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Estratégias pós-pandemia para a educação

Estratégias pós-pandemia para a educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Por Luciano Sathler

No Brasil, são mais de 55 milhões de alunos que ficaram privados das atividades presenciais, da Educação Infantil à Pós-Graduação.
Os cenários desenhados para as instituições educacionais durante e após o período da suspensão das atividades presenciais por conta da pandemia da Covid-19 não são muito animadores.
Os impactos negativos econômicos se abatem sobre escolas e instituições de educação superior, sejam estas públicas ou privadas. As que dependem de mensalidades veem-se diante de famílias e estudantes com menor renda ou afetados pelo desemprego. Os impactos fiscais com a desaceleração da economia reduzem as possibilidades de financiamento público nos âmbitos Federal, estadual e municipal. 
A pandemia impôs o distanciamento social a cerca de 1,4 bilhão de estudantes e 63 milhões de professores em todo o mundo, que ficaram impedidos de frequentar os espaços físicos das escolas e instituições de educação superior. No Brasil, são mais de 55 milhões de alunos que ficaram privados das atividades presenciais, da Educação Infantil à Pós-Graduação.  
Problemas encontrados para realizar as atividades acadêmicas
Trata-se de uma situação inédita pela escala alcançada e a velocidade com que os fatos se desdobraram. As medidas tomadas para tentar diminuir o prejuízo dos estudantes escancaram uma série de problemas no segmento educacional, já percebidos antes da pandemia. 
Foi preciso reorganizar as atividades acadêmicas e muitas instituições tentaram migrar para o ensino remoto emergencial, diante da possibilidade de longa duração da suspensão das atividades escolares presenciais por conta da pandemia da Covid-19. Nem todas conseguiram. 
Há um aumento da evasão e da inadimplência, com notícias alarmantes sobre centenas de instituições educacionais sob o risco de fecharem as portas devido ao estrangulamento do fluxo de caixa e dificuldades com endividamento. Alunos de escolas públicas são os que correm o maior risco de terem o ano perdido, seja pela falta de acesso ou pelas dificuldades inerentes a uma mudança desse porte em tão pouco tempo. 
Veio à tona a desigualdade do acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Em 2019, eram 20 milhões de domicílios brasileiros que não tinham acesso à Internet, 28% do total. Além disso, dos que tinham acesso, 58% acessaram a Internet somente pelo celular – muitas vezes por planos que não contemplam largura de banda adequada para assistir a uma videoaula, por exemplo. 
Essa precariedade se agrava na população mais empobrecida e coincide com os extratos sociais onde é mais crítica a chamada Crise de Aprendizagem, a constatação de que muitos dos alunos chegam ao final de sua jornada na escola e na Educação Superior com profundos déficits em relação ao que deveriam ter aprendido.
Aula remota é diferente de EAD
O regime emergencial de aulas remotas ora adotado por várias instituições educacionais e sistemas de ensino é algo muito diferente de um programa de Educação a Distância (EAD) de boa qualidade.
Há 25 anos de pesquisa e desenvolvimento da EAD online que demonstram que a aprendizagem por esses meios requer um trabalho cooperativo, desenvolvido por equipes que incluem professores, designers instrucionais, desenvolvedores, bibliotecários e, muitas vezes, ex-alunos e stakeholders externos, tais como empregadores. 
Portanto, o que o Brasil e mais 190 países vivenciam na pandemia é uma situação emergencial, onde as respostas são as possíveis, ainda que longe do ideal. Num esforço que pode ser considerado de caráter humanitário, milhares de escolas brasileiras lutam bravamente para manterem a oferta de atividades a distância para crianças, adolescentes e jovens nesse período de distanciamento social.
Como fazer uma EAD de qualidade
Em nenhum país do mundo há programas de EAD aplicados para crianças da Educação Infantil ou das séries iniciais do Ensino Fundamental. As TIC são crescentemente adotadas pelas escolas junto a essas faixas etárias de uma maneira complementar ao presencial, para enriquecer as relações de ensino-aprendizagem e promover a alfabetização digital.
Um programa de EAD de boa qualidade exige que os docentes sejam previamente capacitados para atuarem de forma competente nesse novo universo. Alunos e professores precisam contar com suporte técnico e administrativo adequados. A concepção dos currículos e dos materiais didáticos deve levar em consideração as características intrínsecas ao modelo pedagógico adotado. 
Por exemplo, é preciso definir qual a frequência, duração e objetivos das atividades síncronas a distância – quando professor e aluno estão em comunicação simultânea, por videoconferência, texto ou áudio.        
O tamanho da turma acompanhada e a carga horária atribuída ao docente para esse trabalho na EAD são aspectos a serem levados em conta. Pois a abrangência e a profundidade que caracterizam a mediação que se estabelece pelo diálogo humano são as pedras de toque que vão indicar o maior ou menor desempenho da aprendizagem. É nessa variável que a escola se diferencia de um mecanismo virtual de busca, de uma editora ou de uma emissora de televisão.
Uma das características da EAD é a perda da privacidade do espaço da sala de aula. Alguns docentes consideram que a liberdade acadêmica é comprometida quando as atividades que desenvolvem com seus alunos são expostas nos meios digitais. Na prática, o que se observa é que os bons professores tornam-se ainda mais admirados quando contam com o suporte adequado e se dedicam com criatividade à realização de cursos não presenciais.
As formas de entrega do conteúdo e os meios disponíveis para a interação entre professores e alunos são recursos da maior importância. Apesar do louvável esforço de gestores, professores e corpo administrativo, talvez esses sejam os aspectos mais preocupantes do momento atual do regime emergencial de aulas remotas. Um problema que não é exclusivo das escolas brasileiras.
A capacitação prévia do corpo docente é fundamental para atuar competentemente nesse novo mundo. O planejamento das atividades, a concepção de novas formas de avaliação, a produção e disponibilização organizada de objetos de aprendizagem se somam à mediação que privilegie a participação mais colaborativa e menos centrada nas aulas expositivas. 
Estratégias para a transformação digital na educação
Os sistemas educacionais permanecerão expostos e vulneráveis, se pensamos em simplesmente reverter ao que fazíamos antes da crise da escola vazia ou se nos basearmos diretamente no que estamos emergencialmente praticando.
Uma oportunidade que a pandemia trouxe foi acelerar a mudança de larga escala necessária na educação. Há um desalinhamento gritante entre a formação oferecida pelas instituições educacionais, a regulação governamental para o setor, as demandas das organizações e o perfil dos estudantes – sejam os da “Geração Internet” ou os adultos da população economicamente ativa que precisam continuar a estudar por toda a vida.  
A transformação digital é exigida para adequação à chamada Sociedade da Informação, marcada pela aceleração da cultura propiciada pela globalização e o uso intensivo de tecnologia, tanto na automação de processos produtivos quanto nas relações que as pessoas estabelecem no universo digital. As máquinas e softwares são parceiros cada vez mais presentes em todas as atividades produtivas, como ilustrado pela Figura 2. Cenários para o trabalho pareado: Níveis de automação
O modelo linear de educação, emprego e carreira não será mais suficiente no futuro, exigindo novas combinações de competências, habilidades, experiências e colaboração de instituições educacionais e organizações. 
É bom rever Mintzberg (2001, p.121)*, que já alertava que de vez em quando há uma descontinuidade realmente significativa no ambiente, quando tudo o que é importante parece mudar de uma só vez, cabendo aos gestores administrar dentro de uma determinada orientação estratégica na maior parte do tempo e ainda identificar a transformação que realmente importa – isso é a essência da administração estratégica.
*MINTZBERG, H.; QUINN, J. B. O processo de estratégia, 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 

