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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
Today, 12:55 PM
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Estudo inédito obtido pela BBC News Brasil monitora 32 mil aspirantes a influencers no marketing digital no Instagram, e aponta riscos da 'pirâmide aspiracional' para os mais vulneráveis
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Inovação Educacional
Today, 10:55 AM
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Celebrado nesta terça-feira (11), o Dia do Estudante encontra uma geração que já adotou a inteligência artificial à rotina de estudos. Um levantamento inédito da Opera, empresa norueguesa de navegadores e agentes de IA, aponta que essa transformação acontece, geralmente, sem orientação das escolas e universidades —quando os próprios alunos reconhecem que o impacto da tecnologia depende da forma como ela é utilizada. Realizado com mais de 2.400 estudantes brasileiros, entre 17 de abril e 5 de junho via formulário online, distribuídos entre as faixas etárias de até 14 anos, 15 a 17 anos, 18 a 24 anos, 25 a 34 anos e 35 anos ou mais, o levantamento mostra que 71% dos entrevistados afirmam que a IA ajuda na compreensão dos conteúdos ou que seus efeitos variam conforme a maneira como é utilizada. Ao mesmo tempo, apenas 5% dizem ter recebido orientação formal de suas instituições sobre como utilizar a ferramenta, enquanto 40% afirmam nunca ter recebido qualquer orientação. Em vez de ser usada apenas como um atalho para concluir tarefas, os entrevistados no levantamento demonstram preocupação com a qualidade das respostas e interesse em compreender como elas são construídas. Para especialistas, isso indica que o desafio atual deixou de ser a presença da IA nas salas de aulas e passou a ser ensinar como utilizar a ferramenta de forma crítica. "A inteligência artificial pode apoiar o processo de aprendizagem, mas isso depende de como ela é usada. Quando bem orientada, ela pode ajudar o estudante a desenvolver autonomia, revisar conteúdos e identificar lacunas de compreensão. O ponto central não é substituir o esforço do aluno, mas potencializar o aprendizado", afirma Juliana Psaros, diretora regional da Opera no Brasil. Segundo Psaros, os resultados mostram que os próprios estudantes reconhecem essa diferença e apontam a necessidade de orientação mais clara. Na avaliação da diretora, há uma oportunidade para que professores e instituições incorporem a ferramenta ao processo de aprendizagem, ensinando maneiras para revisar conteúdos, identificar lacunas e aprofundar conhecimentos, em vez de apenas gerar respostas prontas. De acordo com 52% dos entrevistados, o aspecto a ser melhorado nas ferramentas é a confiabilidade das informações. Entre os entrevistados de 15 a 17 anos, essa preocupação é ainda maior. Nesse grupo, 60% apontam a necessidade de informações mais confiáveis e verificadas, e 55% dizem que gostariam de receber explicações melhores e passo a passo, os maiores percentuais entre as faixas etárias pesquisadas. A professora Mônica Garbin, pedagoga e doutora em educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), explica que a diferença entre um uso produtivo e outro prejudicial está na forma de interação com a tecnologia. Segundo ela, recorrer à IA para esclarecer dúvidas depois da leitura de um texto pode ampliar a aprendizagem, por exemplo. O problema acontece quando o estudante entrega à ferramenta atividades que deveriam desenvolver a própria capacidade de leitura, escrita e reflexão. Garbin afirma que esse cenário torna importante o desenvolvimento do pensamento crítico, principalmente entre estudantes que ainda estão construindo essas habilidades. "Com isso, o estudante não consegue desenvolver aspectos que se repetem, um uso ético dessas ferramentas, um uso crítico dessas ferramentas. Mas, ao mesmo tempo, os professores hoje em dia, nos cursos de formação de professores, pouco têm conteúdos que se remetem à ideia das tecnologias na educação." O professor Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovações educacionais da Arco Educação, afirma que as respostas produzidas por IA podem transmitir segurança mesmo quando contêm erros. "Mais importante do que descobrir se um trabalho foi produzido com IA é garantir que o estudante demonstre que entendeu o conteúdo e consiga explicar o raciocínio por trás das respostas", afirma Celedônio. O diretor de ensino afirma que esse movimento deve mudar o foco da avaliação das escolas, que tende a deixar de priorizar a verificação de resultados para valorizar a capacidade de argumentação e compreensão. O levantamento da Opera também mostra que 17% dos entrevistados afirmam recorrer frequentemente à IA para produzir a maior parte de um trabalho, enquanto 31% dizem que a usam apenas como ponto de partida, fazendo adaptações antes da entrega. Por outro lado, 22% afirmam produzir seus trabalhos sem usar esse tipo de ferramenta. Apenas 20% afirmam que suas escolas ou universidades têm políticas claras para o uso de IA. Outros 32% recebem orientações informais de professores, enquanto 9% estudam em instituições que proíbem as ferramentas. Embora parte das instituições ainda escolha restringir ou até proibir o uso da inteligência artificial, os especialistas avaliam que esse debate tende a perder espaço para preparar estudantes e professores para conviver com uma tecnologia que já faz parte do dia a dia.
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Inovação Educacional
Today, 10:37 AM
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O YouTube vai dobrar a exigência de audiência para novos criadores que quiserem entrar no YPP (YouTube Partner Program), que permite receber parte da receita gerada por anúncios e assinaturas de usuários na versão Premium. A mudança começa a valer em 1º de fevereiro de 2027.
Atualmente, para participar, um canal precisa ter pelo menos 1.000 inscritos e cumprir um dos dois critérios: acumular 4.000 horas de exibição pública em vídeos longos nos últimos 12 meses; ou atingir 10 milhões de visualizações qualificadas (acessos de pessoas reais, excluindo bots e cliques muito rápidos) em Shorts (modalidade de vídeos curtos) nos últimos 90 dias.
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Inovação Educacional
Today, 10:34 AM
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As companhias Anthropic, Google, Meta, Microsoft, Mistral e OpenAI se comprometeram a marcar as respostas de seus chatbots de inteligência artificial para indicar a origem robótica dos textos, em um documento assinado na União Europeia. Os textos não terão modificações visíveis, mas as marcações estarão nos metadados e serão detectáveis por programas de computador, segundo comunicado da Anthropic, dona do Claude, divulgado nesta terça-feira (11). A empresa ainda vai divulgar como funcionará a ferramenta. O compromisso terá efeito em âmbito global, apesar de a jurisdição ser restrita aos países do bloco europeu, mostram atualizações dos termos de uso do ChatGPT (da OpenAI) e do Claude feitas nos últimos dias. A única grande empresa do setor que não aderiu ao código de práticas e transparência para conteúdos gerados por IA foi a xAI, pertencente a Elon Musk e desenvolvedora do Grok. A medida faz os textos gerados pelas máquinas perderem valor, de acordo com pesquisas de mercado. Um levantamento da OpenAI, a criadora do ChatGPT, mostrou, em 2024, que cerca de 30% dos usuários usariam menos a plataforma se os textos contivessem um marcador ativo. "Em vez de uma perda de valor na escrita em si, a hesitação decorre do receio de estigmatização e do afastamento dos usuários", diz o relatório da OpenAI. Os resultados impediram a adoção de uma técnica de marcação de textos gerados por IA no ChatGPT, desenvolvida ainda em agosto de 2024, de acordo com o relato de funcionários insatisfeitos ao jornal The Wall Street Journal. De acordo com atualizações nas práticas da OpenAI e Anthropic, as mudanças estão em progresso para os modelos já ativos. Qualquer IA lançada na Europa desde 2 de agosto já estaria de acordo com os critérios de transparência. "Nosso objetivo é expandir os indicadores de procedência para todas as modalidades de conteúdo, incluindo texto, a fim de que todos os clientes e desenvolvedores tenham alternativas claras para atender às próprias obrigações de transparência, à medida que os padrões e as ferramentas continuam a evoluir", diz a OpenAI no comunicado da atualização. Em atualização em suas regras de privacidade, a Anthropic detalhou como funcionará: "O texto gerado conterá marcas d'água integradas, e os arquivos gerados incluirão metadados de procedência com assinatura digital, quando compatível." A Anthropic aplicará as marcas às respostas geradas em Claude Platform (ferramenta da empresa para desenvolvedores), Claude, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag. Quem acionar a IA generativa por meio de provedores de nuvem como AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry também receberá respostas marcadas. "Quando um modelo compatível gera um texto, ele insere uma marca d'água imperceptível diretamente no conteúdo", afirmou a empresa. "Ela é invisível e não altera o significado, a qualidade ou a legibilidade da resposta." A desenvolvedora de IA também trabalha na atualização dos modelos já lançados para adicionar a marcação durante o período de transição permitido pela legislação europeia. "A marcação será aplicada às saídas dos modelos compatíveis em qualquer lugar onde o Claude for oferecido, no mundo todo", declarou a empresa. A marcação permanece mesmo se o conteúdo for copiado e colado, resistindo a edições parciais, mas o mecanismo enfrenta limitações técnicas reconhecidas pela própria Anthropic. Para o professor de ciência de dados da Universidade da Virginia Stephen Turner, o método tem uma série de falhas. "Conteúdo modificado em qualquer ponto pelo Claude pode gerar um falso positivo. Conteúdo que retorne um resultado negativo ainda assim pode ter sido gerado pelo Claude. Textos totalmente escritos por humanos podem ser marcados como gerados pelo Claude." Os metadados de indicação de origem ainda podem ser removidos na internet, como já tem ocorrido com as imagens geradas por IA.
