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January 25, 3:35 PM
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O que explica a rápida aproximação entre Trump e as gigantes da tecnologia?

O que explica a rápida aproximação entre Trump e as gigantes da tecnologia? | Inovação Educacional | Scoop.it
Afrouxamento de regulação, contratos públicos e incentivos estão entre os atrativos que rapidamente botaram de joelhos as principais empresas de tecnologia do planeta
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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December 13, 9:37 AM
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Cérebro multitarefa: sinal de produtividade ou sobrecarga?

Cérebro multitarefa: sinal de produtividade ou sobrecarga? | Inovação Educacional | Scoop.it

O mito do cérebro multitarefa
Neurocientificamente, a resposta é clara: não existe um “cérebro multitarefa” eficaz. O que chamamos de multitarefa é, na verdade, alternância rápida de atenção — um processo que os neurocientistas chamam de switching cognitivo. A cada troca de foco, gastamos tempo e energia mental para “reconfigurar” circuitos cerebrais e retomar o raciocínio interrompido.
Estudos de imagem cerebral, como ressonância magnética funcional, mostram que áreas envolvidas no controle executivo, especialmente o córtex pré-frontal, precisam se engajar toda vez que mudamos de tarefa. Isso gera um verdadeiro custo cognitivo. Um experimento clássico, realizado na Universidade de Stanford, mostrou que pessoas consideradas “multitarefas crônicas” tinham desempenho pior em testes de atenção e memória do que aquelas que se dedicavam a uma tarefa por vez.
O custo oculto de ser multitarefa: fadiga mental e estresse
O cérebro humano não funciona como um processador de computador com núcleos paralelos independentes. Ele precisa priorizar e filtrar informações. Quando forçamos múltiplas demandas simultâneas, elevamos os níveis de estresse e de cortisol, o hormônio do estresse, o que, a longo prazo, pode impactar a memória, o humor e até a saúde física.
Outro efeito comum é a fadiga mental. Ao realizar muitas atividades ao mesmo tempo, temos a ilusão de sermos produtivos, mas perdemos profundidade de raciocínio. No fim do dia, nos sentimos mentalmente exauridos, mesmo sem ter avançado tanto em tarefas complexas.

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December 13, 9:33 AM
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A inteligência artificial vai substituir o cérebro humano? Resposta é complexa, diz neurocientista

A inteligência artificial vai substituir o cérebro humano? Resposta é complexa, diz neurocientista | Inovação Educacional | Scoop.it

Se delegarmos demais às máquinas, podemos reduzir nossa capacidade de raciocínio profundo, atenção sustentada e julgamento crítico. Se usarmos a IA sem filtros, abrimos espaço para vieses, manipulação e desinformação automatizada. A tecnologia amplia o que somos: fortalece boas escolhas e acelera más decisões.
O ponto central é que a IA não possui o que chamamos, na neurociência, de processamento integrado de significado. Ela não sente empatia, não compreende sofrimento humano, não pondera dilemas morais. Ela pode recomendar um tratamento; quem deve explicar, acolher, contextualizar e assumir a responsabilidade é o profissional.
Na prática, o risco não é a IA superar o cérebro — é o ser humano abrir mão de pensar por conta própria.
Para o futuro, a pergunta realmente relevante não é “a IA vai nos substituir?”, mas “para que vamos usar a IA?”. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, e como toda ferramenta, depende da intenção de quem a utiliza. Em vez de imaginar um conflito entre humanos e máquinas, é mais produtivo construir um modelo de cooperação, com regulação ética, transparência e educação para formar cidadãos críticos.
O cérebro humano continuará sendo insubstituível porque nenhuma máquina possui consciência, história, afetos ou propósito. Mas nós, humanos, podemos — e devemos — usar a IA para ampliar nossas capacidades, resolver problemas complexos e construir uma sociedade mais eficiente e mais justa.
A inteligência artificial não é o fim da inteligência humana. É um convite para repensarmos como queremos viver, trabalhar, aprender e decidir. E, acima de tudo, é um lembrete de que a tecnologia só faz sentido quando está a serviço da humanidade — e não o contrário.

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December 13, 8:09 AM
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Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração –

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração – | Inovação Educacional | Scoop.it
Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e ex-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.

A comissão deverá ser assessorada por duas câmaras, uma consultiva, relativa às normas, diretrizes e orientações pedagógicas, e uma relativa ao orçamento. “Basicamente, esta é a situação nova: os Estados serão obrigados a se sentar com o Ministério da Educação para tomar algumas decisões”, resume o professor.

