Um coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. | Curadoria da Informação | Scoop.it

Fazia algum tempo que outros compromissos me desviavam deste blog.
Nesse ínterim, a tecnologia, o marketing, a publicidade continuaram se transformando, e as pessoas, publicando essas transformações na internet. Felizmente, nunca parei de acompanhar a evolução dessas áreas pelas redes sociais, blogs, microblogs. Muitas vezes ficava confusa sobre onde encontrar informações confiáveis e aprofundadas sobre os assuntos do meu interesse. Sentia-me encurralada no campo de guerra da informação em tempo real.
Isso me fez questionar os canais que estava utilizando para alimentar minha cabecinha.
E nessas reflexões, percebi que estava utilizando a web para fazer apenas “filtros” das informações, quando na verdade precisava fazer “triagens”. E nisso nasceu meu interesse pela curadoria.

Existe a curadoria de informação, e existem ferramentas (twitter, blog, sites), que nos possibilitam filtrar e recortar informações que encontramos na web.

Qual a diferença entre curadoria da informação e filtro de informação?

Na curadoria da informação e conteúdo (cito os dois, pois ainda não sei exatamente em que ponto eles se separam), o que importa mais é a alta qualidade do conteúdo e as referências no seu entorno; a forma como interagimos e ajudamos a construí-lo.
No artigo que utilizei para escrever esse post, a Wikipédia é dada como exemplo de curadoria. Tenho minhas ressalvas, mas é inegável que existem bloqueios e permissões feitas sobre o que será publicado. Que fique claro, a curadoria faz filtros sim, mas não somente isso, ela cria um fluxo de conteúdo para a finalidade específica, lugar, tempo e público.

- Vídeo explicando como funciona a ferramenta de curadoria Scoop. (Não encontrei o vídeo legendado).

Nos filtros de informação, apenas utilizamos aplicativos, como o Google Alertas, que nos possibilitam escolher e picotar informações que escolhemos na internet. Esses filtros não nos livram de deixar passar alguma informação importante ou algum detalhe que poderia fazer “toda a diferença”. São apenas coletadores de conteúdo de nicho, que salpicam informações sem muitas vezes ir a fundo na matéria. Obviamente, a culpa pela distribuição de conteúdo duvidoso não é do aplicativo, mas sim, de quem o escreveu ou escolheu recebê-lo.

O segredo para entender a curadoria sempre foi e sempre será o senso crítico do interneteiro. Um veterinário, por exemplo, pode optar por um aplicativo como o Scoop ou Google Alertas, mas precisa lembrar de escolher coisas boas sobre sua profissão para aparecerem por lá (Expor-se a novas ideias, debater e ouvir vozes diferentes sobre o mesmo tema). Como recompensa, conteúdo enriquecido e economia de tempo no dia-a-dia.

Confuso? Também acho. Mesmo porquê o bom conteúdo de internet é difícil de ser criado, organizado, otimizado, distribuído e, principalmente, encontrado.

Particularmente estou adorando retomar o blog pra falar sobre esse assunto. Principalmente, por estar aprendendo muito sobre inteligência coletiva, gestão do conhecimento e outros assuntos nos quais sempre tive um “pezinho”. Que pretensão, né? Fazer conteúdo sobre conteúdo.

Nos próximos posts vou trazer um exemplo prático de como um curador de informação escolhe os conteúdos para publicação.