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Desenvolvimento pleno

Desenvolvimento pleno | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao destacar o compromisso com o desenvolvimento pleno dos estudantes em suas diversas dimensões (intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica), a BNCC retoma orientações presentes na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCNs), apresentando uma visão de educação integral que propõe a superação da divisão e hierarquização entre o desenvolvimento intelectual e o desenvolvimento emocional.
Sendo assim, cada uma das 10 competências gerais da BNCC integra aspectos cognitivos e socioemocionais, tais como: comunicação, criatividade, pensamento crítico e científico, empatia, comunicação e autoconhecimento.
Para a promoção de um campo analítico e crítico a respeito do estudante que se quer formar, é fundamental conhecer mais profundamente os aspectos socioemocionais presentes nessas competências. Assim, vale a pergunta: o que são competências socioemocionais?
Nos estudos sobre o tema realizados na área da Psicologia, competências socioemocionais são entendidas como influenciadoras do modo como uma pessoa pensa, sente, decide e age em determinada situação ou contexto. Hoje, sabe-se que elas não são fixas, ou seja, são flexíveis e maleáveis, manifestando-se com intensidade e modos diferentes de acordo com os elementos sociais e culturais que atravessam a história de cada pessoa, e sendo, assim, possíveis de serem desenvolvidas ao longo da vida.
Modelo das cinco macrocompetências
Existem diferentes modelos científicos que visam a organizar os estudos das competências socioemocionais. Os pesquisadores do Instituto Ayrton Senna adotam um que organiza a ampla variação de competências socioemocionais em cinco macrocompetências. São elas: abertura ao novo, autogestão, engajamento com os outros, amabilidade e resiliência emocional.
Esse modelo foi escolhido porque organiza as competências socioemocionais de forma abrangente e, ao mesmo tempo, específica, a partir de estudos sobre competências socioemocionais identificadas e validadas cientificamente por meio de experiências práticas em diversos contextos, localidades e culturas. Além disso, há uma quantidade expressiva e significativa de evidências científicas no Brasil e no mundo que validam a importância desse modelo para diversos resultados alcançados ao longo da vida.
No contexto brasileiro, as cinco macrocompetências foram desdobradas em 17 competências socioemocionais identificadas como importantes de serem consideradas e desenvolvidas nas escolas do país. São elas: determinação; foco; organização; persistência; responsabilidade; empatia; respeito; confiança tolerância ao estresse; autoconfiança; tolerância à frustração; iniciativa social; assertividade; entusiasmo; curiosidade para aprender; imaginação criativa e interesse artístico.
Essas 17 competências socioemocionais não abarcam todas as existentes, mas compreendem os aspectos socioemocionais que estão explicitados nas 10 competências gerais da BNCC.
Confira, na imagem abaixo, a relação entre as cinco macrocompetências e as 17 competências socioemocionais mencionadas.