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Inovação Educacional
August 11, 4:10 PM
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O mineiro Alessandro Marques da Luz assumiu o comando da centenária Marista Brasil com uma missão bem definida. Para os próximos anos, ele vai acelerar o crescimento de uma rede que já tem 97 escolas, mais de 100 mil alunos e receita anual de cerca de 2,2 bilhões de reais.
Em entrevista à EXAME, a primeira concedida à imprensa desde que assumiu o cargo de superintendente do Marista Brasil, Luz afirma que a rede está estruturando uma área de M&A, fusões e aquisições, para buscar oportunidades no mercado de educação básica em todo o país.
Veja também Sem Boulos, PT fala em crescer bancada na Câmara em SP e voltar aos 'tempos áureos' Com eleição no horizonte, governo corre para aprovar MPs do fim da Taxa das Blusinhas e motofrete Dia do Estudante: que cidadão as redes de ensino estão formando? “Eu posso te garantir que o apetite é grande e a gente quer crescer rápido”, diz Luz.
A movimentação acontece durante a revisão do planejamento estratégico da organização até 2030. O Marista reúne hoje 63 colégios pagos e 34 escolas sociais. Dessas, 17 já são centenárias.
A intenção é fazer o crescimento das unidades pagas caminhar junto com a ampliação da atuação social da rede.
Nos próximos quatro anos, o crescimento deve acontecer em duas frentes.
De um lado, o Marista pretende comprar escolas e ampliar a presença no ensino privado. De outro, quer investir nas unidades que já possui, com reformas, modernização da infraestrutura e aumento de capacidade. Algumas escolas, segundo o executivo, já têm filas de espera.
A ofensiva de aquisições não terá uma única região como alvo. Segundo Luz, o Marista pretende analisar oportunidades em todo o país.
No caso das escolas pagas, um dos pontos considerados será a capacidade do mercado local de absorver o tíquete cobrado pela rede.
Alessandro Marques da Luz, superintendente do Marista Brasil: “Eu posso te garantir que o apetite é grande e a gente quer crescer rápido” (Carla Eliane Bordon Rodrigues/Divulgação)
A meta exata para 2030 ainda não está fechada. Para o próximo ano, porém, Luz já tem um número em vista. Quer chegar a 100 unidades. Isso implicaria na compra de ao menos três colégios.
A compra de escolas será acompanhada de investimentos nas unidades atuais. Segundo o superintendente, cerca de 60% do caixa é reinvestido nas próprias operações. Parte desses recursos vai para retrofit, reforma e modernização de prédios existentes.
Qual é a história do Marista Brasil A presença dos Maristas no Brasil começou há mais de um século, com a chegada dos primeiros religiosos a Minas Gerais.
A organização depois avançou para outras regiões, principalmente no Sul, e construiu uma rede que hoje está presente em 20 estados e no Distrito Federal.
Parte dessa história continua funcionando como escola.
O Marista Brasil tem 17 unidades centenárias. Entre elas estão o tradicional Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo, o Rosário, em Porto Alegre, o Santa Maria, no Paraná, o São Luís, em Pernambuco, o Nossa Senhora de Nazaré, no Pará, além de unidades em Salvador e Maceió.
A longevidade cria uma vantagem de marca, mas também traz um desafio de negócios. Como manter estruturas antigas capazes de atender famílias que hoje esperam laboratórios, tecnologia, atividades no contraturno e uma rotina escolar diferente daquela de décadas atrás.
É nesse ponto que entram os investimentos em modernização e aumento de capacidade.
A organização atual do Marista Brasil também é recente. Até 2023, as escolas estavam ligadas a três províncias Maristas no país, estruturas religiosas que também mantêm outros negócios e instituições, como universidades, hospitais e a editora FTD.
Naquele ano, a gestão das unidades de educação básica das três províncias foi consolidada no Marista Brasil. A nova organização passou a cuidar das 97 escolas e criou uma estrutura nacional apoiada por escritórios regionais em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife.
É essa a estrutura que Luz administra agora.
Qual é o tamanho desta gigante da educação A dimensão da rede coloca o Marista entre os maiores grupos de educação básica do país.
A organização tem cerca de 18 mil funcionários, considerando professores, equipes das escolas, escritórios regionais e estrutura corporativa. A receita anual gira em torno de 2,2 bilhões de reais.
As mensalidades continuam sendo a principal fonte de faturamento, mas novos serviços ganharam peso nos últimos anos. Segundo Luz, cerca de 20% da receita já vem de atividades adicionais oferecidas aos estudantes, como esportes no contraturno, ensino bilíngue, robótica e outros programas que ampliam o tempo de permanência na escola.
O movimento acompanha uma mudança no mercado de educação básica. Famílias passaram a buscar mais atividades dentro da própria escola, enquanto modelos de período integral ganharam espaço..
Setor ainda pulverizado A decisão de montar uma área de aquisições acontece em um setor ainda pulverizado.
Luz estima que existam mais de 20 mil escolas particulares no Brasil e não acredita que poucas redes chegarão a dominar a maior parte desse universo. Na avaliação dele, o movimento será de concentração, com grupos maiores aumentando sua participação, mas mantendo a convivência com milhares de escolas independentes.
“O mercado de Educação Básica no Brasil não vai se consolidar, ele vai se concentrar”, afirma.
O Marista, segundo o executivo, já é a quarta maior rede do país. É nesse mercado fragmentado que a organização pretende buscar novos ativos.
Ao contrário de grupos de educação que cresceram com capital aberto e precisam entregar retorno a acionistas, o Marista pertence a uma organização religiosa. “O nosso compromisso não é com acionista. O nosso compromisso é com a nossa missão, com o nosso propósito”, afirma Luz.
A ligação entre crescimento comercial e atuação social é uma das teses usadas pelo novo superintendente para defender a expansão.
Das 97 unidades administradas pelo Marista Brasil, 63 são colégios pagos e 34 são escolas sociais. As escolas sociais atendem cerca de 15 mil estudantes sem cobrança de mensalidade. Os alunos também recebem alimentação, material didático e uniforme.
Outros cerca de 2 mil estudantes têm bolsas nas escolas pagas. No total, são aproximadamente 17 mil alunos atendidos com gratuidade ou bolsas.
A lógica defendida pela gestão é ampliar os dois lados da rede ao mesmo tempo. “Quanto mais escolas pagas eu tiver, mais escolas sociais naturalmente eu vou ter”, diz Luz.
