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Programa de Qualidade do Leite
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Mastite por Mycoplasma bovis: surtos em Minas Gerais levam ao descarte de animais produtivos

Mastite por Mycoplasma bovis: surtos em Minas Gerais  levam ao descarte de animais produtivos | Qualy Milk | Scoop.it
Os surtos de mastite bovina causados por Mycoplasma bovis foram detectados recentemente no sudoeste do Estado de Minas Gerais. Até o momento, três propriedades foram identificadas como positivas. O...
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Polo do Leite garante qualidade internacional ao produto mineiro

O Polo de Excelência do Leite de Minas Gerais foi criado pelo Governo do Estado há 5 anos, na zona da Mata.

 

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Governo/PR apoia projeto para aumentar a produção de leite no Sudoeste

Governo/PR apoia projeto para aumentar a produção de leite no Sudoeste | Qualy Milk | Scoop.it

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e o Instituto Emater vão dar suporte técnico e tecnológico para o desenvolvimento de um projeto criado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Sudoeste do Paraná para aumentar e melhorar a produção de leite e queijos. A proposta deverá beneficiar os 42 municípios da região.

 

O projeto foi apresentado ao governo estadual na quarta-feira (26/09) e a estimativa é de que sejam necessários R$ 73,6 milhões para a realização de ações de capacitação e qualificação de 45.700 agricultores e agroindústrias familiares. Os recursos serão negociados pelos próprios produtores e municípios junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

O documento apresentado ao governo prevê a transformação de 150 propriedades produtoras de leite e 30 propriedades que fabricam queijo no Sudoeste em Unidades de Referência, que servirão de modelo para os demais produtores. Elas serão distribuídas de forma estratégica para multiplicar boas práticas de manejo e produção.

 

Os treinamentos previstos são nas áreas de Sanidade Animal, Tecnologia de Produção Leiteira e Qualidade do Leite. Os produtores serão capacitados para reformular as ações nas propriedades, desde o trato animal até a manipulação da produção. Entre os cuidados exigidos estão exames preventivos para identificação de doenças infectocontagiosas no rebanho e a higienização nas fases de ordenha, pós-ordenha e na atividade queijeira.

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Agricultor familiar aprende na prática gestão por produção na bovinocultura leiteira

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), por meio do escritório local de Cáceres, a 225 km a Oeste de Cuiabá, tem aplicado na bovinocultura leiteira a gestão de produção como principal ferramenta de apoio.

 

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Emater-MG incentiva melhoramento genético do rebanho bovino na regional Muriaé | JM1 – Jornal das Montanhas – Manhuaçu – MG

Emater-MG incentiva melhoramento genético do rebanho bovino na regional Muriaé | JM1 – Jornal das Montanhas – Manhuaçu – MG | Qualy Milk | Scoop.it

O incentivo ao melhoramento genético do rebanho bovino leiteiro tem sido um dos principais alvos de ações desenvolvidas nos últimos anos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em municípios da regional Muriaé, na Zona da Mata. Em pelo menos cinco deles, existem projetos que utilizam a inseminação artificial para melhorar o gado de pecuaristas familiares envolvidos na produção de leite. São exemplos os municípios de Antônio Prado de Minas, Rosário da Limeira, Eugenópolis, Barão do Monte Alto e São Francisco do Glória. Os projetos são desenvolvidos por meio de parceria que envolve a Emater-MG, produtores organizados coletivamente e prefeituras.

 

“A região de Muriaé tem na pecuária de leite uma atividade importante, mas um dos gargalos é a qualidade genética do gado, então começamos a estimular o uso de inseminação artificial para melhorar o rebanho. A Emater-MG ajuda a escolher o sêmen que será utilizado na fertilização das vacas. Também dá todo o suporte técnico, estimulando a melhoria sanitária dos animais, a alimentação deles, vacinação, pastejo rotacionado e outros cuidados”, explica o coordenador técnico regional de Muriaé, Ricardo Tadeu Galvão Pereira. Para Ricardo, o ideal seria que todos os municípios adotassem programas voltados a esse objetivo. “Um bom avanço na genética reflete no preço do gado e isso é excelente para o produtor, que ganha na produtividade do leite e, portanto, na renda”, justifica.

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Rio Rural e Sebrae promovem parceria

Rio Rural e Sebrae promovem parceria | Qualy Milk | Scoop.it

A secretaria de Agricultura, através do Programa Rio Rural e da Emater-Rio, unirá forças com o Sebrae para o desenvolvimento sustentável de duas importantes cadeias da agro-pecuária flumi-nense: a pecuária leiteira e a produção de alimentos orgânicos. Inicialmente, a nova parceria insti-tucional agregará tecno-logias avançadas de produção agroecológica e novos investimentos, em benefício de 500 agricultores familiares fluminenses.

 

Rio Rural e Sebrae-RJ destinarão verbas para apoiar os agricultores na implantação dos projetos, e a Emater-Rio prestará assistência técnica. O objetivo é aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos, com responsabilidade socioambiental, gerando mais renda e qualidade de vida para o pequeno produtor.

Para o secretário estadual de Agricultura, Alberto Mofati, a parceria com o Sebrae vai ampliar a capacidade de trabalho das estruturas existentes, permitindo levar tecnologia de forma mais intensiva ao agricultor familiar fluminense. - No futuro, essa experiência poderá ser extendida para o fomento de outras cadeias alimentares, trabalhando sempre focado na sustentabilidade rural – previu ele.

Contratado pelo Sebrae-RJ, o Instituto BioSistêmico (IBS) dará suporte às ações, oferecendo equipamentos de ponta para um diagnóstico das propriedades, fazendo a análise do solo, da água, e de todos os elementos considerados durante o planejamento produtivo. As propriedades passarão por um processo de adequação, com ajustes no manejo do solo e da irrigação, além do controle integrado de pragas e doenças, garantindo maior qualidade ao produto final.