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Webinário Combate à Violência Doméstica em Tempos de Pandemia – O Papel das Ferramentas Digitais

Webinário Combate à Violência Doméstica em Tempos de Pandemia – O Papel das Ferramentas Digitais-Jun 17, 2020 webex
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São Paulo anuncia volta presencial de aulas práticas de cursos da Saúde para regiões na fase amarela 

São Paulo anuncia volta presencial de aulas práticas de cursos da Saúde para regiões na fase amarela  | Inovação Educacional | Scoop.it

Educação complementar. A gestão Doria também anunciou o retorno de aulas complementares, como cursos de idioma, informática e artes. As atividades passam a ficar submetidas às restrições da categoria "serviço", previstas no plano, por falta de regulação própria.
"As escolas de dança ou inglês, por exemplo, não são submetidas a conselho municipal, estadual ou nacional. Portanto, são uma prestação de serviço", afirmou Rossieli. "Mas pela similaridade das características, as instituições vão ter de seguir os protocolos de educação."
O governo argumenta que os alunos que fazem cursos desse gênero não frequentam as aulas diariamente, como na educação formal, e que geralmente turmas são formadas com poucos alunos.
Na fase "amarela", as instituições só podem funcionar com até 40% da capacidade e horário reduzido a seis horas. Entre as diretrizes, o governo cita que a entrada e saída dos alunos deve ser coordenada para evitar aglomeração e os intervalos aconteçam com revezamento de turmas.

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Universalização do ensino é uma das heranças do ECA

Entre os principais avanços conquistados no país nos últimos 30 anos, desde que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi publicado, está o crescimento dos percentuais de crianças e adolescentes na escola.
Segundo o Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) 2020, 98,1% da população de 6 a 14 anos frequenta ou já concluiu o ensino fundamental, e 73,1% dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentam ou já concluíram o ensino médio.
O relatório faz um acompanhamento do cumprimento das metas do PNE e aponta que alguns objetivos que deveriam ter sido cumpridos em 2016 ainda não foram alcançados. É o caso do percentual de crianças de 4 a 5 anos em escolas ou creches, que está em 93,8% e já deveria ser de 100% há quatro anos.

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Blog de Ideias e Conexões de Impacto

Blog de Ideias e Conexões de Impacto | Inovação Educacional | Scoop.it

Entre os inúmeros exemplos, destaca-se o impressionante desenvolvimento de respiradores de baixíssimo custo, em uma ação chamada InspiraMED, por engenheiros da Unidade de Antioquia, governo local e empresas de tecnologia sediadas na cidade. Outra iniciativa marcante foi o desenvolvimento da plataforma de dados Katia Health que, a partir de inteligência artificial, machine learning e big data, estabelece “quarentenas inteligentes” com base em dados individuais, de comunidades e de regiões da cidade. Por trás da ação estão cinco startups locais.
O mais interessante é que a tecnologia de Medellín não é o que se vê em cidades com San Francisco, Boston ou Cingapura. Ao invés de carros autônomos, por exemplo, a base do que tem sido feito em Medellín é colher e trabalhar dados para tomar decisões mais informadas sobre como empregar tecnologia aos problemas locais e em onde isso terá mais impacto. Essa abordagem torna o exemplo de Medellín ainda mais singular, pois se trata de resolver problemas que impactam diretamente na qualidade de vida das pessoas, seja com soluções para as classes de menor poder aquisitivo ou de impacto geral, além em incentivar o empreendedorismo e o estabelecimento de novas empresas na área de tecnologia. 

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�EduConecta21 - 2ª Dia - Relatos de Aprendizagem sem uso de Tecnologias Digitais

Apresentação de Relatos dos Municípios:
�Tapejara-RS
� Caseiros-RS
� Tio Hugo-RS
� Lagoa Vermelha-RS
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�EduConecta21 - 4ª Dia - Relatos de Gestão

Apresentação de Relatos dos Municípios:
� 7ª Coordenadoria de Educação do RS
� Carazinho - RS
� Ernestina - RS
� Getúlio Vargas - RS
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EduConecta21 2ª Edição - 2º dia: O que são as Competências Socioemocionais ?

Apresentação dos Cases do Letramento em Programação de:
� Manaus - AM
� Teresina - PI
� Caruaru - PE
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O futuro do Fundeb em 2020 e os projetos de lei pela em tramitação

O futuro do Fundeb em 2020 e os projetos de lei pela em tramitação | Inovação Educacional | Scoop.it

O Fundeb acaba em 31 de dezembro de 2020 e, como estamos com um prazo muito apertado para discutir sua manutenção, a pauta é prioritária e urgente quando pensamos no contexto da educação básica no Brasil. 
Por isso, neste artigo você confere:
• o que acontece se o Fundeb deixar de existir;
• as movimentações políticas e projetos de lei em tramitação acerca do tema; e
• como tornar o Fundeb mais redistributivo; 

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Planos de Estudos Tutorados (PETs) são entregues aos alunos da rede estadual que não têm acesso aos meios virtuais 

Planos de Estudos Tutorados (PETs) são entregues aos alunos da rede estadual que não têm acesso aos meios virtuais  | Inovação Educacional | Scoop.it
Os diretores da rede estadual de ensino conhecem bem cada um dos alunos de suas escolas. Sabem a realidade que vivem e, muitas vezes, até as dificuldades que enfrentam. Foi por isso que a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) solicitou aos gestores escolares que analisassem e definissem as melhores formas de distribuição dos Planos de Estudos Tutorados (PETs) para esses estudantes que não têm acesso aos meios virtuais.
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Manter o Fundeb e garantir recursos são desafios do Congresso em 2020 

