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July 9, 5:36 PM
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Meninas relatam o desafio de desbravar o ensino técnico em tecnologia

Meninas relatam o desafio de desbravar o ensino técnico em tecnologia | Inovação Educacional | Scoop.it
O Germinare TECH incentiva meninas na área da tecnologia e cria um ambiente de aprendizado e projeção de futuro na profissão
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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July 10, 5:58 PM
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Inteligência Artificial na Educação: CEE-MG participa de Conferência Internacional

Inteligência Artificial na Educação: CEE-MG participa de Conferência Internacional | Inovação Educacional | Scoop.it

O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG) está representado na 25ª Conferência Internacional de Inteligência Artificial na Educação (AIED 2024), realizada de 8 a 12 de julho de 2024, no Recife, Pernambuco. Organizado pela CESAR School, o evento tem como tema "IA na Educação para um Mundo em Transição" e reúne mais de 500 participantes para discutir a necessidade de abordagens inovadoras para maximizar os benefícios educacionais da IA de forma responsável, enfatizando a alfabetização em IA e estruturas éticas para guiar a integração da IA nos ambientes educacionais.

Realizada pela primeira vez na América Latina, este ano a conferência conta com significativa participação brasileira, com cerca da metade dos trabalhos submetidos por pesquisadores do país. Celebrando seu trigésimo aniversário, a AIED se destaca pelo corpo de cientistas que pesquisa e publica sobre o tema, atuando muito antes da popularização da IA Generativa, iniciada com o lançamento do ChatGPT em novembro de 2022.

Participação do CEE-MG

No evento, o Conselho Estadual de Educação está representado pelo Conselheiro Luciano Sathler, PhD em Administração pela FEA/USP, e referência em Educação a Distância no Brasil. No órgão, Luciano Sathler preside a Comissão  Temporária encarregada de elaborar normas para a oferta de Educação a Distância (EaD), a utilização de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a aplicação da Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica.

O presidente do CEE-MG, Felipe Michel Braga, ressaltou a importância estratégica da participação do Conselho nesse fórum científico e de debates, anunciando planos para organizar um seminário sobre o tema ainda este ano. “Nós pensamos em organizar um seminário sobre IA na Educação, em formato híbrido, que as pessoas possam participar online ou presencialmente, para o segundo semestre, focado em debater se há necessidade ou não de uma regulação específica na área de educação, na melhor forma de destravar e construir um futuro melhor a partir dessas tecnologias”, afirmou.

Avanços e Desafios da IA na Educação

A professora Blaženka Divjak, da Universidade de Zagreb, ressaltou a inevitabilidade da IA na educação e a importância de empoderar, e não substituir, os educadores. Ela destacou a necessidade de repensar os métodos de aprendizado e promover uma mudança cultural nas escolas, com base em uma reflexão profunda sobre o que é necessário aprender e como realmente se aprende. Segundo ela, a aprendizagem deveria ser o foco principal na educação há anos, demandando uma mudança significativa na cultura escolar. Nesse sentido, é fundamental definir quais atividades devem permanecer exclusivamente humanas para garantir que a IA beneficie os estudantes, empoderando os professores e promovendo uma cooperação crítica e criativa entre humanos e máquinas.

Outro destaque foi a apresentação dos pesquisadores do Advanced Innovation Center for Future Education, da Beijing Normal University, na China. Eles desenvolveram uma versão própria de assistente virtual com IA, utilizando modelos de LLM disponibilizados em código aberto, para auxiliar no acompanhamento e suporte a estudantes com dificuldades de foco, atenção e aprendizagem.

A organização da AIED celebrou a participação de muitos profissionais que não são cientistas da área, demonstrando o crescente interesse de empresas, governos, instituições educacionais e educadores nas aplicações da IA na educação. Os trabalhos científicos apresentados abordam o desenvolvimento e a aplicação de soluções de IA em diversos contextos globais. A lista completa dos trabalhos está disponível no site oficial da conferência: https://aied2024.cesar.school/program/accepted-papers.

O Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas disponibilizou integralmente 24 trabalhos apresentados por seus pesquisadores associados, acessíveis no link: https://mailchi.mp/nees.ufal.br/25-aied-2024.

Para informações adicionais sobre a AIED 2024, acesse: https://aied2024.cesar.school/home.

Entenda o que é LLM e Assistentes Virtuais

Um LLM é um tipo de IA generativa que foi alimentado com um conjunto enorme de textos da internet. Ao analisar esse conjunto de dados, um LLM como o ChatGPT ou o Gemini aprende a prever que palavras têm mais chance de ser colocadas em sequência para completar frases. Isso é capaz de garantir uma coerência linguística e uma estrutura gramatical perfeitas – mas não a qualidade ou veracidade do conteúdo gerado (definição dada pelo Glossário Anotado de Educação Midiática e Inteligência Artificial. São Paulo: Educamídia, 2024).

Assistentes virtuais são programas de computador que ajudam usuários a realizar tarefas ou serviços por meio de comandos de voz ou texto. Utilizam tecnologias como processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina para entender e responder a perguntas, realizar tarefas online, como agendar compromissos, enviar mensagens, ou fornecer informações em tempo real. Exemplos populares incluem Siri, Alexa e Google Assistant. Essa tecnologia torna a interação com dispositivos e serviços digitais mais intuitiva, facilitando o acesso a informações e a realização de atividades cotidianas (definição dada pelo Glossário Anotado de Educação Midiática e Inteligência Artificial. São Paulo: Educamídia, 2024).

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July 20, 4:51 PM
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'A Microsoft destruiu minha vida online depois que liguei para Gaza'

'A Microsoft destruiu minha vida online depois que liguei para Gaza' | Inovação Educacional | Scoop.it
Palestinos que usam o Skype para ligar para familiares e amigos em Gaza estão sendo bloqueados e proibidos de usar produtos da Microsoft.
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July 20, 11:42 AM
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Inteligência artificial: o 'alfabeto' das baleias cachalotes revelado por IA

Inteligência artificial: o 'alfabeto' das baleias cachalotes revelado por IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Comunicação entre cachalotes pode apresentar estruturas similares às da linguagem humana.
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July 20, 11:37 AM
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WhatsApp GB: a versão pirata do aplicativo que abre as portas do celular para hackers

WhatsApp GB: a versão pirata do aplicativo que abre as portas do celular para hackers | Inovação Educacional | Scoop.it
WhatsApp GB se populariza com oferta de funções exclusivas, mas pode deixar celular vulnerável a ataques virtuais.
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July 20, 11:35 AM
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Vício em comida existe mesmo ou é mito?

Vício em comida existe mesmo ou é mito? | Inovação Educacional | Scoop.it
Conceito de dependência aplicado à ingestão ainda apresenta muitas áreas obscuras que precisam ser investigadas.
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July 19, 6:04 PM
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Gestão do conhecimento simplificada

Gestão do conhecimento simplificada | Inovação Educacional | Scoop.it
Este livro foi criado para auxiliar profissionais a aprimorarem suas habilidades em gestão do conhecimento (GC) de diversas maneiras. Ele explora o conceito de GC, a implementação nas organizações, os fundamentos, os recursos necessários, as estratégias, os modelos e os planos de implementação, além de projetos-piloto, ferramentas, cultura organizacional e a Norma ISO 30.401. O livro também apresenta estudos de caso e tendências futuras. Ele adota um formato de perguntas e respostas, com linguagem prática e informal, para facilitar a compreensão. Destina-se a iniciantes e profissionais experientes, oferecendo novas perspectivas sobre GC.
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July 19, 5:39 PM
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Faculdade de tecnologia criada por sócios do BTG já tem startups e lançará pós em cibersegurança

Faculdade de tecnologia criada por sócios do BTG já tem startups e lançará pós em cibersegurança | Inovação Educacional | Scoop.it

