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Métricas financeiras na venda de cursos online

Métricas financeiras na venda de cursos online | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma plataforma LMS ( Learning Management Systems) deve oferecer recursos que irão facilitar a gestão de negócio feita por quem oferece cursos online. O instrutor ou uma equipe responsável por analisar as métricas das escolas deve avaliá-las e transformá-las em conhecimento acerca da evolução do seu desempenho. E é por isso que as métricas de finanças são tão importantes para a venda de cursos online! O post de hoje do Edools irá falar sobre a melhor forma de analisá-las e como os resultados podem ajudar você a potencializar o seu negócio.
Métricas de Finanças: Como analisá-las?
Semanal? Mensal? Trimestral? Você deve estipular um período de tempo de acordo com os interesses da sua escola e a disponibilidade de quem gerencia tal questão, e assim analisá-las, tendo como parâmetro de desenvolvimento tanto a comparação com dados anteriores do negócio quanto da concorrência. É importante também que a plataforma ofereça dados de transações bancárias, faturamento bruto da escola, quais cursos estão sendo mais vendidos e quais não estão fazendo muito sucesso. Isso tudo para que você possa ter controle tanto sobre a evolução em números do seu curso e do seu negócio, quanto gerenciar os pagamentos dos alunos.
No entanto, isso depende da plataforma de ensino online que a escola utiliza, pois algumas não oferecem tal grau de personalização ou de detalhamento, ou nem mesmo oferecem isso de uma forma integrada e prática.
Como transformar os resultados financeiros em conhecimento para sua escola?
Após verificar os dados numéricos e analisá-los, é hora de transformar informação em conhecimento! De pouco adianta coletar tais dados se você não utiliza tais resultados para levantar hipóteses e transformar o seu negócio na prática. Assim, você deve questionar o seu negócio sempre que necessário, levantar hipóteses e validá-las junto ao cliente: o seu aluno.
Por exemplo, se um curso teve um retorno muito alto durante um determinado tempo, mas atualmente encontra-se estagnado, você deve avaliar as variáveis que estão influenciando a falta de vendas. Será que o conteúdo se tornou obsoleto? Surgiram novas implicações sobre o tema? Seu concorrente está oferecendo o mesmo conteúdo com maior qualidade e menor preço? São várias questões que devem ser investigadas junto ao seu cliente e a averiguação pode resultar tanto em solução do problema, quanto na descoberta de novas oportunidades de mercado.
Outro exemplo, se um mesmo aluno compra outros cursos oferecidos por uma escola, isso provavelmente significa que ele gostou da forma como a sua escola abordou tal conteúdo. Esse aspecto positivo também vale a pena ser avaliado. O que o atraiu realmente? Será que foi somente o conteúdo ou algo mais como qualidade de vídeos ou questões mais técnicas como gestão de aluno satisfatória? Nesse caso, a busca por resposta representa o conhecimento que você tem acerca do seu negócio, e a partir desse levantamento você também pode aprimorar a cada dia mais o seu modelo de negócios.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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NUBANK lança novo programa de educação financeira GRATUITO no aplicativo

O NuEnsina terá os seus conteúdos dispostos de forma segmentada. As abordagens serão relacionadas a organização financeira, alternativas para poupar dinheiro e até mesmo introdução no mercado de investimentos.

O programa contará com nove módulos de aulas em diferentes formatos. Serão utilizados vídeos, testes práticos, áudios, entre outros recursos para trazer um acesso mais facilitado aos clientes do Nubank.

Vale ressaltar que, o primeiro módulo, nomeado “Assuma o controle de suas finanças”, já está disponível para os NuSócios (clientes que possuem parte da empresa) e será liberado gradualmente aos demais clientes.
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Aposta do momento, ensino híbrido exige teste e planejamento, diz pesquisa

Aposta do momento, ensino híbrido exige teste e planejamento, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it
O relatório “Aprendizagem Híbrida? Orientações para regulamentação e adoção com qualidade, equidade e inclusão” tem como proposta refletir e colaborar com a discussão sobre o tema e pensar sobre “quando” e “como” fazer uso da abordagem híbrida. Ele aponta que quatro dimensões devem ser consideradas. A temporalidade marca o tipo de aula – síncrona (professor interagindo remota e simultaneamente com os alunos) ou assíncrona (aulas e conteúdos gravados para serem acessados posteriormente).
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The 10th Annual Open Source Jobs Report

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According to 93% of the hiring managers surveyed, open source talent is increasingly difficult to find. As a result, companies are now turning towards training their staff in new cloud automation, orchestration, and developer productivity tools to close that gap as much as possible – and where they cannot train their staff or find adequate new hires, they’re hiring consultants to avoid delaying important projects.
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The Fastest, Most Scalable Path to Work-Readiness for College Students