Manter o Fundeb e garantir recursos são desafios do Congresso em 2020  | Inovação Educacional | Scoop.it

A principal fonte de financiamento da educação básica no Brasil tem prazo para acabar. No dia 31 de dezembro de 2020, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) perderá a validade.
Tornar permanente essa fonte de recursos depende do Congresso Nacional, que também analisa a possibilidade de aumentar a participação da União com mais investimento de verbas federais para manter o funcionamento de creches, educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação de jovens e adultos nos estados e municípios.
Só em 2019, dos R$ 248 bilhões aplicados nas escolas públicas do país, R$ 156 bilhões (65% do total) saíram do Fundeb. 
O fundo recolhe verbas públicas e reparte o montante entre todas as 27 redes estaduais e 5.570 redes municipais de ensino. Ele é composto por 20% de diversas receitas, entre elas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Além disso, uma parte dos recursos recolhidos é reservada às redes de ensino que ficaram com os valores mais baixos, amenizando as desigualdades regionais no financiamento da educação.
O dinheiro extra da complementação federal é distribuído entre todos os estados desfavorecidos até que eles alcancem um mesmo patamar mínimo por matrícula. No ano passado, nove Fundebs ganharam esse reforço: no Maranhão, Pará, Amazonas, Piauí, Bahia, Ceará, Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Assim, esses estados atingiram o valor mínimo previsto por aluno, que foi de R$ 3.240. Sem o fundo, o investimento para cada estudante maranhense, por exemplo, seria de apenas R$ 1,7 mil (R$ 141 por mês).
— Sem o Fundeb, fica decretada a falência do ensino público no Brasil — afirmou Dário Berger (MDB-SC), presidente da Comissão de Educação (CE), que elegeu o fundo como a política pública a ser avaliada pelo colegiado em 2019.
Com duração de 14 anos, o Fundeb foi criado em 2007 para substituir outro fundo, dedicado somente à manutenção do ensino fundamental — o Fundef, que vigorou entre 1998 e 2006.
Para onde vai o dinheiro
Pelo menos 60% dos recursos do Fundeb devem ser usados na remuneração de professores, diretores e orientadores educacionais. O restante vai para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino, como o pagamento de outros profissionais ligados à educação, a compra de equipamentos e a construção de escolas.
Dário Berger defende que o Parlamento vincule o novo Fundeb à melhoria da infraestrutura escolar.
— O IBGE mostra que 17,5 mil escolas não têm nem banheiro em suas instalações. Outras 7,5 mil funcionam sem energia elétrica, e 47 mil não têm internet — lamentou.
Entre as modalidades de educação para índios e quilombolas, por exemplo, o entendimento dos participantes de audiência pública promovida em novembro pela Comissão de Educação é de que o investimento público por aluno deve ser maior nas escolas dos povos tradicionais. É o Fundeb que garante a educação escolar em territórios marcados por alta vulnerabilidade, mas os recursos ainda são insuficientes.
Com salário atrasado, a professora Maria José Sousa Silva, representante dos quilombolas de Mirandiba (PE), ensina em uma sala de aula improvisada, sem banheiro nem cozinha. Também falta transporte para as crianças, que, de acordo com ela, caminham dois quilômetros debaixo do sol quente para receber uma merenda de baixa qualidade.  
— Existe esse apartheid dentro das escolas. Se nós estamos em um município onde a maioria da população é negra, por que ainda não existe um olhar específico para resolver essa questão? — questionou.
Para o antropólogo Gersem Baniwa, do Foro Nacional de Educação Escolar Indígena, o Fundeb garantiu a abertura de mais escolas para os índios, mas a distribuição dos recursos seria influenciada por um “racismo geográfico”.
— O aluno no extremo norte da Amazônia dificilmente terá o seu direito assegurado. Simplesmente porque ele nasceu numa região de tremendas dificuldades. Existem alunos que têm de arrastar canoas horas e horas, passar por cachoeiras para poder chegar a uma escola — ressaltou Baniwa, que já foi professor bilíngue na sua aldeia, na Amazônia, e chegou a ocupar o cargo de secretário municipal de Educação.
Propostas
Três propostas de emenda à Constituição em análise no Congresso (PECs 15/2015, 33/2019 e 65/2019),  além de renovarem o Fundeb, convergem ao prever duas mudanças significativas no modelo atual. A primeira delas é a transformação do fundo em uma política pública definitiva, e não mais um mecanismo provisório.
— Com o Fundeb estabelecido de forma definitiva na Constituição, teremos a garantia de que as verbas para a educação básica, que é um direito de todos os brasileiros, jamais serão retiradas — argumenta o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor da PEC 65/2019.
A segunda mudança significativa prevista nas três PECs é o aumento das injeções diretas do governo federal. O fundo, primeiro, recolhe as contribuições dos estados e das prefeituras e, em seguida, cobra da União 10% do valor arrecadado. Das propostas em estudo no Congresso, duas elevam a cota federal para 30% e a outra, para 40%. Em todos os casos, a elevação ocorre de forma gradual, diluída ao longo dos anos, até chegar à porcentagem estabelecida.
Uma terceira mudança nas regras atuais é aventada pelos relatores das PECs. Para os senadores Zequinha Marinho (PSC-PA) e Flávio Arns (Rede-PR) e a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), existe espaço para tornar mais justa a fórmula de distribuição da complementação federal.
Uma das possibilidades é que o dinheiro da União deixe de ser aplicado no Fundeb dos estados que ficam na lanterna do ranking do valor por aluno. Em vez disso, passaria a ir diretamente para as cidades mais pobres, não importando o estado em que se localizam. São cidades que arrecadam muito pouco com os impostos municipais (como o IPTU e o ISS) e, por isso, não dispõem de quase nada, além do Fundeb, para investir nos seus alunos.
Recursos
Nos últimos nove anos, os 10% do valor do fundo repassados pela União não alcançam um valor mínimo por aluno. Em 2019, essa participação representou R$ 14,3 bilhões. No texto substitutivo da Câmara (PEC 15/2015), apresentado pela deputada Professora Dorinha, a proposta é triplicar a participação federal em 10 anos: para 15% em 2021, com acréscimos anuais de 2,5 pontos percentuais até chegar a 40% em 2031. O impacto orçamentário total seria de R$ 279,8 bilhões ao longo desses anos.
Além dessa ampliação da contribuição já existente da União, outra proposta (PEC 33/2019) também destina novos recursos ao fundo, com um percentual, a ser definido por lei, dos royalties do petróleo. O texto estabelece ainda que 60% de cada fundo estadual seja destinado ao pagamento dos professores da educação básica pública em efetivo exercício.
— É uma forma de assegurar a prioridade da aplicação dos recursos dos fundos para a remuneração e valorização dos professores, que são, ao fim e ao cabo, os responsáveis diretos pelo sucesso das práticas de ensino e pela aprendizagem dos alunos. Em outras palavras, o foco deve estar na sala de aula e na valorização dos docentes e de seus saberes — diz o senador Jorge Kajuru (Cidadania–GO), autor da proposta.
Já o relator da PEC 65/2019, senador Flávio Arns, defende o aumento substancial da participação financeira da União no Fundeb, dos atuais 10% para 40%, de forma gradativa em 10 anos. 
O senador explicita que o Brasil precisa investir mais em educação. O investimento em estudantes dos seis aos 15 anos na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chega a US$ 8,63 mil anual por aluno. Já no Brasil, é só de US$ 3,7 mil.
— Em termos de qualidade, nossos alunos têm uma performance bem inferior aos dos países da OCDE. Isso acontece em parte devido à grande disparidade socioeconômica e de investimentos. E não é subfinanciando a educação que vamos resolver o problema — afirma.
A Comissão de Educação aponta ainda, como futuras fontes para o Fundeb permanente, a redução das desonerações tributárias, o remanejamento de recursos e uma reforma tributária progressiva.
Arns alerta que, além de aprovar uma nova proposta prorrogando o Fundeb, será preciso depois regulamentá-lo. Além disso, caberá ao governo federal estabelecer as normas infralegais. Se esse processo não acontecer, o fundo deixará de existir em 2021.
MEC
O Ministério da Educação (MEC) é contrário ao aumento proposto pelo Legislativo dos atuais 10% para 40% na complementação da União no Fundeb.
— A gente é a favor de gastar mais com educação, principalmente no ensino fundamental. Queremos e apresentamos uma proposta factível, palpável e concreta para que isso acontecesse. Estamos dispostos a aumentar os gastos, mas dentro de critérios de desempenho técnicos — afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante coletiva de imprensa em setembro.
Em junho, o MEC propôs acréscimo progressivo até alcançar 15%, com a implementação de critérios que melhorem o desempenho da educação básica atrelados à eficiência na aplicação dos recursos. O aumento seria de um ponto percentual ao ano.
Segundo Weintraub, um modelo para o novo Fundeb está sendo construído junto com a Casa Civil e o Ministério da Economia.