Nas escolas sociais, porém, o mapa de expansão é diferente daquele usado para as aquisições. Enquanto a busca por colégios pagos será nacional, a organização vê uma necessidade maior de novas unidades sociais na região Amazônica, sobretudo em áreas do interior onde a oferta de educação é menor.
Um exemplo recente está no Acre. Em março, a rede entrou em Porto Walter, município distante quase 600 quilômetros de Rio Branco. A escola social atende mais de 400 estudantes em parceria com a prefeitura.
Luz chega ao Marista depois de mais de 20 anos trabalhando com educação. Economista de formação, passou pelo sistema de ensino Pitágoras no período de transformação da empresa que deu origem à Kroton e trabalhou por 12 anos no Grupo SEB.
Agora, assume uma organização com uma característica diferente das empresas pelas quais passou: escolas com mais de 100 anos de existência convivendo com uma estrutura nacional criada há apenas três anos.
Seu primeiro trabalho será definir até onde essa rede pode chegar em 2030.
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Inovação Educacional
August 11, 4:00 PM
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Startup de San Francisco começou a oferecer serviço de limpeza residencial com robôs humanoides operados remotamente por humanos com auxílio de inteligência artificial
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August 11, 1:46 PM
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O resultado não constitui um indicador específico de qualidade da educação profissional e tecnológica (EPT). O Ideb da rede estadual total, que considera tanto as matrículas do ensino médio regular quanto as do ensino médio articulado à EPT, mantém seus componentes habituais — o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e os dados de fluxo escolar obtidos a partir do Censo Escolar — e não avalia as competências profissionais específicas desenvolvidas nos cursos técnicos.
Considerando esse conjunto mais abrangente de matrículas, os valores do Ideb 2025 das redes estaduais variam entre 3,6 e 5,1 nas unidades da Federação (UFs). Os dados do Ideb e do Saeb referentes a 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O maior resultado nesse recorte foi registrado no Paraná, com 5,1. Em seguida aparecem Goiás (5,0); Espírito Santo e Piauí (4,9); Pernambuco (4,8); Ceará e Rio Grande do Sul (4,7); Minas Gerais e São Paulo (4,5); Pará (4,4); Mato Grosso e Santa Catarina (4,3); Alagoas, Mato Grosso do Sul e Paraíba (4,2); Sergipe e Tocantins (4,1); Acre, Rio Grande do Norte e Rondônia (4,0); Bahia e Maranhão (3,8); Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Roraima (3,7); e Distrito Federal (3,6).
Comparação entre os resultados – A comparação com os valores calculados sem a incorporação desse conjunto de matrículas mostra diferenças em seis UFs. Em São Paulo, o resultado passa de 4,3 para 4,5; no Ceará, de 4,5 para 4,7; em Goiás, de 4,9 para 5,0; na Paraíba, de 4,1 para 4,2; em Pernambuco, de 4,7 para 4,8; e no Rio Grande do Norte, de 3,9 para 4,0. Nas demais 21 UFs, o Ideb da rede estadual para os dois conjuntos de matrículas do ensino médio (tradicional e articulado à EPT) apresenta o mesmo valor.
Essas diferenças devem ser interpretadas como resultado da alteração do conjunto de matrículas considerado na composição do indicador. Isoladamente, a comparação não permite estabelecer uma relação causal entre a oferta de EPT e os valores observados no Ideb.
A finalidade desse recorte é, portanto, ampliar a representação das redes estaduais nos resultados, incorporando a educação profissional articulada ao ensino médio como parte da diversidade de ofertas que compõem essas redes. A leitura dos dados permite verificar como o resultado agregado se apresenta quando esse conjunto mais abrangente de matrículas é considerado, sem atribuir à EPT, isoladamente, a causa para as diferenças observadas.
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August 11, 1:36 PM
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Escolher um curso universitário nunca foi fácil. Alunos e pais sempre se perguntaram quais cursos e especializações oferecem os melhores retornos e levam a carreiras seguras.
Mas agora, com a era da inteligência artificial generativa, que trouxe novas e poderosas ferramentas como o ChatGPT e o Claude, essas decisões se tornaram muito mais complexas.
Na Nova Zelândia e em outros lugares , os estudantes estão achando cada vez mais difícil avaliar quais carreiras prosperarão, quais habilidades continuarão sendo valiosas e como a IA poderá impactar as profissões que desejam seguir.
A IA generativa já consegue redigir relatórios, resumir pesquisas, escrever código, analisar dados e gerar conteúdo com aparência profissional. Embora ainda não seja suficientemente confiável para substituir a experiência profissional, está mudando o tipo de trabalho que se espera que os graduados realizem, principalmente no início de suas carreiras.
Uma pesquisa recente com líderes empresariais da Nova Zelândia revelou que 87% das organizações observaram mudanças ou desaparecimento de funções devido à IA, enquanto um terço relatou uma desaceleração nas contratações de nível inicial.
Tudo isso levanta uma questão incômoda para as universidades: se a IA pode executar muitas das tarefas antes usadas para demonstrar a competência de um graduado, o que um diploma deve fornecer agora?
Argumentamos que a resposta não é abandonar as disciplinas, nem que todos os alunos se tornem cientistas da computação.
Em vez disso, as universidades deveriam reconsiderar a forma como os alunos dos primeiros anos se especializam – e se os programas atuais oferecem oportunidades reais de aprendizagem interdisciplinar.
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Assinar Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Termos de Serviço aplicam-se. Por que as fronteiras estão se tornando cada vez mais tênues? Os maiores desafios que a sociedade enfrenta raramente se encaixam perfeitamente em uma única disciplina.
As mudanças climáticas envolvem economia, direito, política, comunicação e justiça, enquanto a saúde pública se baseia em medicina, logística, comportamento, ética, dados e confiança pública.
A IA generativa facilita o aproveitamento do conhecimento de disciplinas afins. Mas também facilita o disfarce de uma compreensão superficial.
Uma resposta bem elaborada pode mascarar raciocínios falhos, falta de provas ou fatos inventados. Isso torna a capacidade de questionar, verificar, interpretar e assumir a responsabilidade pela informação mais valiosa do que simplesmente produzi-la.
As disciplinas continuam sendo importantes porque ensinam mais do que conteúdo. Elas fornecem maneiras de testar evidências, avaliar afirmações e decidir se uma conclusão é sólida.
Um contador precisa saber se uma análise é defensável. Um advogado precisa entender de jurisprudência e precedentes. Um engenheiro precisa avaliar se um projeto é seguro.
A IA generativa pode produzir trabalhos semelhantes aos dessas profissões. No entanto, ainda enfrenta dificuldades para determinar se o resultado é preciso, responsável ou adequado à finalidade.
À medida que a IA facilita a produção de respostas convincentes, a capacidade de questionar pressupostos, avaliar evidências e exercer discernimento torna-se ainda mais importante.
O desafio para as universidades, portanto, não é escolher entre especialização e generalismo, mas combinar os pontos fortes de ambas.
Graduados com conhecimento amplo, porém superficial, podem ter dificuldades em ambientes de alta pressão. Mas aqueles com especialização restrita a uma única disciplina também podem encontrar mais dificuldades para se adaptar a profissões cada vez mais interconectadas.
As competências valorizadas pelos empregadores – pensamento crítico, discernimento profissional, comunicação, trabalho em equipe, raciocínio ético, adaptabilidade e resolução de problemas – são transversais a diversas áreas de atuação. Elas são desenvolvidas de maneiras diferentes, mas aplicadas em inúmeras profissões.
Uma empresa de consultoria pode recrutar graduados em administração, ciência da computação, psicologia ou jornalismo. Suas especializações são diferentes, mas todos devem analisar problemas desconhecidos, trabalhar de forma interdisciplinar e demonstrar bom senso.
As escolas de negócios ilustram isso. Questões como a adoção da IA, a sustentabilidade e a precificação aplicam-se a áreas que vão desde finanças, tecnologia e comportamento do consumidor até ética, regulamentação e mudança organizacional.
