Primeiro, os babilônios deram aos antigos judeus a experiência de um apocalipse e, depois de sua libertação, os persas lhes deram a linguagem para entender esse apocalipse. Por quase duas gerações, durante o século VII a.C., após a invasão babilônica do reino da Judeia e a destruição do Templo de Salomão, milhares de fiéis sofreram exílio na Mesopotâmia, fiéis ao lamento lamentoso do Salmo 137, com sua evocação de que “Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião... Como cantaremos o cântico do Senhor em terra estranha?” Apenas cinquenta anos separam a destruição do Primeiro Templo em 588 a.C. e o retorno dos judeus exilados à Judeia em 538 a.C., após sua libertação pelos persas, mas o trauma do cativeiro babilônico teve um efeito indelével no judaísmo e um vocabulário para compreender como um mundo pode acabar. Após a derrota dos babilônios pelo rei persa Ciro, o Grande, o governante permitiu que o remanescente judeu retornasse a Jerusalém. Durante esse período, foi a fé zoroastriana dos persas a influência mais formativa sobre o judaísmo no desenvolvimento do apocalipse. O que os zoroastrianos possuíam era uma escatologia abrangente , isto é, uma compreensão completa do que o apocalipse implicava.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Política aprovada por unanimidade no Conselho Nacional de Saúde busca integrar dados, ampliar a telessaúde e fortalecer o acesso e a eficiência dos serviços do SUS
Em um estudo realizado em escolas indianas, os alunos foram capacitados a identificar desinformação sobre saúde online. O programa melhorou significativamente a capacidade dos adolescentes de discernir entre informações verdadeiras e falsas, além de mudar suas preferências em relação aos cuidados com a saúde. Surpreendentemente, os pais dos estudantes também se beneficiaram, demonstrando maior habilidade em detectar desinformação. A pesquisa revelou que a educação midiática nas escolas tem o potencial de combater a desinformação de forma eficaz e duradoura. Desafios futuros incluem a implementação do currículo em larga escala e a extensão do aprendizado a adultos fora do ambiente escolar. Um estudo complementar será realizado em escolas públicas brasileiras para investigar abordagens pedagógicas mais eficazes.
Além da crise habitacional, o centro aborda as disparidades produzidas por políticas de zoneamento historicamente injustas. “O uso do solo e o zoneamento foram tradicionalmente usados para exclusão e segregação, criando barreiras intencionais, especialmente para famílias de baixa renda e famílias não brancas, impedindo-as de participar plenamente de suas comunidades”, afirma Chloe Gurin-Sands, responsável por programas na Robert Wood Johnson Foundation (RWJF), que concedeu US$ 1,7 milhão ao centro para apoiar suas pesquisas iniciais, encontros e programas de assistência técnica a organizações comunitárias.
O artigo aborda a questão da inovação no contexto da inteligência artificial (IA). Enquanto executivos de empresas de IA acreditam que revelar padrões ocultos do comportamento humano pode impulsionar a inovação, os autores argumentam que o novo não pode ser determinado a partir do conhecimento atual. A capacidade humana de intuir as necessidades dos outros e criar algo significativo é essencial para a inovação, algo que a IA atualmente não consegue fazer devido à falta de cognição social. O texto alerta para os riscos de permitir que a IA assuma o controle da inovação e enfatiza a importância de manter os seres humanos no comando para garantir a prosperidade econômica e social.
Um estudo investigou os impactos do uso excessivo de dispositivos móveis por jovens, revelando que o tempo de tela, principalmente gasto em jogos, estava prejudicando o desempenho acadêmico e a saúde dos estudantes. A pesquisa utilizou dados de telefonia móvel e registros acadêmicos para analisar o comportamento dos alunos, mostrando que o maior uso de aplicativos estava associado a notas mais baixas e salários menores após a graduação. Além disso, foi identificado um efeito de contágio, no qual estudantes que conviviam com usuários intensos de aplicativos tinham maior probabilidade de se tornarem também usuários assíduos.
Projeto-piloto da instituição pretende deixar de registrar as notas dos alunos no histórico escolar no primeiro semestre para ajudar os calouros a se adaptarem às exigências da universidade.
Luciano Sathler Minha conta Sair da conta Professor concursado dá aula por 6 meses em universidade e perde vaga para candidata que questionou cotas raciais; entenda Allison Ruan, aprovado pela reserva de vagas para candidatos negros, trabalhou durante todo o primeiro semestre de 2026 na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), até Justiça anular sua nomeação. Caso reacende discussão sobre como contabilizar vagas de cotas em concursos públicos federais. Por Luiza Tenente
13/08/2026 00h01 Atualizado há 3 dias
O professor Allison Ruan teve sua nomeação anulada na UFPE após dar aulas por 6 meses. Uma candidata obteve o cargo na Justiça ao questionar as cotas. A disputa judicial questiona se o percentual de cotas deve ser calculado sobre o total de vagas do concurso ou fracionado por cada departamento. Casos semelhantes ocorrem em outras federais. Na Bahia, a professora Lorena Pinheiro quase perdeu a vaga na UFBA por contestação judicial similar. A UFPE afirmou que a anulação cumpre uma decisão judicial. A instituição declarou manter o compromisso com a implementação de ações afirmativas.