The Fastest, Most Scalable Path to Work-Readiness for College Students | Inovação Educacional | Scoop.it
A credegree is a portmanteau of the words credential and degree. Its purpose is simple and clear: to enable students to graduate with both a bachelor’s degree and a highly valued industry-recognized credential. It allows higher education to embrace “work-readiness, rightly understood.” The silly and crippling either/or cross-campus debates that pit the liberal arts against vocational training must end. It creates a false dichotomy that prevents us from delivering higher education’s full value proposition. Pivoting quickly to a both/and version of higher education is the best path to ensuring its long-term value proposition. To be both broadly educated and specifically skilled is a graduate’s ideal outcome.
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Laurentino Gomes: Brasil nunca será rico, justo e democrático se não forem realizados os sonhos dos abolicionistas

Laurentino Gomes: Brasil nunca será rico, justo e democrático se não forem realizados os sonhos dos abolicionistas | Inovação Educacional | Scoop.it

O genocídio perpetrado contra negros trazidos à força para o país, escravizados, e com o beneplácito da família imperial brasileira continua hoje. Relutante inicialmente em admitir que genocídio era a palavra certa para caracterizar a política brasileira em relação a negros - e povos indígenas -, um dos escritores brasileiros contemporâneos que mais venderam livros de não ficção, Laurentino Gomes, não tem mais dúvidas.
Seguindo as definições usadas pelo também escritor Abdias do Nascimento em “O genocídio do negro brasileiro”, Laurentino escreve que genocídio nem sempre significa o extermínio físico de um grupo de pessoas, mas abrange também aspectos como a memória, cultura, língua, religião, “a possibilidade de sobreviver e prosperar, de realizar os seus talentos e vocações, de ascender a postos de liderança, a empregos e posições de reconhecimento social”. E tudo isso foi sistematicamente negado aos negros e continua sendo. Assim, para Laurentino, continua válida a questão que foi muito debatida no século XIX: o que fazer com os negros do Brasil?
Autor de uma série de três títulos sobre a transformação do Brasil colônia em república (“1808”, “1822” e “1889”), que conjuntamente com os dois primeiros livros da série “Escravidão” venderam cerca de 3,5 milhões de exemplares, segundo a Globo Livros, Laurentino passou de jornalista de publicações como “O Estado de S. Paulo” e “Veja” para os livros, sem deixar, diz ele, de ser repórter. Antes de escrever, pesquisa e lê tudo o que encontra sobre o tema - livros, documentos, jornais - e depois volta a ser repórter.
“O país nunca será rico, justo e democrático se não forem realizados os sonhos dos abolicionistas”, diz Laurentino Gomes
Em busca de informações, foi à África e Portugal, visitou quilombos, antigos engenhos de cana-de-açúcar no Nordeste e fazendas de café no Vale do Paraíba (entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo) e terrenos de candomblé na Bahia. Ele faz a ressalva de que a grande maioria das fontes que consultou sobre o período escravocrata e seus impactos sobre a vida atual dos brasileiros foi escrita ou relatada por brancos. Depois dessas seis obras, diz que vai descansar um pouco antes de um novo projeto. “Escravidão - Volume III: Da Independência do Brasil à Lei Áurea” reconstrói o período imperial brasileiro, com as artimanhas políticas e diplomáticas dos poderosos da época para manter o status quo, fingindo-se que eram cumpridas as leis que muito lentamente foram restringindo a escravidão.
Fingia o governo, fingia a família de Dom Pedro II, fingiam os fazendeiros, fingiam os juízes que deveriam analisar os casos dos navios que continuam a trazer negros da África para o Brasil, apesar da proibição formal baixada por meio de uma lei. Todos fingiam que não percebiam que o tráfico de negros da África continuava intenso, muitos concordavam que era preciso acabar com a escravidão, mas sugeriam sua continuação pelo medo do que poderia acontecer economicamente no país com seu fim.
Só houve espaço para o fim da escravatura quando houve mudanças estruturais: a escravidão se tornara “um sistema inoperante”, cresceu a importância dos escravizados nascidos no Brasil, favorecendo a assimilação deles pelos brancos e a organização de movimentos de resistência, fugas e rebeliões entre os cativos. Foi em meados do século XIX que os escravizados encontraram pela primeira vez apoio na Justiça e mais simpatia do restante da população, escreve Laurentino. “O regime escravista passou a ser visto cada vez mais como uma instituição a ser condenada, ilegítima e a serviço de grupos minoritários.” Além disso, começam a chegar ao Brasil levas de imigrantes europeus para substituir os negros nas lavouras e trabalho nas cidades.
A seguir, os principais destaques do livro mais recente de Laurentino e os tópicos mais importantes de entrevista que ele concedeu ao Valor:
Brasil idealizado versus Brasil realidade
