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A mudança na natureza do trabalho

A mudança na natureza do trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it

Por Luciano Sathler
O Banco Mundial divulgou recentemente o Relatório de Desenvolvimento Mundial, publicação anual em que aborda temas relevantes do presente que afetam o futuro da sustentabilidade socioeconômica e ambiental das nações.
O tema da edição de 2019 é a mudança da natureza do trabalho. Envolve os impactos dos novos modelos de negócios propiciados pela tecnologia, a automação, bem como as respostas inclusivas que os governos e a sociedade civil precisam trabalhar a fim de preparar as pessoas para uma nova realidade.
Aqui, trazemos uma leitura dos trechos iniciais do Relatório de Desenvolvimento Mundial 2019, especialmente na sua base conceitual, que relaciona automação e inovação com a geração ou extinção de empregos.
É mais fácil avaliar como a tecnologia molda a demanda por competências, e gera transformações nos processos de produção, do que estimar seu efeito sobre as perdas de vagas para trabalhadores.
Há uma mudança nas competências mais bem recompensadas no mundo de trabalho. O prêmio é maior para as que não podem ser substituídas por robôs – competências cognitivas, como o pensamento crítico, e competências socioemocionais, como a gestão e a empatia que melhora o trabalho em equipe.
Trabalhadores com essas competências de maior complexidade são mais adaptáveis aos novos tempos. A disrupção dos processos desafia as fronteiras tradicionais das empresas, ao expandir cadeias globais de valor e alterar a geografia dos empregos.
Tecnologia e competências
A tecnologia tem alterado a forma como as pessoas trabalham – é crescente o número de organizações que mantêm contratos com profissionais independentes para compromissos de curto prazo. Nesse contexto, a precarização das relações de trabalho é especialmente agravada em um país como o Brasil, historicamente marcado pelo fosso da desigualdade de renda e de oportunidades.
A tecnologia aumentou a demanda por competências cognitivas e socioemocionais, tanto nas economias mais ricas quanto nas empobrecidas. As habilidades rotineiras, por outro lado, entraram em declínio.
É interessante notar, contudo, que a remuneração para combinações de diferentes tipos de competências parece aumentar. Essas alterações ocorrem não só por meio de novos empregos, que substituem trabalhos antigos, mas também pela mudança do perfil de competências em trabalhos existentes.
Algumas características da atual onda de progresso tecnológico são notáveis. As tecnologias digitais permitem que empresas surjam, expandam-se, diminuam ou desapareçam muito mais rapidamente, tornando difusos os limites dos negócios e da concorrência, além de desafiarem os padrões tradicionais de produção. Novos modelos de negócios – empresas de plataforma digital – evoluem de startups locais para se tornarem gigantes globais, muitas vezes com poucos funcionários e pequenos ativos tangíveis.
A capacidade fiscal para arrecadação dos governos é reduzida pela natureza virtual dos ativos produtivos. A ascensão dos mercados de plataforma permite que os efeitos da tecnologia alcancem mais pessoas mais rapidamente do que nunca. Indivíduos e empresas precisam apenas de uma conexão de banda larga para negociar bens e serviços online. Essa “escala sem massa” traz oportunidade econômica para milhões de pessoas que não vivem em países industrializados ou mesmo em áreas industriais.
