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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 10:02 AM
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Startups, investidas da Prosus, pedem medida preventiva contra a dona do WhatsApp
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Today, 9:43 AM
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A Yduqs acaba de fazer uma reorganização estrutural em suas marcas ligadas a cursinho preparatório e já fechou também a primeira aquisição na nova roupagem da vertical, dois movimentos que mostram a aposta do grupo educacional na categoria. A companhia está fundindo o grupo Q, que coordena a Qconcursos e a Folha Dirigida, com a Damásio, rede com atuação em cursos ligados a direito há cinco décadas. A reorganização das marcas que já compunham seu portfólio vai resultar na edtech Quest.Edu, focada em cursos preparatórios para concursos, vestibulares e pós-graduação com suporte de inteligência artificial e outras tecnologias educacionais. A Quest.Edu acertou a compra da ProEnem, ProMedicina e EuMilitar, plataformas digitais especializadas em preparação para vestibulares, medicina e concursos militares, respectivamente, que pertenciam ao grupo Sistema Prodígio de Ensino. A transação não incluiu a empresa, apenas essas três marcas. Caio Moretti, um dos pioneiros no uso de IA para educação no país, era o CEO do GrupoQ e passa a CEO da Quest.Edu. A companhia prepara uma maratona no início de novembro, hackathon focado em tecnologia, IA e educação. "Queremos não apenas criar uma empresa de sucesso, mas contribuir ativamente para o desenvolvimento do setor de tecnologia aplicada à educação no Brasil”, diz Moretti. O portfólio da Yduqs conta ainda com Estácio, Ibmec e as escolas de Medicina Idomed.
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Today, 9:39 AM
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Na corrida da educação executiva, uma nova escola de negócios quer disputar espaço com instituições como Saint Paul, Insper e Fundação Dom Cabral. Sugestivamente batizada de PIB SP, a proposta da instituição é formar sucessores de empresas familiares, executivos C-level e empreendedores.
A escola é uma sociedade entre dois empresários que já atuam em segmentos educacionais. Mohamad Abou Wadi é sócio de Chaim Zaher no Grupo Kefraya, de educação médica e odontológica, e também é fundador da PIB Education, aberta em 2023, em Itajaí, com cursos de graduação e MBA voltados à gestão e liderança. Já Theo Braga, filho de João Kepler, da Bossa Nova, é fundador da SME Educação, de educação corporativa. A PIB SP – The New College é o início do plano de expansão da marca para até 30 grandes cidades, em parcerias locais, como a firmada com Braga na unidade paulista. Próxima ao Shopping Vila Olímpia, a escola será aberta em 2026, com uma turma de 50 alunos e mensalidades em torno de R$ 10 mil. Na unidade catarinense, a PIB Education tem 200 alunos entre graduação e MBA executivo voltados para liderança e gestão empresarial.
Wadi e Braga, sócios na PIB SP: imersão internacional e contratação como prêmio — Foto: Divulgação O programa vai incluir aulas técnicas, imersões internacionais e mentorias corporativas, com interação e aulas magnas de executivos e donos de grandes empresas. A escola também criou o Prêmio Líderes do Tempo, cujo prêmio é um relógio da Rolex e um cargo de gestão em uma das empresas do grupo.
Ele atraiu o fundador do GuiaBolso e CFO da Arco em sua nova edtech O setor está movimentado. Recentemente, a Saint Paul também anunciou que estreará na graduação em 2026, o segundo investimento de sócios do BTG em faculdades. Em 2021, André Esteves e Roberto Sallouti cofundaram o Inteli, que conta com quatro cursos de graduação ligados à tecnologia, a partir de doações pessoais.
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Inovação Educacional
Today, 9:29 AM
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A violência é um fenômeno complexo e multifacetado, ainda mais numa sociedade tão desigual e marcada pelo patriarcalismo escravocrata como o Brasil. Não há uma bala de prata e várias políticas públicas devem ser acionadas para enfrentá-la. Mas, se tivesse um único pedido ao gênio da lâmpada, dando-me o poder de atacar a raiz mais profunda do problema, escolheria a maior proteção e a produção de melhores oportunidades às crianças e jovens do país. Seria sair de um presente cercado pela barbárie e a desesperança, indo para um lugar onde as sementes do futuro se tornariam a prioridade da agenda pública brasileira.
O público infantojuvenil brasileiro, especialmente nos lugares mais vulneráveis, conhece a violência desde cedo. Segundo pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Ipea, 13 crianças e jovens sofreram alguma forma de violência por hora em 2023, num avanço de 36,2% em relação ao ano anterior. Muitas famílias, infelizmente, ainda são um lugar que desde cedo produz agressões contra meninos e meninas, inclusive as de cunho sexual, verdadeira barbárie que marca a nossa sociedade.
