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O filme do inconsciente

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Na Carta Capital, Rosane Pavam escreve sobre o livro Jung e o Cinema – Psicologia analítica através de filmes, organizado pela psicóloga Dulcinéia da Mata Ribeiro Monteiro com artigos de junguianos brasileiros sobre cinema.
Analistas da indústria cultural, ressalta Pavam, "costumam exigir apenas o sucesso formal (do cinema), a excelência narrativa e a pertinência temática ou histórica, esquecidos de que ele fala diretamente à estranha intimidade do espectador". Para a organizadora, o cinema é “um espaço privilegiado para a maior compreensão de si mesmo”.
Os conceitos-chave para a psicologia analítica junguiana – como arquétipo, complexo, individuação, persona, sombra, animus-anima – são trabalhados no livro a partir da análise de filmes como Julieta dos Espíritos, Lavoura Arcaica, Truman – o show da vida, Frida Khalo, Fale com ela, O abraço partido, O fantasma da ópera, Morangos Silvestres, 8 ½, Beleza americana, Auto da compadecida, Amor além da vida, e Tomates verdes fritos.


Clique aqui para ver o texto completo: http://www.cartacapital.com.br/cultura/o-filme-do-inconsciente/




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Um panorama do Fomento Teatral em São Paulo

Em 10 anos, o programa de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo criado como resultado do movimento Arte Contra a Barbárie, de 1999, já financiou 118 grupos teatrais e investiu mais de R$ 91 milhões na produção de espetáculos e na manutenção de grupos na cidade. 

Em texto para a Revista Antro+, Ruy Filho diz que é preciso estudar mudanças no sistema de escolha dos projetos, argumentando que o alto índice de repetição de grupos selecionados e a excessiva ocorrência de grupos dentro de um mesmo proponente e com diretrizes artísticas semelhantes revelam a existência de vícios no processo.

O texto de Ruy Filho traz também um levantamento das 20 últimas edições do fomento, incluíndo nomes dos grupos contemplados mais de quatro vezes, os 25 grupos que mais receberam recursos (como o Engenho Teatral, com R$ 3,4 milhões) e a porcentagem de grupos selecionados via Cooperativa Paulista de Teatro. 

Leia o texto completo aqui: http://issuu.com/antropositivo/docs/antropositivoed3/117

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O difícil legado do século 20: pós-cidade

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Em ensaio para o La Nación, Graciela Speranza parte de uma pergunta para recorrer a produção artística contemporânea: O que, precisamente, deveríamos celebrar hoje nas cidades? Para ela, a cidade almejada e idealizada no século 20 hoje pode ser chamada de pós-cidade, um espaço que substituiu a hierarquia pela acumulação, a composição pela adição, "soma de decisões não tomadas, prioridades não definidas, contradições perpetuadas".

"Enquanto os grandes consórcios imobiliários procuram a homogeneidade e o equilíbrio, a cidade aberta da arte atende ao imprevisto e ao dissonante. Diferentemente dos discursos estereotipados sobre segurança, violência e delito que simplificam com categorias rígidas a complexidade social das cidades, os relatos da arte podem devolver ambiguidade, densidade e fricção aos imaginários urbanos".

Para Speranza, o flâneur benjaminiano do passado deu lugar a uma marcha relato, como uma "arqueologia superficial", que se encontra em artistas e escritores como De Thomas Hirschhorn (na imagem acima, "the subjecter"),  Francis Alÿs, Gabriel Orozco, Diego Bianchi, Johnathan Lethem, Mario Bellatin, João Gilberto Noll e Sergio Chejfec.


Para ler o ensaio completo, em espanhol, clique aqui: http://www.lanacion.com.ar/1499611-dificil-legado-del-siglo-xx

Graciela Speranza é tambem editora da revista Otra Parte. Veja o site, aqui: http://revistaotraparte.com



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Crítica: Livro expõe ideias de Celso Furtado sobre identidade cultural

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Em artigo para a Folha de S. Paulo, Celso Barros diz que o grande mérito do livro "Ensaios sobre cultura e o Ministério da Cultura" é apresentar a concepção de Furtado sobre a história da construção de nossa identidade cultural. Barros lembra que para Furtado, no começo da colonização, estávamos na vanguarda do desenvolvimento tecnológico mundial. "Entretanto, na medida em que a cultura europeia faz a transição para o Renascimento e a Reforma, nossa sociedade, baseada na escravidão, com forte presença do Estado e da igreja, fica para trás. O modelo de desenvolvimento dependente forma uma elite cultural nas áreas litorâneas que se limita a copiar a cultura estrangeira, o que, se por um lado permitiu à cultura popular se desenvolver fortemente e com autonomia, dificultou a formação de sínteses culturais ligadas a um projeto de nação. Só no século 20, após a Semana de 22, há uma descoberta do povo pela elite."

