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June 18, 2025 5:10 PM
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No começo e no “fim” era o verbo: as implicações da IA na condição humana. Entrevista especial com Lucia Santaella - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

No começo e no “fim” era o verbo: as implicações da IA na condição humana. Entrevista especial com Lucia Santaella - Instituto Humanitas Unisinos - IHU | Inovação Educacional | Scoop.it
Falamos de Inteligência Artificial - IA como quem dá bom-dia. O tema é parte de nosso mundo, mas no fundo ainda somos carentes de uma compreensão mais clara sobre o que é a IA. Neste sentido, Lucia Santaella, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, traz respostas luminares sobre o tema e situa as principais implicações nas quais os seres humanos e as máquinas estão imbricados.

Inteligência artificial “passou a ser um termo genérico para uma multiplicidade de variações baseadas em um conjunto de tecnologias que levam os computadores a realizar tarefas que imitam ações inteligentes dos humanos. Ela é capaz de reconhecer rostos, entender a fala e responder, dirigir carros, criar imagens e assim por diante”, pondera Santaella.

Neste contexto há dois modelos principais de IA e que são distintos entre si. De um lado, “a IA preditiva ingere grandes volumes de dados históricos de diferentes fontes, relevantes para o problema que lhe é colocado. Então os algoritmos de aprendizado de máquina analisam esses dados buscando tendências, padrões e relacionamentos entre variáveis”, explica a pesquisadora. A IA generativa, por sua vez, embora ainda se utilize de aprendizagem de máquina e redes neurais, está voltada para a criação de conteúdo novo e original, como imagens, texto e outras mídias, aprendendo com os padrões de dados existentes”, complementa.

“A linguagem é constitutiva do humano. Não por acaso, para Heidegger, a linguagem é a casa do ser. Sábia é a Bíblia ao declarar que ‘no princípio era o verbo’. Embora o verbo seja Jesus, podemos também ler de modo laico ao considerar que ser Sapiens significa estar dotado das faculdades de linguagem. Tanto quanto posso ver, essa emergência imitativa do humano, naquilo que o humano tem de mais humanamente seu, ao fim e ao cabo, coloca em questão o próprio ser do humano. É a ontologia do humano, afinal o que somos, no que passamos a nos constituir que é posto sob interrogação”, sugere.

Por fim, sem cair em um exercício de futurologia, Santaella reflete sobre a questão da IA. Ela diz: “Não tenho vocação catastrofista nem profética. A única certeza que temos em relação ao futuro é que ele será diferente do que pensamos que ele será. Costumo acreditar na força maior da espécie humana que é a capacidade adaptativa. Com a IA, essa capacidade está sendo colocada à prova”.


Lucia Santaella (Foto: Instituto CPFL)

Lucia Santaella é pesquisadora 1 A do CNPq. Professora titular no programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica e no programa de Pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, ambos da PUCSP. Tem doutoramento em Teoria Literária na PUCSP em 1973 e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP em 1993. É vice-líder do Centro de Estudos Peirceanos, na PUCSP e presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica. É membro do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianapolis, USA e do Bureau de Coordenadores Regionais do International Communicology Institute. 

Recebeu o prêmio Jabuti em 2002, 2009, 2011 e 2014, o Prêmio Sergio Motta, Liber, em Arte e Tecnologia, em 2005, o prêmio Luiz Beltrão-maturidade acadêmica, em 2010 e o Sebeok Fellow Award, 2025.  Tem 57 livros publicados, dentre os quais 6 são em coautoria e dois de estudos críticos. Organizou também a edição de 35 livros. Suas áreas mais recentes de pesquisa são: Comunicação, Semiótica Cognitiva e Computacional, Inteligência Artificial, Estéticas Tecnológicas e Filosofia e Metodologia da Ciência.

Confira a entrevista.
IHU – Para começar, proponho uma pergunta para delimitarmos claramente o principal tema desta entrevista, a Inteligência Artificial: o que é precisamente a IA?

Lucia Santaella – Tenho desenvolvido a ideia da IA situada. Há alguns anos, no campo da ciência cognitiva, os especialistas descontentes com a teoria representacionalista da cognição –– que propunha que a cognição humana se comportava por obediência a regras sequenciais como os computadores da época –, propuseram a teoria da cognição situada. Imitando essa ideia de uma condição situada no tempo e no espaço, tenho proposto a ideia de uma IA situada. Justificativas para isso não faltam, diante da multiplicação de sistemas, plataformas e desdobramentos da IA que avança a passos largos.

Há alguns anos, tendo em vista a concepção que tenho, e que depois desenvolvi em detalhes no livro Neo humano, a sétima revolução cognitiva do Sapiens (Paulus, 2022), concepção segundo a qual a cognição humana é evolutiva e hoje se expande na IA, avisei os leitores de um breve texto, escrito em 2017 para prepararem seus corações, pois a IA veio para ficar, crescer e se multiplicar. De fato, desde então é ao que temos assistido.

Tudo isso para tentar responder à pergunta sobre o que é precisamente a IA. O advérbio “precisamente” faz toda a diferença aí, já que, segundo minha ideia da IA situada, poderia ser substituído por: o que é a IA “hoje”. Ela passou a ser um termo genérico para uma multiplicidade de variações baseadas em um conjunto de tecnologias que levam os computadores a realizar tarefas que imitam ações inteligentes dos humanos. Ela é capaz de reconhecer rostos, entender a fala e responder, dirigir carros, criar imagens e assim por diante.

Desde que o ChatGPT nos assombrou há pouco mais de dois anos, com suas habilidades conversacionais, muita coisa evoluiu. Os sistemas de IA conversacional avançaram das suas estruturas básicas de chatbots para ferramentas avançadas de engenharia de prompts que prefiro chamar de semiótica de prompts. Novidade mais recente que tem agitado as mentes e o mundo empresarial são os agentes de IA que prometem estar dotados de autonomia. Recentíssimo é o sistema de produção de vídeos... capaz de criar filmes inteiramente em IA. Estamos apenas começando a assistir à agitação que isso irá produzir na economia criativa.



IHU – Em 2023, a senhora publicou um trabalho de compreensão do fenômeno distinguindo cinco tribos da IA: IA conexionista, IA simbólica, IA evolucionista, IA bayesiana e a IA analógica. Poderia explicar o que é cada uma delas e como se diferenciam?

Lucia Santaella – Sim, o texto se encontra no primeiro capítulo do meu livro sobre A inteligência artificial é inteligente? (Edições 70). Faço aqui uma síntese daquilo que se encontra em mais detalhes nesse livro.