Além disso, a Lei Complementar 220 cria a Comissão Intergestores Bipartites da Educação (Cibe), que atuará na esfera estadual reunindo representantes do Estado e de seus municípios. “No âmbito de cada Estado, o secretário de Educação se reunirá com representantes dos municípios para tomar algumas decisões, como a adoção de planos, divisão do dinheiro e cumprimento de diretrizes”, explica Lima.
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December 13, 8:05 AM
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Oligopólios Globais: Quando Economia e Geopolítica se Fundem

Oligopólios Globais: Quando Economia e Geopolítica se Fundem | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma única empresa holandesa, a ASML, fabrica as máquinas de litografia Extreme Ultraviolet (EUV) que toda a indústria de semicondutores usa. Sem ela, não existem chips avançados — e, portanto, não existem smartphones, inteligência artificial ou sistemas de defesa modernos. Apenas três alianças de transporte marítimo controlam mais de 80% da capacidade global de contêineres, determinando quanto você paga por qualquer produto importado (CONTAINER NEWS, 2025). E um punhado de plataformas digitais decide quem vê o quê na internet, influenciando desde eleições até movimentos sociais.
Estes não são casos isolados de “sorte empresarial”. São exemplos de oligopólios globais — mercados onde pouquíssimos players concentram poder econômico descomunal. E o que antes era apenas uma questão de eficiência econômica transformou-se em algo muito mais perigoso: uma arma geopolítica.
Neste artigo, você vai entender como economias de escala e barreiras de entrada criam gigantes corporativos, por que é praticamente impossível competir com eles, e como governos ao redor do mundo descobriram que controlar essas empresas significa controlar o futuro. Prepare-se para enxergar a economia global de uma forma completamente diferente.

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December 13, 8:04 AM
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Inep testará IA na formulação do Enem: ‘Menos humanos envolvidos'

Para evitar que o problema ocorra novamente, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manoel Palacios, afirmou com exclusividade ao g1, nesta segunda-feira (8), que testará ferramentas de inteligência artificial para diminuir o número de humanos envolvidos na formulação da prova.
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December 13, 7:58 AM
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Repetição de questão do Enem é grave, diz ex-chefe do Inep

Repetição de questão do Enem é grave, diz ex-chefe do Inep | Inovação Educacional | Scoop.it

O ex-presidente do Inep Luiz Cláudio Costa classificou como grave o novo episódio de semelhança entre questões do Enem 2025 e materiais do estudante de medicina Edcley Teixeira. O exame foi aplicado neste domingo (7) em três cidades do Pará.
Ex-reitor da UFV (Universidade Federal de Viçosa) e presidente do Inep, órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), entre 2012 e 2014, Costa afirmou que, caso tenha ocorrido algum acesso antecipado às perguntas, a isonomia do exame teria sido comprometida, já que isso daria vantagem indevida a quem teve contato prévio com o conteúdo.
Menos de um mês após o escândalo envolvendo a antecipação de perguntas do Enem, apostilas do estudante voltaram a apresentar ao menos cinco questões muito semelhantes às aplicadas no segundo dia de provas na Grande Belém. A situação se agravou porque, após o primeiro caso, o material circulou nas redes sociais, permitindo que candidatos no Pará tivessem acesso ao conteúdo antes da aplicação.

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December 13, 7:57 AM
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Impa lança olimpíada de matemática para professores dos anos iniciais

A partir de 2026, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) promoverá uma olimpíada inédita de matemática, voltada para a formação de professores da educação básica: a 1ª Olimpíada de Professores da Obmep Mirim.
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December 13, 7:55 AM
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Começa o 1º grande teste mundial de restrição a redes sociais para crianças e adolescentes; entenda

Começa o 1º grande teste mundial de restrição a redes sociais para crianças e adolescentes; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it
Plataformas como Facebook, Instagram e Tik Tok permitiram que adolescentes baixassem todas as suas fotos e mensagens, e avisaram que manteriam as contas suspensas até os 16 anos, com opção de exclusão. O Tik Tok, por exemplo, afirmou que avisará usuários quando atingirem a idade permitida para que voltem à plataforma.
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December 13, 7:48 AM
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Estados elevam número de disciplinas em que alunos podem ser reprovados sem perder o ano

Estados elevam número de disciplinas em que alunos podem ser reprovados sem perder o ano | Inovação Educacional | Scoop.it
Pelo menos seis estados brasileiros começarão o ano letivo de 2026 com ampliação ou adoção do programa de progressão parcial, estratégia pedagógica, conhecida no passado como "dependência", na qual os estudantes podem ser reprovados em algumas disciplinas e mesmo assim passar de ano. Nessa lista, estão Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Em alguns casos, o limite de matérias chega a seis, o que é criticado por especialistas da área de Educação.
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December 13, 7:47 AM
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Jovens negros chegam à universidade, mas não ao mercado de trabalho

Pesquisa Juventudes Negras e Empregabilidade mostra que, embora o acesso de jovens negros à educação tenha aumentado, esse aumento não tem se refletido, na mesma proporção, na inclusão profissional. A pesquisa, divulgada nesta semana na 4ª Conferência Empresarial ESG Racial, em São Paulo, foi elaborada pelo Pacto de Promoção da Equidade Racial em parceria com a Fundação Itaú.