 

Na cadeia de orgânicos, será trabalhada, em todo o estado, a transição do modo de produção convencional para o agroecológico, aprimorando e difundindo o sistema do cultivo em mandalas, já utilizado em projetos apoiados pelo Sebrae e pelo Rio Rural. O objetivo é fortalecer os agricultores familiares e ajudá-los a comercializar a produção para a merenda escolar e outros programas institucionais do governo, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

 

O aumento da produção visa garantir também a oferta de produtos da horticultura fluminense durante a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, período em que o Brasil vai receber milhares de visitantes. Na cadeia do leite, a parceria atenderá pecuaristas do Norte e do Noroeste Fluminense, com apoio à implantação de técnicas adequadas de manejo, como o pastejo rotacionado. O IBS disponibilizará um laboratório móvel, que permite análise da saúde do rebanho e monitoramento de todas as etapas de produção. Espera-se, como resultados, o aumento significativo na produção, decorrentes do melhoramento genético e do manejo eficiente, e da qualidade dos produtos, proporcionando maior segurança alimentar para os consumidores.

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Gado pardo suíço apresenta bom desempenho na produção de leite

Gado pardo suíço apresenta bom desempenho na produção de leite | Qualy Milk | Scoop.it

Em grande parte das propriedades brasileiras que produzem leite, os pecuaristas usam gado holandês ou girolando, predominantes em nosso país. Mas existem outras raças leiteiras que possuem bom desempenho no balde, como o gado pardo suíço, um taurino reconhecido mundialmente pela longevidade e grande capacidade de adaptação às regiões mais quentes.

 

A raça é uma das mais antigas do mundo. Acredita-se que teve origem no ano de 1800 antes de Cristo. No Brasil, os animais chegaram no início do século 20. O primeiro registro foi feito no Rio Grande do Sul, em 1905, mas a raça se espalhou pelo país e hoje os maiores criatórios estão no nordeste e no Estado de São Paulo.

A cor da pelagem varia de um pardo claro para um cinzento escuro, com pelos maiores e mais claros no alto da cabeça, na parte externa da orelha e ao redor do focinho. Quando adultas, as fêmeas atingem média de 600 quilos e os machos até mil quilos.

O segundo maior criatório do país é a fazenda Santana da Estiva, que fica no município de Morro Agudo, no norte do Estado de São Paulo. O local cria 255 animais puros e outros 189 mestiços. A criação começou em 1980, quando Francisco Marcolino recebeu de presente do pai seis vacas. Marcolino não tinha intenção de virar criador, mas a aptidão leiteira, a docilidade e várias outras qualidades das vacas foram conquistando a família.

 

A produção de leite, que no início não passava de 60 litros por dia, aumentou tanto que hoje a fazenda é uma grande produtora. São produzidos 5,3 mil litros diariamente. A capacidade reprodutiva é outra característica que agrada aos pecuaristas. A partir de um ano e dois meses, as novilhas já estão prontas para serem inseminadas. E parem bem, sem complicações pós parto.

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Inovação: Teste de Qualidade do leite com iPhone e um kit adaptador

Inovação: Teste de Qualidade do leite com iPhone e um kit adaptador | Qualy Milk | Scoop.it

A Dairy Quality Inc, companhia de inovação rural, deverá revolucionar a forma como o teste de qualidade do leite é feito. Com apenas um iPhone e um kit adaptador especializado chamado Milk Guardian, a empresa leva a computação móvel à sala de ordenha.

 

Todos os produtores de leite sabem da importância de testar a qualidade sanitária de seu leite. Não somente existem padrões do Governo para cumprir, mas também, qualidade significa um produto melhor sendo oferecido aos produtores e aos consumidores. O produto também vale mais. Quanto mais limpo o leite, melhor o preço oferecido aos produtores.

 

Porém, o processo de teste pode ser difícil. Amostras precisam ser tiradas de cada vaca regularmente e enviada ao laboratório para avaliação. O custo por teste é alto e o tempo que leva para obter o resultado do laboratório é muito longo para a maioria dos negócios.

 

O novo dispositivo da Dairy Quality Inc mudará tudo isso. O teste de contagem de células somáticas, principal indicador de infecção, pode agora ser feito direto ao lado da vaca enquanto se ordenha. O resultado sai na hora não havendo necessidade de esperar o laboratório. E o custo de cada teste é uma pequena parte do que custa hoje, reduzindo os custos finais da produção.

 

Esses resultados instantâneos também significam que a vaca doente pode ser removida da produção na hora, ao invés de esperar descobrir se é necessário agir. Isso significa que cada carga vendida será mais limpa do que é hoje, gerando maiores preços.

 

O momento para a introdução da nova tecnologia não poderia ser melhor. Novos padrões sanitários para o leite nas fazendas da América do Norte, quase duas vezes mais rígidos do que eram em algumas regiões, estão agora em prática. A contagem de células somáticas na maioria da América do Norte é agora menor de 400.000 células por mililitro. Os produtores de leite que não cumprirem esses novos padrões serão penalizados, de forma que testes mais rigorosos são necessários agora.

 

Para isso, a Dairy Quality Inc, se uniu à desenvolvedora de aplicativos mpengo Ltd., que é especializada em computação móvel. O Milk Guardian funcionará como "mpengo Dairy" em qualquer iPhone.

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Produção de leite orgânico será debatido nas Missões

A produção de leite a pasto e orgânico serão apresentados como estratégias para as cooperativas da agricultura familiar em seminário que ocorrerá no município de Campina das Missões, na próxima quarta-feira, 19.
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Espanha vive crise no setor leiteiro e ameaça fechar metade das fazendas - Cadeia do leite - Giro Lácteo - MilkPoint

O setor de lácteos da Espanha está há anos em uma crise que vem piorando desde 2009.