A mudança dos tipos de competências e habilidades demandadas atinge essas mesmas pessoas. A automação eleva a remuneração sobre competências cognitivas de alta ordem em países avançados e economias emergentes. Investir no capital humano é a prioridade para aproveitar ao máximo essa evolução de oportunidade econômica.
As tecnologias digitais permitem que as empresas se automatizem, ao substituir o trabalho humano por máquinas. Ao mesmo tempo ampliar as oportunidades para inovar, pois expandem o número de trabalhos, serviços e produtos. O futuro do trabalho será determinado pela batalha entre automação e inovação – veja a figura mais abaixo. Em resposta à automação, declina o emprego em setores antigos. Já com a inovação, surgem novos setores e novos trabalhos.
Capital humano
Na maior parte dos últimos 40 anos, o capital humano tem servido como um escudo contra a automação, em parte porque as máquinas eram menos aptas para replicar tarefas mais complexas. Trabalhos com necessidades de baixa ou média competências foram mais afetados pela mudança tecnológica, por serem mais suscetíveis à automação ou pela menor complementaridade com a tecnologia.
O resultado é que a automação tem reduzido drasticamente a demanda por trabalhadores menos qualificados e a inovação tem favorecido os que têm acesso a mais educação de melhor qualidade – formal ou não-formal. Uma grande questão é se os trabalhadores deslocados pela automação terão competências necessárias para ocuparem os novos empregos criados pela inovação.
Como dito, três tipos de competências são cada vez mais importantes no mundo do trabalho:
1. Competências cognitivas avançadas, como resolução complexa de problemas;
2. Competências socioemocionais, como exigidas para o trabalho em equipe, e;
3.  Combinações de competências que são preditivas de adaptabilidade, como raciocínio crítico, resiliência e autoeficácia.
Desenvolver essas competências requer fortes fundamentos do capital humano e aprendizagem ao longo da vida, a começar pelos cuidados na primeira infância.
No entanto, os governos nos países mais empobrecidos não priorizam adequadamente o desenvolvimento na primeira infância e os resultados do capital humano entregues pela educação básica estão muito aquém do ideal – como no Brasil. A educação superior acaba por refletir a falta de priorização, direcionamento e financiamento adequados a diferentes perfis institucionais e dissociados da realidade local.
A criação de empregos formais é o melhor caminho, consistente com a agenda decente da Organização Mundial do Trabalho, para aproveitar as oportunidades da mudança tecnológica. Nos países empobrecidos, a maioria dos trabalhadores permanece nos empregos de baixa produtividade, muitas vezes no setor informal, com pouco acesso à tecnologia.
Falta de empregos de qualidade no setor privado deixa talentosos jovens com poucos caminhos para o emprego assalariado, assim como um ambiente inóspito ao empreendedorismo desestimula a juventude – uma triste realidade também junto a egressos da educação superior, inclusive da pós-graduação.
Quanto à educação continuada, ampliar e melhorar as oportunidades de aprendizagem dos adultos é uma necessidade para permitir aos que deixaram a escola que se alinhem de acordo com as mudanças das demandas do mundo do trabalho.
Para as sociedades se beneficiarem do potencial que a tecnologia oferece, elas precisarão de um novo contrato social centrado em maiores e mais bem direcionados investimentos na educação de qualidade, que garantam mais chances de inclusão da população e, progressivamente, a proteção social universal.