Criou-se a imagem de que o Brasil na época do Império era “europeu, educado, refinado”, um pouco à semelhança de Dom Pedro II, que, de fato, era ilustrado e tinha grande interesse pela ciência. Fora dos palácios e das casas dos senhores de escravizados, o que se via era um país pobre, faminto, analfabeto. Um processo continuado de autoengano que continua hoje.
Aliança da família real e a elite
Nos últimos anos do domínio português sobre o Brasil, com a propagação das ideias consideradas libertárias, como a de liberar o país de Lisboa e de combate à escravatura, a elite temia dois perigos. O primeiro era a possibilidade de uma guerra civil entre os que eram a favor da independência do país e os que resistiam a isso, o que poderia levar a uma fragmentação do Brasil à semelhança do que aconteceu com a América colonizada pelos espanhóis. O outro risco era os escravos pegarem em armas. A “solução” foi seguir adiante com a independência brasileira de Portugal e aprovação da lei que proibia a vinda de escravizados para o país. “Uma ruptura de Portugal sob controle.”
Compensação?
Seria muito complicado calcular como, quanto e a quem deveria se pagar uma compensação monetária aos descendentes de escravizados. Mais eficaz do que essa medida seria adotar políticas públicas que possibilitassem quebrar a cadeia que mantém boa parte da população, negros, pardos e indígenas, sem condições de estudar e desenvolver carreiras que lhes deem oportunidades iguais às dos brancos. “É ilusão que o racismo se resolva com pagamento financeiro, mas sim com o oferecimento de oportunidades para que todos desenvolvam seus talentos. O país nunca será rico, justo e democrático se não forem realizados os sonhos dos abolicionistas.”
Quem eram os abolicionistas
Os baianos Luiz Gama, André Rebouças e Castro Alves, o fluminense José do Patrocínio, o pernambucano Joaquim Nabuco e o paulista Antônio Bento (este último bem menos conhecido que os outros) são considerados os líderes do movimento abolicionista no século XIX, com perfis e origens bem diferentes entre si. Organizados em clubes ou organizações que patrocinavam a fuga de escravizados das fazendas, tinham como objetivo básico conquistar a opinião do restante da população para a causa. Promoviam eventos os mais variados, escreviam artigos nos jornais ou poemas como “O navio negreiro”, de Castro Alves. Pressionavam o governo, retiraram o apoio à monarquia.
Fazendeiros de café
O destino dos africanos que chegavam ao Brasil como cativos foi gradualmente acompanhando a mudança do centro da vida econômica do país imperial - das usinas de cana-de-açúcar do Nordeste para a produção de café no Sudeste. Entre 1836 e 1854, o número de escravizados mais do que triplicou no Vale do Paraíba, o principal centro produtor de café da época. E é desta região que surgem figuras pouco conhecidas nacionalmente, mas que ilustram de maneira perfeita a pressão que os cafeicultores exerciam pela permanência do regime escravocrata.
Mudanças na sociedade
Apesar dos pesares, há mudanças na forma como os brasileiros veem os negros e indígenas em parte como consequência do intenso debate - nas redes sociais e fora delas - sobre racismo e preconceito. Temos a imagem de que somos um povo “pacífico, tolerante, trabalhador Mas os níveis de violência e corrupção no Brasil mostram outra situação”.
Portugal e China
Livros de Laurentino foram publicados em Portugal e nos Estados Unidos. Os portugueses reagem de uma forma totalmente diferente do que os brasileiros ao tema da escravidão. Enquanto por aqui o assunto causa polêmica, é o mais tratado nos cursos de história e é considerado extremamente importante, em Portugal predomina o desinteresse. “É o não assunto.” É estudado na academia, mas não há a preocupação de um ajuste de contas com o passado. O mito de Portugal como grande desbravador dos navegantes ousados é tão forte que não deixa espaço para se analisar a escravidão. Sintomaticamente, o governo português já pediu desculpas aos descendentes dos judeus que sofreram na Inquisição, mas não os africanos e indígenas escravizados. Brevemente os livros também serão editados na China - o que mostraria como os chineses estão se preparando, seriamente, para se tornar a maior potência mundial, no caso aproveitando o gancho dos 200 anos da independência do Brasil para publicar por lá livros de autores nacionais.
Origens familiares
No capítulo dos agradecimentos pela ajuda ao livro, Laurentino conta que sua mulher e agente literária, Carmen, descobriu poucos anos atrás que 20% da sua ancestralidade vinha da região do Congo e de Angola, região de onde partiram negros que foram parar no Rio Grande do Sul, estado de origem da família dela. O que Laurentino não considera uma simples coincidência: “A África existente em Carmen velou por mim enquanto eu caminhava” na feitura da sua trilogia mais recente. Ele próprio descende de judeus sefarditas da Península Ibérica. Seu avô paterno saiu de Brasópolis, em Minas Gerais, para plantar café no norte do Paraná em 1947, mesmo ano da fundação de Maringá, onde Laurentino nasceu, em 1956.

