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June 12, 8:43 AM
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Menos blockbusters e mais ‘indies’: o que explica a tendência apontada pelo mais importante evento de games do mundo

Menos blockbusters e mais ‘indies’: o que explica a tendência apontada pelo mais importante evento de games do mundo | Inovação Educacional | Scoop.it

Há pelo menos três décadas, os meses de maio e junho são os favoritos da indústria mundial de videogames. Até 2019, o palco para o anúncio de novidades e futuros lançamentos foi a tradicional convenção E3, sigla para Electronic Entertainment Expo. Com seu fim decretado há alguns anos, outro evento de menor porte aos poucos vem ocupando seu lugar. Também sediado em Los Angeles, o Summer Game Fest vai se consolidando como a ocasião em que as principais fabricantes de jogos tentam traçar os caminhos de um mercado bilionário e em constante mutação.
Havia certa tensão no ar quando o Summer Game Fest abriu suas atividades em uma cerimônia transmitida ao vivo na última sexta-feira. Geoff Keighley, apresentador e criador do evento, surpreendeu ao mencionar as turbulências que têm atingido o setor.
“Vamos admitir, foi um ano difícil, com demissões em empresas e fechamentos de estúdios”, disse. “Mas existe outra coisa acontecendo: a indústria está evoluindo. Graças à distribuição digital, times pequenos e novos criadores estão tendo grande sucesso”, acrescentou, destacando que a maior parte dos jogos mais vendidos em 2024 vem do setor “indie”, ou seja, desenvolvedoras com poucos funcionários ou, em alguns casos, exércitos de um só homem.
Mas a indústria tradicional continua a mostrar serviço, ainda que para isso precise se adaptar à nova realidade. Acostumada ao protagonismo, a francesa Ubisoft foi uma das grandes publishers que reduziu sua quantidade de novos jogos de grande orçamento, os “AAA”, que chegam a custar centenas de milhões de dólares.
Dois títulos com lançamento previsto para 2024 tiveram destaque na apresentação particular da empresa, ocorrida na segunda-feira: “Assassin’s Creed Shadows”, novo capítulo da tradicional série de ação, desta vez ambientada no Japão Feudal; e “Star Wars Outlaws”, ambiciosa aventura de mundo aberto baseada na maior franquia da cultura pop, com personagens e localizações inéditas nos filmes.
“Somos muito conscientes e respeitosos de que esse é um investimento de tempo e dinheiro”, diz o diretor criativo Julian Gerighty. “Então queremos entregar aos fãs algo que seja realmente bom.”
“Eventos como esse são ótimas oportunidades para ouvir o feedback dos jogadores e da imprensa e celebrar a paixão que todos temos pelos videogames”, acrescenta Alain Corre, chefe da Divisão de Publicação de Jogos da Ubisoft, que aponta que o tamanho mais econômico da lista de superproduções revela uma tendência da indústria como um todo.
“Há menos grandes jogos sendo desenvolvidos atualmente por causa dos recursos e do tempo crescentes que levam para serem produzidos, e porque já existem jogos de grande sucesso e títulos gratuitos que as pessoas jogam há anos”, diz. “Isso torna mais difícil para novos games encontrarem um público grande o suficiente.”
Fabricante do console Xbox, a americana Microsoft tem sido alvo de críticas pelas recentes notícias de demissões em massa e fechamentos de quatro estúdios, tudo no rastro da ambiciosa aquisição da publisher Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.
Em sua apresentação no domingo, a Microsoft tentou ignorar as dificuldades e se concentrou em ressaltar o maior cardápio possível. Títulos baseados em marcas consagradas como “Doom”, “Gears of War”, “Perfect Dark” e “Indiana Jones” foram algumas das atrações — a maioria com lançamento em 2025.
Dentre os blockbusters, o único que chega ainda neste ano é “Call of Duty: Black Ops 6”, jogo de tiro com enredo distópico inspirado na Guerra Fria. Houve também um foco constante na disponibilidade desses jogos no serviço por assinatura Game Pass, ainda que a empresa também tenha anunciado novos modelos do console Xbox. A oferta abundante de títulos contraria as tendências, mas parece de acordo com a obrigação de a Microsoft mostrar serviço após seguidas manchetes negativas.
A verdade é que a indústria de games passa por uma crise de identidade inédita em sua história. Na medida em que outras formas de entretenimento digital se popularizam, seja nas telinhas dos celulares, em jogos competitivos ou em experiências online persistentes como “Fortnite” e “Roblox”, fica evidente que o mercado tradicional baseado em games “AAA” tem sua importância reduzida com o público mais jovem.
Nesse contexto, é possível que cada vez mais produtores independentes ganhem espaço e protagonismo. Dada a quantidade de títulos interessantes de menor porte apresentados em Los Angeles, esse parece ser o caminho provável.
“Os orçamentos dos jogos ‘AAA’ ficaram tão grandes que a mentalidade tem sido jogar seguro, para torná-los empreendimentos comerciais menos arriscados”, diz James Turner, do estúdio indie All Possible Futures, responsável por “The Plucky Squire” (“O Escudeiro Valente” no Brasil), um dos títulos indie mais badalados do Summer Game Fest. “Mas, quanto mais avesso ao risco você se torna, menor será a probabilidade de ser criativo. Uma equipe menor pode se arriscar mais, fazer algo maluco e criar algo que as pessoas nunca viram antes.”

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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July 10, 5:58 PM
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Inteligência Artificial na Educação: CEE-MG participa de Conferência Internacional

Inteligência Artificial na Educação: CEE-MG participa de Conferência Internacional | Inovação Educacional | Scoop.it

O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG) está representado na 25ª Conferência Internacional de Inteligência Artificial na Educação (AIED 2024), realizada de 8 a 12 de julho de 2024, no Recife, Pernambuco. Organizado pela CESAR School, o evento tem como tema "IA na Educação para um Mundo em Transição" e reúne mais de 500 participantes para discutir a necessidade de abordagens inovadoras para maximizar os benefícios educacionais da IA de forma responsável, enfatizando a alfabetização em IA e estruturas éticas para guiar a integração da IA nos ambientes educacionais.