O Índice ESG de Equidade Racial da Juventude Negra (IEERJN), utilizado no estudo, em 2023, era de aproximadamente -0,38 para Pós-Graduação e -0,29 para Ensino Superior. Quanto menor o índice, maior o descolamento entre educação e inclusão profissional. Já o Ensino Fundamental Completo registrava -0,01 (próximo à equidade) e o Fundamental Incompleto, cerca de +0,15.

“O Brasil está formando uma geração de jovens negros altamente qualificados, mas o mercado ainda não os absorve com equidade. Isso representa não apenas uma injustiça social, mas também uma perda econômica: estamos desperdiçando produtividade e inovação”, afirmou Gilberto Costa, diretor-executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial.

Segundo a pesquisa, a exclusão racial é mais acentuada nas profissões de maior remuneração, especialmente em engenharia, direito e tecnologia. Os dados mostram que jovens negros com ensino fundamental incompleto ou completo permanecem mais próximos da equidade racial ao longo dos anos, enquanto aqueles com maior escolaridade enfrentam barreiras maiores. O padrão detectado reforça a segregação ocupacional, que mantém pessoas negras predominantemente em cargos de baixa hierarquia e remuneração.

“O acesso à educação é fundamental para reduzir desigualdades. Porém, ainda que um profissional negro tenha a mesma formação de um profissional branco, esbarra em barreiras como o racismo no ambiente corporativo. A educação, sozinha, não é suficiente para promover equidade racial. É necessário enfrentar o racismo estrutural”, acrescentou Costa.
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December 13, 7:46 AM
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Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de ex-cotistas

A criação de grupos de trabalho para acompanhar os egressos da política de ação afirmativa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) é um passo fundamental para avaliar a medida, afirmou o sociólogo Luiz Augusto Campos. Um dos principais pesquisadores do campo, ele é um dos organizadores do livro Impacto das Cotas: Duas Décadas de Ação Afirmativa no Ensino Superior Brasileiro, que faz um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições.

"A Lei de Cotas não é uma política fim", disse Campos. "Ninguém sonha com uma utopia no mundo em que cada pessoa tenha a sua cota. Ela é uma política meio para diminuir desigualdades no mercado [de trabalho]", explicou o professor de sociologia e ciência política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp-Uerj).

Na avaliação dele, se as cotas não tiverem impactos fora da universidade, significa que, como política pública, fracassaram. "E a gente só sabe esses impactos fora da universidade a partir das trajetórias dos egressos", explicou. Ele classifica a ação da Uerj, de montar grupos com ex-egressos, a ponta mais importante na análise da política.
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December 13, 7:38 AM
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Lançado Compromisso Nacional pela Educação Infantil —

Lançado Compromisso Nacional pela Educação Infantil — | Inovação Educacional | Scoop.it
Seminário nacional, realizado nesta quarta (10), divulgou iniciativa de cooperação entre União, estados e municípios para fortalecer a gestão, a qualidade e a equidade da educação infantil em todo o país
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December 13, 9:39 AM
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[2510.22954] Mente Coletiva Artificial: A Homogeneidade Aberta dos Modelos de Linguagem (e Além)