Antes dos 10 anos de idade, o hoje universitário Antônio Moraes já vendia balas na escola. Na adolescência, aprendeu a programar e, por hobby, passou a personalizar blogs. Na pandemia, desenvolveu um aplicativo que o ajudou a perder 20 quilos em seis meses. Hoje, no terceiro ano de Ciência da Computação, o jovem de 24 anos transformou suas ideias em negócio e já tem o apoio da Microsoft para escalar a plataforma de venda de ingressos para eventos que criou com a ajuda dos ensinamentos aprendidos no Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), faculdade idealizada por André Esteves e Roberto Sallouti, sócios do banco BTG.
A startup Qual é Boa, com 3 mil usuários, é um dos primeiros “filhotes” do Inteli, iniciativa criada em 2019 pelos banqueiros para ajudar a diminuir a carência de profissionais de tecnologia no País. A primeira turma, de 2022, com 155 alunos, se forma no fim do próximo ano e, além de empreendedores como Moraes, levará jovens líderes às principais empresas do País. Cerca de 230 alunos já estão em estágios em companhias como Uber, Amazon, iFood e o próprio BTG.
A faculdade foi concebida a partir de uma doação de R$ 200 milhões da família Esteves, com a ambição de criar um time de ponta na intersecção entre tecnologia e negócios, uma espécie de “MIT brasileiro”.
“Nossa meta é sermos reconhecidos como uma das melhores faculdades de computação da América Latina”, diz o presidente do BTG, Roberto Sallouti. Mensalmente, Sallouti participa de apresentação do projeto para empresários, executivos e interessados em conhecer e “adotar” um aluno em sua jornada.
A ideia da faculdade veio da constatação de uma carência de profissionais qualificados em tecnologia no Brasil a partir das interações dos executivos do BTG com empresários. Dos 8 milhões de alunos matriculados no ensino superior, somente 1,8% estão cursando engenharia ou ciência da computação, entre os quais 53% abandonam a graduação no meio do caminho.
Os resultados que começam a ser colhidos vão, aos poucos, deixando claro o que isso significa. No currículo do Inteli, além dos 300 protótipos desenvolvidos pelos alunos com o mercado, já há ao menos três startups criadas e 15 artigos científicos registrados. Mais recentemente, saiu o registro da primeira patente: um projeto desenvolvido pelos alunos reduziu de seis para dois meses a implementação de um sistema de gestão (ERP) em médias e pequenas empresas.
Os projetos são o centro de tudo na metodologia de ensino. A cada dez semanas, os alunos estudam um caso em parceria com o mercado. Os do segundo ano de engenharia da computação desenvolveram para a Gerdau, por exemplo, um robô para avaliar estruturas em ambientes confinados. Para a Dell, uma equipe criou um game voltado ao treinamento do novo modelo de negócios.
“Nos projetos que havia feito era apenas eu fazendo tecnologia com outras pessoas. No Inteli, a cada dez semanas eu tenho oportunidade de trabalhar com um grupo diferente de pessoas e fazer um projeto do início ao fim. Sei como isso é importante no mercado”, afirma Moraes.
Como a seleção é feita
Para que seja possível fazer isso desde o primeiro ano, o processo de seleção tenta mapear quem já tenha uma “história” de vida para contar, o que inclui honras e méritos obtidos pelo caminho, além de uma abordagem para identificar conquistas de forma relativa, ou seja, não só onde se está isoladamente, mas quanto se caminhou para chegar até ali. A prova seletiva é 90% focada em habilidades relacionadas à área de exatas, com exceção de uma prova de redação.
A relação hoje é de 10 candidatos por vaga. E a régua alta na entrada já dá o tom do peso que haverá na saída. “No Inteli, não é que a gente dá aula de liderar. Eles estão muito acostumados a trabalhar em equipe, fazer pitch, apresentação e montar projetos. Acabam já saindo prontos para liderar, para entrar no mercado jogando, sem precisar de aquecimento”, afirma Maira Habimorad, presidente do Inteli.
O espírito de “entrar jogando” subverteu até a previsão curricular original. A ideia era que as lições de empreendedorismo se desenvolvessem a partir do quarto ano apenas, mas a criação das startups mostra que os alunos não quiseram esperar. Apesar da antecipação, o Inteli ainda prepara um reforço para adensar o lado empreendedor dos alunos, com uma fase de incubação para quem quiser começar o seu próprio negócio ali mesmo.
Já há conversas também com financiadores para participarem da evolução empreendedora dos alunos. Entre os fundos de venture capital (participação empresas) em negociação estão nomes como Y Combinator e ACE. Fora as perspectivas de interação com o BoostLab - o braço de apoio a startups do BTG - e, com grande chance, alguns pitacos de apoio dos próprios sócios do banco. “Eles adoram se envolver”, diz Maira. “Quiseram conhecer recentemente umas startups de lá do Inteli e adoraram o que viram.”
Pós-graduação a caminho
O projeto da faculdade começa a amadurecer por outras frentes, não só pelo resultado dos alunos. Com a recente criação do curso Adm Tech, que combina as duas frentes centrais do Inteli (negócios e tecnologia), as opções de graduação subiram para cinco no total: completam a lista Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia de Software e Sistema de Informação.
Até o primeiro trimestre de 2025 deve ser lançada a primeira pós-graduação, de cibersegurança, em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), dono do prédio que abriga o Inteli, na Cidade Universitária. O curso terá duração de 15 meses e não exigirá bagagem técnica prévia.
“Estava faltando um curso que falasse de cibersegurança com foco em negócios”, afirma a presidente do Inteli. “Profissionais de tecnologia nos dizem que a mesma dificuldade que se tinha para encontrar programadores há cinco anos é vista hoje para a cibersegurança.”
Segundo ela, o tema é recorrente nos cafés da manhã que Saloutti faz para líderes e o mercado conhecerem o Inteli. Nos encontros, é o próprio presidente do BTG que recebe os convidados logo cedo pela manhã e que conduz o tour pelo prédio após a apresentação. Na visita feita pela reportagem do Estadão/Broadcast, estavam presentes gestores e a presidente de uma grande empresa de saúde.
Ao final, os participantes são convidados a apoiar o projeto, principalmente por meio de doações para bolsas - o suporte individual ao aluno é de cerca de R$ 119 mil por ano, o que contempla desde a mensalidade até auxílios como transporte, aulas de inglês e computador. Entre os doadores há nomes que como o Instituto MRV, Gerdau e a Fundação Telles, além do próprio BTG. Mais da metade dos alunos são bolsistas, de 95 cidades do Brasil.

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July 19, 5:10 PM
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Startup dos EUA cria ‘direitos trabalhistas’ para IA depois de demitir 15% de pessoas

Startup dos EUA cria ‘direitos trabalhistas’ para IA depois de demitir 15% de pessoas | Inovação Educacional | Scoop.it

O uso de inteligência artificial (IA) no trabalho é uma notícia antiga. Dar aos “funcionários” de IA tratamento semelhante ao de seus colegas humanos é a próxima fronteira, de acordo com a empresa de software de recursos humanos Lattice, criada pelo irmão de Sam Altman (da OpenAI), Jack Altman.
O unicórnio tecnológico (avaliado em US$ 3 bilhões em 2022) anunciou que “fez história” esta semana ao fornecer aos chamados “trabalhadores digitais” registros de funcionários e integrá-los aos organogramas, permitindo que seus colegas de trabalho humanos vejam as funções da IA em seu local de trabalho. A mudança faz parte de um esforço maior da Lattice para integrar a IA ao local de trabalho de forma “responsável”, o que aparentemente significa tratar a tecnologia como um funcionário humano: treinando-a, integrando-a e até mesmo designando-lhe um gerente.
“Isso leva a ideia de um ‘funcionário de IA’ do conceito à realidade - e marca o início de uma nova jornada para a Lattice, para levar as organizações à frente na contratação responsável de trabalhadores digitais”, disse a CEO Sarah Franklin em um post na rede social LinkedIn.
A Lattice disparou para o sucesso graças ao trabalho remoto da era da pandemia e à mão de obra escassa que forçou as empresas a confrontar práticas de contratação e suporte aos funcionários que antes não eram convencionais. Mas o anúncio da empresa focada em pessoas atingiu em cheio seus seguidores do LinkedIn, que responderam ao anúncio de Franklin com choque e preocupação com o futuro da integração da IA no espaço de trabalho.
“Essa estratégia e essa mensagem erram muito o alvo, e digo isso como alguém que está construindo uma empresa de IA”, escreveu Sawyer Middeleer, chefe de equipe da plataforma de vendas de IA Aomni, em resposta à publicação de Franklin. “Tratar agentes de IA como funcionários desrespeita a humanidade de seus funcionários reais. Pior ainda, isso implica que você vê os seres humanos simplesmente como ‘recursos’ a serem otimizados e medidos em relação às máquinas.”
Já existe uma ansiedade crescente em relação ao papel da IA no local de trabalho, especialmente à medida que seu uso se prolifera em todos os setores. Um relatório do Goldman Sachs de março de 2023 concluiu que a IA poderia substituir ou degradar até 300 milhões de empregos nos EUA e na Europa, e o investidor de capital de risco Kai-Fu Lee previu que 50% dos trabalhadores humanos serão substituídos pela IA até 2027. As previsões afetaram os trabalhadores, com um terço dos funcionários dizendo que estão preocupados com a substituição de seus empregos pela tecnologia, conforme constatou o serviço de consultoria PWC em 2022.
A própria transição da Lattice para a IA pode não ter aliviado essas ansiedades. Seu anúncio sobre a contratação responsável de funcionários de IA foi feito há um ano, depois que a empresa demitiu 15% de sua equipe (mais de 100 funcionários), em janeiro de 2023, em meio à desaceleração das contratações e dos gastos. A empresa não respondeu ao pedido de comentário da Fortune.
A IA realmente nos substituirá?
A repercussão da tecnologia de IA no local de trabalho já está começando a fazer ondas - embora talvez não da maneira que os trabalhadores ansiosos inicialmente previram.
Em meio a uma mudança estratégica para investir em IA generativa, a Intuit demitirá 1,8 mil funcionários - um esforço que não tem a ver com corte de custos, disse seu CEO em um memorando interno. Em vez disso, a empresa de software financeiro recontratará quase o mesmo número de funcionários mais adequados para o cargo. Cerca de mil desses funcionários demitidos não conseguiram atender às expectativas de desempenho.
Os líderes de tecnologia não estão convencidos de que essas demissões sejam o prenúncio de uma onda de IA assumindo o controle dos empregos: “Converso com muitos CEOs e aprendi rapidamente que eles não estão pensando na substituição de nós pela IA - posso dizer isso com toda a autoridade”, disse Ronnie Sheth, CEO da empresa de consultoria Senen Group, à Fortune.
Acho que há um equilíbrio entre redimensionar a força de trabalho e também estabelecer políticas para garantir que a IA esteja sendo usada para o bem humano
Embora a tecnologia possa vir a substituir alguns trabalhos de linha de montagem e tarefas administrativas - o que pode resultar em algumas demissões -, responsabilidades como branding e gerenciamento ainda não estão ameaçadas. Os CEOs estão mais interessados em construir e preservar uma cultura empresarial sólida do que nos benefícios quantitativos que a IA pode proporcionar. Além disso, a inclusão da IA nos locais de trabalho pode não significar que esses funcionários não possam encontrar oportunidades de trabalho significativas em outro lugar, argumentou Sheth.
“Acho que há um equilíbrio entre redimensionar a força de trabalho e também estabelecer políticas para garantir que a IA esteja sendo usada para o bem humano”, disse ela. “E não tirar o sustento das pessoas.”

