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October 7, 2025 5:30 PM
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China’s shift towards ‘organized research’: how can coordination and innovation co-exist?

Beijing’s reorganization of science is a broad, systemic effort to reshape how research is conducted, applied and evaluated nationwide.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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August 11, 4:08 PM
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Pesquisa mostra que adoção de IA reduz salários antes de eliminar empregos

Pesquisa mostra que adoção de IA reduz salários antes de eliminar empregos | Inovação Educacional | Scoop.it

Segundo relatório dos economistas Sania Edlich e Torsten Slok da gestora global de ativos alternativos de alto crescimento Apollo, trabalhadores em ocupações expostas à IA irão experienciar um crescimento salarial mais lento, contudo, os níveis de emprego permanecerão inalterados.
A análise mostra que essas ocupações registraram uma desaceleração de -6,7% no crescimento do salário real pós-2023 em comparação com as de baixa exposição à IA. No período, não foi encontrado efeito estatisticamente significativo sobre o nível de emprego.
O impacto foi mais intenso entre os trabalhadores de menor renda. E o setor mais afetado foi o de serviços, com queda de 24,3% no crescimento dos salários.
Os dados indicam que as empresas estão capturando os ganhos de produtividade da inteligência artificial por meio da diminuição salarial, e não por demissões em massa.
Edlich e Slok utilizaram dados salariais do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para comparar a remuneração em 11 ocupações com alta exposição à IA, medida pelo Índice Econômico da Anthropic, com a remuneração em ocupações com menor exposição.
Eles apontam que cerca de 5,8 milhões de trabalhadores nos EUA, ou cerca de 3,7% da força de trabalho, estão atualmente em ocupações de alto risco. Esses profissionais perderam US$ 28 bilhões em ganhos salariais anualmente.

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August 11, 1:46 PM
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Brasileiros perdem até R$ 40 mil com diplomas falsos no Paraguai

Brasileiros perdem até R$ 40 mil com diplomas falsos no Paraguai | Inovação Educacional | Scoop.it
Instituição sem registro usava documentos falsos para comprovar a legalidade dos cursos. Brasileiro é apontado como o dono e está em prisão domiciliar.
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August 11, 1:43 PM
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Can AI Tutors Actually Teach? We Measured It ·

Can AI Tutors Actually Teach? We Measured It · | Inovação Educacional | Scoop.it
US schools spend roughly $13 billion a year on education software, and AI tutors are a fast-growing slice. But can they teach and does anyone check? We built a test to find out.
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August 11, 1:13 PM
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A.I. Agents Are Taking Entire Online Courses for Cheating Students

A.I. Agents Are Taking Entire Online Courses for Cheating Students | Inovação Educacional | Scoop.it

Agentes de IA estão fazendo cursos online inteiros para enganar estudantes.
Com a crescente adoção de aulas virtuais por faculdades e alunos, a facilidade com que a IA frauda os exames levanta questionamentos sobre o valor de um diploma online.
A inteligência artificial ameaça prejudicar a educação online, um negócio em expansão para faculdades e universidades, enquanto professores lutam para combater uma onda crescente de fraudes facilitadas pela tecnologia.
Em salas de aula presenciais, muitos educadores têm optado por apresentações orais e provas manuscritas para tentar evitar o uso indevido de uma tecnologia não regulamentada. Mas essas estratégias podem ser mais difíceis de implementar online, onde mais da metade dos estudantes universitários americanos cursou pelo menos uma disciplina no ano passado, um aumento em relação a cerca de um terço em 2019.
Em muitos cursos online, sejam eles em faculdades comunitárias ou universidades de renome mundial, os alunos podem nunca se encontrar pessoalmente com seus professores ou colegas, nem mesmo por vídeo. Essas aulas são autoguiadas, com videoaulas pré-gravadas, também conhecidas como assíncronas. Trabalhos e provas são enviados digitalmente.
Embora algumas universidades sejam totalmente online, um número crescente de instituições de ensino tradicionais está expandindo sua oferta de cursos online. Às vezes, os alunos podem obter diplomas completos online. Em outros casos, eles cursam disciplinas individuais.
Nesse contexto, a fraude acadêmica por IA está se expandindo rapidamente, indo além da simples cópia e colagem de redações e listas de exercícios geradas por chatbots. Agentes de IA possibilitaram que estudantes terceirizassem um semestre inteiro de trabalho. Com comandos simples — “faça login e complete meu teste” — um estudante pode liberar o que é, essencialmente, uma imitação de si mesmo. Os agentes podem assistir a videoaulas, fazer provas, escrever trabalhos e conversar com colegas sobre as leituras obrigatórias.
Sempre houve dúvidas sobre se os diplomas de programas online têm o mesmo valor que os obtidos em cursos presenciais. Mas, nas últimas duas décadas, autoridades e líderes educacionais têm defendido o ensino online como uma ferramenta de equidade, permitindo que estudantes universitários não tradicionais, como pais trabalhadores de baixa renda, estudem onde e quando for conveniente para eles. Muitos estudantes afirmam que as aulas online tornam os diplomas mais acessíveis.
Agora, porém, a acessibilidade da IA ​​está aprofundando as dúvidas sobre a forma mais acessível de ensino superior — justamente quando muitos estudantes estão enfrentando as consequências acadêmicas da pandemia e questionando se possuem as habilidades necessárias para ter sucesso na faculdade.
Em entrevistas, instrutores de todo o país descreveram a crescente percepção de que a IA havia se infiltrado em suas salas de aula digitais. Karen Costa, que leciona há quase 20 anos em cursos online, inicialmente reagiu com desdém quando as pessoas comentavam sobre como a IA poderia interferir no ensino superior.
Mas no ano passado, ela disse ter percebido um "aumento" de trabalhos gerados por IA produzidos por seus alunos.
"Será que estou interagindo apenas com bots?", lembrou-se de ter pensado a Sra. Costa, que obteve um certificado de estudos avançados de pós-graduação por meio de um programa predominantemente assíncrono na Northeastern University.
Kimber Peters, que dá aulas online na Southern University, às vezes percebe que os trabalhos enviados contêm pistas — como redações formais com o tique comum da IA ​​de usar o pronome "você" — que sugerem que um chatbot foi o responsável pela escrita.
Edward Gray, que ministra cursos online para diversas universidades há décadas, tem outro indicador: quando um aluno entrega “um trabalho muito bem elaborado que cita todos esses recursos que não eram obrigatórios”.
Kathryn Kysar leciona em faculdades comunitárias desde a década de 1980. Ultimamente, ela tem visto alunos apresentarem um desempenho péssimo em uma avaliação inicial de habilidades de pontuação, mas logo em seguida entregarem trabalhos impecáveis, repletos de dois-pontos, ponto e vírgula e travessões.
“É tão óbvio”, disse a Sra. Kysar, que ministra cursos online há cerca de 15 anos e atribui os problemas do ensino superior com o uso indevido de IA a falhas regulatórias e de liderança. “Quem leciona há muito tempo e trabalha com edição e redação geralmente consegue identificar textos mal escritos com IA em 30 segundos.”
Agora ela exige provas presenciais de meio de semestre e finais para algumas disciplinas, com um dicionário impresso disponível na frente da sala de aula.
Trapaça óbvia. Sem soluções óbvias.
Estudantes de todo o país frequentemente negam veementemente qualquer irregularidade e, segundo membros do corpo docente, os administradores costumam relutar em aplicar medidas disciplinares. Em parte, isso ocorre porque o software de detecção por IA pode cometer erros, de modo que não há provas concretas de má conduta. Além disso, alguns administradores, temem os professores, não querem correr o risco de perder um aluno pagante em uma era de orçamentos cada vez mais restritos e mudanças demográficas.
Os líderes da área da educação também estão ansiosos para adotar uma tecnologia que pode remodelar o mundo do trabalho.
O resultado é uma resposta desigual ao uso indevido da IA, com alguns professores dando de ombros e outros atribuindo notas baixas. Outros ainda permitem acesso irrestrito à IA.
Muitos professores sentem-se como se estivessem sozinhos.
"Não estou recebendo nenhuma orientação sobre como dissuadir o uso delas", disse Carol Sewell, professora do sistema da Universidade Estadual da Califórnia, que adotou a IA com entusiasmo. "Estou tendo oportunidades de aprender mais sobre como usá-la."
A professora Sewell, que leciona gerontologia, duvida que grande parte das fraudes seja "desonestidade fundamental" e provavelmente reflete a vida agitada de muitos alunos.
Ainda assim, ela disse: "Sou de uma geração diferente — sou o exemplo de quem eles estão aprendendo nas minhas aulas — então acho que eles pensam que podem me enganar."
Alguns professores têm defendido a regulamentação governamental das ferramentas de IA utilizadas pelos alunos. Até o momento, agindo por conta própria, as empresas de tecnologia pouco fizeram para coibir a fraude por IA. O problema afeta tanto as aulas presenciais quanto as online, mas é mais difícil de controlar quando os alunos realizam trabalhos e provas em casa, longe do olhar atento dos professores.
Plataformas de IA que não dizem não.
Em testes realizados pelo The New York Times, nenhuma das três principais ferramentas de IA entre os estudantes — ChatGPT, Gemini e Grammarly — respondeu "não" aos pedidos para que chatbots escrevessem um trabalho em nome do aluno. As versões do software licenciadas por cada instituição de ensino podem impor maiores barreiras, mas nada impede que os alunos contornem essas limitações com endereços de e-mail pessoais ou dispositivos secundários.
E as empresas de IA não impediram que agentes acessassem plataformas de aprendizagem como Canvas, Brightspace e Blackboard, que são usadas por universidades para gerenciar aulas online.
Essas plataformas podem procurar sinais de uso de agentes, como o tempo gasto em uma tarefa. Mas várias afirmaram que não existe uma maneira infalível de bloquear a trapaça por agentes, embora estejam pesquisando o assunto.
“Nossos clientes estão deixando claro que nunca houve tanta pressão sobre a integridade acadêmica”, disse Jason Weaver, chefe de gabinete da Blackboard.
A empresa adquiriu recentemente um aplicativo que aprende os padrões de digitação dos alunos para autenticar seus trabalhos.
Alguns educadores solicitaram que os agentes de IA que atuam em cursos online se identifiquem para que os professores possam monitorar como estão sendo utilizados. Mas, até o momento, as empresas de IA têm resistido a essa transparência.
A Perplexity, empresa que desenvolveu um navegador web com inteligência artificial popular entre estudantes, afirmou em comunicado que limitar a capacidade dos usuários de utilizar agentes dentro de sistemas de aprendizagem online, ou exigir que esses agentes se identifiquem, "colocaria a privacidade e a segurança do aluno em risco".
Nem o Google, criador do chatbot Gemini, nem a OpenAI, criadora do ChatGPT, responderam às perguntas sobre seus agentes se passando por estudantes. Em comunicados por escrito, ambas as empresas concorrentes afirmaram estar trabalhando em conjunto com educadores para proteger o aprendizado significativo.
(O New York Times está processando a OpenAI e a Perplexity por violação de direitos autorais.)
Trazendo alunos online para o mundo real
Especialistas alertaram que novas formas de fraude com IA estão surgindo. Dispositivos vestíveis, como óculos, permitem que os alunos solicitem ajuda mesmo enquanto trabalham em um navegador seguro. Avatares de IA podem se passar por alunos em videochamadas.
Na ausência de soluções técnicas, alguns educadores, como a Sra. Kysar, começaram a incorporar elementos do mundo real em cursos online.
“Não queremos restringir o acesso”, disse Marina Aminy, diretora executiva do California Virtual Campus, que oferece cursos online para faculdades comunitárias. Mas ela afirmou que os professores poderiam adicionar elementos presenciais flexíveis, como uma prova em sala de aula oferecida em vários dias.
Algumas instituições também estão mudando a forma como as tarefas online são elaboradas, priorizando respostas pessoais que são mais difíceis de serem falsificadas por IA.
Em uma aula recente de estatística online da Escola de Estudos Profissionais da Universidade da Cidade de Nova York, a nota de participação foi baseada, em parte, em um fórum de discussão no qual os alunos precisavam nomear os conceitos "mais claros" e "mais confusos" para eles em cada unidade, e explicar o porquê.
Como os alunos eram incentivados a expor suas dificuldades, havia pouco incentivo para trapacear, disse Ruru Rusmin, reitora assistente e especialista em tecnologia educacional.
Jordan Canzonetta, professora associada da Universidade Lewis, em Illinois, disse que enfatiza os problemas de se depender de IA — informações imprecisas, habilidades reduzidas — ao mesmo tempo que incentiva os alunos a entregarem seus próprios trabalhos.
“Minha maior dificuldade é fazer com que os alunos confiem que eles têm capacidade de escrita, que eles têm coisas importantes a dizer”, disse ela.