[2510.22954] Mente Coletiva Artificial: A Homogeneidade Aberta dos Modelos de Linguagem (e Além) | Inovação Educacional | Scoop.it
Os modelos de linguagem (MLs) frequentemente têm dificuldade em gerar conteúdo criativo diversificado e semelhante ao humano, o que levanta preocupações sobre a homogeneização a longo prazo do pensamento humano por meio da exposição repetida a resultados semelhantes. No entanto, os métodos escaláveis ​​para avaliar a diversidade da saída dos MLs ainda são limitados, especialmente além de tarefas específicas, como geração de números aleatórios ou nomes, ou além da amostragem repetida de um único modelo. Apresentamos o Infinity-Chat, um conjunto de dados em larga escala com 26 mil consultas de usuários diversas, reais e abertas, que admitem uma ampla gama de respostas plausíveis, sem uma única verdade absoluta. Introduzimos a primeira taxonomia abrangente para caracterizar todo o espectro de perguntas abertas apresentadas aos MLs, compreendendo 6 categorias principais (por exemplo, brainstorming e ideação) que se subdividem em 17 subcategorias. Utilizando o Infinity-Chat, apresentamos um estudo em larga escala sobre o colapso de modos em Modelos de Aprendizagem (LMs), revelando um pronunciado efeito de Mente Coletiva Artificial na geração aberta de LMs, caracterizado por (1) repetição intra-modelo, onde um único modelo gera consistentemente respostas semelhantes, e ainda mais (2) homogeneidade inter-modelo, onde diferentes modelos produzem resultados surpreendentemente similares. O Infinity-Chat também inclui 31.250 anotações humanas, abrangendo classificações absolutas e preferências entre pares, com 25 anotações humanas independentes por exemplo. Isso permite o estudo de preferências humanas coletivas e individuais em resposta a perguntas abertas. Nossos resultados mostram que os LMs, os modelos de recompensa e os avaliadores de LMs são menos bem calibrados às classificações humanas em gerações de modelos que suscitam preferências idiossincráticas distintas dos anotadores, apesar de manterem uma qualidade geral comparável. De forma geral, o INFINITY-CHAT apresenta o primeiro recurso em larga escala para o estudo sistemático de consultas abertas do mundo real a modelos de linguagem, revelando informações crític
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December 13, 9:35 AM
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Descansar o cérebro é ato de inteligência biológica; saiba como restaurar a energia mental

Descansar o cérebro é ato de inteligência biológica; saiba como restaurar a energia mental | Inovação Educacional | Scoop.it
Quando o cérebro atinge o limite, o corpo pode até seguir em frente — mas a mente desliga. Entenda os sinais do esgotamento e como proteger esse órgão tão vulnerável
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December 13, 9:23 AM
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A adolescência vai até os 30 anos — e outras surpresas sobre o cérebro

A adolescência vai até os 30 anos — e outras surpresas sobre o cérebro | Inovação Educacional | Scoop.it
O cérebro humano tem quatro pontos de virada distintos em que sua estrutura muda, segundo um estudo publicado na revista Nature Communications, mostrando que o desenvolvimento cerebral não é tão linear quanto se imagina.


O cérebro se desenvolve continuamente ao longo da vida Foto: Dai/Adobe Stock
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“É fácil cair na crença de que existe um jeito ‘bom’ ou ‘ruim’ de um cérebro ser estruturado”, diz a autora principal do estudo, Alexa Mousley, da Universidade de Cambridge. “E esse não é realmente o caso. O que este estudo enfatiza é que se espera que o cérebro esteja fazendo coisas diferentes em idades diferentes.”

No novo estudo, Alexa e colegas analisaram cerca de 4 mil exames de pessoas saudáveis, de 0 a 90 anos, e observaram seu cérebro. Eles identificaram quatro grandes momentos em que o cérebro passa por mudanças desenvolvimentais — por volta dos 9, 32, 66 e 83 anos — dividindo a vida em cinco fases distintas.

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“É mais um ótimo exemplo de como o cérebro e suas interações globais mudam ao longo da vida”, afirma Seth Grant, neurocientista da Universidade de Edimburgo, que não participou da pesquisa. “A mensagem é: há uma mudança contínua do nascimento até a velhice. Não é como se você construísse um cérebro e ele permanecesse igual até simplesmente cair no declínio. Ele está sempre mudando.”

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Alexa e seus coautores identificaram cinco épocas nas quais o cérebro é conectado de maneiras diferentes.

1. Infância
Do nascimento até os 9 anos, o cérebro está em plena atividade. Há muita consolidação de conexões neurais, eliminação competitiva de sinapses e rápidas expansões de massa cinzenta e branca. Mas, curiosamente, o cérebro se torna menos eficiente nesse período — a informação leva mais tempo para ir de uma região a outra. Os pesquisadores ainda não entendem totalmente o motivo, mas têm algumas teorias.


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“Sabemos que, no início da vida, o cérebro cria mais conexões do que precisa e depois faz uma poda”, comenta Alexa. “Não está claro se é isso que está acontecendo aqui, mas é uma possibilidade.”

Independentemente da causa, essa queda de eficiência ocorre justamente quando a criança aprende muito — linguagem, habilidades motoras, fala — e há provavelmente uma razão para o cérebro estar estruturado assim nesse momento. “Pode ser que essa queda de eficiência esteja ligada a esse momento incrível de aprendizado”, especula Alexa.