 

O setor de lácteos da Espanha está há anos em uma crise que vem piorando desde 2009. Ao aumento nos preços dos insumos, somando-se periodicamente a queda dos preços do leite, tem colocado os produtores contra a parede e ameaçado o fechamento de mais de 10.000 propriedades, quase metade das existentes no país.

 

O setor vem há algum tempo se reduzindo de forma drástica. Em poucos anos, o número de propriedades diminuiu de 140.000 para as 22.000 atuais. Diante disso, o próprio ministro da Agricultura, Alimentação e Meio-Ambiente, Miguel Arias Cañete, convocou todos os elos da cadeia para buscar soluções, já que a Espanha não pode se dar ao luxo de perder um setor como o lácteo que ele definiu como "chave e estratégico".

 

A postura de Cañete provocou diferentes reações. A secretária geral da COAG, Mercedes Cruzado, considerou o encontro "desastroso". "Dizer que dependemos da boa vontade das grandes redes varejistas e das indústrias é uma enganação intolerável aos produtores de leite".

 

Já o presidente da Associação de Jovens Agricultores (Asaja) de Asturias, Ramón Artime, concordou com o ministro dizendo que a solução tem que chegar de um acordo entre todas as partes: produtores, indústrias e varejistas; e alguns tem que fazer mais esforços que outros, já que "sempre a cadeia de valor quebra no mesmo lugar: nos produtores".

 

Existem vários fatores decisivos que estão gerando dificuldades ao setor. O principal é o contínuo aumento de preços dos grãos. Os custos de produção subiram em torno de 30% até agora, o que está "insustentável para os produtores", segundo Artime. Esse ano também houve uma forte seca nos Estados Unidos, assim como diversos problemas na Rússia, o que, unido à maior demanda de alimentos dos países emergentes, têm provocado um aumento nos preços.

 

A Espanha é importador de leite, precisando de cerca de três milhões de toneladas por ano, o que é aproveitado por França e outros países da comunidaede União Europeia. Além disso, na Espanha, 60% da produção se destina ao leite fluido, contra 25% da França, país que destina maior quantidade para fabricação de outros produtos, como queijos, manteiga, iogurtes, e têm um maior valor agregado.

 

Todas essas questões fazem com que o preço do leite esteja muito abaixo do preço dos demais países da UE. Na Espanha, a média está em torno de 30 centavos de euros (37,68 centavos de dólar), muito menos do que os 37 centavos de euro (46,47 centavos de dólar) da Itália, um país com características similares. Em algumas comunidades como a Galícia, o preço é inferior, pagando-se em média 27 centavos de euro (33,91 centavos de dólar), o que está provocando o abate de vacas menos rentáveis.

 

Quanto a possíveis soluções, Cañete conseguiu do ministro francês, Stéphane Le Foll, a promessa de que seu país apoiará a Espanha quando esse problema for abordado no próximo Conselho de Ministros da Europa. Ambos os ministros concordam que é necessário que se tomem medidas a nível de G-20 para tentar combater a volatilidade dos preços das matérias primas agrícolas. Cañete também quer se reunir em breve com os supermercados, as indústrias e os produtores para chegar a um acordo "de boa vontade" entre todas as partes, como ocorre na França, disse Artime.

 

De qualquer maneira, algumas organizações agrárias avisaram que se essa situação não mudar, tomarão medidas para defender "com unhas e dentes" a estabilidade da pecuária leiteira espanhola.

 

A reportagem é do www.abc.es, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

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Importação e custo de produção colocam setor leiteiro em crise

Importação e custo de produção colocam setor leiteiro em crise | Qualy Milk | Scoop.it

O Conseleite (Conselho Paritário Produtores/Indústrias do Leite), pede aos governos federal e estadual medidas emergenciais para o setor leiteiro.

 

Será entregue um abaixo-assinado para representantes do governo com as reinvidações do setor. O problema é que há uma crescente importação de leite e derivados, e o aumento do custo de produção do setor.

 

Os baixos valores de alguns derivados do leite, como o queijo mussarela, praticados pelos países vizinhos, têm desvalorizado o produto fabricado aqui, afirma o presidente do Conseleite, Dário Alves.

 

O primeiro semestre deste ano fechou com aumento de 520% na importação de lácteos. De 554 toneladas, o Estado alcançou 3.437 toneladas no acumulado de janeiro a junho. O Uruguai foi responsável por 65% do atendimento à demanda, seguido pela Argentina, com 33%. Enquanto para comprar um queijo de fora, paga-se R$ 7 reais, o custo de produção do queijo aqui é de R$ 9.

O presidente do Conseleite defende uma política fiscal que proteja as mercadorias produzidas no Estado.

 

Além disso, o setor tem registrado o aumento do custo de produção na reação e mão de obra.

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Pastagens para gado leiteiro

Pastagens para gado leiteiro | Qualy Milk | Scoop.it

O uso de pastagem na alimentação bovina é a forma de nutrição mais econômica visto que não há a necessidade de colher a forragem, evitando custos com maquinário, transporte e armazenamento, sendo que o próprio animal realiza a colheita de seu alimento.


Em relação ao pastejo de vacas leiteiras, se acreditou por anos que o uso de gramíneas tropicais como dos gêneros Pennisetum (capim-elefante), Panicum (capins colonião, mombaça, tanzânia) e Brachiaria (capins marandu, decumbens, humidícola), era prejudicial, mas os conceitos mudaram e existem ótimos resultados elevando a produção de leite por unidade de área.
O grande desafio é encontrar um balanço entre crescimento da planta, consumo e desempenho animal, de modo a manter estável seu nível de produtividade. Caso isso não ocorra, a produção animal cairá, assim como o crescimento das forrageiras, levando a ocorrência de erosão e surgimento de plantas invasoras que degradarão as pastagens.


O manejo dos pastos pode e deve ser realizado de forma eficiente, independente se utiliza o método de lotação contínua ou rotacionada.