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July 19, 5:02 PM
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Do CEO ao desenvolvedor: veja a lista de salários de tecnologia que encolheram

Do CEO ao desenvolvedor: veja a lista de salários de tecnologia que encolheram | Inovação Educacional | Scoop.it

Os salários de profissionais de tecnologia vêm encolhendo para algumas categorias tidas como essenciais para a área. Desenvolvedores de diversas especialidades, designers, recrutadores e até CEOs registraram menores rendimentos na comparação entre vagas criadas em 2022 e 2024, aponta o estudo “Guia Salarial Tecnologia 2024″, realizado pela consultoria brasileira Fox Human Capital.
O reajuste nos salários ocorre após uma onda de demissões em massa que atravessaram o setor de tecnologia desde 2022. A alta global nos juros e a menor demanda por serviços digitais forçaram as companhias, das gigantes às startups, a cortar orçamentos e a focar em eficiência – o que significa dispensar pessoal.
Surgem cifras mais altas apenas para diretores de tecnologia (CTO) e para desenvolvedores experientes (senior), enquanto CEOs e desenvolvedores menos experientes tiveram reduções nos valores.
“O mercado de trabalho corrigiu as distorções nos salários após os layoffs”, explica Filippe Apolo, um dos coordenadores do estudo da Fox Human Capital, da qual o executivo é fundador e sócio. “Antes, estava desequilibrado e irracional. Havia uma discrepância nos salários. E o mercado corrigiu o excesso de profissionais recebendo muito dinheiro.”
Mercado de tecnologia passou por demissões em massa e reajuste de salários desde 2022 Foto: Daniel Teixeira/Estadão
O documento da Fox Human Capital aponta outros desafios para o setor de tecnologia. Além dos salários menores, há menos vagas disponíveis, pessoas com menos experiência estão com mais dificuldade em começar a carreira e a chegada da inteligência artificial (IA) pode reduzir equipes no futuro. Veja os principais pontos que apontam para uma piora no mercado de tecnologia.
Abaixo, veja a tabela com para algumas categorias de salários do mercado de tecnologia no Brasil, de acordo com a Fox Human.

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July 19, 4:58 PM
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YouTube: Você poderá cantarolar para descobrir o nome de uma música na plataforma

YouTube: Você poderá cantarolar para descobrir o nome de uma música na plataforma | Inovação Educacional | Scoop.it

De acordo com capturas de tela publicadas no site 9to5Google, trata-se de uma espécie de bate-papo em que o usuário pode lançar mão de prompts como “refrões pop contagiantes” ou “hinos pop animados” para criar a sua própria lista de músicas com base nas descrições fornecidas.
Outro mecanismo que está sendo lançado é a expansão do sistema “cantarole para pesquisar”, que estava em teste para usuários Android desde o começo do ano. O funcionamento é bastante simples: basta cantarolar uma música, sem precisar saber a letra, e o YouTube identifica a música em questão.

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July 19, 4:41 PM
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Como são as graduações em Inteligência Artificial? ‘Toda a turma está bem empregada ou empreendendo’

Como são as graduações em Inteligência Artificial? ‘Toda a turma está bem empregada ou empreendendo’ | Inovação Educacional | Scoop.it