A este tipo de universo familiar juntam-se também visões sociais que produzem estímulos violentos os mais variados, como a misoginia incorporada por muitos adolescentes brasileiros. Nos últimos meses, houve notícias de várias formas de ataque às mulheres cometidos por homens jovens, que foram socializados por uma cultura patriarcal violenta. Eles mataram filhas de um homem e jovens mães que têm meninos, mostrando a irracionalidade bruta dos seres misóginos. Não precisa ser um ato do crime organizado para entendermos a existência de uma antessala de valores trágicos que é uma das raízes de tanta violência cometida no país.
Esse caldo de cultura não será resolvido sem políticas públicas que priorizem o desenvolvimento integral de crianças e jovens. Tal processo começa na chamada primeira infância, período que se inicia desde a gestação da mãe e se prolonga até os seis anos de idade. É uma etapa da vida fundamental para o avanço neuronal e para a produção de valores profundos, bem como para dar os primeiros estímulos de conhecimento e sociabilidade. Tanta relevância exige uma forte política intersetorial, tendo no mínimo uma sólida parceria entre educação, saúde e assistência social.
A política da primeira infância alcança tanto a família como as crianças. No primeiro caso, gerando informações aos pais para que tenham melhores condições de cuidar dos filhos - como nas pautas da saúde e da higiene, ou dando apoio assistencial, por exemplo -, além de garantir os direitos humanos desde tenra idade, dado que a violência familiar é uma característica forte em nossa sociedade. Tais políticas podem ser um caminho educador para um padrão de família menos violento e mais propício para o desenvolvimento infantil. Afinal, não há como semear o melhor de meninos e meninas sem ajudar a constituir um entorno familiar e comunitário mais saudável e pacífico.
Múltiplas políticas devem ter uma atuação conjunta para atingir as crianças mais novas e desenvolver suas potencialidades. O acompanhamento da saúde, a garantia de condições básicas de habitabilidade (em termos de moradia, saneamento e segurança) e os primeiros estímulos educacionais são fundamentais para constituir indivíduos que terão mais capacidade de aprendizado, sociabilidade mais estável e saudável, desenvolvimento corporal e neurológico adequados, curiosidade e motivação pela busca do conhecimento.
E aqui volta o tema das raízes da violência: é atuando sobre os primeiros anos de vida que se pode propagar uma visão mais profunda de resolução pacífica dos conflitos, de aceitação da diversidade, de igualdade de gênero e racial, em suma, de respeito efetivo ao próximo. Claro que isso pode se chocar com um ambiente familiar contraditório com tais ideias, dado o legado histórico do patriarcalismo. Por isso que a política da primeira infância precisa cuidar das famílias e das crianças de forma interligada.
O problema é que historicamente tratamos muito mal as crianças e adolescentes. Isso pode ser constatado pelo atraso do processo educacional, que só começou a se tornar universal (isto é, chegar aos mais pobres) no final da década de 1990, ou pela ênfase na criminalização infantojuvenil que perpassa nossa cultura, em vez de criarmos as condições para uma sociedade melhor e menos violenta. Só muito recentemente a primeira infância virou uma pauta do país, ainda que sem a prioridade devida, pois tal investimento é o instrumento mais potente para mudarmos a vida das crianças e de toda a sociedade, inclusive com um forte impacto sobre a violência.
As conquistas recentes da política da primeira infância, vale ressaltar, se deveram a um conjunto pequeno de lideranças sociais e políticas que se mobilizaram muito nos últimos anos. Nesta construção bem-sucedida de agenda de políticas públicas, destaque especial precisa ser dado ao excelente e imprescindível trabalho da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que completa 60 anos e tem lutado pelo tema desde quando ele não era moda no debate público. Eis um exemplo de que instituições e organizações sociais perenes, baseadas em pesquisa e parceria com gestores públicos, são essenciais para o futuro do país.
Mas o ataque às raízes da violência vai além dos primeiros seis anos de vida. É a partir da adolescência até a juventude que se aprofunda a interligação desse público com a violência. São especialmente garotos pobres e negros, que vivem em comunidades vulneráveis, que constituem o “exército” mobilizado pelo crime organizado brasileiro. Jovens que perderam o interesse pela escola, ou tiveram de trabalhar, ou então não conseguiram avançar em sua trilha escolar. Trata-se, em geral, de uma situação de fracasso da atuação governamental e é, sim, possível reverter esse quadro com um novo modelo de políticas públicas, que possibilite projetos de vidas diferentes da criminalidade para essa faixa etária.
Com a adolescência, começa a haver um descompasso entre o que as políticas públicas oferecem e o que deseja a garotada. Esse fenômeno é muito claro na política educacional, em particular a partir dos anos finais do ensino fundamental. A desmotivação cresce, a autoestima desaba e os que vivem em territórios mais vulneráveis ficam sem sonhos que os permitam crescer individualmente e socialmente.
Duas soluções são centrais para a construção de um futuro melhor à juventude, reduzindo as chances de captura pelo crime organizado. A primeira diz respeito às políticas intersetoriais, enquanto a segunda se relaciona com a criação de habilidades e competências para o mundo do trabalho, numa perspectiva capaz de mostrar que há outras formas de autonomia e inserção na vida adulta.