Realizada pela primeira vez na América Latina, este ano a conferência conta com significativa participação brasileira, com cerca da metade dos trabalhos submetidos por pesquisadores do país. Celebrando seu trigésimo aniversário, a AIED se destaca pelo corpo de cientistas que pesquisa e publica sobre o tema, atuando muito antes da popularização da IA Generativa, iniciada com o lançamento do ChatGPT em novembro de 2022.

Participação do CEE-MG

No evento, o Conselho Estadual de Educação está representado pelo Conselheiro Luciano Sathler, PhD em Administração pela FEA/USP, e referência em Educação a Distância no Brasil. No órgão, Luciano Sathler preside a Comissão  Temporária encarregada de elaborar normas para a oferta de Educação a Distância (EaD), a utilização de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a aplicação da Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica.

O presidente do CEE-MG, Felipe Michel Braga, ressaltou a importância estratégica da participação do Conselho nesse fórum científico e de debates, anunciando planos para organizar um seminário sobre o tema ainda este ano. “Nós pensamos em organizar um seminário sobre IA na Educação, em formato híbrido, que as pessoas possam participar online ou presencialmente, para o segundo semestre, focado em debater se há necessidade ou não de uma regulação específica na área de educação, na melhor forma de destravar e construir um futuro melhor a partir dessas tecnologias”, afirmou.

Avanços e Desafios da IA na Educação

A professora Blaženka Divjak, da Universidade de Zagreb, ressaltou a inevitabilidade da IA na educação e a importância de empoderar, e não substituir, os educadores. Ela destacou a necessidade de repensar os métodos de aprendizado e promover uma mudança cultural nas escolas, com base em uma reflexão profunda sobre o que é necessário aprender e como realmente se aprende. Segundo ela, a aprendizagem deveria ser o foco principal na educação há anos, demandando uma mudança significativa na cultura escolar. Nesse sentido, é fundamental definir quais atividades devem permanecer exclusivamente humanas para garantir que a IA beneficie os estudantes, empoderando os professores e promovendo uma cooperação crítica e criativa entre humanos e máquinas.

Outro destaque foi a apresentação dos pesquisadores do Advanced Innovation Center for Future Education, da Beijing Normal University, na China. Eles desenvolveram uma versão própria de assistente virtual com IA, utilizando modelos de LLM disponibilizados em código aberto, para auxiliar no acompanhamento e suporte a estudantes com dificuldades de foco, atenção e aprendizagem.

A organização da AIED celebrou a participação de muitos profissionais que não são cientistas da área, demonstrando o crescente interesse de empresas, governos, instituições educacionais e educadores nas aplicações da IA na educação. Os trabalhos científicos apresentados abordam o desenvolvimento e a aplicação de soluções de IA em diversos contextos globais. A lista completa dos trabalhos está disponível no site oficial da conferência: https://aied2024.cesar.school/program/accepted-papers.

O Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas disponibilizou integralmente 24 trabalhos apresentados por seus pesquisadores associados, acessíveis no link: https://mailchi.mp/nees.ufal.br/25-aied-2024.

Para informações adicionais sobre a AIED 2024, acesse: https://aied2024.cesar.school/home.

Entenda o que é LLM e Assistentes Virtuais

Um LLM é um tipo de IA generativa que foi alimentado com um conjunto enorme de textos da internet. Ao analisar esse conjunto de dados, um LLM como o ChatGPT ou o Gemini aprende a prever que palavras têm mais chance de ser colocadas em sequência para completar frases. Isso é capaz de garantir uma coerência linguística e uma estrutura gramatical perfeitas – mas não a qualidade ou veracidade do conteúdo gerado (definição dada pelo Glossário Anotado de Educação Midiática e Inteligência Artificial. São Paulo: Educamídia, 2024).

Assistentes virtuais são programas de computador que ajudam usuários a realizar tarefas ou serviços por meio de comandos de voz ou texto. Utilizam tecnologias como processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina para entender e responder a perguntas, realizar tarefas online, como agendar compromissos, enviar mensagens, ou fornecer informações em tempo real. Exemplos populares incluem Siri, Alexa e Google Assistant. Essa tecnologia torna a interação com dispositivos e serviços digitais mais intuitiva, facilitando o acesso a informações e a realização de atividades cotidianas (definição dada pelo Glossário Anotado de Educação Midiática e Inteligência Artificial. São Paulo: Educamídia, 2024).

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Empresários vão ao mangue no Sergipe para ver ao vivo o que é ‘tecnologia social’

Empresários vão ao mangue no Sergipe para ver ao vivo o que é ‘tecnologia social’ | Inovação Educacional | Scoop.it
“Estive em Santa Luzia duas vezes, sempre com experiências maravilhosas. Em abril deste ano com 20 pessoas de nossa Fundação, entre conselheiros, médicos, pesquisadores e colaboradores”, diz o médico José Luiz Egydio Setúbal, presidente da fundação que leva seu nome, a FJLES. A intenção era mostrar projetos apoiados pela fundação in loco. “Foi transformador para todos”, resume.
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Afya obtém aprovação para expansão de vagas de medicina em Maceió

Afya obtém aprovação para expansão de vagas de medicina em Maceió | Inovação Educacional | Scoop.it

A Afya anunciou, nesta sexta-feira (12), que obteve autorização para expandir o número de vagas no curso de medicina oferecido no Centro Universitário de Maceió (Unima Alagoas).
O Ministério da Educação aprovou a expansão de 80 vagas no curso, o que vai resultar em um pagamento adicional de R$ 1,25 milhão por nova vaga. Agora, a universidade em Maceió tem 220 vagas no curso de medicina.
No total, a Afya tem 3.583 vagas de cursos de medicina aprovados.