Profundidade, amplitude e adaptabilidade Então, qual caminho as universidades devem seguir ao reformular seus cursos? Um modelo útil é o do graduado em formato de "T ".
O traço vertical representa profundidade: verdadeira especialização em uma disciplina ou profissão. O traço horizontal representa amplitude: a capacidade de comunicar-se entre diferentes áreas, usar IA generativa de forma crítica e tomar decisões em situações de incerteza.
Os alunos poderiam começar com uma base mais ampla que integrasse conhecimento disciplinar com alfabetização em IA, raciocínio ético, comunicação e resolução colaborativa de problemas.
A especialização pode vir mais tarde, quando os alunos entenderem como as áreas se conectam e por que problemas complexos exigem múltiplas perspectivas.
As universidades também poderiam criar aprendizado compartilhado entre as faculdades. Estudantes de administração, design e ciência da computação poderiam trabalhar juntos na adoção responsável da IA.
Estudantes de direito, saúde e ciência de dados podem examinar a privacidade e a tomada de decisões automatizada. Essas experiências ajudariam os alunos a entender qual é a contribuição de sua área de atuação, quais são seus limites e quando outros conhecimentos especializados são necessários.
As universidades deveriam tratar a IA como uma forma essencial de alfabetização, em vez de algo abordado em um breve workshop sobre temas de redação.
Os alunos precisam entender o que esses sistemas podem e não podem fazer, como surgem erros e vieses, como a privacidade pode ser comprometida e como o trabalho assistido por IA deve ser avaliado.
A avaliação deve dar menos ênfase à produção de respostas e mais à explicação do raciocínio, à defesa das decisões e à resposta a novas evidências.
Com a crescente facilidade de obtenção de informações, o valor de um diploma dependerá cada vez mais da capacidade de utilizá-lo bem.
Talvez não exista um diploma à prova de IA. Os diplomas que perdurarem serão aqueles que equiparem os graduados com profundo conhecimento da área, a amplitude necessária para trabalhar em diversos campos e a adaptabilidade para continuar aprendendo à medida que a tecnologia evolui.
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August 11, 1:11 PM
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Para conselho, conteúdo online dos cursos de formação de professores deveria valer somente para aulas ao vivo e com limite de alunos para garantir interação Mesmo após a mudança regulatória que estabeleceu, no ano passado, limites para a formação de professores em cursos de Ensino a Distância (EAD), o tema ainda não está pacificado entre legisladores e gestores públicos. Uma audiência realizada na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar mostrou que a regulamentação atual, que obriga os cursos de licenciatura a oferecer não mais que 30% da carga horária na modalidade EAD assíncrono (sem tempo real) está no meio do caminho de grupos diferentes que estão debatendo o tema. Enquanto deputadas do Partido Liberal (PL) que participaram da audiência defenderam a retomada da permissão de cursos 100% EAD sob o argumento de que garantiria mais inclusão e impulsionaria a formação de mais professores para evitar gargalos no ensino público, o Conselho de Secretários de Educação das Capitais (Consec) defende que a carga horário permitida em EAD assíncrono seja ainda mais reduzida ou até eliminada completamente. Na visão do Consec, o conteúdo online dos cursos de formação de novos professores deveria ser somente na versão síncrona, ou seja, aulas ao vivo e com limite de alunos por professor para garantir a interação necessária. Segundo a entidade, a permissão anterior para que a licenciatura pudesse ser 100% a distância gerou um impacto negativo na qualidade do ensino e tem dificultado o trabalho de gestão em escolas municipais ao redor do país. “Se o país não aceita formar médicos e advogados na tela de um computador, também não deveria formar professores na tela nesse modelo, pois serão os profissionais responsáveis depois por formar todas as outras profissões", comenta Leonardo Pascoal, presidente do Consec e secretário de Educação de Porto Alegre. Na audiência do último dia 8 de julho na Câmara dos Deputados, a deputada Greyce Elias (PL-MG), uma das coordenadoras da iniciativa no Congresso Nacional, disse que teme a restrição completa do EAD nos cursos de formação de professores e falou sobre a possibilidade de haver um déficit futuro na oferta de mão de obra no Ensino Básico. “Se não nos atentarmos para isso, daqui a 3, 4, 5, 10 anos, vamos ter um colapso na educação brasileira”, disse. O Consec, por outro lado, argumenta que o dano a longo prazo para a educação brasileira foi causado pelo período desde 2006, com mais ênfase a partir de 2017, quando uma explosão da formação de professores totalmente por cursos EAD. Segundo os secretários de Educação das maiores cidades do país, a chegada de profissionais com lacunas severas de conhecimento pedagógico e de conteúdo gerou um efeito cascata perverso e vai exigir gastos mais altos para corrigir falhas por meio de novos cursos de educação continuada para professores formados com conteúdo a distância. “Se a formação inicial é ruim, temos que dedicar tempo e investimento na formação continuada dos professores para retomar conceitos e habilidades que já deveriam ter sido consolidadas na formação inicial. E isso compromete o próprio planejamento da formação continuada em si, que deveria estar olhando aspectos mais específicos de cada rede de educação”, aponta Pascoal. O presidente do Consec afirma que a entidade seguirá atenta ao processo de consultas aberto na Câmara dos Deputados e diz ver méritos nas preocupações de faculdades privadas e deputados dispostos a defender o retorno do EAD 100% na licenciatura. No entanto, a entidade defende retorno gradual à formação totalmente presencial ou com carga mínima de conteúdo online - e pede que as aulas online sejam sempre ao vivo em vez de gravadas. O modelo atualmente vigente, determinado pelo decreto nº 12.456, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, o governo autoriza que as faculdades ofereçam cursos de licenciatura presenciais com no máximo 30% de conteúdo EAD assíncrono por videoplataformas e um modelo semipresencial em que essa modalidade pode chegar a 50%. Mas uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe abertura para que as carga de aulas ao vivo seja exigida apenas para cursos com notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) - as notas vão de uma escala de 1 a 5. O Consec considera a resolução do CNE como retrocesso e promete manter pressão sobre o Ministério da Educação para evitar a aplicação dessa resolução. “Respeitamos a autonomia e as competências de cada órgão, mas encaminhamos ao MEC um ofício pedindo que isso não seja homologado, pois é uma regra ruim”, opina Pascoal. “No fim, somos nós, os secretários de educação dos municípios, que sentimos as dificuldades geradas pelas falhas na formação EAD dos nossos professores”, diz.
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Inovação Educacional
August 11, 12:37 PM
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Americans’ familiarity with artificial intelligence has grown over the past two years. Today, 70% say they are somewhat or extremely knowledgeable about AI, up from 64% in 2024.
But instead of becoming more comfortable with the technology, Americans’ previously improving attitudes toward AI have lost momentum, according to the latest Bentley University-Gallup Business in Society research.
More Americans than in past years believe AI does more harm than good and expect AI to reduce the number of U.S. jobs over the next decade. They are also less likely to trust businesses to use it responsibly.
More Americans Believe AI Does More Harm Than Good Although many Americans continue to recognize both the benefits and risks of AI to society in general, perceptions have become more negative this year, particularly among young adults.
The percentage of Americans who believe AI does more harm than good has increased from 31% in 2025 to 39% in 2026, nearly matching the 40% recorded in 2023. At the same time, a somewhat smaller majority of U.S. adults (52%) than in the past say AI does equal amounts of harm and good, while the percentage who believe AI does more good than harm has fallen slightly, to 9%.