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Crianças criam desenhos com nanquim e xilogravura

Crianças criam desenhos com nanquim e xilogravura | Inovação Educacional | Scoop.it
Ilustrações foram feitas por alunos do quarto ano do Ateliescola Acaia, em São Paulo
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Datafolha: 90% querem que professor debata discriminação

Datafolha: 90% querem que professor debata discriminação | Inovação Educacional | Scoop.it
Em escolas particulares, debate acontece com pouca presença de alunos e professores pretos e pardos
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Escolas cívico-militares avançam no governo Bolsonaro

Escolas cívico-militares avançam no governo Bolsonaro | Inovação Educacional | Scoop.it
Escolas cívico-militares avançam no governo Bolsonaro e geram elogio à disciplina e temor de opressão
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Datafolha: Maioria não se preocupa com ideologia de gênero

Datafolha: Maioria não se preocupa com ideologia de gênero | Inovação Educacional | Scoop.it
80% concordam que escolas devem promover o direito das pessoas viverem livremente sua sexualidade
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Maioria diz que professor deve evitar falar de política

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Brasileiros querem que docentes fujam do assunto, mas apoiam discussões sobre desigualdade e pobreza
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Não podemos entregar tomada de decisões à inteligência artificial

Não podemos entregar tomada de decisões à inteligência artificial | Inovação Educacional | Scoop.it
Há riscos tanto em rejeitar tecnologia quanto confiar nela desconsiderando problemas de discriminação e privacidade
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Brasil ganha 1,4 milhão de informais em dois anos 

Brasil ganha 1,4 milhão de informais em dois anos  | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil ganhou 1,42 milhão de trabalhadores informais entre o começo da pandemia, no primeiro trimestre de 2020, e os três primeiros meses de 2022.
De janeiro a março, o total de informais bateu em 38,203 milhões —o maior número de pessoas nessa situação em um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2015.
Os cálculos foram feitos a partir dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, pelos pesquisadores do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) Janaína Feijó e Paulo Peruchetti.

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Filantropia do andar de cima engatinha, mas pode crescer 

Filantropia do andar de cima engatinha, mas pode crescer  | Inovação Educacional | Scoop.it

A XP decidiu botar R$ 100 milhões numa iniciativa para criar um curso de graduação gratuito e outro de pós (pago) para 400 estudantes. Oferecerá aulas nas áreas de desenvolvimento de sistemas e banco de dados. A entrada de empresários no sistema educacional pode mudar a cara dessa mazela nacional.
Nos Estados Unidos, os institutos de tecnologia de Massachusetts e da Califórnia surgiram no século 19 graças à visão de uma elite de empresários que pensavam no futuro.
O MIT foi criado em Boston, em 1861, e o Caltech, 30 anos depois, quando o grosso dos milionários da Califórnia roubava água e terras. (Um dos barões ladrões da época, Leland Stanford, ajudou a criar a universidade que tem seu nome.) Marcella Coelho, head de impacto social da XP Inc, no lançamento do Instituto XP em março de 2021 - Vinicius Cabral / Instituto XP
Grandes empresas e fortunas americanas orgulham-se de dar seus nomes a universidades: Rockefeller (petróleo), Vanderbilt (ferrovias), Carnegie (aço), Mellon (banco) ou Purdue (alimentos). Deles, só Andrew Mellon teve pai rico.
A filantropia do andar de cima nacional ainda engatinha, mas pode crescer. Durante a pandemia o banco Itaú fez história ao separar R$ 1 bilhão para financiar iniciativas no combate à Covid.
A Fundação Dom Cabral muito deveu ao banqueiro Aloysio Faria e o Insper foi criado por Claudio Haddad com o apoio de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.
Se Deus é brasileiro, progredirão as conversas para que o agronegócio crie uma universidade no Centro-Oeste. Vale lembrar que a veneranda Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba, nasceu em 1901 de uma doação de terras do fazendeiro que lhe dá o nome.

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O futuro da educação não é bom

Educar é possibilitar superar preconceitos sem impor estereótipos, dar ao estudante instrumentos para compreender e utilizar de forma civilizada a tecnologia
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When the Microchips Are Down

When the Microchips Are Down | Inovação Educacional | Scoop.it
Silicon chips are in almost all electronics, and access to them can make or break a country’s economic future. Their production relies on complex supply chains, and during the pandemic, the world learned just how fragile these supply chains are. Many countries, including the United States and China, are investing billions of dollars to develop the capacity to produce chips domestically, and some analysts see chip-related conflict on the horizon.
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Can Democracy Include a World Beyond Humans?