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August 11, 1:00 PM
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A inteligência artificial não vai resolver os problemas da educação americana.

A inteligência artificial não vai resolver os problemas da educação americana. | Inovação Educacional | Scoop.it

Cada geração parece encontrar uma nova abordagem para consertar a educação americana. Hoje, é a inteligência artificial.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella , o investidor Marc Andreessen e um número crescente de formuladores de políticas argumentam que a IA generativa democratizará a educação, oferecendo a cada aluno um tutor personalizado, um orientador de redação, um assistente de pesquisa e um parceiro de estudos disponível 24 horas por dia. Eles sugerem que, se todas as crianças tiverem acesso a instrução individualizada, as disparidades de desempenho de longa data começarão a diminuir.
É uma visão atraente. E também familiar.
Como historiadora da educação e ex-professora da rede pública, passei mais de 35 anos observando reformas educacionais chegarem com extraordinária pompa e confiança. Cada uma prometia transformar as oportunidades para alunos desfavorecidos. Cada uma produziu alguns benefícios reais. No entanto, nenhuma mudou fundamentalmente as desigualdades que moldam o desempenho educacional nos EUA.
Isso porque os americanos há muito tempo pedem às escolas que resolvam problemas que têm origem muito além da sala de aula.
Essa crença em si é quase tão antiga quanto a educação pública. Em 1848, Horace Mann, o primeiro secretário do Conselho de Educação de Massachusetts, chamou as escolas de "o grande equalizador das condições dos homens". Ele acreditava que a educação poderia preparar cidadãos informados, ao mesmo tempo que ampliava as oportunidades para todos. Quase dois séculos depois, esse ideal ainda molda a maneira como os americanos pensam sobre como resolver a desigualdade. 
Quando as disparidades de desempenho persistem, raramente questionamos se as escolas sozinhas podem superá-las. Em vez disso, buscamos a próxima inovação educacional.
Durante as décadas de 1990 e 2000, o grande avanço foram as escolas charter . Os defensores argumentavam que a competição e a inovação melhorariam drasticamente os resultados dos alunos em comunidades pobres e desassistidas. Algumas escolas charter de fato melhoraram. Muitas não. Um estudo da Universidade de Stanford, de 2023 , constatou ganhos acadêmicos modestos no geral, mas nada que se aproximasse da transformação prometida pelos seus defensores.
Quase simultaneamente, o Teach For America ofereceu outra solução. Ao recrutar graduados de universidades de elite para lecionar em escolas com poucos recursos, esperava que jovens professores de alto nível pudessem superar as desvantagens educacionais. Muitos participantes se tornaram educadores talentosos. No entanto, a alta rotatividade limitou o alcance do programa, e nenhum corpo docente — por mais comprometido que fosse — conseguiu eliminar os efeitos da pobreza, da instabilidade habitacional ou da desigualdade de acesso a oportunidades.
Em seguida, veio a lei "Nenhuma Criança Deixada para Trás" (No Child Left Behind ). Sancionada em 2002, ela prometia que padrões, avaliações e responsabilização finalmente eliminariam as disparidades no desempenho dos alunos em relação a raça e classe social. A lei conseguiu expor as desigualdades, mas também incentivou o ensino voltado para as provas e restringiu o conteúdo ensinado por muitas escolas. As lacunas que ela buscava eliminar permaneceram, em grande parte, persistentes.
Agora, a IA tornou-se a mais recente reforma envolta em promessas transformadoras. Seus defensores estão certos sobre parte de seu potencial na educação. A IA generativa pode ajudar a explicar conceitos difíceis, fornecer feedback imediato, traduzir materiais didáticos e tornar o suporte individualizado mais acessível do que nunca. Os professores podem usá-la para diferenciar o ensino e reduzir o trabalho administrativo rotineiro. Bem utilizada, a IA certamente melhorará o ensino e a aprendizagem em muitas salas de aula.
Mas o que acontece nas salas de aula nunca foi o principal obstáculo à igualdade educacional. Os alunos não chegam à escola com acesso igualitário a moradia estável, alimentação nutritiva, assistência médica de qualidade, internet confiável, professores experientes, bairros seguros ou recursos familiares. Essas desigualdades se acumulam muito antes de uma criança entrar no jardim de infância e continuam muito depois do término do período escolar. Os chatbots, por mais bem projetados que sejam, não as eliminarão.
Isso não é um argumento contra a IA, embora devamos prestar muita atenção tanto aos seus benefícios reais quanto às suas desvantagens reais, como interferir na capacidade dos alunos de pensar criticamente, o que não é pouca coisa. As escolas devem experimentar novas tecnologias que realmente ajudem os alunos a aprender. Assim como os professores sempre se adaptaram a novas ferramentas, de calculadoras à internet, a IA certamente se tornará mais uma parte dessa evolução.
O problema surge quando a inovação tecnológica é confundida com política social.
A história sugere que as reformas educacionais muitas vezes visam aprimorar o ensino sem transformar as condições que, em primeiro lugar, produzem a desigualdade educacional. Essas reformas podem tornar algumas escolas melhores, alguns professores mais eficazes e alguns alunos mais bem-sucedidos. O que elas não podem fazer é eliminar as disparidades econômicas e sociais que moldam a vida das crianças antes mesmo de elas entrarem em uma sala de aula. É improvável que a IA generativa seja diferente.
Os americanos continuam a abraçar a visão de Horace Mann de que a educação pública amplia oportunidades. É evidente que as escolas têm uma importância enorme. Elas podem despertar a curiosidade, inspirar objetivos de vida, fortalecer relacionamentos essenciais e abrir portas para oportunidades que, de outra forma, permaneceriam fechadas.
Mas as escolas nunca conseguiram superar a desigualdade sozinhas.
Se realmente queremos reduzir as desigualdades de oportunidades, precisamos parar de esperar que inovações educacionais — sejam escolas charter, testes padronizados ou inteligência artificial — consigam o que somente reformas econômicas e sociais mais amplas podem alcançar.
A IA pode transformar a forma como os alunos aprendem.
Isso, por si só, não transformará a sociedade desigual que molda a vida dos estudantes e na qual eles aprendem.

