Tecnologia nos dias de hoje
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O avanço com a internet.
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O outro lado da Internet

O outro lado da Internet | Tecnologia nos dias de hoje | Scoop.it

Há uma certa confusão entre informação e conhecimento. Temos muitos dados, muitas informações disponíveis. Na informação os dados estão organizados dentro de uma lógica, de um código, de uma estrutura determinada. Conhecer é integrar a informação no nosso referencial, no nosso paradigma, apropriando-a, tornando-a significativa para nós. O conhecimento não se passa, o conhecimento se cria, se constrói.

Alguns alunos não aceitam facilmente essa mudança na forma de ensinar e de aprender. Estão acostumados a receber tudo pronto do professor, e esperam que ele continue "dando aula", como sinônimo de ele falar e os alunos escutarem. Alguns professores também criticam essa nova forma, porque parece uma forma de não dar aula, de ficar "brincando" de aula...

Há facilidade de dispersão. Muitos alunos se perdem no emaranhado de possibilidades de navegação. Não procuram o que está combinado deixando-se arrastar para áreas de interesse pessoal. É fácil perder tempo com informações pouco significativas, ficando na periferia dos assuntos, sem aprofundá-los, sem integrá-los num paradigma consistente. Conhecer se dá ao filtrar, selecionar, comparar, avaliar, sintetizar, contextualizar o que é mais relevante, significativo.

Constato também a impaciência de muitos alunos por mudar de um endereço para outro. Essa impaciência os leva a aprofundar pouco as possibilidades que há em cada página encontrada. Os alunos, principalmente os mais jovens, "passeiam" pelas páginas da Internet, descobrindo muitas coisas interessantes, enquanto deixam por afobação outras tantas, tão ou mais importantes, de lado.

Conclusão

Podemos ensinar e aprender com programas que incluam o melhor da educação presencial com as novas formas de comunicação virtual. Há momentos em que vale a pena encontrar-nos fisicamente,- no começo e no final de um assunto ou de um curso. Há outros em que aprendemos mais estando cada um no seu espaço habitual, mas conectados com os demais colegas e professores, para intercâmbio constante, tornando real o conceito de educação permanente. Ensino a distância não é só um "fast-food" onde o aluno vai lá e se serve de algo pronto. Ensino a distância é ajudar os participantes a que equilibrem as necessidades e habilidades pessoais com a participação em grupos presenciais e virtuais onde avançamos rapidamente, trocamos experiências, dúvidas e resultados.

Tanto nos cursos convencionais como nos a distância teremos que aprender a lidar com a informação e o conhecimento de formas novas, pesquisando muito e comunicando-nos constantemente. Isso nos fará avançar mais rapidamente na compreensão integral dos assuntos específicos, integrando-os num contexto pessoal, emocional e intelectual mais rico e transformador. Assim poderemos aprender a mudar nossas idéias, sentimentos e valores onde se fizer necessário.

É importante sermos professores-educadores com um amadurecimento intelectual, emocional e comunicacional que facilite todo o processo de organização da aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.

Necessitamos de muitas pessoas livres nas empresas e escolas que modifiquem as estruturas arcaicas, autoritárias do ensino escolar e gerencial -. Só pessoas livres, autônomas - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar para a autonomia, podem transformar a sociedade. Só pessoas livres merecem o diploma de educador.

Faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicar-nos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas fechadas, desconfiadas, utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias mas nas nossas mentes.

Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

 

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O uso da Internet nas Escolas

O uso da Internet nas Escolas | Tecnologia nos dias de hoje | Scoop.it

Houve uma época em que se devia justificar o uso da internet na educação escolar. Hoje em dia sabemos que a escola deve se adaptar às mudanças tecnológicas da sociedade. O sistema educacional deveria ser tão transitório quanto a tecnologia pois a educação não conseguiu acompanhar o ritmo acelerado da informatização dos outros setores. As empresas públicas e privadas, as universidades e até individualmente em casa: tudo ficou mais fácil e rápido com a entrada do computador tantos nas lidas simples diárias quanto no uso mais específico dentro de uma empresa, por exemplo.