Allison havia sido aprovado em todas as etapas do concurso e tomado posse, mas perdeu a vaga na UFPE — Foto: Arquivo pessoal
O paraibano Allison Ruan, de 31 anos, foi aprovado por cotas raciais em um concurso público para professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): deu aula durante o primeiro semestre inteiro de 2026 na instituição, até que soube, no meio do expediente, que sua nomeação havia sido anulada.
Outra candidata, que participou do mesmo concurso, mas na modalidade de ampla concorrência, conseguiu, por via judicial, em 28 de julho, invalidar a aprovação de Allison e ocupar o cargo dele.
⚖️Como? No processo, a defesa dessa professora alega que a vaga em questão, para o Departamento de Engenharia Química da UFPE, não deveria ser direcionada para candidatos cotistas (entenda o argumento mais abaixo).
“Eu estava trabalhando na universidade; ninguém me avisou. Fiquei sabendo junto com todo mundo, quando saiu a decisão no Diário Oficial. Fiquei desnorteado, juntei minhas coisas e fui para casa”, diz. “Pela primeira vez na vida, estou desempregado.” ➡️Ao g1, a UFPE afirma que “a anulação da nomeação não decorreu de decisão administrativa da Universidade, mas do cumprimento de determinação proferida pelo Poder Judiciário”.
“A UFPE tem o dever legal de cumprir as decisões judiciais que lhe são dirigidas, independentemente de eventual possibilidade de interposição de recurso”, afirma a universidade (veja a nota na íntegra no fim da reportagem).
🔴O ponto central da discussão é o mesmo que já dificultou ou inviabilizou a contração de outros professores negros em universidades federais na última década: divergências no modo como as vagas de concursos públicos devem ser contabilizadas. Entenda abaixo.
⭕A lei 12.990, de 2014, previa que 20% das vagas de concursos públicos federais deveriam ser reservadas para candidatos negros. Em 2025, o percentual subiu para 30% (25% para pretos e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas).
⭕Segundo a legislação, a reserva de 30% só é aplicada quando o concurso oferece pelo menos 2 vagas. Afinal de contas, com uma vaga só, ficaria impossível "fatiá-la" entre ampla concorrência e cota.
⭕Tendo isso em vista, suponha que uma universidade oferte 10 vagas de professor efetivo em um concurso público — uma em cada departamento (uma no de matemática, uma no de física, uma no de química, uma no de engenharia, uma no de letras etc.). Quantas dessas vagas devem ser direcionadas às cotas?
Escola, sediada na Flórida, vinha ofertando bacharelado em estudos jurídicos estrangeiros; Ambra alega que cursos são pela internet e não está sujeita a leis brasileiras; MEC confirmou que a instituição não possui credenciamento junto à Pasta
Professores e profissionais da Educação Infantil agora contam com uma nova opção de qualificação gratuita para aprimorar suas práticas pedagógicas. O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Itaú Social, liberou o acesso ao curso Acompanhamento Pedagógico – Professores(as) da Educação Infantil pelo site https://convivaeducacao.org.br/cursos_ead/40.
Instituído oficialmente pela Lei 14.617/2023, o Agosto Verde é um período dedicado à conscientização da sociedade sobre a importância da atenção integral a gestantes, bebês, crianças pequenas e suas famílias em todo o território nacional. Neste período, te convidamos a entender sobre a importância dos seis primeiros anos de vida para a existência. Afinal, as experiências e os cuidados da primeira infância a gente leva para a vida toda! 💚
Letra: A primeira vez que eu sorri Você estava me olhando Toda vez que eu caí Você estava por perto me curando Se eu aprendi a falar É porque tinha alguém pra ouvir Cada gesto, cada olhar Faz meu mundo se abrir Nos seis primeiros anos Minha base é construída As experiências de agora São as que eu levo pra vida Por isso, Cuida de mim! Ainda estou engatinhando (Cuida de mim!) Eu tenho tanto pra aprender (Cuida de mim!) Eu cresço a cada segundo (Cuida de mim!) Cuidar de mim é cuidar do mundo 💚
Explorar a criatividade, a imaginação e melhorar processos repetitivos é o que essas ferramentas prometem. Doug Alvoroçado, embaixador do Porvir, selecionou cinco sugestões para apoiar o planejamento pedagógico
A filantropia pode caminhar ao lado de governos nacionais para dar escala a soluções de desenvolvimento que gerem resultados duradouros. No Nepal, uma parceria ampliou, de forma sustentável, o tratamento da desnutrição
Uma pesquisa aborda como as instituições de ensino superior transmitem sinais culturais que podem excluir potenciais estudantes antes mesmo da candidatura, impactando na diversidade e inclusão. Os autores, Michelle Jackson e Christof Brandtner, analisaram narrativas institucionais e descobriram que faculdades privadas com fins lucrativos enfatizam carreira e empregabilidade, enquanto universidades de bacharelado destacam temas pós-materialistas. Um experimento com estudantes do ensino médio mostrou que palavras-chave como "carreira" atraíam participantes de contextos desfavorecidos, enquanto os mais privilegiados preferiam "descoberta criativa". A exclusão institucional pode ser mitigada com estratégias de inclusão mais abrangentes.
