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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
January 19, 10:13 AM
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De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice; 🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2. De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% teve o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfátório. Melhores e piores resultados A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos. Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%. As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer? As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais; 13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais; 33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais; 45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
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Inovação Educacional
January 19, 9:43 AM
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Gmail is getting AI Overviews, smarter suggested replies, and upgraded proofreading tools as Google deepens its Gemini rollout.
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Inovação Educacional
January 19, 9:41 AM
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Varoufakis declarou que demorou cerca de 2 minutos até ele constatar que estava assistindo a um clone virtual seu, tal a perfeição
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Inovação Educacional
January 19, 8:33 AM
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Manifesto assinado por dezenas de professores. Querem pôr fim a dilúvio de “trabalhos artificiais sistematicamente nivelados pela mediania de um chatbot”.
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Inovação Educacional
January 19, 8:25 AM
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AI models are being unleashed into schools across the world, in a massive experiment on kids with uncertain results.
Now, fresh research provides a clue about the tech’s effects on children’s education, and it’s not promising. According to a new study from Brookings Institution’s Center for Universal Education, AI poses profound risks to children’s social and intellectual development — and the consequences could be dire.
“At this point in its trajectory, the risks of utilizing generative AI in children’s education overshadow its benefits,” reads the report, which should give pause to school teachers across the America who have increased their use of AI from 34 to 61 percent.
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Inovação Educacional
January 19, 8:22 AM
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Esta publicação é uma iniciativa da Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos - MGI, integrada às ações do Núcleo de Inteligência Artificial (Núcleo de IA) do Governo Federal. , Este material oferece recomendações sobre o uso eficaz e responsável das ferramentas de IA generativa, além de auxiliar na criação de instruções (prompts) claras e objetivas que otimizem as atividades diárias das pessoas servidoras públicas.
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January 19, 8:17 AM
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A regional snapshot of how 193 real AI initiatives are already transforming teaching, inclusion, and school management across Latin America and the Caribbean—and what it means for the future of education.
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January 19, 8:08 AM
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Portaria do Ministério da Educação (MEC) desta quarta-feira, 26, estabeleceu que os exames podem ser considerados uma atividade presencial dentro dos programas de ensino a distância e devem ser limitados a até 5% da carga horária total de um determinado programa.
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January 19, 8:07 AM
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El historiador Niall Ferguson sostiene que la captura de Maduro confirma que, a nivel político, el mundo es el mismo que el de hace 125 años, cuando EEUU intervenía en Latinoamérica, imponía aranceles y la electricidad era la IA de hoy
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January 19, 7:47 AM
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Autor argumenta que o ataque à Venezuela marca o início de uma nova era na política internacional, definida pela passagem da hipocrisia ao cinismo. Para compreendê-la, é preciso entender as tendências históricas e as demandas internas a que líderes de extrema direita como Trump respondem, como eles enxergam o mundo contemporâneo e como eles o estão refazendo à sua imagem.