Para ler a crítica completa, clique aqui.

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Petrobras muda modelo de gestão cultural

Durante anúncio de investimento recorde na Cultura (R$ 67 milhões), a Petrobras revelou que a partir desse ano mudará o modelo de gestão cultural para a escolha dos objetos incentivados. Até o ano passado, a Petrobras contratava uma empresa externa para fazer a seleção dos projetos que seriam posteriormente analisados por integrantes da empresa. Agora, essa primeira triagem será conduzida também pela própria Petrobras.

Perguntada sobre a transparência do processo, Taís Reis, gerente de Patrocínios Culturais da empresa, disse ao "Globo" que a garantia é dada pelos profissionais independentes chamados para o processo. São professores, produtores, artistas, jornalistas, pesquisadores, críticos, curadores, entre 81 pessoas, sendo que até 60% delas são de fora da Petrobras.

Leia mais, aqui: http://oglobo.globo.com/cultura/petrobras-destina-valor-recorde-de-67-milhoes-para-cultura-5819515 ou aqui http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/estao-abertas-as-inscricoes-para-o-programa-petrobras-cultural/.

Para acessar o Programa Petrobras Cultural, siga aqui: http://ppc.petrobras.com.br/




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Quase 70% dos investimentos em museus brasileiros vêm de incentivos fiscais

Quase 70% dos investimentos em museus brasileiros vêm de incentivos fiscais | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O Instituto Brasileiro de Museus divulgou estudo sobre os investimentos realizados em museus brasileiros entre 2001 e 2011. Nesse período, o total de investimentos subiu de R$ 20 milhões para R$ 216 milhões. No entanto, a participação do sistema MinC na aplicação dos recursos teve papel reduzido ao longo dos anos. 

Em 2001, 72% dos R$ 20 milhões investidos foram determinados pelo ministério. Em 2011, esse percentual cai para 32%. Na série, o investimento do governo cresceu 400%. Já o montante proveniente da iniciativa privada por meio de incentivos fiscais passou de R$ 5 milhões para R$ 146 milhões, um aumento de 2900%.

Para José do Nascimento Jr., presidente do Instituto Brasileiro de Museus, "Estamos ampliando os investimentos ano a ano para chegarmos a patamares condizentes com a dimensão do setor museal brasileiro”. De acordo com o presidente do Ibram, a meta a médio e longo prazo é a superação dos investimentos orçamentários em relação àqueles aportados pelas leis de incentivo para, com isso, minimizar as disparidades regionais.

Para conhecer quais os projetos apoiados pelo Ibram de 2003 a 2001, acesse o relatório de gestão 2003/2010 e os processos anuais de contas dos anos de 2009, 2010 e 2011

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Narrativas de video games perdem quando adaptadas em livro

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Já se disse que um bom livro é sempre superior a sua adaptação para o cinema. E que as histórias de livros razoáveis frequentemente parecem melhores na tela. Mas e quanto a video games? Tomb Raider começou como um game de sucesso e depois foi adaptado para o cinema, também com grande sucesso. O mesmo aconteceu com Mortal Kombat, Príncipe da Pérsia e alguns outros. Os caminhos de transposição multimídias não são novos. Em geral, tenta-se com a transposição explorar possibilidades que o suporte original não permite. Mas o que acontece quando um video game vira livro?

Em artigo para o site venturebeat.com, Ethan Clevenger defende que algumas narrativas ficam melhores em video games do que em qualquer outra mídia. Para ele, jogos exploram as narrativas na 2ª pessoa de maneira que livros e filmes nunca conseguiram fazer. O "você" dos jogos se mistura com a ideia de narrativa em primeira pessoa, levando o jogador para o centro da experiência. 

O mesmo não aconteceria, diz Clevenger, com as adaptações para livros. Ele cita como exemplo o game Ico, de 2001, cuja versão em livro foi lançada recentemente nos EUA, com o título Ico: Castle in the Mist.