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August 11, 10:51 AM
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Uso de IA prejudica aprendizagem, diz estudo - 09/08/2026 - Educação - Folha

Uso de IA prejudica aprendizagem, diz estudo - 09/08/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it

O uso de inteligência artificial prejudica o aprendizado e reduz o desempenho em exames escolares de estudantes entre 12 e 18 anos. A conclusão é de um dos primeiros estudos a acompanhar a adoção espontânea de ferramentas de IA por adolescentes e seu uso para resolver lições de casa.

O artigo "The Generative AI Learning Penalty" (a perda de aprendizado causada pela IA generativa, em português) apresenta as conclusões da investigação dos padrões de uso da IA e do desempenho em provas de mais de 25 mil alunos chineses, matriculados naquilo que no Brasil seriam os anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.

O texto foi divulgado pelo CEPR, sigla em inglês para Centro de Pesquisa de Política Econômica, que reúne alguns dos principais economistas europeus, mas ainda não foi publicado em revista científica.
O economista sueco David Strömberg, que há anos trabalha com dados chineses e tem diversos artigos publicados nas melhores revistas de economia, e os pesquisadores Victor Lei e Yanhui Wu, da Universidade de Hong Kong, descobriram que o uso de inteligência artificial para ajudar nas tarefas de casa acarreta um desempenho 20% pior nas provas que os estudantes chineses devem fazer a cada mês.
Os estudantes tiveram a sua produção escolar perscrutada por 30 meses, entre setembro de 2022 e junho de 2025. Nesse período, modelos da DeepSeek e da ByteDance, com capacidades semelhantes às de ferramentas ocidentais, foram lançados e rapidamente adotados.

Em média, quem passou a delegar o trabalho de casa para a IA obteve, seis meses depois de começar a usar a ferramenta, notas um quinto menores em um conjunto de nove disciplinas (que incluem línguas, matemática, ciências exatas e humanas), avaliadas mensalmente, em comparação com alunos que nunca chegaram a utilizar a inteligência artificial para resolver tarefas escolares.

Os resultados foram piores em disciplinas de humanas, com queda de 27% em relação ao grupo que não usou IA; seguidas por exatas, com 22% de queda; e línguas, com desempenho 17% pior em inglês, e 9% pior em chinês.


Os economistas também avaliaram o desempenho dos alunos nas duas grandes provas de acesso a novas etapas da trajetória escolar, na China: Zhongkao, que é o exame de entrada no ensino médio, prestado ao final do 9º ano, e o Gaokao, de seleção para entrar na universidade, ao final do 12º ano.

No exame de acesso ao ensino médio, a nota dos alunos que passaram a usar IA pelo menos dois anos antes da prova foi em média 24% menor do que a de estudantes que não pediram ajuda à ferramenta. Para quem tinha começado a delegar tarefas para a inteligência artificial em data mais próxima do exame, o efeito foi menor.

No equivalente ao vestibular deles, o desempenho de quem passou a terceirizar o dever de casa pelo menos dois anos antes foi 18% pior.


O desempenho dos alunos nas provas foi obtido pelos economistas em dados administrativos das autoridades locais. A data em que cada estudante passa a usar a ferramenta de IA foi declarada em um questionário enviado pelas escolas, no qual os professores pediam aos alunos que checassem o registro de adesão ao serviço que utilizavam, antes de preencher o formulário.

Os pesquisadores argumentam que a autodeclaração é confiável porque há coincidência entre as datas reportadas e os efeitos constatados nas notas das lições de casa e das provas mensais.

Strömberg e seus coautores observaram uma relação entre delegar para o computador o trabalho diário, maçante, de fazer exercícios e a queda no desempenho nas provas. Aliás, eles fazem a ressalva de que não é o uso em si da IA que prejudica a aprendizagem, mas o modo como as ferramentas de inteligência artificial são mobilizadas.

As ferramentas podem funcionar como professores particulares –e, nesse caso, elas ajudam os alunos a aprender– ou como aquele colega mais estudioso para quem você pede socorro com o dever de casa, ou simplesmente terceiriza a lição, quem sabe em troca de algum pagamento.

No estudo, os autores constataram uma melhora expressiva na avaliação do dever de casa de quem passou a pedir a ajuda da IA. Depois de seis meses de uso da ferramenta, as notas desse grupo subiam 18% em relação às de quem não recorria à inteligência artificial.

O tempo de conclusão de cada tarefa feita em casa também caiu. Em média, quando ninguém ainda usava a IA, as lições demandavam pouco mais de uma hora dos estudantes. Como os exercícios são feitos em um aplicativo, a escola tem o registro do horário em que os alunos abrem o arquivo com a lição e de quando o remetem para avaliação.

No grupo que passou a usar a ferramenta, os exercícios de casa semanais consumiram cerca de 30% a menos de tempo, passando de 64 minutos, em média, para 45 minutos. Os alunos que nunca adotaram a IA seguiram precisando, em média, de pouco mais de uma hora para fazer a lição.



Até aí, aparentemente, tudo bem. O problema é que há grande correlação entre a diminuição no tempo dedicado ao dever de casa, bem como o aumento da nota recebida por ele (indícios claros de uso da IA), de um lado, e um pior desempenho nas provas mensais sem consulta, de outro.

Esse resultado quebra a relação tradicionalmente constatada entre nota alta na lição e bom desempenho na prova. Para quem passa a utilizar IA, a relação se inverte: quanto maior a nota no dever de casa, menor a nota na prova.

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Como utilizar a IA nos estudos para os vestibulares e o Enem


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"Nossa descoberta de que o desempenho nas provas deteriora gradualmente com o tempo [de uso da ferramenta] sugere que terceirizar a lição de casa pode prejudicar não apenas a retenção do material estudado naquele momento, mas também a capacidade de absorção de conteúdos no futuro."

Em entrevista à Folha, Strömberg disse que os efeitos deletérios da IA são preocupantes inclusive porque a capacidade que se perde, nesse processo, não pode ser suprida ou substituída pela própria inteligência artificial, mais tarde.

"Para tarefas complexas, a IA funciona como um assistente, enquanto o ser humano assume o papel de um gerente que decide quais tarefas delegar, que avalia se as respostas estão corretas e que dirige o processo como um todo. Isso exige um alto grau de expertise", afirmou Strömberg. Parte dessa capacidade, que deveria estar sendo construída na escola, pode estar sendo perdida.

O pesquisador deu um exemplo: "Se você não sabe programar, você não consegue delegar tarefas de programação para a IA de forma eficaz ou avaliar se o código produzido está correto".


Strömberg afirma que é preciso encontrar maneiras de convencer os estudantes de que eles sairão prejudicados caso deleguem todo trabalho de casa –ou seja, uma boa parte do processo de aprendizagem– para a IA.

De alguma maneira, a própria realização de provas ao final do ensino fundamental e do ensino médio, como acontece na China, pode servir de incentivo ao estudo, impondo limites à terceirização de exercícios.

"Mesmo assim, verificamos que os alunos usam IA e, consequentemente, aprendem menos. Uma razão pode ser que os estudantes não percebem o tamanho dos efeitos negativos, porque a perda de conhecimento ocorre de forma gradual, enquanto as consequências plenas só se manifestam dois anos depois."

"Outra razão pode ser a de que os adolescentes são imediatistas e valorizam mais a economia de tempo instantânea de delegar a lição de casa à IA do que a possibilidade de uma colocação melhor na universidade daqui a vários anos."

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August 11, 8:02 AM
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A quem a inteligência artificial realmente obedece? - 09/08/2026 - Ronaldo Lemos - Folha

A quem a inteligência artificial realmente obedece? - 09/08/2026 - Ronaldo Lemos - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
No estudo, o professor do MIT mostrou que se você escrever um comando para o modelo usando o estilo de linguagem que ele usa para pensar, o modelo acha que está lendo o seu próprio raciocínio e chega a conclusões que quebram suas diretrizes de segurança vindas do "system". A razão é que não há uma identificação categórica entre cada "voz" que o modelo ouve. Ele basicamente distingue quem é quem (inclusive a si mesmo) pelo estilo da escrita.