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January 19, 7:11 AM
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Quem ainda crê que os movimentos políticos modernos e as ideologias nascem do cérebro racional da espécie é ignorante ou mentiroso. Tais movimentos e suas militâncias são da mesma ordem do fanatismo religioso. Por isso, pouco adianta tentar argumentar com tais agentes. Esse ato seria semelhante a argumentar com um enxame. Este fato explica, pelo menos em parte, a estupidez que circula pelas redes sociais entre os "haters" engajados na polarização. O nível mais alto de inteligência que atravessa essa cultura de bactérias, que são as redes, é aquele que caracteriza os movimentos répteis. Ilustração de Ricardo Cammarota para coluna de Luiz Felipe Pondé - 19 de janeiro de 2026 - Ricardo Cammarota/Folhapress O filósofo britânico John Gray lançou em 2007 "Black Mass, Apocalyptic Religion and the Death of Utopia", que agora está sendo relançado no Brasil como "Missa Negra, Religião Apocalíptica e a Morte da Utopia". Quem conhece sua obra sabe que o filósofo britânico é um duro crítico do mito do progresso. Concordo com Gray que o progresso é um mito, afora os avanços tecnológicos desde a descoberta de como fazer o fogo. Mas, no que se refere ao comportamento humano, à moral e à política, a ideia de progresso desde o Iluminismo é idiota. Entretanto, o número de iludidos que nele creem nunca para de crescer. Outro traço do pensamento de Gray é sua suspeita de que os animais, no seu "silêncio", são mais sábios do que nós. Aliás, seu livro "Silêncio dos Animais" é um dos mais belos que já li. A tese da sua "Missa Negra" é que todas as crenças políticas revolucionárias modernas são derivadas de crenças apocalípticas judaicas e cristãs. Mesmo passando pela secularização, a tara com o fim do mundo tal como conhecemos e o surgimento do "novo mundo perfeito" permanece. E não só esse aspecto foi mantido. Todos sabemos que as narrativas apocalípticas são marcadas pela violência, mortes do que são maus, sobrevida dos eleitos. Como não pensar na Revolução Francesa ou na Russa? Ou na Revolução Islâmica Iraniana? Gray deixa claro que mesmo nas crenças ideológicas liberais, marcadas pela ideia de aperfeiçoamento incremental do mundo, permanece a ideia de que o "mercado" salvará o mundo e os homens. O otimismo liberal de mercado é, também, um filhote da tara apocalíptica. Daí, a aceitação que os incapazes de lidar bem com a lógica da eficiência e da competição do mercado não têm méritos para viver no novo mundo da riqueza material. O que sustenta as posições ideológicas do mundo contemporâneo são taras irracionais religiosas secularizadas. Lendo essa coisa chamada "comentários", na sua imensa maioria, vemos a pequena miséria humana na sua forma explícita. Sabemos que a justificativa dessa prática na mídia não tem nada a ver com "princípios democráticos", mas, apenas, sim, trata-se de princípios de marketing. Há que dar voz aos consumidores, mesmo que a maior parte do que circula por esse "ecossistema" seja puro lixo. Do ponto de vista do conteúdo, não faria nenhuma falta. Os "comentários" são um parquinho para crianças raivosas, com raras exceções. O componente irracional humano é o que move a adesão ideológica. Não é o desejo de melhorar o mundo, mas, sim, o gosto de sangue. Se não fosse isso, por que tantos revolucionários sempre gozaram com a palavra "terror"? A paixão pelo terror é a paixão política essencial em questão. Como diz Gray, com os movimentos políticos modernos, a tara apocalíptica, que na Antiguidade, era essencialmente um traço de indivíduos periféricos e esquisitos da miserável sociedade israelita do período do Segundo Tempo sob domínio romano, em si periférica, hoje se fez "mainstream". Discute-se em aulas na universidade, escreve-se em livros de autores com PhD, encena-se em peças de teatro com aprovação da crítica regadas a vinho caro em restaurantes descolados, apresenta-se em programas de debates da televisão e podcasts, enfim, as taras com o fim do mundo tal como conhecemos e a criação de um mundo novo e perfeito são tratadas como ciência social, histórica e política. Profetas do terror como Marx, Lênin, Foucault, entre outros, recebem o tratamento de "especialistas" nas sociedades dos homens, quando, na realidade, não entendem patavina acerca de quem vai à feira comprar ovos e tomates para comer em suas casas de pobres. A ideia de que existe um componente moral significativo na espécie humana pode ser inconsistente. Veja, por exemplo, a indiferença de grande parte da imprensa e dos países para com os mortos iranianos. Um blábláblá aqui, outro ali. Cadê toda aquela indignação? E as bandeiras? A verdade é que os aiatolás podem matar à vontade. O mundo é um circo de horrores e continuará sendo.
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January 19, 7:07 AM
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Segundo a associação, o exame apresentaria "graves falhas regulatórias e procedimentais", além de suposta violação aos princípios da publicidade, da segurança jurídica e da irretroatividade, já que a metodologia de cálculo e os parâmetros de proficiência teriam sido divulgados pelo Inep apenas dois meses após a aplicação da prova.
