Princípios do jornalismo
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Princípios do jornalismo
Este tema faz parte do Fórum "Futuro do Jornalismo"
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Ética jornalística

Ética jornalística | Princípios do jornalismo | Scoop.it

A Ética Jornalística é o conjunto de normas e procedimentos éticos que regem a atividade do jornalismo. Ela se refere à conduta desejável esperada do profissional. Portanto, não deve ser confundida com a deontologia jornalística ligada à dêontica, a deontologia se refere a uma série de obrigações e deveres que regem a profissão. Embora geralmente não institucionalizadas pelo Estado, estas normas são consolidadas em códigos de ética que variam de acordo com cada país.

Atualmente, o jornalismo oscila entre a imagem romântica de árbitro social e porta-voz da opinião pública e a de empresa comercial sem escrúpulos que recorre a qualquer meio para chamar a atenção e multiplicar suas vendas, sobretudo com a intromissão em vidas privadas e a dimensão exagerada concedida a notícias escandalosas e policiais.

Jornalismo é também definido como "a técnica de transmissão de informações a um público cujos componentes não são antecipadamente conhecidos". Este particular diferencia o Jornalismo das demais formas de comunicação. Atualmente, termo Jornalismo faz referência a todas as formas de comunicação pública de notícias e seus comentários e interpretações.

 

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"É necessário repensar o jornalismo", diz diretor de produtos de notícias do Google na abertura do ISOJ em Austin, Texas | Knight Center for Journalism in the Americas

"É necessário repensar o jornalismo", diz diretor de produtos de notícias do Google na abertura do ISOJ em Austin, Texas...
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Confiança: Portugueses acreditam cada vez mais nos meios de comunicação tradicionais - JN

Confiança: Portugueses acreditam cada vez mais nos meios de comunicação tradicionais - JN | Princípios do jornalismo | Scoop.it
Lisboa, 20 abr (Lusa) -- Os jornais e as revistas são os meios de informação em que os portugueses mais confiam, ganhando terreno aos motores de busca online, que perderam a liderança que tinham há um ano, segundo o Edelman Trust Barometer 2012.
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Nove princípios básicos para o jornalismo*

Nove princípios básicos para o jornalismo* | Princípios do jornalismo | Scoop.it

Porquê esses nove
pontos? alguns leitores dirão que falta alguma coisa aqui. onde está, por
exemplo, a isenção? onde está o equilíbrio? depois de fazer uma síntese do que
aprendemos, ficou claro que certas ideias familiares ou até úteis, a isenção e o
equilíbrio incluídos, são muito vagas para serem consideradas como elementos
essenciais da profissão. outros dirão que essa lista de princípios não é nenhuma
novidade. ao contrário, descobrimos que muitas ideias sobre os elementos do
jornalismo estão envoltas em mitos e distorções. a noção de que os jornalistas
devem ficar atrás de uma parede que os proteja da área comercial é um desses
mitos. outro, o de que a independência exige uma postura neutra do profissional.
o conceito de objetividade tem sido tão desfigurado que hoje é usado para
descrever o próprio problema que deveria corrigir.

tampouco é esta a primeira vez que a forma de recebermos a informação passa por transições importantes. isso sempre acontece quando surgem mudanças significativas no campo social, econômico e tecnológico. aconteceu entre 1830 e 1840 com a chegada do telégrafo, na década de 1880 com a queda do preço do papel e o influxo
imigratório. ocorreu de novo na década de 1920 com a invenção do rádio e o
aparecimento dos jornais tablóides e a cultura da fofoca e da celebridade. e
aconteceu com a chegada da televisão e da guerra fria.

acontece agora com o advento da televisão a cabo e da internet. o choque desta vez talvez seja mais dramático. pela primeira vez em nossa história, mais e mais as notícias são produzidas por empresas não-jornalísticas, e esta nova organização econômica do setor é inquietante. existe o risco de que a informação independente seja
substituída por um comercialismo egoísta fazendo pose de jornalismo. se isso
acontecer, perderemos a imprensa como uma instituição independente, livre para
vigiar as outras poderosas forças e instituições existentes na sociedade.

no novo século em que vivemos, uma das questões mais profundas para a sociedade democrática é saber se a imprensa livre pode sobreviver. a resposta dependerá de os
jornalistas terem a lucidez e convicção para articular o significado de uma
imprensa livre e de, como cidadãos, realmente nos preocuparmos com isso.

o objetivo deste livro é funcionar como um primeiro passo para ajudar os jornalistas a articular esses valores e por sua vez ajudar os cidadãos a exigir um jornalismo ligado aos princípios que um dia criaram a imprensa livre.

