
As pessoas no Vale do Silício, onde Greely mora, estão mais interessadas em influenciar a inteligência, a personalidade, a habilidade musical e esportiva e a proficiência em matemática de seus filhos. No momento, essas são áreas sobre as quais os cientistas “não sabem quase nada”, disse ele.
Mas a tecnologia está avançando rapidamente, e alguns especialistas acreditam que a linha entre o aceitável e o inaceitável também evoluirá.
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“Houve um tempo em que não era apropriado mostrar os joelhos, e agora você pode usar uma tanga na praia”, disse Behr. “A linha muda com o tempo.”
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A nova linha na fertilização in vitro assistida por tecnologia A CEO da startup de tecnologia reprodutiva Noor Siddiqui tem uma inspiração pessoal por trás da fundação da empresa de triagem poligênica Orchid Health. Sua mãe sofre de uma doença ocular genética rara chamada retinite pigmentosa, que levou à perda progressiva da visão e à eventual cegueira de sua mãe. Siddiqui, também bolsista Thiel, disse que se motivou a buscar a triagem de embriões depois de ver a progressão da doença de sua mãe. Siddiqui também planeja ter quatro filhos e fez a triagem de seus próprios embriões usando a tecnologia da Orchid.
A empresa ocupa uma posição intermediária no mercado de tecnologia de fertilização in vitro, expandindo os limites da ciência, mas principalmente para prevenir doenças.
Há anos, os futuros pais que utilizam a fertilização in vitro para ter filhos podem optar por testes genéticos pré-implantação para garantir que o embrião tenha o número correto de cromossomos. Além de anomalias cromossômicas como a trissomia do cromossomo 21 — uma cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down —, os testes também detectam doenças que alteram a vida decorrentes de mutações em um único gene, como anemia falciforme ou fibrose cística.
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A Orchid oferece pontuação de “risco poligênico” para seus embriões. A startup conta com o apoio da Day One Ventures e da Prometheus Fund, além de investidores-anjos, incluindo o CEO da Figma, Dylan Field, e a cofundadora da 23andMe, Anne Wojcicki. Os cofundadores da Eventbrite, Julia e Kevin Hartz, também investiram na Orchid, e o casal examinou seus embriões em busca de doenças hereditárias, incluindo Alzheimer, antes de ter gêmeas que apelidaram de “Cohort 2” depois que suas duas primeiras filhas chegaram à adolescência. Relatórios publicados citaram fontes anônimas alegando que Shivon Zilis, que tem filhos com o homem mais rico do mundo, Elon Musk, utilizou os serviços da Orchid.
A abordagem da Orchid envolve o sequenciamento completo do genoma e amplia a triagem tradicional, sequenciando quase todo o genoma do embrião. Siddiqui disse que a Orchid faz a triagem de mais de mil doenças genéticas como uma opção para os clientes, enquanto outra opção faz a triagem de 3 mil doenças monogênicas, cobrindo alterações hereditárias e espontâneas no embrião. Os testes tradicionais verificam o número de cromossomos e doenças monogênicas. Ela costuma comparar isso à publicação de um livro que um escritor gostaria que fosse totalmente preciso.
“Se o seu revisor não lesse o seu livro para verificar erros ortográficos, palavras faltando, pontuação faltando, você ficaria satisfeito se ele apenas dissesse que todos os capítulos estavam presentes?”, disse ela. Siddiqui disse que os pais também estão interessados na genética do autismo, e as triagens da Orchid podem detectar mutações genéticas em genes específicos conhecidos por causar transtorno do espectro autista, embora não possam prever todo o risco de autismo. Especialistas alertaram que não há um teste confiável para o autismo, embora estudos recentes tenham encontrado uma causa genética em 25% a 50% dos casos.
“Queremos que o máximo de informações seja fornecido aos pais para mitigar o máximo de risco quando se trata de genética”, disse Siddiqui.
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A Herasight, startup com três fundadores que desejam rastrear características genéticas em sua próxima geração, saiu recentemente do modo sigiloso após vários anos e realiza rastreamento poligênico com uma abordagem técnica diferente, que permite trabalhar com qualquer clínica de fertilização in vitro. Ela analisa os dados em busca de possíveis doenças e problemas de saúde na infância e na idade adulta e, em alguns casos, altura, QI, longevidade e condições de saúde mental, como depressão.