A primeira forma de mudar esse cenário desesperançoso passa pela criação de um conjunto de políticas intersetoriais que abarquem os que têm entre 12 e 18 anos. O lugar mais propício para essa integração é a escola, especialmente se ela funcionar no tempo integral, possibilitando a articulação entre educação, esporte, cultura e saúde em torno de projetos de vida possíveis e desejáveis. Nesta idade, em vez de inflacionar os conteúdos disciplinares, como se faz no Brasil, a prioridade deveria estar na motivação e engajamento juvenis, ajudando-os a encontrar possíveis talentos e vocações.
Um segundo caminho complementar é o da ênfase, desde o final do ensino fundamental, em habilidades e competências sociais que vão além do saber enciclopédico das matérias e que se articulam, de alguma forma, com o mundo do trabalho. Aprender a trabalhar em grupo, entender a imensa diversidade de possibilidades profissionais, ganhar responsabilidades para cumprir tarefas, saber como usar a tecnologia para resolver problemas e criar coisas novas, entre outros aprendizados, são questões que dariam um novo sentido à formação dos jovens em situação de vulnerabilidade, tanto mais se isso for construído num ambiente gerador de confiança nas pessoas.
Algumas mudanças recentes apontam para esse caminho. O programa Pé-de-Meia, que apoia financeiramente os estudantes do ensino médio conforme um roteiro de tarefas acadêmicas, e a expansão do ensino profissional e tecnológico, com mais recursos e possibilidades variadas de expressão, podem ser antídotos que reduzem a atração do crime organizado. Mas é preciso muito mais, com uma estratégia mais ampla e sistêmica de atuação da primeira infância até a juventude, com muita intersetorialidade, articulação com a vida familiar do público infantojuvenil e diálogo com o mundo do trabalho.
Ainda precisaremos, e muito, de boa polícia, presídios, estratégias de inteligência contra o crime organizado e articulação federativa no campo da segurança pública. Contudo, ao cuidarmos de nossas crianças e jovens estaremos reduzindo vários estímulos à violência e ao crime. Os resultados podem demorar um pouco, só que serão mais certeiros que intervenções tópicas cujo impacto não altera a reprodução do fenômeno. Atacar a raiz do problema é ter um projeto de futuro para o Brasil, especialmente para os seus filhos e netos da desigualdade.
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Today, 9:20 AM
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O delineamento sinuoso por áreas de risco geológico, em pista simples e sem sinalizações na maioria da sua extensão, fez com que o trecho da BR-381 entre Governador Valadares (MG) e Belo Horizonte ficasse conhecido como “rodovia da morte”. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 3.960 acidentes, 420 deles fatais, entre 2018 e 2023. A recente concessão, assumida pela 4UM Investimentos após leilão em 2024, prevê melhorias, mas outra alternativa promete ajudar o escoamento desse corredor logístico fundamental para a produção siderúrgica e mineral: uma mini estrada de ferro ligando a região metropolitana da capital mineira à ferrovia que chega ao porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Sob investimento de R$ 1,5 bilhão, o projeto - batizado de Ramal Ferroviário Serra Azul - é encampado pela Cedro Participações e tem início das obras previsão para 2027, com conclusão estimada para 2030. A projeção é que 25 milhões de toneladas de minério sejam transportadas pelos seus trilhos anualmente, usando cinco trens compostos com até 132 vagões com capacidade de 130 toneladas por carro. Isso significa que cada trem pode retirar 570 caminhões carregados de ferro das estradas. A longo prazo, a Cedro estima que a ferrovia vai retirar 5 mil caminhões por dia da BR-381.
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Today, 9:10 AM
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A Gera Capital, que tem Jorge Paulo Lemann entre os sócios, vendeu sua participação na edtech Edify para a Arco Educação, apurou o Pipeline. A transação incluiu a integralidade da Edify, mas os sócios-fundadores Bernardo Paiva e Marina Dalbem seguem na operação. A incorporação marca a consolidação das duas maiores plataformas de conteúdo para educação bilíngue no país. A Arco já era a primeira no segmento, seguida da Edify. Fundada em 2017, a edtech já tem um base de mais de 600 escolas, com 150 mil alunos. Paiva e Dalbem comunicaram a venda do negócio às escolas ao longo da última semana e numa videoconferência com alguns dos clientes na noite desta quinta-feira. Na reunião, Paiva destacou que a Edify tem resultado financeiro positivo. “Nossa proposta sempre foi muito clara, de fazer dessa geração uma geração bilíngue, ancorada em três grandes pilares: desenvolvimento de conteúdo diferenciado no mercado, reconhecido internacionalmente; formação continuada dos nossos professores; e introdução da tecnologia, que passou a ser muito relevante no nosso produto”, destacou Dalbem na reunião, cujo áudio foi compartilhado com o Pipeline por um dos participantes. A plataforma utiliza gameficação na jornada de ensino. Procuradas, Arco e Edify responderam que aguardam a análise da transação pelo Cade para se manifestar sobre o assunto. O Pipeline não conseguiu contato com a Gera Capital até a publicação desta nota, que poderá ser atualizado para inclusão de posicionamento.