Comecemos com os conexionistas que são os mais bem-sucedidos no mercado e cujas pesquisas levaram ao aprendizado de máquina e aprendizado profundo, uma subcategoria do aprendizado de máquina. A engenhosidade desse sistema consiste em simular, por meio de redes neurais artificiais e com seus limites próprios, o funcionamento dos neurônios humanos. Para isso, trabalham com camadas de neurônios em paralelo com pesos específicos. A técnica é complicada e extrapola a intenção da síntese.

Os simbolistas, por seu lado, acreditam que o conhecimento pode ser obtido pela operação de símbolos (sinais que representam um certo significado ou evento) e pela derivação de regras a partir deles. Ao juntar sistemas complexos de regras seria possível obter uma dedução lógica do resultado que se queira saber.

Já a crença dos evolucionistas consiste na seleção natural. Por isso, usam os princípios da evolução para resolver os problemas.

Bayes é o nome de um dos mais tradicionais algoritmos de aprendizagem de máquina, usado como uma solução estatística simples para problemas de classificação. Mas há outros algoritmos mais robustos capazes de complementar suas funções. Por isso, a escola bayesiana é aquela que indica o cultivo dos algoritmos, imprescindíveis ao funcionamento da IA.

Os analogistas usam máquinas específicas para reconhecer os padrões nos dados. Ao reconhecer o padrão em um conjunto de entradas e compará-lo com o padrão de uma saída conhecida, é possível criar uma solução a um problema.

A aprendizagem de máquina evoluiu de maneira tão eficaz, especialmente nas suas aplicações no mundo corporativo, que hoje não se encontram mais referências a essas tribos. Se elas continuam a existir, como é o caso da IA simbólica, trata-se de campos de pesquisa, pois quando se pensa em aplicações, a aprendizagem de máquina derivada do conexionismo ganha todas as paradas.



IHU – Para todo efeito positivo, há correlacionados aspectos inversos. Quais são hoje as principais externalidades negativas da IA?

Lucia Santaella – Costumo dizer que pouco são mencionados os aspectos positivos da IA justo porque eles falam por si e não precisam de defensores. As externalidades negativas, ao contrário, devem ser apontadas e atacadas com firmeza. São muitas e vão das mais visivelmente nefastas até as mais sutis. Costumam ser muito lembrados os vieses nos resultados que a IA apresenta e que afetam os direitos fundamentais, como os vieses raciais, de gênero, etaristas e quaisquer outros. Deve ser, de fato, verdadeira a crítica de que os gigantescos bancos de dados que alimentam a IA estão empanturrados de fontes baseadas nos valores que se desmembram do homem branco, europeu, heterossexual.

Diante disso, defendo que deve ser evitada uma tendência de culpabilização exclusiva sobre a IA. É preciso vasculhar o papel e o peso da responsabilidade humana em todo processo. Prega-se a IA by design, ou seja, o acompanhamento ético e multidisciplinar em todas as fases do desenvolvimento da IA. É preciso vencer a pressa com que o capital contamina as mentes dos desenvolvedores, por mais idealista que isto soe. Existe uma vasta literatura séria e não apenas noticiosa sobre esse tema que também está na agenda das buscas de regulamentação da IA de modo que seus desvios possam ser mitigados de modo antecipado. Recentemente, veio à tona o tema da governança da IA, com regras imprescindíveis ao seu funcionamento saudável.

Mas as coisas se complicam ainda mais, quando se pensa no uso da IA generativa. Embora a regulamentação da IA seja mandatória já que deverá conter as necessárias traves éticas para o seu uso e possível abuso, a IA generativa implica um nível ético muito mais sutil que transcende o crivo de regulamentações para o uso coletivo. Deixo os detalhes dessa afirmação para a resposta de uma pergunta que vem mais abaixo.

Embora a regulamentação da IA seja mandatória já que deverá conter as necessárias traves éticas para o seu uso e possível abuso, a IA generativa implica um nível ético muito mais sutil que transcende o crivo de regulamentações para o uso coletivo – Lucia Santaella

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IHU – Como as áreas de produção humana relacionadas à linguagem são impactadas pela IA?

Lucia Santaella – A linguagem é constitutiva do humano. Não por acaso, para Heidegger, a linguagem é a casa do ser. Sábia é a Bíblia ao declarar que “no princípio era o verbo”. Embora o verbo seja Jesus, podemos também ler de modo laico ao considerar que ser Sapiens significa estar dotado das faculdades de linguagem. Quer dizer, faculdades semióticas da linguagem que não se limitam ao verbo, mas avançam por todas as linguagens sonoras, visuais e verbais que chamo de Matrizes de linguagem e pensamento (Iluminuras, 2012, 2. ed.). Ora, quando um sistema artificial é capaz de falar, conversar, estabelecer diálogos, produzir sons e imagens, evoluir para produções multimidiáticas, o que tudo isso pode significar para o humano? Tanto quanto posso ver, essa emergência imitativa do humano, naquilo que o humano tem de mais humanamente seu, ao fim e ao cabo, coloca em questão o próprio ser do humano. É a ontologia do humano, afinal o que somos, no que passamos a nos constituir que é posto sob interrogação.

É claro que não faltam atrapalhações diante disso. A mais comum dentre elas é aquela que transpõe para o artificial características que são estritamente humanas e que costuma ser chamada de antropomorfização da IA. Isso é um equívoco, pois só nos afasta do entendimento do próprio humano. Embora tenha um eficiente poder imitativo, toda a potência da IA encontra-se em suas habilidades de simulação. Ela simula qualquer coisa, inclusive, ela erra, tanto ou menos do que o humano, o que só aumenta sua capacidade de nos enganar como se fosse gente.

Os impactos produzidos são incomensuráveis. Começam nos filosóficos, passam pelos sociais, culturais, econômicos, políticos até alcançarem os psíquicos. Mais do que isso, estamos atravessando um marco antropológico de amplíssimas dimensões.

Embora a regulamentação da IA seja mandatória já que deverá conter as necessárias traves éticas para o seu uso e possível abuso, a IA generativa implica um nível ético muito mais sutil que transcende o crivo de regulamentações para o uso coletivo – Lucia Santaella

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IHU – Neste cenário, quais são os principais dilemas éticos?

Lucia Santaella – Os dilemas éticos são tantos que fica difícil saber por onde começar para destacar quais são os principais. Antes de tudo, os dilemas começam na infeliz simplificação e vulgarização pela qual a ética vem passando. Fala-se em ética sem que se saiba muito bem o que é ética, pois tudo parece ficar limitado a algumas regrinhas de bom comportamento. Um grande autor que tocou nos pontos nevrálgicos da ética contemporânea e de suas complexas diferenças culturais, antes mesmo do advento da IA bem-sucedida, é Richard Rorty que, infelizmente, neste mundo das modas intelectuais, vem sendo esquecido. Com a chegada da IA, as questões se complicaram sobremaneira.