País já tem 53 cursos de IA, entre tecnólogos e bacharelados. Estudantes da área recebem propostas de emprego com salários acima da média antes mesmo de terminarem o curso.
Não é novidade que a Inteligência Artificial tem revolucionado o mercado de trabalho e é usada por diversas áreas do conhecimento. A tecnologia, que se popularizou com o ChatGPT, permite que computadores e máquinas simulem a inteligência humana e a sua capacidade de resolução de problemas. Mas encontrar profissionais especializados na área não é tarefa difícil para as empresas brasileiras - e também de outros países.
Com a ascensão e o alto potencial da IA, bacharelados e cursos tecnólogos com foco em Inteligência Artificial começaram a surgir no País em 2019 e já existem 53 graduações na área registradas do Ministério da Educação (MEC).
Heloisy Rodrigues, de 24 anos, se formou como a primeira mulher bacharel em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG). O curso é o primeiro - e único até o momento - bacharelado do País focado apenas nesta área. Há outros que trabalham a IA juntamente com áreas correlatas, como Ciência de Dados e tecnólogos específicos para IA.
A jovem conta que desconhecia o curso e foi entender do que se tratava dois dias antes de se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma do MEC onde é possível concorrer a vagas em universidades públicas com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “Eu não sabia nada de tecnologia, de computação, quem dirá o que era Inteligência Artificial”, diz.
Ao pesquisar sobre a área, a aluna, que cogitava Medicina por causa da remuneração e do prestígio social, foi atraída pelo mercado de IA, que lhe pareceu atrativo e com bons salários. O curso de IA na UFG é hoje o 3º com maior nota de corte da instituição, atrás apenas de Medicina e Engenharia de Software.
“Eu me dediquei no 1º semestre para saber se iria gostar mesmo. Mas percebi que encontrei o que gostaria de fazer pelo menos por um bom tempo da minha vida”, conta Heloisy.
O currículo do curso de Inteligência Artificial é uma mistura de Matemática, Computação e Empreendedorismo, define ela. “Precisa ter esse viés empreendedor para conseguir resolver problemas e propor soluções que realmente irão agregar na vida das pessoas”, diz ela, ressaltando o foco do curso nas “soft skills”. São as habilidades socioemocionais - como comunicação, liderança - que vão além dos conhecimentos técnicos.
Desde os primeiros meses do curso, a estudante relata contato com iniciativas de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Nos laboratórios, ela pôde desenvolver projetos relacionados às áreas de Educação, Saúde e Marketing, e assim encontrou o nicho em que gostaria de atuar.
Heloisy desenvolveu uma ferramenta capaz de prever quais alunos tinham maior probabilidade de abandonar os cursos em instituições federais, para que as faculdades consigam aplicar medidas para reter os estudantes. Desenvolveu também uma tecnologia para detectar quedas para uma empresa de homecare (cuidados em casa) que monitora idosos por meio de câmera.
“Diferente dos estágios, onde estou fazendo o que a empresa deseja, nos projetos de P&D a gente consegue desenvolver códigos e também a pesquisa”, afirma. “Entender como funciona por trás, quais as soluções mais novas, e nisso aprimoramos conhecimentos gerais de IA.”
A recém-graduada escolheu o caminho do empreendedorismo e tem uma startup que presta serviços para um call center. A parceria com a empresa começou enquanto ainda era estudante e gerou a oportunidade de que ela e seu sócios continuassem prestando serviço para essa empresa, além de prospectarem outros clientes.
Mesmo assim, ela e os colegas contam receber diversas oportunidades de empresas oferecendo vagas de emprego, tanto no Brasil como de companhias estrangeiras que contratam profissionais para trabalhar a distância. “No Brasil, já tem salários atrativos, mas quando olha para fora, com a possibilidade de ganhar em dólar, fica bem mais atrativo”, acrescenta.
Previsão de 77,8 mil vagas, mas também há onda de demissões
Segundo projeção da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) em 2021, a área de IA deve gerar 77,8 mil empregos no Brasil até 2026, o correspondente a 13,8% de todos em empregos gerados pelo setor de Tecnologia.
Apesar disso, o campo que ganhou impulso durante a pandemia, já percebe uma desaceleração, com salários menores e condições piores para novatos. A mudança de perspectivas passou a ser mais sentida desde 2022, quando o mercado teve uma onda de demissões em massa.
Tabatha Larissa Souza, de 32 anos, escolheu a graduação em Inteligência Artificial por meio de um tecnólogo, na Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), de forma híbrida - algumas aulas presenciais e outras remotas, mas síncronas (transmitidas e acompanhadas ao vivo pelos alunos).
Ela já trabalhava em uma grande varejista e tinha formações na área de dados, mas queria se aperfeiçoar. “Tinha o propósito de me tornar uma profissional cada vez mais capaz de resolver problemas complexos do dia a dia, unindo pessoas e tecnologia. O que o mercado demanda é personalização dos produtos e serviços”, continua.
O objetivo dela era se aprofundar em Machine Learning, Linguagem de Processamento Natural, Visão computacional e Robótica. Com o curso, ela conseguiu uma promoção - ela migrou da equipe de dados do departamento de Logística da empresa para o de Tecnologia. “O curso permite colocar a mão na massa e ter profundidade técnica, com problemas reais de mercado”, diz.
Leandro Aparecido Marcelino, de 30 anos, também já trabalhava com tecnologia quando decidiu cursar o tecnólogo em Inteligência Artificial, na Cruzeiro do Sul Virtual, na modalidade de ensino a distância (EAD). Funcionário de uma empresa de desenvolvimento de softwares, ele foi colocado em um projeto focado em IA e sentiu falta de conhecimento teórico, por isso decidiu procurar uma outra graduação.
“Por mais que eu trabalhe há um tempo na área de Tecnologia da Informação (TI), tinha uma visão mais superficial de como deve se comportar a IA. Quando ingressei, passei a ter um conhecimento de como a máquina funciona”, diz ele, que vai para o 2º semestre do curso.
Segundo o Mapa do Ensino Superior no Brasil, do Instituto Semesp, a área de Tecnologia é um dos campos cujos cursos têm maior taxa de desistência (66,5%). Entre os relatos de estudantes, a dificuldade de manter as graduações atualizadas e o mercado aquecido contribuem para que parte dos alunos abandone a sala de aula e não vaja benefícios para a carreira ao investir nas faculdades. Para os conhecimentos técnicos, portanto, recorrem ao autodidatismo ou a cursos de curta duração.
Especialistas ponderam, no entanto, que a formação em ensino superior ajuda a desenvolver uma gama mais ampla de habilidades, como as competências socioemocionais, debates éticos e conceituais.
Empresas de tecnologia passam a se relacionar com faculdades para conseguir captar talentos em IA Foto: Aldo Salazar/UFG
Daniel Barbosa, presidente da Cilia Tecnologia, empresa que oferece um sistema para realização de orçamento para serviços em oficinas mecânicas e seguradoras de automóveis, conta que procura contratar alunos formados na área, mas diz não ser fácil encontrar profissionais qualificados.
O contato da empresa com a universidade começou quando um aluno que fazia mestrado em Inteligência Artificial desenvolveu uma tecnologia para que os orçamentos realizados pela empresa fossem feitos por algoritmos por meio da análise de fotos da batida do carro, sem depender de análise humana. A solução fez com que a empresa economizasse tempo e dinheiro: um serviço que demorava 30 minutos passou a ser feito em cinco.
A Cilia, então, firmou uma parceria com o Centro de Excelência em IA da UFG. É o mesmo laboratório em que Heloisy desenvolveu seus projetos, que funciona com uma espécie de patrocínio de empresas de tecnologia.
A iniciativa repassa recursos, juntamente com o governo federal, para que os alunos possam colocar em prática aprendizados da sala de aula na resolução de problemas reais dessas empresas.
“Esse Centro de Excelência em IA faz projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação, e tem relação muito próxima à indústria. Já acumulamos, desde 2020, mais de R$ 200 milhões captados e investidos em pesquisa e inovação”, conta Arlindo Galvão, coordenador do curso de Inteligência Artificial da federal goiana.
“Antes, a gente operava muito com alunos de pós-graduação, mestrado, doutorado. Só que isso não é suficiente, e para abordar essa necessidade que o mercado não consegue suprir, precisamos inventar uma graduação em IA”, acrescenta.
As bolsas concedidas aos alunos que atuam no CEIA são “fora da curva” na comparação com auxílios pagos no ambiente acadêmico. Estudantes de IA recebem uma média de R$ 4 mil a R$ 5 mil de bolsa mensal, segundo Galvão. Uma bolsa federal de iniciação científica, por exemplo, é de apenas R$ 700.
“Mais de 90% dos alunos são bolsistas. A bolsa é paga pela própria universidade, com recursos vindo do governo e das empresas para os projetos de pesquisa e desenvolvimento. Para alunos de graduação, há bolsas que começam em R$ 1,2 mil, mas outras que alcançam até R$ 10 mil”, afirma o professor.
Na visão do CEO da Cilia, não basta bons salários para conquistar esses profissionais. “Não é dinheiro é que simplesmente compra a mão de obra, mas sim os desafios. Eles querem se desenvolver e aprender”, afirma.
Para ele, a dinâmica profissional de IA é oposta à que acontece na maioria dos empregos, onde os profissionais vão atrás das vagas. “Se eu quiser abrir cinco vagas amanhã, não existem (profissionais disponíveis). Precisei me vincular à universidade, fazer eventos lá dentro, me relacionar (para encontrar candidatos)”, diz.
“Para as empresas privadas, vejo vantagem gigante de estar envolvido com a faculdade”, acrescenta Daniel Barbosa.
O que é ensinado em um curso de IA?
Coordenador do curso de Inteligência Artificial da Cruzeiro do Sul Virtual, Douglas Almendro afirma que o objetivo é aproveitar as oportunidades oferecidas pelas tecnologias emergentes, aliando conhecimento técnico e desenvolvimento humano. As disciplinas cobrem desde os fundamentos da IA até as tecnologias mais avançadas e suas aplicações práticas.
Alguns dos tópicos abordados ao longo do curso são:
Técnicas de desenvolvimento de algoritmos
Lógica e pensamento computacional
Programação de computadores
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Machine Learning
Empreendedorismo
Qual a diferença para o curso de Ciência de Dados?
Almendro explica a diferença do curso de Inteligência Artificial para o de Ciência de Dados - ambos têm muitas sobreposições, pois envolvem a análise de dados e o desenvolvimento de modelos preditivos.
Mas enquanto a Inteligência Artificial foca em desenvolver sistemas que podem realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana - como reconhecimento de fala, visão computacional, processamento de linguagem natural e tomada de decisões -, a Ciência de Dados tem foco maior na coleta, análise e interpretação de grandes volumes de dados para identificar padrões e tendências, e assim, extrair “insights valiosos”.
Na prática, a IA é usada para criar sistemas que podem atuar de maneira independente e realizar tarefas complexas e tem aplicações envolvendo carros autônomos, assistentes virtuais, diagnósticos automatizados e robôs, por exemplo.
Já a Ciência de Dados é usada principalmente para apoiar a tomada de decisões empresariais e científicas, com aplicações de análise de mercado, detecção de fraudes e análise de desempenho financeiro, por exemplo.
Ciência da computação, engenharias e Estatística são alguns dos outros cursos de áreas correlatas, mas que muitas vezes também vêm procurar aprofundamento nos cursos de IA, segundo Almendro.
É um curso muito específico?
Galvão diz que já recebeu questionamentos sobre se o curso de IA é muito específico e se o conhecimento poderia ficar datado, devido à rapidez da evolução das tecnologias. Já foi questionado também se esses estudantes, após se graduarem, teriam espaço no mercado de trabalho.
No entanto, ele diz que o curso se provou necessário, com a primeira turma de bacharéis formada neste ano. “Agora que se formaram, conseguimos mostrar que tem um espaço. Toda a turma está muito bem empregada ou empreendendo”, diz.
Há ainda a dúvida se a IA não deveria estar integrada no currículo de outros cursos, em vez de ter um curso específico. Mas para o coordenador do curso na FIAP, John Paul Hempel Lima, há espaço para os dois. “Há alguns anos, percebemos que deveríamos colocar uma disciplina de IA em todos as nossas graduações. Passados dois anos, percebemos que a Inteligência Artificial crescia tanto e com tanta importância no mercado, que resolvemos criar o curso”, diz.
Almendro destaca ainda a ampla gama de setores que já trabalham com IA - como finanças, saúde, varejo, automotivo e marketing -, o que aumenta o leque de indústrias possíveis para os formados na área. Há ainda profissionais sendo empregados em empresas estrangeiras, e outros que abrem as próprias empresas.
Ele acrescenta que “é sempre importante que os profissionais também desenvolvam base sólida de conhecimentos gerais em tecnologia da informação e habilidades interpessoais” para que esses profissionais tenham carreira longa e bem-sucedida, mesmo em um campo em rápida evolução como a IA.
Os graduados em Inteligência Artificial podem se candidatar a vagas de:
Desenvolvedor de IA
Especialista em Machine Learning
Cientista de Dados
Especialista de Dados
Arquiteto de Soluções em IA
Especialista em Visão Computacional
Especialista em Processamento de Linguagem Natural
Especialista em Robótica
Quem são os alunos dos cursos de IA?
Ingressam nos bacharelados e tecnólogos de Inteligência Artificial desde estudantes que acabaram de sair do ensino médio até aqueles que já têm outra graduação - como engenharias e desenvolvimento de softwares - e já trabalham na área de tecnologia, buscando se aperfeiçoar ou migrar para a área.
Segundo o coordenador do Tecnólogo na Cruzeiro do Sul, os perfis dos ingressantes têm algumas características como: interesse por tecnologia e inovação; habilidades matemáticas e analíticas; experiência em programação; curiosidade científica; e capacidade de resolução de problemas.
Ele afirma ainda que muitos alunos já vêm com experiência acadêmica na área das Exatas, com ênfase em disciplinas como Matemática, Física e Informática.