Deve-se atentar que em sistemas de produção de leite em pastagens, as plantas forrageiras tropicais deverão ser adequadas ao pastejo de bovinos de leite, adaptadas a região de produção, sendo aconselhável a busca de profissionais da área para a correta orientação.


O uso eficiente dos pastos reduz custos de produção, independente se o método de pastejo seja contínuo e/ou rotacionado, respeitando o balanço entre crescimento da gramínea e o consumo e desempenho animal, buscando estabilizar o nível de produtividade.


Respeitar aos limites de utilização das plantas aumentam a produção e a sustentabilidade, sendo que o manejo do pasto deve ser baseado nas condições do capim e não em tempo cronológico ou número de animais determinado. E é importante lembrar que a altura dos pastos abaixo ou acima da condição recomendada é também prejudicial.

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Com custo maior, produtor de leite reduz ração para o gado

Com custo maior, produtor de leite reduz ração para o gado | Qualy Milk | Scoop.it

O valor pago aos produtores de leite em agosto ficou estável em R$ 0,78, na média dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. A pesquisa, divulgada pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Economia Aplicada (Cepea), aponta ainda que a situação do setor está crítica. Em plena entressafra, os preços não apresentaram recuperação enquanto os custos, principalmente do milho e da soja, continuam elevados.

 

Diante deste quadro, produtores de leite têm sido obrigados a racionar a alimentação dos animais, o que tem reduzido ainda mais a produção.

 

O preço médio pago ao pecuarista, nos sete estados que mais produzem leite, teve "ligeira alta" de 0,8% ante o mês anterior, mantendo-se em R$ 0,78 por litro, 2 a menos que em agosto de 2011. Entre junho e julho, a média ponderada dos sete estados havia recuado mais de 5%, em relação ao período idêntico do ano passado.

 

"O produtor trata o gado com o mínimo de alimentação possível", observa o presidente da Cooperativa Mista Agropecuária de Itapirapuã (Comai), de Goiás, José Mário Pereira Lima. O representante registra, durante a atual entressafra, perdas de 50% no volume de leite produzido pela instituição (de 25 mil litros, hoje) e de 13% no preço pago ao produtor (em cerca de R$ 0,70).

O custo, ao contrário, aumentou 30%, considerando a disparada do milho e da soja - após o anúncio de quebra de safra nos Estados Unidos - e o valor pago pelo frete desses grãos.

 

Lima considera sua região desprivilegiada, quando se trata da falta de chuva ao longo de cinco meses por ano e da dependência do município pela importação de grãos do Mato Grosso e do sul de Goiás. "Temos que comprar tudo de longe", expõe.

 

Sem pasto nutrido nem ração abundante, os produtores da Comai passaram a alimentar os animais com soluções baratas, como torta de algodão e polpa cítrica. A substituição do milho ou do "volumoso" (capim), contudo, acarreta consequências.

 

Confinamento

 

Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez, o pico de produção do leite - que era esperado para agosto, não vai acontecer neste ano. Isto porque a alimentação adequada do rebanho, de um modo geral, foi interrompida em má hora.

 

"Pode-se tirar a ração de uma vaca no início do processo de lactação, que ela vai produzir leite mesmo assim. Mas a alimentação foi cortada no meio da lactação, de modo que não se recupera o leite", analisa o representante.

 

Nesta entressafra "atípica", com preços baixos, a Leite Brasil afirma que o produtor brasileiro está gastando R$ 0,90 para produzir um litro de matéria-prima pela qual recebe R$ 0,80.

"Não existe mais, a entressafra. Neste ano, por exemplo, produziu-se mais no período de entressafra do que no resto. Acabou a diferença", observa Rubez, referindo-se à pecuária leiteira em confinamento.

 

Lima, da Comai, contudo, discorda: "Em regiões com bastante agricultura, pode ser que a entressafra já não exista. Para nós, de Itapirapuã, ainda há".

 

Se em uma média brasileira, o atual prejuízo da produção de leite fica em torno de R$ 0,10, segundo a Leite Brasil, o lucro dos cooperados da empresa goiana é, também em média, inversamente proporcional.

 

Entretanto, esses produtores vão continuar com baixos níveis de oferta até novembro, quando volta a chover em Itapirapuã, de acordo com Lima. Com os pastos regados, a produção deve ser totalmente recuperada no mês de dezembro.

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Cadeia produtiva mineira do leite lista prioridades para fim da crise

Cadeia produtiva mineira do leite lista prioridades para fim da crise | Qualy Milk | Scoop.it

As principais demandas - para médio e longo prazo - da cadeia produtiva mineira do leite estão sendo listadas e serão entregues aos governos estaduais e federais pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) nos próximos dias. O documento é fruto do debate entre produtores, sindicatos, cooperativas e indústrias do setor durante a realização do Workshop da Cadeia Produtiva do Leite, nessa terça-feira (2), em Belo Horizonte.

 

Dentre os principais temas, destacou-se a necessidade de implementação de políticas públicas que defendam a competitividade da produção láctea mineira no mercado doméstico. Foi unânime a constatação de que é preciso regular as importações desenfreadas, sobretudo da Argentina e do Uruguai. Solicitações antigas do setor, a isenção do PIS/COFINS das rações e suplementos minerais e a subvenção do frete do milho e caroço de algodão para minimizar os efeitos da crise em razão da alta nos custos (milho e soja), refletem a necessidade de se desonerar a cadeia; produtores e indústria.

 

Outro ponto é a oferta de capacitação e aperfeiçoamento da mão de obra, além da ampliação de assistência técnica continuada, fortalecendo programas como o Balde Cheio, Minas Leite e Educampo. O objetivo é trabalhar pontos do processo produtivo de forma a minimizar os custos de produção, já que não tem sido possível trabalhar o preço do produto.