Ora, existe uma ciência da ética, uma filosofia da ética e existem as éticas práticas. É lugar comum que os teóricos e críticos apontem como questões éticas fundamentais a responsabilização, a transparência, o preconceito e a privacidade. Embora elas sempre tenham sido questões éticas, agora elas adquiriram feições expandidas. Portanto, faz parte da ética da IA detectar preconceitos, proteger a privacidade, exigir transparência, apontar riscos, orientar políticas públicas. Isso não implica deixar de defender a necessidade de regulamentação que é mandatória na medida em que deve estabelecer as bases sobre as quais a ética irá agir.

Entretanto, se formos mais longe, é possível verificar que, no que diz respeito à IA generativa, tudo isso não é ainda suficiente. Isto porque a IA generativa é uma IA de uso pessoal. Fazemos com ela o que nos aprouver. Ela está à mão para quaisquer tipos de tarefas. Ela não lava nossas roupas, nem arruma nossas camas, mas para questões que envolvem linguagem, a IA generativa está de prontidão, com uma disponibilidade com que nenhum ser humano pode competir. Nesse caso, a ética atinge níveis de sutileza que não cabem em regras, já que se trata de uma ética internalizada que depende de uma educação para a ética.

IHU – Pode explicar a diferença entre IA preditiva e IA generativa?

Lucia Santaella – Bem lembrado. Desafortunadamente, quando se entra no tema da IA, nem todos se preocupam com a diferença, para mim, fundamental entre, de um lado, a IA preditiva, classificatória, que é a menina dos olhos do mundo corporativo, já que a detecção de padrões e de correlações ajuda e apressa tomadas de decisões e, de outro lado, a IA generativa. É claro que elas se misturam, mas isso não apaga suas diferenças fundamentais.

Sintetizando: a IA preditiva ingere grandes volumes de dados históricos de diferentes fontes, relevantes para o problema que lhe é colocado. Então os algoritmos de aprendizado de máquina analisam esses dados buscando tendências, padrões e relacionamentos entre variáveis. Isso não seria possível sem a modelagem estatística, ou seja, várias técnicas estatísticas e de aprendizado de máquina para, a partir dos dados, treinar modelos que sejam preditivos, ou seja, modelos que sejam treinados com o propósito de alcançar determinado resultado.



Em seguida, vem a fase da validação do modelo. Para isso, a exatidão e a precisão dos modelos são não apenas rigorosamente testadas, quanto também os modelos são refinados até que o nível desejado de desempenho preditivo seja alcançado. A seguir, com os modelos razoavelmente precisos, passa-se para a simulação de cenário, quando diferentes cenários são simulados para o ajustamento dos parâmetros de entrada de modo a estimar previsões sob diversas condições. A etapa posterior é a da implantação do modelo em ambientes de produção, o que não impede que novos dados sejam continuamente inseridos nos modelos para gerar insights preditivos atualizados...

Por fim, vem a integração de processos dos insights preditivos “aos processos de negócios e fluxos de trabalho por meio de painéis, alertas APIs, etc., para permitir a tomada de decisões orientada por dados com base nas previsões do modelo”. Todo esse percurso torna a IA preditiva poderosa e valiosa para as corporações e organizações atuais, com o surplus de que os modelos tornam-se mais inteligentes com o tempo, à medida que processam mais informações.

A IA generativa, por sua vez, embora ainda se utilize de aprendizagem de máquina e redes neurais, está voltada para a criação de conteúdo novo e original, como imagens, texto e outras mídias, aprendendo com os padrões de dados existentes. Ela é um subconjunto do aprendizado profundo, mas de um tipo diferente, chamado de Modelo Gerativo que aprende com um conjunto subjacente de dados para gerar novos dados que imitam de perto os dados originais. Por meio do emprego de aprendizagem não supervisionada, esses modelos são usados principalmente para criar novos conteúdos, como imagens, texto ou até mesmo música, semelhantes àquilo que pode ser criado por humanos. Por ter entrado na seara antes exclusivamente humana da conversação, a IA generativa vem provocando rodopios nas tradicionais concepções de criatividade, autoria, originalidade e autonomia, ferindo nas bases justo esses fatores que costumavam alimentar a autoestima e mesmo a arrogância humana.

Por ter entrado na seara antes exclusivamente humana da conversação, a IA generativa vem provocando rodopios nas tradicionais concepções de criatividade, autoria, originalidade e autonomia, ferindo nas bases justo esses fatores que costumavam alimentar a autoestima e mesmo a arrogância humana – Lucia Santaella

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IHU – Sabemos que há diferentes subconjuntos deste tipo de inteligência maquínica. Eu gostaria de sublinhar um deles, o Large Language Models – LLM, associado ao processamento de linguagem natural. O ChatGPT é baseado nessa linguagem. Quais são as potencialidades e os limites do LLM?

Lucia Santaella – Pela maneira veloz com que os LLMs vêm evoluindo e aumentando seus potenciais – veja-se agora a entrada no mercado dos Agentes de IA –, fica difícil prever seus limites. Não é por acaso que essa nova tendência da IA está provocando agitações. Antes dos agentes, os sistemas de IA necessitavam de intervenção humana para sua execução. Com eles, como o próprio adjetivo diz, a IA adquire a capacidade de iniciar ações de forma independente, tendo por base as suas avaliações de uma situação determinada. Isso os habilita a navegar em ambientes complexos e realizar tarefas com um nível de iniciativa e adaptabilidade surpreendente.

Equipados com aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e outras tecnologias de ponta, os Agentes de IA aprendem com dados, adaptam-se a novas informações e executam funções complexas de forma autônoma. Eles são de vários tipos, desde chatbots até robôs sofisticados para a área da saúde e da indústria, projetados para entender, analisar e responder a informações humanas, evoluindo constantemente para aprimorar suas capacidades.

Esses avanços são, de fato, assustadores, especialmente para aqueles que estão assistindo a tudo isso do lado de fora, ou seja, usuários não especialistas. Especialistas são aqueles que Martin Ford, no seu livro, justo com esse título, chama de Arquitetos da IA. São esses arquitetos que podem antecipar os riscos, inclusive. Não vem do acaso que alguns antigos desenvolvedores, como Geoffrey Hinton, tenham agora tirado o pé da canoa. Abandonaram suas posições para apontar para os perigos que se avizinham causados pelos efeitos da IA sobre o humano. Na verdade, eles veem o que não conseguimos ver. Conhecem os segredos dos encaminhamentos que as pesquisas podem tomar.