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2. Adolescência
Os pesquisadores observaram um ponto de virada marcante ocorrendo, em média, por volta dos 9 anos — quando muitas crianças começam a entrar na puberdade. O cérebro muda de marcha e começa a se reorganizar para se tornar mais eficiente.

A fase da adolescência identificada pelos cientistas dura cerca de duas décadas, até o início dos 30 anos. É quando as pessoas ficam mais vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos mentais, mas também é um período crítico para o desenvolvimento cerebral.

“É muito importante pensar na adolescência como essa janela prolongada”, informa Katie Insel, psicóloga da Universidade Northwestern que estuda como o cérebro muda ao longo dessa fase. Ela afirmou que, embora nossa sociedade considere jovens de 18 ou 21 anos como adultos, esta pesquisa se soma a um conjunto crescente de estudos sugerindo que o cérebro não está totalmente desenvolvido ou estável até o fim dos 20 ou mesmo início dos 30.

“Algo que nos diferencia de outros animais é a lentidão com que nos desenvolvemos”, destaca Alexa. “Uma girafa consegue ficar de pé logo após nascer, mas bebês humanos levam muito tempo para aprender a andar, comer.”

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Segundo Alexa, esse desenvolvimento mais lento pode dar aos humanos a chance de criar conexões cerebrais mais complexas e estar relacionado às capacidades únicas da nossa espécie.

3. Vida adulta
A vida adulta é a fase mais longa — durando mais de três décadas, dos 32 aos 66 anos. “Parece ser um período de relativa estabilidade”, comenta Alexa. “É consistente por muito tempo.”

Isso não significa que o cérebro não mude, mas as mudanças são menos dramáticas que nas outras fases. É também um período estável em termos de inteligência, comportamento e personalidade.

“Se você pensa no que é um adulto em comparação a um adolescente, tende a supor que existe um certo nível de estabilidade no comportamento. Isso se alinha com esse período de três décadas de reorganização cerebral consistente que observamos”, pontua Alexa.

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4. Envelhecimento inicial
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Por volta dos 66 anos, em média, os pesquisadores viram outro ponto de virada. É quando o cérebro parece ficar mais vulnerável a doenças relacionadas à idade — mas nem tudo é negativo. “Há uma forma esperada, saudável e típica de o cérebro mudar”, observa Alexa.

Katie observou que, além das mudanças negativas associadas ao envelhecimento — como perda de memória — há aspectos positivos. Adultos mais velhos tendem a ser mais sábios e melhores na regulação emocional.

“Existem prós e contras em cada estágio de desenvolvimento”, diz Katie. “Acho que em cada fase da vida há compensações: alguns tipos de cognição e comportamento ganham destaque porque o cérebro está respondendo ao ambiente.”

5. Envelhecimento avançado
A partir dos 83 anos, os pesquisadores identificaram uma fase de “envelhecimento tardio”.

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“O que observamos nesse período é algo chamado ‘aumento de centralidade’”, explica Alexa. Determinadas regiões do cérebro se tornam mais importantes que outras. A conectividade diminui, mas há um padrão.

A metáfora usada por Alexa foi a das rotas de ônibus: se você tinha um ônibus direto para o trabalho, mas a linha foi desativada, precisaria fazer baldeação — e o terminal de conexão se tornaria muito mais importante. Ela sugeriu que o cérebro talvez esteja priorizando conexões essenciais quando outras se deterioram.

O que isso significa
A palavra “desenvolvimento” costuma ser associada à infância ou adolescência — mas a nova pesquisa mostra que o cérebro se desenvolve continuamente ao longo da vida.

“Muitas vezes atribuimos certas mudanças cerebrais a desfechos negativos na vida adulta ou na velhice”, comenta Katie. “Mas, na verdade, existem características cognitivas que podem ser muito úteis no envelhecimento.” Ao ampliar a perspectiva e analisar como o cérebro muda ao longo da vida inteira, Katie espera que possamos entender melhor o que esperar em diferentes idades — e por que podemos ser mais vulneráveis a certas condições na adolescência ou na velhice.

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Yaakov Stern, neurocientista da Universidade Columbia, afirma que um bom próximo passo seria tentar entender como essas medidas do cérebro se relacionam com processos cognitivos — essencialmente conectar os pontos entre este estudo e outros que examinam o funcionamento cerebral ao longo da vida.