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Só com princípios inconstantes, não dogmáticos, “vivos” se faz bom jornalismo cultural.

 

Os melhores princípios, em vez de prender ou sufocar, abrem caminhos. Princípios não são algemas, mas instrumentos de avanço. Não se devem transformar em leis, ou dogmas, mas em combustível para a criação. Só assim eles me interessam: como janelas que se abrem para o mundo.

No caso da cultura, que é puro movimento e só muito à força cabe em cartilhas e manuais, isso se radicaliza. Princípios não são mandamentos – ou deixariam de ser princípios, pontos de partida, e se tornariam pontos de chegada, desfechos. Em vez de fertilizar, matariam.

De que princípios partir quando se deseja conceber uma publicação cultural? Penso em princípios inconstantes, que não se pareçam com regras, ou proibições. Princípios – penso em João Cabral – que se comportem como facas a destrinchar o presente e revelar seus lados obscuros.

Creio que o mais importante deles é, talvez, o pluralismo. Publicações culturais não são panfletos nem pasquins. Não existem para transmitir ideários estéticos, pregar palavras de ordem, ou defender grupos e escolas. Se assim fazem, tornam-se instrumentos de propaganda, e não veículos de informação e reflexão. O pensamento dança. A cultura também.

A cultura é, antes de tudo, movimento. E essa é uma verdade que a cada dia nos incomoda mais. Como dar conta da cultura? Afinal, o que é cultura, o que não é? Vivemos em um mundo cada vez mais complexo. Nossa vida está mais acelerada, mais fragmentada e mais caótica. As publicações culturais devem corresponder a esses movimentos, apegar-se a essa diversidade e a essa inconstância, incluir essa fragmentação. Senão, ficarão à margem da cultura.

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Crítica: Os Elementos do Jornalismo

Crítica: Os Elementos do Jornalismo | Princípios do jornalismo | Scoop.it

Se a questão da verdade é tão importante para o jornalismo, a ponto de constituir-se em imperativo ético (como estabelecem os códigos deontológicos da profissão), o que será verdade para os jornalistas? Este conceito, fundamental para a filosofia e as ciências e prezado igualmente pelo senso comum, não tem merecido reflexões mais aprofundadas nas teorias do jornalismo e da comunicação. Apesar dos seus méritos, o livro de Kovach e Rosenstiel não foge à regra, embora considere a verdade como "o primeiro princípio" do jornalismo, aquilo "que diferencia a profissão de todas as outras formas de comunicação" — unanimidade, aliás, entre os jornalistas e acadêmicos entrevistados. Mas todos foram também unânimes em reconhecer que se trata de um princípio "confuso".É como se, afirmam os autores, os jornalistas pensassem "que a verdade é alguma coisa que surge sozinha como o pão que cresce no forno". Em vez de "defender técnicas e métodos para encontrar a verdade, os jornalistas negam a existência desses recursos", assim como compreendem mal o conceito de objetividade, que os comunicólogos acadêmicos — tanto aqui como na Europa e nos EUA — trombeteiam ser um "mito", uma "ilusão", quando não um subterfúgio das "classes dominantes".

O que propõem Kovach e Rosenstiel? Ambiguamente, que o jornalista busque uma "forma prática e funcional de verdade". Mas sobre o que seria tal forma, limitam-se a dizer que não se trata da "verdade no sentido absoluto ou filosófico". E, numa citação de segunda mão, sustentam que "existem dois testes da verdade segundo os filósofos: um é a correspondência; o outro, coerência. Em termos jornalísticos, isso significa apurar direito os fatos e dar-lhes sentido. A coerência deve ser o teste derradeiro da verdade jornalística" (p. 69-70). Ora, aqui os autores contribuem para semear mais confusão. Primeiro, por ligarem a filosofia a uma noção de verdade absoluta (algo que poucos filósofos estariam dispostos a manter, mesmo os mais empedernidos anti-relativistas: verdade se alcança aproximativamente, não absolutamente). Segundo, por suporem ser a coerência mais importante, para o jornalista, que a correspondência. E este ponto merece algumas ponderações.

