Qualidade de Vida - Psicologia em Debate
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Excelência versus equidade - Ensino Superior EUA

Excelência versus equidade - Ensino Superior EUA | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it
Descobrir que os principais atores de determinado mercado são os mesmos que o dominavam 100 anos antes costuma levar à conclusão de que o setor em questão deve ter passado por um século de estagnação. No caso do ensino superior, que desde o início do século 20 é dominado pelas universidades americanas, trata-se de uma conclusão completamente equivocada.
Essas universidades foram crescendo aos poucos entre 1900 e 1925, começaram a ganhar mais impulso em meados do século e embalaram de vez em seu último quartel. Disso talvez se deduza que as principais universidades dos Estados Unidos são instituições verdadeiramente excepcionais, ou que esse mercado se comporta de modo bastante estranho. No caso do ensino superior, ambas as conclusões estão corretas.
Os Estados Unidos deram ao mundo a moderna instituição universitária. No século 17, sua elite importou o modelo desenvolvido nas faculdades de Oxford e Cambridge a fim de conferir algum requinte intelectual a seus filhos rústicos. Em 1876, os administradores da herança do banqueiro e magnata das ferrovias John Hopkins resolveram usar o que até então era o maior espólio da história para combinar a ideia da faculdade inglesa com a do instituto de pesquisas, instituição que os alemães haviam criado no início daquele século.
O modelo foi adotado por universidades públicas e privadas. Assim, em pouco tempo, Harvard, Yale, Princeton, Caltech (California Institute of Technology) e outras instituições que compõem o grupo de universidades de primeira linha nos Estados Unidos emergiram como os motores da vida intelectual e científica mundial.
Dessas instituições saiu um número impressionante de invenções que fizeram do mundo um lugar mais seguro, mais confortável e mais interessante. "Imaginem como seria viver sem vacina contra a pólio, sem marca-passos (...), ou sem sistemas municipais de tratamento de água. Ou satélites meteorológicos. Ou modernas terapias de combate ao câncer. Ou aviões a jato", escreveu em 1995 um grupo de lideranças empresariais em documento enviado ao Congresso, solicitando que o governo não reduzisse o financiamento à pesquisa das universidades do país. De lá para cá, essas instituições também nos deram a revolução digital, que melhorou a vida das pessoas em todos os cantos do planeta.

Estudantes no patio da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut
Os Estados Unidos também foram pioneiros na massificação do ensino superior, uma transformação impulsionada, em parte, pela necessidade de qualificação da mão de obra do país e, em parte, pelo desejo que a sociedade americana tinha de oferecer uma oportunidade de aprimoramento pessoal aos homens que haviam lutado na Segunda Guerra Mundial. Assim, os Estados Unidos se tornaram o primeiro lugar do mundo em que os filhos da classe média chegaram à universidade e em que o diploma universitário se tornou um passaporte para a prosperidade.
Dado o sucesso desse modelo, não é de admirar que ele esteja se disseminando por todo o mundo. A massificação do ensino universitário vem acontecendo em toda parte. A universidade de estilo americano tornou-se o padrão a ser seguido, e entre os demais países é cada vez mais intensa a competição por criar instituições universitárias tão boas quanto as americanas.
Os gastos com ensino superior têm aumentado: na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), passaram de 1,3% para 1,6% do PIB em 2011. No mundo inteiro, mecanismos de financiamento e gestão inspirados no modelo europeu, onde tudo é feito pelo Estado, têm sido abandonados em favor do modelo americano, onde grande parcela do ensino universitário fica a cargo do setor privado e os estudantes pagam a maior parte de seus estudos.
Mas, no mesmo momento em que o modelo americano é adotado mundo afora, dificuldades internas começam a aparecer. As melhores universidades dos Estados Unidos ainda conduzem mais pesquisas de ponta do que as de qualquer outro país; o problema é fazer com que os investimentos que elas recebem deem retorno também na sala de aula.
Avaliações indicam que atualmente há muitos alunos que não aprendem tanto quanto deviam e que eles se aplicam menos nos estudos do que costumavam se aplicar. Comparado com o de outros países, o desempenho médio dos recém-formados americanos é ruim e vem piorando. Em vez de aumentar a mobilidade social, o ensino superior tem reforçado barreiras existentes. Ao mesmo tempo, nos últimos 20 anos, os custos quase dobraram em termos reais. A taxa de matrículas vem caindo. Há tecnologias que prometem tornar a educação mais barata e mais eficaz, mas as universidades resistem em adotá-las.
Pode-se argumentar que os problemas decorrem, em parte, de tensões existentes no cerne do sistema universitário americano, onde a pesquisa se contrapõe ao ensino, e a excelência à equidade. E pode-se igualmente argumentar que, com recursos tecnológicos e informações mais precisas, é possível tornar mais eficiente o departamento de ensino desse negócio. Tendo exportado seu modelo para o restante do mundo, os americanos têm lições a aprender com outros países sobre como aprimorar o próprio sistema universitário.
A África Subsaariana é a única região onde ainda não há evidências de uma 'massificação'
Quando é que o muito vira demais? "Tem tanta gente fazendo faculdade neste país que daqui a pouco não vai sobrar ninguém pra pegar o lixo. (...). Hoje em dia, você para pra cuspir na rua e corre o risco de acertar alguém de beca e capelo", diz Keller, personagem da peça All My Sons, de Henry Miller, escrita em 1946.
Nos Estados Unidos, os setores menos privilegiados da sociedade começaram a ter acesso ao ensino superior com a criação de universidades financiadas com a venda de terras públicas, mas a verdadeira massificação teve início com uma lei aprovada em 1944, garantindo bolsas de estudos integrais para todos os veteranos de guerra que desejassem fazer um curso universitário.
O fenômeno observado nos Estados Unidos se reproduziu na Europa e no Japão ao longo das décadas de 60 e 70, e na Coreia do Sul nos anos 80. Agora está acontecendo em todo o mundo. O número de estudantes universitários vem crescendo em ritmo mais acelerado que o Produto Interno Bruto (PIB) global. A demanda por um diploma universitário é tamanha que as matrículas registram crescimento maior do que o da venda daquele que é o bem de consumo por excelência: o automóvel.
A taxa global de matrículas no ensino de 3.º grau - o porcentual da população mundial em idade escolar regularmente matriculado em alguma instituição universitária - passou de 14%, em 1992, para 32%, em 2012; e, nesse mesmo período, o número de países com taxas de matrícula superiores a 50%, aumentou de 5 para 54. A África Subsaariana é a única região onde ainda não há evidências de uma "massificação".