 

A melhoria da qualidade foi estabelecida como outra prioridade. Os participantes do encontro destacaram a necessidade de mais políticas públicas com investimentos em programa de sanidade animal e qualidade do leite, além do reconhecimento pela indústria, com remunerações que façam jus à qualidade alcançada.

 

Outras demandas destacadas foram por mais investimentos em tecnologia, pesquisa e transferência de conhecimentos para o desenvolvimento do setor em todas as etapas da cadeia produtiva, além da criação de um Conseleite em Minas. Assim como já acontece em outros estados brasileiros, o conselho paritário entre produtores e indústria serviria como espaço democrático e transparente para discussão de temas diversos e negociação de preços diante do mercado.

 

Mercado

 

Realizado pela FAEMG dentro da série de encontros Fórum da Agropecuária Mineira: Realidade e Rumos, o Workshop da Cadeia Produtiva do Leite reuniu o setor em momento de crise, com altos custos de produção, grande volume de importação e queda de preços ao produtor. Cenário ideal para se repensar os caminhos seguidos e seus impactos, segundo o coordenador do Programa Balde Cheio da FAEMG, Walter Ribeiro. “As crises são importantes para o setor produtivo avaliar os pormenores de tudo que está fazendo e descobrir quais pontos podem ser melhorados para ganharmos competitividade”.

 

A análise do mercado foi o foco das palestras do diretor da FAEMG e presidente das Comissões Técnicas de Leite da Federação e da CNA, Rodrigo Alvim, e do presidente do Silemg, Guilherme Olinto Resende, que apresentaram números e comparativos que deram uma boa ideia dos principais problemas vividos pelos pecuaristas de leite e pela indústria de laticínios.

 

Eles lembraram que a crise tem início da porteira para dentro, com os custos de produção muito altos atualmente, sobretudo a partir do segundo semestre de 2011 com a alta dos preços do milho e da soja, principais componentes da ração animal. Enquanto os custos em agosto de 2012, comparados com agosto de 2011, são 27,26% maiores (de acordo com o IPCLeite, da Embrapa Gado de Leite), o preço do leite pago ao produtor caiu em torno de 7,8% (corrigido pelo IGPDI da Fundação Getúlio Vargas, segundo o Cepea/Esalq/USP).

 

O reajuste salarial, antecipado e acima da inflação, também pesou sobre a produção, com um aumento real, pelo terceiro ano consecutivo, de 12% no custo da mão de obra em 2012. Para se ter uma ideia, este item representava cerca de 10% dos custos totais. Hoje, reflete entre 15 a 25% sobre o custo da produção. A soma de ração e mão de obra passou de 50% para cerca de 70 a 75% dos gastos atuais do produtor de leite (COE – Custo Operacional Efetivo).

 

No pós-produção, a política cambial é outro fator preocupante. A valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do leite brasileiro no mercado mundial e propicia um cenário muito melhor para a importação de produtos lácteos de países como a Argentina e o Uruguai. Importações elevadas e quedas de preços dificultam a competitividade e desestimulam a produção interna.

 

Perspectivas favoráveis

 

Apesar do cenário pessimista, as perspectivas apresentadas pelo analista de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro de Lima Filho são bastante animadoras. Em curto prazo, neste último quadrimestre do ano, o setor já encontra melhora, com melhora dos preços em decorrência de baixos estoques, uma vez que a captação foi prejudicada pela seca e alta da ração.


Em médio prazo, a previsão é de redução dos custos de produção com uma boa temporada de chuvas e melhoria das pastagens, em novembro, reduzindo a dependência de insumos como a soja e o milho. Para o analista, o mau momento atravessado pelo setor nos últimos meses terá bons reflexos no médio/longo prazo, já que o cenário trouxe desmotivação, inclusive com o descarte de vacas leiteiras. O resultado deverá ser a redução da oferta de leite, possibilitando uma alta de preços interessante para o produtor.

 

Segundo Rodrigo Alvim, esta é também a análise feita pelo Rabobank para o mercado mundial. “Após anos de aumento da produção, em torno de 3,5 a 4%, passaremos por um período em que o aumento da produção não atenderá o da demanda”. Já para 2013, o Rabobank prevê altas nos preços do leite em pó para US$ 3800 por tonelada no mercado internacional.

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Polo de Excelência do Leite garante qualidade internacional

Polo de Excelência do Leite garante qualidade internacional | Qualy Milk | Scoop.it

Na segunda reportagem da série “Minas do Futuro”, da Agência Minas, que revela como o Estado tem investido na produção de conhecimento, o tema é o Polo de Excelência do Leite, em Juiz de Fora. O órgão, ligado à secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, foi criado pelo Governo de Minas Gerais há cinco anos e vem sendo responsável por melhorar a qualidade do leite produzido na região.

 

O objetivo da iniciativa é transformar o Estado, que é líder na produção leiteira, em referência também em qualidade e inovação. O Polo de Excelência do Leite funciona dentro da Embrapa Gado de Leite e atua junto aos produtores, laticínios e instituições de ensino.

 

Com a assistência de uma empresa neozelandesa, o órgão implantou o Sistema Mineiro de Qualidade do Leite, que já é referência para outros estados, graças à melhoria alcançada na produção.

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Minas Leite ajuda a reduzir custos nas propriedades rurais

O programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite em Minas Gerais (Minas Leite), criado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), assiste atualmente a 1.107 fazendas no Estado e até o fim do ano deverá alcançar mais 43 propriedades. Nessas fazendas são introduzidas práticas gerenciais, técnicas e administrativas com o objetivo de aumentar a produtividade e qualidade do leite diante dos crescentes custos principalmente com a alimentação dos animais.

 

De acordo com o coordenador do Minas Leite pela Seapa, Rodrigo Puccini Venturin, os dados dos últimos meses têm mostrado a importância de ações simples de manejo e reformulação da dieta do rebanho leiteiro, que representa o item de maior peso no custo do leite.