O modo de aprendizagem com o uso da tecnologia, com certeza supera o jeito tradicional de ensinar e aprender. Antes da informatização, o professor ensinava aquilo que o aluno deveria saber; o aluno apenas captava o conhecimento do mestre. Com o uso do computador e, mais especificamente, da internet, os alunos têm liberdade para explorar os campos de conhecimento muito além da sabedoria do seu professor. Os aprendizes podem ficar cientes de outras opiniões, outras formas de ensino e têm a possibilidade de discordar e de argumentar com o seu professor, possibilitando aprender muito mais e criando uma personalidade crítica e possibilitada à argumentação.

O professor e a informatização escolar Para que ocorra a informatização nas escolas, o professor deve entender que essa mudança é necessária e impossível de conter. Cedo ou tarde, acontecerá, quer o professor concorde ou não. O professor deve refletir sobre esse assunto e não só lidar com essa nova tecnologia, mas construí-la e adaptá-la para a sua aula. Além disso, para a aula ser interessante, transportadora de conhecimento, e construtora de ideias e críticas, o professor deve acompanhar a turma ao laboratório de informática, não autorizar uma terceira pessoa substituí-lo; apenas acompanhá-lo para também aprender com o próprio professor e auxiliá-lo na lida com os alunos.

Nas escolas, a internet é usada, principalmente para a pesquisa de informação(sua principal ferramenta), mas deveria ser utilizado também para a comunicação, que é o seu grande potencial. O problema é que muitas vezes, a internet não é de boa qualidade, principalmente nas escolas públicas que não dispõe de verba para muita qualidade.

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Aprendizados na Internet

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Aprender a pesquisar

Para que a pesquisa na Internet seja significativa no processo de construção do conhecimento do aluno, evitando o famoso "copiar e colar", é importante haver uma metodologia focada no desenvolvimento de aprendizagens relacionadas a identificar e selecionar informações relevantes a partir de recursos cognitivos, tais como levantamento de hipóteses, análise, comparação e síntese. Isso pressupõe outras habilidades, como leitura de textos não-lineares (por exemplo, os hipertextos) e alfabetização nos códigos das linguagens do ambiente hipermídia.

 

Aprender a publicar
Um recurso importante disponibilizado pela Internet é a possibilidade de publicar documentos de qualquer tipo (texto, som ou imagem) de forma organizada para o leitor. Pode-se publicar a partir de soluções sofisticadas ou simples, como as ferramentas para construção de sites pessoais ou blogs, voltadas especialmente para o público leigo.
Do ponto de vista da educação, trata-se de uma oportunidade de exercitar a autoria entre os jovens, tornado-os produtores e editores de conteúdos próprios e de terceiros. Publicar na internet é também uma maneira de dar maior alcance aos produtos desenvolvidos na escola, oferecendo a alunos e professores a oportunidade de agir como promotores de cultura.
Para assegurar qualidade no uso educacional desse recurso, é necessário orientar os alunos a construir um significado próprio para a atividade de publicação de conteúdos na web, entendendo-a como uma oportunidade criativa de interferir em uma rede que congrega conhecimentos, diferentes modos de ver e de estar no mundo.

 

Aprender a comunicar-se digitalmente
O caráter interativo da Internet é um dos distintivos mais notáveis dessa mídia.
Ambientes interativos, como fóruns, salas de bate-papo, blogs e listas de discussão, são os mais populares da internet. Todos têm a finalidade de colocar grupos de pessoas em comunicação, mas as características de cada um os tornam mais adequados a este ou àquele tipo de uso. Eles representam uma oportunidade para os professores trabalharem com seus alunos não só as habilidades de comunicação e expressão, mas também suas particularidades no meio digital.

 

Aprender em rede: comunidades virtuais
Na construção coletiva, a internet semeia novas possibilidades educacionais, novos processos e novas estruturas que estimulam, provocam e facilitam a colaboração, em que os saberes individuais são valorizados e contribuem para a construção, que é do grupo. A rede é, antes de tudo, um instrumento de comunicação entre pessoas, um laço virtual em que as comunidades auxiliam seus membros a aprender o que querem saber. Os dados não representam senão a matéria-prima de um processo intelectual e social vivo, altamente elaborado.
É necessário compreender as comunidades virtuais e o seu caráter colaborativo para utilizá-las com bom senso. Elas têm o potencial de gerar mudanças nos processos de ensino e aprendizagem, nos tipos de interação entre quem aprende e quem ensina e na relação com o conhecimento, gerando estratégias pedagógicas inusitadas. Também podem potencializar estratégias reconhecidamente importantes, como a cooperação, o registro e o sentido social dos trabalhos escolares.
Uma faceta marcante das comunidades virtuais está ligada à promoção das relações sociais no âmbito da educação, uma vez que constituem um dos canais mais acessíveis para ampliar e consolidar redes pessoais, incrementando aquilo que os sociólogos chamam de capital social e que determina as oportunidades culturais, profissionais e até mesmo afetivas das pessoas.