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Inovação Educacional
August 11, 8:04 AM
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Decisão judicial em Santa Catarina acirra o debate sobre governança tecnológica, responsabilidade no uso de Inteligência Artificial e controles internos em departamentos jurídicos e escritórios de advocacia
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Inovação Educacional
August 11, 7:55 AM
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Nos EUA, é assim. Quando um caso judicial é encerrado mediante "acordo", significa que a parte acusada, sabendo que vai perder, interrompe o processo e consegue abafar a história por um bom dinheiro em sigilo para o acusador. Que vantagem ela leva nisso? Impede que uma derrota pública deságue numa hemorragia de outros processos do gênero. O TikTok, por exemplo, acaba de fazer um "acordo" com um jovem de 15 anos, residente na Flórida, que acusou a rede social de danos à sua saúde mental causados pela dependência dos seus recursos. É o segundo "acordo" que o garoto aceitou —o anterior, há alguns meses, foi com o Google, e pelos mesmos motivos. Mas ele ainda tem mais dois em andamento, contra o Meta e o Snapchat, e não importa que, em vez de vencê-los, ele aceite mais "acordos". Ficará caracterizado que as redes sociais podem ser desafiadas por quem sinta sua saúde lesada por elas. O julgamento já está em curso em Los Angeles e, de seu resultado, devem pipocar inúmeras ações acusando as redes de provocar dependência psíquica. Alguém dirá que o garoto é um esperto aproveitador e que, se não quisesse que as redes sociais lhe provocassem dependência, era só "saber usá-las". Assim como acontece com o álcool e as drogas, os leigos acreditam que seja uma questão de moderação, "força de vontade". Não aceitam que, uma vez instaurada a dependência, não se trata mais de saber ou não usá-los, e muito menos com moderação. O dependente não tem escolha —por isso é dependente— e ninguém está a salvo de se tornar um. Os fabricantes de bebidas e cigarros e os traficantes de drogas sabem do que seus produtos são feitos e os efeitos que provocam a médio prazo. Tanto quanto eles, as redes sociais também sabem do estresse, depressão, ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, ideias suicidas, submissão à luz da tela, pavor de se ver sem o celular e outras consequências de seu uso, mesmo "moderado". É o que as torna trilionárias. Um jovem luta contra o Godzilla digital. Eu torço por ele.
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Today, 12:56 PM
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BBC News Brasil identificou e testou ferramentas oferecidas no mercado do marketing eleitoral. Nem todas operam dentro da legislação.
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Today, 12:52 PM
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Ferramentas automatizam da escolha do tema à publicação e alimentam um mercado dos chamados 'canais dark', cursos e mentorias; YouTube permite monetização, mas diz que tenta barrar produção em massa de conteúdo de baixa qualidade.
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Today, 10:38 AM
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Pesquisa estima que a expansão da produção fóssil com IA pode adicionar até 1,8 bilhão de toneladas de dióxido de carbono por ano De acordo com estudo, ganhos de eficiência na produção fóssil podem anular as reduções de emissões proporcionadas por solar e eólica
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Today, 10:36 AM
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O CEO do Google, Sundar Pichai, divulgou nesta terça-feira (11) que o assistente de inteligência artificial Gemini superou a marca de 1 bilhão de usuários mensais. O cálculo considera o número de pessoas que utilizam a ferramenta em todo o seu ecossistema de plataformas digitais. "É o produto com crescimento mais rápido da nossa história", publicou Pichai nas redes sociais. A marca representa um resultado positivo em meio a uma profunda reestruturação da divisão de IA da gigante de tecnologia. Demis Hassabis, vencedor do Prêmio Nobel de Química, afastou-se recentemente da gestão diária do DeepMind, laboratório responsável pelos modelos Gemini. Além disso, vários pesquisadores de destaque deixaram a empresa, entre eles Jeff Dean, figura central nos esforços de engenharia do grupo durante quase três décadas. O novo modelo de referência da empresa, o Gemini 3.5 Pro, inicialmente prometido para junho, ainda não foi lançado. Concorrentes já apresentaram modelos considerados mais avançados, especialmente para geração de código, o segmento mais lucrativo do setor. Apesar desse atraso tecnológico, a ampla audiência do Google continua sendo seu principal trunfo enquanto a empresa integra a IA a todo o seu ecossistema, da ferramenta de busca ao Gmail, passando pelo Google Maps e pelo YouTube. A OpenAI anunciou em julho que atingiu 1 bilhão de usuários em todas as suas interfaces, lideradas pelo ChatGPT, sem especificar se o número se refere a usuários semanais ou mensais.
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Today, 10:30 AM
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A gigante do streaming Spotify anunciou, nesta terça-feira (11), que lançará em meados de setembro um novo selo, chamado "AI Persona", para identificar claramente criadores de conteúdo que não são pessoas reais, mas foram gerados por inteligência artificial. "Os ouvintes nos disseram claramente que não gostam de ver um perfil de artista que parece humano e depois descobrir que a pessoa foi gerada por IA", afirmou a empresa em comunicado. A medida é a iniciativa mais recente da companhia sueca para aumentar a transparência sobre como as músicas disponíveis em sua plataforma são produzidas, em meio à crescente preocupação da indústria musical com conteúdos gerados por IA. Em abril, a empresa lançou o selo "Verificado pelo Spotify", que indica que um perfil foi analisado e atende aos critérios de autenticidade. "Além dos perfis de artistas que se declararem como AI Persona, também começaremos a aplicar esses selos aos perfis pertinentes", informou a empresa. O Spotify acrescentou que perfis identificados como "AI Persona" não serão incluídos em recomendações editoriais ou personalizadas, a menos que determinado usuário siga um desses criadores fictícios.
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August 11, 4:08 PM
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Segundo relatório dos economistas Sania Edlich e Torsten Slok da gestora global de ativos alternativos de alto crescimento Apollo, trabalhadores em ocupações expostas à IA irão experienciar um crescimento salarial mais lento, contudo, os níveis de emprego permanecerão inalterados. A análise mostra que essas ocupações registraram uma desaceleração de -6,7% no crescimento do salário real pós-2023 em comparação com as de baixa exposição à IA. No período, não foi encontrado efeito estatisticamente significativo sobre o nível de emprego. O impacto foi mais intenso entre os trabalhadores de menor renda. E o setor mais afetado foi o de serviços, com queda de 24,3% no crescimento dos salários. Os dados indicam que as empresas estão capturando os ganhos de produtividade da inteligência artificial por meio da diminuição salarial, e não por demissões em massa. Edlich e Slok utilizaram dados salariais do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para comparar a remuneração em 11 ocupações com alta exposição à IA, medida pelo Índice Econômico da Anthropic, com a remuneração em ocupações com menor exposição. Eles apontam que cerca de 5,8 milhões de trabalhadores nos EUA, ou cerca de 3,7% da força de trabalho, estão atualmente em ocupações de alto risco. Esses profissionais perderam US$ 28 bilhões em ganhos salariais anualmente.
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August 11, 1:46 PM
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Instituição sem registro usava documentos falsos para comprovar a legalidade dos cursos. Brasileiro é apontado como o dono e está em prisão domiciliar.
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August 11, 1:43 PM
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US schools spend roughly $13 billion a year on education software, and AI tutors are a fast-growing slice. But can they teach and does anyone check? We built a test to find out.