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Sisu tem 814,47 mil candidatos inscritos

Balanço divulgado neste sábado (11) pelo Ministério da Educação (MEC) contabilizou 814.476 inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre. As inscrições dos estudantes que participaram da edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram encerradas nesta sexta-feira (10).
O MECinformou que 424.991 candidatos inscritos disputam 51.924 vagas ofertadas em 57 instituições públicas de educação superior do país. O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado na próxima terça-feira (14).
Em nota, o secretário de Educação Superior, Wagner Vilas Boas disse que é “ gratificante poder encerrar esse ciclo e ver nas redes sociais as manifestações de satisfação dos candidatos ao conseguirem realizar suas inscrições com sucesso”.
Pela primeira vez, além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Além de ter feito o Enem de 2019, os interessados não podem ter zerado a redação. Estudantes que fizeram o exame na condição de treineiros também não podem participar.
Segundo o Ministério da Educação, o Sisu foi desenvolvido para selecionar os candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior que usarão a nota do Enem como única fase de seu processo seletivo. A seleção é feita pelo sistema com base na nota obtida no Enem. 
De acordo com o edital do Sisu, a ordem dos critérios para a classificação de candidatos é a seguinte: maior nota na redação, maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias; maior nota na prova de matemática e suas tecnologias; maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias e maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
Cronograma
Conforme cronograma divulgado pelo MEC, o resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 14 de julho. O candidato que não for selecionado em uma das duas opções, em primeira chamada, deverá manifestar interesse em participar da lista de espera, por meio da página do Sisu na internet, entre os dias 14 e 21 de julho.
A partir daí, basta acompanhar as convocações feitas pelas instituições para preenchimento das vagas em lista de espera, observando prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da instituição, inclusive horários e locais de atendimento por ela definidos.