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Today, 7:30 AM
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Chamamento público divulgado nesta quinta (4) escolherá propostas que demonstraram relevância em ações e atividades voltadas à permanência e ao êxito dos estudantes do ensino médio noturno em 2025
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Today, 7:25 AM
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Um novo relatório afirma que mensagens "acessíveis, oportunas e específicas" para pais e alunos podem reduzir o número de faltas.
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December 3, 2:45 PM
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Imagine olhar para o céu noturno e notar novas constelações, apenas para descobrir que elas são formadas por data centers. Isso pode parecer ficção científica, mas o Google anunciou planos para tornar isso realidade já a partir de 2027. O custo de construção desses data centers na Terra já chega a dezenas de milhões a mais de dois bilhões de dólares cada.
Com um faturamento diário estimado entre US$ 960 milhões e US$ 973 milhões, o Google tem recursos suficientes para realizar esse projeto. Enquanto isso, outras gigantes da tecnologia estão prontas para seguir o exemplo, caso desejem. A Meta fatura cerca de US$ 450 milhões por dia, e a OpenAI gera aproximadamente US$ 33 milhões. Este ambicioso projeto seria apenas uma gota em um oceano.
Agora, imagine um mundo onde as grandes empresas de tecnologia remuneram trabalhadores do mundo todo com salários dignos e oferecem benefícios de saúde. Essa versão não parece tão improvável, mas infelizmente é. O governo dos EUA permite que as grandes empresas de tecnologia terceirizem os piores empregos para países do Sul Global, pagando salários irrisórios sem fiscalização ou consequências. Não há obrigação de oferecer assistência médica ou contratos formais. Nesse cenário, o lucro é rei, mesmo que isso comprometa a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
Embora alguns argumentem que empresas como a Meta estão criando empregos para aqueles que mais precisam, por que deveríamos aceitar condições de trabalho precárias nessa área quando as rejeitamos em outros lugares? Por que priorizar bilhões para a colonização espacial em vez de apoiar os trabalhadores que tornam esse sonho possível?
Durante uma pesquisa sobre o trabalho humano envolvido na construção de sistemas de IA, conheci Jane, um pseudônimo para proteger sua identidade e garantir sua segurança no trabalho. Ela é moderadora de conteúdo no Quênia. Trabalha em um galpão disfarçado de escritório, ganhando apenas US$ 14 por dia por longas horas dedicadas a visualizar e sinalizar conteúdo perturbador. Jane e outras pessoas como ela passam seus dias de trabalho assistindo, etiquetando e removendo vídeos e imagens que contêm violência física, agressão sexual, abuso infantil, crueldade contra animais e todas as piores coisas que existem no mundo, antes que cheguem aos nossos olhos e ouvidos.
Jane não recebe assistência médica, assistência psicológica, pagamento de horas extras ou um contrato de trabalho padrão. Ela não tem permissão para discutir seu salário ou trabalho com seus colegas. Se lhe pedirem para trabalhar além de suas oito horas semanais, ela pode optar por trabalhar sem receber horas extras ou perder o emprego. Acordos de confidencialidade impedem Jane e seus colegas de buscarem apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde mental. As consequências por violar o acordo de confidencialidade são severas e frequentemente resultam em retaliação.
Em contraste, um pacote típico de benefícios para funcionários da Meta nos EUA inclui assistência médica, folgas generosas, dias de férias, auxílio para bem-estar, apoio à saúde mental e até mesmo refeições gratuitas no local de trabalho.
A infraestrutura da internet não é construída apenas com aço, código e fibra óptica. Ela também depende muito do trabalho de pessoas como Jane, que realizam tanto para que o resto de nós possa navegar em nossos feeds sem pensar duas vezes. Elas merecem não apenas um salário e benefícios adequados, mas também nossa gratidão.
As empresas de tecnologia querem que acreditemos em um mundo regido por magia. Por enquanto, porém, dependemos muito de inúmeras pessoas anônimas que treinam sistemas, rotulam conteúdo e gerenciam dados. Se permitirmos que a exploração se torne a norma, a tecnologia da qual todos desfrutamos continuará a ser obtida à custa do sofrimento humano.
Os governos precisam agir imediatamente, e a sociedade precisa assumir sua parcela de responsabilidade. Os legisladores devem responsabilizar as grandes empresas de tecnologia, aplicando padrões trabalhistas justos em todo o mundo. Os consumidores devem exigir transparência das empresas de tecnologia e comprar de empresas éticas.
Se as grandes empresas de tecnologia têm orçamento para construir centros de dados a 640 quilômetros acima da superfície da Terra, certamente têm orçamento para remunerar adequadamente seus trabalhadores em terra. As grandes empresas de tecnologia não podem alegar estar construindo o futuro enquanto exploram aqueles que o mantêm funcionando. Antes de nos aventurarmos no espaço, devemos garantir que indivíduos em terra, como Jane, tenham condições de trabalho justas e adequadas.