Não me canso de dizer que o presentismo é a praga cultural do nosso tempo. Junto com a arrogância de pessoas que se põem a falar e divulgar pseudossaberes, sobre aquilo que não conhecem como deveriam, forma-se uma mescla nefasta de desprezo pelo passado, pelas raízes que foram levando às condições em que ora estamos – Lucia Santaella

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IHU – Como superar o presentismo agudo do debate em torno da IA e pensá-la em sua complexidade e perspectiva futura?

Lucia Santaella – Não me canso de dizer que o presentismo é a praga cultural do nosso tempo. Junto com a arrogância de pessoas que se põem a falar e divulgar pseudossaberes, sobre aquilo que não conhecem como deveriam, forma-se uma mescla nefasta de desprezo pelo passado, pelas raízes que foram levando às condições em que ora estamos.

O passado vale pelas lições que nos dá. Ignorá-lo significa perder a capacidade de avaliar os potenciais e limites do presente. Não é casual a verdadeira mania que nos rodeia com as preocupações relativas ao futuro. Lançar-se com tanta pressa ao futuro pode levar, e leva, não só ao esquecimento do presente, mas à fuga dos desafios, dilemas e contradições que nos assombram. Mais confortável ficar sonhando com o futuro do que enfrentar as dificuldades que entravam o presente.

IHU – O que é possível vislumbrar sobre o humano e sobre o humanismo diante de um mundo marcado pela IA?

Lucia Santaella – Não renuncio à sugestão de que estamos atravessando um salto antropológico de profundas dimensões. A IA é o ponto em que hoje estamos, mas o humano é um ser em evolução. Basta não apenas olhar, mas se interessar pelo passado, nem precisa ir muito longe na arqueologia, pois a história da cultura nos permite dar conta dessa evidência.

Desde que a IA se instalou nas práticas e vida humanas, sem exagero, passamos a existir no vórtice de um furação. Não tenho vocação catastrofista nem profética. A única certeza que temos em relação ao futuro é que ele será diferente do que pensamos que ele será. Costumo acreditar na força maior da espécie humana que é a capacidade adaptativa. Com a IA, essa capacidade está sendo colocada à prova.

A tecnologia nunca foi algo externo ao humano, mas um complemento inseparável de nossa sobrevivência – Lucia Santaella

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IHU – Qual o papel da educação, dos educadores e da formação humanista no mundo atual?

Lucia Santaella – Os educadores sempre foram a alma das sociedades, e assim deveriam ser considerados. A cultura de um povo é medida pelo valor que é dado ao educador. A formação de gerações que brotam depende da transmissão segura e serena de pessoas vocacionadas para as tarefas educativas. Digo vocacionado porque são muitos fatores humanos envolvidos, como empatia, acolhimento, compreensão, amor pelo seu fazer, envolvimento, entrega psíquica e apego aos valores humanos que não podem ser levados de roldão.

Mas atravessamos tempos difíceis. O hiato geracional estreita-se e, ao mesmo tempo, alarga-se cada vez mais. Explico-me. Nós humanos nos tornamos hiper-híbridos e as crianças – difícil de explicar, mas é um fato – parecem já nascer adaptadas. A velocidade, a destreza e a flexibilidade motora com que se manipula o celular hoje funciona como um marcador etário. Fala-se de dependência, o que é um equívoco e revela uma incompreensão com o que está acontecendo e que costumo chamar de simbiose do humano e tecnologia. Não se trata aí de mera metáfora emprestada da biologia. Mais do que isso, estamos emaranhados nas tecnologias.

De resto, a tecnologia nunca foi algo externo ao humano, mas um complemento inseparável de nossa sobrevivência. A partir da revolução industrial, seguida da eletroeletrônica, o processo atingiu o pico que ora vivemos com a revolução digital que conduziu à IA. E não deve parar por aí, pois a quântica já está batendo às portas.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Por que a universidade do futuro exige mais teoria, não menos - 09/04/2026 - Opinião - Folha

Por que a universidade do futuro exige mais teoria, não menos - 09/04/2026 - Opinião - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Como ensinar a dúvida metódica de Descartes ou o estado de natureza em Hobbes sem uma aula expositiva tradicional? Essa foi a pergunta —legítima— que recebi após defender, neste espaço, a necessidade de mudança na universidade. A resposta é menos paradoxal do que parece: se quisermos preservar a teoria, precisamos libertá-la da hegemonia da aula expositiva permanente.

Não está em jogo a função da universidade, nem o valor do professor, muito menos a centralidade da teoria. O que muda é a arquitetura da aprendizagem. A necessidade de transformação não anuncia o fim da universidade —ao contrário, revela sua histórica capacidade de adaptação em momentos de ruptura.


Alunos do curso de inteligência artificial da UFG (Universidade Federal de Goiás) durante aula - Saburá Filmes
No modelo tradicional, a aula expositiva é começo, meio e fim. No novo modelo, ela perde hegemonia, mas ganha nobreza. Deixa de ser o padrão massivo de transmissão e passa a ocupar o momento certo: o espaço de síntese, interpretação e densidade conceitual, quando o estudante já experimentou, debateu, testou hipóteses e errou. Inverte-se a lógica pedagógica: primeiro o problema, depois o conceito; primeiro a experiência, depois a teoria que a ilumina.

Essa inversão só se tornou viável em escala porque a inteligência artificial integrou-se à infraestrutura do conhecimento. É a IA que permite acompanhar percursos individuais, adaptar ritmos, registrar evidências de aprendizagem e oferecer feedback contínuo —algo impraticável no modelo industrial sem apoio algorítmico.

Imagine um estudante de medicina que, em uma simulação realista, precisa decidir qual paciente priorizar em uma emergência lotada. Ele vive o dilema antes de ouvir Kant. Quando chega à aula expositiva, não é mais um espectador passivo —está sedento por sentido. A teoria não disputa com o mundo; nasce dele.

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Cursos de inteligência artificial estão se tornando um dos mais concorridos do Brasil


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Aprender deixa de ser recepção e passa a ser um processo ativo e personalizado. Esse raciocínio não se limita às humanidades. Vale igualmente para as ciências exatas, da saúde e engenharias. A teoria ganha densidade quando se conecta à experiência —não quando apartada dela.

O modelo que emerge, com práticas, simulações, desafios públicos e bancas orais, exige mais julgamento, autonomia e responsabilidade, não menos. Treinamento repete; conhecimento interpreta. É exatamente nesse espaço que entram Descartes, Hobbes e Kant. Longe de desaparecer, a tradição ganha fôlego.