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Inovação Educacional
January 19, 10:17 AM
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A maioria das graduações foi aprovada entre novembro e dezembro de 2025. Atualmente, os cursos se dividem principalmente em três modelos principais: cursos exclusivos de inteligência artificial; cursos combinados de ciência de dados e inteligência artificial; e formações que unem inteligência artificial e engenharia de software.
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Inovação Educacional
January 19, 9:44 AM
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A Higher Ed Professional's Guide to Agentic AI Michelle Kassorla, Georgia State University, Perimeter Jonathan McMichael, Arizona State University Anna Mills, College of Marin Tim Mousel, Lone Star College Adam Pryor, Bethany College Table of Contents Presentation Video
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Inovação Educacional
January 19, 9:42 AM
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O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deverá movimentar R$ 370,3 bilhões no próximo ano. A Portaria Interministerial nº 14/2025, que apresenta as estimativas para o exercício de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, pelos ministérios da Educação (MEC) e da Fazenda (MF). O crescimento corresponde a um acréscimo de 8,54% no financiamento da educação básica pública em relação a 2025, quando o Fundo fechou o ano com R$ 341,1 bilhões.
A receita estimada do Fundeb para 2026 será composta por R$ 301,1 bilhões provenientes das contribuições dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e por R$ 69,2 bilhões de complementação da União. O cálculo foi realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação.
A complementação federal prevista para 2026 representa um aumento de 23,3% em relação a 2025, quando o aporte da União foi de R$ 56,1 bilhões, totalizando R$ 13 bilhões a mais em recursos federais para a educação básica.
“Esse aumento significativo de recursos impacta diretamente o futuro das nossas crianças, jovens, professores e professoras. Com maior financiamento em 2026, vamos melhorar ainda mais a nossa educação”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana.
Para Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE, o Fundeb é um pilar fundamental para a equidade na educação pública. “São recursos para melhoria da infraestrutura escolar, aquisição de materiais pedagógicos e valorização docente”.
Complementação – O crescimento das receitas do Fundeb em 2026 é resultado da elevação das projeções de arrecadação dos impostos e transferências vinculados ao Fundo e da integralização do percentual de complementação da União previsto na legislação do Novo Fundeb, que alcança 23% no próximo ano. Desse total, 10% correspondem à complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); 10,5% à complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT); e 2,5% à complementação Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), percentual que encerra o ciclo de ampliação progressiva da participação da União no financiamento do Fundo, conforme estabelecido em lei.
Aplicação – Do total de recursos do Fundeb, no mínimo 70% devem ser destinados ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, reforçando a política de valorização desses profissionais nas redes públicas de ensino. Os 30% restantes devem ser aplicados em ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), como melhorias na infraestrutura escolar, aquisição de equipamentos e materiais pedagógicos.
Matrículas – As estimativas para 2026 consideram um total de 39,3 milhões de matrículas na educação básica pública. No caso da complementação VAAR, 3.076 entes federativos cumpriram as condicionalidades exigidas para o recebimento dos recursos, evidenciando o avanço na adoção de indicadores de melhoria da gestão e dos resultados educacionais.
Os recursos referentes às complementações da União serão repassados em 13 parcelas mensais, no período de janeiro de 2026 a janeiro de 2027, conforme o cronograma estabelecido na Portaria Interministerial nº 14/2025. As estimativas serão atualizadas a cada quatro meses, conforme determina a legislação do Novo Fundeb, com o objetivo de manter os valores ajustados às projeções de arrecadação ao longo do exercício.
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January 19, 8:33 AM
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A Associação De Olho no Material Escolar disponibilizou o Painel da Educação, uma plataforma pública, online e gratuita que permite à sociedade acompanhar o desempenho da educação brasileira com base em dados abertos e confiáveis. A ferramenta, inédita nesse formato no país, reúne informações de fontes como o Censo Escolar, Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS), Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS) e Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), permitindo segmentar, comparar e analisar resultados de forma acessível e interativa.