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Por Luciano Sathler
O Banco Mundial divulgou recentemente o Relatório de Desenvolvimento Mundial, publicação anual em que aborda temas relevantes do presente que afetam o futuro da sustentabilidade socioeconômica e ambiental das nações.
O tema da edição de 2019 é a mudança da natureza do trabalho. Envolve os impactos dos novos modelos de negócios propiciados pela tecnologia, a automação, bem como as respostas inclusivas que os governos e a sociedade civil precisam trabalhar a fim de preparar as pessoas para uma nova realidade.
Aqui, trazemos uma leitura dos trechos iniciais do Relatório de Desenvolvimento Mundial 2019, especialmente na sua base conceitual, que relaciona automação e inovação com a geração ou extinção de empregos.
É mais fácil avaliar como a tecnologia molda a demanda por competências, e gera transformações nos processos de produção, do que estimar seu efeito sobre as perdas de vagas para trabalhadores.
Há uma mudança nas competências mais bem recompensadas no mundo de trabalho. O prêmio é maior para as que não podem ser substituídas por robôs – competências cognitivas, como o pensamento crítico, e competências socioemocionais, como a gestão e a empatia que melhora o trabalho em equipe.
Trabalhadores com essas competências de maior complexidade são mais adaptáveis aos novos tempos. A disrupção dos processos desafia as fronteiras tradicionais das empresas, ao expandir cadeias globais de valor e alterar a geografia dos empregos.
Tecnologia e competências
A tecnologia tem alterado a forma como as pessoas trabalham – é crescente o número de organizações que mantêm contratos com profissionais independentes para compromissos de curto prazo. Nesse contexto, a precarização das relações de trabalho é especialmente agravada em um país como o Brasil, historicamente marcado pelo fosso da desigualdade de renda e de oportunidades.
A tecnologia aumentou a demanda por competências cognitivas e socioemocionais, tanto nas economias mais ricas quanto nas empobrecidas. As habilidades rotineiras, por outro lado, entraram em declínio.
É interessante notar, contudo, que a remuneração para combinações de diferentes tipos de competências parece aumentar. Essas alterações ocorrem não só por meio de novos empregos, que substituem trabalhos antigos, mas também pela mudança do perfil de competências em trabalhos existentes.
Algumas características da atual onda de progresso tecnológico são notáveis. As tecnologias digitais permitem que empresas surjam, expandam-se, diminuam ou desapareçam muito mais rapidamente, tornando difusos os limites dos negócios e da concorrência, além de desafiarem os padrões tradicionais de produção. Novos modelos de negócios – empresas de plataforma digital – evoluem de startups locais para se tornarem gigantes globais, muitas vezes com poucos funcionários e pequenos ativos tangíveis.
A capacidade fiscal para arrecadação dos governos é reduzida pela natureza virtual dos ativos produtivos. A ascensão dos mercados de plataforma permite que os efeitos da tecnologia alcancem mais pessoas mais rapidamente do que nunca. Indivíduos e empresas precisam apenas de uma conexão de banda larga para negociar bens e serviços online. Essa “escala sem massa” traz oportunidade econômica para milhões de pessoas que não vivem em países industrializados ou mesmo em áreas industriais.
A mudança dos tipos de competências e habilidades demandadas atinge essas mesmas pessoas. A automação eleva a remuneração sobre competências cognitivas de alta ordem em países avançados e economias emergentes. Investir no capital humano é a prioridade para aproveitar ao máximo essa evolução de oportunidade econômica.
As tecnologias digitais permitem que as empresas se automatizem, ao substituir o trabalho humano por máquinas. Ao mesmo tempo ampliar as oportunidades para inovar, pois expandem o número de trabalhos, serviços e produtos. O futuro do trabalho será determinado pela batalha entre automação e inovação – veja a figura mais abaixo. Em resposta à automação, declina o emprego em setores antigos. Já com a inovação, surgem novos setores e novos trabalhos.
Capital humano
Na maior parte dos últimos 40 anos, o capital humano tem servido como um escudo contra a automação, em parte porque as máquinas eram menos aptas para replicar tarefas mais complexas. Trabalhos com necessidades de baixa ou média competências foram mais afetados pela mudança tecnológica, por serem mais suscetíveis à automação ou pela menor complementaridade com a tecnologia.
O resultado é que a automação tem reduzido drasticamente a demanda por trabalhadores menos qualificados e a inovação tem favorecido os que têm acesso a mais educação de melhor qualidade – formal ou não-formal. Uma grande questão é se os trabalhadores deslocados pela automação terão competências necessárias para ocuparem os novos empregos criados pela inovação.
Como dito, três tipos de competências são cada vez mais importantes no mundo do trabalho:
1. Competências cognitivas avançadas, como resolução complexa de problemas;
2. Competências socioemocionais, como exigidas para o trabalho em equipe, e;
3.  Combinações de competências que são preditivas de adaptabilidade, como raciocínio crítico, resiliência e autoeficácia.
Desenvolver essas competências requer fortes fundamentos do capital humano e aprendizagem ao longo da vida, a começar pelos cuidados na primeira infância.
No entanto, os governos nos países mais empobrecidos não priorizam adequadamente o desenvolvimento na primeira infância e os resultados do capital humano entregues pela educação básica estão muito aquém do ideal – como no Brasil. A educação superior acaba por refletir a falta de priorização, direcionamento e financiamento adequados a diferentes perfis institucionais e dissociados da realidade local.
A criação de empregos formais é o melhor caminho, consistente com a agenda decente da Organização Mundial do Trabalho, para aproveitar as oportunidades da mudança tecnológica. Nos países empobrecidos, a maioria dos trabalhadores permanece nos empregos de baixa produtividade, muitas vezes no setor informal, com pouco acesso à tecnologia.
Falta de empregos de qualidade no setor privado deixa talentosos jovens com poucos caminhos para o emprego assalariado, assim como um ambiente inóspito ao empreendedorismo desestimula a juventude – uma triste realidade também junto a egressos da educação superior, inclusive da pós-graduação.
Quanto à educação continuada, ampliar e melhorar as oportunidades de aprendizagem dos adultos é uma necessidade para permitir aos que deixaram a escola que se alinhem de acordo com as mudanças das demandas do mundo do trabalho.
Para as sociedades se beneficiarem do potencial que a tecnologia oferece, elas precisarão de um novo contrato social centrado em maiores e mais bem direcionados investimentos na educação de qualidade, que garantam mais chances de inclusão da população e, progressivamente, a proteção social universal.