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December 3, 2:43 PM
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A person with a burning need to know whether the video game Doom is compatible with the values taught in the Bible might once have had to spend days studying the two cultural artefacts and debating the question with their peers. Now, there’s an easier way: they can ask AI Jesus. The animated artificial intelligence (AI) chatbot, hosted on the game-streaming platform Twitch, will explain that the battle of good versus evil depicted in Doom is very much in keeping with the Bible, but the violence of the battle might be somewhat questionable.
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December 3, 2:41 PM
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The models that underpin artificial-intelligence systems such as ChatGPT can be subject to attacks that elicit harmful behaviour. Making them safe will not be easy.
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December 3, 2:39 PM
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Developers of griefbots say that they help people by allowing them to commune with recreations of the dead, but others say that the technology is fraught with danger.
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Today, 10:05 AM
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- Uma saída de US$ 200 milhões pode ser racional, mas não movimenta o ecossistema; - O WhatsApp não é um canal - é o novo sistema operacional dos negócios brasileiros; - IPOs são matemática. E eles começam com mais de US$ 300 milhões em receita; - O que construiu o último ciclo não vencerá este.
Vamos dissecar cada um.
O teto de M&A é real Vamos falar de saídas - entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões é onde a maior parte das fusões e aquisições estratégicas se encerra na América Latina. Isso parece uma vitória - até que você entenda como o venture capital realmente funciona.
A maioria das startups fracassa ou tem desempenho inferior, portanto, cada investimento deve ser subscrito com o potencial de retorno de todo o fundo. Espera-se que uma ou duas empresas de destaque gerem a maior parte dos retornos e cubram todo o resto. Se você estiver gerenciando um fundo de US$ 250 milhões, isso significa que precisa de pelo menos uma empresa para gerar um retorno de US$ 750 milhões a US$ 1 bilhão.
O venture capital precisa falar português OPINIÃO: Em terra de ‘zumbicórnios’, quem tem um chifre nem sempre é rei Uma saída de US$ 200 milhões não é suficiente. Especialmente se a empresa levantou mais de US$ 75 milhões em uma avaliação pós-money de US$ 1 bilhão - os retornos são absorvidos por pilhas de preferências, diluição da propriedade e cascatas de liquidação.
É por isso que os investidores apoiaram o Nubank logo no início. Não porque era seguro, mas porque poderia dar retorno ao fundo muitas vezes. Esse nível de potencial é a linha de base do empreendimento. Qualquer coisa abaixo disso simplesmente não funciona.
Olga Maslikhova lidera o “J Curve”, podcast sobre o mercado de startups na América Latina — Foto: Reprodução Mas aqui está a nuance: a venda por US$ 200 milhões pode ser um resultado racional - e até mesmo uma mudança de vida - para um fundador.
Em uma região marcada por pressões cambiais, instabilidade política e volatilidade macroeconômica, não é irracional reduzir o risco e fazer caixa. Muitos fundadores estão lidando com riscos sistêmicos reais - não apenas com a teoria da sala de reuniões. Mas, embora a decisão faça sentido em nível individual, ela limita o que podemos construir em nível regional.
Porque quando empresas promissoras são vendidas precocemente, o ecossistema não se compõe. Não há comparações públicas. Não há liquidez. Não há ações secundárias. Não há redes de ex-alunos. Não há LPs institucionais entrando.
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Today, 9:48 AM
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Vivemos o equivalente mental do fast food. O conteúdo ultraprocessado, feito para entreter e distrair, tomou o lugar da reflexão. A lógica é simples: quanto menos tempo você tem, mais o mercado oferece estímulos rápidos. E assim, enquanto uns pagam para meditar, silenciar ou fazer “detox digital”, outros sobrevivem à overdose de notificações, alternando entre o WhatsApp, o Pix e o prazo. As elites cognitivas não compram apenas conforto, compram tempo lúcido. Pagam para pensar com calma. Não precisar reagir o tempo todo é um novo tipo de luxo. É ter o privilégio de se aprofundar, enquanto o resto do mundo tenta respirar entre interrupções. É o retorno da concentração como símbolo de status. O que está em jogo não é apenas o que consumimos, mas como consumimos conhecimento. Há quem possa escolher o que lê, o que ignora e o que internaliza. E há quem viva à base de conteúdo ultraprocessado, produzido para manter o corpo online e a mente cansada. Se antes a desigualdade era sobre o que se tem, agora é sobre o que se consegue sustentar na cabeça. Quando tudo disputa nossa atenção, talvez o verdadeiro privilégio não seja ter acesso à informação, mas ter energia para digeri-la. Porque o luxo do futuro não será ter, será entender. Antropólogo, sócio-diretor na Consumoteca e autor de “Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros”. Este texto foi publicado originalmente no LinkedIn do autor e cedido por ele para reprodução
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Today, 9:42 AM
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A Saint Paul Escola de Negócios vai iniciar sua atuação no ensino superior com um curso de Administração. O programa, 100% presencial, terá início em fevereiro de 2026 e previsão de 150 alunos na primeira turma. Será o segundo investimento de sócios do BTG Pactual em faculdades. Em 2021, André Esteves e Roberto Sallouti cofundaram o Inteli, que conta com quatro cursos de graduação ligados a tecnologia, a partir de doações pessoais.
