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August 5, 2025 11:15 AM
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Livro defende uso militar da IA em nome do bem comum

Livro defende uso militar da IA em nome do bem comum | Inovação Educacional | Scoop.it
"A República Tecnológica: Tecnologia Política e Futuro do Ocidente", de Alexander C. Karp e Nicholas W. Zamiska, é um manifesto pela aplicação maciça da tecnologia de software e inteligência artificial (IA) pelo Estado, principalmente nos setores militar e de segurança pública.

Se há quem considere tal postura ousada —ou até nefasta— em demasia, ela de todo modo levanta questões fundamentais num mundo inflamado por guerras, grandes ondas migratórias, ascensão de líderes populistas, polarização política, crise das democracias liberais, cerceamento da liberdade de expressão no ambiente online e a expansão acelerada de dispositivos de IA.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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August 9, 9:02 AM
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'Fadiga dos apps': solteiros buscam novos caminhos para encontrar conexões fora das telas

'Fadiga dos apps': solteiros buscam novos caminhos para encontrar conexões fora das telas | Inovação Educacional | Scoop.it
Excesso de conversas superficiais e dificuldade de criar vínculos mais profundos levam parte dos usuários a apostar novamente em encontros presenciais
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August 9, 8:22 AM
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A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das mídias sociais [2026] | Incogni

A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das mídias sociais [2026] | Incogni | Inovação Educacional | Scoop.it
A grande fadiga digital: como o esgotamento digital está mudando o uso das redes sociais.
As pessoas estão silenciosamente se afastando da participação ativa nas redes sociais. Embora possam não estar excluindo contas em massa, muitas estão:

Postar menos;
limitar quem vê o seu conteúdo;
Apagar aplicativos que causam estresse;
Sentir que manter uma presença online dá trabalho;
Estou considerando sair por motivos de saúde mental, polarização ou privacidade.
A internet e a conectividade que ela facilita deixaram de ser focadas na comunicação interpessoal para se tornarem fontes de notícias, espaços para discussões políticas e fontes de entretenimento guiado por algoritmos.

Os pesquisadores da Incogni entrevistaram uma amostra representativa de 1.000 adultos para investigar as atitudes das pessoas em relação às mídias sociais e ao engajamento online de forma mais ampla, até que ponto elas estão limitando ou eliminando o uso das mídias sociais, suas razões para isso e o que vivenciaram depois de fazê-lo.

Principais conclusões:
As pessoas estão se tornando mais quietas e cautelosas online: 55% relatam postar menos agora do que há cinco anos.
53% se tornaram mais rigorosos em relação a quem pode ver suas publicações.
Quase metade (47%) dos entrevistados excluiu um aplicativo de mídia social ou de mensagens devido ao estresse ou à ansiedade. As taxas são mais altas entre os entrevistados mais jovens ( 61% dos Millennials e 56% da Geração Z ). 
44% concordam que o conteúdo político e a polarização os fazem querer se afastar das redes sociais.
A Geração Z e os Millennials são mais propensos a citar a saúde mental como motivo para excluir suas contas, em contraste com 25% dos entrevistados da Geração X e 12% dos Baby Boomers.
Mais da metade dos entrevistados afirma que manter uma presença online parece um trabalho, chegando a 60% entre a Geração Z.
Desconectar-se gera emoções conflitantes: a tranquilidade é a resposta mais comum (27%), mas mais de um em cada cinco também sente ansiedade. O relaxamento vem em terceiro lugar, com 21%.
Esgotamento digital moderno

Mais da metade (51%) dos participantes indicou que manter uma presença online parece um trabalho. A pressão é maior entre os usuários mais jovens, com 60% da Geração Z concordando, em comparação com 38% dos Baby Boomers. Este último número ainda é alto para uma geração conhecida por ter taxas mais baixas de participação digital.  

A descoberta sugere que a participação online é cada vez mais vivenciada não apenas como entretenimento ou conexão, mas como mais uma responsabilidade a ser gerenciada: desde responder a mensagens e acompanhar conversas até decidir o que postar e como isso pode ser recebido.

Desconectar-se traz tanto alívio quanto ansiedade.
Manter uma presença online também significa permanecer conectado. A pesquisa perguntou aos participantes se não verificar suas mensagens provocava alguma emoção significativa. Os resultados sugerem que se afastar das plataformas de mensagens não produz uma resposta emocional clara.

A sensação de tranquilidade foi a mais relatada entre os entrevistados que passaram um longo período sem verificar suas mensagens, citada por 27% dos participantes da pesquisa. A ansiedade veio em seguida, com 22%, enquanto 21% relataram sentir-se relaxados.


A tensão era particularmente visível entre os entrevistados da Geração Z, que se destacam por

Experimentar emoções negativas com maior frequência:

34% sentem ansiedade quando não verificam suas mensagens.
29% sentem FOMO (medo de ficar de fora).
Eles são seguidos pelos Millennials, embora em taxas notavelmente menores (26% e 21%), com os respondentes da Geração X e Baby Boomers relatando emoções negativas e positivas com menos frequência, sugerindo que a comunicação digital pode desempenhar um papel menor em suas vidas. 

Os resultados sugerem que a comunicação digital pode ser tanto uma fonte de pressão quanto algo que os usuários se sentem desconfortáveis ​​em deixar para trás.

O conteúdo político está levando os usuários a abandonar o site.
A pressão para permanecer constantemente conectado não é o único fator que impulsiona a fadiga digital. O tom dos espaços online também parece estar afastando os usuários. Um aspecto desafiador da participação no discurso online é ter que lidar com um ambiente altamente polarizado, frequentemente com emoções negativas expostas publicamente. 


Pesquisadores da Incogni descobriram que 44% dos entrevistados desejam se afastar das redes sociais devido ao conteúdo político e à polarização. Destes, 14% indicaram concordar fortemente e 30% disseram concordar. 

Isso sugere que os motivos para o abandono vão além do desejo de reduzir o "tempo de tela". Para muitos usuários, trata-se de uma resposta ao conflito, à hostilidade e à intensidade emocional que encontram ao se conectarem.

A internet social está se tornando menos social.
O sinal mais claro de afastamento digital não é, na verdade, a exclusão em massa de contas, mas sim o declínio no compartilhamento ativo. A pesquisa foi utilizada para investigar como as pessoas estão reagindo às realidades de um cenário digital em constante evolução, começando por seus hábitos de publicação e compartilhamento de conteúdo. 


A principal tendência identificada pelos pesquisadores da Incogni é o afastamento da comunicação externa, com 55% dos entrevistados publicando menos agora do que há 5 anos, enquanto 53% se tornaram mais seletivos em relação a quem pode ver suas publicações.

A Geração Z foi a única a contrariar essa tendência. 16% indicaram que agora publicam com mais frequência do que há 5 anos, enquanto 13% relataram que se tornaram menos seletivos em relação ao seu público.

No geral, porém, a tendência predominante é para uma participação mais discreta e controlada: menos publicações, públicos menores e maior cautela em relação ao que é compartilhado.