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July 19, 4:31 PM
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Você tem um mindset de crescimento? Saiba como ele influencia a criatividade dos jovens

Você tem um mindset de crescimento? Saiba como ele influencia a criatividade dos jovens | Inovação Educacional | Scoop.it

“A criatividade é uma mente selvagem e um olhar disciplinado”, disse a escritora americana Dorothy Parker, lá no século passado. A frase ilustra o capítulo do relatório do Pisa, a maior avaliação internacional de estudantes do mundo, sobre como os alunos entendem seu próprio potencial para serem criativos e como isso está relacionado ao seu resultado na prova. A conclusão é de que aqueles que têm um mindset de crescimento se saem melhor.
Mas o que é um mindset - ou mentalidade, na tradução - de crescimento? A prova feita pela Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) usou um conceito cunhado pela psicóloga americana Carol Dweck, hoje pesquisadora da Universidade de Stanford, autora do best seller mundial Mindset, A Nova Psicologia do Sucesso.
Em linhas gerais, o que ela diz é que quem tem um mindset de crescimento acredita que suas habilidades, como criatividade e inteligência, podem ser construídas e aprendidas. Elas não fluem “de forma mágica a partir de alguma habilidade inata”, diz Carol, em trecho do livro.
A partir de diversas pesquisas, ela sustenta que o cérebro de qualquer pessoa é dinâmico e pode mudar com o aprendizado, a partir de uma educação de qualidade, do esforço e da persistência.
Jovens brasileiros acreditam que podem desenvolver habilidades como criatividade e inteligência Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Já a pessoa de mindset fixo é o contrário: acredita que nasceu ou não para aquilo, que ela ou o colega é inteligente ou burro, e nada pode ser feito para mudar isso. No livro, Carol dá orientações sobre como pais, professores e gestores podem ajudar a desenvolver um mindset de crescimento em crianças e adultos.
Mostra com histórias de personagens reais - em empresas, nos esportes ou nas universidades - que nem sempre os tachados como talentosos tiveram mais sucesso. Foram, sim, aqueles que usaram os erros para aprender, se esforçaram para melhorar, buscaram ajuda e novas estratégias.
E o Pisa, que em 2022 pela primeira vez avaliou a criatividade dos estudantes, relacionou essa habilidade justamente com o mindset. Os resultados mostram que os alunos que acreditam que sua criatividade e inteligência são coisas que podem ser mudadas a partir do esforço e da dedicação tiveram melhor desempenho - esses são os considerados detentores de mindset de crescimento pela OCDE.
O Brasil teve uma das maiores porcentagens de jovens com essa mentalidade: 56,9% dos adolescentes de 15 anos disseram que discordam da frase “minha criatividade é algo que não posso mudar muito”.
E ainda 61,1% disseram o mesmo sobre a inteligência. Ou seja, eles acreditam que, sim, algo pode ser feito para que se tornem mais inteligente.
A percepção dos brasileiros com relação ao seu potencial é importante, mas não foi - nem é - o único elemento que melhoraria de forma expressiva os resultados no Pisa ou da educação em geral. O Brasil apareceu, mais uma vez, entre os piores colocados no ranking de criatividade da OCDE.
Nações como China, Cingapura, Canadá, Estônia ou Finlândia, sempre no topo da lista, também tiveram índices altos de adolescentes com mindset de crescimento. Complementando o que dizem Carol e Dorothy, os resultados do Pisa mostram que a mentalidade não significa tanto se não houver políticas públicas que formam professores para realmente transformar seus alunos com a aprendizagem.

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July 19, 4:26 PM
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Quais são os limites para o uso da inteligência artificial?

Cerca de 47,4% de todo o tráfego na internet hoje é gerado por robôs. Desse universo, 30% são robôs maliciosos, atuando com a intenção de copiar informações ou fazer ataques. Vários são capazes de imitar o humano, se tornando indetectáveis.
Para discutir sobre quais são os limites para o uso da inteligência artificial, Priscila Camazano recebe o colunista Ronaldo Lemos.

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July 20, 4:51 PM
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Pornô 'deepfake': o grupo brasileiro de ódio a mulheres que fabrica imagens falsas sob encomenda com IA

Pornô 'deepfake': o grupo brasileiro de ódio a mulheres que fabrica imagens falsas sob encomenda com IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Em comunidades no Facebook e no Telegram, usuários estão enviando fotos de mulheres do seu círculo para produzir manipulações digitais com conotação sexual.
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July 20, 11:47 AM
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Apagão cibernético global: problemas causados podem levar dias até serem corrigidos

Apagão cibernético global: problemas causados podem levar dias até serem corrigidos | Inovação Educacional | Scoop.it
Atualização do sistema da empresa de segurança CrowdStrike fez com que sistemas da Microsoft entrassem em 'tela azul'. Correção manual é necessária para que organizações e prestadoras de serviços globais voltem a operar normalmente.
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July 20, 11:41 AM
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O medicamento que pode retardar o envelhecimento

O medicamento que pode retardar o envelhecimento | Inovação Educacional | Scoop.it
Cientistas descobriram que um medicamento aumentou a esperança de vida dos animais de laboratório em quase 25%, resultado que os pesquisadores esperam que também possa retardar o envelhecimento humano.
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July 20, 11:36 AM
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O que são os superpoluentes e como combatê-los pode desacelerar o aquecimento global

O que são os superpoluentes e como combatê-los pode desacelerar o aquecimento global | Inovação Educacional | Scoop.it
O CO2 não é o único gás causador do efeito estufa cuja produção aumentou pela ação humana. Menos falados e mais nocivos, os poluentes climáticos de vida curta, ou "superpoluentes", são gases que também causam o aquecimento do planeta.
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July 20, 11:33 AM
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PL dos motoristas de apps: ministro nega dificuldade de entender trabalhadores

PL dos motoristas de apps: ministro nega dificuldade de entender trabalhadores | Inovação Educacional | Scoop.it
Em entrevista à BBC, Luiz Marinho diz que projeto de lei deve voltar a tramitar na Câmara neste segundo semestre. Ele também antecipa que a portaria que limita o trabalho nos feriados, prevista para vigorar a partir de agosto, deverá ser adiada por uma quarta vez.
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July 19, 5:58 PM
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Funcionários sintéticos vão causar uma grande disputa por talento humano, diz CEO do Grindr

Funcionários sintéticos vão causar uma grande disputa por talento humano, diz CEO do Grindr | Inovação Educacional | Scoop.it

O surgimento da inteligência artificial (IA) generativa permitirá que as startups façam mais com menos. Mas a desvantagem para os empreendedores nos próximos anos será uma guerra de talentos mais intensa pelos melhores funcionários técnicos humanos.
Isso é o que diz George Arison, um empreendedor em série e CEO do Grindr, a empresa de encontros de US$ 2 bilhões que atende às comunidades LGBTQ.
Em um futuro próximo, não será inédito que as startups alcancem uma receita de US$ 100 milhões com apenas duas dúzias de funcionários, disse Arison em uma conversa no palco da conferência Brainstorm Tech da Fortune em Park City, Utah, na terça-feira, 16.
A ascensão da IA generativa significará que os “funcionários sintéticos”, como Arison se referiu a eles, poderão realizar grande parte do trabalho para o qual os humanos costumavam ser contratados. Essa é a boa notícia para os fundadores de empresas de tecnologia.
Mas isso fará com que seja mais importante do que nunca que as startups ambiciosas contratem talentos de primeira linha desde o início, juntamente com os companheiros de IA. Arison argumentou que as principais equipes de fundadores precisarão ser “excepcionalmente boas”, com pouco espaço para pessoas de desempenho medíocre. Como resultado, uma nova onda de competição pelos melhores talentos está no horizonte.
Os comentários de Arison na Brainstorm Tech foram feitos no momento em que a empresa de encontros está tentando desenvolver seu produto para oferecer mais serviços aos seus usuários. Arison disse que a empresa buscará produzir outros casos de uso que ajudarão os assinantes do Grindr em áreas que vão desde viagens até saúde e bem-estar.
Arison disse que sua empresa também está trabalhando em maneiras de atrair mais o grupo de usuários com mais de 40 anos, que tendem a se afastar do aplicativo com o tempo. “As pessoas estão envelhecendo”, disse ele.