A inteligência artificial é o fator estruturante dessa transformação. Não substitui o professor; amplia seu alcance. Um "gêmeo pedagógico", treinado no currículo e nas rubricas do curso, pode organizar percursos, identificar lacunas e sugerir caminhos personalizados. Pela primeira vez, superamos o dilema histórico entre escala e qualidade. Mas a IA não tem consciência ética, não media conflitos, não exerce julgamento moral —e é justamente aí que o papel do professor se torna ainda mais central.

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Universidades federais sofrem com falta de dinheiro para obras e manutenção


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A universidade continua sendo o principal fator estruturante do desenvolvimento humano, social e econômico das nações. É nela que se formam profissionais, cientistas, lideranças e valores. O debate não é sobre sua relevância, mas sobre sua arquitetura.

A transformação não ocorre porque a universidade fracassou, mas porque o mundo acelerou —e porque a inteligência artificial alterou profundamente como aprendemos, ensinamos e avaliamos. Em todas as grandes fases da história, foi a universidade que liderou a formação de pessoas e ideias. Na era da IA, essa responsabilidade não diminui, aumenta.

O jovem formado hoje não rejeita a teoria. Rejeita a irrelevância. Não recusa Descartes, Kant ou Hobbes. Recusa aprendê-los como se o mundo ainda fosse analógico. A aula expositiva permanece. O que termina é a ilusão de que ela basta. Menos transmissão, mais formação. Menos rotina, mais propósito. Menos instrução, mais humanidade.
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Framework de uso ético da IA

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Nos círculos evangélicos, as reações à inteligência artificial (IA) variam desde resistência total até adoção entusiástica. Alguns a veem como uma ferramenta do inimigo; outros a consideram uma dádiva providencial para o nosso tempo: uma “ameaça idólatra”, uma “ferramenta divina” ou algo entre esses extremos. As ferramentas modernas de IA foram projetadas para serem intuitivas e de fácil adoção, mas o uso irrefletido, sem fundamentos éticos, pode gerar consequências imprevistas e prejudiciais. Por outro lado, o medo e a falta de compreensão podem impedir o engajamento, mesmo quando o uso ético orientado pela Bíblia possa oferecer benefícios tangíveis. Independentemente da postura inicial, a influência e o impacto da IA só tendem a crescer nas próximas décadas.
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April 9, 1:28 PM
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É importante aproximar os formuladores de políticas públicas de quem as executa, diz pesquisadora

É importante aproximar os formuladores de políticas públicas de quem as executa, diz pesquisadora | Inovação Educacional | Scoop.it

Lotta é uma das organizadoras do livro Na linha de frente: Avanços e contribuições dos estudos sobre burocracia do nível de rua no Brasil, lançado no final do ano passado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Ela divide o trabalho com Roberto Rocha Coelho Pires, pesquisador com doutorado em administração pública que atua no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com 15 capítulos, a obra traz textos assinados por 35 pesquisadores brasileiros.
Na entrevista a seguir, Lotta fala sobre o cenário brasileiro e como as pesquisas vêm contribuindo para melhorar esse contexto. Em fevereiro, ela foi uma das vencedoras da segunda edição do prêmio Mulheres e Ciência, concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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April 9, 1:27 PM
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Pesquisadores brasileiros desenvolvem aplicações para combater desinformação

Pesquisadores brasileiros desenvolvem aplicações para combater desinformação | Inovação Educacional | Scoop.it

Coube ao cientista da computação Mateus de Padua Vicente, estudante de doutorado da Unicamp, analisar o vídeo do ataque usando diferentes ferramentas. A conclusão foi que o material provavelmente era falso. Seu relatório identificou frames – momentos estáticos de vídeo – com alta probabilidade de serem artificiais. “Nosso modelo apontou, por exemplo, que a trilha de fumaça parecia suave demais, sem textura, e que os prédios ao fundo estavam borrados. Outro ponto: a iluminação na fumaça não parecia bater com o ponto focal da luz do sol. O momento da explosão indicou que ela não parecia real, pois ficou borrada justamente quando acontecia”, explica Vicente. Por ora, a ferramenta só permite a análise de imagens e, por isso, é preciso analisar quadro a quadro. Ele observa que esses casos concretos de checagem funcionam como um “laboratório vivo” para testar e melhorar as ferramentas. “Os casos reais expõem limitações que não aparecem em bases de dados disponíveis ou referenciais acadêmicos e são muito úteis para avaliar a capacidade das ferramentas de gerar dados precisos.”
O Recod.ai é um dos laboratórios de universidades brasileiras que têm produzido ferramentas para identificar conteúdos falsos e combater a desinformação em diferentes esferas, da política à saúde. De acordo com o cientista da computação Anderson Rocha, coordenador do Recod.ai e orientador de Vicente, nos primeiros meses deste ano já foram analisados cerca de 10 vídeos em parceria com a Witness. “Aparentemente, está havendo um aumento na disseminação desse tipo de conteúdo. No ano passado inteiro, recebemos 20 vídeos suspeitos de manipulação; alguns envolviam políticos ou autoridades em cargos importantes”, observa. Essa percepção coincide com uma tendência apontada em um relatório da agência Lupa, especializada em checagem de informações, divulgado em fevereiro, mostrando que conteúdos falsos gerados por inteligência artificial (IA) cresceram 308% entre 2024 e 2025 e passaram a representar 25% das verificações da empresa no país.
O grupo da Unicamp coordena um projeto temático apoiado pela FAPESP, o Horus, que busca criar técnicas de IA para detectar e analisar imagens sintéticas. Um dos modelos que integram o conjunto de ferramentas desenvolvidas pela equipe é o FakeScope, criado em parceria com pesquisadores chineses para identificar imagens geradas por IA e, ao mesmo tempo, explicar por que elas são falsas. Sua funcionalidade foi apresentada em um texto em preprint (sem revisão por pares) publicado em março de 2025 no repositório arXiv. “Diferentemente de métodos que apenas classificam imagens como reais ou falsas, o FakeScope foi treinado com grandes conjuntos de imagens geradas por IA e reais, além de anotações detalhadas sobre indícios visuais, como luz, textura e bordas”, explica Vicente.