Outro caso de video game explorado em livro é o Infinity Blade, lançado para iPad em 2010. A segunda versão do jogo foi lançada no ano seguinte, em 2011. Entre um e outro, o autor Brandon Sanderson lançou em livro uma coletânea de histórias que supostamente interligam os dois jogos.

Curiosamente, os dois livros são escritos em 3ª pessoa, afastando do livro a sensação de participação na história, o que a experiência de controle dos jogos consegue proporcionar com muita facilidade. Para ler mais sobre games e narrativas, veja matéria recente publicada pela revista Língua: http://revistalingua.uol.com.br/textos/60/artigo248945-1.asp, e outra publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc0911201102.htm

Em 2010, o escritor Daniel Galera publicou ensaio sobre o jogo Príncipe da Pérsia na revista Serrote, do Instituto Moreira Salles. O texto pode ser lido na íntegra aqui: http://www.revistaserrote.com.br/2011/06/virando-o-jogo/




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A antropofagia musical em Belém do Pará

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Pedro Alexandre Sanches escreve, no Farofafá, sobre o espetáculo Terruá Pará, no Teatro Municipal de Belém, idealizado pelo poder público paraenese para divulgar a música do estado e que já passou duas vezes por São Paulo.

Segundo Sanches, o show é uma mistura de "mestres da guitarrada, orquestras de violoncelistas, cantores de carimbó, DJs de eletromelody, violonistas eruditos, intérpretes de MPB, ídolos do brega e seus discípulos-afluentes."

Para o jornalista e crítico musical, "o mais espantoso desse kuarup é a vontade de fazer caber, num mesmo espaço simbólico, identidades artísticas e crenças musicais diferentes (mas complementares), que poderiam facilmente viver em estado de guerra, e não de coexistência pacífica e agregadora. Esse novo paradigma belenense é em tudo divergente de iniciativas do tipo “Virada Cultural”, que viciam outras metrópoles no formato de vitrine fácil, barata, fast-food, sem maiores preocupações com identidade, encadeamento lógico, consequência e prosseguimento."

Nas apresentações do Terruá de 2012, passaram o Conjunto de Carimbó O Uirapuru, o violonista virtuoso Sebastião Tapajós, a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, Paulo André Barata, Pio Lobato, Solano, Curica, Vieira e Laurentino, Dona Onete, Toni Soares, Lia Sophia, Felipe Cordeiro, Luê Soares, Trio Manari, Edilson Morenno, Gang do Eletrão e Gaby Amarantos.

Leia o texto completo, aqui: http://www.farofafa.com.br/2012/08/09/a-antropofagia-virou-musica-no-para/6691


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Sempre um Papo promove debate sobre os 20 Anos da Lei Rouanet e o ProCultura

Como parte do programa Sempre um Papo, de Belo Horizonte, o secretário executivo do Minc, Vitor Ortiz, o secretário de fomento e incentivo à cultura do Minc, Henilton Menezes, e o deputado federal (PT-PE) Pedro Eugênio se reúnem para debater a os 20 anos da Lei Rouanet e o projeto da nova lei de incentivo em discussão na Câmara dos Deputados, o Procultura.

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Toneelgroep: política cultural para um teatro experimental holandês

Em entevista a Ruy Filho, editor da revista Antro +, Hans Kesting, ator do Toneelgroep de Amsterdam explica o funcionamento do grupo. Formado há 25 anos, o grupo é dirigido por Ivo van Hove, tem 25 atores contratados que se intercalam na ocupação de duas salas do Stadsschouwburg de Amsterdam, com 700 e 500 lugares cada. O Toneelgroep encena cerca de 6 espetáculos por ano em produções que investem em média 5 semanas em ensaios. Cada trabalho deve ter, no mínimo, seis atores no elenco. Para isso, o grupo recebe 8 milhões de euros anuais do Estado. Como condição, deve desenvolver um trabalho especificamente de teatro experimental, com investigações estéticas e conceituais contemporâneas. Leia mais na versão online da revista.


Acompanhe o grupo no Facebook: https://www.facebook.com/toneelgroepamsterdam

Ou acesse o site oficial, em inglês: http://www.tga.nl/en/


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Para Latour, questão ecológica do século 21 será decidida no Brasil

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Seguindo a programação de viagens por cidades brasileiras, o antropólogo francês Bruno Latour chega a São Paulo, onde se apresenta essa semana no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Em entrevista a Carla Rodrigues, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da PUC-Rio, ele discute questões tratadas por ele anteriormente, como a teoria ator-rede, a oposição entre razão e força e a modernidade. 