A empresa oferece uma calculadora gratuita de fertilização in vitro para que os futuros pais possam ter uma ideia de suas chances de concepção, desde a retirada dos óvulos até o nascimento, com base em mais de 100 mil ciclos de tratamento de fertilização in vitro registrados no registro nacional do Reino Unido. Os estudos publicados pela Herasight mostram que ela pode reduzir os riscos de doenças em 20% a 44% ao selecionar entre cinco embriões. Os resultados da validação vêm da pesquisa da própria empresa, e não de estudos independentes, mas a Herasight publicou seus métodos e dados para que outros possam analisá-los. A pesquisa da empresa mostrou o que eles chamam de “pleiotropia positiva”, o que significa que, ao selecionar contra uma doença, os pais muitas vezes reduzem os riscos de condições relacionadas também.
Kyle Farh, cientista do laboratório de inteligência artificial da Illumina, empresa especializada em sequenciamento de DNA e análise genética, afirmou que ainda existe uma enorme lacuna na interpretação de dados, pois os modelos de IA simplesmente precisam de mais informações. Cerca de 1 milhão de pessoas em todo o mundo já sequenciaram seus genomas, mas, realisticamente, cerca de 1 bilhão de pessoas precisariam sequenciar seus genomas para que os modelos funcionassem de forma mais significativa.
“É um problema do tipo ovo ou galinha”, disse Farh. “Podemos prever [características] e mostrar que há uma correlação significativa entre nossas previsões e o que acontece na vida real, mas a correlação ainda é muito fraca.”
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Mas para os pais que buscam prevenir uma doença grave que altera a vida, a tecnologia tem sido transformadora. O engenheiro de software e consultor Roshan George e a diretora de arte Julie Kang, que moram em São Francisco, contrataram a Orchid para examinar seus embriões depois que o casal descobriu que compartilhavam uma mutação genética que poderia causar surdez profunda em seus filhos. Um dia após o nascimento de sua filha, Astra, levou cerca de dois minutos para descobrir se os milhares que investiram na triagem de embriões os ajudaram a alcançar o resultado que desejavam para sua filha. Um técnico fez um teste de audição em Astra em seu ensolarado quarto no hospital Sutter Health, o culminar de meses de análises genéticas e pontuações de risco embrionário.
“Quero dizer, gastamos todo esse dinheiro, fizemos tudo isso e passamos por tudo isso”, disse George. O teste mostrou que a audição de Astra era normal, e os novos pais ficaram aliviados e estão planejando ter outro filho em breve; eles ainda têm embriões selecionados, disse George.
Os casos de prevenção de doenças estão aumentando, o que está dando um impulso a essas startups. Além da triagem para determinados riscos à saúde, os fundadores têm esperança de que o impacto sobre a perda de gravidez para casais e famílias que passam pela fertilização in vitro seja substancial. Certas pesquisas mostram que anomalias cromossômicas são responsáveis por cerca de 50% dos abortos espontâneos no primeiro trimestre, e a esperança é que a triagem permita que as pessoas priorizem os embriões com maior probabilidade de resultar em gestações bem-sucedidas.
Mas os casos de uso que preocupam cientistas e especialistas em ética ainda não chegaram — pelo menos por enquanto. “Mesmo as pessoas mais otimistas — e acho que os cientistas e a maioria dos geneticistas são otimistas demais — acham que podem explicar, digamos, três ou quatro pontos de QI”, disse Greely, autor de End of Sex. “Além disso, conhecemos muitas maneiras de melhorar os resultados dos testes de QI com coisas como boa nutrição na infância, vacinação infantil para que as crianças não adoeçam e pais que leem para seus filhos.” O cérebro é incrivelmente complexo, disse ele, e pode acabar se mostrando complexo demais para rastrear inteligência e qualidades como extroversão.
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“Isso dá ótimas manchetes, é um ótimo isca de cliques, é uma ótima ficção científica distópica”, disse Greely. “Mas a ideia do bebê projetado? Pelo menos quando se trata de traços comportamentais, não é muito plausível — pelo menos nas próximas décadas.”
Mas, dada a intensidade e as expectativas do grupo orientado para a tecnologia interessado neste admirável mundo novo, o bioeticista da NYU, Arthur Caplan, observa que existe o risco de alguns pais poderem ver os seus filhos como produtos e, potencialmente, até como “fracassos comerciais”. Ele questiona o quão positivo isso será para as crianças. “Quando você começa a dizer: ‘Eu fiz o teste e tenho um certo resultado que espero’, você está tirando o futuro das crianças”, disse Caplan. “Você está tornando-as menos livres porque tem expectativas, e é melhor que elas se concretizem.”