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As polêmicas propostas de lei que permitem (e incentivam) o estudo da Bíblia em escolas dos EUA

As polêmicas propostas de lei que permitem (e incentivam) o estudo da Bíblia em escolas dos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it

Um número crescente de Estados americanos vem discutindo projetos de lei que permitem, incentivam e, em alguns casos, exigem que escolas públicas ofereçam aulas sobre a Bíblia.
Somente neste ano, pelo menos dez Estados já debateram propostas para que estudantes do Ensino Médio possam participar de aulas eletivas sobre o Antigo e o Novo Testamento e a influência da Bíblia na literatura, cultura e história dos Estados Unidos e do mundo.
Para os idealizadores, essas medidas seriam uma maneira de resgatar valores tradicionais nas escolas e permitir que os alunos estudem o texto religioso mais profundamente.

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Testes com ônibus sem motoristas avançam no mundo e geram temor sobre corte de empregos

Testes com ônibus sem motoristas avançam no mundo e geram temor sobre corte de empregos | Inovação Educacional | Scoop.it
Diversas cidades como Lisboa, onde a reportagem da Folha experimentou uma viagem num veículo autônomo, vêm testando formas de repassar as funções do motorista para sistemas, numa rota gradual cujo ponto final pode ser a extinção da profissão. 
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Universidade Federal de Ouro Preto - Docentes  - Inscrições do dia 20/05/2019 até o dia 13/06/2019, Concurso Público para Professor de Magistério Superior

Universidade Federal de Ouro Preto - Docentes  - Inscrições do dia 20/05/2019 até o dia 13/06/2019, Concurso Público para Professor de Magistério Superior | Inovação Educacional | Scoop.it

Abertas, do dia 20/05/2019 até o dia 13/06/2019, inscrições para Concurso Público para Professor de Magistério Superior- Edital PROAD 39/2019 (DIVERSAS ÁREAS)

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Cortes na educação afastam investidores estrangeiros do Brasil

Cortes na educação afastam investidores estrangeiros do Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
A disponibilidade de mão de obra qualificada é um requisito fundamental para o país receber investimentos, sobretudo para atividades de alta concentração tecnológica – justamente aquelas que mais geram valor agregado para o Produto Interno Bruto (PIB). Empresas buscam capital humano elevado para construir bases que possam se integrar às cadeias globais de valor.
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Universitários de SP enfrentam dificuldades para quitar dívidas do Fies

Universitários de SP enfrentam dificuldades para quitar dívidas do Fies | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudantes que ganham até 1,5 salário mínimo (R$ 1.497) são os que mais têm problemas para pagar o financiamento, de acordo com o MEC.
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'Esse governo vai provocar o que parecia impossível: piorar a educação', afirma Cristovam Buarque

'Esse governo vai provocar o que parecia impossível: piorar a educação', afirma Cristovam Buarque | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao comentar os governos do PT, seu antigo partido, ele acusa Lula e Dilma Rousseff de "concentrar os esforços no ensino superior e abandonar a educação de base".
"E por que fez isso? Por razões eleitoreiras, porque a universidade dá voto, a educação de base não dá voto. O Lula conseguiu vender a ideia do consumo do diploma", afirma.
"As pessoas entram na universidade para ter um diploma, não para ter conhecimento. O Lula conseguiu fazer isso, porque ele usou como uma ascensão (social), não como uma alavanca do progresso. Minha maior frustração foi essa", reforça.