O investimento previsto é de R$ 40 milhões para a instalação da nova sede, no centro de São Paulo. O campus terá espaço para atividades acadêmicas, projetos de inovação e eventos, e receberá também professores internacionais. O currículo combina disciplinas de gestão, finanças e estratégia com módulos de comunicação, negociação e habilidades pessoais, além de 300 horas de formação prática em inteligência artificial. dador do GuiaBolso e CFO da Arco em sua nova edtech A graduação terá parcerias com escolas de negócios na Alemanha e nos Estados Unidos, com aulas e imersões no exterior. O processo seletivo será inspirado em universidades internacionais, com três fases: análise de histórico escolar e atividades extracurriculares, avaliação presencial com dinâmicas e resolução de casos, e entrevista individual. A instituição terá 10 bolsas integrais para os melhores classificados, além de bolsas parciais conforme mérito e critérios socioeconômicos.
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Today, 9:31 AM
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Em 1978, Charles Kindleberger publicou “Manias, Pânicos e Colapsos”, um clássico instantâneo na história dos ciclos de expansão e subsequentes colapsos de investimento. Esses ciclos podem ser divididos entre aqueles que acabam construindo algo útil (como um sistema ferroviário no Reino Unido, nos EUA e em outros lugares no século 19) e aqueles que não (como a mania das tulipas na Holanda do século 17 e os empréstimos subprime no início dos anos 2000).
Sob qualquer perspectiva, os EUA e o mundo estão passando por um intenso boom especulativo em Inteligência Artificial (IA). Mas será que todo o investimento direcionado para o setor resultará em algo útil? Para quem e com que propósito? E, em caso de consequências negativas, quais serão?
O trabalho de Kindleberger - e tudo o que aconteceu desde 1978 - sugere que três questões devem ser usadas para avaliar os períodos de expansão dos investimentos.
Primeiro, será que o boom envolve algo mais do que só uma valorização dos ativos (como aconteceu antes da crise financeira de 2008)? Nesse sentido, hoje há definitivamente uma grande onda de investimentos em instalações e equipamentos (como data centers) nos EUA e noutros lugares. Além disso, o investimento em infraestrutura de tecnologia da informação - matéria-prima importante para empresas e governos - poderia impulsionar a produtividade e ajudar a sustentar o crescimento. (Um resultado infeliz é o impacto ambiental potencialmente significativo, devido ao aumento da demanda por eletricidade e água).
Segundo, será que o principal financiador do boom de investimentos é a emissão de dívida (fator importante na crise de 2008)? Para a IA, a resposta é complexa. Embora as maiores empresas envolvidas tenham fluxo de caixa positivo para cobrir o que já foi gasto, grande parte do financiamento de fornecedores está sendo fornecido por algumas empresas de tecnologia (para permitir que outras empresas comprem chips, por exemplo). Os riscos de crédito envolvidos nessas relações são, no mínimo, incertos. Algumas das garantias envolvidas podem se tornar obsoletas antes que os empréstimos sejam quitados.
Fora isso, à medida que o investimento de capital aumenta, também aumenta a exposição dos mercados de crédito, do sistema bancário e até mesmo do governo (embora não se possa argumentar de forma convincente que as empresas de tecnologia sejam “grandes demais para falir” e, portanto, precisem de garantias de dívida). Em novembro, a Meta fechou o maior acordo de capital privado da história com a Blue Owl para financiar seu data center Hyperion, com US$ 27 bilhões via veículo de propósito específico fora do balanço.
Estima-se que entre US$ 3 trilhões e US$ 7 trilhões serão investidos em infraestrutura de IA em cinco anos. Para isso, empresas de tecnologia indicaram que irão acessar os mercados de dívida, com arranjos de financiamento inovadores e agressivos E isso é só uma gota no oceano: estima-se que entre US$ 3 trilhões-US$ 7 trilhões serão investidos em infraestrutura de IA em cinco anos. Empresas de tecnologia indicaram que irão acessar os mercados de dívida, inclusive com arranjos de financiamento inovadores e agressivos. A expectativa é de que o crédito privado proporcione cerca de US$ 800 bilhões nos próximos 2 a 3 anos, e que tenha liberado US$ 450 bilhões no início de 2025. Resta saber se e como essas apostas darão certo.
A terceira e talvez a mais importante: como essa tecnologia será usada? Conversas com altos executivos de grandes corporações em setores tradicionais - empresas consideradas como fornecedoras de soluções de IA de alta demanda - confirmam que, embora todos esperem obter economias e eficiências significativas com a IA, quase nenhum consegue apontar com segurança fontes adicionais de receita (como novas linhas de negócios).