As colaborações intersetoriais podem ajudar cidades a enfrentar problemas sociais e econômicos complexos, mas seus resultados são variados. Novas pesquisas sugerem que a forma como uma colaboração responde a contratempos desempenha um papel crucial em seu sucesso
O prefeito de Atlanta, Andre Dickens, propõe uma abordagem inovadora para transformar a cidade, focando nos bairros mais vulneráveis. Com a visão de fortalecer as comunidades locais, a prefeitura escolheu seis áreas prioritárias para investimentos estratégicos, visando melhorar a qualidade de vida dos moradores e atrair novos talentos. Essas iniciativas incluem melhorias na educação, habitação, corredores comerciais e paisagem urbana. Além disso, a governança municipal foi reestruturada para priorizar a transformação dos bairros, com parcerias público-privadas e agências especializadas. O objetivo é promover a justiça territorial e garantir que os moradores locais se beneficiem do desenvolvimento, sem serem expulsos. A estratégia de Atlanta destaca a importância de investir nos bairros como forma de impulsionar o crescimento sustentável da cidade e promover a inclusão social.
Muitos líderes do setor social sentem que precisam aplicar a inteligência artificial (IA) em seu trabalho, mas não sabem por onde começar. Quatro perguntas podem ajudar a ancorar a estratégia de IA no propósito, na capacidade organizacional e nos valores da instituição
A autora destaca a importância das relações humanas como a força subestimada da atualidade. Enquanto a inteligência artificial ganha destaque, a inteligência relacional, baseada na construção de confiança, cuidado e conexão com o outro, surge como essencial. O texto enfatiza como a evolução da inteligência humana sempre esteve ligada à capacidade de cooperação e conexão social. Além disso, aborda a crise relacional atual, impulsionada pela solidão e pelo isolamento social, e propõe a criação de uma infraestrutura para fortalecer as relações em diversos contextos, como educação, trabalho, saúde e envelhecimento. A conclusão ressalta a importância de investir na inteligência relacional como uma forma de cultivar seres humanos mais capazes de construir vínculos e se relacionar de forma significativa em um mundo cada vez mais tecnológico.
Substituir a educação tradicional, baseada no ensino de conjuntos limitados de informações e rotinas de trabalho, por outra em que os conteúdos estão quase sempre disponíveis na ponta dos dedos, não é nada trivial. Isto não se resolve, como as vezes se pensa, substituindo o ensino dos conteúdos pelo ensino de habilidades e competências genéricas, pela simples razão de que habilidades e competências não existem em abstrato, dissociadas de seus conteúdos. Um médico de hoje, por exemplo, que tem à sua disposição um enorme arsenal de instrumentos de diagnóstico e intervenção, precisa saber muito mais sobre o corpo humano e seus processos do que os de gerações atrás, que dependiam de um conjunto muito menor de informações.
A promessa era de mestrado ou doutorado com mensalidades acessíveis e diploma reconhecido no Brasil. Para centenas de estudantes, porém, o sonho da pós-graduação terminou em prejuízo financeiro, perda dos títulos e investigações policiais.
A introdução de escolas em tempo integral reduz a ocorrência de crimes na região em que estão instaladas. É o que sugere um estudo de economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostra ainda que o efeito é concentrado justamente nos dias letivos e dentro do horário escolar, mas também ocorre fora dele.
É na primeira infância (0 a 6 anos) que se constroem as bases para a saúde, a aprendizagem, os relacionamentos e o bem-estar ao longo da vida. Cada cuidado, brincadeira, conversa e demonstração de afeto ajuda a criança a crescer, aprender e desenvolver todo o seu potencial.
Este guia foi criado para apoiar famílias, cuidadores e todas as pessoas que participam da criação de bebês e crianças. Aqui, você encontrará informações práticas e baseadas em evidências para compreender a primeira infância e descobrir como transformar o dia a dia em oportunidades de cuidado, vínculo e desenvolvimento. Vamos juntos?
Aos 18 anos, o estudante André Monteiro divide seu tempo entre a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as aulas no Colégio Estadual Max Fleiuss, na Pavuna, e os treinos de boxe, seu esporte favorito. O rapaz sonha cursar Educação Física em uma boa faculdade, mas teme não estar em condições de igualdade para disputar uma vaga, diante da fragilidade do ensino que recebe. Para compensar as deficiências, reforça os estudos em casa. Dilema semelhante enfrenta Ícaro Lucas de Oliveira, de 19, que cursa o último período da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Castelnuovo, em Copacabana, na Zona Sul. Sua queixa é a falta de professores. No ano passado, ele conta, não teve sequer uma aula de Química.
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