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Integração curricular

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A maneira de construirmos conhecimento, de certa forma, nos define. Em outras palavras: se o conhecimento é apresentado na escola de modo fragmentado, se os componentes curriculares não se integram e não respondem a um projeto de educação que tenha como objetivo o desenvolvimento pleno dos estudantes, não será possível formar um sujeito pleno, integral.
Tão importante quanto a concepção de ser humano que se quer formar, é apresentar uma concepção do conhecimento relacional em que as áreas do conhecimento – e seus conteúdos, métodos e visões de mundo – possam ser apreendidos com maior integração.
Na área da Educação, propostas interdisciplinares, multidisciplinares e transdisciplinares são objetivos perseguidos para superar a fragmentação curricular, que, ao fazer com que as disciplinas sejam muito especializadas, acaba criando dinâmicas escolares nas quais cabe ao estudante, e não aos currículos, a tarefa de estabelecer pontes entre os conhecimentos.
Mas como integrar o currículo sem abrir mão das diversas formas de construção de conhecimento que as áreas carregam? O que fazer para tornar a aprendizagem mais significativa, conectando os conhecimentos com a vida?
Para que a integração curricular se concretizar de fato na escola, é necessário que o Projeto Político Pedagógico (PPP) anuncie novas formas de condução para a gestão e para o trabalho colaborativo entre professores. Uma das formas de fazer isso é instituir práticas comuns a todas as áreas, tanto no que se refere às metodologias ativas de ensino e aprendizagem (tais como a aprendizagem colaborativa, a aprendizagem por projetos ou a pesquisa e a problematização), quanto ao que diz respeito às estratégias de avaliação formativa e processual.

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Visão do estudante

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Parte do primeiro passo para a escrita do texto introdutório de um currículo de educação integral é a reflexão e a investigação sobre a quem ele atende. Afinal de contas, quem são os estudantes que estão nas escolas, quais são suas características, desejos, projetos e identidades, o que desejam para sua educação?
Se antes os currículos eram pensados levando em conta apenas o que se queria que os estudantes aprendessem até o final da Educação Básica, independentemente de seus pontos de partida, contextos e aspirações, hoje, a BNCC nos convida a rever esses posicionamentos. A partir de agora, é preciso construir uma proposta de educação que atenda aos desafios contemporâneos, que forme sujeitos críticos, autônomos, cidadãos solidários e capazes de lidar com as demandas do século 21 e construir seus projetos de vida.
Daí a importância da realização de escutas atentas, não só dos estudantes da rede, mas também de toda a comunidade escolar: equipe pedagógica, professores, funcionários e familiares. É considerando suas ideias que devemos identificar diálogos com as proposições curriculares e reunir informações que apoiem a definição de um conjunto de competências cognitivas e socioemocionais no texto curricular, levando em conta as 10 competências gerais propostas pela BNCC.

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No Brasil, o estado do Ceará e a cidade de Sobral são modelos de redução da pobreza de aprendizagem

No Brasil, o estado do Ceará e a cidade de Sobral são modelos de redução da pobreza de aprendizagem | Inovação Educacional | Scoop.it

Formuladores de políticas públicas de todo o mundo podem aprender lições valiosas sobre como combater com êxito a pobreza de aprendizagem e melhorar o processo de aprendizagem para todas as crianças a partir da experiência do Ceará (com seus 9 milhões de habitantes) e Sobral, município cearense com 200.000 habitantes. O Ceará e Sobral tinham baixos níveis de alfabetização há 20 anos e melhoraram a qualidade de seus sistemas educacionais muito mais rapidamente do que o resto do país, alcançando níveis de qualidade educacional comparáveis ​​aos dos países mais desenvolvidos.
“O Ceará é um modelo de redução da pobreza de aprendizagem” apresenta as principais reformas educacionais implementadas no estado que levaram a melhorias significativas na qualidade do ensino fundamental. Apesar de ter o 5º PIB per capita mais baixo entre os 26 estados brasileiros, o Ceará registrou o maior aumento no índice nacional que captura a qualidade da educação (IDEB) nas duas etapas do ensino fundamental desde 2005. Dez de seus municípios estão entre os 20 primeiros no ranking nacional, incluindo Sobral, que tem a maior pontuação.
“Alcançando um Nível de Educação de Excelência em Condições Socioeconômicas Adversas - O Caso de Sobral” analisa os principais aspectos das reformas realizadas pelo município. Em 2005, Sobral nem sequer figurava entre os mil municípios do Brasil com maior IDEB. Mas em 2017, após a reforma educacional, o município ocupava o primeiro lugar no IDEB nas duas etapas do Ensino Fundamental, uma reviravolta impressionante.
As melhorias na educação no Estado do Ceará e no município de Sobral são resultado de um pacote abrangente de reformas na educação. Em uma época em que a reformulação do sistema educacional é necessária devido ao impacto da pandemia da Covid-19, os modelos de política educacional do Ceará e Sobral podem ser um bom exemplo para todos os países que desejam que seus sistemas educacionais retornem a funcionar melhor do que eram antes, visando a erradicar a pobreza de aprendizagem e construir capital humano.
Um resumo executivo de ambos os relatórios pode ser encontrado aqui (15 páginas) e um resumo mais conciso aqui (2 páginas).