Victoria Fritz e seu marido, que usaram o Herasight para selecionar embriões na tentativa de evitar a transmissão do diabetes tipo 1, esperam fazer uma transferência de embriões em janeiro e são realistas quanto à perspectiva.
“Sinto que, independentemente do embrião que escolhermos, teremos uma criança feliz e saudável e seremos uma família feliz de qualquer maneira”, disse Fritz. A triagem proporciona paz de espírito, observou ela, mas “não garante que seu filho terá uma vida perfeita e saudável”.
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Today, 2:47 PM
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Na sua opinião, todos os empregos poderão ser afetados pela nova tecnologia, incluindo o seu próprio. As pessoas terão simplesmente de se adaptar em conformidade. “A IA é a tecnologia mais profunda em que a humanidade já trabalhou, e tem potencial para benefícios extraordinários, e teremos que lidar com as perturbações sociais”, disse Pichai à BBC em uma entrevista recente.
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Today, 2:46 PM
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Uma nova pesquisa sugere que os chatbots com IA podem mudar as opiniões políticas das pessoas de forma mais eficaz do que os anúncios de campanha na TV
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Today, 2:45 PM
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O papa Leão XIV dedicou seu discurso da sexta-feira, 5, no Vaticano, aos impactos da inteligência artificial sobre a vida contemporânea, enfatizando que a tecnologia deve servir ao bem comum e não a interesses de uma minoria poderosa. A fala foi dirigida a representantes da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice e da aliança acadêmica SACRU, reunidos em Roma para discutir os desafios éticos da IA. Logo no início, o pontífice chamou atenção para o fato de que sistemas inteligentes começam a influenciar aspectos essenciais da experiência humana, interferindo em “pensamento crítico, discernimento, aprendizado e relações interpessoais”. Segundo ele, esses efeitos já moldam o cotidiano “de milhões de pessoas, todos os dias e em todas as partes do mundo”.
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Today, 2:42 PM
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O sistema educacional está prestes a virar de ponta cabeça. Outras inovações anteriores ampliaram consideravelmente o acesso ao conhecimento dos alunos, mas essas tecnologias não mudaram muito a forma de pensar. A imprensa democratizou o acesso aos livros. A internet colocou bibliotecas inteiras dentro do computador de cada aluno. Elas ampliaram o volume e a velocidade de acesso à informação, mas a forma de raciocinar continuou a mesma. O aluno ainda precisava ler, interpretar, organizar ideias e conectar os conceitos aprendidos. Com a inteligência artificial (IA) generativa, o próprio processo de pensar começa a ser orientado por uma tecnologia que sugere caminhos, preenche lacunas e até antecipa as respostas que o aluno nem tinha formulado direito. O diferencial deixa de ser saber responder e passa a ser saber perguntar. Quem não sabe formular boas perguntas não consegue aproveitar o que a IA tem a oferecer. Sem saber perguntar, a personalização do ensino tem pouca utilidade. O algoritmo até tenta adaptar o conteúdo, mas está preso a comandos genéricos e pouco informativos. Outro desafio vem do fato de que a IA explica tudo de forma clara e quase instantânea. Ao ler uma resposta bem escrita, o aluno sente que entendeu na hora. Só que entender a explicação é muito diferente de reter o conhecimento. Se ele fecha o chat e, pouco depois, não consegue explicar o conteúdo com as próprias palavras, é sinal de que não houve aprendizagem. Houve apenas o consumo de uma explicação. A IA pode dessa forma fortalecer uma nova preguiça cognitiva. Há ainda o risco de formarmos alunos com baixa tolerância à frustração. Aprender sempre envolveu esforços incômodos. Se a IA oferece sempre o caminho mais fácil, o que acontece com a capacidade de enfrentar problemas complexos sem a ajuda digital? Acostumado a pedir uma explicação até tudo ficar mais claro, o aluno pode evitar justamente o tipo de dificuldade que fortalece o pensamento abstrato e profundo. A IA pode ser um assistente intelectual ou um atalho permanente. Tudo depende de hábitos e da cultura da escola. É preciso perguntar se estamos cultivando disciplina, curiosidade e tolerância à frustração em um ambiente em que boas respostas surgem em segundos. A IA está pronta para transformar o sistema educacional. As novas LLMs já são capazes de personalizar a jornada e direcionar o aprendizado. Mas, no fim, nada muda em um ponto essencial. O algoritmo ajusta o caminho, porém quem precisa caminhar continua sendo o aluno.