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Inovação Educacional
January 19, 8:31 AM
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Denis Diderot não tentou derrotar os reis com uma revolução. Nem sequer com uma declaração de direitos. Tentou com um dicionário. A “Encyclopédie”, que coeditou com d’Alembert de 1751 a 1772, foi descrita por seus críticos como um compêndio inofensivo de “ciências, artes e ofícios”. Na verdade, foi uma bomba epistêmica. Sob a aparência de um simples arranjo alfabético, Diderot reorganizou completamente a forma como o conhecimento era estruturado, validado e transmitido. Não era catalogação neutra: era insurgência conceitual. Artigos ortodoxos sobre teologia católica e teoria da alma eram meticulosamente comissionados, e depois sistematicamente minados por referências maliciosas que conduziam o leitor a contradições insolúveis. Um verbete sobre a “Arca de Noé” se tornava involuntariamente cômico quando cotejado com artigos sobre física e biologia. O verbete “Antropófagos” (Canibais) apontava para “Altar”, “Comunhão” e “Eucaristia”, uma comparação que não precisava de palavras. Diderot havia aprendido, em sua breve prisão em Vincennes, que a confrontação direta era suicida. Mas reorganizar o próprio mapa do conhecimento? Isso era imperceptível até que fosse tarde demais. Quase 275 anos depois, estamos vivendo a sequência dessa história. Mas desta vez, o insurgente não é um escritor encarcerado. É um conjunto de modelos de linguagem de código proprietário, de centenas de bilhões de parâmetros, acessíveis a bilhões de pessoas em 3 anos, velocidade de difusão que Diderot e seus sucessores nunca poderiam ter imaginado. OS DOIS LADOS DA MOEDA: O QUE MUDOU A estrutura do poder epistêmico até ontem era assim: universidades detinham o monopólio sobre credibilidade, acesso, certificação e disseminação de conhecimento. Você precisava estar fisicamente em Cambridge, Harvard ou Recife para acessar expertise. Precisava de livros caros, de credenciais que apenas eles podiam conferir. Esse modelo repousa em 3 pilares: escassez de conhecimento, hierarquia de especialistas e validação institucional. A IA desintegra todos esses pilares simultaneamente. Um estudante em Taperoá, ou qualquer lugar conectado, pode agora ter explicações personalizadas sobre mecânica quântica ou teoria pós-colonial às 3 da manhã. Não de um professor ocupado. Nem de uma aula gravada. De um sistema que se adapta em tempo real ao seu estilo de aprendizado, suas lacunas específicas, sua velocidade cognitiva. A eficiência é devastadora para as instituições educacionais clássicas. O SEQUESTRO EPISTÊMICO: QUANDO IA VIRA REI Mas há um detalhe que Diderot não enfrentou, porque a tecnologia da época o impossibilitava: a “Encyclopédie” era um artefato descentralizado. Qualquer pessoa podia fazer uma cópia (e muitas fizeram, clandestinamente). O poder de produzir conhecimento permanecia, em tese, distribuível. Não é assim com a IA agora. Os LLMs que moldam como bilhões de pessoas acessam e validam conhecimento são propriedade de 5 empresas de tecnologia, que determinam que perguntas podem ser feitas, quais são plausíveis, que vozes são ouvidas e que prioridades importam. Quando uma universidade licencia o ChatGPT para toda a sua comunidade, como fez a California State University com a OpenAI, não apenas adota uma ferramenta. Está terceirizando sua autoridade epistêmica. Está abdicando da sua responsabilidade histórica de determinar o que conta como conhecimento válido. É o equivalente digital de um rei entregando sua coroa a um banqueiro. CONSEQUÊNCIAS: O LABIRINTO SEM SAÍDA Se as universidades abdicam dessa responsabilidade, o que acontece? Primeiro, há a questão pragmática: mais de 70% dos estudantes universitários usam IA para estudar e escrever papers. Professores (cerca de 30%) usam IA para