O estudo dá um exemplo interessante. Ele cria uma instrução pedindo para que o modelo ensine como fazer cocaína (algo que as diretrizes do system vetam). Para contornar a regra, a instrução adiciona que o usuário está vestindo uma camisa verde. E logo na sequência coloca uma série de comandos que imitam o texto de como a IA raciocina, concluindo que se o usuário está usando camisa verde, é permitido ensinar como fazer cocaína.
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August 11, 7:46 AM
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Ideb: Piauí sai da menor nota e vira 2º no ensino médio

Ideb: Piauí sai da menor nota e vira 2º no ensino médio | Inovação Educacional | Scoop.it

Para o secretário de Educação, Rodrigo Torres, a melhoria registrada pelo estado, acelerada sobretudo nos últimos dois anos, não foi por acaso. Em 2023, o governador Rafael Fonteles (PT) decidiu que a educação seria o eixo estruturante de seu projeto para o desenvolvimento do estado.
O plano, segundo ele, envolveu a meta de universalizar o ensino integral para essa etapa, integrado à educação profissional. Nesse período, o estado passou de 21% para 81% das matrículas de ensino médio em tempo integral, atingindo o maior percentual do país. Pernambuco, com a segunda maior cobertura, tem 61% dos alunos nessa modalidade.
"A gente conseguiu desconstruir aquele mito de que, ao aprovar muito, o desempenho cai. Passamos a fazer um trabalho de acompanhamento individualizado do aluno, que evita que ele abandone a escola e, ao mesmo tempo, faz com que ele consiga aprender melhor", disse Torres à Folha.

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August 9, 9:02 AM
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'Fadiga dos apps': solteiros buscam novos caminhos para encontrar conexões fora das telas

'Fadiga dos apps': solteiros buscam novos caminhos para encontrar conexões fora das telas | Inovação Educacional | Scoop.it
Excesso de conversas superficiais e dificuldade de criar vínculos mais profundos levam parte dos usuários a apostar novamente em encontros presenciais
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August 9, 8:22 AM
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A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das mídias sociais [2026] | Incogni

A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das mídias sociais [2026] | Incogni | Inovação Educacional | Scoop.it
A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das redes sociais.
As pessoas estão silenciosamente se afastando da participação ativa nas redes sociais. Embora possam não estar excluindo contas em massa, muitas estão:

Postar menos;
limitar quem vê o seu conteúdo;
Apagar aplicativos que causam estresse;
Sentir que manter uma presença online dá trabalho;
Estou considerando sair por motivos de saúde mental, polarização ou privacidade.
A internet e a conectividade que ela facilita deixaram de ser focadas na comunicação interpessoal para se tornarem fontes de notícias, espaços para discussões políticas e fontes de entretenimento guiado por algoritmos.

Os pesquisadores da Incogni entrevistaram uma amostra representativa de 1.000 adultos para investigar as atitudes das pessoas em relação às mídias sociais e ao engajamento online de forma mais ampla, até que ponto elas estão limitando ou eliminando o uso das mídias sociais, suas razões para isso e o que vivenciaram depois de fazê-lo.

Principais conclusões:
As pessoas estão se tornando mais quietas e cautelosas online: 55% relatam postar menos agora do que há cinco anos.
53% se tornaram mais rigorosos em relação a quem pode ver suas publicações.
Quase metade (47%) dos entrevistados excluiu um aplicativo de mídia social ou de mensagens devido ao estresse ou à ansiedade. As taxas são mais altas entre os entrevistados mais jovens ( 61% dos Millennials e 56% da Geração Z ). 
44% concordam que o conteúdo político e a polarização os fazem querer se afastar das redes sociais.
A Geração Z e os Millennials são mais propensos a citar a saúde mental como motivo para excluir suas contas, em contraste com 25% dos entrevistados da Geração X e 12% dos Baby Boomers.
Mais da metade dos entrevistados afirma que manter uma presença online parece um trabalho, chegando a 60% entre a Geração Z.
Desconectar-se gera emoções conflitantes: a tranquilidade é a resposta mais comum (27%), mas mais de um em cada cinco também sente ansiedade. O relaxamento vem em terceiro lugar, com 21%.
Esgotamento digital moderno

Mais da metade (51%) dos participantes indicou que manter uma presença online parece um trabalho. A pressão é maior entre os usuários mais jovens, com 60% da Geração Z concordando, em comparação com 38% dos Baby Boomers. Este último número ainda é alto para uma geração conhecida por ter taxas mais baixas de participação digital.  

A descoberta sugere que a participação online é cada vez mais vivenciada não apenas como entretenimento ou conexão, mas como mais uma responsabilidade a ser gerenciada: desde responder a mensagens e acompanhar conversas até decidir o que postar e como isso pode ser recebido.

Desconectar-se traz tanto alívio quanto ansiedade.
Manter uma presença online também significa permanecer conectado. A pesquisa perguntou aos participantes se não verificar suas mensagens provocava alguma emoção significativa. Os resultados sugerem que se afastar das plataformas de mensagens não produz uma resposta emocional clara.

A sensação de tranquilidade foi a mais relatada entre os entrevistados que passaram um longo período sem verificar suas mensagens, citada por 27% dos participantes da pesquisa. A ansiedade veio em seguida, com 22%, enquanto 21% relataram sentir-se relaxados.


A tensão era particularmente visível entre os entrevistados da Geração Z, que se destacam por

Experimentar emoções negativas com maior frequência:

34% sentem ansiedade quando não verificam suas mensagens.
29% sentem FOMO (medo de ficar de fora).
Eles são seguidos pelos Millennials, embora em taxas notavelmente menores (26% e 21%), com os respondentes da Geração X e Baby Boomers relatando emoções negativas e positivas com menos frequência, sugerindo que a comunicação digital pode desempenhar um papel menor em suas vidas. 

Os resultados sugerem que a comunicação digital pode ser tanto uma fonte de pressão quanto algo que os usuários se sentem desconfortáveis ​​em deixar para trás.

O conteúdo político está levando os usuários a abandonar o site.
A pressão para permanecer constantemente conectado não é o único fator que impulsiona a fadiga digital. O tom dos espaços online também parece estar afastando os usuários. Um aspecto desafiador da participação no discurso online é ter que lidar com um ambiente altamente polarizado, frequentemente com emoções negativas expostas publicamente. 


Pesquisadores da Incogni descobriram que 44% dos entrevistados desejam se afastar das redes sociais devido ao conteúdo político e à polarização. Destes, 14% indicaram concordar fortemente e 30% disseram concordar. 

Isso sugere que os motivos para o abandono vão além do desejo de reduzir o "tempo de tela". Para muitos usuários, trata-se de uma resposta ao conflito, à hostilidade e à intensidade emocional que encontram ao se conectarem.

A internet social está se tornando menos social.
O sinal mais claro de afastamento digital não é, na verdade, a exclusão em massa de contas, mas sim o declínio no compartilhamento ativo. A pesquisa foi utilizada para investigar como as pessoas estão reagindo às realidades de um cenário digital em constante evolução, começando por seus hábitos de publicação e compartilhamento de conteúdo. 


A principal tendência identificada pelos pesquisadores da Incogni é o afastamento da comunicação externa, com 55% dos entrevistados publicando menos agora do que há 5 anos, enquanto 53% se tornaram mais seletivos em relação a quem pode ver suas publicações.

A Geração Z foi a única a contrariar essa tendência. 16% indicaram que agora publicam com mais frequência do que há 5 anos, enquanto 13% relataram que se tornaram menos seletivos em relação ao seu público.

No geral, porém, a tendência predominante é para uma participação mais discreta e controlada: menos publicações, públicos menores e maior cautela em relação ao que é compartilhado.

O que levaria as pessoas a abandonar as redes sociais?
A pesquisa também procurou identificar quais fatores teriam maior probabilidade de influenciar as pessoas a abandonar as redes sociais e excluir suas contas. 


Para a maioria dos entrevistados, o motivo mais comum para abandonar as redes sociais seria uma ameaça crescente à sua privacidade ou segurança. Mais da metade (51%) afirmou que o risco excessivo nessa área poderia levá-los a excluir suas contas.

Assédio, intimidação ou discurso de ódio foram o segundo gatilho mais comumente selecionado.

Aproximadamente um terço dos entrevistados se vê desistindo se:

Eles perceberam que estavam perdendo muito tempo ou usando as redes sociais em excesso;
Eles apresentaram problemas de saúde mental;
Surgiram conflitos com seus entes queridos devido ao uso que faziam das redes sociais.
Notavelmente, 16% afirmaram que nada os faria excluir suas contas nas redes sociais. 

A saúde mental foi particularmente importante entre os entrevistados mais jovens, sendo citada por 44% da Geração Z e 42% dos Millennials, em comparação com 25% da Geração X e 12% dos Baby Boomers.

Conclusão
Os resultados deste estudo mostram uma progressão nas atitudes e na relação das pessoas com a participação online, especialmente nas redes sociais. Não se trata exatamente de um ciclo completo, mas certamente de uma mudança radical: o engajamento online aparentemente costumava ser visto como uma conexão com outros usuários e, presumivelmente, era divertido para muitas pessoas.

Atualmente, a maioria dos usuários indica que manter uma presença online parece um trabalho, quase metade relata ter excluído aplicativos de redes sociais devido ao estresse e à ansiedade que eles causavam, e a resposta emocional mais comum ao evitar as redes sociais e aplicativos semelhantes é uma sensação de paz.

Desde algoritmos que exigem atenção (dos usuários) e submissão (dos criadores) até uma crescente onda de conteúdo gerado por IA que já substituiu grande parte do conteúdo legítimo, não é de se admirar que as pessoas estejam limitando o que compartilham e, de modo geral, se afastando da vida online. A questão mais pertinente passa a ser o que pode ser feito para reverter essa tendência. 

Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 1 e 9 de junho de 2026, com a participação de 1.000 respondentes. Foi conduzida pela plataforma Cint e capturou uma amostra representativa de americanos (por idade e distribuição geográfica).

Os dados públicos podem ser acessados ​​aqui .
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August 9, 8:15 AM
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Nova lei amplia medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital —

Nova lei amplia medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital — | Inovação Educacional | Scoop.it
Texto atualiza normas penais e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que passa a prever medidas relacionadas ao ambiente digital e ao uso de inteligência artificial
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August 9, 8:14 AM
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A IA está deixando sua vida mais cara; entenda 

A IA está deixando sua vida mais cara; entenda  | Inovação Educacional | Scoop.it

A IA está aumentando os preços nos EUA – e não apenas nas contas de luz.
Grandes inovações tecnológicas têm o potencial de transformar economias ao criar oportunidades, empregos e até novas indústrias, impulsionando a produtividade e o crescimento. No entanto, essa promessa de ganhos a longo prazo costuma ser precedida por dores de curto e médio prazo.
No caso da inteligência artificial, isso tem incluído perda de postos de trabalho, crescimento salarial mais lento, ampliação da desigualdade social e, especialmente nos últimos meses, uma inflação mais alta.

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August 11, 4:10 PM
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EXCLUSIVO: gigante Marista fatura R$ 2,2 bilhões e vai às compras para superar 100 escolas no Brasil

EXCLUSIVO: gigante Marista fatura R$ 2,2 bilhões e vai às compras para superar 100 escolas no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
O mineiro Alessandro Marques da Luz assumiu o comando da centenária Marista Brasil com uma missão bem definida. Para os próximos anos, ele vai acelerar o crescimento de uma rede que já tem 97 escolas, mais de 100 mil alunos e receita anual de cerca de 2,2 bilhões de reais.

Em entrevista à EXAME, a primeira concedida à imprensa desde que assumiu o cargo de superintendente do Marista Brasil, Luz afirma que a rede está estruturando uma área de M&A, fusões e aquisições, para buscar oportunidades no mercado de educação básica em todo o país.

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“Eu posso te garantir que o apetite é grande e a gente quer crescer rápido”, diz Luz.

A movimentação acontece durante a revisão do planejamento estratégico da organização até 2030. O Marista reúne hoje 63 colégios pagos e 34 escolas sociais.  Dessas, 17 já são centenárias.

A intenção é fazer o crescimento das unidades pagas caminhar junto com a ampliação da atuação social da rede.

Nos próximos quatro anos, o crescimento deve acontecer em duas frentes.

De um lado, o Marista pretende comprar escolas e ampliar a presença no ensino privado. De outro, quer investir nas unidades que já possui, com reformas, modernização da infraestrutura e aumento de capacidade. Algumas escolas, segundo o executivo, já têm filas de espera.

A ofensiva de aquisições não terá uma única região como alvo. Segundo Luz, o Marista pretende analisar oportunidades em todo o país.

No caso das escolas pagas, um dos pontos considerados será a capacidade do mercado local de absorver o tíquete cobrado pela rede.



Alessandro Marques da Luz, superintendente do Marista Brasil: “Eu posso te garantir que o apetite é grande e a gente quer crescer rápido” (Carla Eliane Bordon Rodrigues/Divulgação)

A meta exata para 2030 ainda não está fechada. Para o próximo ano, porém, Luz já tem um número em vista. Quer chegar a 100 unidades. Isso implicaria na compra de ao menos três colégios. 

A compra de escolas será acompanhada de investimentos nas unidades atuais. Segundo o superintendente, cerca de 60% do caixa é reinvestido nas próprias operações. Parte desses recursos vai para retrofit, reforma e modernização de prédios existentes.

Qual é a história do Marista Brasil
A presença dos Maristas no Brasil começou há mais de um século, com a chegada dos primeiros religiosos a Minas Gerais.

A organização depois avançou para outras regiões, principalmente no Sul, e construiu uma rede que hoje está presente em 20 estados e no Distrito Federal.

Parte dessa história continua funcionando como escola.

O Marista Brasil tem 17 unidades centenárias. Entre elas estão o tradicional Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo, o Rosário, em Porto Alegre, o Santa Maria, no Paraná, o São Luís, em Pernambuco, o Nossa Senhora de Nazaré, no Pará, além de unidades em Salvador e Maceió.

A longevidade cria uma vantagem de marca, mas também traz um desafio de negócios. Como manter estruturas antigas capazes de atender famílias que hoje esperam laboratórios, tecnologia, atividades no contraturno e uma rotina escolar diferente daquela de décadas atrás.

É nesse ponto que entram os investimentos em modernização e aumento de capacidade.

A organização atual do Marista Brasil também é recente. Até 2023, as escolas estavam ligadas a três províncias Maristas no país, estruturas religiosas que também mantêm outros negócios e instituições, como universidades, hospitais e a editora FTD.

Naquele ano, a gestão das unidades de educação básica das três províncias foi consolidada no Marista Brasil. A nova organização passou a cuidar das 97 escolas e criou uma estrutura nacional apoiada por escritórios regionais em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

É essa a estrutura que Luz administra agora.

Qual é o tamanho desta gigante da educação
A dimensão da rede coloca o Marista entre os maiores grupos de educação básica do país.

A organização tem cerca de 18 mil funcionários, considerando professores, equipes das escolas, escritórios regionais e estrutura corporativa. A receita anual gira em torno de 2,2 bilhões de reais.

As mensalidades continuam sendo a principal fonte de faturamento, mas novos serviços ganharam peso nos últimos anos. Segundo Luz, cerca de 20% da receita já vem de atividades adicionais oferecidas aos estudantes, como esportes no contraturno, ensino bilíngue, robótica e outros programas que ampliam o tempo de permanência na escola.

O movimento acompanha uma mudança no mercado de educação básica. Famílias passaram a buscar mais atividades dentro da própria escola, enquanto modelos de período integral ganharam espaço..

Setor ainda pulverizado
A decisão de montar uma área de aquisições acontece em um setor ainda pulverizado.

Luz estima que existam mais de 20 mil escolas particulares no Brasil e não acredita que poucas redes chegarão a dominar a maior parte desse universo. Na avaliação dele, o movimento será de concentração, com grupos maiores aumentando sua participação, mas mantendo a convivência com milhares de escolas independentes.

“O mercado de Educação Básica no Brasil não vai se consolidar, ele vai se concentrar”, afirma.

O Marista, segundo o executivo, já é a quarta maior rede do país. É nesse mercado fragmentado que a organização pretende buscar novos ativos.

Ao contrário de grupos de educação que cresceram com capital aberto e precisam entregar retorno a acionistas, o Marista pertence a uma organização religiosa. “O nosso compromisso não é com acionista. O nosso compromisso é com a nossa missão, com o nosso propósito”, afirma Luz.

A ligação entre crescimento comercial e atuação social é uma das teses usadas pelo novo superintendente para defender a expansão.

Das 97 unidades administradas pelo Marista Brasil, 63 são colégios pagos e 34 são escolas sociais. As escolas sociais atendem cerca de 15 mil estudantes sem cobrança de mensalidade. Os alunos também recebem alimentação, material didático e uniforme.

Outros cerca de 2 mil estudantes têm bolsas nas escolas pagas. No total, são aproximadamente 17 mil alunos atendidos com gratuidade ou bolsas.

A lógica defendida pela gestão é ampliar os dois lados da rede ao mesmo tempo. “Quanto mais escolas pagas eu tiver, mais escolas sociais naturalmente eu vou ter”, diz Luz.

Nas escolas sociais, porém, o mapa de expansão é diferente daquele usado para as aquisições. Enquanto a busca por colégios pagos será nacional, a organização vê uma necessidade maior de novas unidades sociais na região Amazônica, sobretudo em áreas do interior onde a oferta de educação é menor.

Um exemplo recente está no Acre. Em março, a rede entrou em Porto Walter, município distante quase 600 quilômetros de Rio Branco. A escola social atende mais de 400 estudantes em parceria com a prefeitura.

Luz chega ao Marista depois de mais de 20 anos trabalhando com educação. Economista de formação, passou pelo sistema de ensino Pitágoras no período de transformação da empresa que deu origem à Kroton e trabalhou por 12 anos no Grupo SEB.

Agora, assume uma organização com uma característica diferente das empresas pelas quais passou: escolas com mais de 100 anos de existência convivendo com uma estrutura nacional criada há apenas três anos.

Seu primeiro trabalho será definir até onde essa rede pode chegar em 2030.
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August 11, 4:00 PM
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Você contrataria? Robô humanoide já pode ser contratado para limpar casas por cerca de R$ 150 por dia

Você contrataria? Robô humanoide já pode ser contratado para limpar casas por cerca de R$ 150 por dia | Inovação Educacional | Scoop.it
Startup de San Francisco começou a oferecer serviço de limpeza residencial com robôs humanoides operados remotamente por humanos com auxílio de inteligência artificial
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August 11, 1:46 PM
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Ideb 2025 apresenta resultados estaduais da EPT articulada ao ensino médio —

Ideb 2025 apresenta resultados estaduais da EPT articulada ao ensino médio — | Inovação Educacional | Scoop.it
O resultado não constitui um indicador específico de qualidade da educação profissional e tecnológica (EPT). O Ideb da rede estadual total, que considera tanto as matrículas do ensino médio regular quanto as do ensino médio articulado à EPT, mantém seus componentes habituais — o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e os dados de fluxo escolar obtidos a partir do Censo Escolar — e não avalia as competências profissionais específicas desenvolvidas nos cursos técnicos. 