Para Latour, "o humanismo é uma versão ultrapassada dos problemas políticos que nos dizem respeito. Hoje, trata-se de ser inteiramente humanista, ou seja, incluir todos os seres que são necessários para a existência humana." Latour vê o Brasil como espaço onde se desenrolará a grande questão ecológica do século 21.

Sobre a oposição entre o campo da razão e o campo da força, diz que tentou suspender a falsa disputa entre sofistas e filósofos para entender a força dos dispositivos racionais. "Foi assim que comecei minha antropologia da ciência. (...) A distinção entre força e razão faz parte de um conjunto de antigas dicotomias que não são mais capazes de nos orientar quando falamos da questão científica. Nessa dicotomia, supõe-se que a razão vai unificar a discussão. Mas, se a razão já teve esse poder, atualmente não tem mais, e precisamos encontrar outras ferramentas intelectuais para nos orientar nessa disputa. É o que eu chamo de cartografia da controvérsia. Essa é hoje uma grande questão para a democracia."


Leia a entrevista completa, aqui: http://www.valor.com.br/cultura/2778026/para-antropologo-ideia-do-eu-precisa-dar-lugar-de-rede


E saiba mais sobre as apresentações de Latour em São Paulo, aqui: http://www.comunidadefb.com.br/noticias/?p=10606


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Paraná sedia 1° Fórum Nacional da Produção Cultural em Pequenos e Médios Municípios

Promovido pelo Instituto Museu, Memória e Vida (IMMV) e pelo Ministério da Cultura (Minc), o fórum reúne atores e colaboradores do setor cultural para debater questões relacionadas à realidade da produção de artistas, produtors e instituições culturais nas pequenas e médias cidades do interior dos estados brasileiros. Os encontros acontecem em Maringá, com representantes do Minc e de secretarias de Cultura de estados como Sergipe, São Paulo e Paraná, em mesas específicas sobre política e produção cultural, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, música e museus, entre outros. O Fórum  vai do dia 7 a 11 de agosto. Veja mais in formações no site do evento: http://www.fpcm.com.br

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Como a arte performática passou a ser a forma dominante

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A Folha de S. Paulo traduziu e publicou texto de Adrian Searle escrito originalmente para o jornal inglês The Guardian sobre a onipresença das performances em museus e galerias na Europa e nos EUA. Aproveitando a inauguração de espaço exclusivo para perfomances no Tate Modern, de Londres, Searle repassa algumas das principais perfomances dos últimos anos, incluíndo aí a de Marina Abromovic, que em 2010 ocupou o Moma de Nova York com uma retorspectiva e a perfomance "The Artis is Present". 

Para Searle, a "performance, na verdade, está em alta; é difícil pensar em muitas obras de arte recentes que não sejam, em algum nível, performáticas."

"A proliferação da performance nos museus tem muito a ver tanto com a arte em si quanto com a mudança no papel dessas instituições, além das demandas de um público que deseja a sentir influente, envolvido e participativo", escreve o crítico inglês.


O texto original pode ser lido aqui: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2012/jul/03/performance-art-abramovic-tate-modern

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Lei Rouanet é 'página virada', diz Sérgio Paulo Rouanet

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Alguns momentos marcaram profundamente a história da política cultural no Brasil. Mais recentemente, um dos mais significativos e cujos efeitos ainda são evidentes no dia a dia de produtores culturais brasileiros ficou conhecido como "apagão" da Cultura, quando o então presidente Fernando Collor de Mello desmontou o ministério da Cultura e transformou-o em secretaria, em 1990.


O ministério havia sido criado na gestão anterior, pelo presidente José Sarney e teve como ministro Celso Furtado (de 86 a 88). Foi nesse período que a Lei Sarney foi criada Lei Sarney. A lei concedia incentivos fiscais para empresas que quisessem investir em cultura no Brasil.


No período Collor, após denúncias de desvios e fraudes, a lei foi refeita sob supervisão de Sérgio Paulo Rouanet, o então secretário da Cultura (de 1991 a 1992). Rebatizada de Lei Rouanet, segue em vigência até hoje. 