O que levaria as pessoas a abandonar as redes sociais?
A pesquisa também procurou identificar quais fatores teriam maior probabilidade de influenciar as pessoas a abandonar as redes sociais e excluir suas contas. 


Para a maioria dos entrevistados, o motivo mais comum para abandonar as redes sociais seria uma ameaça crescente à sua privacidade ou segurança. Mais da metade (51%) afirmou que o risco excessivo nessa área poderia levá-los a excluir suas contas.

Assédio, intimidação ou discurso de ódio foram o segundo gatilho mais comumente selecionado.

Aproximadamente um terço dos entrevistados se vê desistindo se:

Eles perceberam que estavam perdendo muito tempo ou usando as redes sociais em excesso;
Eles apresentaram problemas de saúde mental;
Surgiram conflitos com seus entes queridos devido ao uso que faziam das redes sociais.
Notavelmente, 16% afirmaram que nada os faria excluir suas contas nas redes sociais. 

A saúde mental foi particularmente importante entre os entrevistados mais jovens, sendo citada por 44% da Geração Z e 42% dos Millennials, em comparação com 25% da Geração X e 12% dos Baby Boomers.

Conclusão
Os resultados deste estudo mostram uma progressão nas atitudes e na relação das pessoas com a participação online, especialmente nas redes sociais. Não se trata exatamente de um ciclo completo, mas certamente de uma mudança radical: o engajamento online aparentemente costumava ser visto como uma conexão com outros usuários e, presumivelmente, era divertido para muitas pessoas.

Atualmente, a maioria dos usuários indica que manter uma presença online parece um trabalho, quase metade relata ter excluído aplicativos de redes sociais devido ao estresse e à ansiedade que eles causavam, e a resposta emocional mais comum ao evitar as redes sociais e aplicativos semelhantes é uma sensação de paz.

Desde algoritmos que exigem atenção (dos usuários) e submissão (dos criadores) até uma crescente onda de conteúdo gerado por IA que já substituiu grande parte do conteúdo legítimo, não é de se admirar que as pessoas estejam limitando o que compartilham e, de modo geral, se afastando da vida online. A questão mais pertinente passa a ser o que pode ser feito para reverter essa tendência. 

Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 1 e 9 de junho de 2026, com a participação de 1.000 respondentes. Foi conduzida pela plataforma Cint e capturou uma amostra representativa de americanos (por idade e distribuição geográfica).

Os dados públicos podem ser acessados ​​aqui .
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August 9, 8:15 AM
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Nova lei amplia medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital —

Nova lei amplia medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital — | Inovação Educacional | Scoop.it
Texto atualiza normas penais e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que passa a prever medidas relacionadas ao ambiente digital e ao uso de inteligência artificial
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August 9, 8:14 AM
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A IA está deixando sua vida mais cara; entenda 

A IA está deixando sua vida mais cara; entenda  | Inovação Educacional | Scoop.it

A IA está aumentando os preços nos EUA – e não apenas nas contas de luz.
Grandes inovações tecnológicas têm o potencial de transformar economias ao criar oportunidades, empregos e até novas indústrias, impulsionando a produtividade e o crescimento. No entanto, essa promessa de ganhos a longo prazo costuma ser precedida por dores de curto e médio prazo.
No caso da inteligência artificial, isso tem incluído perda de postos de trabalho, crescimento salarial mais lento, ampliação da desigualdade social e, especialmente nos últimos meses, uma inflação mais alta.

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August 9, 8:10 AM
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Ideb é maior em escolas com educação em tempo integral —

Ideb é maior em escolas com educação em tempo integral — | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento divulgado na última quarta (5) apresenta o Ideb médio das escolas conforme o tempo médio de permanência dos estudantes em atividades escolares no ensino fundamental e no ensino médio
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August 9, 8:09 AM
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Próximo ciclo educacional focará em aprendizagem e equidade —

Próximo ciclo educacional focará em aprendizagem e equidade — | Inovação Educacional | Scoop.it
Com a aprovação do Novo PNE, sancionado em abril de 2026, o MEC divulgará o Plano de Ação da União contendo o conjunto de políticas e programas que atendem às demandas do PNE 2026-2036
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August 9, 8:07 AM
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AI: What AI Means For The Future Of American Education : 1A

AI: What AI Means For The Future Of American Education : 1A | Inovação Educacional | Scoop.it

Artificial intelligence is rapidly changing how we work, live, and engage with the world. Whether that’s using ChatGPT to do our taxes or spending hours sifting through AI generated images on social media. 
It’s also reshaping our education system. Roughly half of U.S. students said they used AI in some way for school, according to a 2025 survey from the Rand Corporation. But some students aren’t on board.
So, how are students and teachers around the country using this new tool? And what does this mean for the future of school, and how we define what it’s actually for?

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August 9, 7:10 AM
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Cientistas usam IA para criar vírus sintéticos

Cientistas usam IA para criar vírus sintéticos | Inovação Educacional | Scoop.it

Cientistas nos Estados Unidos usaram, pela primeira vez, inteligência artificial para criar vírus. A pesquisa é um marco na biologia sintética, que promete avanços na área da saúde, mas também suscita preocupações relacionadas à biossegurança e à segurança biológica.
Pesquisadores da Universidade Stanford desenvolveram um programa de IA generativa chamado Evo 2, capaz de escrever genomas, as instruções genéticas para a vida codificadas no DNA. Eles o utilizaram para projetar e produzir 16 fagos sintéticos, pequenos vírus que infectam bactérias.
Às vezes, fagos são usados no lugar de antibióticos para eliminar bactérias que causam doenças.
Em testes realizados em laboratório, os pesquisadores constataram que esses novos fagos eram mais eficazes para eliminar o microrganismo comum E. coli do que o fago natural phiX174, que serviu de modelo para o Evo 2. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (6) na revista Science.
"Nosso estudo é uma prova de conceito que demonstra, pela primeira vez, que o design generativo pode criar genomas funcionais completos", afirmou Brian Hie, líder do projeto. "Optamos por trabalhar com fagos porque são vírus pequenos, bem estudados e com amplas aplicações em biologia molecular e tratamentos terapêuticos."
Segundo ele, a abordagem poderá ser estendida futuramente a organismos maiores, como bactérias, e depois a formas de vida mais complexas.
"É o momento dos irmãos Wright da biologia, em que deixamos de olhar para trás, para as entidades criadas pela evolução... e nos vemos diante da vastidão das possibilidades biológicas futuras", afirmou o especialista em genômica Adrian Woolfson, diretor-executivo da empresa de síntese de DNA Genyro.
Há muitas décadas, a terapia com fagos é utilizada no Leste Europeu. Fagos específicos são selecionados de acordo com a cepa bacteriana exata do paciente e administrados no local da infecção por aplicação tópica, injeção ou via oral. Essa terapia não é amplamente adotada no Ocidente por vários motivos, entre os quais a complexidade dos procedimentos necessários e a possibilidade de as bactérias desenvolverem resistência.
A inteligência artificial poderia ajudar a impulsionar a retomada da terapia com fagos, afirmou Samuel King, outro integrante da equipe de Stanford. "Com o surgimento, cada vez mais, de evidências sobre patógenos preocupantes resistentes a antibióticos, precisaremos de soluções alternativas inovadoras. A terapia com fagos é certamente uma delas."
Por razões de segurança, o estudo inicial de Stanford baseou-se em uma cepa não patogênica de E. coli e utilizou um modelo de linguagem genômica que não foi treinado com vírus capazes de infectar as células mais complexas que compõem animais e plantas. No entanto, no futuro, a tecnologia poderá abranger uma variedade muito maior de vírus e se estender à criação de organismos inteiramente novos, sem a necessidade de partir de um genoma natural.
O Evo 2 é de código aberto e está disponível para que qualquer pessoa faça o download gratuitamente e crie genomas por conta própria.
"No momento, não temos planos de comercializar esse trabalho", afirmou Hie. "Somos um laboratório acadêmico financiado por doações filantrópicas e subsídios governamentais. É nossa responsabilidade disponibilizar a tecnologia básica para que seja usada pelo maior número possível de pessoas, devido aos enormes benefícios potenciais para a saúde e a humanidade."
Esses benefícios superam o risco de que agentes mal-intencionados possam modificar a ferramenta de IA para fins bioterroristas, sustentou Hie.
Thomas Inglesby e Moritz Hanke, do Centro de Segurança da Saúde da Universidade Johns Hopkins, alertaram, na mesma edição da revista Science, que o estudo "levanta questões urgentes de biossegurança e proteção biológica".
Eles afirmaram: "As atuais estruturas de governança são insuficientes para supervisionar a genômica generativa... A questão já não é se o desenvolvimento generativo de genomas virais passará a existir, mas se a sociedade conseguirá criar mecanismos de supervisão que permitam que seus benefícios se concretizem, ao mesmo tempo que impeçam seu uso para causar danos graves".