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April 8, 5:11 PM
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'Deficiências invisíveis', como baixa visão ou audição, afetam aprendizagem de um a cada dez alunos, diz pesquisa

'Deficiências invisíveis', como baixa visão ou audição, afetam aprendizagem de um a cada dez alunos, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it
Instituto ligado à Universidade de Stanford aponta que problema é subdimensionado no país; Guilherme Lichand, um dos autores, defende que escolas promovam exames todos os anos
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April 8, 4:51 PM
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When justice fails: Why women can’t get protection from AI deepfake abuse

When justice fails: Why women can’t get protection from AI deepfake abuse | Inovação Educacional | Scoop.it
Deepfakes are images, audio or videos manipulated by artificial intelligence (AI) that make it appear someone said or did something they never did.

The technology itself isn’t new, but its weaponisation against women and girls is a newer phenomenon, and it’s accelerating fast.

deepfake pornography made up 98 per cent of all deepfake videos online, and 99 per cent depicted women, according to a 2023 report.
deepfake videos were an estimated 550 per cent more prevalent in 2023 than in 2019
the tools to create them are widely available, usually free, and require very little technical expertise
once posted, AI-generated content can be replicated endlessly, saved to private devices, and shared across platforms, making it nearly impossible to fully remove
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April 8, 9:43 AM
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Reencantar a escola para cuidar da saúde mental dos estudantes

Reencantar a escola para cuidar da saúde mental dos estudantes | Inovação Educacional | Scoop.it

Reencantar a escola é outra frente fundamental para enfrentar o problema, e a resolução CNE/CEB, de 2025, acertou ao tratar a educação integral como política estruturante do direito à educação, vinculando-a ao desenvolvimento dos estudantes em suas dimensões cognitivas, físicas, emocionais, sociais, éticas, culturais e ambientais, com articulação entre currículo, território, cultura, esporte e outras políticas públicas. É essa combinação que devolve força à aprendizagem, densidade à convivência e sentido ao cotidiano escolar.
Cultura e arte entram nesse desenho com força total. A 6ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, realizada em 2025 pelo Observatório Fundação Itaú com o Datafolha, mostrou que 84% dos indivíduos associam atividades culturais à redução do estresse e da ansiedade, 83% à diminuição da tristeza e 81% à redução da solidão. Cultura e arte ocupam lugar central nessa discussão e ajudam a recompor a vida comum, que é onde a saúde mental se sustenta.

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April 7, 5:33 PM
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Base Nacional Comum (BNC) de Formação Continuada na prática

Base Nacional Comum (BNC) de Formação Continuada na prática | Inovação Educacional | Scoop.it
O documento apresenta um conjunto de sugestões e recomendações para apoiar as redes estaduais e municipais do Brasil a adotar referenciais profissionais docentes para orientar suas iniciativas de formação continuada a partir da Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BNC-Formação Continuada ou BNC-FC).
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April 7, 5:31 PM
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Livro: Professores em foco

Livro: Professores em foco | Inovação Educacional | Scoop.it
O livro foi idealizado com o propósito de chamar a atenção para os desafios da carreira, lançar luz sobre o cenário atual da profissão, compartilhar depoimentos e experiências das diferentes personalidades que o compõe.
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April 7, 5:29 PM
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Gestores Educacionais para o Século XXI

Gestores Educacionais para o Século XXI | Inovação Educacional | Scoop.it
Para que as políticas públicas educacionais, em especial as políticas docentes, sejam implementadas com sucesso, é preciso superar inúmeros desafios e alcançar resultados estratégicos. Isso exige lideranças comprometidas com a melhoria do serviço público mas também com competências específicas para a educação.
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April 7, 5:26 PM
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Boas práticas de implementação de Formação Continuada

Boas práticas de implementação de Formação Continuada | Inovação Educacional | Scoop.it
Diante de um cenário de constante evolução como a escola, o professor - fator intraescolar que mais impacta a aprendizagem dos estudantes - precisa se atualizar continuamente e estar apto a acompanhar as novas tendências de sua profissão.


Para isso, este documento objetiva compartilhar boas práticas e facilitar a compreensão, organização e implementação de políticas públicas que visem uma formação continuada eficaz de professores, com critérios de qualidade, duração adequada, acompanhamento contínuo, conteúdos focados na prática pedagógica e que contribuam com caminhos que valorizem e profissionalizem o desenvolvimento de professores.
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April 7, 5:17 PM
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Guia de Apoio à Avaliação Prática - Enade das Licenciaturas

Guia de Apoio à Avaliação Prática - Enade das Licenciaturas | Inovação Educacional | Scoop.it
O Guia de Apoio à Avaliação da Prática – Enade das Licenciaturas foi elaborado com o objetivo de apoiar instituições de ensino superior, coordenadores de curso, professores orientadores, redes de ensino e supervisores de estágio na compreensão e implementação da Avaliação da Prática (AP) do Enade das Licenciaturas. 


De caráter diagnóstico e formativo, a Avaliação da Prática busca aferir as competências, habilidades e conhecimentos práticos desenvolvidos pelos licenciandos durante o estágio supervisionado obrigatório, especialmente no momento em que assumem a regência em sala de aula. 
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Today, 6:48 AM
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Como EUA usou tarifas contra regulação das big techs no mundo

Como EUA usou tarifas contra regulação das big techs no mundo | Inovação Educacional | Scoop.it
O governo atendeu ao pedido e até o final do ano passado incluiu exigências sobre serviços digitais em acordos ou compromissos bilaterais com ao menos dez países, conforme levantamento realizado pela Agência Pública como parte da Investigação A mão Invisível das Big Techs, uma coalizão de 17 veículos em 13 países coliderada com o Centro Latinoamericano de Periodismo de Investigación (CLIP) que investigou como o lobby dessas empresas atua em diferentes países.


Muitos destes acordos foram firmados em resposta às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, que acabaram servindo como um instrumento de pressão para evitar regulação de Big Techs nestes países. O mais recente foi com a Indonésia, em 20 de fevereiro.


“Os acordos abordam literalmente as principais demandas das empresas de tecnologia, sem discussões multilaterais ou regionais. Elas apresentaram suas prioridades e o governo [dos EUA] simplesmente as encampou. Isso nunca tinha acontecido antes”, diz Burcu Kilic, pesquisadora do Centro para Governança Internacional e Inovação (CIGI), um think tank com sede no Canadá.
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Today, 6:25 AM
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Bola pra frente! A mentalidade otimista treina o cérebro para ser feliz; comprova a ciência

Bola pra frente! A mentalidade otimista treina o cérebro para ser feliz; comprova a ciência | Inovação Educacional | Scoop.it

Nan Niland, de 72 anos, trabalhou como dentista por 40 anos. “Aquilo realmente definia quem eu era, provavelmente até demais”, afirma ela. Quando se aposentou, em 2020, adotou uma rotina de exercícios, leitura, costura e tempo em contato com a natureza. Mas, depois de um tempo, começou a sentir falta de mais estrutura e propósito.
Então leu sobre a organização Welcome Home em um boletim local de Newton. A instituição funciona como um tipo de “despensa” de itens domésticos, arrecadando e redistribuindo utensílios para famílias em necessidade. Hoje, Niland faz trabalho voluntário lá cerca de 15 horas por semana.
— Eu precisava sentir que estava fazendo algo além de agradar a mim mesma — afirma.
Muito já se escreveu sobre como hábitos físicos, como exercício, alimentação e sono, contribuem para uma vida longa e saudável. Entretanto, pesquisas sugerem que, com o envelhecimento, uma mentalidade positiva, incluindo otimismo e senso de propósito, também pode beneficiar a saúde e a longevidade.