Por exemplo, é provável que bancos possam obter ganhos de eficiência no processamento de documentos, detecção de fraudes, gestão de riscos, conformidade regulatória, investimento e negociação algorítmica e/ou marketing e conhecimento do cliente. As empresas industriais provavelmente notariam ganhos de eficiência reduzindo o número de funcionários administrativos, de gestão de estoque e recursos, marketing e engenharia de campo.
Se as pessoas que forem substituídas pela IA conseguirem em pouco tempo encontrar novos empregos produtivos e (idealmente) bem-pagos, estaremos no caminho certo para uma aceleração do crescimento da produtividade - com efeitos benéficos para o padrão de vida e as finanças públicas. Esse foi o efeito do boom ferroviário do século 19, pelo menos em países onde as instituições eram suficientemente inclusivas para permitir que pessoas comuns criassem empresas, adquirissem novas habilidades e participassem de sindicatos. Porém, diante de outras grandes ondas de automação, as economias que não conseguiram gerar depressa novos empregos suficientes tiveram sérios problemas no mercado de trabalho, e os efeitos sobre a produtividade em toda a economia também foram, por vezes, decepcionantes.
O boom da IA é semelhante. Sim, há excessos. Sim, erros serão cometidos por investidores e executivos. E sim, a maior parte dos ganhos (e também das perdas) com ações provavelmente ficará acumulada nas mãos de pessoas que já são ricas, porque a propriedade de ações é distribuída de modo desigual.
Apesar de tudo isso, nenhum país, empresa ou cidadão em lugar nenhum se beneficiará ficando de braços cruzados. Pode parecer mais seguro não fazer nada agora e esperar que versões melhores da tecnologia surjam, mas essa não é a maneira de desenvolver habilidades para o futuro e criar mais empregos de qualidade. Além disso, são os inventores e proprietários de novas tecnologias que influenciam os padrões - tanto as regras técnicas quanto os princípios éticos - e direcionam a agenda política relevante.
A elite política dos EUA adora inovação, tanto pela vantagem competitiva quanto como fonte de doações políticas. Temendo a China, o setor tecnológico americano está avançando a toda velocidade na expansão da IA com poucas restrições. Todos os demais, precisam pensar a sério em como jogar esse jogo.
Como sua comunidade pode adotar a IA de forma mais responsável, por exemplo, para melhorar a prestação de serviços públicos? Como o setor privado pode usar a IA para criar mais empregos de qualidade? Como garantir proteções de privacidade suficientes? Como proteger crianças e outros grupos vulneráveis contra danos graves?
O caminho da revolução da IA está sendo moldado agora. Dos canais e ferrovias à era da internet, uma lição dura, porém simples, se destaca: se você, sua empresa ou seu país ficarem de braços cruzados esperando a poeira baixar, talvez não consigam obter o que desejam e precisam da tecnologia.
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Inovação Educacional
Today, 9:23 AM
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Os projetos e investimentos em infraestrutura estão colocando em evidência o potencial logístico de Minas Gerais. Segundo avaliações de executivos do setor durante evento realizado em novembro em Belo Horizonte como parte da série de debates Logística no Brasil, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A. e Ministério dos Transportes. O Plano Nacional de Logística 2050, elaborado pelo governo federal, deve olhar para o Estado de Minas Gerais, importante corredor de insumos não apenas da Região Sudeste, mas do escoamento brasileiro, afirmaram. “Minas Gerais é um hub, pois 15% de toda a carga do país passa por aqui”, disse Adalcir Ribeiro, diretor-adjunto da Federação de Transportes e Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG). Minas Gerais faz divisa com seis Estados e com o Distrito Federal. Esse posicionamento coloca o Estado em um momento decisivo, “onde se isola ou se integra à logística nacional”, segundo o professor Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, observou que o Estado ficou relegado em investimentos de infraestrutura “nos últimos talvez 40 anos". “Nossa infraestrutura está em colapso. A alocação do investimento público deve ser feita pela análise de impacto benéfico para a sociedade, e onde ele vai ser mais benéfico para a sociedade, não por decisão política”, defendeu. O secretário de Estado de Infraestrutura mineiro, Pedro Bruno, por sua vez, afirmou que o Estado é "o epicentro do investimento em infraestrutura do Brasil nos próximos anos". Os próximos leilões estaduais preveem a concessão do lote noroeste de Minas (chamada de Nova Fronteira Agrícola) e o projeto da ponte Cássia-Delfinópolis, que deve resolver o isolamento de ambos os municípios e o deslocamento de insumos por meio de balsas. “A infraestrutura tem efeito multiplicador na economia", disse. Os 488 empreendimentos de infraestrutura nos planos do governo de Minas Gerais têm a capacidade de gerar R$ 500 bilhões, tanto a nível federal quanto estadual, segundo Gabriel Fajardo, diretor de Concessões do Estado. “[Desse montante], R$ 107 bilhões são estaduais e R$ 47 bilhões já estão contratados. É importante ter esse diagnóstico porque precisamos hierarquizar essas prioridades para estabelecer políticas públicas”, afirmou. “Minas Gerais deve ser o Estado logístico do Brasil e deve ter a primeira concessão de um corredor logístico setorial multimodal”, disse Rezende. Ele elencou, ainda, dois grandes gargalos não apenas em Minas, mas em todo o país: déficit de silos para armazenamento da produção, além da necessidade de se trabalhar na complementariedade logística dos modais, sem competi-los entre si. Ana Paula de Souza, coordenadora do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (SETCEMG), citou que a integração entre modais só será resolvida quando se entender que um é complementar ao outro. "Eles [os diferentes modais] não têm que ser concorrentes; um tem que integrar o outro para que a eficiência seja melhorada em todos os modais rodoviários", avaliou. “A discussão da logística no Sudeste é o futuro da competitividade nacional. O planejamento deve ser um plano de Estado, não um plano de governo, garantindo que ele seja perene, que perpasse os governos”, apontou Jorge Bastos, presidente da Infra S.A., empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes. “A região Sudeste é o pulmão do Brasil. É onde temos as melhores cadeias produtivas”, continuou, ressaltando que o leilão de concessão da rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, vai ocorrer em dezembro.