 

´No acumulado de julho de 2011 a julho de 2012, o preço do litro de leite se manteve em R$ 0,87, mas o custo de produção teve uma alta de 18,93%. Os principais responsáveis são os gastos com ração concentrada, produto à base de farelo de soja e milho, que subiram 19,6%, e as despesas com o volumoso, formado por silagem de milho e cana-de-açúcar, que aumentaram 18,9% nos últimos doze meses, segundo a Embrapa´, diz Venturin.

 

Por isso, o coordenador considera fundamental uma boa gestão de manejo nos pastos, que pode ser por meio do pastejo rotacionado. Este sistema consiste em áreas cercadas sobre o pasto, localizadas nas proximidades do local de ordenha. De acordo com a orientação dos extensionistas é estabelecido um um rodízio dos piquetes utilizados pelos animais, permitindo a recuperação do capim no local em que as vacas se encontravam.

Durante a seca, os animais recebem nessas áreas o alimento, que pode ser produzido na própria fazenda, à base de cana-de-açúcar ou silagem de milho, aprimorando a qualidade da produção desse volumoso.

 

É necessário observar também a quantidade adequada para atender ao rebanho, possibilitando a redução do uso de ração, que teria de ser adquirida fora da propriedade.

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Mastite bovina e a redução da produção de leite

Mastite bovina e a redução da produção de leite | Qualy Milk | Scoop.it

A mastite é uma doença que atinge vacas leiteiras, sendo as bactérias as principais causadoras da mastite, mas ela também pode ocorrer devido à infecção por fungos, algas e vírus. Ela causa a inflamaçãoda glândula mamária, ocasionando prejuízos à atividade de produção de leite.

 

A forma clínica é caracterizada por alteração no leite, podendo ocorrer também anormalidades visíveis no úbere, como aumento de temperatura e edema. Já a forma subclínica é caracterizada pela ausência de alterações visíveis a olho nu. “A forma subclínica ocorre com mais frequência sendo responsável por cerca de 70% das perdas, e pode diminuir a produção de leite em até 45%”, informa a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Juliana Dias.

Ainda de acordo com a pesquisadora a doença pode provocar diminuição da produção, morte ou descarte precoce de animais e queda na qualidade do produto final. Além das perdas, a infecção pode representar risco à saúde humana devido à eliminação de microrganismos e toxinas no leite consumido.

 

Para o controle da mastite, um conjunto de medidas pode ser aplicado junto aorebanho, como a realização do teste da caneca telada em todas as ordenhas para o diagnóstico de mastite clínica; realização do California Mastitis Test (CMT) a cada quinze dias para o diagnóstico da mastite subclínica; desinfecção das tetas antes da ordenha; secagem das tetas com papel toalha; realização da ordenha manual ou colocação da ordenhadeira mecânica; desinfecção das tetas após a ordenha ealimentação dos animais para que eles permaneçam em pé até o completo fechamento do esfíncter da teta. “Para evitar a transmissão da mastite, recomenda-se também a implantação da linha de ordenha, utilizando como base o resultado do CMT. A linha é estruturada de forma que as vacas negativas sejam ordenhadas primeiramente. Em seguida, as vacas com mastite subclínica e, por último, os animais com mastite clínica”, explica Juliana.

 

Os animais que estiverem recebendo tratamento devem ser marcados e o leite deles descartado durante o período, para evitar a presença de resíduos no leite do tanque ou latão. Outra medida é a limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha a cada seis meses, visando garantir a sanidade da glândula mamária. A lavagem do equipamento deve ser feita imediatamente após a ordenha seguindo as instruções do fabricante.

 

Durante a secagem, o uso de antibióticos específicos em todos os quartos do animal é fundamental para o tratamento de casos subclínicos, adquiridos durante a lactação, e também para a prevenção de novas infecções durante o período seco. A recomendação é que o animal tratado seja acompanhado durante as duas primeiras semanas pós-tratamento. As vacas com mastite crônica não curada não devem ser utilizadas para a produção nem ficar junto com o restante do rebanho.

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Pastejo rotacionado diminui gastos na criação de gado leiteiro em MG

Pastejo rotacionado diminui gastos na criação de gado leiteiro em MG | Qualy Milk | Scoop.it

Foi preciso tirar o gado do confinamento e aumentar a área de pasto.


Os irmãos Daniel e João Santos começaram a criar gado leiteiro há mais de 20 anos, em Passos, a 370 quilômetros de Belo Horizonte, na fazenda Triângulo. Para diminuir gastos e aumentar os lucros da fazenda, os produtores de leite fizeram uma mudança geral na forma de criação e investiram no pastejo rotacionado.
"Trabalhamos com gado puro holandês confinado, que é o costume da nossa região. A alimentação é toda no cocho, o dia todo, bem à vontade, então era confinamento total. A área que hoje é pastagem, a gente plantava milho para silagem, fazia duas safras, safra e safrinha, sempre silagem para alimentar esse gado", relata Daniel.


O diagnóstico da fazenda Triângulo mostrou números desanimadores. A fazenda gastava 93% do que arrecadava e precisava reestruturar o rebanho. Só 40% das vacas produziam leite. Os outros 60% dos animais eram bezerras e novilhas.
A principal mudança no manejo da fazenda foi tirar os animais do confinamento e transformar a área onde havia cultivo de milho em pasto. Com a implantação do pastejo rotacionado, é preciso fazer um planejamento para definir onde cada lote de vaca vai ficar. O objetivo desse sistema é aumentar a eficiência da pastagem, já que é feito um calendário onde sempre haverá partes do pasto sendo usadas e partes em descanso, para que a planta se recupere.

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Seca afeta produção de leite na região de Ribeirão Preto

Seca afeta produção de leite na região de Ribeirão Preto | Qualy Milk | Scoop.it

A estiagem que afeta a região de Ribeirão Preto (SP) há quase 60 dias está provocando queda na produtividade do leite e causa aumento do preço do produto. Comerciantes relatam que já pagam até 10% a mais pelo litro e ameaçam repassar o custo para o consumidor.