Ele acrescenta que muitos fatores que afetam o desenvolvimento do cérebro estão sob nosso controle — como alimentação, exercícios e conexão social. “O cérebro muda com o envelhecimento. Sabemos disso”, diz Stern. “O que me interessa é que existem exposições que parecem estar associadas a um envelhecimento mais bem-sucedido.”
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Learn Your Way: Reimagining textbooks with generative AI

Learn Your Way: Reimagining textbooks with generative AI | Inovação Educacional | Scoop.it
Efficacy study An AI-powered learning tool is only valuable if it both effectively improves learning outcomes and students want to use it. Learn Your Way now serves as a research platform for us to conduct studies with partners around the world to explore how AI-powered transformations and...
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Após acordo, comissão da Câmara dos Deputados aprova Plano Nacional de Educação sem homeschooling

Após acordo, comissão da Câmara dos Deputados aprova Plano Nacional de Educação sem homeschooling | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo o relator, o texto votado nesta quarta-feira incorporou 48% das 4.450 emendas apresentadas ao texto original. Para conseguir consenso entre os membros da comissão, Rodrigues retirou expressões como "identidade de gênero" e
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Enem de Belém teve 4 questões de Exatas adiantadas por Edcley e colega

Enem de Belém teve 4 questões de Exatas adiantadas por Edcley e colega | Inovação Educacional | Scoop.it

Assim como em 16 de novembro, na aplicação principal do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, a edição específica para candidatos da Grande Belém, no último domingo (7), também trouxe questões basicamente iguais a itens que já haviam sido divulgados anteriormente em apostilas e grupos de Whatsapp.
Foram ao menos quatro perguntas de matemática e de ciências da natureza com números, problemas e alternativas idênticos aos de materiais antecipados:
- duas estavam em apostilas do estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE), que já era investigado pela Polícia Federal;
- uma adiantada por Eduardo Vasconcelos, monitor e parceiro de Edcley que deletou os próprios perfis nas redes sociais assim que o caso veio à tona (os dois já trocaram agradecimentos públicos pelo acesso a pré-testes do Enem);
- e uma última cuja autoria não foi confirmada, mas à qual o g1 teve acesso mais de uma semana antes do Enem de Belém, por meio de "mentorados" por Eduardo. Procurado pela reportagem, o monitor não havia se manifestado até a mais recente atualização deste texto.

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December 13, 7:57 AM
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Governo Lula recua e altera decreto da educação especial 

Governo Lula recua e altera decreto da educação especial  | Inovação Educacional | Scoop.it
Parlamentares e instituições, como as Apaes, pressionaram para manter a possibilidade da matrícula em turmas segregadas
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December 13, 7:56 AM
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Tarcísio faz projeto que altera regras para professores 

Tarcísio faz projeto que altera regras para professores  | Inovação Educacional | Scoop.it
Em nota, a secretaria reafirmou que o projeto torna "mais transparentes os processos de avaliação, evolução e remoção."

"A proposta também aprimora a evolução funcional ao estabelecer avaliação anual para docentes, diretores e supervisores e ao reafirmar as trilhas de carreira previstas em lei, após sete anos sem avanços nesse campo", diz.

Defendeu ainda que as mudanças fortalecem a gestão da rede de ensino e vão garantir maior organização e previsibilidade para escolas e profissionais.
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December 13, 7:52 AM
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UnB anuncia retorno ao Sisu a partir de 2026

UnB anuncia retorno ao Sisu a partir de 2026 | Inovação Educacional | Scoop.it
A Universidade de Brasília (UnB) anunciou, no dia 17 de novembro, que voltará a aceitar o ingresso de novos alunos através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, para o ano que vem. Ela também decidiu participar do programa Pé-de-Meia Licenciaturas, iniciativa do governo federal para apoiar financeiramente alunos na graduação para se tornarem professores. No entanto, a decisão será implementada de forma gradual e dependerá da adesão voluntária das unidades acadêmicas.

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A instituição não aderia ao sistema desde 2020 e os interessados deveriam se inscrever por meio de um edital próprio, utilizando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). À época, a UnB alegou que a evasão entre os estudantes que ingressam por meio do Sisu era maior, além do não preenchimento de todas as vagas do sistema, sendo necessárias várias chamadas. Além disso, também informaram incompatibilidade entre o calendário acadêmico e o que era estabelecido pelo Ministério da Educação.

Em nova decisão, motivada pelo programa Pé-de-Meia Licenciaturas e aprovada por unanimidade, a instituição estabelece a volta ao Sisu para “reduzir vagas ociosas” e “combater a evasão, por meio de incremento nas ações de permanência”.

A proposta foi embasada por um relatório técnico, que indicou que há cerca de 20% de vagas ociosas, considerando todos os cursos, e uma queda na taxa de matrícula desde 2019 — último ano em que o Sisu foi utilizado pela instituição para o ingresso de novos alunos.