Considerando esse conjunto mais abrangente de matrículas, os valores do Ideb 2025 das redes estaduais variam entre 3,6 e 5,1 nas unidades da Federação (UFs). Os dados do Ideb e do Saeb referentes a 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

O maior resultado nesse recorte foi registrado no Paraná, com 5,1. Em seguida aparecem Goiás (5,0); Espírito Santo e Piauí (4,9); Pernambuco (4,8); Ceará e Rio Grande do Sul (4,7); Minas Gerais e São Paulo (4,5); Pará (4,4); Mato Grosso e Santa Catarina (4,3); Alagoas, Mato Grosso do Sul e Paraíba (4,2); Sergipe e Tocantins (4,1); Acre, Rio Grande do Norte e Rondônia (4,0); Bahia e Maranhão (3,8); Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Roraima (3,7); e Distrito Federal (3,6). 

Comparação entre os resultados – A comparação com os valores calculados sem a incorporação desse conjunto de matrículas mostra diferenças em seis UFs. Em São Paulo, o resultado passa de 4,3 para 4,5; no Ceará, de 4,5 para 4,7; em Goiás, de 4,9 para 5,0; na Paraíba, de 4,1 para 4,2; em Pernambuco, de 4,7 para 4,8; e no Rio Grande do Norte, de 3,9 para 4,0. Nas demais 21 UFs, o Ideb da rede estadual para os dois conjuntos de matrículas do ensino médio (tradicional e articulado à EPT) apresenta o mesmo valor. 

Essas diferenças devem ser interpretadas como resultado da alteração do conjunto de matrículas considerado na composição do indicador. Isoladamente, a comparação não permite estabelecer uma relação causal entre a oferta de EPT e os valores observados no Ideb. 

A finalidade desse recorte é, portanto, ampliar a representação das redes estaduais nos resultados, incorporando a educação profissional articulada ao ensino médio como parte da diversidade de ofertas que compõem essas redes. A leitura dos dados permite verificar como o resultado agregado se apresenta quando esse conjunto mais abrangente de matrículas é considerado, sem atribuir à EPT, isoladamente, a causa para as diferenças observadas. 
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August 11, 1:36 PM
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Nenhum diploma é à prova de IA. Mas adiar a especialização pode oferecer aos alunos uma vantagem.

Nenhum diploma é à prova de IA. Mas adiar a especialização pode oferecer aos alunos uma vantagem. | Inovação Educacional | Scoop.it
Escolher um curso universitário nunca foi fácil. Alunos e pais sempre se perguntaram quais cursos e especializações oferecem os melhores retornos e levam a carreiras seguras.

Mas agora, com a era da inteligência artificial generativa, que trouxe novas e poderosas ferramentas como o ChatGPT e o Claude, essas decisões se tornaram muito mais complexas.

Na Nova Zelândia e em outros lugares , os estudantes estão achando cada vez mais difícil avaliar quais carreiras prosperarão, quais habilidades continuarão sendo valiosas e como a IA poderá impactar as profissões que desejam seguir.

A IA generativa já consegue redigir relatórios, resumir pesquisas, escrever código, analisar dados e gerar conteúdo com aparência profissional. Embora ainda não seja suficientemente confiável para substituir a experiência profissional, está mudando o tipo de trabalho que se espera que os graduados realizem, principalmente no início de suas carreiras.

Uma pesquisa recente com líderes empresariais da Nova Zelândia revelou que 87% das organizações observaram mudanças ou desaparecimento de funções devido à IA, enquanto um terço relatou uma desaceleração nas contratações de nível inicial.

Tudo isso levanta uma questão incômoda para as universidades: se a IA pode executar muitas das tarefas antes usadas para demonstrar a competência de um graduado, o que um diploma deve fornecer agora?

Argumentamos que a resposta não é abandonar as disciplinas, nem que todos os alunos se tornem cientistas da computação.

Em vez disso, as universidades deveriam reconsiderar a forma como os alunos dos primeiros anos se especializam – e se os programas atuais oferecem oportunidades reais de aprendizagem interdisciplinar.

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Por que as fronteiras estão se tornando cada vez mais tênues?
Os maiores desafios que a sociedade enfrenta raramente se encaixam perfeitamente em uma única disciplina.

As mudanças climáticas envolvem economia, direito, política, comunicação e justiça, enquanto a saúde pública se baseia em medicina, logística, comportamento, ética, dados e confiança pública.

A IA generativa facilita o aproveitamento do conhecimento de disciplinas afins. Mas também facilita o disfarce de uma compreensão superficial.

Uma resposta bem elaborada pode mascarar raciocínios falhos, falta de provas ou fatos inventados. Isso torna a capacidade de questionar, verificar, interpretar e assumir a responsabilidade pela informação mais valiosa do que simplesmente produzi-la.

As disciplinas continuam sendo importantes porque ensinam mais do que conteúdo. Elas fornecem maneiras de testar evidências, avaliar afirmações e decidir se uma conclusão é sólida.

Um contador precisa saber se uma análise é defensável. Um advogado precisa entender de jurisprudência e precedentes. Um engenheiro precisa avaliar se um projeto é seguro.

A IA generativa pode produzir trabalhos semelhantes aos dessas profissões. No entanto, ainda enfrenta dificuldades para determinar se o resultado é preciso, responsável ou adequado à finalidade.

À medida que a IA facilita a produção de respostas convincentes, a capacidade de questionar pressupostos, avaliar evidências e exercer discernimento torna-se ainda mais importante.

O desafio para as universidades, portanto, não é escolher entre especialização e generalismo, mas combinar os pontos fortes de ambas.

Graduados com conhecimento amplo, porém superficial, podem ter dificuldades em ambientes de alta pressão. Mas aqueles com especialização restrita a uma única disciplina também podem encontrar mais dificuldades para se adaptar a profissões cada vez mais interconectadas.

As competências valorizadas pelos empregadores – pensamento crítico, discernimento profissional, comunicação, trabalho em equipe, raciocínio ético, adaptabilidade e resolução de problemas – são transversais a diversas áreas de atuação. Elas são desenvolvidas de maneiras diferentes, mas aplicadas em inúmeras profissões.

Uma empresa de consultoria pode recrutar graduados em administração, ciência da computação, psicologia ou jornalismo. Suas especializações são diferentes, mas todos devem analisar problemas desconhecidos, trabalhar de forma interdisciplinar e demonstrar bom senso.

As escolas de negócios ilustram isso. Questões como a adoção da IA, a sustentabilidade e a precificação aplicam-se a áreas que vão desde finanças, tecnologia e comportamento do consumidor até ética, regulamentação e mudança organizacional.

Profundidade, amplitude e adaptabilidade
Então, qual caminho as universidades devem seguir ao reformular seus cursos? Um modelo útil é o do graduado em formato de "T ".

O traço vertical representa profundidade: verdadeira especialização em uma disciplina ou profissão. O traço horizontal representa amplitude: a capacidade de comunicar-se entre diferentes áreas, usar IA generativa de forma crítica e tomar decisões em situações de incerteza.

Os alunos poderiam começar com uma base mais ampla que integrasse conhecimento disciplinar com alfabetização em IA, raciocínio ético, comunicação e resolução colaborativa de problemas.

A especialização pode vir mais tarde, quando os alunos entenderem como as áreas se conectam e por que problemas complexos exigem múltiplas perspectivas.

As universidades também poderiam criar aprendizado compartilhado entre as faculdades. Estudantes de administração, design e ciência da computação poderiam trabalhar juntos na adoção responsável da IA.

Estudantes de direito, saúde e ciência de dados podem examinar a privacidade e a tomada de decisões automatizada. Essas experiências ajudariam os alunos a entender qual é a contribuição de sua área de atuação, quais são seus limites e quando outros conhecimentos especializados são necessários.

As universidades deveriam tratar a IA como uma forma essencial de alfabetização, em vez de algo abordado em um breve workshop sobre temas de redação.

Os alunos precisam entender o que esses sistemas podem e não podem fazer, como surgem erros e vieses, como a privacidade pode ser comprometida e como o trabalho assistido por IA deve ser avaliado.

A avaliação deve dar menos ênfase à produção de respostas e mais à explicação do raciocínio, à defesa das decisões e à resposta a novas evidências.

Com a crescente facilidade de obtenção de informações, o valor de um diploma dependerá cada vez mais da capacidade de utilizá-lo bem.