Na China, entre 1998 e 2010, o número de estudantes universitários passou de 1 milhão para 7 milhões e vai avançar mais
Em alguns países, como na Coreia do Sul, onde quase todas as pessoas fazem uma faculdade, provavelmente se chegou a um ponto de saturação. Em outros, a expansão do ensino superior ainda é fenomenal. Na China, entre 1998 e 2010, o número de estudantes universitários passou de 1 milhão para 7 milhões. De 2000 a 2009, as universidades chinesas contrataram quase 900 mil novos professores em regime de dedicação integral. Atualmente, o país forma mais gente do que os Estados Unidos e a Índia juntos, e pretende ter 40% de seus jovens matriculados em algum curso superior até 2020.
Em todo o mundo, as transformações no mercado de trabalho, a urbanização e as tendências demográficas alimentaram essa expansão. A "economia do conhecimento" fez aumentar a demanda por trabalhadores com boa formação intelectual. Por outro lado, quando as pessoas se mudam do campo para a cidade, as universidades se tornam mais acessíveis. O aumento no número de jovens também impulsionou o crescimento das matrículas, e - sobretudo em países árabes - a política do petróleo fez aumentar a necessidade de oferecer oportunidades aos adolescentes.
Na maioria dos países, o número de pessoas na faixa de 18 a 24 anos deve diminuir ao longo dos próximos 50 anos, mas tudo indica que a demanda por ensino superior mais do que contrabalançará esse efeito demográfico. Simon Margison, do Instituto de Educação da University College London, diz que "parece não haver limites naturais à tendência de aumento na taxa de matrículas no ensino superior" a partir do momento em que o PIB per capita de um país passa dos US$ 3 mil.
As leis da oferta e da procura sugerem que esse aumento fantástico no número de pessoas formadas tende a reduzir o retorno do investimento feito na obtenção de um diploma e, em certa medida, isso parece ter acontecido. De maneira geral, os retornos gerados por um diploma universitário são maiores em países pobres do que em países ricos, a não ser no Oriente Médio, onde a alta taxa de matrículas, combinada com o baixo crescimento econômico, gerou um desemprego elevado entre indivíduos com formação superior. Harry Patrinos, principal economista especializado em educação do Banco Mundial, observa que, nos países pobres, a globalização fez aumentar as chances de uma pessoa bem qualificada conseguir um bom emprego.
No mundo desenvolvido, ainda que metade dos jovens em idade adulta tenha cursado uma universidade - e embora esse número continue crescendo -, o prêmio pago pelo diploma (a diferença salarial entre indivíduos com e sem formação universitária) ainda é alto o bastante para fazer valer a pena passar alguns anos estudando numa universidade.
Parte da explicação para isso pode estar na valorização excessiva, que se observa em alguns países, das qualificações formais de um indivíduo. Quanto maior é o número de pessoas com formação universitária, maior a tendência das empresas em contratar pessoas com formação universitária. Em muitos países, profissões como as de professor e enfermeiro, que há 30 anos podiam ser exercidas sem um diploma universitário, hoje são reservadas a quem tenha passado por uma instituição de nível superior. Quando apenas uma pequena elite frequentava a universidade, havia uma quantidade razoável de bons empregos para aqueles que interrompiam os estudos depois de concluir o ensino médio. Isso não acontece mais.
Com os diplomas universitários se disseminando, cada vez mais pessoas fazem cursos de pós-graduação, buscando se sobressair no meio da multidão. Tanto nos EUA como no Reino Unido 14% da força de trabalho tem um título de pós-graduação; e, apesar desse aumento na oferta, o prêmio pago pela pós-graduação aumentou nos dois países, principalmente a partir do ano de 2000. Houve um tempo, observa Stephen Machin, professor de economia da University College London, em que os títulos de pós-graduação eram um fator de redução salarial; mas isso era quando a maioria das pessoas que se doutoravam em matemática permanecia na academia; agora elas se transferem para o setor financeiro.
Ainda que os indivíduos recebam bons retornos pelo investimento que fazem no ensino superior, não é tão claro que isso também se aplique à sociedade como um todo. A grande questão é saber se o prêmio pago pelo diploma é consequência de uma produtividade mais elevada ou do estabelecimento de uma diplomacracia.
Se as universidades contribuem para aumentar a produtividade das pessoas, então a sociedade faz bem em investir no sistema universitário, mas quando os diplomas passam a funcionar apenas como um mecanismo para indicar às empresas que pessoas formadas são mais inteligentes que as não formadas, então esse investimento perde a razão de ser. E, como até o momento são muito limitadas as tentativas de avaliar até que ponto as universidades realmente educam as pessoas, não se sabe se vale ou não a pena fazer todo esse investimento no ensino superior.
Mesmo que sejam reduzidos os retornos sociais do investimento em sistemas universitários, há um ótimo argumento de ordem política para que o Estado se preocupe em garantir o acesso a esse nível de ensino. Se as pessoas precisam de um diploma para prosperar economicamente, então é obrigação de qualquer governo democrático oferecer a todos os indivíduos com alguma inteligência a oportunidade de obter um título desses. As instituições financeiras do setor privado relutam em conceder empréstimos a taxas de juros razoáveis a estudantes que não têm como oferecer garantias, de modo que mesmo onde o financiamento privado tem papel preponderante, os governos tendem a abrir linhas de crédito aos estudantes.
Mas o acesso ao ensino superior não é uma questão binária. Alguns mecanismos de financiamento são bons, outros não. E os retornos oferecidos por um ensino ruim sempre serão baixos. Portanto, a ambição manifestada por autoridades governamentais de quase todo o mundo, de ampliar o acesso ao ensino superior de qualidade, entra em conflito com outra força global: a competição para criar as melhores universidades.