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Inovação Educacional
Today, 9:19 AM
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Já há data marcada para o primeiro leilão de concessões ferroviárias de 2026: em 26 de abril, o chamado Corredor Minas-Rio vai inaugurar a série de pregões da 1ª Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, cujo planejamento foi anunciado pelo Ministério dos Transportes no final de novembro. Partes do trecho, que liga Varginha (MG) a Angra dos Reis (RJ) e sob atual concessão da VLI, estão ociosos. O certame será feito por chamamento público, cujo edital será publicado em 26 de janeiro - dispensando, portanto, um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o processo. O Corredor Minas-Rio tem dois ramais estratégicos. O primeiro é a ligação de 130 km entre Varginha e Lavras (MG), com intuito de facilitar o escoamento do café da região sul de Minas e auxiliar no transporte urbano inter-regional. A outra linha, com 610 km, fica entre Arcos (MG), Barra Mansa e Angra dos Reis, essas últimas no Rio de Janeiro. A ideia é escoar a produção siderúrgica e de calcário por esse trecho, que ainda abriga potencial de se tornar um eixo ferroviário turístico.
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Inovação Educacional
Today, 7:30 AM
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Nesta quinta-feira, 4 de dezembro, é celebrado o Dia do Orientador Educacional, profissão que atua no aconselhamento dos estudantes, seja sobre seu futuro e metas ou sobre a organização cotidiana, e no apoio à gestão do ambiente escolar, mediando conflitos e promovendo o acolhimento dos alunos.
Predominantemente feminina, com 78% de mulheres entre os cerca de 81 mil profissionais, segundo o dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a profissão avança em meio à perspectiva de ampliação do ensino integral e promoção de métodos que valorizam a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes.
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Inovação Educacional
Today, 7:26 AM
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A Associação Brasileira de Startups (ABStartups) divulgou a oitava edição do Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups, um dos principais estudos nacionais sobre o mercado de inovação. A pesquisa foi realizada entre julho e setembro de 2025, com dados de 3.650 startups distribuídas por 424 cidades brasileiras.
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Inovação Educacional
December 3, 3:48 PM
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As novas gerações priorizam cada vez mais autonomia, remuneração e o propósito da vaga para definir seu futuro trabalho. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), que ouviu quase 2 mil jovens de 14 a 29 anos em todo o Brasil.
“A geração atual dá um valor maior para o protagonismo e para o propósito que eles têm em relação ao futuro e à carreira”, afirma Felipe Morgado, superintendente de educação profissional e superior do Senai. Salário, crescimento profissional e benefícios complementares são fatores determinantes na escolha de uma vaga pelos jovens. De acordo com a pesquisa, 41% vê o salário como fator primário na hora de pesquisar a vaga. Em segundo lugar, aparecem as possibilidades de crescimento (21%) e os benefícios complementares, com (20%). “Confirmamos que já vem sendo visto há alguns anos. A remuneração ainda é algo decisivo”, afirma Morgado.
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Inovação Educacional
December 3, 2:44 PM
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Machine-generated data sets have the potential to improve privacy and representation in artificial intelligence, if researchers can find the right balance between accuracy and fakery.
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Inovação Educacional
December 3, 2:42 PM
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Social robots that promise companionship and stimulation for older people and those with dementia are attracting investment, but some question their benefits.
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Inovação Educacional
December 3, 2:40 PM
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Lessons from developmental biology can be used to guide the behaviour of robot swarms.
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Inovação Educacional
December 3, 2:35 PM
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To find out, Nature spoke to six people at the forefront of AI development — people who are driving the technology’s development and adoption, and those who are preparing society to adapt to its rapid rise. In this video series, they describe their greatest ambitions for the technology, their expectations of where and how it will be adopted in the coming years, and their concerns for the future.
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