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72% das cidades que poderão receber novos cursos de Medicina não têm infraestrutura adequada

Sete em cada dez municípios que poderão receber novas escolas médicas não têm infraestrutura adequada para sediar uma faculdade de Medicina, com problemas como ausência de hospital de ensino ou número insuficiente de leitos no SUS e de equipes de saúde da família. Parte dessas cidades, mesmo sem a estrutura esperada, já possuem cursos de graduação médica.
Os dados são de levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e obtido com exclusividade pelo Estadão com base nos 294 pedidos de autorização de novos cursos e vagas de medicina que tramitam administrativamente ou por força judicial no Ministério da Educação (MEC).
De acordo com a análise, esses processos buscam autorização para a abertura de vagas em 182 municípios brasileiros, dos quais 132 (72,5% deles) não cumprem, integralmente ou parcialmente, parâmetros considerados essenciais para o funcionamento de um curso de Medicina. O MEC afirma que análise de pedidos de abertura de vagas leva em conta a estrutura da cidade.
Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a abertura de novos cursos de Medicina deve ser feita seguindo os critérios da lei do Mais Médicos, que teve sua constitucionalidade questionada na Justiça e previa algumas desses parâmetros. No entanto, os ministros do STF definiram que as instituições que já haviam passado da fase inicial da documentação deveriam continuar com o processo em tramitação.
De acordo com as normas do MEC para abertura dessas graduações, um município deve ter, entre outros recursos, cinco leitos do SUS para cada vaga aberta e um hospital de ensino ou unidade hospitalar com ao menos 80 leitos que tenha potencial para se tornar um estabelecimento de saúde de ensino.
O levantamento do CFM mostra que, das 182 cidades, somente 50 (27,5%) possuem hospital de ensino. Já com relação ao número mínimo de leitos do SUS, apenas 35 municípios (19,2%) cumprem tal requisito. Do total de cidades avaliadas, 130 já possuem cursos de Medicina.
"Os graduandos de Medicina devem passar por etapas, desde os estudos da área básica, com fisiologia, fisiopatologia; passar pela prática na atenção primária, fazer estágio em áreas de emergência. São condições mínimas que a gente espera. O ensino médico é uma área de relevância pública, muito importante para a segurança da sociedade. Um médico mal formado pode ser perigoso", diz Donizetti Giamberardino, coordenador do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas do Conselho Federal de Medicina (SAEME-CFM).

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Do que a nova esquerda precisa

Do que a nova esquerda precisa | Inovação Educacional | Scoop.it

As recentes eleições na França e no Reino Unido, juntamente com a atual campanha presidencial dos Estados Unidos, refletem os dilemas que os partidos de esquerda enfrentam enquanto tentam criar novas identidades e apresentar alternativas verossímeis à extrema-direita. Foi a extrema-direita quem capitalizou primeiro a reação crescente contra o neoliberalismo e a hiperglobalização após a crise financeira global de 2008. Há uma década, podia-se justificar uma reclamação sobre a “abdicação da esquerda”.
Em sua defesa, os partidos de esquerda estão numa posição melhor hoje. O Partido Trabalhista britânico acabou de vencer de forma esmagadora, encerrando 14 anos de governo conservador. A coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) na França tem uma chance muito melhor de impedir a ascensão da extrema-direita do que as forças centristas aliadas ao presidente Emmanuel Macron. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, levou seu país a um território inexplorado com novas políticas industriais e verdes, embora esteja atrás de Donald Trump nas pesquisas.
Como as dificuldades dos democratas nos Estados Unidos indicam, a esquerda ainda tem muito trabalho pela frente. A idade de Biden e sua evidente incapacidade de convencer o público de sua aptidão mental são uma parte grande do problema. Mas a mensagem mista que os democratas têm enviado sobre o que de fato representam e quem representam também não ajuda.
Este é um problema que também aflige outros partidos. Como Thomas Piketty tem mostrado, os partidos de esquerda se desvincularam de sua base tradicional da classe trabalhadora e têm se voltado para a elite educada.
A esquerda ainda não forjou uma identidade que seja adequada para as realidades atuais. Como ela deve se reposicionar? Deve focar na redistribuição, como a NFP na França parece ter feito? Deve manter a responsabilidade fiscal, como o Partido Trabalhista do Reino Unido? Deve abraçar políticas industriais à la Biden, e com que propósito? Como deve lidar com questões como imigração, meio ambiente ou direitos dos transgêneros, sobre as quais a elite cultural tem opiniões muito diferentes do público em geral?
Se a esquerda deseja recuperar a força política, deve retornar às suas raízes e, mais uma vez, representar os interesses dos trabalhadores. Isso significa focar diretamente em empregos bons, seguros e produtivos para trabalhadores sem diploma universitário. O aumento da insegurança econômica, a erosão da classe média e o desaparecimento dos bons empregos em regiões em declínio foram o coração do aumento do populismo de direita. Apenas revertendo essas tendências a esquerda pode apresentar uma alternativa viável.
A dificuldade é que as velhas estratégias não funcionarão. Trabalhadores sindicalizados na manufatura formaram o núcleo de apoio aos partidos de esquerda nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial. Eles também eram a base da classe média.
Hoje, a manufatura emprega uma parcela cada vez menor de trabalhadores nos EUA e na Europa. A maior parte da força de trabalho está nos serviços. Quando Biden assumiu o cargo em janeiro de 2021, a parcela de emprego na manufatura dos Estados Unidos já havia encolhido para 8,5%. Hoje está abaixo de 8,2%, apesar de todos os esforços de seu governo para revitalizar a manufatura. Alguns países europeus, como a Alemanha, têm parcelas maiores de emprego na manufatura, mas nenhum conseguiu evitar um declínio ao longo do tempo.
A insegurança econômica, a erosão da classe média e o desaparecimento dos bons empregos em regiões em declínio foram o coração do avanço populismo de direita. Apenas revertendo essas tendências a esquerda pode apresentar uma alternativa viável
Os partidos de esquerda ainda não aceitaram totalmente esse fato. Nenhuma de suas falas sobre reindustrialização, competitividade, digitalização e transição verde soa realista quando se trata de empregos. Nem o protecionismo contra a China. Estratégias que se concentram na manufatura têm consideravelmente menos apelo político quando a maioria dos trabalhadores não está na manufatura e não tem perspectivas realistas de emprego nesse setor.
Políticas redistributivas também têm problemas. Há um argumento forte para tornar os sistemas tributários mais progressivos e aumentar as taxas de imposto dos que têm rendas mais altas. Transferências sociais maiores e previdências sociais melhores ajudariam, especialmente nos Estados Unidos, onde as redes de segurança social ainda são fracas. Mas as transferências de renda não compensam os trabalhadores pela perda de dignidade e reconhecimento social que acompanham o desaparecimento de bons empregos. Nem consertam a quebra na vida social e comunitária que ocorre quando fábricas fecham ou se mudam para outro lugar.
O que a esquerda precisa, então, é um programa crível de criação de empregos bons e produtivos em toda a economia - especialmente em regiões em declínio e para trabalhadores com menos que um diploma universitário. O alvo representativo de tal programa não é um trabalhador da indústria automobilística ou siderúrgica, mas um trabalhador de cuidados com a saúde ou varejo.
Além disso, a inovação amigável ao trabalho deve estar no centro do programa. Aumentar salários e empregos ao mesmo tempo requer inovações organizacionais e tecnológicas que aumentem a produtividade de trabalhadores menos instruídos. Ao contrário da automação e de outras formas de tecnologias que economizam trabalho, as inovações amigáveis ao trabalho ajudam trabalhadores comuns a realizar uma gama maior de tarefas mais complexas. Ferramentas digitais que conferem expertise são um exemplo.
Como a inovação e a produtividade são centrais para essa agenda, as políticas necessárias se parecem com as bem-sucedidas políticas industriais de antigamente. Podemos chamá-las de políticas industriais para serviços ou, melhor ainda, políticas produtivas para o trabalho. Elas se baseiam em parcerias locais intersetoriais existentes e programas nacionais de inovação, mas com foco em serviços que absorvem trabalho e tecnologias complementares ao trabalho menos instruído. Meus colegas e eu esboçamos variantes de tais programas para os EUA, França e Reino Unido.
Uma nova esquerda deve enfrentar de frente tanto a nova estrutura da economia quanto o imperativo da produtividade. Só então ela se transformará no verdadeiro movimento político do futuro e em uma alternativa viável à extrema-direita.