Via Luciano Sathler
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27 maneiras de ser um professor do século 21

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Você sempre sonhou em ser um professor do século 21? Veja 27 maneiras de fazer com que isso aconteça e se torne um professor moderno com um feedback positivo

Você sabe o que é preciso para se tornar um professor do século 21 ? Não é muito complexo, mas é um pouco mais do que a integração do laboratório de informática em sala de aula. Na verdade, as salas de aula não devem parecer como um laboratório de informática que conhecemos. Deve ter alunos que colaboram entre si aprendendo uns com os outros e com um professor que ajuda a dirigir a linha de ensinamento.

Como ser professor do século 21: 8 - FotografiaDeixe os alunos fotografarem o mundo em volta deles. Assim pode ser obtida uma perspectiva singular sobre cada situação.

 

Como ser professor do século 21: 9 - Faça Deixe com que os estudantes façam vídeos para uma reflexão depois da aula. É uma maneira de mostrar o que aprendeu e aprimorar o aprendizado.

 

Como ser professor do século 21: 10 - Participe Participe de conferências pelo mundo com suas classes. É uma maneira de mostrar interesse aos alunos.

 

Como ser professor do século 21: 11 - Celulares Deixe os alunos utilizarem os seus celulares, até porque facilita a comunicação.

 

Como ser professor do século 21: 12 - Introduções Deixe que os alunos criem trailers em vídeo para utilizar como introdução à matéria. È um jeito de os alunos se prepararem para as aulas, o que facilita o aprendizado.