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August 11, 1:13 PM
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Agentes de IA estão fazendo cursos online inteiros para enganar estudantes. Com a crescente adoção de aulas virtuais por faculdades e alunos, a facilidade com que a IA frauda os exames levanta questionamentos sobre o valor de um diploma online. A inteligência artificial ameaça prejudicar a educação online, um negócio em expansão para faculdades e universidades, enquanto professores lutam para combater uma onda crescente de fraudes facilitadas pela tecnologia. Em salas de aula presenciais, muitos educadores têm optado por apresentações orais e provas manuscritas para tentar evitar o uso indevido de uma tecnologia não regulamentada. Mas essas estratégias podem ser mais difíceis de implementar online, onde mais da metade dos estudantes universitários americanos cursou pelo menos uma disciplina no ano passado, um aumento em relação a cerca de um terço em 2019. Em muitos cursos online, sejam eles em faculdades comunitárias ou universidades de renome mundial, os alunos podem nunca se encontrar pessoalmente com seus professores ou colegas, nem mesmo por vídeo. Essas aulas são autoguiadas, com videoaulas pré-gravadas, também conhecidas como assíncronas. Trabalhos e provas são enviados digitalmente. Embora algumas universidades sejam totalmente online, um número crescente de instituições de ensino tradicionais está expandindo sua oferta de cursos online. Às vezes, os alunos podem obter diplomas completos online. Em outros casos, eles cursam disciplinas individuais. Nesse contexto, a fraude acadêmica por IA está se expandindo rapidamente, indo além da simples cópia e colagem de redações e listas de exercícios geradas por chatbots. Agentes de IA possibilitaram que estudantes terceirizassem um semestre inteiro de trabalho. Com comandos simples — “faça login e complete meu teste” — um estudante pode liberar o que é, essencialmente, uma imitação de si mesmo. Os agentes podem assistir a videoaulas, fazer provas, escrever trabalhos e conversar com colegas sobre as leituras obrigatórias. Sempre houve dúvidas sobre se os diplomas de programas online têm o mesmo valor que os obtidos em cursos presenciais. Mas, nas últimas duas décadas, autoridades e líderes educacionais têm defendido o ensino online como uma ferramenta de equidade, permitindo que estudantes universitários não tradicionais, como pais trabalhadores de baixa renda, estudem onde e quando for conveniente para eles. Muitos estudantes afirmam que as aulas online tornam os diplomas mais acessíveis. Agora, porém, a acessibilidade da IA está aprofundando as dúvidas sobre a forma mais acessível de ensino superior — justamente quando muitos estudantes estão enfrentando as consequências acadêmicas da pandemia e questionando se possuem as habilidades necessárias para ter sucesso na faculdade. Em entrevistas, instrutores de todo o país descreveram a crescente percepção de que a IA havia se infiltrado em suas salas de aula digitais. Karen Costa, que leciona há quase 20 anos em cursos online, inicialmente reagiu com desdém quando as pessoas comentavam sobre como a IA poderia interferir no ensino superior. Mas no ano passado, ela disse ter percebido um "aumento" de trabalhos gerados por IA produzidos por seus alunos. "Será que estou interagindo apenas com bots?", lembrou-se de ter pensado a Sra. Costa, que obteve um certificado de estudos avançados de pós-graduação por meio de um programa predominantemente assíncrono na Northeastern University. Kimber Peters, que dá aulas online na Southern University, às vezes percebe que os trabalhos enviados contêm pistas — como redações formais com o tique comum da IA de usar o pronome "você" — que sugerem que um chatbot foi o responsável pela escrita. Edward Gray, que ministra cursos online para diversas universidades há décadas, tem outro indicador: quando um aluno entrega “um trabalho muito bem elaborado que cita todos esses recursos que não eram obrigatórios”. Kathryn Kysar leciona em faculdades comunitárias desde a década de 1980. Ultimamente, ela tem visto alunos apresentarem um desempenho péssimo em uma avaliação inicial de habilidades de pontuação, mas logo em seguida entregarem trabalhos impecáveis, repletos de dois-pontos, ponto e vírgula e travessões. “É tão óbvio”, disse a Sra. Kysar, que ministra cursos online há cerca de 15 anos e atribui os problemas do ensino superior com o uso indevido de IA a falhas regulatórias e de liderança. “Quem leciona há muito tempo e trabalha com edição e redação geralmente consegue identificar textos mal escritos com IA em 30 segundos.” Agora ela exige provas presenciais de meio de semestre e finais para algumas disciplinas, com um dicionário impresso disponível na frente da sala de aula. Trapaça óbvia. Sem soluções óbvias. Estudantes de todo o país frequentemente negam veementemente qualquer irregularidade e, segundo membros do corpo docente, os administradores costumam relutar em aplicar medidas disciplinares. Em parte, isso ocorre porque o software de detecção por IA pode cometer erros, de modo que não há provas concretas de má conduta. Além disso, alguns administradores, temem os professores, não querem correr o risco de perder um aluno pagante em uma era de orçamentos cada vez mais restritos e mudanças demográficas. Os líderes da área da educação também estão ansiosos para adotar uma tecnologia que pode remodelar o mundo do trabalho. O resultado é uma resposta desigual ao uso indevido da IA, com alguns professores dando de ombros e outros atribuindo notas baixas. Outros ainda permitem acesso irrestrito à IA. Muitos professores sentem-se como se estivessem sozinhos. "Não estou recebendo nenhuma orientação sobre como dissuadir o uso delas", disse Carol Sewell, professora do sistema da Universidade Estadual da Califórnia, que adotou a IA com entusiasmo. "Estou tendo oportunidades de aprender mais sobre como usá-la." A professora Sewell, que leciona gerontologia, duvida que grande parte das fraudes seja "desonestidade fundamental" e provavelmente reflete a vida agitada de muitos alunos. Ainda assim, ela disse: "Sou de uma geração diferente — sou o exemplo de quem eles estão aprendendo nas minhas aulas — então acho que eles pensam que podem me enganar." Alguns professores têm defendido a regulamentação governamental das ferramentas de IA utilizadas pelos alunos. Até o momento, agindo por conta própria, as empresas de tecnologia pouco fizeram para coibir a fraude por IA. O problema afeta tanto as aulas presenciais quanto as online, mas é mais difícil de controlar quando os alunos realizam trabalhos e provas em casa, longe do olhar atento dos professores. Plataformas de IA que não dizem não. Em testes realizados pelo The New York Times, nenhuma das três principais ferramentas de IA entre os estudantes — ChatGPT, Gemini e Grammarly — respondeu "não" aos pedidos para que chatbots escrevessem um trabalho em nome do aluno. As versões do software licenciadas por cada instituição de ensino podem impor maiores barreiras, mas nada impede que os alunos contornem essas limitações com endereços de e-mail pessoais ou dispositivos secundários. E as empresas de IA não impediram que agentes acessassem plataformas de aprendizagem como Canvas, Brightspace e Blackboard, que são usadas por universidades para gerenciar aulas online. Essas plataformas podem procurar sinais de uso de agentes, como o tempo gasto em uma tarefa. Mas várias afirmaram que não existe uma maneira infalível de bloquear a trapaça por agentes, embora estejam pesquisando o assunto. “Nossos clientes estão deixando claro que nunca houve tanta pressão sobre a integridade acadêmica”, disse Jason Weaver, chefe de gabinete da Blackboard. A empresa adquiriu recentemente um aplicativo que aprende os padrões de digitação dos alunos para autenticar seus trabalhos. Alguns educadores solicitaram que os agentes de IA que atuam em cursos online se identifiquem para que os professores possam monitorar como estão sendo utilizados. Mas, até o momento, as empresas de IA têm resistido a essa transparência. A Perplexity, empresa que desenvolveu um navegador web com inteligência artificial popular entre estudantes, afirmou em comunicado que limitar a capacidade dos usuários de utilizar agentes dentro de sistemas de aprendizagem online, ou exigir que esses agentes se identifiquem, "colocaria a privacidade e a segurança do aluno em risco". Nem o Google, criador do chatbot Gemini, nem a OpenAI, criadora do ChatGPT, responderam às perguntas sobre seus agentes se passando por estudantes. Em comunicados por escrito, ambas as empresas concorrentes afirmaram estar trabalhando em conjunto com educadores para proteger o aprendizado significativo. (O New York Times está processando a OpenAI e a Perplexity por violação de direitos autorais.) Trazendo alunos online para o mundo real Especialistas alertaram que novas formas de fraude com IA estão surgindo. Dispositivos vestíveis, como óculos, permitem que os alunos solicitem ajuda mesmo enquanto trabalham em um navegador seguro. Avatares de IA podem se passar por alunos em videochamadas. Na ausência de soluções técnicas, alguns educadores, como a Sra. Kysar, começaram a incorporar elementos do mundo real em cursos online. “Não queremos restringir o acesso”, disse Marina Aminy, diretora executiva do California Virtual Campus, que oferece cursos online para faculdades comunitárias. Mas ela afirmou que os professores poderiam adicionar elementos presenciais flexíveis, como uma prova em sala de aula oferecida em vários dias. Algumas instituições também estão mudando a forma como as tarefas online são elaboradas, priorizando respostas pessoais que são mais difíceis de serem falsificadas por IA. Em uma aula recente de estatística online da Escola de Estudos Profissionais da Universidade da Cidade de Nova York, a nota de participação foi baseada, em parte, em um fórum de discussão no qual os alunos precisavam nomear os conceitos "mais claros" e "mais confusos" para eles em cada unidade, e explicar o porquê. Como os alunos eram incentivados a expor suas dificuldades, havia pouco incentivo para trapacear, disse Ruru Rusmin, reitora assistente e especialista em tecnologia educacional. Jordan Canzonetta, professora associada da Universidade Lewis, em Illinois, disse que enfatiza os problemas de se depender de IA — informações imprecisas, habilidades reduzidas — ao mesmo tempo que incentiva os alunos a entregarem seus próprios trabalhos. “Minha maior dificuldade é fazer com que os alunos confiem que eles têm capacidade de escrita, que eles têm coisas importantes a dizer”, disse ela.