Talvez não exista um diploma à prova de IA. Os diplomas que perdurarem serão aqueles que equiparem os graduados com profundo conhecimento da área, a amplitude necessária para trabalhar em diversos campos e a adaptabilidade para continuar aprendendo à medida que a tecnologia evolui.
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August 11, 1:11 PM
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Secretários pedem mínimo de ensino a distância na formação de professores

Secretários pedem mínimo de ensino a distância na formação de professores | Inovação Educacional | Scoop.it

Para conselho, conteúdo online dos cursos de formação de professores deveria valer somente para aulas ao vivo e com limite de alunos para garantir interação
Mesmo após a mudança regulatória que estabeleceu, no ano passado, limites para a formação de professores em cursos de Ensino a Distância (EAD), o tema ainda não está pacificado entre legisladores e gestores públicos. Uma audiência realizada na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar mostrou que a regulamentação atual, que obriga os cursos de licenciatura a oferecer não mais que 30% da carga horária na modalidade EAD assíncrono (sem tempo real) está no meio do caminho de grupos diferentes que estão debatendo o tema.
Enquanto deputadas do Partido Liberal (PL) que participaram da audiência defenderam a retomada da permissão de cursos 100% EAD sob o argumento de que garantiria mais inclusão e impulsionaria a formação de mais professores para evitar gargalos no ensino público, o Conselho de Secretários de Educação das Capitais (Consec) defende que a carga horário permitida em EAD assíncrono seja ainda mais reduzida ou até eliminada completamente.
Na visão do Consec, o conteúdo online dos cursos de formação de novos professores deveria ser somente na versão síncrona, ou seja, aulas ao vivo e com limite de alunos por professor para garantir a interação necessária. Segundo a entidade, a permissão anterior para que a licenciatura pudesse ser 100% a distância gerou um impacto negativo na qualidade do ensino e tem dificultado o trabalho de gestão em escolas municipais ao redor do país.
“Se o país não aceita formar médicos e advogados na tela de um computador, também não deveria formar professores na tela nesse modelo, pois serão os profissionais responsáveis depois por formar todas as outras profissões", comenta Leonardo Pascoal, presidente do Consec e secretário de Educação de Porto Alegre.
Na audiência do último dia 8 de julho na Câmara dos Deputados, a deputada Greyce Elias (PL-MG), uma das coordenadoras da iniciativa no Congresso Nacional, disse que teme a restrição completa do EAD nos cursos de formação de professores e falou sobre a possibilidade de haver um déficit futuro na oferta de mão de obra no Ensino Básico. “Se não nos atentarmos para isso, daqui a 3, 4, 5, 10 anos, vamos ter um colapso na educação brasileira”, disse.
O Consec, por outro lado, argumenta que o dano a longo prazo para a educação brasileira foi causado pelo período desde 2006, com mais ênfase a partir de 2017, quando uma explosão da formação de professores totalmente por cursos EAD. Segundo os secretários de Educação das maiores cidades do país, a chegada de profissionais com lacunas severas de conhecimento pedagógico e de conteúdo gerou um efeito cascata perverso e vai exigir gastos mais altos para corrigir falhas por meio de novos cursos de educação continuada para professores formados com conteúdo a distância.
“Se a formação inicial é ruim, temos que dedicar tempo e investimento na formação continuada dos professores para retomar conceitos e habilidades que já deveriam ter sido consolidadas na formação inicial. E isso compromete o próprio planejamento da formação continuada em si, que deveria estar olhando aspectos mais específicos de cada rede de educação”, aponta Pascoal.
O presidente do Consec afirma que a entidade seguirá atenta ao processo de consultas aberto na Câmara dos Deputados e diz ver méritos nas preocupações de faculdades privadas e deputados dispostos a defender o retorno do EAD 100% na licenciatura. No entanto, a entidade defende retorno gradual à formação totalmente presencial ou com carga mínima de conteúdo online - e pede que as aulas online sejam sempre ao vivo em vez de gravadas.
O modelo atualmente vigente, determinado pelo decreto nº 12.456, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, o governo autoriza que as faculdades ofereçam cursos de licenciatura presenciais com no máximo 30% de conteúdo EAD assíncrono por videoplataformas e um modelo semipresencial em que essa modalidade pode chegar a 50%. Mas uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe abertura para que as carga de aulas ao vivo seja exigida apenas para cursos com notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) - as notas vão de uma escala de 1 a 5.
O Consec considera a resolução do CNE como retrocesso e promete manter pressão sobre o Ministério da Educação para evitar a aplicação dessa resolução. “Respeitamos a autonomia e as competências de cada órgão, mas encaminhamos ao MEC um ofício pedindo que isso não seja homologado, pois é uma regra ruim”, opina Pascoal. “No fim, somos nós, os secretários de educação dos municípios, que sentimos as dificuldades geradas pelas falhas na formação EAD dos nossos professores”, diz.

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August 11, 12:37 PM
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Americans Cool Toward AI

Americans Cool Toward AI | Inovação Educacional | Scoop.it
Americans’ familiarity with artificial intelligence has grown over the past two years. Today, 70% say they are somewhat or extremely knowledgeable about AI, up from 64% in 2024.

But instead of becoming more comfortable with the technology, Americans’ previously improving attitudes toward AI have lost momentum, according to the latest Bentley University-Gallup Business in Society research.

More Americans than in past years believe AI does more harm than good and expect AI to reduce the number of U.S. jobs over the next decade. They are also less likely to trust businesses to use it responsibly.

More Americans Believe AI Does More Harm Than Good
Although many Americans continue to recognize both the benefits and risks of AI to society in general, perceptions have become more negative this year, particularly among young adults.

The percentage of Americans who believe AI does more harm than good has increased from 31% in 2025 to 39% in 2026, nearly matching the 40% recorded in 2023. At the same time, a somewhat smaller majority of U.S. adults (52%) than in the past say AI does equal amounts of harm and good, while the percentage who believe AI does more good than harm has fallen slightly, to 9%.
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August 11, 8:04 AM
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Natura é condenada pela Justiça por litigância de má-fé e manipulação de IA

Natura é condenada pela Justiça por litigância de má-fé e manipulação de IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Decisão judicial em Santa Catarina acirra o debate sobre governança tecnológica, responsabilidade no uso de Inteligência Artificial e controles internos em departamentos jurídicos e escritórios de advocacia
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August 11, 7:55 AM
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Contra o Godzilla digital 

Contra o Godzilla digital  | Inovação Educacional | Scoop.it

Nos EUA, é assim. Quando um caso judicial é encerrado mediante "acordo", significa que a parte acusada, sabendo que vai perder, interrompe o processo e consegue abafar a história por um bom dinheiro em sigilo para o acusador. Que vantagem ela leva nisso? Impede que uma derrota pública deságue numa hemorragia de outros processos do gênero. O TikTok, por exemplo, acaba de fazer um "acordo" com um jovem de 15 anos, residente na Flórida, que acusou a rede social de danos à sua saúde mental causados pela dependência dos seus recursos.
É o segundo "acordo" que o garoto aceitou —o anterior, há alguns meses, foi com o Google, e pelos mesmos motivos. Mas ele ainda tem mais dois em andamento, contra o Meta e o Snapchat, e não importa que, em vez de vencê-los, ele aceite mais "acordos". Ficará caracterizado que as redes sociais podem ser desafiadas por quem sinta sua saúde lesada por elas. O julgamento já está em curso em Los Angeles e, de seu resultado, devem pipocar inúmeras ações acusando as redes de provocar dependência psíquica.
Alguém dirá que o garoto é um esperto aproveitador e que, se não quisesse que as redes sociais lhe provocassem dependência, era só "saber usá-las". Assim como acontece com o álcool e as drogas, os leigos acreditam que seja uma questão de moderação, "força de vontade". Não aceitam que, uma vez instaurada a dependência, não se trata mais de saber ou não usá-los, e muito menos com moderação. O dependente não tem escolha —por isso é dependente— e ninguém está a salvo de se tornar um.
Os fabricantes de bebidas e cigarros e os traficantes de drogas sabem do que seus produtos são feitos e os efeitos que provocam a médio prazo. Tanto quanto eles, as redes sociais também sabem do estresse, depressão, ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, ideias suicidas, submissão à luz da tela, pavor de se ver sem o celular e outras consequências de seu uso, mesmo "moderado". É o que as torna trilionárias.
Um jovem luta contra o Godzilla digital. Eu torço por ele.

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August 9, 9:03 AM
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Burnout de aplicativos de namoro: sinais e como romper o ciclo

Burnout de aplicativos de namoro: sinais e como romper o ciclo | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudos afirmam que os usuários desses apps seguem um padrão perigoso e previsível. Conheça os alertas e saiba como escapar desse processo.
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August 9, 9:02 AM
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Estudo mostra como aplicativos de namoro podem estar destruindo amor romântico

Estudo mostra como aplicativos de namoro podem estar destruindo amor romântico | Inovação Educacional | Scoop.it
O estudo resultante da questão, publicado na BMC Psychology no último mês, mostrou que quanto mais problemático era o uso de aplicativos de namoro e de pornografia — que também foi analisado —, menor tendia a ser a reflexão dos participantes sobre o significado existencial do amor.