A instituição afirma que a queda foi agravada pela pandemia de Covid-19, além dos níveis elevados de evasão, principalmente em licenciaturas. Agora, com a adesão ao programa de apoio financeiro aos estudantes da modalidade, Andréa Cabello, professora do Departamento de Economia da UnB, acredita que a adesão seja maior justamente nesses cursos.

A economista pondera que a volta não é negativa, mas que, assim como todas as políticas públicas, o monitoramento dos resultados deve ser contínuo. Além disso, considera válida a participação no programa do governo voltado à permanência estudantil, mas que também precisará ser acompanhada e avaliada para saber o custo-benefício para as instituições que participam.

— A decisão de participar do Programa Pé-de-Meia Licenciaturas e, consequentemente, do Sisu, é válida, pois a formação de professores no Brasil é um dos maiores desafios que temos do ponto de vista de educação básica. Entretanto, essa decisão deve vir acompanhada de monitoramento e avaliação para averiguar se o custo-benefício da decisão vale a pena para as instituições aderentes — afirma a professora.

O acompanhamento citado por Cabello será feito pelo Decanato de Ensino de Graduação (DEG), que apresentará relatórios regulares ao Cepe para avaliar a continuidade da modalidade tanto do Sisu quanto do programa do governo.

Taxas de evasão maiores no Sisu
De acordo com uma pesquisa feita por Andréa Cabello, metade dos ingressantes pelo Sisu evadem do ensino superior, enquanto a taxa dos alunos que entram por outros meios é de até 20 pontos percentuais menor. A maior recorrência acontece logo no primeiro período e ela atribui como causas a liberdade do aluno de trocar sua inscrição várias vezes durante o prazo para seleção e o abandono de quem escolheu um curso sem refletir o bastante.

Com a volta do Sisu para o ingresso na UnB, a economista acredita que o problema ainda irá se manter, mas que projetar o impacto agora seria difícil, visto a adesão também ao programa Pé-de-Meia Licenciaturas:

— É difícil prever porque agora temos duas políticas em execução de forma simultânea para alguns cursos: por um lado, a adesão ao Sisu, que se a tendência histórica se mantiver, é um fator que pode aumentar a probabilidade de evasão. Mas, por outro lado, temos o programa do governo Pé-de-Meia, cujo objetivo principal é aumentar a atração e reduzir a evasão em cursos de licenciatura. Tudo depende de como a interação na prática desses dois efeitos ocorrerá. Para alguns cursos e instituições, o primeiro dos efeitos pode ser maior; para outros cursos e instituições, o segundo pode superar.

Bacharelado em Inteligência Artificial
Outra novidade na UnB é a aprovação do curso de bacharelado em Inteligência Artificial (IA). A previsão de início é para o primeiro semestre de 2026. A graduação terá duração de quatro anos, com ênfases em: desenvolvimento de modelos para a indústria, governo e sociedade; engenharia de sistemas inteligentes, com foco em engenharia de software e sistemas embarcados; e robótica, visão computacional e hardware para IA.

Segundo a instituição, o objetivo é formar profissionais com base sólida em computação, matemática e estatística, para atuarem no mercado em expansão.

“A IA não é apenas tecnologia; envolve direcionamentos éticos, políticos e sociais, e espero que nosso curso consiga contemplar essas diretrizes”, ressaltou o professor Wander Cleber.
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December 13, 7:48 AM
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Governo anuncia edital para investir R$ 108 mi em cursinhos populares

O governo federal anunciou neste sábado (18) um novo edital da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que deverá ser lançado em dezembro, contemplando até 500 projetos, com investimento de R$ R$ 108 milhões. O anúncio foi feito em São Bernardo do Campo (SP), contando com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Instituída pelo Decreto 12.410/2025, a CPOP, de acordo com o governo, é um suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social, que buscam ingressar na educação superior por pelo Exame Nacional do Ensino Médio. 

No primeiro edital, o programa da CPOP selecionou 384 cursinhos populares que preparam estudantes para o vestibular. A medida abrangeu mais de 12,1 mil estudantes em todas as regiões do país, com investimento total de R$ 74 milhões. Cada cursinho contemplado recebeu até R$ 163,2 mil para pagamento de professores, coordenadores e equipe técnico-administrativa, além de auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos por unidade.
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December 13, 7:46 AM
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Ações afirmativas mudaram “cara da universidade no Brasil”, diz estudo

Esses avanços são esmiuçados no livro. Os pesquisadores mostram que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando seu acesso e redefinindo sua função social.