avaliá-los. Universidades compram ferramentas de detecção de IA. É um ouroboros corporativo: tech cria o problema, tech vende a solução, lucro escala. Mas a questão pragmática mascara algo mais profundo: a perda de capacidade intelectual distribuída. Kant definiu imaturidade como “incapacidade de usar o entendimento sem orientação de outro”. A IA é um “outro” mais convincente que qualquer rei. É sempre disponível. Sempre seguro. Sempre fluente. Sempre, pela 1ª vez na história intelectual, aparentemente isento de interesse político. Quando um estudante “faz” uma pesquisa com ChatGPT, ele não está aprendendo o método que Diderot aprendeu: questionar, conectar, ver incongruências. Está sendo treinado para aceitar fluidez como verdade. Para confundir confiança algorítmica com compreensão. Pior: as universidades estão ensinando os mesmos hábitos. Professores em universidades como Columbia, Ohio State e UC usam agora sistemas de IA para preparar aulas, criar slides e até estruturar currículos. Não porque sejam preguiçosos. Porque foram sucateados: turmas maiores, menos financiamento, mais burocracia. DIDEROT TERIA FEITO O QUÊ? A pergunta não é ociosa. Porque Diderot enfrentou um dilema análogo: sabia que a confrontação direta era suicida. Mas também sabia que reproduzir ortodoxia seria inútil. Então fez algo mais inteligente: criou um sistema que permitisse múltiplas leituras. O leitor ingênuo poderia ler a “Encyclopédie” como um compêndio sensato. O leitor atento descobriria contradições, lacunas, ironias. A própria estrutura do conhecimento se tornava ferramenta de crítica. O que as universidades devem fazer agora é análogo, mas invertido: recuperar agência epistêmica – não rejeitar a IA, o que seria fútil. Mas insistir que a universidade, não a corporação, define que conhecimento conta e por quê. Isso significa treinar modelos próprios, exigir transparência radical ou, mais subversivamente, aprender, estudantes e professores, a desconfiar sistematicamente da IA. transformar a avaliação – se a IA pode produzir prosa competente, a universidade deve parar de avaliar respostas e começar a avaliar processo cognitivo. Não é mais “escreva um ensaio”… passa a ser escreva um ensaio e ao mesmo tempo documente seus fundamentos, suas escolhas, suas objeções, suas correções. reafirmar a função pública – a universidade nasceu como lugar onde discordância era sagrada. Quando se torna “parceira” de corporações de tech, perde isso. Precisa recuperar. Se não… democratizar conhecimento de verdade – a IA democratizou o acesso –qualquer um pode fazer uma pergunta. Mas não democratizou a capacidade de pensar criticamente sobre respostas. Isso exige educação de qualidade em escala, mentores humanos, comunidades de pesquisa e inovação. EPÍLOGO: A SANFONA EPISTÊMICA Vivemos numa era de sanfonas históricas: períodos de abertura seguidos de fechamento; democracias virando autoritarismos, liberdade epistêmica cedendo lugar a controle corporativo. O momento é crítico porque, pela 1ª vez, o fechamento pode ser invisível. Não há decreto contra o pensamento crítico. Há apenas um sistema que torna mais fácil copiar que pensar, mais eficiente aceitar que questionar. Diderot aprendeu que a verdadeira insurgência não era grito: era reorganização silenciosa da própria estrutura do conhecimento. Ele não derrotou os reis. Mas criou as condições para que outros, décadas depois, pudessem fazê-lo. A questão, agora, é: a universidade terá coragem de fazer o mesmo com IA e seus reis? De recusar-se a ser mera plataforma de distribuição corporativa e reimaginar-se como lugar onde a IA é questionada, dissecada, desautorizada? Os reis de hoje não têm tronos. Têm data centers. E a luta por liberdade epistêmica, pelo direito à agência de pensar, questionar, errar, é talvez a mais urgente que enfrentamos e enfrentaremos. Diderot teria entendido perfeitamente.