 

Como ser professor do século 21: 13 - Tecnologia Seja tão esclarecido em tecnologia quanto os seus alunos. Se você não souber utilizar os recursos necessários, os seus alunos também podem não saber. O que prejudica o seu trabalho e o aprendizado dos alunos.


Via Luciano Sathler
Siegfried Jorge Wehr's insight:

QUE LEGAL!!! NADA ACONTECE SE NÃO NOS OCUPARMOS ATIVAMENTE EM PLANEJAR E AGIR APROXIMANDO A DÍADE ENSINO-APRENDIZADO! SE NÃO PENSARMOS EM QUEM APRENDE O ENSINO VIRA PEÇA DE MUSEU!

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Simplicity to Stimulate Innovation

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Steve Levitt led a not so typical economics discussion, but a great storytelling experience. He expressed how some of the best ideas in business today are also the simplest ones.
Siegfried Jorge Wehr's insight:

NÃO É PRECISO SER UM GÊNIO... AS SOLUÇÕES DA VIDA TENDEM A SER SIMPLES!!!!

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The Conscious Lifestyle: Facing Your Stress

I don't want to open the vast discussion of stress that now exists, except to make two limited points. 1. Stress isn't good for you. 2.
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1. AUTO-ATUALIZAÇÃO E REALIDADE

1. AUTO-ATUALIZAÇÃO E REALIDADE | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it
Psicologia em Debate - o seu portal de psicologia e comportamento na internet.

Muita gente boa credita que auto-realização é algo que acontece internamente e com pouca ligação com o mundo e realidade externa. Maslow, autor americano que descreveu essas características de pessoas auto-atualizadoras, enfatizou que pessoas auto-atualizadoras estão firmemente engajadas com a realidade. Ao experienciarmos este estado nos damos conta que acontece algo como uma síntese, ou suspensão da divisão 'dentro e fora', nos damos conta que nosso ser está plantado dentro da realidade.

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7 Simple Tips for Stress Reduction

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Stress is common in most people's lives. There are many ways to help reduce stress and help the mind and body feel alive and relaxed. Here are seven simple tips to reducing stress.
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Quanto menor a renda e a escolaridade, maior o respeito à lei, diz estudo da FGV

Quanto menor a renda e a escolaridade, maior o respeito à lei, diz estudo da FGV | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it
Inédito, o estudo foi elaborado pelo Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da faculdade entre o último trimestre de 2012 e o primeiro de 2013. Foram entrevistadas, por telefone, 3.300 pessoas maiores de idade nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Amazonas e do Distrito Federal.

Com as respostas, os pesquisadores elaboraram dois índices para avaliar a relação dos entrevistados com a Justiça: o subíndice de comportamento, que mede o nível de cumprimento da lei numa perspectiva individual; e o subíndice de percepção, que avalia como o entrevistado enxerga a eficiência da Justiça a partir de quatro indicadores (instrumentalidade, moralidade, controle social e legitimidade).


Via Luciano Sathler
Siegfried Jorge Wehr's insight:

A escolaridade não garante o desenvolvimento moral! Mas isso só mostra o quanto as nossas políticas educacionais ainda são falhas. Desenvolvimento tecnológico é importante, mas o desenvolvimento moral é fundamental se quisermos mudar alguma coisa, se quisermos que a totalidade da sociedade seja beneficiada!

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Liderança criativa ganha escolas

Cresce o número de instituições de ensino alternativas que privilegiam a formação de gestores capazes de pensar "fora da caixa"

Uma decepção com o mundo corporativo levou o empresário Henrique  Versteeg-Verdana a decidir buscar uma carreira com mais desafios e significado.  Após trabalhar por um ano no departamento de sustentabilidade na sede de um  grande banco holandês, ele percebeu que não se encaixava na área financeira.  "Havia excesso de burocracia e de regras. Os feedbacks tinham pouco a ver com o  meu resultado. Em um deles, fui criticado pelo meu chefe por não usar gravata e  por perguntar demais", conta.

Alguns meses depois, Verdana embarcou para Aarhus, na Dinamarca, para um  curso de três anos na KaosPilot, uma escola de liderança criativa que não tem  seus cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação do país e que até 2005  tinha o dinamarquês como idioma oficial. Antes de fazer uma escolha tão  inusitada, porém, chegou a considerar alguns MBAs na Europa e no Canadá.  "Percebi que tinha algo diferente na KaosPilot já no processo de seleção, quando  fizeram perguntas muito profundas e interessantes", diz o atual sócio da  CoCriar, empresa de inteligência e inovação de processos que tem entre seus  clientes Natura, Porto Seguro e Senac-SP.