No prefácio da obra, Nilma Lino Gomes, professora e primeira mulher negra a comandar uma universidade brasileira, lembrou que a política confrontou o Congresso Nacional e setores conservadores da sociedade, até a aprovação da Lei 12.711, em 2012, com respaldo do Supremo Tribunal Federal.

A partir de então, observou Lino, “elas não apenas ampliaram o acesso à universidade, como provocaram mudanças nas práticas pedagógicas e curriculares, desestabilizando estruturas excludentes no sistema educacional", afirmou a educadora.
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December 13, 7:44 AM
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Medo e censura nas escolas adoecem professores, revela estudo nacional

Medo e censura nas escolas adoecem professores, revela estudo nacional | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudo em parceria com o MEC revela impactos emocionais, profissionais e institucionais, incluindo ansiedade, autocensura, retirada de conteúdos e abandono da carreira docente
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December 13, 7:37 AM
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IBM e Pearson colaboram para criar novas ferramentas de aprendizagem com inteligência artificial para organizações e indivíduos em todo o mundo.

IBM e Pearson colaboram para criar novas ferramentas de aprendizagem com inteligência artificial para organizações e indivíduos em todo o mundo. | Inovação Educacional | Scoop.it
A IBM (NYSE: IBM ) e a Pearson (FTSE: PSON.L ), empresa líder mundial em aprendizagem ao longo da vida, anunciaram hoje uma parceria global para desenvolver novos produtos de aprendizagem personalizados, impulsionados por inteligência artificial, para empresas, organizações públicas e instituições de ensino.

Uma pesquisa recente da Pearson revelou que transições de carreira ineficientes e inadequações de habilidades custarão à economia dos EUA US$ 1,1 trilhão em perda de rendimentos anualmente. Empregadores, educadores e alunos precisam de maneiras mais rápidas e relevantes de aprender novas habilidades, à medida que a IA remodela a forma como as pessoas trabalham e aprendem.

A IBM e a Pearson visam atender a essas necessidades com ferramentas de aprendizagem baseadas em IA, desenvolvidas com o watsonx Orchestrate e o watsonx Governance , que estarão disponíveis globalmente. A IBM também ajudará a Pearson a construir uma plataforma de aprendizagem personalizada baseada em IA — semelhante ao IBM Consulting Advantage — que combina a expertise humana com assistentes, agentes e recursos de IA. A plataforma impulsionará o crescimento com novos produtos e serviços, ao mesmo tempo que transformará as operações da Pearson para aprimorar fluxos de trabalho, produtividade e tomada de decisões orientada por dados.

Como principal parceira estratégica da IBM para o aprimoramento de habilidades de clientes e a transformação da força de trabalho, os clientes da IBM e seus 270.000 funcionários se beneficiarão das soluções de aprendizagem corporativa da Pearson. Entre elas, estão o Credly , para credenciamento digital; o Faethm, para planejamento estratégico da força de trabalho; e o Pearson Professional Assessments, que oferece exames de certificação profissional da IBM em todo o mundo.

Além disso, a IBM e a Pearson explorarão o desenvolvimento de ferramentas que ajudarão a verificar as capacidades dos agentes de IA, garantindo que as organizações possam implementá-los com confiança. Isso combina a experiência da IBM na criação de IA confiável e responsável com o profundo conhecimento da Pearson em aprendizagem, desenvolvimento de habilidades e certificações reconhecidas. 

“A tecnologia está evoluindo mais rápido do que as habilidades humanas conseguem acompanhar. Para reduzir essa lacuna, o aprendizado precisa ser integrado perfeitamente ao fluxo de trabalho. Quando as pessoas aprendem onde o trabalho acontece, isso tem um impacto imediato na produtividade e no desempenho”, disse Omar Abbosh, CEO da Pearson . “Juntamente com a IBM, estamos criando ferramentas de aprendizado confiáveis, baseadas em IA, que ajudarão pessoas e organizações a se adaptarem, aprenderem e prosperarem em um mundo de mudanças constantes.”

“Seja você um líder de empresa ou um recém-formado, todos precisam desenvolver novas habilidades para a era da IA”, disse Arvind Krishna, CEO da IBM . “A IBM e a Pearson estão levando a educação baseada em IA para mais organizações, ajudando as pessoas a aprenderem mais rápido. Juntos, estamos ajudando empresas e suas equipes a se adaptarem às mudanças e a terem sucesso, enquanto ajudamos a Pearson a transformar suas próprias operações internas.”

Essa parceria reforça a estratégia da Pearson de construir relacionamentos abrangentes com um grupo seleto de parceiros estratégicos para gerar melhores resultados para os clientes, impulsionar iniciativas conjuntas de entrada no mercado e viabilizar o crescimento compartilhado.
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