Deixando de lado as esquálidas teorias "minimalistas" e "deflacionistas", convém lembrar que são três as versões mais correntes de verdade: a da correspondência, a da coerência e a pragmática. Para a primeira, verdade é a correspondência de uma declaração ou proposição com os fatos (a relação é entre mente e mundo, linguagem e realidade); para a segunda, a verdade consiste em relações de coerência em um conjunto de enunciados ou crenças (relações adstritas, portanto, ao plano da lógica); para a última, verdade é utilidade. Não são versões absolutamente opostas: correspondência, coerência e adequação pragmática são componentes que, por assim dizer, se instalaram historicamente no conceito de verdade. Há relações de proximidade entre elas (sobre as teorias da verdade, ver o interessante Filosofia das lógicas, de Susan Haack, São Paulo, Unesp, 2002 [Philosophy of Logics]).

A teoria da verdade como correspondência parece ser a mais adequada tanto ao jornalismo quanto às ciências (o que não implica afirmar que o jornalismo seja uma ciência). Ela simplesmente estabelece que uma declaração ou proposição é verdadeira se corresponde aos fatos. Assim, a declaração "o presidente Lula não dá entrevistas coletivas aos jornais" é verdadeira se — e somente se — o presidente Lula não concede entrevistas coletivas aos jornais. Se esta declaração corresponde aos fatos, isto é, à realidade, eis a verdade. Nada impede que a declaração venha a ser falseada qualquer dia, quando enfim o presidente se dignar a falar aos jornalistas. Até o momento, porém, ela é verdadeira.

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João Mesquita: Uma ideologia para o jornalismo

João Mesquita: Uma ideologia para o jornalismo | Princípios do jornalismo | Scoop.it
Entrevista realizada em Janeiro de 2007 por José Luiz Fernandes, no âmbito do projecto de investigação...
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Principles of Journalism | Project for Excellence in Journalism (PEJ)

Journalism's first obligation is to the truthDemocracy depends on citizens having reliable, accurate facts put in a
meaningful context. Journalism does not pursue truth in an absolute or
philosophical sense, but it can--and must--pursue it in a practical sense. This
"journalistic truth" is a process that begins with the professional discipline
of assembling and verifying facts. Then journalists try to convey a fair and
reliable account of their meaning, valid for now, subject to further
investigation. Journalists should be as transparent as possible about sources
and methods so audiences can make their own assessment of the information. Even
in a world of expanding voices, accuracy is the foundation upon which everything
else is built--context, interpretation, comment, criticism, analysis and debate.
The truth, over time, emerges from this forum. As citizens encounter an ever
greater flow of data, they have more need--not less--for identifiable sources
dedicated to verifying that information and putting it in context.

2. Its first loyalty is to citizens

While news organizations answer to many constituencies, including advertisers
and shareholders, the journalists in those organizations must maintain
allegiance to citizens and the larger public interest above any other if they
are to provide the news without fear or favor. This commitment to citizens first
is the basis of a news organization's credibility, the implied covenant that
tells the audience the coverage is not slanted for friends or advertisers.
Commitment to citizens also means journalism should present a representative
picture of all constituent groups in society. Ignoring certain citizens has the
effect of disenfranchising them. The theory underlying the modern news industry
has been the belief that credibility builds a broad and loyal audience, and that
economic success follows in turn. In that regard, the business people in a news
organization also must nurture--not exploit--their allegiance to the audience
ahead of other considerations.

3. Its essence is a discipline of verification

Journalists rely on a professional discipline for verifying information. When
the concept of objectivity originally evolved, it did not imply that journalists
are free of bias. It called, rather, for a consistent method of testing
information--a transparent approach to evidence--precisely so that personal and
cultural biases would not undermine the accuracy of their work. The method is
objective, not the journalist. Seeking out multiple witnesses, disclosing as
much as possible about sources, or asking various sides for comment, all signal
such standards. This discipline of verification is what separates journalism
from other modes of communication, such as propaganda, fiction or entertainment.
But the need for professional method is not always fully recognized or refined.
While journalism has developed various techniques for determining facts, for
instance, it has done less to develop a system for testing the reliability of
journalistic interpretation.