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January 19, 8:24 AM
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Restrição no uso do chat para menores na plataforma gerou críticas e ameaças, mostrando que os nascidos a partir de 2010 são capazes de se organizar de maneira própria sem a necessidade de uma liderança formal
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January 19, 8:20 AM
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“Nosso foco principal é orientar os servidores públicos, mas é claro que as duas publicações podem ser utilizadas por qualquer pessoa que considere o tema relevante para a sua atividade”, disse o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas. “Ao construir boas instruções para as diversas soluções disponíveis, fica mais fácil a obtenção de respostas úteis, éticas e seguras”, complementou. A proposta do governo com essa publicação é simplificar o uso de IA para os servidores, otimizando processos, tornando as tomadas de decisões mais eficazes e aprimorando o atendimento ao cidadão.
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January 19, 8:15 AM
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Você se reconhece nesta cena: o celular vibra, uma mensagem interrompe o raciocínio, outra tarefa surge antes da anterior terminar. Ao fim do dia, o corpo até pode estar parado, mas a mente segue acelerada. E o cansaço permanece. Um cansaço estranho, que não melhora com descanso físico e que parece não ter causa clara. Essa é a exaustão contemporânea. Ele não nasce nos músculos. Nasce no cérebro. Em algum momento, esse cansaço deixa de ser apenas uma sensação subjetiva e passa a ter explicação biológica. A exposição contínua a estímulos digitais, interrupções frequentes e excesso de informações sobrecarrega os sistemas do cérebro responsáveis pela atenção, pelo controle emocional e pela tomada de decisões. O resultado é uma fadiga mental real, associada à sensação persistente de esgotamento, mesmo na ausência de esforço físico intenso. Quando esse estado se prolonga, o organismo entra em modo de alerta. O sistema de estresse permanece ligado, o cortisol se desregula e o sono e a capacidade de recuperação são afetados. Não é só estresse emocional. É um desequilíbrio fisiológico. Vivemos imersos em estímulos contínuos. Notificações, demandas digitais, decisões sucessivas, vigilância constante. O cérebro humano não foi projetado para operar nesse regime de alerta permanente. Ele precisa de alternância entre foco e pausa. O que fazemos hoje é exigir atenção contínua, sem intervalos reais de recuperação. A isso se soma a fadiga decisional. Desde cedo somos obrigados a escolher o tempo todo. O que responder, o que ignorar, o que priorizar, o que deixar para depois. Cada decisão consome energia mental. Quando esse estoque se esgota, surgem sintomas difusos: dificuldade de concentração, irritabilidade, lapsos de memória, sensação de sobrecarga constante. Do ponto de vista biológico, esse alerta contínuo mantém ativado o sistema de estresse do organismo. É o mesmo mecanismo que nos prepara para o perigo. Em situações pontuais, ele é fundamental. Quando se torna crônico, passa a ser nocivo. O corpo entra em modo de sobrevivência. Nesse contexto, há liberação persistente de hormônios do estresse, como o cortisol. Em vez de proteger, ele passa a desorganizar funções essenciais. O sono perde qualidade, o metabolismo se torna menos eficiente e instala-se uma inflamação silenciosa. Não é raro que o cansaço crônico venha acompanhado de insônia, ganho de peso, infecções recorrentes, palpitações ou pressão arterial mais instável. O burnout, tão citado nos últimos anos, é apenas a face mais visível desse processo. Antes dele, existe uma longa fase de exaustão funcional. Pessoas que continuam trabalhando, produzindo e entregando resultados, mas à custa de um esforço interno cada vez maior. Por fora, tudo parece funcionar. Por dentro, o organismo já sinaliza que algo está errado. Esse cansaço também bagunça o relógio biológico. A mente cansada dorme mal. O sono fragmentado, por sua vez, piora a regulação hormonal e metabólica, criando um ciclo difícil de romper. Dorme-se, mas não se recupera. Descansa-se, mas não se restaura. Curiosamente, a tentativa mais comum de lidar com essa exaustão é adicionar mais estímulo. Mais café. Mais controle. Mais metas. O alívio costuma ser breve. É como acelerar um carro com o tanque quase vazio. O que esse tipo de cansaço pede não é apenas férias ou repouso físico. Ele pede redução de ruído mental. Pausas reais, sem tela. Intervalos sem cobrança. Momentos em que o cérebro possa sair do modo tarefa e entrar no modo reparo. Estratégias simples fazem diferença. Dormir em horários regulares. Reduzir o uso de telas à noite. Praticar atividade física de forma consistente, não extenuante. Criar espaços de silêncio no dia. Técnicas de atenção plena, respiração e desaceleração não são modismo. Elas atuam diretamente nos sistemas biológicos do estresse, ajudando o corpo a sair do estado de alerta contínuo. Talvez o maior erro seja tratar esse cansaço como fraqueza individual. Ele é, na verdade, uma resposta previsível a um estilo de vida que exige mais do cérebro do que ele consegue sustentar indefinidamente. O corpo sempre avisa. A pergunta é se estamos dispostos a escutar quando o aviso ainda é cansaço, e não doença.