 

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Avanço da internet

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Com mais de 60 milhões de computadores e cerca de 170 milhões de telefones celulares, o Brasil ocupa, respectivamente, o décimo e o quinto postos dos rankings mundiais, destacando-se entre os mercados digitais que mais crescem. Este é o resultado da abertura do mercado de telecomunicações, na década passada, confirmado pelo estudo Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal, feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, 56 milhões de pessoas maiores de 10 anos -  acessaram a internet pelo menos uma vez no ano por meio de um computador, porcentual que aumentou 75,3% em relação a 2005. A maioria dos que utilizaram a rede está na faixa etária de 15 a 17 anos, seguida pelo grupo de 10 a 14 anos de idade . O porcentual de internautas reduziu-se nas faixas etárias mais altas, chegando a 11,2% entre os maiores de 50 anos.

Geograficamente, o Distrito Federal, onde a internet foi usada por 56,1% das pessoas, foi o líder, seguindo-se São Paulo (43,9%) e o Rio de Janeiro (40,9%). No final da classificação ficaram o Maranhão e o Piauí (cada qual com 20,2%) e Alagoas (17,8%).

Quanto maior a renda, maior o uso de computadores e de internet. Na faixa superior a cinco salários mínimos por mês, 75,6% usaram a internet, porcentual que se reduz para apenas 13% na faixa dos que ganham até 1/4 do salário mínimo - e aí estão os favorecidos pelo programa Bolsa-Família. Da mobilidade social - a ascensão das faixas D e E à classe C, considerada a nova classe média brasileira - dependerá, portanto, o aumento do potencial de crescimento do mercado digital.

Predominou o uso da internet no domicílio (57,1%), seguindo-se as chamadas lan houses, com 35,2%, e, em terceiro, o local de trabalho. Dos que usam a internet apenas no domicílio, 80,3% só o fizeram utilizando a banda larga. Este porcentual é quase o dobro dos 41,2% que usavam a banda larga em 2005.

Apesar do crescimento impressionante da chamada inclusão digital, no ano passado 104,7 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade não usaram a internet: 32,8% declararam não ter interesse; 30% por falta de acesso a um computador; e 31,6% - sobretudo pessoas com idade média de 44 anos (homens) e 45 anos (mulheres) - não sabiam utilizar a rede. Nesse caso, o motivo declarado foi a escolaridade insuficiente. Por outro lado, 80,4% dos indivíduos com 15 ou mais anos de escolaridade usaram a internet, porcentual que cai para 7,2% entre os que estudaram menos de 4 anos.

Há outros fatos negativos na pesquisa, como a diminuição do porcentual de usuários que entraram na rede para efetuar transações bancárias ou financeiras - de 19,1%, em 2005, para 13,1%, em 2008. Ressalvadas distorções estatísticas, há o medo do ataque de hackers - o Brasil figura entre os países mais sujeitos a esse tipo de crime.

Numa pesquisa de múltiplas escolhas, 83,2% dos usuários declararam usar a internet para comunicar-se com outras pessoas, superando o acesso à rede para fins educacionais e de aprendizado (65,9%, porcentual que declinou em relação a 2005, quando atingiu 71,7% dos usuários). A leitura de jornais e revistas foi o objetivo de 48,6% das pessoas que procuraram a rede.

Tão importante como a internet, como indicador de acesso à informação, foi o uso de telefones celulares - em 2008, mais da metade dos brasileiros (53,8%) tinha um aparelho móvel. Os dados sugerem que muitos têm mais de um aparelho, pois a relação entre o número de aparelhos e o número de habitantes é da ordem de 88%. Provavelmente, muitos trabalhadores têm um celular próprio e usam outro, que pertence à empresa. Mas alguns têm vários telefones celulares.

Além da comodidade proporcionada a milhões de usuários, entrar na era digital será cada vez mais indispensável, pois, em breve, até a comunicação com órgãos públicos dependerá da internet.

 

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