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Vale inicia construção de muro para conter lama de barragem em Barão de Cocais

Vale inicia construção de muro para conter lama de barragem em Barão de Cocais | Inovação Educacional | Scoop.it
Construção de um muro a seis quilômetros da Barragem Sul Superior, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, é uma das alternativas para conter os rejeitos em caso de rompimento da estrutura. Um mês depois de apresentar o projeto da megaestrutura, que deve ter 35 metros de altura, 307 de comprimento e 10 de largura na parte superior, a Vale iniciou os primeiros trabalhos de implantação. Segundo a mineradora, a medida será para reter grande parte dos materiais que podem vazar do reservatório.
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Como teclado de startup mineira está ajudando portadores de paralisia cerebral

Como teclado de startup mineira está ajudando portadores de paralisia cerebral | Inovação Educacional | Scoop.it
Criação tem dado autonomia e acessibilidade, aos meios educacionais, a quem antes dependia de ajuda de outras pessoas para se comunicar
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Abandonar o Facebook é mais fácil para países ricos

Abandonar o Facebook é mais fácil para países ricos | Inovação Educacional | Scoop.it
Embora seja palco de desinformação e de práticas de desrespeito aos direitos individuais e à privacidade, o Facebook tornou-se sinônimo de internet em muitos países pobres, tal a extensão em que permeia a vida de seus cidadãos. Desafio é tornar a rede social mais justa e democrática
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'Verba pública é o coração do fomento à ciência', diz diretor do Serrapilheira 

'Verba pública é o coração do fomento à ciência', diz diretor do Serrapilheira  | Inovação Educacional | Scoop.it

Na mesma semana em que milhares de pessoas foram às ruas protestar contra os cortes governamentais que atingem a ciência do Brasil, a única instituição privada nacional de fomento à pesquisa, o Serrapilheira, anunciou o investimento de até R$ 12 milhões em estudos brasileiros. 
Mas o diretor do instituto é enfático ao dizer que dinheiro privado não é a solução, que ciência precisa ser feita com verba pública e não pode ser focada em lucro.
“Precisamos aceitar a futilidade do investimento científico”, diz Hugo Aguilaniu, diretor do Serrapilheira, em entrevista à Folha. “Ninguém vai curar diabetes porque quer curar diabetes. Você faz uma pesquisa que parece totalmente inútil e essa descoberta feita ali vai levar ao entendimento do processo da cura do câncer. Nunca ou raramente é uma coisa calculada.”
E, segundo ele, o governo tem que assumir esse custo que não necessariamente gera retorno. “É como se fosse um acordo entre o governo e o resto da cadeia produtiva. Em qualquer lugar do mundo é assim. Mesmo nos EUA, onde as indústrias investem pesadamente nas pesquisas, o investimento público é muito forte porque as pessoas entendem esse papel. O investimento público precisa apoiar a pesquisa básica, que depois gera tecnologia, produto, economia para as empresas.”

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Startups permitem a motoristas encontrar e reservar vaga de casa

Startups permitem a motoristas encontrar e reservar vaga de casa | Inovação Educacional | Scoop.it

Permitir que motoristas possam escolher e reservar uma vaga antes de sair de casa: é nisso que empresas novas apostam. Para prestar o serviço, algumas disponibilizam até espaços em garagens particulares.
A Coopark, que opera há apenas oito meses, nasceu a partir de uma experiência ruim de uma de suas fundadoras. “Parei meu carro na Paulista e paguei R$ 45. Andei um quarteirão e vi um lugar que custava R$ 20”, conta Carolina Edelstein, 29. 
Ela percebeu, então, que não havia um serviço na internet que listasse estacionamentos, seus horários e preços. Resolveu criar uma plataforma com essas informações, acrescentando a possibilidade de reservar a vaga.

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Após decreto de Trump, Google corta laços com a Huawei

Após decreto de Trump, Google corta laços com a Huawei | Inovação Educacional | Scoop.it

Como o decreto do presidente Donald Trump proíbe compartilhar tecnologias, o Google terá que ir além e suspender sua colaboração com a Huawei.
As implicações podem ser importantes, pois, como todos os grupos de tecnologia, o Google deve colaborar com os fabricantes de smartphones para que seus sistemas sejam compatíveis com os telefones.
A empresa poderá oferecer aos usuários de aparelhos Huawei a versão livre de direitos de seu programa Android,  afirmou uma pessoa próxima ao caso.
Isto significa que os usuários não poderão acessar os aplicativos e serviços que pertencem ao Google, como o Gmail e o Google Maps, por exemplo.