É sobre esse assunto que o diplomata, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras Sergio Paulo Rouanet conversou com a Folha de S. Paulo, em rara entrevista sobre o tema.  Rouanet admite que o mecanismo criado pela lei não conseguiu diminuir o peso estatal no fomento à cultura (como se planejava) – em 2011, a cada R$ 100 investidos via Lei Rouanet, apenas R$ 7,52 não saíram de cofres públicos.


Rouanet disse também que acompanha de longe as discussões do Procultura, projeto que deve substituir a Lei Rouanet e que está em discussão no Congresso. "Gerei essa lei, mas o assunto não me interessa mais. É um capítulo encerrado, que foi bom enquanto durou", conclui. 


Sobre o assunto, leia também:

• Entrevista com Luiz Carlos Barreto (em pdf - http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/LuizCarlosBarreto.pdf) onde ele conta bastidores da criação da Lei Rouanet e da Lei do Audiovisual.

• Entrevista com Francisco Weffort (em pdf - http://producaocultural.org.br/wp-content/uploads/livroremix/franciscoweffort.pdf), que explica como o desmonte do Ministério da Cultura e como estava a cultura do país quando ele assumiu o ministério, no governo FHC.

• E resenha e trechos do livro de Celso Furtado sobre política cultural e sua passagem pelo ministério, no governo José Sarney (http://www.scoop.it/t/transversais/p/2245227763/livro-reune-ensaios-entrevistas-e-manifestacoes-do-ex-ministro-e-intelectual-celso-furtado)


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O ofício do compositor brasileiro, hoje

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João Marcos Coelho escreve dois textos sobre "Ofício do compositor hoje" (Perspectiva, 2012), coletânea de 14 ensaios com organização de Lívio Tragtenberg.

Em artigo para o jornal O Estado de S.Paulo, Coelho diz que o compositor é visto hoje no Brasil como um "mal necessário" e lista ensaios do livro que comentam essa condição, como os de Emanuel Dimas de Melo Pimenta, Flo Menezes, Jorge Antunes e Rodolfo Caesar, entre outros. "É possível pagar a conta do supermercado com música?" Pergunta Rodolfo Caesar no ensaio "honesto, agudo e inteligente" O Compositor de Hoje, Visto Ontem, em que trata de "algumas linhas de defesa de nossa preservação".

Coelho aponta o fato de que a maioria dos ensaios do livro são um painel fratricida dos compositores contemporâneos no Brasil e de suas dificuldades. Reserva, porém, outro artigo para comentar dois dos ensaios presente na coletânia que fogem a essa regra. É o que faz em texto para a revista Fapesp, onde trata de Marco Scarassatti e Silvio Ferraz.

Para Scarassatti, “o campo de atuação do compositor hoje tornou-se muito mais vasto e abrangente do que a capacidade do conceito música de se expandir. A música torna-se apenas mais uma das artes ligadas ao sonoro ou à arte sonora”. Scarassatti é professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Já para Ferraz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “a arte de um compositor está em ora encontrar o centro e perder sua velocidade de invenção, ora colocar-se na borda e livrar-se dos códigos determinantes do coletivo”.

Ferraz faz um paralelo entre a missão do compositor com o conto Meu tio o Iauaretê, de Guimarães Rosa, que mergulha "no dizer do homem do sertão para ligar o homem à onça, a onça ao som, como se uma língua estivesse nascendo enquanto estamos lendo. Talvez seja este ponto que a música deva buscar, o ponto em que se inventa uma língua, que se desdobra e se inventa ao mesmo tempo que é escutada, sempre pela primeira vez”.

Para ler os dois artigos, clique abaixo:

Música: afinação (e afiação) de instrumentos, no Estado de S. Paulo (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,musica-afinacao(e-afiacao)-de-instrumentos,897147,0.htm)

Construir a música, na Revista Fapesp (http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/10/construir-a-música/)

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Arte, mecenato, individualidade e humanismo

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Em artigo para o caderno Sabático, do jornal O Estado de S.Paulo, Teixeira Coelho escreve sobre o livro "Arte e Humanismo em Florença", publicado por André Chastel em 1959 e editado agora no Brasil pela Cosac Naify. Na apresentação, Teixeira diz que o livro trata da cidade de Florença sob Lorenzo de Medici, dos programas dos arquitetos à época, da noção de beleza, do papel das elites e de três 'monstros sagrados': Rafael, Da Vinci e Michelangelo e sobre como determinaram o 'gosto moderno'. "Mas, dizer isso é pouco. O livro é sobre muita coisa."