Can Democracy Include a World Beyond Humans? | Inovação Educacional | Scoop.it
A truly planetary politics would extend decisionmaking to animals, ecosystems, and potentially AI.
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'Guerra global por talentos está alimentando tendência de employer u', diz especialista em educação

'Guerra global por talentos está alimentando tendência de employer u', diz especialista em educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Brandon Busteed usa o termo para descrever a tendência de novos programas de graduação que estão diretamente alinhados aos empregadores
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Reação do emprego não é acompanhada por avanço da renda

Reação do emprego não é acompanhada por avanço da renda | Inovação Educacional | Scoop.it
Taxa de desemprego fica abaixo de 10% pela primeira vez em mais de seis anos, aponta IBGE
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Para 93%, escolas devem respeitar todas as religiões 

Para 93%, escolas devem respeitar todas as religiões  | Inovação Educacional | Scoop.it
Ensino religioso voltado a apenas uma crença dificulta o processo de identificação dos estudantes negros
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Datafolha: 80% dos brasileiros apoiam escolas inclusivas

Datafolha: 80% dos brasileiros apoiam escolas inclusivas | Inovação Educacional | Scoop.it
Pais relatam dificuldades para manter filhos com autismo em colégios convencionais
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Para 73%, educação sexual deve estar no currículo escolar 

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Maioria concorda que aulas sobre o tema podem ajudar a prevenir o abuso de crianças e adolescentes
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Falar de política na escola é inevitável, diz especialista

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Segundo educadores, é preciso apresentar vários pontos de vista sobre o assunto
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Datafolha: Brasileiro tem opiniões liberais sobre educação

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Maioria concorda que sexualidade deve estar no currículo e acha que discussão ajuda a prevenir abuso
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Racismo e desigualdade marcam educação pós-Independência

Racismo e desigualdade marcam educação pós-Independência | Inovação Educacional | Scoop.it