 

A origem do problema está no campo, como conta o tratador Edvaldo Peixoto, responsável por um rebanho de 120 cabeças de gado leiteiro em Itirapuã (SP). Ele conta que a produção diária na propriedade, que chega a 700 litros no período da safra, caiu pela metade. “Tem gente por aí que já está perdendo gado”, contou.

Usada como alimento para o gado nessa região do estado, a cana-de-açúcar está escassa devido à seca e à demanda de outros setores. A solução seria usar ração à base de milho e soja, mas esses grãos apresentaram quebras nas safras nos Estados Unidos, um dos principais produtores mundiais, também devido à seca. A consequência é que a ração ficou mais cara.

 

Com o custo elevado, os produtores dizem ser obrigados a repassar parte do prejuízo. “O produtor passa a não pensar mais em produção e sim na sobrevivência do animal, que é o patrimônio dele”, explicou o engenheiro agrônomo Eduardo Nascimento.

 

A baixa produtividade no campo já prejudica a indústria. Uma fábrica de laticínios emPatrocínio Paulista (SP), que compra leite de produtores de São Paulo e Minas Gerais e no período da safra chega a processar 1,2 milhão de litros por dia, já registra queda de 30% na produção e o estoque é o menor em 12 meses, segundo o diretor de laticínios Laércio Barbosa.

 

“O que a gente espera é que a indústria possa reajustar os preços ao consumidor, ao varejo e ao produtor, de modo que tenha uma manutenção da produção e, aí sim, não tenha problema de abastecimento”, avaliou Barbosa.

 

Na ponta da cadeia produtiva está o comércio, como a padaria onde trabalha o gerente Jean Riul. Segundo ele, o estabelecimento já paga mais caro pelo leite e, em breve, será obrigado a reajustar os preços ao consumidor. “É prejuízo para nós, como trabalho em cima de custo, tem que ter esse repasse para o consumidor final.”

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Como é feito o leite em pó?

Como é feito o leite em pó? | Qualy Milk | Scoop.it
Provavelmente você já deve ter visto nos diversos super mercados latas ou pacotes de leite em pó.
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Prefeitura busca maior adesão de produtores em programa leiteiro

Prefeitura busca maior adesão de produtores em programa leiteiro | Qualy Milk | Scoop.it

A Fundação de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, veiculada à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, está trabalhando para beneficiar um número bem maior de pequenos produtores rurais com um programa de apoio à bacia leiteira desenvolvido pelo IBS (Instituto BioSistêmico), de São Paulo, por meio de uma parceria envolvendo a Prefeitura Municipal e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS). São os projetos Vaca Móvel, Rufião e Agromóvel, que já atendem um grupo de 17 produtores da região.

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Tecnologia da Embrapa Gado de Leite é premiada em concurso internacional | Gir Leiteiro

A tecnologia de nano-partículas de própolis, que serve como plataforma para desenvolvimento de outros produtos derivados e potencializa os efeitos farmacológicos da própolis, foi premiada com o segundo lugar geral na quinta edição do concurso Idea to Product – América Latina.

 

A tecnologia foi desenvolvida na Embrapa Gado de Leite em parceria com a UFOP, UFJF, UFLA e colaboradores de outras unidades da Embrapa.

 

O evento foi realizado entre 30 de agosto e primeiro de setembro no Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

 

Ao todo quase 40 projetos foram inscritos e 16 se classificaram para a etapa final.

 

O concurso Idea to Product foi criado pela Universidade do Texas e reúne trabalhos de diversas áreas com potencial inovador que se encontram em um estágio anterior à comercialização. Os três melhores colocados na etapa latina se classificam para a fase mundial da competição. Na América Latina, a competição é promovida pela Fundação Getúlio Vargas. O pesquisador da Unidade, Humberto Brandão, ressalta a importância do resultado pelo fato de o projeto ter disputado com trabalhos de diversas áreas, como energética, tecnologia da informação, petrolífera, farmacêutica e cosmética.

 

Além de visibilidade, outro aspecto interessante apontado por Brandão quanto ao desempenho do trabalho na competição é que a comissão julgadora é formada por pessoas envolvidas na administração de grandes empresas nacionais e internacionais, como 3m, O Boticário, entre outras. Eles avaliam os pontos fortes e fracos da ideia do ponto de vista do mercado e do consumidor. “Isso significa que a comissão julgadora identificou potencial de mercado na tecnologia desenvolvida”, destacou. Segundo Brandão, um dos juízes comentou em seu relatório que “talvez o trabalho permita que apicultor deixe de vender a própolis como vinha fazendo desde o Antigo Egito e passe a vendê-la como uma tecnologia”.

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Agrotecnoleite promete trazer novas tecnologias e qualidade ao setor leiteiro

Agrotecnoleite promete trazer novas tecnologias e qualidade ao setor leiteiro | Qualy Milk | Scoop.it

A Agrotecno Leite 2012 promete ser a maior entre todas as edições da feira. Durante a tarde de ontem, o evento foi lançado oficialmente junto a Universidade Federal de Passo Fundo. A 6ª edição da feira, deverá contar com palestras técnicas e toda a tecnologia da cadeia produtiva do leite, além de estações de campo demonstrando técnicas de manejo.

 

A expectativa é de um público superior a 12 mil pessoas nos 3 dias de feira que ocorrerá ente 26,27 e 28 de setembro junto ao campus 1 da UPF. Neste ano a expectativa é superar R$ 12 milhões de reais.

 

Conforme o Presidente a AGROTECNOLEITE, Ari Rosso, além de promover palestras com profissionais reconhecidos nacionalmente, o evento deste ano dará seguimento a duas ações que estrearam com sucesso desde 2011: o projeto Beba Leite e a mostra de animais de grande linhagem.