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July 19, 5:16 PM
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Vivo muitos paradoxos estranhos

Vivo muitos paradoxos estranhos | Inovação Educacional | Scoop.it

»Sou frequentemente visitado por paradoxos: quero mas não quero, sonho com A enquanto me esforço para chegar ao B.
Em geral, não tenho nada contra isso. Paradoxos enchem a gente de interesse, de interessância, e podem nos oferecer uma pitada de neurose saudável.
Viver sem paradoxos é obra para gênios (talvez) e para imbecis (certamente). Dá pouca margem para gente como a gente, que quer um trabalho digno, um amor quentinho e uma casa segura - ou qualquer uma dessas combinações. A gente, que não é uma coisa nem outra, que tem dias e dias, vive de avanços e recuos e no fim do dia não sabe explicar as razões por trás das ações. A gente é cheio de paradoxos.
Quem sabe explicar tudo me dá uma espécie de náusea. 
Toda vez que ligo a TV, ou que estendo o braço em direção ao celular, sou perturbado pela contradição: não, não quero. Não quero mais saber da grande política, da macroeconomia, do moinho das fofocas. Gosto de vídeos de bichinhos fofos, como todo mundo que tem a cabeça no lugar. Mas: cedo. Sou perturbado pela contradição de querer saber cada vez menos das coisas que vão mal (tantas elas, tantos nós) enquanto, ao mesmo tempo, cedo à urgência de me sentir bem informado. E me pego lendo sobre o tiroteio, o atentado, o golpe, o fascismo, a escravidão.
Afinal, são coisas importantes.
Eu digo que é meu treino de jornalista, minha formação, meus anos de Redação, mas não deixa de ser um paradoxo, uma espécie de masoquismo. Alimentar-se daquilo que faz mal. Empanturrar-se, até. Fazer menos do que gosta para fazer mais do que não gosta, ainda que ninguém nos obrigue a isso. Quantas vezes, ó, meu Deus, quantos dias e noites.
Vivo muitos paradoxos estranhos, e descobri que nenhum deles é completamente inofensivo. Tudo tem consequência e a gente precisa medir o peso de tudo - sem paranóia, mas sem desleixo. Saber o que lê, o que vê e o que come. Quem beija, quem abraça e quem abriga.
Viver dá uma canseira, em qualquer lugar do mundo. Em qualquer tempo, imagino, em qualquer contexto.
Mas também é bom, aliás, a melhor coisa. É o maior dos paradoxos.
Não me culpem por isso, sou apenas o mensageiro. Não dá para desparadoxizar a vida nem é desejável exorcizar as paixões. Vivo muitos paradoxos estranhos, entranho muitas contradições.
Queria me reduzir ao mínimo, ser feliz com o vento que venta e a maré que mareia. Mas, raio, sempre é preciso haver mais: nem que seja mais minimalismo, mais do menos, pra gente ser feliz.«

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July 19, 5:07 PM
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Até especialistas em desinformação não sabem como parar a onda de fake news nos EUA

Até especialistas em desinformação não sabem como parar a onda de fake news nos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it

Para combater a desinformação em um ano eleitoral caótico, Ruth Quint, voluntária de um grupo cívico apartidário na Pensilvânia, nos Estados Unidos, está contando com táticas amplamente estudadas e frequentemente utilizadas. Muitas delas, no entanto, também podem ser inúteis.
Ela publicou tutoriais online para identificar contas falsas de mídia social, criou vídeos que desmascaram teorias da conspiração, sinalizou conteúdo tóxico em um banco de dados colaborativo nacional e até participou de um projeto piloto que respondeu a narrativas enganosas usando inteligência artificial.
O problema: “Não tenho a menor ideia se está funcionando ou não”, disse Quint, copresidente e webmaster da League of Women Voters of Greater Pittsburgh, seu lar há cinco décadas. “Só sei que é isso que sinto que deveria estar fazendo.”
Manter a linha contra a desinformação é um trabalho desmoralizante e, às vezes, perigoso, que exige um grau incomum de otimismo e obstinação. No entanto, cada vez mais, até mesmo os guerreiros mais comprometidos estão se sentindo sobrecarregados pelo ataque de conteúdo falso e enganoso online.
Os pesquisadores aprenderam muito sobre o problema da desinformação na última década. Eles sabem quais tipos de conteúdo tóxico são mais comuns, as motivações e os mecanismos que ajudam a disseminá-lo e quem são seus alvos com frequência. A questão que permanece é como acabar com isso.
Uma massa crítica de pesquisas agora sugere que ferramentas como verificações de fatos, rótulos de advertência, prebunking e alfabetização midiática são menos eficazes e expansivas do que se imaginava, especialmente quando passam de experimentos acadêmicos imaculados para a esfera pública confusa e em rápida mudança.
Um megaestudo realizado no ano passado (o maior de todos os tempos para testar intervenções, com mais de 33 mil participantes) encontrou resultados mistos. Intervenções como etiquetas de advertência e treinamento em alfabetização digital melhoraram a capacidade dos participantes de julgar manchetes verdadeiras ou falsas em apenas cerca de 5% a 10%. Esses resultados são melhores do que nada, disseram seus autores, mas são insignificantes em comparação com a enorme escala de desinformação digital.
“Acho difícil dizer que essas iniciativas tiveram muito sucesso”, disse Chico Q. Camargo, professor sênior de ciência da computação da Universidade de Exeter, que argumentou que a pesquisa sobre desinformação precisa de reformas.
Contorno da desinformação
Os especialistas em política temem que os vendedores de desinformação, equipados com esquemas cada vez mais sofisticados, consigam contornar facilmente as defesas fracas para influenciar os resultados das eleições - uma preocupação cada vez mais urgente, já que os eleitores de países do mundo todo vão às urnas em eleições muito disputadas.
No estado da Pensilvânia, que é um campo de batalha, Ruth Quint disse que seus esforços para educar o público sobre alvos comuns de desinformação - como o voto por correspondência - já obtiveram dezenas de milhares de visualizações nas mídias sociais. Mas conteúdo semelhante agora luta para ganhar força, pois as plataformas enterram as publicações políticas. Conceitos aparentemente neutros - certo e errado, verdadeiro e falso - tornaram-se campos minados políticos. Muitos eleitores, com exceção dos mais engajados civicamente, estão mentalmente desistindo.
É fácil sentir-se em desvantagem, disseram os colegas de Ruth, pois eles tentam combater uma enxurrada de conteúdo perigoso com recursos limitados. Muitos enfrentam a pressão das forças de extrema direita que pressionam para reformular a luta contra a desinformação como uma tentativa de permitir a censura; vários grupos de pesquisa foram desmantelados ou reorganizados nos últimos dois anos. Se o problema da desinformação é um incêndio florestal, então pessoas como Ruth Quint, uma horticultora recreativa, estão empunhando o equivalente a uma mangueira de jardim.
“É muito difícil conseguir falar com alguém”, disse ela, enquanto os orioles zumbiam em seu quintal.
Estratégias de combate
Aos 60 anos, Ruth Quint é “a mais jovem” do conselho da liga de eleitores, disse ela. Ela usa uma linguagem informal (“lembre-se, é uma conversa, não uma competição”) e gírias locais (“aqui estão algumas notícias que vocês podem usar”) em seus esforços para alcançar, delicadamente, “as pessoas normais no meio” antes que a defensividade e a desconfiança as empurrem para a periferia.
Hoje em dia, até mesmo falar sobre soluções é difícil. Há muita discordância sobre como consertar ou até mesmo definir o problema: A desinformação inclui propaganda, sátira ou outras áreas cinzentas do discurso? É possível fazer uma boa análise quando as empresas de mídia social retêm grande parte de seus dados? As soluções bem-sucedidas devem ser medidas por sua capacidade de deter agentes mal-intencionados, diminuir a disseminação de informações ruins ou conquistar as pessoas para a verdade? Será que essas pessoas podem realmente se dar ao trabalho de se envolver?
“Parece um problema fácil: há o material verdadeiro e o material falso, e se as plataformas se preocupassem com isso, elas simplesmente se livrariam do material falso”, disse David Rand, professor de marketing do MIT Sloan que estuda a desinformação há quase uma década. “Depois começamos a trabalhar nisso e pensamos: ‘Oh, Deus’. Na verdade, é muito mais complicado.”
Estratégias como verificação de fatos e moderação de conteúdo costumam ser eficazes até certo ponto. Dezenas de estudos, por exemplo, exploraram o uso de nudges de precisão - simples lembretes on-line para manter a precisão em mente - para complementar um conjunto de outras ferramentas contra a desinformação. A esperança de muitos pesquisadores é que, em conjunto, várias táticas possam resultar em uma espécie de defesa.
Para muitos educadores, no entanto, sua tarefa parece ser de Sísifo: apesar de todos os seus esforços e das evidências esmagadoras, milhões de pessoas ainda acreditam em narrativas falsas sobre eleições e vacinas. Muitos citam a Lei de Brandolini, que afirma que é necessário muito mais energia para refutar informações ruins do que para produzi-las.
“No momento, está tudo uma bagunça”, disse Lara Putnam, professora de história da Universidade de Pittsburgh que trabalha com desinformação na Pensilvânia. “As coisas que podem quebrar a confiança começaram a se expandir rapidamente na última década, enquanto as coisas que podem reconstruir a confiança simplesmente não se expandem.”
Funcionários eleitorais do Escritório dos Comissários da Cidade da Filadélfia classificam as cédulas no Centro de Convenções da Pensilvânia em 2020. Milhões de pessoas ainda acreditam em narrativas falsas sobre as eleições Foto: Kriston Jae Bethel/NYT
Ainda assim, a busca por maneiras de melhorar a integridade das informações continua.
Em uma conferência em Stanford no ano passado, os palestrantes propuseram redesenhar os espaços on-line para que fossem menos polarizadores e, em vez disso, mais “pró-sociais” e colaborativos. No mês passado, o YouTube disse que estava executando um projeto piloto que permitiria aos usuários adicionar contexto aos vídeos, semelhante ao recurso “notas da comunidade” no X.
Alguns especialistas chegaram a sugerir, com certo receio, que a inteligência artificial poderia se tornar “um novo monitor de corredor para a Internet”, menos caro, lento e emocionalmente frágil do que os moderadores de conteúdo humanos.
“Acho que há uma certa retração no campo” em relação ao tema da desinformação, disse Jonathan Stray, palestrante da conferência de Stanford e cientista sênior do Center for Human-Compatible Artificial Intelligence, um centro de pesquisa da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Mas não queremos abandonar o projeto.”