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August 9, 7:06 AM
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De quem é a culpa do gasto com juros da dívida?

De quem é a culpa do gasto com juros da dívida? | Inovação Educacional | Scoop.it

Desse montante de despesas primárias (isto é, excluindo juros sobre a dívida), pouco mais de R$ 1 trilhão foi pago como benefícios previdenciários (urbanos e rurais), R$ 88 bilhões para abono salarial e seguro-desemprego, R$ 127 bilhões para o BPC/LOAS e R$ 158 bilhões com o programa Bolsa Família.
Ou seja: do total de gastos primários federais, quase 60% correspondem a transferências monetárias diretas para a população.

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August 9, 6:59 AM
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OpenAI terá caixa de som inteligente a partir de US$ 300

OpenAI terá caixa de som inteligente a partir de US$ 300 | Inovação Educacional | Scoop.it
O aguardado dispositivo de hardware da OpenAI terá um visual singular, com partes móveis que ajudarão a conferir personalidade ao produto, que provavelmente custará mais de US$ 300 (R$ 1.525), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O produto —essencialmente uma caixa de som inteligente sem tela— terá o formato de uma rosquinha e aproximadamente o tamanho de um disco de hóquei, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque o projeto é confidencial. A ideia é facilitar o transporte do dispositivo pela casa com uma só mão.

A OpenAI busca desbravar novos caminhos com o produto, cujo lançamento está previsto para 2027. O dispositivo será posicionado como um computador concebido prioritariamente para inteligência artificial, capaz de ajudar os usuários a realizar tarefas, disseram as fontes.
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August 9, 6:49 AM
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Podemos dizer que IA tem mente semelhante a de humanos?

Podemos dizer que IA tem mente semelhante a de humanos? | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos últimos anos, em um misto de fascínio e pânico, vimos as inteligências artificiais nos superarem em inúmeras modalidades de conhecimento, da produção de textos a desafios de matemática. Caminhamos para uma derrota definitiva para o pensamento humano? Neurocientista explica o que distingue o aprendizado e a produção de conhecimento em pessoas e máquinas.
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August 6, 3:43 PM
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Boring job: ter um emprego chato é o novo sonho profissional

Uma busca rápida no TikTok pelo termo "boring jobs" revela, inclusive no Brasil, jovens investindo em lavanderias, por exemplo, em vez de abrir companhias de metaverso ou criptos. Por aqui, já se chama esse tipo de escolha de "refúgio profissional". E a escolha da palavra refúgio não é por acaso, pois ela pressupõe que há algo lá fora do qual se proteger.
Do quê? De duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é a inteligência artificial. Uma pesquisa do Pew Research mostra que 52% dos trabalhadores estão preocupados com o impacto da IA no próprio emprego. E o cálculo da geração Z é frio: melhor apostar num trabalho que exija mãos, presença física ou um selo de responsabilidade legal (coisas que a máquina ainda não faz barato) do que num cargo de escritório que um modelo de linguagem replica antes do fim do trimestre.
A segunda é mais estrutural, e menos comentada. O mercado de colarinho branco simplesmente congelou. Como mostrou o analista Jack Kelly, da Forbes, a "Grande Renúncia" (aquela onda em que todo mundo pedia demissão em busca de propósito) acabou e virou o oposto exato: uma paralisia.
Os trabalhadores, com medo de perder o emprego, não saem mais: a taxa de demissão voluntária está no menor nível desde 2015. Os empregadores, espremidos por custos e incerteza, não contratam, e, quando precisam, preferem automatizar. As vagas para profissionais de alto salário caíram ao menor patamar desde 2014.
Ou seja: a IA nem precisa roubar o seu emprego. Basta ela fazer o seu chefe hesitar em contratar o próximo, e o mercado inteiro trava. Uma paralisia que, como resume o próprio Kelly, não interessa a nenhum dos dois lados.
Aqui está o que me parece o coração da coisa, e é quase filosófico. Uma geração inteira foi criada com um evangelho: "faça o que você ama e não trabalhará um dia sequer na vida". O trabalho deixou de ser meio e virou fim. Virou identidade, propósito, missão, a resposta para "quem é você" numa festa. A gente aprendeu a ficar doze horas num escritório com pufe e cerveja na geladeira, convencido de que estava mudando o mundo.
E aí veio o primeiro layoff (demissão em massa). Nada cura mais rápido a ilusão de "somos uma família" do que um e-mail de desligamento às sete da manhã, com o acesso ao crachá já bloqueado. A empresa que era missão virou, da noite para o dia, uma linha no currículo. E quem tinha misturado quem era com o que fazia descobriu, do jeito mais caro, que as duas coisas nunca foram as mesmas.
A geração Z assistiu a esse filme protagonizado pelos irmãos mais velhos. E tirou uma conclusão que soa quase revolucionária de tão antiga: e se o trabalho for só... trabalho? Um jeito de pagar o aluguel, sustentar um estilo de vida, financiar as coisas que realmente importam: que acontecem fora do expediente?
Num relatório de 2025, o site Glassdoor batizou o comportamento de "career minimalism", minimalismo de carreira: a ideia de escolher um emprego que você não necessariamente ama, usá-lo pela estabilidade que ele oferece, e guardar a paixão para os projetos paralelos, para a vida.
Antes de transformar isso em autoajuda, vale a honestidade de olhar o outro lado. Porque a tendência tem armadilhas. A primeira: refúgio que lota deixa de ser refúgio. Se todo jovem correr para o mesmo porto seguro porque viu um eletricista viralizar no TikTok ganhando bem, o porto entope. O "trabalho seguro" de hoje é o mercado saturado de amanhã.
A segunda, e essa é incômoda para nós, brasileiros: "chato" é privilégio de quem pode escolher. Descobrir o valor do trabalho braçal como tendência aspiracional é um luxo de classe média. Para boa parte do Brasil, o emprego chato, instável e mal pago nunca foi uma opção de carreira cuidadosamente ponderada entre paixão e estabilidade. Foi a única que havia.
O encanador brasileiro não virou encanador porque viu um vídeo sobre equilíbrio emocional? virou porque precisava trabalhar. Romantizar a simplicidade é fácil para quem tem a alternativa de complicar.
E a terceira, a mais irônica de todas: nem o refúgio é totalmente à prova de IA. A própria contabilidade, o suposto porto seguro, já convive com a sombra da automação. Os otimistas dizem que a IA vai só engolir a parte tediosa e liberar o humano para a análise estratégica. Talvez.
No fim, talvez o boring job não seja sobre contabilidade, encanamento ou lava-rápido. Seja sobre uma correção de expectativa. A geração que sonhou o futuro do trabalho como um lugar de propósito infinito está aterrissando numa verdade mais modesta e, no fundo, mais saudável: o trabalho serve para financiar a vida, não para substituí-la.
Jason Derulo entendeu isso antes da maioria. Ele ainda faz música, ainda sobe no palco, ainda cria seu hits e se vende o tempo todo nas redes sociais. Mas a tranquilidade dele mora num lugar bem menos glamouroso: numa fileira de máquinas lavando carros, cobrando uma mensalidade, girando escovas azuis sob o sol, sem depender de nenhum algoritmo achar que a próxima música vai viralizar.
O futuro do trabalho, ao que tudo indica, é chato. E talvez a gente descubra, com algum alívio, que sempre foi para ser.