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PORTARIA Nº 641 DE 11 DE JULHO DE 2024 - PORTARIA Nº 641 DE 11 DE JULHO DE 2024 - Membros da Câmara de Educação Básica e da Câmara de Educação Superior

Art. 1º Ficam divulgadas, na forma dos Anexos I e II, as relações dos nomes a serem considerados para escolha e nomeação dos membros da Câmara de Educação Básica e da Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação - CNE, elaboradas a partir das indicações das entidades constantes do Anexo à Portaria MEC nº 546, de 13 de junho de 2024, alterada pelas Portarias MEC nº 609, de 1º de julho de 2024, e nº 626, de 4 de junho de 2024.

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July 11, 12:32 PM
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GT Educação aponta boas práticas para uso de recursos digitais

GT Educação aponta boas práticas para uso de recursos digitais | Inovação Educacional | Scoop.it
Na manhã do segundo dia de reunião, as delegações foram divididas em quatro subgrupos temáticos e orientados a apresentar propostas de resultados concretos. Houve acordo para produzir uma pequena publicação que apresente as boas práticas educacionais compartilhadas no âmbito do grupo. Também foi marcada uma reunião virtual do grupo, que deverá ocorrer no início de setembro, para dar continuidade aos trabalhos, em preparação para o último encontro presencial do ano do GT, que culminará com uma reunião ministerial, em Fortaleza, no mês de outubro. O GT realiza, ainda, nesta quarta (10/7), visita técnica a uma escola da rede municipal do Rio. 
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July 11, 12:30 PM
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Institutos federais pedem R$ 1 bilhão para alimentação de estudantes

Reitores de institutos federais, Cefets e do Colégio Pedro II estão recorrendo ao Congresso Nacional para obter uma recomposição orçamentária no Orçamento de 2025 em favor da rede de ensino técnico do país, que tem atualmente 1,5 milhão de estudantes matriculados, sendo mais de 85% oriundos de famílias de baixa renda, que ganham até dois salários mínimos por mês. Desse total, 60% são mulheres e 54% são negros, segundo dados da Plataforma Nilo Peçanha, do Ministério da Educação (MEC).
"Os institutos federais têm essa estrutura de excelência, ela é pública para todos, mas principalmente para aqueles jovens e adultos que não tiveram oportunidade, e não têm oportunidade em outras estruturas. Para que tenhamos êxito, precisamos de recursos que vão viabilizar a permanência desse jovem lá. Nós estamos elegendo uma grande bandeira para 2025, que é a alimentação escolar, que demanda um aporte de R$ 1,1 bilhão. Nossos estudantes não aprendem com fome e a nossa grande luta é para que todos os alunos recebam pelo menos uma refeição quente durante o dia nas unidades de ensino", disse Elias Monteiro, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), entidade que reúne os dirigentes dos institutos.

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July 11, 12:28 PM
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Portal CNM - Educação: publicada resolução que aborda a pauta da reunião ordinária do Conselho da Federação

Portal CNM - Educação: publicada resolução que aborda a pauta da reunião ordinária do Conselho da Federação | Inovação Educacional | Scoop.it
Resolução 11/2024 tem como fundamento a alteração do artigo 38 da Resolução 15/2021, trazendo a flexibilização abordada pelo ministro em casos de entidades que, por motivo de força maior, dolo ou culpa não apresentarem, tiverem apresentadas parcialmente ou reprovadas as suas prestações de contas, deverão apresentar as devidas justificativas ao FNDE. Com a nova resolução, acrescentou-se a possibilidade das prefeituras municipais e secretarias estaduais e distritais de Educação - Entidades Executoras (Eex) - apresentarem as justificativas ao FNDE e a cópia autenticada da Representação protocolada no Ministério Público.
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July 11, 11:22 AM
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Câmara aprova mudanças na reforma do ensino médio - Notícias

Câmara aprova mudanças na reforma do ensino médio - Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) projeto de lei que muda alguns pontos da reforma do ensino médio (Lei 13.415/17) com o objetivo de adequar à realidade das escolas as alternativas de formação apresentadas aos estudantes. A proposta será enviada à sanção presidencial.
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July 11, 11:21 AM
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Prêmio Capes Futuras Cientistas está com inscrições abertas —

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Iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e tem o objetivo de incentivar aumento da participação feminina nas ciências exatas
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July 11, 11:07 AM
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Exposições imersivas entram na moda e trazem mais receitas para shoppings

Exposições imersivas entram na moda e trazem mais receitas para shoppings | Inovação Educacional | Scoop.it