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August 11, 1:00 PM
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Cada geração parece encontrar uma nova abordagem para consertar a educação americana. Hoje, é a inteligência artificial. O CEO da Microsoft, Satya Nadella , o investidor Marc Andreessen e um número crescente de formuladores de políticas argumentam que a IA generativa democratizará a educação, oferecendo a cada aluno um tutor personalizado, um orientador de redação, um assistente de pesquisa e um parceiro de estudos disponível 24 horas por dia. Eles sugerem que, se todas as crianças tiverem acesso a instrução individualizada, as disparidades de desempenho de longa data começarão a diminuir. É uma visão atraente. E também familiar. Como historiadora da educação e ex-professora da rede pública, passei mais de 35 anos observando reformas educacionais chegarem com extraordinária pompa e confiança. Cada uma prometia transformar as oportunidades para alunos desfavorecidos. Cada uma produziu alguns benefícios reais. No entanto, nenhuma mudou fundamentalmente as desigualdades que moldam o desempenho educacional nos EUA. Isso porque os americanos há muito tempo pedem às escolas que resolvam problemas que têm origem muito além da sala de aula. Essa crença em si é quase tão antiga quanto a educação pública. Em 1848, Horace Mann, o primeiro secretário do Conselho de Educação de Massachusetts, chamou as escolas de "o grande equalizador das condições dos homens". Ele acreditava que a educação poderia preparar cidadãos informados, ao mesmo tempo que ampliava as oportunidades para todos. Quase dois séculos depois, esse ideal ainda molda a maneira como os americanos pensam sobre como resolver a desigualdade. Quando as disparidades de desempenho persistem, raramente questionamos se as escolas sozinhas podem superá-las. Em vez disso, buscamos a próxima inovação educacional. Durante as décadas de 1990 e 2000, o grande avanço foram as escolas charter . Os defensores argumentavam que a competição e a inovação melhorariam drasticamente os resultados dos alunos em comunidades pobres e desassistidas. Algumas escolas charter de fato melhoraram. Muitas não. Um estudo da Universidade de Stanford, de 2023 , constatou ganhos acadêmicos modestos no geral, mas nada que se aproximasse da transformação prometida pelos seus defensores. Quase simultaneamente, o Teach For America ofereceu outra solução. Ao recrutar graduados de universidades de elite para lecionar em escolas com poucos recursos, esperava que jovens professores de alto nível pudessem superar as desvantagens educacionais. Muitos participantes se tornaram educadores talentosos. No entanto, a alta rotatividade limitou o alcance do programa, e nenhum corpo docente — por mais comprometido que fosse — conseguiu eliminar os efeitos da pobreza, da instabilidade habitacional ou da desigualdade de acesso a oportunidades. Em seguida, veio a lei "Nenhuma Criança Deixada para Trás" (No Child Left Behind ). Sancionada em 2002, ela prometia que padrões, avaliações e responsabilização finalmente eliminariam as disparidades no desempenho dos alunos em relação a raça e classe social. A lei conseguiu expor as desigualdades, mas também incentivou o ensino voltado para as provas e restringiu o conteúdo ensinado por muitas escolas. As lacunas que ela buscava eliminar permaneceram, em grande parte, persistentes. Agora, a IA tornou-se a mais recente reforma envolta em promessas transformadoras. Seus defensores estão certos sobre parte de seu potencial na educação. A IA generativa pode ajudar a explicar conceitos difíceis, fornecer feedback imediato, traduzir materiais didáticos e tornar o suporte individualizado mais acessível do que nunca. Os professores podem usá-la para diferenciar o ensino e reduzir o trabalho administrativo rotineiro. Bem utilizada, a IA certamente melhorará o ensino e a aprendizagem em muitas salas de aula. Mas o que acontece nas salas de aula nunca foi o principal obstáculo à igualdade educacional. Os alunos não chegam à escola com acesso igualitário a moradia estável, alimentação nutritiva, assistência médica de qualidade, internet confiável, professores experientes, bairros seguros ou recursos familiares. Essas desigualdades se acumulam muito antes de uma criança entrar no jardim de infância e continuam muito depois do término do período escolar. Os chatbots, por mais bem projetados que sejam, não as eliminarão. Isso não é um argumento contra a IA, embora devamos prestar muita atenção tanto aos seus benefícios reais quanto às suas desvantagens reais, como interferir na capacidade dos alunos de pensar criticamente, o que não é pouca coisa. As escolas devem experimentar novas tecnologias que realmente ajudem os alunos a aprender. Assim como os professores sempre se adaptaram a novas ferramentas, de calculadoras à internet, a IA certamente se tornará mais uma parte dessa evolução. O problema surge quando a inovação tecnológica é confundida com política social. A história sugere que as reformas educacionais muitas vezes visam aprimorar o ensino sem transformar as condições que, em primeiro lugar, produzem a desigualdade educacional. Essas reformas podem tornar algumas escolas melhores, alguns professores mais eficazes e alguns alunos mais bem-sucedidos. O que elas não podem fazer é eliminar as disparidades econômicas e sociais que moldam a vida das crianças antes mesmo de elas entrarem em uma sala de aula. É improvável que a IA generativa seja diferente. Os americanos continuam a abraçar a visão de Horace Mann de que a educação pública amplia oportunidades. É evidente que as escolas têm uma importância enorme. Elas podem despertar a curiosidade, inspirar objetivos de vida, fortalecer relacionamentos essenciais e abrir portas para oportunidades que, de outra forma, permaneceriam fechadas. Mas as escolas nunca conseguiram superar a desigualdade sozinhas. Se realmente queremos reduzir as desigualdades de oportunidades, precisamos parar de esperar que inovações educacionais — sejam escolas charter, testes padronizados ou inteligência artificial — consigam o que somente reformas econômicas e sociais mais amplas podem alcançar. A IA pode transformar a forma como os alunos aprendem. Isso, por si só, não transformará a sociedade desigual que molda a vida dos estudantes e na qual eles aprendem.
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August 11, 10:51 AM
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O uso de inteligência artificial prejudica o aprendizado e reduz o desempenho em exames escolares de estudantes entre 12 e 18 anos. A conclusão é de um dos primeiros estudos a acompanhar a adoção espontânea de ferramentas de IA por adolescentes e seu uso para resolver lições de casa.
O artigo "The Generative AI Learning Penalty" (a perda de aprendizado causada pela IA generativa, em português) apresenta as conclusões da investigação dos padrões de uso da IA e do desempenho em provas de mais de 25 mil alunos chineses, matriculados naquilo que no Brasil seriam os anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.
O texto foi divulgado pelo CEPR, sigla em inglês para Centro de Pesquisa de Política Econômica, que reúne alguns dos principais economistas europeus, mas ainda não foi publicado em revista científica. O economista sueco David Strömberg, que há anos trabalha com dados chineses e tem diversos artigos publicados nas melhores revistas de economia, e os pesquisadores Victor Lei e Yanhui Wu, da Universidade de Hong Kong, descobriram que o uso de inteligência artificial para ajudar nas tarefas de casa acarreta um desempenho 20% pior nas provas que os estudantes chineses devem fazer a cada mês. Os estudantes tiveram a sua produção escolar perscrutada por 30 meses, entre setembro de 2022 e junho de 2025. Nesse período, modelos da DeepSeek e da ByteDance, com capacidades semelhantes às de ferramentas ocidentais, foram lançados e rapidamente adotados.