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August 9, 9:03 AM
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Burnout de aplicativos de namoro: sinais e como romper o ciclo

Burnout de aplicativos de namoro: sinais e como romper o ciclo | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudos afirmam que os usuários desses apps seguem um padrão perigoso e previsível. Conheça os alertas e saiba como escapar desse processo.
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August 9, 9:02 AM
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Estudo mostra como aplicativos de namoro podem estar destruindo amor romântico

Estudo mostra como aplicativos de namoro podem estar destruindo amor romântico | Inovação Educacional | Scoop.it
O estudo resultante da questão, publicado na BMC Psychology no último mês, mostrou que quanto mais problemático era o uso de aplicativos de namoro e de pornografia — que também foi analisado —, menor tendia a ser a reflexão dos participantes sobre o significado existencial do amor.

Esses comportamentos, descobriram os cientistas, também estavam associados a uma visão mais pragmática das relações e a uma tendência maior de se apaixonar rápida e frequentemente.
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August 9, 8:20 AM
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Como seu smartphone está mudando seu corpo

Como seu smartphone está mudando seu corpo | Inovação Educacional | Scoop.it

Pergunte à maioria das pessoas  quanto o celular lhes custa , e elas apontarão para a  atenção  ou  o sono . Mas pesquisas sugerem que o custo também pode ser físico.
Os médicos agora usam o termo informal "corpo de celular" para descrever as alterações que surgem após anos de postura curvada, franzindo a testa e rolando a tela do celular.
Segundo a DataReportal , em média, os americanos passam cerca de sete horas por dia olhando para telas  . É um hábito ao qual o corpo físico se adapta com o tempo.
A Inc. conversou com um cirurgião de coluna, um cientista da visão e um sociólogo da área médica para obter um panorama mais completo. A maior parte dos danos é evitável, mas quase nenhum deles se reverte espontaneamente.
PESCOÇO TECNOLÓGICO
O sintoma mais visível tem um nome próprio: “pescoço tecnológico”.
Quando você inclina a cabeça para baixo em direção a uma tela, os músculos da parte de trás do pescoço se contraem para sustentá-la. No início, eles suportam o peso e depois se acomodam em dores comuns, disse K. Daniel Riew, cirurgião de coluna cervical da Och Spine no New York-Presbyterian/Weill Cornell Medical Center, à Inc. 
O problema começa, de fato, quando a posição se repete, sobrecarregando o disco cervical além do seu limite de compensação. Ao longo de muitos anos, isso pode desencadear a morte celular prematura e acelerar a degeneração, afirma ele. Atualmente, ele atende com frequência pacientes na faixa dos 20 anos — uma faixa etária que antes raramente aparecia em seu consultório.
Os celulares são particularmente prejudiciais à postura porque as pessoas se esquecem de como usá-los corretamente. Em uma mesa, você pode ajustar a altura do monitor, mas o celular está sempre com você. "Mesmo pessoas com problemas no pescoço que fizeram ajustes em seu espaço de trabalho se esquecem de manter o pescoço alinhado corretamente", disse Riew.
No entanto, sua recomendação diverge do típico. O conselho clássico de sentar-se ereto, com os quadris e joelhos a 90 graus, é, em sua opinião, uma armadilha que leva a uma postura curvada. 
Em vez disso, Riew sugere reclinar-se. Ao reclinar-se em um ângulo de cerca de 25 a 30 graus — com apoio lombar e encosto de cabeça — você pode transferir o peso da cabeça e do tronco para a cadeira. 
“Consigo ficar nessa posição por horas sem sentir nenhuma dor”, diz ele. No entanto, existe um limite para essa solução. “Quando um número suficiente de células morre, não há como voltar atrás”, afirma.
TELAS E SEUS OLHOS
Os índices de miopia, ou visão curta, aumentaram drasticamente entre as crianças. As telas são frequentemente apontadas como as culpadas. Mas Donald Mutti, cientista da visão cujo trabalho no  estudo histórico CLEERE  ajudou a moldar a área, afirma que a tela provavelmente não é a vilã. 
Mutti disse à Inc. que as telas provavelmente não aumentam diretamente o risco de miopia. Em vez disso, como as telas mantêm as crianças dentro de casa, a culpa pode estar na falta de tempo que elas passam ao ar livre.
Um estudo recente,  utilizando dados de smartwatches, corroborou as conclusões do CLEERE (Avaliação Longitudinal Colaborativa de Etnicidade e Erro Refrativo) de que o tempo ao ar livre pode proteger as crianças do desenvolvimento de miopia. Aproximadamente duas horas diárias ao ar livre proporcionaram a máxima proteção contra o desenvolvimento de miopia, desde que a duração de cada exposição ao ar livre fosse de pelo menos 15 minutos e a luminosidade atingisse 2.000 lux (cerca de quatro vezes a iluminação interna padrão de escritórios). Somente essa exposição contínua e intensa apresentou o benefício; breves períodos ao ar livre ou com pouca luz não tiveram efeito. 
No entanto, isso não deve ser motivo de preocupação, disse Mutti à Inc.: "2.000 lux são facilmente obtidos ao ar livre, mesmo na sombra."
A boa notícia? Quando se trata de adultos, ele não se preocupa muito. 
“Não creio que haja muitos efeitos em adultos além do cansaço visual”, diz ele. “Moderação em tudo é sempre um bom conselho.” 
FORÇA DE PREENSÃO
A parte mais sutil do "corpo do telefone" se manifesta na força de preensão — um indicador de saúde geral e até mesmo de longevidade. 
A força de preensão manual  é a força muscular necessária para realizar tarefas diárias, como carregar compras, e serve como um forte indicador da saúde muscular geral. 
A força de preensão está diminuindo na população em geral, e é fácil atribuir essa queda às mãos frágeis e ao uso excessivo de telas. 
Johannes Beller, professor de sociologia médica na Universidade Médica Lausitz-Carl Thiem, disse à Inc. que é importante ter cautela ao pensar sobre esse declínio. 
Em um estudo de 2019 publicado na revista científica  SSM , uma equipe liderada por Beller rastreou o declínio até pessoas nascidas décadas antes da existência dos smartphones.
Em vez de culpar um único aparelho eletrônico, esse padrão reflete mudanças mais amplas na forma como as pessoas vivem e trabalham, afirma ele.
“A força de preensão é valiosa justamente porque reflete a força e a saúde geral, e não porque as mãos em si sejam o foco”, acrescenta. “Uma única medição não constitui um diagnóstico. Manter-se ativo e forte é algo que praticamente qualquer pessoa pode fazer, em qualquer idade.”