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Inovação Educacional
January 19, 8:08 AM
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In this Homeroom blog post, Casey K. Sacks, Ph.D. shares how viewing AI adoption in education in a stage framework can help make sense of the emotional responses, practical judgments, and profound transformation that continues to follow the advent of AI.
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Inovação Educacional
January 19, 8:06 AM
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Terminei o texto de minha última coluna aqui — em que tratei de lições a partir do fracasso do uso de algumas tecnologias na educação — sugerindo cautela antes de comprarmos a ideia de que soluções criadas por Inteligência Artificial finalmente revolucionarão a aprendizagem. Mas, como argumentei no texto, isso não significa ignorar que estamos diante de uma tecnologia com potencial disruptivo em todas as áreas do conhecimento.
Leia mais: A solidão do gestor escolar Entenda: Desigualdade de oportunidades entre adultos Uma reportagem publicada neste mês no jornal The New York Times mostra que as grandes empresas de tecnologia estão investindo pesadamente no desenvolvimento de ferramentas a partir de IA nas escolas, em parcerias com governos de vários países. Um dos receios que a própria matéria traz na voz de especialistas, porém, é de que ainda temos poucos estudos rigorosos sobre impactos. Inovações são necessárias na educação, mas elas precisam ser monitoradas e avaliadas de forma rigorosa, pois — como argumentei em meu texto da semana passada — não foram poucos os exemplos de tecnologias que prometiam muito, mas entregaram pouco ou, pior, resultaram até em prejuízos.
A reportagem do jornal americano cita, inclusive, um estudo da Universidade Carnegie Mellon e da Microsoft, que acompanhou 319 trabalhadores de diferentes áreas do conhecimento (educadores, profissionais de mídia, programadores, matemáticos, entre outros). Uma das conclusões do trabalho, divulgado no ano passado, foi que níveis maiores de confiança na Inteligência Artificial estavam associados a menor capacidade de pensamento crítico, o que eleva o risco dessa habilidade — tão fundamental para o mundo do trabalho nos dias de hoje — ser prejudicada pelo uso de ferramentas de IA generativa.
Esse é um risco que se aplica também à educação. Em setembro do ano passado, a 15ª edição da pesquisa Cetic.Br nas escolas revelou que sete em cada dez alunos do ensino médio já recorrem a essas ferramentas para realizar pesquisas, mas apenas 32% deles disseram ter recebido orientação das escolas sobre como usar essas tecnologias. A mesma pesquisa mostrou que professores também vêm acessando essas ferramentas, mas ainda sem diretrizes claras sobre seu melhor uso.
O governo brasileiro iniciou, no ano passado, uma consulta pública justamente com o objetivo de criar um referencial para o desenvolvimento e uso responsáveis de IA na educação. Precisamos, de fato, urgentemente evoluir no entendimento de como essa tecnologia pode ser usada em rotinas escolares, mas sem esquecer de trabalhar nos estudantes competências que os permitam entender a lógica por trás dela e refletir sobre seu uso ético.