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Desigualdades e baixo aprendizado são os desafios na educação

O baixo nível de aprendizado dos alunos, as grandes desigualdades e a trajetória escolar irregular estão entre as questões mais preocupantes em relação à educação pública brasileira. A constatação está no Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação 2020, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O levantamento do biênio 2018- 2019 do Plano Nacional de Educação (PNE), que tem 20 metas definidas para serem alcançadas entre 2014 – 2024, mostra que dificilmente o Brasil vai conseguir atingi-las no prazo. Na educação infantil, por exemplo, responsável por crianças até 3 anos, a cobertura chegou, em 2018, a apenas 36%. O maior número de crianças não atendidas – cerca de 1,5 milhão – pertencem à famílias de baixa renda.
Para essa faixa de idade, o PNE prevê a redução da desigualdade entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos a um patamar menor que 10 pontos percentuais. Em 2018, no entanto, a desigualdade registrada foi bem superior a essa meta, e chegou a cerca de 25 pontos percentuais. A expectativa quanto à melhora desse indicador não é otimista. Segundo os pesquisadores, a tendência é de que até 2024 o Brasil não ultrapasse o índice de 45% de cobertura até 3 anos de idade, ficando bem aquém da meta.
Já no ensino obrigatório - para a faixa etária de 4 a 5 anos - apesar de a cobertura ter chegado a 94% em 2018, é necessário incluir cerca de 330 mil crianças na pré-escola para se atingir a universalização.
Ensino fundamental
Quando o recorte é feito no ensino fundamental, a boa notícia é que em 2019 98% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estavam matriculados com desigualdades praticamente inexistentes entre regiões e grupos sociais, diz o levantamento.
Segundo o Inep, nesse caso, o maior desafio é a conclusão do nono ano na idade recomendada. Somente 78% dos adolescentes aos 16 anos chegaram a concluir essa etapa, a meta estabelece que 95% dos jovens de 16 anos cheguem ao final do ensino fundamental de nove anos até 2024. “A análise tendencial sugere que, no ritmo atual, essa meta não será alcançada, sendo necessário triplicar a velocidade de melhora do indicador”, alerta o estudo.
As desigualdades regionais e sociais são apontadas como o grande problema para a melhoria dos indicadores do ensino fundamental. O relatório destaca que cerca de 1,9 milhão de jovens de 15 a 17 anos que frequentam a escola ainda estão matriculados no ensino fundamental. “Isso coloca o Brasil longe da meta do PNE de, até 2024, ter pelo menos 85% da população de 15 a 17 anos frequentando o ensino médio. Em 2019, esse indicador alcançou 73% dos jovens e apresentou expressivas desigualdades regionais e sociais”, diz o relatório.
Ainda no campo da qualidade educacional, o relatório destaca que o Brasil avançou na melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental, mas apresenta “evolução ínfima e tendência à estagnação” em relação aos Idebs dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, respectivamente.
“A dívida histórica da educação nacional com o acesso escolar está marcada pelo grande contingente de jovens, fora da faixa etária de matrícula obrigatória, de 18 a 29 anos, que não possuem a educação básica completa, ou seja, pelo menos 12 anos de escolaridade. As desigualdades de acesso, que historicamente alijaram do direito à educação as populações do campo, das regiões menos desenvolvidas, de cor negra e dos grupos de renda mais baixa, são enfrentadas no PNE” , destaca do documento. Alcançar o mínimo de 12 anos de escolaridade para esses grupos e igualar a escolaridade entre negros e não negros é a meta para 2024.

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Flexibilização da quarentena: São Paulo anuncia retorno presencial do ensino superior em cidades na fase amarela

Flexibilização da quarentena: São Paulo anuncia retorno presencial do ensino superior em cidades na fase amarela | Inovação Educacional | Scoop.it

O governo de São Paulo anunciou hoje que universidades e escolas técnicas estaduais podem retomar aulas práticas presenciais em cidades que se mantiverem por 14 dias consecutivos na fase amarela do Plano São Paulo, o programa de retomada gradual das atividades. As aulas teóricas permanecerão a distância. O Estado tem sete regiões na fase amarela no momento.
O retorno deve acontecer com as instituições respeitando protocolos sanitários e com, no máximo, 35% dos alunos matriculados em cada curso. A prioridade é para carreiras da área da saúde.

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Guia BNCC: construindo um currículo de educação integral

Guia BNCC: construindo um currículo de educação integral | Inovação Educacional | Scoop.it

O Instituto Ayrton Senna disponibiliza a você um guia para ajudá-lo(a) em um dos principais passos rumo à implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas escolas: a construção de um currículo compromissado com a educação integral.
Mesmo que o currículo da sua rede já tenha sido escrito, vale a pena repensar alguns conceitos.
Aqui, você encontrará conteúdos importantes para refletir sobre o que é educação integral, sobre qual é a visão de estudante proposta na BNCC, como ela se relaciona com os conceitos de desenvolvimento pleno e integração curricular e quais os caminhos para concretizar todos esses elementos no texto introdutório do currículo.
Você, coordenador de etapa e articulador de conselho, pode utilizar este material na articulação com a coordenação pedagógica e professores da sua rede.
Vamos começar? Bom percurso e boa reflexão!