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August 9, 8:15 AM
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ANPD instaura processo de fiscalização contra o Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes

ANPD instaura processo de fiscalização contra o Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes | Inovação Educacional | Scoop.it
Agência investiga possível descumprimento de deveres previstos no ECA Digital relacionados à prevenção, detecção, interrupção e comunicação de violações graves no ambiente digital
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August 9, 8:12 AM
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Alunos dinamarqueses terão que defender oralmente suas redações em uma tentativa de combater a fraude por IA

Alunos dinamarqueses terão que defender oralmente suas redações em uma tentativa de combater a fraude por IA | Inovação Educacional | Scoop.it

O governo implementou diversas medidas, incluindo o monitoramento de computadores, para alunos de 16 a 19 anos.
O governo anunciou que adolescentes dinamarqueses terão que fazer uma defesa oral de suas redações para combater a fraude por inteligência artificial.
Alunos de 16 a 19 anos do ensino médio (conhecido na Dinamarca como gymnasiet ) também serão incentivados a fazer trabalhos escritos na escola, em condições controladas, incluindo o monitoramento de suas telas de computador, em vez de em casa.
As medidas, anunciadas na quinta-feira, enquanto os alunos se preparam para voltar às aulas na próxima semana após as férias de verão, entrarão em vigor imediatamente, depois que Magnus Heunicke, ministro da Educação do país, exigiu ação urgente.
“Infelizmente, temos um problema com fraudes por IA no ensino médio”, disse ele. “É preciso agir agora.”
O Ministério da Educação afirmou que a inteligência artificial tem representado um desafio crescente para o ensino e os exames. Espera-se que as novas medidas ajudem a estabelecer diretrizes mais claras sobre quando os alunos não estão autorizados a usá-la.
O governo também está preparando uma estratégia nacional abrangente para o uso da IA ​​em todas as escolas e no setor educacional em geral.
Heunicke afirmou que conversaria com escolas, professores e alunos para "garantir que a IA não prejudique as competências, o profissionalismo e, principalmente, a capacidade dos alunos de pensarem por si mesmos".
A primeira medida a ser introduzida é a defesa oral de trabalhos de exame escritos em casa. Cerca de 9.000 alunos do ensino médio escrevem anualmente um trabalho extenso (conhecido como større skriftlige opgave ou SSO), que agora terão de defender oralmente. O ministério afirmou que conversará com as escolas sobre a melhor forma de implementar essa medida.
As escolas de ensino médio também serão obrigadas a usar ferramentas de monitoramento para supervisionar o uso de computadores em provas escritas. Elas deverão instalar firewalls para filtrar o conteúdo disponível na rede escolar durante as provas e as aulas.
A terceira medida é um apelo às escolas para que incentivem os alunos a fazerem mais trabalhos escritos na escola, em condições controladas, para "acompanhar o processo de trabalho dos alunos, fornecer feedback relevante e criar uma base mais precisa para a avaliação".
A fácil disponibilidade de ferramentas de IA está transformando a educação em todo o mundo, tanto para professores quanto para alunos, deixando os governos em busca de soluções para avaliar se e como devem intervir.
Na vizinha Suécia, um estudo revelou que o número de alunos suspensos ou advertidos por uso não autorizado de inteligência artificial aumentou 688% entre 2023 e 2025. O governo encomendou uma revisão sobre como as escolas estão lidando com a fraude em provas por meio de inteligência artificial, cujo relatório será divulgado em abril.
Ao anunciar a revisão, Lotta Edholm, ministra sueca do ensino secundário, afirmou em janeiro: “Não há razão para ignorar a cola dos alunos. Colar é completamente inaceitável, independentemente da forma. Isso pode afetar as notas que deveriam refletir o conhecimento dos alunos e, a longo prazo, os alunos não estão aprendendo o que deveriam.”

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August 9, 8:10 AM
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Justiça derruba, em caráter liminar, punições do MEC a faculdades de medicina

Justiça derruba, em caráter liminar, punições do MEC a faculdades de medicina | Inovação Educacional | Scoop.it
Em março, o MEC publicou uma lista de universidades que receberiam sanções devido ao baixo desempenho no Enamed 2025
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August 9, 8:08 AM
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Teachers need help with AI. A union is offering training – with $23m in funding from big tech | Schools | The Guardian

Teachers need help with AI. A union is offering training – with $23m in funding from big tech | Schools | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it
So he turned to training offered by the American Federation of Teachers, one of the largest labor unions in the US with roughly 1.8 million members, at its new National Academy for AI Instruction. Last year, the academy began offering in-person and virtual AI training across the country. The goal is to train 400,000 educators over the span of five years, helping them understand AI’s benefits and potential harms and also shape how it’s used in the classroom.
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August 9, 8:06 AM
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Textos em tempos de IA | Opinião

Textos em tempos de IA | Opinião | Inovação Educacional | Scoop.it
Diante do inevitável avanço da IA, alerta a revista, restará aos humanos editar para cortar frases que até soam bem, mas não significam nada. Haja prompt para refinar o resultado. A reportagem conclui com uma velha máxima de escritores: Escreva bêbado, edite sóbrio. “Se isso for verdade”, diz a revista, “quando a equipe formada por humanos e IA começar a trabalhar, as IAs ficarão com toda a diversão”.
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August 9, 7:07 AM
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Microsoft gera maior parte da receita em IA pela OpenAI - 06/08/2026 - Tec - Folha

Microsoft gera maior parte da receita em IA pela OpenAI - 06/08/2026 - Tec - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
A análise da Bloomberg parte do pressuposto de que o ritmo anualizado de receita de IA da Microsoft continuou crescendo à taxa acelerada de 123% informada pela empresa em março. Nesse ritmo, o negócio de IA da companhia teria somado aproximadamente US$ 34 bilhões no ano fiscal encerrado em junho, valor que pode ser comparado diretamente à nova divulgação de que a OpenAI gerou US$ 24,1 bilhões em receita para a Microsoft naquele ano.