Na era da hiperconexão, em que as pessoas buscam viver experiências múltiplas em um único lugar, os shopping centers se tornaram os grandes palcos das exposições imersivas, em que as atrações não são as verdadeiras obras de arte, mas gigantescas projeções delas e de seus artistas renomados. A tendência, que projeta esses centros comerciais para além das compras, faz parte de um movimento internacional conhecido como “location-based entertainment”, ou seja, um local voltado ao entretenimento.
A exposição “Klimt e Gaudí: o Impossível Existe”, em cartaz no Mooca Plaza, ocupa um espaço de 2.400 m2 e traz paredões de 7 metros de altura, em uma estrutura que só seria viável em uma área externa, no caso, o estacionamento do local. “É uma forma estratégica de rentabilizarmos um espaço que vai além dos destinados a lojas, restaurantes, quiosques e eventos internos. Com isso, trazemos um ganho para ambos os lados: para o shopping e para o operador do evento, que inaugura já com um público em potencial, que são os nossos frequentadores”, diz Juliana Baitello, gerente de marketing do Mooca Plaza Shopping.
No caso do Mooca Plaza, a estratégia de trazer megaexposições é pensada e estruturada por um pessoal especializado. “Temos um time que trabalha constantemente em busca de novas operações. Esse time viu um potencial na exposição Klimt e Gaudí: o Impossível Existe em agradar ao público que já frequenta o shopping, além de atingir um novo público em potencial, que consome conteúdos mais voltados à arte e cultura”, diz Baitello.
O Cidade São Paulo Shopping, por estar localizado na Avenida Paulista, por onde circulam cerca de 12 milhões de pessoas ao ano, já foi construído com a perspectiva de não ser apenas um centro de compras. Porém, veio a pandemia, com forte impacto para todo varejo em relação à diminuição do fluxo de clientes, que foram gradualmente retornando às compras presenciais.
Neste cenário pós-pandêmico, o grupo Syn Prop Tech (SYN), do qual o Cidade São Paulo faz parte, teve que se reestruturar. Para atrair maiores públicos, resolveu intensificar a busca por eventos e ações de marketing e com isso acabou descobrindo um novo negócio. “Há três anos revisitamos o planejamento estratégico dos nossos seis shoppings, incluindo o Cidade São Paulo. E então surgiu nossa vocação por entretenimento, eventos, ativações e mídias. A excelente localização nos favorece pela pluralidade de pessoas. O empreendimento vem conseguindo ampliar ano a ano o faturamento com o que chamamos de “mal e mídia”, disse Ricardo Loducca, diretor comercial e de marketing da SYN.
A estratégia deu certo. Vencedora de três prêmios Telly Awards, a exposição “Tutankamon, Uma Experiência Imersiva”, encerrada no dia 16 de junho, atraiu 70 mil pessoas em apenas cinco meses. “Hoje, no Shopping Cidade São Paulo, a receita para ativações das campanhas das marcas já passa o faturamento do estacionamento”, completa Loducca, sem revelar as cifras. A mesma SYN promove até o dia 31 de julho, no Tietê Plaza Shopping, a exposição interativa “Divertida Mente 2”, em torno dos novos personagens da animação recente da Disney, Ansiedade, Tédio, Vergonha e Inveja.
O público infantil também está na mira do Shopping Morumbi, que inaugurou em 20 de junho a exposição “Heróis DC”, em uma área de 1.500 m2. Essa mostra é voltada aos fãs da Liga da Justiça, principalmente dos heróis Superman, Batman e Mulher-Maravilha, que se espalham por 18 salas repletas de itens originais, réplicas e ambientes interativos montados com alta tecnologia, incluindo projeções mapeadas e responsivas, sensores de presença, hologramas e som 5.1.
Em 2023, os shoppings da companhia Multiplan, que incluem o Shopping Morumbi e o Barra Shopping, no Rio, realizaram 1.071 eventos, com o objetivo de melhorar a experiência dos visitantes e alavancar as vendas. Uma das exposições de grande sucesso foi a imersiva “Beyond Van Gogh”, que nos quatro meses em que esteve Shopping Morumbi atraiu 370 mil pessoas.
A mostra que celebrou as obras do pintor holandês Vicent Van Gogh (1853 - 1890) se deu no estacionamento do shopping em mais de 2 mil m2, onde se viam as projeções digitais. Essa exposição gerou para o Shopping Morumbi aumento das vendas de 40,8% no período, comparando-se aos dados de 2019. Além dela, em 2023, o mall recebeu as mostras “Imagine Picasso” e “Os Mundos de Leonardo da Vinci”, que também tiveram grande sucesso de público.

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Microsoft e Apple deixam conselho da OpenAI

A Microsoft e a Apple abriram mão de seus lugares como observadoras no conselho de administrador da OpenAI em meio à pressão de reguladores nos Estados Unidos e na Europa sobre a real relação entre as companhias.
A Apple deveria assumir um papel de observadora como parte de um acordo para integrar o ChatGPT aos seus dispositivos, mas não o fará, de acordo com o jornal “Financial Times”, ao citar uma fonte. A Apple não quis comentar. Em vez desses assentos, a OpenAI realizaria reuniões regulares com parceiros como Microsoft e Apple e os investidores Thrive Capital e Khosla Ventures - parte de “uma nova abordagem para informar e envolver parceiros estratégicos importantes” sob Sarah Friar, a ex-chefe da Nextdoor que foi contratada como sua primeira diretora financeira em junho, disse um porta-voz da OpenAI ao “FT”.