4. Its practitioners must maintain an independence from those they
cover

Independence is an underlying requirement of journalism, a cornerstone of its
reliability. Independence of spirit and mind, rather than neutrality, is the
principle journalists must keep in focus. While editorialists and commentators
are not neutral, the source of their credibility is still their accuracy,
intellectual fairness and ability to inform--not their devotion to a certain
group or outcome. In our independence, however, we must avoid any tendency to
stray into arrogance, elitism, isolation or nihilism.

5. It must serve as an independent monitor of power

Journalism has an unusual capacity to serve as watchdog over those whose
power and position most affect citizens. The Founders recognized this to be a
rampart against despotism when they ensured an independent press; courts have
affirmed it; citizens rely on it. As journalists, we have an obligation to
protect this watchdog freedom by not demeaning it in frivolous use or exploiting
it for commercial gain.

6. It must provide a forum for public criticism and
compromise

The news media are the common carriers of public discussion, and this
responsibility forms a basis for our special privileges. This discussion serves
society best when it is informed by facts rather than prejudice and supposition.
It also should strive to fairly represent the varied viewpoints and interests in
society, and to place them in context rather than highlight only the conflicting
fringes of debate. Accuracy and truthfulness require that as framers of the
public discussion we not neglect the points of common ground where problem
solving occurs.

7. It must strive to make the significant interesting and
relevant

Journalism is storytelling with a purpose. It should do more than gather an
audience or catalogue the important. For its own survival, it must balance what
readers know they want with what they cannot anticipate but need. In short, it
must strive to make the significant interesting and relevant. The effectiveness
of a piece of journalism is measured both by how much a work engages its
audience and enlightens it. This means journalists must continually ask what
information has most value to citizens and in what form. While journalism should
reach beyond such topics as government and public safety, a journalism
overwhelmed by trivia and false significance ultimately engenders a trivial
society.

8. It must keep the news comprehensive and
proportional

Keeping news in proportion and not leaving important things out are also
cornerstones of truthfulness. Journalism is a form of cartography: it creates a
map for citizens to navigate society. Inflating events for sensation, neglecting
others, stereotyping or being disproportionately negative all make a less
reliable map. The map also should include news of all our communities, not just
those with attractive demographics. This is best achieved by newsrooms with a
diversity of backgrounds and perspectives. The map is only an analogy;
proportion and comprehensiveness are subjective, yet their elusiveness does not
lessen their significance.

9. Its practitioners must be allowed to exercise their personal
conscience

Every journalist must have a personal sense of ethics and responsibility--a
moral compass. Each of us must be willing, if fairness and accuracy require, to
voice differences with our colleagues, whether in the newsroom or the executive
suite. News organizations do well to nurture this independence by encouraging
individuals to speak their minds. This stimulates the intellectual diversity
necessary to understand and accurately cover an increasingly diverse society. It
is this diversity of minds and voices, not just numbers, that matters.

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Jornalismo e Humanidade: Técnica e Ética

É já um truísmo que na tentativa de buscar a
imparcialidade e a objetividade - princípios fundamentais da
profissão - o jornalista deve, assepticamente, procurar desnudar-se de seus
"preconceitos". Este princípio é interpretado como se a concepção individual a
respeito de pessoas, fatos ou lugares não devesse interferir na produção
jornalística. Ambos podem ser instrumentos saudáveis para o profissional, mas,
de forma alguma, são absolutos. A noção da linguagem pressupõe o oposto. A
escolha de palavras, a pontuação, implica em "preconceitos": a experiência da
escrita e da leitura, a despeito dos padrões que lhes servem, é, em última
instância, única. Daí mesmo o interesse e a riqueza da comunicação.

O exercício da objetividade e imparcialidade, levado às
circunstâncias da produção jornalística industrial, pode conduzir à
"desconstrução" dos preconceitos e à dificuldade de percepção de novos
conceitos. Os fatos assumem tal importância do ponto de vista industrial e
comercial que perdem sua razão como experiências individuais para o jornalista.
A objetividade e a imparcialidade também podem servir de desculpa para um
trabalho mal feito. É suficiente "ouvir sempre os dois lados" envolvidos no fato
relatado e apenas isso? O jornalista tem lado? Sim, seu trabalho.