Esses comportamentos, descobriram os cientistas, também estavam associados a uma visão mais pragmática das relações e a uma tendência maior de se apaixonar rápida e frequentemente.
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August 9, 8:20 AM
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Como seu smartphone está mudando seu corpo

Como seu smartphone está mudando seu corpo | Inovação Educacional | Scoop.it

Pergunte à maioria das pessoas  quanto o celular lhes custa , e elas apontarão para a  atenção  ou  o sono . Mas pesquisas sugerem que o custo também pode ser físico.
Os médicos agora usam o termo informal "corpo de celular" para descrever as alterações que surgem após anos de postura curvada, franzindo a testa e rolando a tela do celular.
Segundo a DataReportal , em média, os americanos passam cerca de sete horas por dia olhando para telas  . É um hábito ao qual o corpo físico se adapta com o tempo.
A Inc. conversou com um cirurgião de coluna, um cientista da visão e um sociólogo da área médica para obter um panorama mais completo. A maior parte dos danos é evitável, mas quase nenhum deles se reverte espontaneamente.
PESCOÇO TECNOLÓGICO
O sintoma mais visível tem um nome próprio: “pescoço tecnológico”.
Quando você inclina a cabeça para baixo em direção a uma tela, os músculos da parte de trás do pescoço se contraem para sustentá-la. No início, eles suportam o peso e depois se acomodam em dores comuns, disse K. Daniel Riew, cirurgião de coluna cervical da Och Spine no New York-Presbyterian/Weill Cornell Medical Center, à Inc. 
O problema começa, de fato, quando a posição se repete, sobrecarregando o disco cervical além do seu limite de compensação. Ao longo de muitos anos, isso pode desencadear a morte celular prematura e acelerar a degeneração, afirma ele. Atualmente, ele atende com frequência pacientes na faixa dos 20 anos — uma faixa etária que antes raramente aparecia em seu consultório.
Os celulares são particularmente prejudiciais à postura porque as pessoas se esquecem de como usá-los corretamente. Em uma mesa, você pode ajustar a altura do monitor, mas o celular está sempre com você. "Mesmo pessoas com problemas no pescoço que fizeram ajustes em seu espaço de trabalho se esquecem de manter o pescoço alinhado corretamente", disse Riew.
No entanto, sua recomendação diverge do típico. O conselho clássico de sentar-se ereto, com os quadris e joelhos a 90 graus, é, em sua opinião, uma armadilha que leva a uma postura curvada. 
Em vez disso, Riew sugere reclinar-se. Ao reclinar-se em um ângulo de cerca de 25 a 30 graus — com apoio lombar e encosto de cabeça — você pode transferir o peso da cabeça e do tronco para a cadeira. 
“Consigo ficar nessa posição por horas sem sentir nenhuma dor”, diz ele. No entanto, existe um limite para essa solução. “Quando um número suficiente de células morre, não há como voltar atrás”, afirma.
TELAS E SEUS OLHOS
Os índices de miopia, ou visão curta, aumentaram drasticamente entre as crianças. As telas são frequentemente apontadas como as culpadas. Mas Donald Mutti, cientista da visão cujo trabalho no  estudo histórico CLEERE  ajudou a moldar a área, afirma que a tela provavelmente não é a vilã. 
Mutti disse à Inc. que as telas provavelmente não aumentam diretamente o risco de miopia. Em vez disso, como as telas mantêm as crianças dentro de casa, a culpa pode estar na falta de tempo que elas passam ao ar livre.
Um estudo recente,  utilizando dados de smartwatches, corroborou as conclusões do CLEERE (Avaliação Longitudinal Colaborativa de Etnicidade e Erro Refrativo) de que o tempo ao ar livre pode proteger as crianças do desenvolvimento de miopia. Aproximadamente duas horas diárias ao ar livre proporcionaram a máxima proteção contra o desenvolvimento de miopia, desde que a duração de cada exposição ao ar livre fosse de pelo menos 15 minutos e a luminosidade atingisse 2.000 lux (cerca de quatro vezes a iluminação interna padrão de escritórios). Somente essa exposição contínua e intensa apresentou o benefício; breves períodos ao ar livre ou com pouca luz não tiveram efeito. 
No entanto, isso não deve ser motivo de preocupação, disse Mutti à Inc.: "2.000 lux são facilmente obtidos ao ar livre, mesmo na sombra."
A boa notícia? Quando se trata de adultos, ele não se preocupa muito. 
“Não creio que haja muitos efeitos em adultos além do cansaço visual”, diz ele. “Moderação em tudo é sempre um bom conselho.” 
FORÇA DE PREENSÃO
A parte mais sutil do "corpo do telefone" se manifesta na força de preensão — um indicador de saúde geral e até mesmo de longevidade. 
A força de preensão manual  é a força muscular necessária para realizar tarefas diárias, como carregar compras, e serve como um forte indicador da saúde muscular geral. 
A força de preensão está diminuindo na população em geral, e é fácil atribuir essa queda às mãos frágeis e ao uso excessivo de telas. 
Johannes Beller, professor de sociologia médica na Universidade Médica Lausitz-Carl Thiem, disse à Inc. que é importante ter cautela ao pensar sobre esse declínio. 
Em um estudo de 2019 publicado na revista científica  SSM , uma equipe liderada por Beller rastreou o declínio até pessoas nascidas décadas antes da existência dos smartphones.
Em vez de culpar um único aparelho eletrônico, esse padrão reflete mudanças mais amplas na forma como as pessoas vivem e trabalham, afirma ele.
“A força de preensão é valiosa justamente porque reflete a força e a saúde geral, e não porque as mãos em si sejam o foco”, acrescenta. “Uma única medição não constitui um diagnóstico. Manter-se ativo e forte é algo que praticamente qualquer pessoa pode fazer, em qualquer idade.”

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August 9, 8:15 AM
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ANPD instaura processo de fiscalização contra o Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes

ANPD instaura processo de fiscalização contra o Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes | Inovação Educacional | Scoop.it
Agência investiga possível descumprimento de deveres previstos no ECA Digital relacionados à prevenção, detecção, interrupção e comunicação de violações graves no ambiente digital
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August 9, 8:12 AM
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Alunos dinamarqueses terão que defender oralmente suas redações em uma tentativa de combater a fraude por IA

Alunos dinamarqueses terão que defender oralmente suas redações em uma tentativa de combater a fraude por IA | Inovação Educacional | Scoop.it

O governo implementou diversas medidas, incluindo o monitoramento de computadores, para alunos de 16 a 19 anos.
O governo anunciou que adolescentes dinamarqueses terão que fazer uma defesa oral de suas redações para combater a fraude por inteligência artificial.
Alunos de 16 a 19 anos do ensino médio (conhecido na Dinamarca como gymnasiet ) também serão incentivados a fazer trabalhos escritos na escola, em condições controladas, incluindo o monitoramento de suas telas de computador, em vez de em casa.
As medidas, anunciadas na quinta-feira, enquanto os alunos se preparam para voltar às aulas na próxima semana após as férias de verão, entrarão em vigor imediatamente, depois que Magnus Heunicke, ministro da Educação do país, exigiu ação urgente.
“Infelizmente, temos um problema com fraudes por IA no ensino médio”, disse ele. “É preciso agir agora.”
O Ministério da Educação afirmou que a inteligência artificial tem representado um desafio crescente para o ensino e os exames. Espera-se que as novas medidas ajudem a estabelecer diretrizes mais claras sobre quando os alunos não estão autorizados a usá-la.
O governo também está preparando uma estratégia nacional abrangente para o uso da IA ​​em todas as escolas e no setor educacional em geral.
Heunicke afirmou que conversaria com escolas, professores e alunos para "garantir que a IA não prejudique as competências, o profissionalismo e, principalmente, a capacidade dos alunos de pensarem por si mesmos".
A primeira medida a ser introduzida é a defesa oral de trabalhos de exame escritos em casa. Cerca de 9.000 alunos do ensino médio escrevem anualmente um trabalho extenso (conhecido como større skriftlige opgave ou SSO), que agora terão de defender oralmente. O ministério afirmou que conversará com as escolas sobre a melhor forma de implementar essa medida.
As escolas de ensino médio também serão obrigadas a usar ferramentas de monitoramento para supervisionar o uso de computadores em provas escritas. Elas deverão instalar firewalls para filtrar o conteúdo disponível na rede escolar durante as provas e as aulas.
A terceira medida é um apelo às escolas para que incentivem os alunos a fazerem mais trabalhos escritos na escola, em condições controladas, para "acompanhar o processo de trabalho dos alunos, fornecer feedback relevante e criar uma base mais precisa para a avaliação".
A fácil disponibilidade de ferramentas de IA está transformando a educação em todo o mundo, tanto para professores quanto para alunos, deixando os governos em busca de soluções para avaliar se e como devem intervir.
Na vizinha Suécia, um estudo revelou que o número de alunos suspensos ou advertidos por uso não autorizado de inteligência artificial aumentou 688% entre 2023 e 2025. O governo encomendou uma revisão sobre como as escolas estão lidando com a fraude em provas por meio de inteligência artificial, cujo relatório será divulgado em abril.
Ao anunciar a revisão, Lotta Edholm, ministra sueca do ensino secundário, afirmou em janeiro: “Não há razão para ignorar a cola dos alunos. Colar é completamente inaceitável, independentemente da forma. Isso pode afetar as notas que deveriam refletir o conhecimento dos alunos e, a longo prazo, os alunos não estão aprendendo o que deveriam.”

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