A educação pública nos 200 anos do Brasil independente teve como barreiras o racismo, a desigualdade e o subfinanciamento, fatores ainda não totalmente superados que marginalizaram a população negra e pobre e legaram ao país um imenso atraso civilizacional. Após avanços nas últimas décadas, ensino segue sem rumo no governo Bolsonaro, cujo Ministério da Educação virou até caso de polícia.
Olhar para o filme da educação pública ao longo desses 200 anos pós-Independência é entender, por um lado, a arquitetura do nosso atraso em relação a outros países e, sobretudo, entre nossa população. Por outro, vê-se uma tardia, mas bem-vinda, reação em busca de uma democratização da escola.
O Brasil ter vivenciado uma independência com a manutenção da escravidão é, na opinião de estudiosos, ponto de partida obrigatório para uma reflexão que reconheça o papel essencial da educação na socialização dos indivíduos, no preparo para a cidadania, na formação de capital humano e na garantia de igualdade de oportunidades.
A persistência de estruturas racistas e excludentes faz com que a discussão sobre independência e autonomia esteja permeada por um questionamento: como o país aceitou que, ano após ano, parcelas significativas da população, especialmente negra e pobre, fossem alijadas do acesso a algo tão fundamental para uma vida digna, como é a educação?
"Não se passa impunemente pelo fato de o Brasil ter sido o último a abolir a escravidão, depois de receber quase metade dos negros escravizados e ter vivenciado a escravidão em todo o território", diz a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz. O Brasil foi a última nação da América Latina a acaba com a escravidão, fato considerado derradeiro no mundo ocidental.
"A escravidão criou uma linguagem da desigualdade no país que se inscreveu na educação."
Estima-se que o Brasil recebeu 4,8 milhões de negros escravizados, segundo o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos. Isso representaria 46% dos escravizados embarcados, segundo análise de pesquisadores.
Todos os indicadores educacionais atuais mostram a população negra mais prejudicada, assim como os pobres em geral, indígenas e crianças e jovens com deficiência —seja no acesso, na permanência ou no aprendizado.
Quase 4 em cada 10 jovens negros de 19 anos não conseguiram terminar o ensino médio, segundo dados de 2020, os mais atualizados com esse recorte. A proporção é semelhante quando se olha para dados segregados dos 25% mais pobres.
Entre os jovens brancos, os indicadores inspiram preocupação, mas a relação cai para 2 de cada 10. Já o quartil da população de maior renda está perto da universalização, com 93% de conclusão da educação básica, que vai da creche ao ensino médio.
A escolaridade avançou com alguma rapidez no país só mais recentemente. Há dez anos, em 2012, quase metade de todos os jovens de 19 anos ainda não havia concluído o ensino médio. Hoje, o montante de jovens dessa faixa etária sem ensino médio concluído é, na média, de 30,6% (dados de 2020).
O acesso à educação tem impactos que superam a esfera acadêmica. A remuneração ao longo da vida de uma pessoa com ensino médio pode ser, por exemplo, entre 17% e 48% maior que a daquela com o mesmo perfil, mas escolarizada até o ensino fundamental. Outros índices de qualidade de vida, como saúde e planejamento familiar, também são desfavoráveis, segundo estudo recente do professor Ricardo Paes de Barros, do Insper.
Para cada 1% a mais de jovens entre 15 e 17 anos nas escolas, há uma diminuição de 2% na taxa de assassinatos nos municípios, indica pesquisa de 2016 do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A ideia de uma oferta escolar no Brasil tem um pontapé inicial após 1822, de maneira mais simbólica que prática. Encontram-se a partir dali, no entanto, raízes de alguns dos grandes desafios da evolução educacional brasileira, como racismo, exclusão, desigualdade, subfinanciamento e o empura-empurra de atribuições.
Se o Brasil começou a vivenciar certas institucionalidades a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa, foi somente na Constituição de 1824 que surgiria a menção à gratuidade da "instrução primária". Isso, porém, valeria apenas para uma elite bastante restrita —ficou de fora a imensa maioria da população, como os escravizados e praticamente todos os não proprietários de terras.
Como comparação, a oferta de escola como obrigação aparece pela primeira vez no mundo em 1612, na Prússia (que se tornaria parte da Alemanha). Vários países passam a incluir a educação dentro de políticas incentivadas a partir do século 19, como ocorreu nos Estados Unidos, país que conseguiu ainda nessa época grande expansão na escolaridade, embora com marcas persistentes de segregação racial.
Ainda no Brasil imperial, a Lei de Instrução Pública de 1827 fez um movimento em direção a alguma organização nesse sentido. Transferiu para as províncias (denominados de estados após a República) o encargo da oferta da educação primária, ficando a superior a cargo do poder central.
Esse desenho institucional, em que sobram responsabilidades para governos locais e falta dinheiro de impostos, explica, segundo vasta bibliografia, um dos grandes obstáculos para uma expansão. Mesmo hoje, tal organização guarda desequilíbrios.
Fato é que o crescimento da escolarização foi inexpressivo no império. Após a Proclamação da República, alguns estados registraram iniciativas de criação de escolas, inclusive as chamadas escolas normais, para formação docente.
Essa ação descoordenada desencadearia parte das profundas desigualdades regionais que vemos hoje, com desvantagens substanciais para o Norte e o Nordeste.
Na transição do Império para a República, foram se consolidando certas estruturas significativas da nossa história, como a zona cinzenta entre público e privado do patrimonialismo brasileiro e as marcas de um mandonismo local.
"O grande senhor acabou por ser o senhor da educação", diz Schwarcz, que é professora da USP. "Quanto mais mandonismo associado a um grande patrimonialismo, mais há contaminação dessas esferas e o favorecimento de certas elites que tendem a se perpetuar no poder."
Também esteve ausente qualquer movimento de reparação aos anos de escravidão, embora seja consenso entre historiadores e estudiosos a existência de movimentos reivindicatórios pelo acesso à educação.