Ao menos três motivos, sugere Teixeira, justificariam a leitura do livro: 

1) "fica mais uma vez claro para mim que a vantagem imensa da arte sobre a filosofia é que a arte se debruça a cada vez sobre um problema bem determinado: tal pessoa, tal paisagem, tal gesto a transpor para a arte. E partindo daí, a arte nos faz desfrutar o universo como um presente, uma felicidade de algum modo merecida"; 2) "fica claro que o estilo de vida, portanto a arte que dele deriva e ao mesmo tempo o constitui, está vinculado à circulação do dinheiro, isto é, do mercado. E que essa circulação favorece a ascendência do espírito objetivo e objetificado (a cultura) sobre o espírito subjetivo ao mesmo tempo em que favorece também o desenvolvimento e a autonomia do espírito subjetivo"; 3) "fica claro que o tal do 'social', que hoje virou substantivo (em tudo demagógico, sem que ninguém se atreva a dizer que o rei está nu), e através dele o 'histórico', só existe se antes existir o individual, e que sem criar as condições para o desenvolvimento do indivíduo, coisa que Florença fez, não há "social" que se sustente."


Veja aqui uma reprodução da página do caderno sabático com o texto completo.

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Sobre o conceito de cultura

Em artigo de 2011, para a Revista Fórum, o professor Idelber Avelar escreve sobre os diferentes entendimentos do termo Cultura. "Nos debates sobre política cultural, é sempre instrutivo observar com qual sentido cada interlocutor usa o vocábulo 'cultura'", afirma Avelar. "O uso excludente do termo se reproduz quando se igualam os 'produtores de cultura' à chamada 'classe artística'. Essa é a sinédoque—redução do todo a uma de suas partes—que me parece mais daninha nas discussões sobre política cultural. A cultura é a totalidade das formas em que um povo produz e reproduz suas relações com os sentidos do mundo."


Leia o artigo completo, aqui: http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/07/04/sobre-o-conceito-de-cultura/


E veja também: Nome próprio da cultura

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Ao vivo, pela web, dentro do ateliê do artista

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O artista britânico Damien Hirst instalou duas câmeras em seu ateliê, em Londres, desde o começo do ano. Elas transmitem, diariamente, imagens em tempo real dos trabalhos no estúdio. A primeira reação do público, geralmente, é de surpresa. Não é Hirst quem se vê trabalhando nas obras que levam seu nome, e sim seus assistentes (http://blogs.wsj.com/speakeasy/2012/03/26/damien-hirsts-live-stream-not-so-very-lively/). São duas as câmeras disponíveis: de frente para uma das paredes, e do alto da sala. Para um dos responsáveis pelo site, Simon Piehl, "ver como a arte ganha vida é uma novidade. É parte do que faz de Hirst um 'Hirst." (http://www.creativereview.co.uk/cr-blog/2012/april/damien-hirst-website)

A novidade pode servir a muitos propósitos, como compreender os processos de consrução das obras e aprender as técnicas empregadas pelos assistentes de Hirst. Além disso, serve para construir canais que ampliam a percepção de sua obra entre o público e desmistificam o trabalho do artista (ainda que Hisrt não apareça nas imagens).

Iniciativa parecida tem sido proposta por um outro site, o Fanado.com. Através dele, artistas podem dar autógrafos online, à distância. O site promete também juntar público e artistas em videoconferências ou com a instalação de webcams ligadas em ateliês e escritórios. As duas iniciativas apontam para outra questão: a da necessidade do público em acompanhar os processos criativos para que as obras de arte ganhem sentido.

Leia mais aqui: Da fila de autógrafos aos autógrafos online (http://rrtaddei.wordpress.com/2012/07/27/da-fila-de-autografos-ao-autografo-online/)




Via julia gómez candela
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Olimpíadas: o samba do crioulo doido, a vergonha alheia e a liberdade individual

Olimpíadas: o samba do crioulo doido, a vergonha alheia e a liberdade individual | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Bia Abramo recupera, em artigo para o Farofafá, as polêmicas em torno do papel que o Brasil desempenhará nas Olimpíadas de 2016. Ao longo das últimas semanas, as discussões se espalharam na rede. Durante a festa de encerramento em Londres, os oito minutos preparados pelos brasileiros Cao Hamburguer e Daniela Thomas trouxeram uma costura de elementos da cultura brasileira em coreografia chamada por Hamburguer de "samba do criolo doido". No artigo, Abramo debate o significado da expressão e vê nisso "nosso temor enorme de como seremos representados: pelo exotismo? Pelo folclore? Pela ginga e malemolência? Pelo povo brasileiro? Mas o povo mesmo? Mesmo? E brasileiro, como? Ou pelos nossos gênios da raça?"