Sentir que você importa faz diferença
Sentir que você é valorizado e tem algo a oferecer aos outros, frequentemente chamado de “importância” ou mattering, pode incentivar comportamentos positivos que influenciam a longevidade.

— Se você sente que importa, é mais provável que se mantenha socialmente conectado, cuide de si mesmo, esteja presente para os outros e continue investindo na vida — afirma Jennifer Wallace, autora do livro "Mattering".

Quando Linda Fried trabalhava como geriatra na escola de medicina Johns Hopkins Medicine no início de sua carreira, percebeu que muitos de seus pacientes “realmente se sentiam doentes”, mas a causa vinha de “não ter um motivo para levantar da cama pela manhã”.

Hoje professora de epidemiologia e medicina na Columbia University, ela passou a recomendar que seus pacientes fizessem trabalho voluntário em organizações com as quais se identificassem. Pouco depois, criou seu próprio programa de voluntariado para estudar os possíveis benefícios em idosos.


Especialistas afirmam que se sentir valorizado e perceber que você tem algo a oferecer aos outros pode incentivar as pessoas a adotarem comportamentos positivos de saúde que influenciam a longevidade — Foto: Tony Luong / The New York Times
Ela constatou que pessoas que se voluntariavam aumentavam seus níveis de atividade e se sentiam fisicamente mais fortes após alguns meses. Também apresentavam melhora modesta em testes cognitivos e pontuavam mais alto em questionários sobre legado e impacto na comunidade.

O voluntariado não é o único caminho para se sentir importante. Frequentar regularmente um café, um parque para cães ou outro espaço de convivência também pode ajudar a aumentar a sensação de conexão.

— Encontrar ambientes onde você sente que importa protege contra a solidão e a sensação de irrelevância que podem surgir na aposentadoria — ressalta Wallace.

O otimismo também é poderoso
Manter uma visão positiva da vida e do envelhecimento em particular também parece beneficiar as pessoas na maturidade. Um estudo de 2022 mostrou que mulheres com mais de 50 anos que apresentavam níveis mais altos de otimismo viveram, em média, 5% mais e tinham maior probabilidade de chegar aos 90 anos do que aquelas com níveis mais baixos.

Outro estudo, publicado recentemente, indicou que adultos com 50 anos ou mais que tinham uma atitude positiva em relação ao envelhecimento — dizendo sentir-se tão úteis ou felizes quanto quando eram mais jovens — tinham mais chances de manter ou até melhorar levemente suas capacidades físicas e cognitivas ao longo de 12 anos.

A professora da Yale University Becca Levy, explica que, assim como ocorre com o senso de importância, ter uma visão positiva em relação ao futuro parece influenciar a saúde ao moldar comportamentos. O estudo recente liderado pela pesquisadora mostrou que quando alguém tem algo pelo que ansiar, tende a seguir orientações médicas, praticar mais atividade física e manter conexões sociais.

Pesquisas de Levy também mostram que uma visão positiva do envelhecimento pode proteger contra o estresse, resultando em níveis mais baixos de cortisol e de marcadores de inflamação.

Claro, envelhecer não é fácil. Perder alguém querido, lidar com doenças ou assumir o papel de cuidador pode afetar profundamente a identidade e a perspectiva de uma pessoa. A autora do livro "O Poder do Otimismo Real", em tradução livre (sem edição no Brasil), Deepika Chopra, explica que permanecer otimista nessas situações não significa negar as dificuldades.

— Está muito mais relacionado à resiliência do que à positividade — diz. — Pessoas otimistas veem esses contratempos como temporários e acreditam que têm capacidade de superá-los.

Para cultivar o otimismo, ela recomenda ser intencional ao esperar algo positivo todos os dias. Pode ser uma caminhada ao ar livre, uma conversa com um amigo ou até o que você vai comer no jantar.

— Quando as pessoas passam a imaginar o futuro como limitado ou em declínio, o que costuma a acontecer com muitos ao envelhecer, o cérebro começa a reforçar essas expectativas. Mas, se direcionarmos conscientemente a atenção para algo, mesmo que pequeno, um momento positivo futuro todos os dias, treinamos o cérebro a antecipar que coisas boas ainda estão por vir — conclui.

O avô de Chopra, Madan Syal, representa bem essa atitude. Ele diz se sentir positivo em relação ao envelhecimento e gosta de jogar cartas com a esposa todos os dias. Mas o que ele realmente aguarda com entusiasmo é completar 100 anos em julho.

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April 9, 1:30 PM
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Vahan Agopyan fala sobre a evolução da engenharia civil : Revista Pesquisa Fapesp

Vahan Agopyan fala sobre a evolução da engenharia civil : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Agopyan não limitou sua vida profissional aos campi de instituições de ensino e pesquisa e aos gabinetes – trabalhou também como engenheiro em canteiro de obras de empresas privadas. Nos anos 1990, liderou na Escola Politécnica um projeto para substituir placas de amianto, um produto cancerígeno, pelas de fibras de celulose com polímeros, fabricadas no Brasil. Patenteado pela USP, o trabalho contribuiu para eliminar a dependência das fibras poliméricas de patente internacional.