"O Brasil foi forjado na compreensão de uma nação com direitos para poucos", diz Suelaine Carneiro, coordenadora de Educação e Pesquisa do Geledés Instituto da Mulher Negra. "A educação nasce desse jeito, as universidades, sempre para aqueles que eram considerados merecedores."
Em 1830, a pioneira Prússia já tinha 70% das crianças de 5 a 14 anos na escola. Já o Brasil chega a 1900, por exemplo, com apenas 10% da população entre 5 a 14 anos nos bancos escolares, segundo estimativas elaboradas por Peter Lindert, no livro "Growing Public".
O percentual nos Estados Unidos nessa época era de 94%. Em Cuba, 37%; na Argentina, 32%; e a Bolívia chegava a 14%. Alguns países europeus, como Inglaterra, Holanda e França, conseguiram diminuir significativamente, ou zerar, o analfabetismo por volta de 1900.
Por aqui, altas taxas de analfabetismo perduraram até o fim do século 20. Quase 30% da população era analfabeta em 1970 —até 1985, o analfabeto não tinha direito a voto no Brasil.
A partir da democratização, esses índices começam a melhorar. Estima-se, entretanto, que hoje 11 milhões de brasileiros não saibam ler e escrever (6,6% da população com mais de 15 anos).
A situação educacional no Brasil estava longe de uma organização mesmo após o primeiro centenário da Independência. Foi somente a partir da década de 1930 que um sistema educacional começou a ganhar corpo, sobretudo na ditadura do Estado Novo (1937-1945).
Data dessa época o empenho de intelectuais em torno do tema. Iniciativa emblemática é o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que uniu nomes como Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira, e versava sobre a universalização da escola pública, laica e gratuita, e a necessidade de tornar a educação uma prioridade nacional.
Até quando houve esse certo otimismo com a educação, o sistema foi sendo estruturado distante de uma visão democrática.
Na educação básica, a reforma promovida por Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde de Getúlio Vargas, institucionalizou uma lógica excludente e dualista: a instrução primária seria para todos e "às classes menos favorecidas", como ressalta a Constituição de 1937, deveria haver o pré-vocacional (profissionalizante).
Já a educação secundária teria a finalidade de "formar as individualidades condutoras", como é descrito em decreto de 1942. Assim, essa etapa, que hoje compreenderia do 6º ano do fundamental ao ensino médio, estaria destinada à elite, preparada para chegar à universidade —o que, de fato, pouco ocorria.
Essa dualidade ainda tem ecos em discursos recentes. O pastor Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (PL), causou polêmica no ano passado ao dizer que universidade deveria ser para poucos, e a massa que ficasse com o ensino técnico —cuja oferta é muito baixa.
Na reforma de Capanema, consolida-se um caráter seletivo do sistema, com exames de admissão, aliado a altos índices de reprovação. Em 1960, a cada mil estudantes que começavam a educação básica, nem 60 chegavam ao ensino superior.
O professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Carlos Roberto Jamil Cury explica que há um marco em 1934: surge pela primeira vez a vinculação específica de impostos para a educação.
Um instrumento que persevera no país, apesar de interrupções. "Cada vez que tivemos regimes ditatoriais, como em 1937 e 1964, houve a desvinculação", diz Cury. O governo Bolsonaro aventou mais de uma vez eliminar essa vinculação, que hoje preconiza a aplicação mínima na educação de 18% das receitas para a União e 25% para municípios e estados.
Na ditadura militar, mais uma vez um contrassenso. A desvinculação de recursos surgiu na Constituição de 1967, concomitantemente à ampliação da obrigatoriedade de matrícula para 8 anos. Assim, impunha-se um passivo enorme para construção de escolas, garantia da permanência, formação e contratação de professores, em um país continental e desescolarizado, sem que houvesse fontes consistentes de recursos.
Segundo Cury, intensificou-se ali o processo de uma expansão sucateada, acompanhada de desvalorização docente. Uma desvalorização profissional que recai sobre a mulher, predominante na carreira até hoje.
Em 1985, na redemocratização, o investimento em educação no país não chegava a 3% do PIB (Produto Interno Bruto). A escolaridade média do brasileiro não passava de quatro anos nessa época; na Argentina e no Chile, estava em torno de sete.
Os dados mais recentes mostram que a escolaridade média do brasileiro com mais de 25 anos é de 9,4 anos, segundo o IBGE. Quando considerada a população entre 18 e 29 anos, são 11,8 anos de estudo, o que cai para 10,8 entre os 25% mais pobres.
"A partir dos anos 1980, a escola começa se tornar mais pública, mas a classe média começa a sair, com o processo de privatização e o estabelecimento da educação como um negócio", diz a historiadora e educadora Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação).
"A escola pública acabou relegada para os pobres. Nunca se construiu no país uma escola pública no sentido literal, aquela que, nas palavras de Anísio Teixeira, seria a verdadeira fábrica da democracia".
O ensino superior, com mais verbas da União, viu avanços durante a ditadura militar. Houve a criação de universidades e de instituições de fomento à pesquisa e pós-graduação, como o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Hoje, as universidades públicas brasileiras concentram a maior parte da pesquisa científica e da inovação no país, um papel que a indústria não conseguiu realizar a contento.
É com a Constituição de 1988 que a educação se cristaliza como um direito de todos. Ainda diante de um cenário em que a União concentra a arrecadação e sobram para estados e municípios os maiores gastos, a criação do Fundef, em 1998, dá um importante impulso para um avanço substancial das matrículas.
O Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) é uma sub-vinculação de recursos destinados à educação com lastro no número de matrículas por redes de ensino. Como o nome deixa claro, a base do cálculo levava em conta só o ciclo fundamental.
Em 2007, esse fundo foi substituído pelo Fundeb, que passou a contemplar a creche, a pré-escola e o ensino médio. Surge assim, pela primeira vez, um mecanismo que olha para o tipo de aluno. Matrículas indígenas, quilombolas e de educação especial, por exemplo, têm ponderação diferenciada na hora da divisão do bolo.