A Microsoft divulgou o valor total de seu negócio de IA apenas duas vezes. A primeira foi no trimestre encerrado em dezembro de 2024, quando a empresa afirmou que a unidade estava a caminho de gerar mais de US$ 13 bilhões em vendas ao longo de um ano. A segunda ocorreu no trimestre encerrado em março, quando a Microsoft disse que estava a caminho de superar US$ 37 bilhões.

O negócio total de inteligência artificial inclui toda a receita proveniente de clientes de IA e as vendas de produtos específicos de IA a qualquer cliente. Um porta-voz da empresa confirmou que o valor inclui todas as vendas para a OpenAI e toda a participação na receita da companhia.
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August 9, 7:03 AM
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Justiça territorial é política pública para organizar e articular intervenções

Justiça territorial é política pública para organizar e articular intervenções | Inovação Educacional | Scoop.it

Vivemos hoje diversas crises que se sobrepõem e se potencializam. A busca por soluções encontra dificuldades tanto no desenho das políticas públicas adequadas como na compreensão das necessidades e desejos dos diferentes grupos sociais.
Muitos fatores podem explicar a sensação de desamparo que se espraia pela sociedade, entre eles a desconfiança generalizada nas instituições; a falta de reconhecimento e pertencimento como sentimento difuso presente nos indivíduos e enfatizada em estudos sobre saúde mental; e a ausência de sentido de cidadania, capaz de construir ações coletivas que levem a uma sociedade melhor para se viver.
Não existem soluções certas que resolvam todas as tensões e conflitos sociais, econômicos ou políticos. Ao buscarmos políticas públicas inovadoras, encontramos o território como eixo organizador e articulador de intervenções que pretendem combater as desigualdades sociais.
Em Atlanta, nos Estados Unidos, o prefeito Andre Dickens priorizou a promoção da justiça territorial por meio de investimento e revitalização em bairros vulneráveis. A premissa básica é a de que ações intersetoriais envolvendo educação, habitação, fomento a corredores comerciais e paisagem urbana se tornem ativos sólidos de um bairro, permitindo que o desenvolvimento se espalhe horizontalmente pela cidade e consiga atrair e reter jovens. Andy Burnham, recém-eleito primeiro-ministro britânico, construiu seu sucesso político na transformação de Manchester em um polo tecnológico e um centro urbano pulsante.
Sua gestão foi pautada pela descentralização do orçamento de educação, saúde e habitação, tendo como pressuposto que as comunidades locais conhecem melhor as necessidades e prioridades da região. Burnham promete implementar a mesma política para seu governo nacional.
Na Fundação Tide Setubal, o território é ponto de partida e de chegada. Entre os inúmeros exemplos podemos citar o prêmio "Desafio Gasto Público Tem Endereço", idealizado pela fundação para incentivar as secretarias da capital paulista a implementar o índice de regionalização do orçamento. No Jardim Lapena, zona leste de São Paulo, onde atuamos há 20 anos numa parceria com a Sociedade Nova Jardim Lapena, o Galpão ZL é o espaço centralizador e disseminador de diferentes intervenções no território, presença visível e alicerce de vínculos de confiança tecido ao longo dos anos.
As diversas ações ali construídas compõem uma arquitetura estratégica fundamentada no binômio mapa e método (conceituação de Mariana Almeida, Kássia Bobadilla e equipe), orientador de um modelo de desenvolvimento e cuidado no qual o mapa é a demarcação da paisagem urbana como protagonista, ao lado do Plano de Bairro e da Teoria da Mudança, que propõem indicadores baseados no princípio da intersetorialidade das políticas para uma integração territorial de bairros vulneráveis. Para nós, o sujeito é o território vivo, com suas moradoras e moradores e suas necessidades, desejos e potências. Com essa escuta ativa, desenhamos e implementamos as ações conjuntamente.
A sustentação dessa arquitetura de governança permite a fomentação de lideranças policêntricas em empreendimentos de economia solidária, criativa, ambiental e de cuidado; assim como uma melhor adequação das políticas de saúde, esporte, habitação e educação customizadas às necessidades do bairro.
Parcerias são fundamentais ao longo de todo o processo porque aprendemos que não basta querer transformar, é preciso construir pontes técnicas e políticas com o Estado e com quem vive a realidade do território. Trata-se de pensar políticas públicas com pertencimento cívico e como experiência vivida no âmbito do indivíduo e do coletivo. O território importa porque seu movimento transforma a paisagem e a dignidade de quem o habita.

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August 9, 6:56 AM
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Ronaldo Lemos: IA captura mente e pode nos emburrecer 

Ronaldo Lemos: IA captura mente e pode nos emburrecer  | Inovação Educacional | Scoop.it
A inteligência artificial e plataformas de big techs tentam capturar a nossa mente, e tantas pessoas —hipnotizadas pela rolagem infinita e pela montanha-russa emocional criada pelas telas— perdem o controle das próprias vidas.

No recém-lançado "O Monge, o Iogue e o Faquir" (Todavia), Ronaldo Lemos discute esse cenário a partir da metáfora de uma carruagem desgovernada, em que as suas partes —o corpo, as emoções e a mente— são cooptadas pela tecnologia, o que rompe o equilíbrio necessário para ser bem conduzida.


Neste episódio, Lemos fala sobre os três arquétipos do título do livro, inspirados em tradições espirituais da China, da Índia e do Ocidente, e aponta caminhos para cultivar o faquir, o monge e o iogue no interior de toda pessoa.

O autor defende que é preciso resistir à guerra do Vale do Silício contra a introspecção e se opõe às ideologias que prometem, por exemplo, que a IA vai criar um mundo de abundância universal.


Retrato de Ronaldo Lemos, autor de 'O Monge, o Iogue e o Faquir' - Marcus Steinmeyer/Divulgação
Lemos sustenta que não existem trocas reais entre a IA e os humanos, por mais que as máquinas sejam ótimas ilusionistas e tentem convencer do contrário. Por isso, não ache que uma IA pode ser a sua namorada ou a sua terapeuta. Também não é bom pensar em terceirizar o raciocínio para elas: em vez de virar um super-herói da produtividade, ele diz, é mais provável fritar o cérebro e ficar burro.

Lemos é advogado, mestre pela Universidade Harvard e doutor pela USP. Cofundador do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), foi um dos idealizadores do Marco Civil da Internet e é colunista da Folha.