Leia mais, aqui: http://www.farofafa.com.br/2012/08/14/o-crioulo-doido-e-a-vergonha-alheia/6709


Ainda sobre as Olimpíadas de Londres, Claúdia Trevisan escreve para o Estado de S. Paulo comparação entre as cerimônias das Olimpíadas chinesa (de 2008) e britânica, no post Londres começou onde Pequim terminou. Para ela, "os ingleses conseguiram realizar um espetáculo com frescor, no qual se destacou a individualidade de seus escritores, artistas, personagens, inventores e músicos e suas instituições... (...) O espetáculo de Londres mostrou que soft power não é fruto da ação do Estado, mas resultado da ação de indivíduos com liberdade para criar sem controle da censura que ainda impera na China."

Leia mais aqui: http://blogs.estadao.com.br/claudia-trevisan/londres-comecou-onde-pequim-terminou/

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Entre a cátedra e o ateliê | Leonardo da Vinci

Entre a cátedra e o ateliê | Leonardo da Vinci | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Carlos Haag escreve para a revista Fapesp a respeito da exposição Leonardo da Vinci: anatomist, em Londres até outubro deste ano, e sobre pesquisa do historiador e professor da Unifesp, Eduardo Kicköfel a respeito dos estudos de anatomia do artista italiano.

Klicköfel lembra que havia, na Idade Média e desde a antiguidade um "preconceito com atividades manuais" e que até o século 14 "a ciência ainda era basicamente expressa por textos". Só a partir do século 15 é que começam a surgir aplicações entre ciências e artes, como pintura e escultura, "cujo objetivo era, porém, apenas dizer quanta ciência havia em suas obras e elevar, assim, o estatuto social do artesão", reforça Haag.

"Leonardo ousou a operação que outros artífices não haviam feito e tentou superar a distância que havia entre artes e ciências. Trazendo para a pintura conhecimentos da filosofia natural, modificou o significado da pintura, pois esta passou a representar um número maior de conhecimentos, num contexto de cultura que não permitia que houvesse uma ciência cujos resultados dispensavam o discurso."

Veja também: Desenho, criatividade e técnica, por Vilanova Artigas

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Festival de Tribeca terá programação transmídia em 2013

Festival de Tribeca terá programação transmídia em 2013 | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Os organizadores do festival sediado em Nva York anunciaram que a partir de 2013 a programação terá "novas tendências em mídia digital" e que pretendem reconhecer os criadores de conteúdos transmídia, que criam histórias de forma "inovadora, interativa, em sites ou ambientes multi-plataformas". Em 2013, o festival acontece entre os dias 17 e 28 de abril. Trabalhos transmídia poderão ser enviados aos programadores do festival entre setembro e dezembro de 2012.


Para mais informações, visite o site do festival: http://www.tribecafilm.com/festival


Via The Digital Rocking Chair
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El País traça panorama sobre a produção e o mercado de arte brasileiro

El País traça panorama sobre a produção e o mercado de arte brasileiro | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Marcelo Araújo, secretário de Cultura de São Paulo, fala sobre a arte brasileira e latinoamericana contemporânea. Araújo diz que a arte latinoamericana está sendo estudada e valorizada em todo o mundo e que museus como o Moma e a Tate Modern têm investido na formação de coleções próprias com artistas da América Latina. No entanto, “Lo malo es que esto trae como consecuencia el encarecimiento de estos artistas y los museos latinoamericanos tienen ya problemas para tenerlos en sus colecciones. Lo que valía una obra de Lygia Clark o de Helio Oiticica hace 20 años y lo que cuesta ahora se multiplica por cientos de veces más”, diz Araújo. O artigo do El País trata também do cenário das políticas culturais relacionadas às artes visuais e aos museus, como a Lei das OSs, as Fábricas Culturais e os Pontos de Cultura. Também cita os recentes institutos e museus voltados à exposição de arte contemporânea, como Inhotim e Figueiredo Ferraz.