Identificam-se outros problemas relacionados ao processo de
"desumanização" do jornalismo. A valorização exclusiva do fato como matéria para
publicação e não em si mesmo transforma a realidade em uma peça secundária.
Nesse processo, mesmo que mantida a verossimilhança, podem esvaziar-se a ética
profissional e a própria informação. Foi o que ocorreu em "O mundo de
Jimmy", reportagem publicada em 1980, vencedora de um prêmio Pulitzer. A
repórter do jornal The Washington Post, Janet Cook, inventou o
protagonista de seu artigo comovente, um menino de oito anos viciado em heroína
desde os cinco.

"Devem as notícias refletir a realidade como um espelho? Não,
mas não porque não devam, é que não podem", diz Gonzalo Peltzer no
livro Periodismo con Pasión (Editorial Ábaco, Colección de la Facultad de
Ciencias de la Información de la Universidad Austral, Buenos Aires, 1996).
"Comunicar a verdade ao público não é o mesmo que mostrar as coisas como num
espelho. Se as informações devem assemelhar-se à realidade como duas gotas de
água, os jornais deveriam ser todos iguais. A mínima diferença seria sinal de
que um deles mente. A mania da objetividade (não me atrevo a qualificá-la mais
benevolamente) levaria - e está levando - os jornais e meios em geral a
parecerem-se cada dia mais entre si."

O indício de que a realidade é secundária conduz à morte do
jornalismo. Desse mal sofrem todos (?!) os jornais. E por onde afastam-se dos
leitores. Apenas o fato de considerar seu universo como o de seus leitores,
exclusivamente, não pode significar a mesma coisa?

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Reflexão sobre princípios de jornalismo

O jornalismo é feito de princípios. Uma conversa de café entre duas pessoas, sejam elas quem forem, é uma conversa privada, mesmo que tida em voz alta. É um bom princípio. Há quem não o siga: há uns anos, Sousa Franco viu reproduzidas declarações que fazia à mesa de um restaurante. Sousa Franco, que tinha uma deficiência auditiva, falava muito alto. Mas o que dizia era privado, era entre si e o seu interlocutor. A conversa foi publicada. Há gente que mudou de opinião de então para cá, tendo criticado a publicação da conversa e achando agora natural a publicação da conversa escutada por terceiros na mesa ao lado.

Uma pessoa que é acusada numa notícia deve ser ouvida antes da publicação da mesma. Deve ser-lhe dado o direito de contraditar. É outro bom princípio. Há quem siga, quem faça de conta e quem ligue a recolher a posição contraditória a horas impróprias. São habilidades para contornar um bom princípio.

Mas o jornalismo, infelizmente, também é feito de fragilidades. Alguém escreveu já que os jornalistas têm a ousadia de escrever notícias todos os dias. É um facto. E, muitas vezes, a pressão leva a que nem todos os bons princípios e regras éticas e deontológicas sejam cumpridas. Levante-se o primeiro jornalista que nunca cometeu um errro!

O que eu quero dizer com isto é que as redacções dos jornais devem estar organizadas de forma a que esteja reduzido o risco de cometer erros destes, que podem ser fatais para terceiros. Apesar disso, os erros acontecerão e não restará ao jornalista e ao jornal nada mais do que pedir desculpa e tentar reparar o erro. É outro bom princípio.

Com trinta e tal anos de jornalismo não desconheço que o poder, os actores políticos gostam de uns jornalistas e não gostam de outros. Acontece-nos o mesmo a todos: gostamos mais de uns políticos do que de outros.

Também já por cá ando há tempo suficiente para saber que alguns actores políticos, tendo poder, pressionam. Podem até ser perigosos e perseguir jornalistas. Mas não vivo de convicções, preciso de factos.

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O jornalismo como profissão

"O jornalista pertence a uma espécie de casta de párias, que
é sempre estimada pela 'sociedade' em termos de seu representante eticamente
mais baixo. Daí as estranhas noções sobre o jornalista e seu trabalho. Nem todos
compreendem que a realização jornalística exige pelo menos tanto 'gênio' quanto
a realização erudita, especialmente devido à necessidade de produzir
imediatamente, e de 'encomenda', devido à necessidade de ser eficiente, na
verdade, em condições de produção totalmente diferentes."

(Max Weber, A política como vocação).

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