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Today, 2:40 PM
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Fei-Fei Li, uma das pesquisadoras mais influentes da inteligência artificial contemporânea, defendeu que diplomas universitários estão perdendo relevância nos processos de contratação em tecnologia, enquanto a capacidade de aprender rapidamente e dominar novas ferramentas, especialmente de IA, se torna cada vez mais decisivo. A declaração foi feita pela cientista em entrevista recente ao podcast The Tim Ferriss Show e repercute um debate crescente no Vale do Silício sobre o futuro do trabalho. Conhecida como a “madrinha da IA”, Li é professora da Universidade Stanford e CEO da startup World Labs. Ela ganhou projeção internacional ao liderar, em 2009, a criação do ImageNet, um gigantesco banco de dados de imagens rotuladas que revolucionou a visão computacional e abriu caminho para oavanço do aprendizado profundo em áreas como reconhecimento facial, diagnóstico médico por imagem e análise de vídeos. Ao comentar como seleciona profissionais para sua empresa, Li afirmou que a formação acadêmica deixou de ser o principal critério. “Quando entrevistamos um engenheiro de software, eu pessoalmente sinto que o diploma que a pessoa tem importa menos agora”, disse. Para ela, o foco mudou para o que o candidato aprendeu recentemente, quais ferramentas utiliza e quão rápido consegue potencializar suas habilidades com o apoio de tecnologias emergentes. Segundo a pesquisadora, essa mudança reflete o fato de que sistemas de IA avançados estão cada vez mais acessíveis, o que altera a forma de avaliar competências. “Agora, trata-se mais de o que você aprendeu, que ferramentas você usa, quão rápido você consegue se ‘superpotencializar’ usando essas ferramentas — e muitas delas são ferramentas de IA”, afirmou. “A mentalidade em relação ao uso dessas ferramentas importa mais para mim.”
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Inovação Educacional
Today, 2:39 PM
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O desafio para os próximos anos será ir além. Agora precisamos de novos algoritmos de IA que deem o próximo passo lógico e tenham a capacidade de gerar novas descobertas. O próximo grande marco não será um chatbot que escreve melhor, mas um sistema que nos ajude a curar doenças inéditas, descobrir novos medicamentos e resolver teoremas matemáticos que, até hoje, permanecem sem solução. Se isso acontecer, talvez daqui a algumas décadas olhemos para 30 de novembro de 2022 não apenas como o dia em que a IA aprendeu a conversar, e sim como o primeiro passo para a humanidade trabalhar em parceria com as máquinas e transformar essa colaboração em novas descobertas.
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Today, 1:03 PM
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Realizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), esta publicação analisa de forma inédita o cruzamento entre os dados do Cadastro Único (CadÚnico) e do Censo Escolar para compreender as condições de acesso das crianças de 0 a 6 anos em situação de baixa renda à creche e à pré-escola.
O estudo apresenta um panorama dos fatores socioeconômicos e territoriais que favorecem ou dificultam o acesso à educação infantil, oferecendo uma visão detalhada da situação das crianças em maior vulnerabilidade.
Os achados evidenciam que crianças na primeira infância inscritas no CadÚnico enfrentam barreiras significativas para acessar creches e pré-escolas, reforçando a necessidade de ações focalizadas e intersetoriais que assegurem equidade no atendimento.
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Today, 1:01 PM
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O passo que falta é tornar o CAQ operante. O Brasil registra despesas em educação, mas não tem contabilidade de custos. Não sabemos quanto custa oferecer qualidade por aluno nem quanto deveria custar. Ao Senado cabe fixar prazo realista para que o governo estruture esse sistema, com transparência baseada em custos efetivos. Sem isso, o PNE corre o risco de manter uma tradição: planos que prometem transformar a escola, desde que ninguém pergunte quanto custa.