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Um grande momento para a EPT

A Política Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) começa a se configurar em nosso país. No ano passado, celebrei a lei 14.645, sancionada em 2 de agosto, que instituiu o Marco Legal do Ensino Técnico. À época, destaquei a importância de a lei prever a constituição de um órgão de governança, com representantes de diferentes setores. A boa notícia é que o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), instituído em abril deste ano, por meio da publicação do Decreto 11.985/2024, entrou em campo e deu seus primeiros passos na última semana.
O grupo será responsável por produzir subsídios para a construção da Política Nacional de EPT para que, a partir dela, seja possível expandir a oferta dessa modalidade, visando garantir às juventudes formação de qualidade e perspectiva real de desenvolvimento pessoal e profissional.
Sob a coordenação do MEC, o GTI se constitui como um espaço de diálogo e construção e nele estão envolvidos representantes de ministérios, órgãos e entidades públicas e privadas, instituições de ensinos técnico e superior, movimentos sociais, da sociedade civil organizada, especialistas, setor produtivo, trabalhadores e estudantes.
É um passo importante e que merece ser destacado porque ter uma Política Nacional de EPT é condição necessária para a democratização dessa modalidade de ensino. Precisamos, agora, por meio deste GTI, garantir uma política que considere o que é relevante para as juventudes, para o país e para os territórios. E que entregue aos nossos jovens um caminho efetivo para que se desenvolvam plenamente, tanto pessoal como profissionalmente.
Temos inúmeros desafios, como valorizar e formar continuamente os professores das redes estaduais de ensino garantindo condições dignas de trabalho; definir a oferta de cursos articulada às transformações e tendências do mundo do trabalho, modernizando os cursos oferecidos e ampliando cada vez mais a sua qualidade; estabelecer parâmetros adequados para ampliação do financiamento à EPT que permita a todos os jovens o acesso a cursos atualizados e de alta qualidade; considerar as expectativas das juventudes, promover seu desenvolvimento pessoal e profissional e oportunizar uma carreira com horizonte e dignidade.
A responsabilidade é de todos nós. Como já falado anteriormente neste espaço, os jovens de hoje, adultos de amanhã, serão os responsáveis pelo país em pouco tempo e a EPT pode fazer a diferença para que tenham um desenvolvimento sólido e saudável, perspectivas reais de mobilidade social e inserção digna no mundo do trabalho.
Vale lembrar que o trabalho é uma das principais vias para garantir o pleno exercício da cidadania e do país. Valorizá-lo sempre e permitir aos jovens que conheçam e compreendam como se organiza o mundo do trabalho é também parte da condição para que se apossem do futuro. Por ora, temos ainda uma parcela da responsabilidade na abertura de caminhos para sua formação e na entrega de boas oportunidades a eles. A formação deste GTI atuando em regime de colaboração e coordenando os esforços entre diferentes atores é promissor para isso e para o futuro das nossas juventudes.
Nesse contexto de fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica cabe destacar, também, a recente aprovação no Congresso Nacional do Projeto de Lei (PL) 5.230/2023, que altera o Ensino Médio. A proposta, que aguarda sanção presidencial, manteve pontos relevantes para a formação das juventudes. O primeiro deles é a educação profissional articulada com a formação geral básica. A manutenção da EPT como parte do Ensino Médio é um avanço que merece reconhecimento pois permitirá ampliar matrículas e democratizar o acesso à educação profissional.
Manutenção da EPT como parte do Ensino Médio permitirá ampliar matrículas e democratizar acesso
Vale lembrar que todas as escutas realizadas com as juventudes (feitas pelo MEC, pelas secretarias estaduais e por diferentes organizações da sociedade civil) trazem a expectativa recorrente de acesso à educação profissional. Os outros dois pontos importantes que a lei manteve foram a ampliação da carga horária do Ensino Médio, de 2,4 mil para 3 mil horas, e a manutenção dos itinerários formativos. Estes aspectos garantem mais tempo dedicado à aprendizagem e a possibilidade de aprofundamento nas áreas de conhecimento.
Por outro lado, há pontos de preocupação que merecem atenção. Aqui nesta coluna, em abril, ressaltei a importância de articular a dimensão do trabalho à formação geral e, da mesma forma, cuidar para que essa articulação permanecesse dentro das relações de trabalho já previstas em lei e regulamentadas, como o estágio e a aprendizagem profissional. Esta lei do ensino médio aprovada pelo Congresso manteve uma nova modalidade, o trabalho voluntário e remunerado, que pode resultar em um incentivo ao trabalho não regulamentado, à contratação precária de adolescentes e à experiência formativa frágil e sem qualidade.
Se sancionada pelo presidente desta forma, teremos que estabelecer formas de proteger o sistema educacional - professores, alunos e projeto educativo - de iniciativas que ainda não foram bem formuladas, testadas e avaliadas, antes de permitir que sejam legalmente introduzidas nos sistemas educacionais. A educação profissional articulada ao ensino médio ainda precisa se fortalecer e qualquer iniciativa que a fragilize deve ser evitada!
Termino este artigo otimista e cautelosa: o momento é promissor, mas temos que zelar para preservar a qualidade das mudanças em curso. A EPT está na agenda educacional estadual e nacional. A lei do Ensino Médio sancionada trará perspectivas de articulação da educação profissional com a formação geral básica. Até agosto de 2025 teremos uma Política Nacional de EPT para o Brasil, construída por um Grupo de Trabalho Interinstitucional em processo democrático e legítimo de escuta e diálogo entre muitos atores.
A EPT pode vir a ser um caminho de projeção, mobilidade social e desenvolvimento das juventudes, se soubermos cuidar para que assim seja. O momento mostra que precisaremos ser firmes na defesa da qualidade e não precarização da educação pública e da EPT em particular. Sabemos do potencial que a EPT possui para a economia e para o futuro do país e estamos diante de um horizonte de oportunidades de futuro para as juventudes brasileiras. Não podemos desperdiçar este momento.

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Ânima obtém autorização para 50 vagas de medicina em universidade no Pará

Ânima obtém autorização para 50 vagas de medicina em universidade no Pará | Inovação Educacional | Scoop.it

A Ânima Educação anunciou nesta sexta-feira (12) que obteve a autorização do curso de graduação de Medicina na Faculdade Una, em Tucuruí (PA), por meio do programa Mais Médicos.
LEIA MAIS: Confira os resultados da Ânima e das demais companhias abertas no portal Valor Empresas 360
O número total de vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação é de 50 vagas ao ano. Com isso, a Inspirali, subsidiária da Ânima que administra os cursos de medicina, passa a contar com 1.892 vagas ao ano de medicina.
A Faculdade Una é a primeira no portfólio da Ânima com autorização para ter curso de medicina na região Norte. Ela ainda tem seis na região Sudeste, seis na Nordeste e duas na Sul.