No período como reitor enfrentou a pandemia de Covid-19 com o desafio de manter a universidade funcionando e instou as unidades da USP a dar respostas rápidas que ajudassem no combate à doença. Agora, como secretário, busca soluções para melhorar o sistema de inovação do estado por meio de iniciativas conjuntas com outras secretarias.
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April 9, 1:27 PM
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Estudo projeta aumento de mortes e de perda de produtividade por câncer de intestino : Revista Pesquisa Fapesp

Estudo projeta aumento de mortes e de perda de produtividade por câncer de intestino : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
os próximos cinco anos, cerca de 162 mil pessoas com mais de 15 anos devem morrer no Brasil em consequência de tumores malignos do intestino grosso – especificamente, no cólon e no reto. No mesmo período, a enfermidade, o chamado câncer colorretal, o segundo tipo mais frequente no país, com exceção dos tumores de pele não melanoma, deve acarretar a perda de 3,27 milhões de anos potenciais de vida, o que representa um encurtamento médio de 20 anos no tempo de vida de cada pessoa com a doença, segundo estudo publicado em março na revista médica The Lancet Regional Health – Americas. Em termos econômicos, o prejuízo indireto, por perda de produtividade em consequência do óbito precoce, foi calculado em US$ 7,14 bilhões nos próximos cinco anos, sem considerar os gastos com diagnóstico, tratamento e acompanhamento.
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April 9, 11:33 AM
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Pesquisadores desconhecem que fenômeno gerou o neutrino mais energético detectado na Terra

Pesquisadores desconhecem que fenômeno gerou o neutrino mais energético detectado na Terra | Inovação Educacional | Scoop.it
Não há consenso de que a superpartícula teria sido produzida por um buraco negro surgido no início do Universo
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April 8, 4:52 PM
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Artists face steep income decline due to AI, UNESCO finds

Artists face steep income decline due to AI, UNESCO finds | Inovação Educacional | Scoop.it
The latest edition of Re|Shaping Policies for Creativity, UNESCO’s flagship monitoring report covering more than 120 countries, warns that generative AI is projected to drive significant income losses for artists by 2028. ‑generated content in global markets. The report stresses that these disruptions are occurring at a pace that outstrips current policy responses, exacerbating inequalities and threatening the livelihoods of millions of cultural workers.
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April 8, 11:13 AM
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Preppers: por dentro do mundo das pessoas que se preparam para o colapso da civilização

Preppers: por dentro do mundo das pessoas que se preparam para o colapso da civilização | Inovação Educacional | Scoop.it
De enchentes e incêndios a ataques cibernéticos à segurança nacional, como se preparar para o pior?
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April 8, 6:41 AM
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Você é um fundamentalista (idiota)

Você é um fundamentalista (idiota) | Inovação Educacional | Scoop.it
Na Páscoa, os pensamentos de uma cristã se voltam para aquilo em que ela acredita de maneira mais fundamental. "Creio em um só Deus" é o início do Credo cristão ortodoxo, que em latim significa "creio". Foi escrito em 325 d.C. como Credo Niceno.

Judeus, cristãos, muçulmanos e os primeiros monoteístas, os zoroastrianos persas, todos têm "escrituras", livros sagrados que contam o que está acontecendo no universo de Deus. Você deve, de alguma forma, acreditar nelas –literalmente, como fazem os "fundamentalistas", tais como os cristãos do Museu da Criação em Petersburg, no estado norte-americano do Kentucky; ou metaforicamente, como fazem os sofisticados teólogos cristãos, desde Orígenes de Alexandria (c. 184–c. 253) até os dias atuais.

Os politeístas, por outro lado, concentram-se na prática, não no credo. Até o judaísmo tende a seguir esse caminho.

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Turistas, fiéis e moradores participam da procissão do Fogaréu de Ouro Preto, em Minas


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"Ortodoxia" vem do grego e significa "crença reta e correta". "Heresia" significa "escolha", a escolha maligna que algum tolo faz ao não acreditar na ortodoxia. No cristianismo e no islamismo, os argumentos giram principalmente em torno do que está na sua cabeça. Os argumentos tendem à violência, convocando o Estado para impor a ortodoxia.

Os europeus passaram de 1517 a 1648 matando-se uns aos outros em grande número por causa da doutrina, da ortodoxia, na sua cabeça, sobre se a hóstia na comunhão é o corpo de Cristo "em essência" ou apenas o simboliza.
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April 7, 5:32 PM
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O professor que queremos: fatores de qualidade na formação inicial docente

O professor que queremos: fatores de qualidade na formação inicial docente | Inovação Educacional | Scoop.it
Este relatório é resultado de discussões e estudos realizados pelo Grupo de Trabalho (GT), denominado “qualidade na formação inicial docente”, que foi idealizado pelo Instituto Península (IP), ABMES e ANEC e contou com apoio técnico do Movimento Profissão Docente (PD).
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April 7, 5:30 PM
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Inovação na formação inicial docente

Inovação na formação inicial docente | Inovação Educacional | Scoop.it
O documento, desenvolvido em parceria com a A ABMES, o Instituto Península e a ANEC, descreve e destaca seis experiências de Instituições de Ensino Superior que colocam em prática mudanças relacionadas aos Fatores de Qualidade e que podem contribuir para que mais organizações se inspirem e iniciem seu percurso de inovação na formação inicial.
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April 7, 5:28 PM
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Indicador de Valorização de Professores (IVP)

Indicador de Valorização de Professores (IVP) | Inovação Educacional | Scoop.it
A primeira edição do Indicador de Valorização de Professores (IVP), ferramenta inédita no Brasil lançada pelo Instituto Península e desenvolvido em parceria com a pesquisadora e cofundadora da Rede Conhecimento Social, Ana Lima, para medir como a sociedade e os próprios professores da Educação Básica valorizam a profissão, revela que apenas 26% dos brasileiros acreditam que os professores são bem valorizados no país, enquanto somente 20% dos docentes têm essa percepção. Os dados apontam ainda que um em cada três brasileiros (36%) percebe que a carreira docente é pouco valorizada – a mesma percepção de 18% dos professores.
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April 7, 5:25 PM
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Boas Práticas de Implementação do Estágio de Licenciaturas - 2a edição

Boas Práticas de Implementação do Estágio de Licenciaturas - 2a edição | Inovação Educacional | Scoop.it
A 2ª edição do material de Boas Práticas de Implementação do Estágio de Licenciaturas foi desenvolvido a partir da necessidade de se avançar nas políticas de formação inicial docente no Brasil, que precisam assumir o estágio supervisionado nas escolas de educação básica como momento privilegiado de aprendizagem da docência.
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April 7, 5:17 PM
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Inteligência Artificial na editoração científica em Ciência Aberta: riscos, integridade científica e governança editorial

Inteligência Artificial na editoração científica em Ciência Aberta: riscos, integridade científica e governança editorial | Inovação Educacional | Scoop.it
A expansão da Inteligência Artificial no campo da comunicação científica vem alterando rotinas, critérios e responsabilidades no trabalho editorial. Em diálogo com os princípios da Ciência Aberta, este livro examina como ferramentas automatizadas passam a interferir em etapas como submissão, avaliação por pares, edição de texto, curadoria de metadados, publicação e pós-publicação.
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