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Today, 12:57 PM
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A IA não está destruindo o aprendizado, está expondo como a educação substituiu o pensamento pelo ritual. O conhecimento evoluiu de mapas estáticos para redes vivas que exigem discernimento, não memorização. O verdadeiro risco não é a ignorância, mas sim mentes fluentes que já não percebem quando o pensamento cessa. Um artigo recente da Current Affairs argumenta que a inteligência artificial está destruindo a universidade e o próprio aprendizado. É uma crítica contundente, impulsionada por uma conhecida tecnoansiedade . O artigo apresenta um currículo distópico emergente, no qual os alunos transferem seu pensamento para as máquinas, os professores perdem a capacidade de avaliar a compreensão genuína e as instituições se esvaziam silenciosamente em nome da eficiência. A conclusão é drástica, e a nota é A — de artificial. A IA, dizem, está corroendo as condições que tornam a educação significativa. Em primeiro lugar, este argumento merece atenção . Mas baseia-se numa premissa implícita de que a forma institucional que chamamos de "ensino superior" ainda estava significativamente alinhada com a aprendizagem antes da chegada da IA. Não estou convencido de que estivesse. O que a inteligência artificial está desestabilizando pode não ser o aprendizado em si, mas um templo educacional que silenciosamente substituiu a "verdade cognitiva" por alternativas que não apenas parecem corretas, mas estão prontas para serem traduzidas para o latim. Ritual em vez de rigor Sinalização em vez de substância Conformidade em vez de cognição A IA não destrói algo sólido, mas revela algo frágil. Quando a vantagem cognitiva substitui a vantagem mecânica Esta não é a primeira vez que uma mudança tecnológica é interpretada erroneamente como uma forma de vandalismo cultural. A Revolução Industrial foi acusada de destruir o trabalho e, consequentemente, a dignidade e a habilidade. Em retrospectiva, ela destruiu uma definição específica de trabalho — uma definição baseada na força muscular e na proximidade física — e a substituiu pela economia do valor. A vantagem mecânica deslocou o esforço físico como a principal medida do valor humano, e as instituições se reorganizaram em conformidade. A inteligência artificial introduz uma disrupção de uma ordem diferente. Não se trata de uma vantagem mecânica, mas sim de uma vantagem cognitiva . Pela primeira vez, as máquinas superam os humanos em domínios que a educação há muito considera como indicadores de inteligência, como memorização, síntese, fluência linguística e reconhecimento de padrões . Essa mudança não elimina o aprendizado, mas desestabiliza um sistema que equiparava esses resultados à compreensão. Quando a natureza da vantagem muda, as instituições criadas para preservar a ordem antiga raramente se adaptam com elegância. E torres frágeis caem com violência. A lógica pavloviana da educação moderna Grande parte do pânico atual em torno da IA na educação se concentra na fraude . Os alunos entregam trabalhos gerados por máquinas e os professores têm dificuldade em determinar a autoria. As notas, já infladas , perdem seu poder de sinalização. Mas essa fixação ignora a questão mais profunda. O que a IA realmente rompe é com um modelo pavloviano de educação que dominou o sistema por mais de um século. O sinal, a tarefa, o trabalho escrito, a nota, o diploma — cada etapa concebida para traduzir o esforço em um sinal visível. O esforço era custoso, e os "artefatos da conquista" eram escassos. As notas funcionavam porque representavam um indicador socialmente legítimo e aceitável. Não porque capturassem a compreensão, mas sim porque agilizavam um processo muito semelhante a uma linha de montagem na Revolução Industrial. A IA rompe essa conexão ao produzir o artefato sem esforço. Quando isso acontece, o ritual desmorona. O problema não é que os alunos se tornaram trapaceiros de repente; é que o sistema nunca mediu cognição em primeiro lugar. Ele estava medindo desempenho custoso e confundindo-o com aprendizado. De mapas estáticos a sites dinâmicos É aqui que minha afirmação de que “ o conhecimento está morto ” é mais frequentemente mal interpretada. Nunca foi uma celebração da ignorância ou uma rejeição ao aprendizado. Foi o reconhecimento de que o conhecimento, como uma posse estática, perdeu seu poder organizador. A educação era construída sobre uma epistemologia baseada em mapas, ou melhor, naqueles livros didáticos empoeirados de outrora. O conhecimento era tratado como um terreno fixo, hierárquico e estável. O próprio livro didático era valorizado, pois o domínio significava abranger e avaliar o mapa. Esse modelo fazia sentido em um mundo onde a informação era escassa e lenta. Nós não vivemos mais nesse mundo. Agora habitamos redes dinâmicas de informação interconectadas, contextuais e que se "colapsam" em informação em tempo real. Os fatos são acessíveis, mutáveis e raramente definitivos como a tinta de um livro. O significado emerge através de relações, e