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"Marroquina" é eleita primeira miss Inteligência Artificial; entenda

"Marroquina" é eleita primeira miss Inteligência Artificial; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it

O primeiro concurso de beleza de IA (inteligência artificial) do mundo, chamado "Miss AI", foi realizado recentemente, destacando a vencedora Kenza Layli, uma influenciadora de estilo de vida marroquina totalmente gerada por tecnologia.
Desde suas imagens até suas legendas e discursos, Layli é uma criação da inteligência artificial. Ela foi desenvolvida por Myriam Bessa, fundadora da agência Phoenix AI, que recebeu um prêmio em dinheiro e outros apoios para elevar o perfil de Layli.
Os participantes do concurso foram avaliados não apenas pela aparência, mas também pelo uso das ferramentas de IA por seus criadores e pela influência nas redes sociais.
As concorrentes virtuais responderam a perguntas similares às dos concursos de beleza humanos, tornando o evento uma mescla interessante entre tradição e tecnologia.
A reportagem menciona que influenciadores virtuais não são novidade, mas ressalta que a nova geração é criada exclusivamente por IA, sem a necessidade de redatores e diretores de arte humanos.
Essa inovação tecnológica promove diversidade e inclusão através de avatares de inteligência artificial, desafiando normas estabelecidas e criando novas oportunidades.
No entanto, especialistas expressaram preocupações sobre as implicações desse concurso de beleza de IA.
Argumentam que as imagens geradas por IA podem homogeneizar ainda mais os padrões de beleza, afastando-nos da apreciação da aparência natural e não editada. Essa tendência pode reforçar padrões de beleza já existentes, considerados prejudiciais por muitos.

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Mais digital, pequena empresa busca exportação

Mais digital, pequena empresa busca exportação | Inovação Educacional | Scoop.it

As micro, pequenas e médias empresas (MPME) estão se capacitando em ferramentas digitais, com destaque para marketing digital, para alçar voo rumo ao mercado externo. As lições da pandemia de covid-19 serviram para que esse segmento de negócios aprendesse que as vitrines de seus produtos podem ser amplificadas se colocadas sobre regiões do globo terrestre, impulsionadas pela transformação digital. Mas o caminho para o exterior não é fácil. Entre as diversas barreiras, se sobressaem o idioma, desconhecimento sobre questões regulatórias e recursos para financiar as exportações.
Esses dados fazem parte do relatório “Exportações digitais das MPMEs da Argentina, Brasil, Colômbia e México: oportunidades e desafios”, que entrevistou mais de 2 mil empresas desses países, sendo 579 no Brasil. Produzido pela Câmara Internacional do Comércio (ICC) de cada país, com apoio da ICC Global, o estudo, realizado de junho a agosto de 2023, chega ao Brasil por meio do Valor, em primeira mão.
Embora a ICC represente apenas grandes empresas — Nestlé, Microsoft, Amazon e Santander, entre elas —, o estudo está centrado nas pequenas porque a organização vê o ambiente de negócios como um todo. Se os segmentos menores ampliam as exportações, cresce o volume de negócios dentro de uma grande plataforma, diz ao Valor, Gabriella Dorlhiac, diretora-executiva da ICC Brasil.
O Brasil , entre os quatro países, foi o que mais acelerou o uso de ferramentas digitais , com 88% das empresas entrevistadas respondendo que fizeram essa transformação a partir da pandemia. Logo em seguido aparece o México (87%) e Argentina (85%), com a Colômbia mais distante (69%).
“Noventa por cento dos negócios na América Latina são feitos por micro e pequenas empresas, que respondem por 60% do emprego produtivo”, diz Dorlhiac. “Mas, quando falamos de exportação, essa participação cai muitíssimo. Hoje, só 13% das MPMEs têm comércio externo e, em volume de exportação, só 5%.” Dorlhiac acrescenta que na Europa a fatia do segmento é de 40% nas vendas externas.
Os dados apurados mostram que um dos diferenciais das empresas do Brasil é a busca de exportação global, e não só para países vizinhos. Argentina, Colômbia e México, ao contrário, concentram-se mais na venda regional, diz Dorlhiac, provavelmente pela facilidade do idioma espanhol.
A ICC representa uma rede mundial de mais de 45 milhões de empresas de diversos setores, da qual a ICC Brasil faz parte. Foi responsável pela fundação da Corte Internacional de Arbitragem, em 1923, e é a única instituição do setor privado com assento de observador na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Para as grandes empresas não é simples, não é fácil, então, eu acho que é um trabalho admirável que as pequenas e médias que já exportam estão fazendo”, afirma a executiva.
Diante dos problemas apresentado pelos pequenos negócios, a ICC estuda oferecer, ainda este ano, capacitação e orientação. Para isso, conta com parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil ), entre outros. No caso de idiomas, porém, esse tipo de capacitação não faz parte da área de atuação da ICC. “É um desafio interessante para pensarmos como isso pode ser resolvido”, pondera Dorlhiac.
No processo de transformação digital, a ICC tem conversado com empresas de diferentes setores, questionando como elas estão levando a inteligência artificial (IA) para dentro de suas operações. “Os diferentes setores estão olhando a inteligência artificial de maneiras muito diferentes, mas todos estão adotando. Acho que esse é um denominador comum importante.”
Se nas grandes empresas o uso da IA ainda traz muitas dúvidas, nos negócios menores não é diferente. As pequenas ponderam, por exemplo, que se ainda estão aprendendo o emprego da tecnologia, como vão interagir dentro de suas cadeias, com os seus fornecedores? Para a diretora, o principal desafio é entender como a inteligência artificial “casa” com o negócio da empresa, com a operação.

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Tatiana Salem Levy: A grande alegria de ver crianças entusiasmadas com os livros | Eu &

Tatiana Salem Levy: A grande alegria de ver crianças entusiasmadas com os livros | Eu & | Inovação Educacional | Scoop.it
Nada melhor para despertar o gosto pela literatura do que disponibilizar os livros para serem manuseados à vontade pelas crianças, como na Feira do Livro
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July 11, 12:36 PM
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Brasil duplicou o número de mestres e quase triplicou o de doutores. Mas isso ainda é pouco

Brasil duplicou o número de mestres e quase triplicou o de doutores. Mas isso ainda é pouco | Inovação Educacional | Scoop.it

Entre as duas décadas que separam 2001 e 2021, o Brasil teve um crescimento de 271% em seu número de doutores, e de 210% em seu número de mestres, aumento sem precedentes na história do país. Os dados foram revelados na pesquisa Brasil: Mestres e Doutores 2024. O estudo, conduzido pelo Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, levanta o questionamento: será que finalmente há doutores e mestres suficientes no Brasil? A resposta é não.
Desde 2010, o CGEE lança um olhar para a situação do sistema de Pós-Graduação brasileiro. Esses dados devem ser olhados com atenção, para que possamos compreender onde o país se encontra frente à agenda global de transformações. No mundo contemporâneo, a ciência possui um papel central para a construção de modelos sustentáveis de relações entre planeta e seres humanos.