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A empresa com 2 mil atores que aluga namorados, amigos e até pais no Japão

A empresa com 2 mil atores que aluga namorados, amigos e até pais no Japão | Inovação Educacional | Scoop.it

Yuichi Ishii é um japonês muito mais alto do que a média. Magro, de aparência tranquila e rosto cansado. Não é para menos. Ele está prestes a completar 38 anos, mas tem mais filhos que qualquer outra pessoa da sua idade.
A diferença é que eles são seus filhos apenas quatro horas por dia, algumas vezes por semana, dependendo da necessidade de cada cliente. Há dez anos, ele fundou a empresa Family Romance, especializada no aluguel de amigos e familiares.

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Por que quase não há registros dos primeiros cinco anos da internet

Por que quase não há registros dos primeiros cinco anos da internet | Inovação Educacional | Scoop.it

A decadência veloz - e invisível - da internet
O Million Dollar Homepage mostra que a decadência deste período inicial da internet é quase invisível.
No mundo analógico, o fechamento de, digamos, um jornal local é frequentemente divulgado. Mas sites morrem muitas vezes sem alarde, e o primeiro indício que você pode ter de que eles não estão mais lá é quando você clica em um link e se depara com uma página em branco.
Cerca de uma década atrás, passei dois anos trabalhando em um blog de rock e na seção de música do portal AOL, um grande pioneiro da internet agora pertencente à empresa norte-americana de telefonia Verizon.
Editei ou escrevi centenas de resenhas, notícias de música, entrevistas de artistas e listas. O Facebook e o Twitter já eram grandes fontes de audiência, e os smartphones nos conectavam à internet entre o escritório e nossa casa. Navegar havia se tornado uma atividade constante.
Você poderia razoavelmente supor que, se eu precisasse mostrar o meu trabalho desta época, bastaria fazer uma pesquisa no Google. Mas você estaria errado.

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Sustentabilidade: das ideias às ações transformadoras

Sustentabilidade: das ideias às ações transformadoras | Inovação Educacional | Scoop.it

Institucionalmente, o Brasil já conhece suas metas: reduzir emissões dos gases do efeito estufa em 43% frente a 2005; restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares; incentivar a integração de lavoura, pecuária e florestas em 5 milhões de hectares; zerar o desmatamento ilegal; atingir 45% de energias renováveis no mix brasileiro, sendo 18% em bioenergia; e expandir o consumo por biocombustíveis.
Nesse sentido, o setor de árvores plantadas para fins industriais é um dos aptos a fortalecer os objetivos do Brasil no Acordo de Paris e ajudar a trazer essa meta para ação. 
Somos o maior expert mundial em plantio de árvores para fins industriais com plantações feitas em áreas degradadas previamente pelo homem. Estocamos 4,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. 

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Números do Ensino Superior Privado no Brasil 2018

Números do Ensino Superior Privado no Brasil 2018 | Inovação Educacional | Scoop.it
A décima oitava edição dos “Números do Ensino Superior Privado no Brasil 2018” – ano base 2017 –, organizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), com base nos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), tem como objetivo demonstrar, compacta e claramente, as dimensões da iniciativa privada de ensino superior.
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Uso de inteligência artificial elevará desemprego no país

Uso de inteligência artificial elevará desemprego no país | Inovação Educacional | Scoop.it
Responsável por reduzir burocracias, automatizar processos e aumentar a eficiência, a inteligência artificial (IA) pode aumentar o desemprego no País em quase 4 pontos porcentuais, nos próximos 15 anos. Os dados são de um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Microsoft, e foram apresentados ontem.
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Aluno deve ser ressarcido se curso a distância não for válido

Aluno deve ser ressarcido se curso a distância não for válido | Inovação Educacional | Scoop.it

Essa expansão tem levado os Procons do país a orientar os consumidores sobre possíveis abusos e fraudes. Segundo o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, os maiores problemas são quando o aluno descobre, após ter feito o curso, que o diploma entregue pela instituição não é reconhecido – ou quando o certificado nem é enviado.
Barbosa orienta os interessados a se informarem junto ao Ministério da Educação (MEC) antes da matrícula. “É preciso ficar atento com relação à autorização, ao reconhecimento e à diplomação por parte do MEC. É importante ler o contrato atentamente e verificar se as matérias são apenas virtuais ou se é necessária a presença do aluno”, afirma Barbosa, que indica que a checagem pode ser feita nos sites do MEC ou pelo telefone da pasta.