 

Destacou a importância de as crianças conhecerem todos os processos da cadeia produtiva do leite, da ordenha a prateleira. Rosso disse que, nossa região reúne cerca de um terço de toda a produção gaúcha.

 

De 2006 até agora a produção leiteira cresceu mais de 40% no estado, passando de 2,25 bilhões de litros para 3,20 bilhões de litros em 2011, de acordo com dados da EMATER. O consumo também aumentou em quase 10 litros por habitante, passando de 134 litros para 142 litros anuais por pessoa. De acordo com dados do IBGE, o Rio Grande do Sul responde por quase 12 % de toda a produção brasileira do leite.

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Falta de chuva prejudica criadores de gado leiteiro de São Paulo

Falta de chuva prejudica criadores de gado leiteiro de São Paulo | Qualy Milk | Scoop.it
No norte do estado, não chove há mais de dois meses.
Pasto secou e sem alimento para os animais, a produção caiu.

 

Uma fazenda em Itirapuã, nordeste de São Paulo, tem 120 cabeças de gado. A produção na época da safra chega a 700 litros de leite por dia, mas caiu quase pela metade por causa da falta de chuva.


No pasto, não há alimento. A estiagem na região já dura mais de dois meses.


Sem comida disponível, o jeito é alimentar o gado com ração, mas o problema é que a seca também castiga os Estados Unidos e derrubou a produção local de milho e soja, base da ração. A consequência é o aumento no preço dos grãos no mercado mundial. No campo, o resultado reflete no custo de produção do leite.


A produtividade baixa prejudica também a indústria. Uma fábrica de laticínios em Patrocínio Paulista compra leite de fornecedores de São Paulo e Minas Gerais. Na safra, ela chega a processar até 1,3 milhão de litros de leite por dia, agora, a produção caiu cerca de 30%. O estoque é o menor dos últimos 12 meses.

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Rastreabilidade do leite garante mercado

Rastreabilidade do leite garante mercado | Qualy Milk | Scoop.it

Tecnologia que identifica origem do produto, implantada em Santa Catarina, serve de modelo para outras regiões do país

 

Brasília - O programa de rastreabilidade do leite, desenvolvido no Oeste de Santa Catarina, será agora replicado em todo o Brasil. O projeto começou a ser implantado na região em 1998, numa parceria entre o Sebrae, a Secretaria Estadual de Agricultura e o Ministério da Agricultura e envolve 58 mil pequenos empreendedores rurais dedicados à criação de gado leiteiro. A rastreabilidade é uma ação estratégica que melhora a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor.

 

A metodologia requer análise permanente do leite, além da identificação da origem do produto. As informações estão contidas nos códigos de barras das mais de nove mil caixas de leite longa vida produzidas diariamente pela Cooperativa Central Aurora de Alimentos, responsável pela industrialização do produto fornecido por outras cooperativas de produtores da região. Por meio da rastreabilidade, o consumidor pode identificar a data de produção, unidade de processamento, validade, início e fim da produção, cooperativas fornecedoras do leite, análise de qualidade da matéria-prima e tabela nutricional. As informações podem ser conferidas na página da Aurora na internet. Basta informar o código impresso na caixinha de leite.

 

A adoção da tecnologia de monitoramento do leite desde os currais começou em 2010, quando a Aurora inaugurou uma unidade de processamento em Chapecó (SC). A novidade trouxe aumento de custos, pois os fornecedores precisaram investir para se ajustarem às exigências sanitárias. Mas o retorno não demorou. Atualmente, para cada litro de leite rastreado, o empresário rural ganha até 27% a mais sobre o preço pago.

 

Doze anos atrás, Antônio Maldaner por pouco não vendeu tudo o que tinha. Junto com a mulher e dois filhos, ele tocava 12 hectares em Pinhalzinho (SC). Custos elevados e preços achatados quase inviabilizavam a permanência da família na área rural. Em 2004, ele participou do curso D’Olho na Qualidade, oferecido pelo Sebrae. A partir de então, ele percebeu que pequenos detalhes fazem a diferença. “Até a qualidade da água oferecida aos animais tem reflexos na produtividade das vacas”, exemplifica. Controle de vacinação, higiene na ordenha e redução de custos agora são rotineiros na propriedade, que hoje produz, em média, 12 mil litros de leite por mês, com 24 animais. “Paramos de procurar culpados para os nossos problemas e melhoramos nossos processos”, conta Maldaner.

 

Não foi diferente com Alexandre Tansini, dono de uma área de 12 hectares e 24 vacas em Quilombo (SC). Somente ele e a esposa trabalham na ordenha, mas nem por isso o negócio é amador. “Levo a minha propriedade como uma empresa”, garante. Ele também fez o D´Olho e o Qualidade Total. Após implantar novas rotinas e melhorar a higiene na ordenha, alcançou resultados progressivos. Em 2010, produziu 73 mil litros. Em 2011, o volume pulou para 96 mil, com o mesmo rebanho. Neste ano, ele pretende entregar 100 mil litros e chegar a 140 mil litros em 2014. “Nada caiu do céu. É um trabalho dedicado e de longo tempo”, diz.

O coordenador do Sebrae em Santa Catarina na região, Ênio Parmeggiani, conta que os produtores não viam saída para enfrentar os problemas. “Foi preciso mudar a perspectiva deles em relação à atividade. Nossa primeira tarefa foi apresentar uma análise da situação e traçar um plano de solução para os problemas”, explica. O presidente da Cooperativa Central Aurora de Alimentos, Marcos Zordan, diz que a rastreabilidade do leite traz mais segurança para o consumidor. Ele aponta os treinamentos promovidos pelo Sebrae como um dos fatores de sucesso da metodologia. “O Sebrae trouxe conscientização e isso é fundamental para os bons resultados alcançados”, afirma Zordan.

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