Somente em 2008, duas décadas após a Constituição Cidadã, o país alcançou uma taxa líquida de matrículas no ensino fundamental de 95%. O índice era de 84% em 1991. "Temos, sim, o que celebrar por ser um país que passou de uma minoria branca, masculina e proprietária nas escolas para um cenário de universalização do ensino fundamental", diz Pilar Lacerda.
Também apenas em 2008 o Brasil supera a marca de ter metade dos jovens de 15 a 17 anos no ensino médio. Essa taxa ficava em 18% em 1991, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
Na Coreia do Sul, país com população de 52 milhões e cujo sucesso educacional é muitas vezes citado como exemplo, o ensino primário (equivalente aos primeiros anos do fundamental) foi universalizado no final dos anos 1960, com avanços nas décadas seguintes da escolarização nas outras etapas.
O Brasil concentra atualmente 36 milhões de matrículas na educação básica pública. Um contingente que representa quase duas vezes a população do Chile.
Em 2020, o Fundeb foi renovado, incluído na Constituição, com a previsão de maior complementação da União no financiamento. Houve uma inovação com recursos direcionados à educação infantil, cuja importância para o desenvolvimento tem sido reforçada por estudos científicos.
Ao passo que os mais pobres passaram a ser incluídos, entrou pela porta da escola a realidade socioeconômica do grosso da sociedade. Evidências mostram como o perfil dos alunos, como a escolaridade da mãe, é fator de grande relevância para o alcance do sucesso educacional —o que configura um desafio extra na busca de melhoria educacional.
Até antes da pandemia, os dados de aprendizagem mostram uma curva de melhoria nos anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano). A tendência enfraquece nos anos finais (do 6º ao 9º), e o cenário é mais preocupante no ensino médio.
Dados da avaliação federal de 2019 indicam que somente 10% dos concluintes do ensino médio aprenderam o considerado adequado em matemática, segundo tabulação do Todos Pela Educação. Essa marca fica abaixo de 5% entre pretos e mais pobres, e é somente 3% na zona rural.
A melhoria de aprendizado provoca reflexos sociais amplos. Uma pesquisa de março de 2022 mostrou que avanços na qualidade do ensino podem estar associados à diminuição de 25% nos homicídios e no aumento de 200% na geração de empregos entre jovens de 22 e 23 anos.
Já no ensino superior, políticas recentes como bolsas em faculdades privadas, com o ProUni, o Fies (Financiamento Estudantil), a expansão para o interior das universidades federais e a Lei de Cotas contribuíram para diversificar o retrato que por décadas foi dominado pelas classes abastadas.
Estudo do pesquisador do Inep Adriano Senkevics apontou que apenas 16% dos jovens de 18 a 24 anos que acessam o ensino superior estão entre os 40% mais pobres da população. Em 1995, esse percentual era de 3%.
O Brasil tem uma das piores taxas de pessoas com ensino superior completo entre os países e territórios avaliados em 2019 pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Apenas 21% dos brasileiros de 25 a 34 anos têm diploma universitário, índice inferior ao de países como México (23%), Costa Rica (28%) e Colômbia (29%). A média da OCDE é de 44%.
Ao comentar o cenário educacional nesses 200 anos da Independência, o professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Carlos Roberto Jamil Cury pondera que sua análise vai até 2018, no fim do governo Michel Temer (MDB).
Para ele, as iniciativas do governo Jair Bolsonaro (PL) não dialogam com as prioridades da área. "As prioridades foram exatamente desqualificadoras da escola pública, como a expansão de unidades cívico-militares e o ensino domiciliar", diz Cury.
Até 2018, avalia, os esforços nos sucessivos governos democráticos se debruçaram, mesmo que com falhas e questionamentos, às questões de avanço da matrícula, monitoramento do aprendizado, ampliação de creche, definições curriculares, com a Base Nacional Comum Curricular, e reforma do ensino médio.
"Agora, o que vemos é discussão de ideologia de gênero [termo nunca usado por educadores], marxismo cultural, e todo um discurso de desqualificação do professor e da própria escola, como se fossem antros de esquerdismo."
Sob o governo Bolsonaro, o orçamento de educação cai a cada ano, e o MEC viveu entre trocas de equipe, disputas ideológicas e uma ausência de políticas públicas estruturadas, inclusive na pandemia.
Como se não bastasse o cenário, o terceiro ministro da Educação de Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro, foi preso em 22 de junho em operação da Polícia Federal que investiga um balcão de negócios operado com pastores aliados do presidente.
Milton Ribeiro havia deixado o cargo em março, uma semana depois de a Folha revelar áudio em que ele dizia privilegiar solicitações de pastores para liberação de recursos da pasta. Essa priorização seria um pedido de Bolsonaro, diz Ribeiro na gravação.
Para Suelaine Carneiro, do Geledes, a busca por direitos é um processo permanente. "O nível de otimismo tem que estar alto sempre", diz. "A gente sabe que a luta é digna e que contempla toda população."

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Férias escolares longas na Itália expõem desigualdades

Férias escolares longas na Itália expõem desigualdades | Inovação Educacional | Scoop.it

O efeito tende a ser maior nas classes sociais mais pobres, em que as famílias têm menos recursos e tempo disponível para os filhos. Em Milão, no norte da Itália, a região mais industrializada e rica do país, uma semana de curso de verão, em que a criança passa oito horas diárias, pode custar entre 40 euros e 350 euros (entre R$ 221 e R$ 1.930). As atividades vão desde imersão em idiomas estrangeiros e esportes até laboratórios recreativos em teatros e museus. As opções oferecidas pelas prefeituras ou pelas paróquias católicas, gratuitas ou com preços mais acessíveis, têm vagas limitadas e disputadíssimas.
"É fácil deduzir que uma família com mais recursos vai conseguir substituir a escola por atividades que também possam ser formativas", afirma Sorrenti. "Esse efeito foi observado durante o fechamento das escolas na pandemia. Os filhos das famílias mais ricas tiveram baixo impacto nas habilidades cognitivas, porque contaram, por exemplo, com professores particulares e pais com mais tempo disponível."

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