não da memorização. Nesse ambiente, o julgamento importa mais do que a memória , e a síntese importa mais do que o armazenamento. É importante ressaltar que os mapas recompensavam a obediência e a perseverança, enquanto as redes exigiam discernimento. E, crucialmente, neste ponto, a IA não destrói essa epistemologia — ela a acelera. E, ao fazer isso, expõe o quão mal nossas instituições educacionais foram projetadas para ela. Iteração sem propriedade É por isso que a inteligência iterativa — o engajamento dinâmico entre usuário e IA — é tão facilmente mal compreendida. Iteração não é automação, nem substituição. É um modo de engajamento e aprendizado que só funciona quando a mente permanece presente e engajada. Iteração sem responsabilidade se transforma, como sugerido no artigo da Current Affairs, em uma espécie de fluência procedimental. Sim, a IA pode gerar rascunhos, alternativas e recombinações com uma velocidade impressionante. O que ela não consegue fazer é decidir o que importa. Ela não consegue vivenciar a tensão crítica e a dúvida, pois essas continuam sendo responsabilidades humanas. Quando a iteração é confundida com delegação, a inteligência não se expande; ela enfraquece. E esse não é um risco futuro, já está acontecendo. A Mente Vazia e o Problema da Balança É aqui que o otimismo deve ser contido. O modelo educacional tradicional não surgiu simplesmente porque as sociedades valorizavam o discernimento ou a profundidade. Surgiu porque governos, empregadores e instituições precisavam de uma maneira barata e acessível de classificar milhões de pessoas em larga escala para impulsionar a revolução industrial. Notas, diplomas e frequência eram instrumentos rudimentares, mas resolviam um problema de coordenação. Quando esses instrumentos falharem, as alternativas que os substituírem quase certamente priorizarão os mesmos aspectos que as métricas rudimentares. Já podemos vislumbrar a direção. Sistemas de avaliação mediados por IA. Métricas de engajamento disfarçadas de aprendizado. Desempenho de alto risco reservado a grupos de elite. Sinalização de mercado que recompensa resultados sem formação. Nada disso garante discernimento, mas recompensa o desempenho da cognição em vez de sua prática. O perigo não é que o aprendizado desapareça, mas sim que o aprendizado verdadeiro se retire. E essa "mente vazia" não é uma mente que não sabe nada; é uma mente que deixa de perceber quando para de pensar. Depois das Cataratas do Templo Talvez a IA esteja destruindo a educação como a conhecemos. Mas a educação, da forma como a organizamos, já estava se afastando do cultivo do discernimento, do bom gosto, do senso histórico e da imaginação . A IA não causou esse afastamento, mas tornou impossível ignorá-lo. E o aprendizado verdadeiro raramente foi um fenômeno de massa. Sempre exigiu um componente de atrito cognitivo . O que muda agora é que nenhuma instituição conseguirá impor essas condições de forma confiável. Destruamos o templo, se for preciso. Ele não protege mais aquilo que alega possuir. Mas não confundam seu colapso com o fim do conhecimento.
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Inovação Educacional
Today, 12:46 PM
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Ao reunir múltiplas perspectivas sobre os impactos da inteligência artificial generativa, o dossiê oferece um levantamento crítico abrangente dos caminhos que essa tecnologia vem abrindo na educação, na ética e nas relações humanas. Mais do que entregar respostas prontas, os artigos aprofundam o debate e convidam o leitor a refletir, entre o otimismo e o alerta, sobre o futuro que estamos construindo no presente. Talvez a pergunta mais inquietante seja: o que significa formar seres humanos em um mundo onde máquinas aprendem mais depressa do que nós?
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Today, 12:42 PM
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O movimento para transformar universidades como hubs de inovação ganha novo impulso no Brasil com a articulação de iniciativas que aproximam o país de modelos internacionais de referência. A estratégia nasce da compreensão de que instituições de ensino superior desempenham papel decisivo no desenvolvimento regional quando conectam pesquisa, empreendedorismo e tecnologia em redes colaborativas.
Essa lógica orienta o projeto europeu Impactwheel, lançado na Nova School of Business and Economics (Nova SBE), em Portugal, que reúne universidades, incubadoras e líderes de inovação de sete países. O consórcio atua para fortalecer a capacidade das IES de gerar impacto real em seus territórios, aliando ciência, negócios e desenvolvimento de tecnologias avançadas.
A chegada desse modelo ao Brasil está sendo conduzida pela VCW Brasil, organização dedicada à disseminação da metodologia Value Creation Wheel (VCW), que integra o Impactwheel. Seus representantes participaram do evento de lançamento na Europa e já articulam, no país, as primeiras conexões entre hubs de inovação brasileiros e seus pares europeus.
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