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July 19, 5:00 PM
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Quanto falta para a IA alcançar a inteligência humana? OpenAI criou escala que indica a distância

Quanto falta para a IA alcançar a inteligência humana? OpenAI criou escala que indica a distância | Inovação Educacional | Scoop.it

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, criou uma escala de cinco níveis para monitorar o seu progresso em direção à criação de uma inteligência artificial que possa ultrapassar o conhecimento humano, conhecida como AGI. A classificação foi compartilhada com funcionários da empresa, conforme relatou um porta-voz à Bloomberg.
A gradação vai do nível um ao cinco e é estabelecida de acordo com a proximidade que uma inteligência artificial apresenta em relação à capacidade humana de resolver problemas. Dessa forma, quanto mais perto do nível cinco, mais avançada a IA seria.
O primeiro nível, em que o ChatGPT ainda está, segundo a OpenAI, é o mais simples. Assim, o chatbot é capaz de responder perguntas e prompts diretos, resolver problemas matemáticos e escrever textos e até linhas de código.
Já a segunda camada, intitulada “raciocinadores”, em tradução livre, seria ocupada por inteligências artificiais capazes de resolver problemas e tarefas da mesma maneira que um indivíduo com doutorado sem acesso a informações faria. De acordo com a Bloomberg, executivos da OpenAI acreditam que a empresa está próxima desse nível.
O terceiro nível, chamado de “agentes”, seria aquele tomado por IAs que podem passar diversos dias agindo em benefício de um usuário. Seria o caso, por exemplo, de uma inteligência artificial que consegue trabalhar no lugar de um indivíduo enquanto ele tira férias.
Por sua vez, a quarta etapa, conhecida como “inovadores”, contém inteligências artificiais capazes de desenvolver e aperfeiçoar processos de forma autônoma, independentemente de prompts e pedidos. Desse modo, seria possível não só empregar IAs para acompanhar um trabalho, mas também para melhorá-lo, pensando por si próprias.
Em último lugar, está o nível das “organizações”, isto é, de inteligências artificiais que podem operar organizações sozinhas, de forma autônoma. Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que essa camada será atingida dentro de dez anos.

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July 19, 4:42 PM
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ChatGPT agora tem informações até outubro de 2023; conheça o novo ‘cérebro’ do chatbot

ChatGPT agora tem informações até outubro de 2023; conheça o novo ‘cérebro’ do chatbot | Inovação Educacional | Scoop.it

A OpenAI anunciou um novo de modelo de inteligência artificial (IA) que deve substituir seu atual “cérebro” nas versões gratuitas do ChatGPT. O GPT-4o Mini, como foi chamado, é uma versão mais leve e barata do modelo lançado em maio deste ano. A ideia da empresa é que desenvolvedores possam trabalhar com uma ferramenta mais eficiente que o GPT-3.5 a um valor acessível.
Em um comunicado, a OpenAI afirmou que esse é “o modelo pequeno mais capaz e econômico disponível atualmente” e que vai chegar a partir desta quinta-feira, 18, para todos os usuários — de planos pagos e gratuitos.

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July 19, 4:37 PM
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Pisa 2022: confira resultados da primeira avaliação de criatividade feita pela OCDE