Fundada em 1991 como um projeto de educação experimental, a KaosPilot é uma  das primeiras iniciativas de liderança criativa na Europa e se propõe a ser um  espaço para o que chama de "desencaixados". "Trabalhamos com pessoas que não se  adaptaram ao sistema tradicional corporativo ou acadêmico. Alguns participantes  não têm sequer graduação universitária", afirma Simon Kavanagh, responsável pela  área de desenvolvimento internacional e design educacional da escola.

O modelo que propõe o desenvolvimento de habilidades como inovação,  empreendedorismo corporativo e capacidade de tomar decisões rápidas em ambientes  caóticos ou incertos está por trás do surgimento de cada vez mais programas e  escolas europeias. Guiadas por princípios como multidisciplinaridade,  aprendizado por meio de projetos corporativos reais e avaliação de pares,  instituições como a KaosPilot, a holandesa THNK e a inglesa Regent's College  London têm conquistado espaço.


Via Luciano Sathler
Siegfried Jorge Wehr's insight:

Os que não se encaixam facilmente no sistema podem encontrar seu lugar  no mundo de um modo diferente e criativo!!!!

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As escolas do futuro ja existem

As escolas do futuro ja existem | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it

O uso dos computadores e da internet revolucionou a maneira como as pessoas compram, trabalham e se comunicam. Depois de muitas tentativas e muitos erros, os educadores começam a perceber o que funciona na sala de aula.

Na Orestad Gymnasium, uma escola municipal de Copenhague, na Dinamarca, inaugurada em 2005, até a planta do prédio foi pensada para viabilizar o conceito de “escola do futuro”. O edifício de cinco andares tem algumas salas de aula tradicionais, no estilo quatro paredes, uma porta e janelas. Mas 50% das atividades são realizadas em espaços de convivência, onde os alunos do ensino médio são incentivados a resolver em pequenos grupos desafios propostos pelo professor.

Nenhum adolescente usa caderno feito de papel ou é obrigado a tirar cópias de livros. Tudo é digital. E, apesar de metade dos estudantes ter pais que não possuem diploma universitário, fator sempre associado ao desempenho escolar, a maioria dos alunos da Orestad Gymnasium tem um aproveitamento superior à média nacional. A cerca de 6 000 quilômetros dali, em Nova York, a iSchool, criada em 2007, também tem resultados que são motivo de orgulho.

Da turma formada no ano passado, 95% dos alunos foram aprovados em universidades. Como a média do estado é de 65%, levou pouco tempo até que a escola chamasse a atenção e virasse objeto de análise de educadores de todo o mundo. Como explicar tamanha eficiência? “A estratégia foi repensar a educação e adequá-la à nova realidade, em que as crianças passam a maior parte de seu dia conectadas à internet”, afirma a americana Isora Bailey, diretora da iSchool.

Na escola localizada no bairro Soho, os professores decidem quando as aulas serão expositivas, offline ou online. Neste último caso, ter acesso à internet não quer dizer ficar vendo vídeos bizarros no YouTube ou conversando no Facebook. A navegação na web é restrita ao conteúdo relacionado às atividades escolares.


Via Luciano Sathler
Siegfried Jorge Wehr's insight:

A questão não passa apenas pelo uso da tecnologia, mas na capacidade dos professores, gestores e dirigentes políticos pensarem a educação estrategicamente!

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Pricila Kohls's comment, April 14, 2013 3:01 PM
Com certeza, mas precisamos começar a pensar na tecnologia não como algo novo, mas como parte de um cotidiano ao qual fazemos parte, assim como a escola.
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DSM 5 Is Guide Not Bible—Ignore Its Ten Worst Changes

DSM 5 Is Guide Not Bible—Ignore Its Ten Worst Changes | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it
APA approval of DSM-5 is a sad day for psychiatry.
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Facebook may cause stress, study says - CBS News

Facebook may cause stress, study says - CBS News | Qualidade de Vida - Psicologia em Debate | Scoop.it
PsychCentral.comFacebook may cause stress, study saysCBS NewsIs Facebook stressing you out? You may not be the only one. According to a new study, the more friends you have on the social network, the more stressed out you may be.
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Jovens se interessam por robótica

Busca pelo curso aumentou em colégios particulares; 1 milhão de estudantes já participaram. De 2003 para cá, cerca de 1 milhão de estudantes da rede privada já utilizaram esses componentes em aulas de robótica, diz Renato Ramos, 26, gerente educacional da empresa Zoom, que é o braço da Lego para soluções de aprendizagem e que comercializa materiais para as aulas de robótica nas escolas.


Via Luciano Sathler
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