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�EduConecta21 3º dia: Relatos de Aprendizagem com o Uso das Tecnologias Digitais

Relatos de Experiência dos municípios de:
� Camargo
� Ernestina
� Passo Fundo
� Sertão
Mediados por André Raabe com a apresentação do Prof. Amilton Martins e Taíse Telles.
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�EduConecta21 - O que é Educação Integral e Pensamento Computacional?

Apresentação dos Cases do Letramento em Programação de:
� Itatiba - SP
� Manhuaçu - MG
� Carazinho - RS (Representando Norte Gaúcho)
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Lugar de mulher é na tecnologia: conheça a atuação do M.I.N.A.s 

Lugar de mulher é na tecnologia: conheça a atuação do M.I.N.A.s  | Inovação Educacional | Scoop.it
É difícil não ser afetada pelo brilho nos olhos de Amanda Lopes e Andressa Cerqueira, analista e consultora de inovação no Porto Digital, respectivamente, ao vê-las falar sobre os resultados do M.I.N.A.s (Mulheres em Inovação, Negócios & Artes). O programa do Porto Digital, parque tecnológico de Recife, capital de Pernambuco, completa 2 anos em 2020 e ganhou projeção nacional com um empurrão não planejado do distanciamento social. O principal objetivo da iniciativa é a inserção das mulheres no mercado de tecnologia da informação e comunicação, além da economia criativa.
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Professores que têm seus próprios cursos ensinam a empreender 

Professores que têm seus próprios cursos ensinam a empreender  | Inovação Educacional | Scoop.it
Crise da pandemia leva a aumento no número de docentes que buscam trabalhar por conta própria
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Mais de 90% dos alunos do Mato Grosso do Sul acompanham aulas remotas

Mais de 90% dos alunos do Mato Grosso do Sul acompanham aulas remotas | Inovação Educacional | Scoop.it
Um novo levantamento, realizado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS) no final de abril, constatou que, desde o início das medidas preventivas ao avanço do novo coronavírus em MS – que resultaram na adoção das Aulas Remotas Vinculantes – mais de 90% dos estudantes matriculados na Rede Estadual de Ensino (REE/MS) foram atendidos com o uso e recursos virtuais, seja de forma integral ou parcial. O dado segue na mesma linha da pesquisa anterior, que apontou números similares nas primeiras duas semanas de suspensão das atividades presenciais. 
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Atendimento aos estudantes com atividades não presenciais alcança 97% da rede estadual de Santa Catarina

Atendimento aos estudantes com atividades não presenciais alcança 97% da rede estadual de Santa Catarina | Inovação Educacional | Scoop.it

Um levantamento concluído pela Secretaria de Estado da Educação (SED) nesta semana mostra que o atendimento das atividades não presenciais alcança 97% dos estudantes da rede estadual em Santa Catarina. O relatório da Diretoria de Ensino da SED indica que 522.325 dos 537.584 alunos matriculados na rede estão acessando as atividades remotas de forma virtual ou com os materiais impressos.
A diminuição significativa de alunos que não respondem às atividades não presenciais, público que era de 34 mil no início de junho, é positiva na visão do secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni. Contudo, ele ressalta que a SED mantém ações para integrar os demais estudantes ao ensino não presencial e que o objetivo é que nenhum aluno fique para trás.
“A participação dos estudantes é fundamental para que a gente consiga êxito nesse desafio de atingirmos a totalidade da rede. Essa redução significativa de estudantes que não estavam participando das atividades, e que passaram a acompanhar as ações não presenciais, mostra também que a campanha que realizamos está dando bons resultados e que nós precisamos continuar trabalhando com essa iniciativa da busca ativa”, destaca o secretário.
Os dados consideram as informações cadastradas pelos docentes na plataforma Professor ​On-line da SED. Há quatro opções possíveis de preenchimento: atendido via recurso tecnológico e material impresso, atendido via recurso tecnológico, atendido via material impresso e não está sendo atendido. Para tornar o acompanhamento mais próximo, também é possível registrar as diferentes formas de atendimento, conforme a periodicidade das atividades.
O relatório considera que a condição familiar de acesso à internet é uma variável que pode ser alterada diversas vezes durante um curto período. Assim, um estudante pode acessar o material virtual em um período e no outro receber as atividades impressas, ou ainda fazer as atividades de forma virtual em uma disciplina e impressa em outra. Não é possível, portanto, fazer uma soma dos números isolados de atendimento de forma virtual e impressa.

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Prêmio selecionará projeto de professores contra covid-19

O Prêmio Shell Educação Científica, voltado para professores dos ensinos fundamental e médio, selecionará neste ano também projetos voltados para o enfrentamento da pandemia de covid-19. A premiação especial covid-19 escolherá a melhor experiência educativa desenvolvida pelo professor, que tenha contribuído para a conscientização de seus alunos acerca da doença.
O prêmio é aberto a professores das redes públicas (federal, estadual ou municipal) do Rio de Janeiro e Espírito Santo, das disciplinas de ciências e matemática do ensino fundamental ou de biologia, física, química e matemática do ensino médio.
O melhor projeto entre os professores receberá como prêmio R$ 8 mil em um cartão bônus e uma viagem educativa a Londres, na Inglaterra. As inscrições podem ser feitas pelo site do prêmio até as 23h59 de 5 de outubro de 2020.
Além da premiação especial de covid-19, também haverá os prêmios regulares para experiências educativas (em qualquer tema, desde que de acordo com o modelo que está no site do prêmio) nas categorias ensino fundamental e ensino médio.

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