Para ver uma versão traduzida para o italiano, clique aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150961143846560&set=a.397444361559.184536.54990711559&type=1


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Saiba como foi a Conferência Internacional de Pesquisa em Política Cultural em Barcelona

Saiba como foi a Conferência Internacional de Pesquisa em Política Cultural em Barcelona | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Álvaro Santi faz um relato da da Conferência Internacional de Pesquisa em Política Cultural, ocorrida em Barcelona em julho. Representante do Observatório da Cultura de Porto Alegre, Santi participou da conferência para apresentar estudo sobre indicadores culturais em uso no Portal de Gestão da prefeitura da capital gaúcha.

Santi conta, em três posts para o blog do Observatório, alguns dos destaques da conferência, como o trabalho da brasileira Ana Regina Rego, professora na UFPI, que compara os sistemas de financiamento por dedução fiscal no Brasil e na Espanha. 

Também destaca a mesa "Cultura digital: o desafio da regulação", que levantou questão sobre a "privatização" do conhecimento científico, "resultante da pressão a que estão submetidos os pesquisadores de universidades públicas (na Espanha como no Brasil) a publicarem os resultados de suas pesquisas em revistas de circulação internacional, editadas por empresas privadas, às quais os autores geralmente cedem de maneira definitiva os direitos sobre os textos publicados." 

No terceiro e último post, Santi fala sobre a mesa "Rasgos Comunes y diferenciales de las políticas culturales de España, Catalunya y País Vasco: El determinante político", que debateu questões como a manutenção de instituições e equipamentos em gestões compartilhadas entre o governo central, as comunidades autônomas e os municípios.


Leia mais sobre a Conferência Internacional de Pesquisa em Política Cultural aqui

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Fim da película de 35mm ameaça memória do cinema do século 20

Fim da película de 35mm ameaça memória do cinema do século 20 | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

"Nascida no fim do século 19, a película foi emblema do arrojo de um novo tempo em que a arte ousava ser industrial, coletiva, globalizada e feita para as multidões", diz a Revista Select em sua quinta edição. 

Se nos EUA o 35mm deve acabar até 2013, no resto do mundo a previsão é de que os circuitos comerciais tenham completado a migração para o digital até 2015. A projeção é do  IHS Screen Digest Cinema Intelligence Service (leia mais aqui).

A revista eletrônica Cynephile faz uma comparação entre a película de 35 mm e o filme digital: "a película mantém uma impressão física da exposição à luz, enquanto o filme digital é composto por um número finito de pixels. (...) A película tem uma certa textura mais próxima da suavidade de uma pintura. Os pretos são mais ricos e têm mais profundidade, e o rosto dos atores é mais quente cobertos por luz. O digital é glacial, chapado, estéril visualmente."

A revista lembra também que a mudança para o digital afeta a distribuição de filmes antigos, captados em película com a intenção de serem projetados assim. Com a decisão dos estúdios de encerrar a produção de cópias em 35mm, a manutenção e circulação da memória do cinema do século 20 está ameaçada.

Aproveitando, vale lembrar do protesto da artista britânica Tacita Dean em defesa da manutenção da película, na Tate Modern, veja aqui.

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Desenho, criatividade e técnica, por Vilanova Artigas

Desenho, criatividade e técnica, por Vilanova Artigas | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O site projetoblog.com.br recupera a aula inaugural do arquiteto Vilanova Artigas na FAU/USP em 1967. Nela, Artigas defende a ideia de que a técnica ampliou o repertório formal dos arquitetos, assim como ampliou os meios para a realização desses repertórios. "Alinho-me entre os que estão convictos de que a máquina permite à arte uma função renovada na sociedade. É esta, aliás, a tese que pretendo experimentar aqui, aproveitando a oportunidade para tecer considerações em torno do desenho, linguagem da arquitetura e da técnica."

A partir dessa formulação, Artigas repassa a história da humanidade até o surgimento da ideia de técnica moderna, no Renascimento, com Leonardo Da Vinci, que "desenhou como técnico e desenhou como artista". E, a partir daí, do surgimento das máquinas no auxílio do homem e consequentemente na aparição do Desenho Industrial.

Nessa longa e atual meditação sobre criação, arte, técnica e linguagem, Artigas aponta, em 1967, para questões ainda debatidas hoje em dia, aquelas que tentam antagonizar homem e máquina, criatividade e técnica.


O texto original pode ser lido aqui: http://www.g-arquitetura.com.br/odesenho.html

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