Leia abaixo os trechos principais da entrevista. A íntegra está disponível em áudio.

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Como a IA se integra ao dia a dia na Coreia do Sul


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UMA CARRUAGEM DESGOVERNADA
A metáfora vem do "Katha Upanishad", texto central para o hinduísmo que foi a peça fundamental para eu desenvolver o argumento do livro. Ela diz que o nosso corpo é o carro da carruagem, as nossas emoções são os cavalos, a nossa mente é o cocheiro e o mestre da carruagem é quem comanda esse conjunto.

O ponto do livro é que a nossa carruagem está totalmente desgovernada porque a tecnologia aprendeu a cooptar os cavalos, a capturar e prender o carro da carruagem e, sobretudo, a hipnotizar e controlar a nossa mente. Muitas vezes, cada um desses elementos quer ir para um lugar diferente e a gente sente isso porque o mestre está ausente. A maioria dessas decisões não é tomada por nós.

Acho que muita gente sente hoje que perdeu o controle da própria vida e que passa boa parte do tempo fazendo coisas que não gostaria de fazer, inclusive ficar em frente a uma tela por nove horas e 13 minutos. Essa é a média no Brasil hoje —o segundo maior tempo de tela do mundo, só atrás da África do Sul.

A GUERRA CONTRA A INTROSPECÇÃO
Essa questão exige uma resposta coletiva e uma resposta individual. A resposta coletiva está acontecendo: o Brasil proibiu o celular na escola, o que acho excelente, e a gente está vendo discussões para proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

Mesmo olhando para a Europa, que se tornou uma superpotência regulatória, a questão é: as pessoas estão felizes? As carruagens estão obedecendo aos seus mestres e está tudo ok? Não, não tem nada ok. As pessoas estão se sentindo tão sem controle das próprias vidas como em outros lugares.

Para piorar, a IA não chega no momento em que está tudo bem e as pessoas estão descansadas e aguardando uma novidade tecnológica. É o contrário.

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Proibição de celular nas escolas divide a opinião de alunos


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O livro trata de algo menos falado: como a gente se organiza e entende o que a tecnologia faz conosco para conseguir reagir no plano do indivíduo. Ele não é um manifesto contra a tecnologia porque já existem vários que fazem o diagnóstico e falam da regulação. Nenhum desses textos fala do que você faz com você mesmo e com o uso do seu tempo.

O meu texto é mais para olhar para a gente, a nossa carreira, a nossa família, os nossos filhos e as nossas comunidades e falar: "Posso fazer coisas diferentes e ter uma vida interior que me protege da tecnologia".

Se você olhar as ideologias recentes do Vale do Silício, há uma guerra contra a vida interior. Você vê muita gente falando que a introspecção é um grande problema e que a gente tem que se livrar da introspecção. Isso virou um lugar-comum. O meu livro, ao contrário, fala para a gente proteger a introspecção porque, quanto mais a gente tiver a nossa vida interior protegida, menos vulnerável vai estar, inclusive com relação à chegada da IA.

OS TRÊS ARQUÉTIPOS
O faquir representa a nossa relação com o corpo e a disciplina física. O monge, com as emoções, a devoção e o prazer. O iogue, com a mente, o estudo, o intelecto e a resolução de problemas. Você pode olhar para qualquer tradição filosófica e encontrar esses arquétipos. Eles vivem dentro da gente.

Esses arquétipos podem ser caminhos de transformação e de libertação —é o que proponho no livro— ou de cooptação. Você pode ser capturado pelo seu faquir, seu monge e seu iogue. A diferença é a postura que a gente vai assumir.

O FAQUIR TÓXICO
As pessoas, por exemplo, na cidade de Benares, hoje Varanasi, na Índia, impressionavam os visitantes europeus pela disciplina física. Os faquires ficavam sentados em camas de prego e faziam coisas extraordinárias com o corpo. Se você falasse para um desses faquires do século 19 que, no futuro, as pessoas iam ficar olhando para um objeto por nove horas todos os dias pelo resto da vida, eles ficariam chocados.

O faquir originário fazia o esforço físico não porque queria ficar mais forte ou mais bonito, mas porque queria ser uma pessoa melhor: alguém que controla os impulsos, entende o caminho do corpo e, a partir dali, gera um benefício para o seu modo de vida.

O faquir tóxico é o contrário: ele usa o caminho do corpo —inclusive se submetendo a agulhamentos faciais, rotinas de treino e de jejum que fariam inveja aos faquires históricos—, mas não quer ser alguém melhor. Ele quer ser mais bonito ou atingir um padrão de estética que está vendo no celular.


O caminho do corpo pode se deturpar de várias formas: disciplinas físicas radicais para agradar os outros e ter uma imagem mais palatável para o gosto das redes sociais ou o caminho da negligência, de desistir do corpo e acabar em uma vida de sedentarismo em que o carro da carruagem vai oxidando e se enferrujando. Esses caminhos não são de transformação.

O caminho que proponho é o contrário. Se você usar a atividade física para se distanciar das telas, é um santo remédio.

O MONGE DOPAMINÉRGICO
A relação com o amor, a devoção, o prazer, os sentimentos e as sensações é o ponto-chave que a tecnologia captura. A pessoa que está no TikTok vendo vídeos curtos está sendo chamada nesse aspecto e entra em uma montanha-russa emocional. Você tem alegria por dois segundos e depois tristeza, ansiedade, euforia e frustração.

O resultado disso para o coração é o pior possível: ele se anestesia e se resseca. Você se torna indiferente às emoções fora da tela por serem sem graça, envolverem atritos e desconfortos e serem muito mais lentas, sem mudar a cada dois segundos.

Ao fazer isso, a gente perde elementos fundamentais da vida humana, como a benevolência, a compaixão e a gratidão. As pessoas caem nisso não porque são fracas, mas porque aceitam que os seus corações sejam treinados pela tecnologia. Isso gera uma infelicidade individual.

É o famoso "doom scrolling": você pega o celular para checar uma mensagem e, de repente, se vê por horas passando o feed da rede social. No final daquilo tudo, se sente péssimo e larga o celular com uma sensação de vazio e de perda de tempo.


Quem planta colhe. Se você praticar apenas esse tipo de uso do seu coração por nove horas todos os dias, é o coração que vai ter. O que falo no livro é que você pode treinar o coração de outras formas —pode parar de cair nesse comportamento compulsivo e treinar o coração para ele voltar a se alegrar, inclusive com coisas simples.

Superar a batalha da tecnologia não é uma luta apenas mental. A gente vai ter que lutar com o nosso coração. Sem fazer essa luta, as chances de sair dessa captura são muito pequenas.

O IOGUE ACELERADO
Quando a gente fala de yoga, as pessoas lembram das posturas físicas e da yoga como uma prática corporal. A yoga original é uma prática mental. A definição de Patanjali é que a yoga é a cessação das flutuações da mente.