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July 11, 12:32 PM
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O que muda com novo ensino médio a partir de 2025? Entenda itinerários e carga horária

O que muda com novo ensino médio a partir de 2025? Entenda itinerários e carga horária | Inovação Educacional | Scoop.it
O que é formação geral básica do ensino regular?
2,4 mil horas de aulas com currículo igual para todos com aprendizados mínimos das disciplinas tradicionais, como Português, Matemática, Química, Física, História e Geografia. Esses conteúdos estão definidos na Base Nacional Comum Curricular.
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July 11, 12:29 PM
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Saiba o que muda no ensino médio com novo texto aprovado no Congresso

Também prevaleceu ao final a novidade de que, a partir de 2027, sejam cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) conteúdos dos itinerários formativos, além daqueles da formação geral básica que já são cobrados. Essa ideia havia sido retirada no Senado, mas acabou reinserida no texto final pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), relator do tema na Câmara.
A proposta foi criticada publicamente por integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o Enem.

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July 11, 12:25 PM
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MEC lança Plataforma de Avaliação dos Anos Finais —

O Ministério da Educação (MEC) apresentará nesta quinta-feira (11/7), a plataforma de avaliação das aprendizagens nos anos finais do ensino fundamental. A ferramenta de avaliações é parte estruturante do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política com foco na garantia do direito humano à educação e garantia das aprendizagens.

O lançamento da plataforma compõe estratégia conjunta entre o Pacto e o Programa Escola das Adolescências, política que traz em um dos seus eixos a organização curricular e pedagógica, focada em habilidades prioritárias para os anos finais, que visa contribuir e alavancar a consolidação das aprendizagens.

Na ocasião, representantes do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), parceiro técnico do MEC, vão apresentar a proposta da Avaliação Contínua da Aprendizagem nos Anos Finais e detalhar as funcionalidades da plataforma. A transmissão acontecerá às 14h (horário de Brasília), pelo canal do MEC no YouTube.
Programação – A agenda será aberta pelo coordenador-geral de Estratégia da Educação Básica da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Christy Pato, pela secretária de estado adjunta de Educação de Minas Gerais, Geniana Faria, que irá representar o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), e Alessio Costa, dirigente municipal de Educação de Ibaretama/CE e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
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July 11, 11:21 AM
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Portaria define regras para programas mudarem de área —

A portaria tem como objetivo permitir que um PPG se reposicione tanto em área básica quanto em área de avaliação diferentes das atuais. O documento esclarece, ainda, que um PPG pode mudar de área básica e permanecer na mesma área de avaliação. Segundo a norma, área básica é o “conjunto de conhecimentos interrelacionados, coletivamente construído e padronizado, reunido segundo a natureza do objeto de investigação”. Já área de avaliação consiste em “agrupamento de áreas de conhecimento reconhecidas pela comunidade acadêmico-científica”.
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July 11, 11:15 AM
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Quantum Explained - Computação Quântica

A Computação Quântica recebeu mais de US$ 500 bilhões de investimento por parte das potências globais, principalmente a China e os Estados Unidos. O mercado para a tecnologia quântica deverá atingir US$ 173 bilhões até 2040, com usos em computação quântica, comunicação quântica e sensoriamento quântico. Em 15 anos, a Revolução Quântica poderá ter o impacto que a IA Generativa tem neste momento.

Na Europa, a Alemanha lançou um plano de investimento de mais de US$ 3 bilhões até 2026, e a França anunciou um investimento de quase US$ 2 bilhões, com o objetivo de treinar 5.000 engenheiros e criar 30.000 empregos. Nos Estados Unidos, o National Quantum Initiative Act autorizou o financiamento de US$ 1,2 bilhão em cinco anos para pesquisa e desenvolvimento de computação quântica.

Apesar de tamanho investimento, tudo que se relaciona com o quântico ainda parece envolto em mistério muito maior do que foram os átomos no passado. Os qubits ou bits quânticos permitem um número exponencial de combinações, mas não conseguimos visualizar isso, apenas entender que é tudo Matemática. Para esclarecer, o professor de Física e diretor do MIT Center for Quantum Computing, Will Oliver, e o cientista pesquisador Jeff Grover explicam neste vídeo as origens da Mecânica Quântica, como funciona e suas aplicações hoje.

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July 11, 11:06 AM
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BC retoma atividades do laboratório de inovação Lift Lab

BC retoma atividades do laboratório de inovação Lift Lab | Inovação Educacional | Scoop.it
O Banco Central (BC) retomou as atividades do Lift Lab, laboratório de inovação em conjunto com a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac). O Lift Lab tinha sido suspenso em agosto de 2023 por “limitações operacionais e de recursos humanos”.
Segundo o BC, o cronograma a partir de julho prevê reuniões para acompanhamento e entrega de projetos. Nessa retomada, o laboratório terá sete projetos. O primeiro busca soluções tecnológicas para compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. O segundo trata de uma solução de interoperabilidade entre empresas com redes blockchain que não são compatíveis.
O terceiro projeto é de “GreenFi” e visa criar um ecossistema financeiro descentralizado para ativos verdes tokenizados. O quarto também busca desenvolver uma rede descentralizada, mas voltada para avaliação e concessão de crédito.
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July 11, 11:04 AM
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Meta contesta decisão da ANPD sobre uso de IA, mas só consegue mais prazo

Meta contesta decisão da ANPD sobre uso de IA, mas só consegue mais prazo | Inovação Educacional | Scoop.it
Se não atender aos prazos definidos, a dona do Instagram e do Facebook estará sujeita à aplicação de multa diária de R$ 50 mil por cada dia de descumprimento
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