Mas, talvez, uma das grandes contribuições que a Inteligência Artificial possa dar ao campo educacional é retomar o debate — sempre necessário — sobre o que precisa realmente ser trabalhado nas escolas num mundo em que a automação e a facilidade de acesso ao conhecimento avançam de forma acelerada. Críticas ao excesso de conteúdo, à memorização e a modelos demasiadamente baseados na transmissão de conhecimento não são novidade. Mas, quem sabe, esta não seja uma nova janela de oportunidade para trocarmos amplitude demasiada de conteúdos por mais profundidade e reflexão.
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Inovação Educacional
January 19, 7:46 AM
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O ranking Leiden das universidades mais produtivas do mundo destronou Harvard, tirando-a do primeiro lugar e passando-a para o terceiro. O primeiro lugar foi para a universidade de Zhejiang e o segundo para a de Xangai. A China capturou oito dos dez melhores lugares. A Universidade de São Paulo ficou em 17º lugar.
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Inovação Educacional
January 19, 7:07 AM
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Três em cada dez brasileiros já recorreram à inteligência artificial para compreender temas considerados complexos, como política, economia e ciências. É o que mostra uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, realizada com 2.012 pessoas com mais de 18 anos em todo o país.
Segundo o levantamento, 10% dos entrevistados afirmam usar ferramentas de IA com frequência para esse fim, enquanto outros 20% dizem já ter utilizado algumas vezes. O uso é mais intenso entre jovens de 18 a 30 anos, da chamada geração Z: 40% afirmam recorrer à tecnologia para aprender sobre assuntos complexos. Entre os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, o índice cai para 13%.
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Inovação Educacional
January 19, 7:04 AM
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A estrutura do Roblox, na avaliação de especialistas, aproxima o serviço mais de uma rede social do que de um jogo tradicional. Rodrigo Nejm, especialista em educação digital e líder do eixo digital do Instituto Alana, compara a plataforma a um "parque de diversões digital".
"É um espaço com muitas atrações, grande circulação de crianças e intensa interação social, mas sem cercas e monitores suficientes para garantir a segurança desse público."
1 10 Entenda o que é o 'Roblox' 'Roblox' é uma plataforma de criação e distribuição de jogos 3D online especialmente popular entre crianças e adolescentes DivulgaçãoMAIS
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VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Nesse ambiente, um dos problemas mais recorrentes envolve práticas de violência psicológica. Há relatos frequentes de humilhações, xingamentos, perseguições virtuais e episódios reiterados de cyberbullying entre crianças.
Para Nejm, esse tipo de comportamento não pode ser minimizado. "Essas agressões não são menos graves por acontecerem online. Elas têm impacto direto sobre a saúde mental de crianças e adolescentes."
Além disso, há registros de circulação de materiais considerados impróprios, como discursos de ódio, manifestações racistas, apologia do nazismo, violência contra mulheres e simulações de violência sexual entre personagens.
Para o Instituto Alana, a presença desse conteúdo indica fragilidades nos processos de moderação e na classificação das experiências acessíveis ao público infantil.
O Roblox afirma que não permite o compartilhamento de imagens ou vídeos no chat e utiliza filtros de texto para impedir o envio de informações pessoais e tentativas de migração de conversas para outras plataformas.
A empresa também diz que os conteúdos passam por revisão de sistemas automatizados e de equipes humanas antes da publicação.
Apesar dessas medidas, outro ponto de preocupação envolve tentativas de aliciamento sexual, com adultos se passando por crianças para se aproximar de menores de 18 anos.
Em alguns casos, as interações começam dentro do ambiente virtual e são transferidas para aplicativos externos, onde há menor controle. Sob o ponto de vista jurídico, essas condutas podem ter consequências criminais e civis.
Para o advogado Gonçalo Adão de Arruda Santos, especialista em perícia digital, práticas como assédio, humilhação, ameaças e aliciamento de menores podem configurar crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
"O fato de ocorrer em um ambiente virtual ou dentro de um jogo não afasta a ilicitude dessas práticas."
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