Em média, quem passou a delegar o trabalho de casa para a IA obteve, seis meses depois de começar a usar a ferramenta, notas um quinto menores em um conjunto de nove disciplinas (que incluem línguas, matemática, ciências exatas e humanas), avaliadas mensalmente, em comparação com alunos que nunca chegaram a utilizar a inteligência artificial para resolver tarefas escolares.
Os resultados foram piores em disciplinas de humanas, com queda de 27% em relação ao grupo que não usou IA; seguidas por exatas, com 22% de queda; e línguas, com desempenho 17% pior em inglês, e 9% pior em chinês.
Os economistas também avaliaram o desempenho dos alunos nas duas grandes provas de acesso a novas etapas da trajetória escolar, na China: Zhongkao, que é o exame de entrada no ensino médio, prestado ao final do 9º ano, e o Gaokao, de seleção para entrar na universidade, ao final do 12º ano.
No exame de acesso ao ensino médio, a nota dos alunos que passaram a usar IA pelo menos dois anos antes da prova foi em média 24% menor do que a de estudantes que não pediram ajuda à ferramenta. Para quem tinha começado a delegar tarefas para a inteligência artificial em data mais próxima do exame, o efeito foi menor.
No equivalente ao vestibular deles, o desempenho de quem passou a terceirizar o dever de casa pelo menos dois anos antes foi 18% pior.
O desempenho dos alunos nas provas foi obtido pelos economistas em dados administrativos das autoridades locais. A data em que cada estudante passa a usar a ferramenta de IA foi declarada em um questionário enviado pelas escolas, no qual os professores pediam aos alunos que checassem o registro de adesão ao serviço que utilizavam, antes de preencher o formulário.
Os pesquisadores argumentam que a autodeclaração é confiável porque há coincidência entre as datas reportadas e os efeitos constatados nas notas das lições de casa e das provas mensais.
Strömberg e seus coautores observaram uma relação entre delegar para o computador o trabalho diário, maçante, de fazer exercícios e a queda no desempenho nas provas. Aliás, eles fazem a ressalva de que não é o uso em si da IA que prejudica a aprendizagem, mas o modo como as ferramentas de inteligência artificial são mobilizadas.
As ferramentas podem funcionar como professores particulares –e, nesse caso, elas ajudam os alunos a aprender– ou como aquele colega mais estudioso para quem você pede socorro com o dever de casa, ou simplesmente terceiriza a lição, quem sabe em troca de algum pagamento.
No estudo, os autores constataram uma melhora expressiva na avaliação do dever de casa de quem passou a pedir a ajuda da IA. Depois de seis meses de uso da ferramenta, as notas desse grupo subiam 18% em relação às de quem não recorria à inteligência artificial.
O tempo de conclusão de cada tarefa feita em casa também caiu. Em média, quando ninguém ainda usava a IA, as lições demandavam pouco mais de uma hora dos estudantes. Como os exercícios são feitos em um aplicativo, a escola tem o registro do horário em que os alunos abrem o arquivo com a lição e de quando o remetem para avaliação.
No grupo que passou a usar a ferramenta, os exercícios de casa semanais consumiram cerca de 30% a menos de tempo, passando de 64 minutos, em média, para 45 minutos. Os alunos que nunca adotaram a IA seguiram precisando, em média, de pouco mais de uma hora para fazer a lição.
Até aí, aparentemente, tudo bem. O problema é que há grande correlação entre a diminuição no tempo dedicado ao dever de casa, bem como o aumento da nota recebida por ele (indícios claros de uso da IA), de um lado, e um pior desempenho nas provas mensais sem consulta, de outro.
Esse resultado quebra a relação tradicionalmente constatada entre nota alta na lição e bom desempenho na prova. Para quem passa a utilizar IA, a relação se inverte: quanto maior a nota no dever de casa, menor a nota na prova.
1 9 Como utilizar a IA nos estudos para os vestibulares e o Enem
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... "Nossa descoberta de que o desempenho nas provas deteriora gradualmente com o tempo [de uso da ferramenta] sugere que terceirizar a lição de casa pode prejudicar não apenas a retenção do material estudado naquele momento, mas também a capacidade de absorção de conteúdos no futuro."
Em entrevista à Folha, Strömberg disse que os efeitos deletérios da IA são preocupantes inclusive porque a capacidade que se perde, nesse processo, não pode ser suprida ou substituída pela própria inteligência artificial, mais tarde.
"Para tarefas complexas, a IA funciona como um assistente, enquanto o ser humano assume o papel de um gerente que decide quais tarefas delegar, que avalia se as respostas estão corretas e que dirige o processo como um todo. Isso exige um alto grau de expertise", afirmou Strömberg. Parte dessa capacidade, que deveria estar sendo construída na escola, pode estar sendo perdida.
O pesquisador deu um exemplo: "Se você não sabe programar, você não consegue delegar tarefas de programação para a IA de forma eficaz ou avaliar se o código produzido está correto".
Strömberg afirma que é preciso encontrar maneiras de convencer os estudantes de que eles sairão prejudicados caso deleguem todo trabalho de casa –ou seja, uma boa parte do processo de aprendizagem– para a IA.
De alguma maneira, a própria realização de provas ao final do ensino fundamental e do ensino médio, como acontece na China, pode servir de incentivo ao estudo, impondo limites à terceirização de exercícios.
"Mesmo assim, verificamos que os alunos usam IA e, consequentemente, aprendem menos. Uma razão pode ser que os estudantes não percebem o tamanho dos efeitos negativos, porque a perda de conhecimento ocorre de forma gradual, enquanto as consequências plenas só se manifestam dois anos depois."
"Outra razão pode ser a de que os adolescentes são imediatistas e valorizam mais a economia de tempo instantânea de delegar a lição de casa à IA do que a possibilidade de uma colocação melhor na universidade daqui a vários anos."
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Inovação Educacional
August 11, 8:02 AM
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No estudo, o professor do MIT mostrou que se você escrever um comando para o modelo usando o estilo de linguagem que ele usa para pensar, o modelo acha que está lendo o seu próprio raciocínio e chega a conclusões que quebram suas diretrizes de segurança vindas do "system". A razão é que não há uma identificação categórica entre cada "voz" que o modelo ouve. Ele basicamente distingue quem é quem (inclusive a si mesmo) pelo estilo da escrita.
O estudo dá um exemplo interessante. Ele cria uma instrução pedindo para que o modelo ensine como fazer cocaína (algo que as diretrizes do system vetam). Para contornar a regra, a instrução adiciona que o usuário está vestindo uma camisa verde. E logo na sequência coloca uma série de comandos que imitam o texto de como a IA raciocina, concluindo que se o usuário está usando camisa verde, é permitido ensinar como fazer cocaína.
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Inovação Educacional
August 11, 7:46 AM
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Para o secretário de Educação, Rodrigo Torres, a melhoria registrada pelo estado, acelerada sobretudo nos últimos dois anos, não foi por acaso. Em 2023, o governador Rafael Fonteles (PT) decidiu que a educação seria o eixo estruturante de seu projeto para o desenvolvimento do estado. O plano, segundo ele, envolveu a meta de universalizar o ensino integral para essa etapa, integrado à educação profissional. Nesse período, o estado passou de 21% para 81% das matrículas de ensino médio em tempo integral, atingindo o maior percentual do país. Pernambuco, com a segunda maior cobertura, tem 61% dos alunos nessa modalidade. "A gente conseguiu desconstruir aquele mito de que, ao aprovar muito, o desempenho cai. Passamos a fazer um trabalho de acompanhamento individualizado do aluno, que evita que ele abandone a escola e, ao mesmo tempo, faz com que ele consiga aprender melhor", disse Torres à Folha.
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