O iogue acelerado é a pessoa que reduz a sua vida ao trabalho mental. Já me identifiquei com ele e já paguei preços elevados por isso. Na sociedade de hoje, muitas vezes a gente confunde pensar bem com viver bem e acha que, se a gente se tornar um operador mental capaz de conhecer repertórios vastíssimos, operar as tecnologias mais recentes e compreender o mundo, tem o caminho garantido para resolver todos os aspectos da vida.

O caminho da mente também é libertador, mas o problema é que está plugado na ideia de produtividade. Aí entra Byung-Chul Han, que fala que, na sociedade do desempenho e do cansaço, a gente se tornou o chefe e o funcionário de nós mesmos. Você fica com a promessa de que o seu sucesso só depende de você.

Os cavalos se agitam e ficam te puxando para continuar trabalhando. resultado disso é o desequilíbrio com os outros arquétipos: o coração passa a ser negligenciado, às vezes o corpo também e, uma hora, a mente funde. Daí os casos de burnout, de depressão e de ansiedade e essa epidemia de problemas de saúde mental.

A mente, hoje, se pluga diretamente na tecnologia. Os feeds, as notícias e o desejo de saber o que está acontecendo e de participar do mundo das ideias podem ser um caminho de transformação muito positiva ou podem ser o iogue que acelera até quebrar.


LIDANDO COM AS DESIGUALDADES
A IA é uma força que provoca uma desigualdade brutal e vai provocar ainda mais. Me preocupo muito com o Brasil porque o requisito para usar a IA bem é o domínio da língua portuguesa, mas dados do Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) dizem que só 10% das pessoas têm proficiência em português.

Na minha visão, diante da IA, não é só educação, só cultivar a mente. A gente vai precisar cultivar corpo, coração e mente. Não adianta só dar estruturas mentais para as crianças e os adolescentes e achar que o coração e o corpo vão achar o seu caminho.

No livro, falo que muita gente é faquir involuntário —a pessoa que trabalha oito horas por dia de pé e tem que resistir a esse incômodo porque ganha a vida dela a partir dali.

O ponto do livro é que, mesmo nessas circunstâncias, não dá para negligenciar os arquétipos. A busca é para cultivar o equilíbrio, mesmo que as suas circunstâncias sejam de profundo desequilíbrio. Diria até que, para quem está nessa situação, a busca pela retomada do equilíbrio é ainda mais vital.

Sei que a desigualdade afeta, e a minha busca é para combatê-la, mas dá para pensar nesse cultivo dentro do possível. Acho que qualquer cultivo já traz um benefício extraordinário.

O ILUSIONISMO DA IA
A IA é terrível porque é muito competente. Está 100% disponível, 24 horas por dia, sete dias por semana. Qual é a maior tentação que você pode ter? Querer usar para ser a sua terapeuta, a sua amiga, o seu namorado, a sua namorada —qualquer coisa que trate a IA de forma antropomórfica. Isso é uma cilada.

Você consegue fazer coisas incríveis com a IA para resolver problemas práticos, mas ela é uma terapeuta de quinta categoria. Não tem qualquer qualificação para isso e nem terá porque a terapia envolve o atrito com outro ser humano e falar com o coração, não só a partir da mente. As respostas não podem ser bajuladoras ou querer maximizar a sua presença na tela.

O ponto-chave é que é impossível argumentar com uma IA. Todas as frases que uma IA te fala são ações estratégicas no sentido habermasiano. Não são partes de um diálogo, não são uma tese que encontra uma antítese e produz uma síntese. Você pode ter argumentos incríveis e tentar convencer a IA. Aquilo só vai funcionar na sua sessão. A IA não vai mudar de opinião.

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Veja fotos de casais formados por humanos e personagens virtuais


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Nunca vai existir uma relação verdadeira de troca, do que Habermas chamava de ação comunicativa. Esses usos são perniciosos porque a IA é uma grande ilusionista. É uma ferramenta que tem aplicações práticas muito úteis, mas a gente deve se proteger totalmente de ter vulnerabilidades com a IA.

O duro é que ela vai estar sempre à espreita. Em uma separação amorosa ou um luto, as pessoas vão ter a tentação de falar alguma coisa para a IA para ver se vão conseguir algum conforto. Não faça isso.

Além de tudo, a IA e as suas ideologias estão roubando a linguagem teológica. A IA, hoje, tem arcos escatológicos que prometem um apocalipse da singularidade e arcos soteriológicos que são doutrinas de salvação prometendo que, com a IA, haverá abundância infinita e universal —todo o mundo terá o que comer e não precisará mais trabalhar. Ela promete milagres que as religiões costumam prometer. A linguagem teológica foi totalmente roubada pelas ideologias da IA.

O último ponto é o êxtase da produtividade: se você usa a IA mal, se você delega as tarefas mentais para a IA, você fica burro. Tem estudos mostrando que quem escreve com a IA só lembra de 17% do que escreveu. Se você usar a IA para fazer coisas extraordinárias, você se acha um super-herói e facilmente cai em um vampirismo de se prender à IA e ela te sugar, a ponto de ter surgido a expressão fritura cerebral. Você sai frito e vai desenvolver um tipo de cansaço —sei porque já tive— terrível.

A gente tem que tomar muito cuidado por estar entre a caldeira e a espada: ou a IA nos emburrece ou nos envaidece.
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August 9, 6:28 AM
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Metade dos brasileiros de classe D e E não conviveram com pais, diz estudo

Metade dos brasileiros não conviveu com a figura paterna durante toda a infância e a adolescência. O dado faz parte da pesquisa "Amor e Cuidado: Dia dos Pais", realizada pelo Instituto Locomotiva e obtida com exclusividade pelo UOL. O estudo mostra que quanto menor a renda, menor a proporção de pessoas que tiveram o pai presente durante a infância.

O que aconteceu
Levantamento mostra que 61% dos brasileiros dizem ter convivido com a figura paterna durante toda a infância e adolescência. Nas classes D e E essa proporção é de 51%, mais da metade dos brasileiros. "É uma informação difícil de ser mensurada de outra forma, por isso, perguntamos para as pessoas do que elas se lembram desse período", diz João Paulo de Resende Cunha, diretor do Instituto Locomotiva. "A composição de domicílios do IBGE não mostra essa composição subjetiva".

Entre as classes com maior poder aquisitivo, 67% conviveu com pai ou figura paterna, diz o estudo. Já entre a classe C, 60% conviveu com o pai durante esse período. Isso significa que quatro em cada dez brasileiros não conviveram com a figura paterna nas etapas citadas na pesquisa. "Conviver com a figura paterna presente é quase um privilégio para uma grande parte dos brasileiros", diz Cunha.
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August 6, 3:33 PM
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Justiça suspende punições do MEC às faculdades de Medicina por baixo desempenho no Enamed

Justiça suspende punições do MEC às faculdades de Medicina por baixo desempenho no Enamed | Inovação Educacional | Scoop.it
As portarias do MEC para faculdades de medicina marcaram o primeiro passo de um processo de supervisão por conta do desempenho dessas instituições no Enamed. O exame é realizado pela Secretaria de Regulação e Supervisão da
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