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Así enseña el MIT inteligencia artificial a los niños | Innovación 

Así enseña el MIT inteligencia artificial a los niños | Innovación  | Inovação Educacional | Scoop.it
PopBot es un robot social diseñado para que los más pequeños puedan aprender inteligencia artificial de forma constructiva, creativa, práctica y barata
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Os melhores lugares para abrir uma startup — com uma promessa brasileira

Os melhores lugares para abrir uma startup — com uma promessa brasileira | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudo elencou os 30 melhores ecossistemas para negócios inovadores, junto de algumas regiões que podem entrar para essa lista nos próximos anos
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Amazon busca ir além da web e ganhar mercado com lojas físicas

Amazon busca ir além da web e ganhar mercado com lojas físicas | Inovação Educacional | Scoop.it
Depois de quebrar livrarias e lojas pelo mundo, a Amazon está agora se materializando em espaços físicos, dentro de seus planos de expansão no varejo e outras searas, como serviços de saúde e bancários. Nos EUA, já são 38 lojas em 10 estados, incluindo supermercados ultra tecnológicos.
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Mortos seguem vivos e continuam a fazer amigos no Facebook

Mortos seguem vivos e continuam a fazer amigos no Facebook | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisas apontam que perfis de pessoas mortas serão maioria na rede social até o fim do século
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Riqueza e desigualdade

Riqueza e desigualdade | Inovação Educacional | Scoop.it

No entanto, ao gerar riqueza, o capitalismo fez mais pelo combate à desigualdade que qualquer outro sistema econômico, aí incluído o socialismo real, que só gerou igualdade na miséria. 
Um morador de “comunidade” vive hoje com mais conforto do que um senhor feudal da Idade Média, que não tinha ar condicionado nem televisão. Nunca houve uma classe média como a partir do capitalismo. Aliás, nunca houve classe média antes. A doença do capitalismo é a obesidade, não a fome.

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Afinal, o que é ser um especialista? 

Afinal, o que é ser um especialista?  | Inovação Educacional | Scoop.it
É nesse contexto que ele oferece uma regra simples: especialista é todo aquele que investiu ao menos 10 mil horas de prática em um determinado assunto. Por exemplo, essa é a média de tempo a que um violinista de talento reconhecido globalmente se dedica sozinho antes da fama.
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Atraso escolar é maior quando há mais professores fora da área de formação

Atraso escolar é maior quando há mais professores fora da área de formação | Inovação Educacional | Scoop.it

Os dados do Censo Escolar 2016 mostram que quase um quarto dos professores do ensino médio brasileiro não possuía formação superior compatível com as disciplinas que lecionava. No caso de sociologia e filosofia, o total de docentes sem formação na área chegava a 84% e 75%, respectivamente.
Em que medida isso interfere no aprendizado do aluno? Como afeta a motivação e o interesse do professor? É necessário que o professor tenha formação estritamente compatível com a disciplina ministrada, ou um bom professor é capaz de ensinar qualquer conteúdo, de qualquer disciplina?
Essas são algumas das questões que a dissertação de mestrado de Roberta Costa, defendida em 2018 na UFF (Universidade Federal Fluminense), buscou analisar.
Com base em uma série de estudos conduzidos nos Estados Unidos, pesquisadores como Richard Ingersoll e Deborah Ball sustentam que ensinar uma disciplina em que não é formado é prejudicial ao aprendizado do aluno e pode desmotivar o professor, levando-o, no limite, ao abandono da carreira. 
Supõe-se que possuir alguma formação na área em que se vai lecionar é condição necessária (não a única, é claro), para que o professor possa conduzir bem sua função.

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