Nesta terça-feira (18), a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou os resultados de avaliação sobre pensamento criativo, que fez parte do Pisa 2022 (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). 
O relatório em inglês pode ser acessado aqui. 
A prova é realizada de três em três anos com estudantes na faixa dos 15 anos, a cada vez, enfocando uma área de conhecimento: Leitura, Matemática ou Ciências. Os resultados dessas áreas foram divulgados em dezembro de 2023. 
Mas, desde 2015, o Pisa também começou a avaliar competências consideradas relevantes para o século 21. Em 2022, o foco foi em Matemática e no Pensamento Criativo, para avaliar até que ponto os estudantes desenvolvem ideias próprias, originais, não se limitando a reproduzir o que aprendem na escola. Para saber mais sobre o Pisa, confira esse texto da Jeduca.
Além deste destaque, a OCDE também divulgará um novo relatório com foco em letramento financeiro dos estudantes participantes do PISA 2022 no próximo dia 27 de junho. 
Como o Pisa 2022 avalia o pensamento criativo
Segundo a OCDE, o pensamento criativo é definido como “competência para se envolver produtivamente na geração, avaliação e melhoria de ideias que podem resultar em soluções originais e eficazes, avanços no conhecimento e expressões impactantes de imaginação”. 
A definição de pensamento criativo e as questões da avaliação de criatividade do Pisa 2022 se baseiam em três processos que contemplam habilidades cognitivas consideradas relevantes para o pensamento criativo em sala de aula:
Gerar ideias diversas: a capacidade do aluno de pensar de maneira flexível, de forma a ter ideias que sejam diferentes umas das outras;
Gerar ideias criativas: a capacidade de pensar em soluções novas que sejam úteis e originais, medidas a partir da comparação com as respostas de outros alunos na mesma tarefa. Uma resposta é considerada original se poucos estudantes tiverem essa mesma ideia; e
Avaliar e melhorar ideias: a capacidade do aluno de avaliar limitações nas ideias e melhorar sua originalidade.
A OCDE destaca que essas três capacidades podem ser aplicadas em diferentes processos de aprendizagem e contextos de resolução de problemas. A matriz de referência da avaliação sobre Pensamento Criativo está disponível neste documento, que inclui conteúdo programático, competências avaliadas e exemplos.
As perguntas da avaliação foram baseadas em quatro domínios, sendo eles: expressão escrita, expressão visual, resolução de problemas sociais e resolução de problemas científicos. 
Para avaliar a criatividade, uma das perguntas, por exemplo, solicitava que o estudante sugerisse três títulos diferentes para uma ilustração. Em outra questão, os alunos deveriam escrever um diálogo original para uma história em quadrinhos.
Destaques sobre pensamento criativo do Pisa 2022 e situação do Brasil
A média do Brasil na avaliação do pensamento criativo foi de 23 pontos, 10 pontos abaixo da média da OCDE (33 pontos). No ranking formado por 64 países, o Brasil ocupa a 49ª posição. A escala adotada vai de 0 a 60 pontos.
Alunos de Cingapura (41 pontos), Coréia do Sul (38 pontos), Canadá (38 pontos), Austrália (37 pontos), Nova Zelândia (36 pontos), Estônia (36 pontos) e Finlândia (36 pontos), respectivamente, são os que aparecem entre os mais criativos. Sobre os resultados do Brasil em níveis: No Brasil, o total de estudantes que ficaram nos níveis 1 e 2, abaixo do considerado básico, foi de 54,3%. Os estudantes desses níveis costumam ter ideias de temas óbvios e um engajamento mínimo com a tarefa, criando elementos visuais simples e histórias curtas.
34,9% dos estudantes brasileiros alcançaram o níveis 3 e 4 da avaliação sobre pensamento criativo, contra 78% da média da OCDE. Com engajamento maior do que o previsto nos níveis abaixo, os estudantes do nível 3 apresentam ideias tidas como apropriadas para tarefas e resolução de problemas simples a moderadamente complexas.
10,9% dos estudantes no Brasil atingiram os níveis 5 e 6. Nesses níveis, os estudantes conseguem se engajar na geração de ideias diversas e originais, inclusive em tarefas tidas como complexas e abstratas. A média da OCDE para os níveis 5 e 6 foi de 27%.
Além dos dados a partir das questões, o Pisa também fez perguntas para traçar o perfil dos estudantes. Como noticiou o Estadão, os resultados mostram que os alunos que se saíram melhor nas provas são mais curiosos, persistentes e com mais senso de perspectiva.  
Pensamento criativo e gênero
De maneira geral, a análise por gênero sinaliza um desempenho superior das meninas em pensamento criativo. Segundo o relatório, em nenhum país o desempenho dos meninos em pensamento criativo é maior que o das meninas.
Com exceção do Chile, México e Peru, o desempenho médio entre meninos e meninas foi estatisticamente significativo em favor das meninas em todos os países.
No Brasil, a diferença entre o desempenho de meninas e meninos foi de 2,5 pontos, o que está próximo da média da OCDE (2,7 pontos). 
 O desempenho das meninas foi superior, especialmente, entre os estudantes com melhor desempenho, em que a diferença foi de 3 pontos entre meninas e meninos. 
No Brasil, entre os estudantes que alcançaram os níveis mais altos de avaliação em pensamento criativo, 12% eram meninas e 9% meninos. As médias da OCDE foram de 31% e 23%, respectivamente.
58% dos estudantes brasileiros que não alcançaram o nível 3 eram meninos, enquanto as meninas representavam 50%. Nos países da OCDE, as médias foram de 25% e 18%, respectivamente. 
Pensamento criativo e nível socioeconômico
Assim como nas demais áreas de conhecimento avaliadas (Leitura, Matemática e Ciências), de acordo com os resultados, o nível socioeconômico também influenciou na capacidade criativa dos estudantes. 
O relatório indica que em todos os países os alunos com maior nível socioeconômico tiveram um desempenho melhor em pensamento criativo em comparação com os estudantes menos favorecidos. 
A média da OCDE foi de 9,5 pontos, enquanto que no Brasil a diferença entre estudantes com melhores condições socioeconômicas em comparação com os mais desfavorecidos chegou a 11,4 pontos.
 Desempenho em pensamento criativo e em disciplinas tradicionais 
Um dos destaques da avaliação é a relação entre o desempenho dos estudantes em habilidades criativas e o desempenho acadêmico. De acordo com os resultados avaliados, uma melhor pontuação em disciplinas tradicionais não significou uma performance também superior na avaliação da criatividade dos estudantes. 
Cingapura, país que teve a maior pontuação na escala de pensamento criativo (41 pontos), também liderou as notas em matemática, ciências e leitura no Pisa 2022. Em contrapartida, República Tcheca, Hong Kong e China, que tiveram pontuações acima da média nessas três áreas do conhecimento, apresentaram um desempenho abaixo da média da OCDE na avaliação de criatividade.
Outro caso é Portugal, o último dos 12 países acima da média em pensamento criativo (34 pontos), mas que não esteve acima da média nas disciplinas tradicionais avaliadas pelo Pisa. 
No caso dos estudantes brasileiros, 4% dos alunos que foram melhor em pensamento criativo também são os melhores em matemática, em leitura esse número é de 11%.  
Dicas de cobertura
Assim como acontece na cobertura dos resultados das áreas de conhecimento tradicionais, é importante tomar cuidado com o uso apenas dos rankings. O Pisa é uma avaliação amostral e por isso os cálculos são feitos considerando uma margem de erro, ou seja a diferença de posição entre dois países num ranking pode ser apenas em função da margem de erro, não uma diferença significativa de pontuação. Nesse caso, a diferença de resultados entre dois países, de tão pequena, pode não ser real.
No caso de uma divulgação que traz uma nova competência avaliada, é importante buscar entender como ela foi feita, o que foi levado em consideração e buscar ilustrar o conteúdo com exemplos. 
É uma oportunidade também de buscar exemplos de escolas, redes de ensino e projetos nas escolas que estejam trabalhando mais diretamente os conceitos relacionados na avaliação, que valorizem e incentivem a criatividade, um fator que o relatório também aponta como diferencial. Reportagem da Agência Brasil destacou que o relatório  também aponta que a participação regular (de ao menos uma vez por semana) em atividades artísticas, de jogos e ou competição também beneficia o desenvolvimento do pensamento criativo. 

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July 19, 4:30 PM
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A inteligência artificial é pirata? 

A inteligência artificial é pirata?  | Inovação Educacional | Scoop.it
Nesta semana, a empresa de inteligência artificial Suno foi processada pela Sony, Warner e Universal, as três maiores gravadoras. A acusação: violação de direitos autorais, ou para os íntimos, pirataria. A empresa teria se utilizado das músicas controladas pelas gravadoras para construir seus serviços.
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July 19, 4:25 PM
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Inteligência artificial compete com humanos por água

Inteligência artificial compete com humanos por água | Inovação Educacional | Scoop.it

Os três pilares necessários para que a inteligência artificial possa funcionar são: chips, eletricidade e água (doce). Na semana passada escrevi como o uso de energia aumenta por causa da IA. Mas em geral pouco se fala sobre o consumo de água.
A informação mais comum de se encontrar online é de que uma empresa de inteligência artificial "bebe" uma garrafa de 500 ml de água a cada 10 perguntas (prompts) feitas na sua plataforma. O número já impressiona, mas é importante olhar para ele no detalhe, porque nem todo uso de água é igual.
Uma coisa é remover a água da natureza e devolvê-la ao ambiente. É o que fazemos quando escovamos os dentes. A água volta com impurezas, mas com tratamento adequado, pode ser reutilizada. Outro uso distinto é consumir a água, em vez de devolvê-la. Consumo é definido como "a água evaporada, transpirada ou de alguma outra forma removida do seu ambiente imediato".
Os datacenters usados pela inteligência artificial fazem as duas coisas. Removem a água da natureza, devolvendo parte dela com impurezas. E consomem outra parte, que evapora. Um estudo de 2023 feito pelo engenheiro da computação Shaolei Ren e sua equipe apontou que só o treinamento do GPT-3 feito nos Estados Unidos evaporou 700 mil litros de água.
Na média, dependendo da temperatura exterior, um datacenter pode evaporar até nove litros por cada KWh de energia usada. Esse número aplaca a inquietação de um leitor que comentou no meu artigo da semana passada. Ele fez as contas dos números da energia consumida pelos chips que mencionei e disse que "teriam de ser refrigerados à água e muita água, como a que refrigera a resistência do chuveiro". Bingo!
O uso de água pela inteligência artificial não para por aí. Produzir os chips também usa quantias enormes de água pura. Uma fábrica de chips retira vários milhões de litros de água do ambiente por dia. A parte retornada pode conter materiais tóxicos, que requerem tratamento especial para reuso. A parte consumida é difícil de determinar, já que não há informações disponíveis nem obrigações de transparência.
As empresas de tecnologia que possuem políticas de transparência ambiental têm reportado aumento no consumo de energia, água e emissões de carbono. A Microsoft, por exemplo, reportou a remoção de 12,9 bilhões de litros de água em 2023 e 7,8 bilhões de litros consumidos, um aumento de quase 50% desde 2020. Um representante da empresa afirmou para a revista Wired que a empresa está comprometida com o objetivo de se tornar negativa em carbono e positiva em água até 2030.
Vale também mencionar que várias outras empresas não possuem políticas de transparência ambiental (OpenAI, por exemplo) e não publicam relatórios de impacto. Então não dá para saber seus números, mas dá para estimar que os níveis são similares.
Vale lembrar que a água disponível para uso humano é limitada, basicamente a água de superfície e subterrânea. A inteligência artificial compete conosco pelo mesmo tipo de água. Tudo isso é extremamente importante para o Brasil. Somos não só o maior produtor de energia renovável do planeta, como também o maior detentor de água doce, com 12% das reservas globais, o dobro do segundo colocado. Precisamos gerir esses recursos estrategicamente.
Podemos nos tornar um país central para a inteligência artificial, promovendo riqueza local, desenvolvimento e sustentabilidade. Perceber e fazer isso com sabedoria é uma das missões centrais da nossa geração.
Já era – achar que a inteligência artificial não irá beneficiar o Brasil economicamente
Já é – perceber que o Brasil pode ser o maior fornecedor de energia e água renovável do planeta, de forma sustentável
Já vem – trabalhar para aproveitar essa oportunidade sabiamente, com sustentabilidade e sem dormir no ponto

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