O BRASIL NA ERA DIGITAL
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Mercado » Os desafios da comunicação na era digital

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A revolução digital mudou de forma definitiva o equilíbrio de poder entre empresas e clientes. As pessoas, mais do que nunca, têm nas mãos ferramentas suficientes para disseminar uma informação em questão de minutos. Os clientes de hoje podem comprar ao redor do mundo, descobrir informações detalhadas sobre as marcas que consomem e compartilhar suas opiniões com milhares, senão milhões, de outros indivíduos. As expectativas das pessoas – sejam consumidores ou clientes de negócios – estão aumentando. E elas têm cada vez mais força para determinar o fracasso ou o sucesso de uma marca da noite para o dia.

Atualmente, é impossível controlar todas as informações de uma empresa, inclusive as confidenciais. Para gerenciar a reputação de uma marca nesse contexto de tamanha vulnerabilidade é preciso entender de perto a dinâmica dessa nova era digital, que requer extenso conhecimento dos indivíduos, não apenas de mercados.

É preciso saber explorar a oportunidade digital, algo que muitas organizações ainda não se sentem preparadas para fazer. Muitas companhias já utilizam a análise de clientes, porém a maioria não rastreia blogs, tweets e outras fontes de opiniões provenientes do universo digital. Isso porque grande parte das ferramentas que as empresas usam para monitorar as mídias sociais não foi projetada para capturar e avaliar dados não estruturados produzidos pelas plataformas digitais.

Não estou dizendo que as fontes de informações tradicionais não sejam importantes. Obviamente elas são. Entretanto, a utilização de meios convencionais possui grande empecilho: eles se concentram em informações agrupadas e não são capazes de direcionar a empresa em uma abordagem mais personalizada com seus clientes. Opiniões expressadas em redes sociais a respeito da marca oferecem direcionamentos sobre o que o indivíduo quer e são rica fonte de informações sobre seus sentimentos, possibilitando que as empresas façam previsões precisas de padrões de consumo e direcionem sua demanda de forma mais assertiva.

Além disso, quando uma organização monitora essas fontes sociais em relação a menções de sua marca, ela pode responder rapidamente às ameaças da exposição negativa antes que elas fiquem fora de controle. Fatos que poderiam levar dias para afetar a reputação de uma marca – ou até mesmo passarem despercebidos – hoje levam algumas horas para serem disseminados. Um único post negativo em um blog é capaz de acionar reuniões emergenciais de diretoria. Esse é o real poder da mídia social.

A comunicação nas redes sociais é completamente diferente das ferramentas ou canais tradicionais de comunicação. Esse cenário está transformando o mercado de trabalho e profissionais de várias áreas de atuação têm enfrentado complexos desafios para se adequar às novas abordagens. Profissionais de propaganda e marketing, por exemplo, estão incorporando ao seu dia a dia de trabalho novas origens de dados gerados pelos próprios consumidores, além das tradicionais ferramentas de conhecimento de mercado, como pesquisas e benchmarking.

O foco do marketing está cada vez mais em relacionamentos, e não apenas no mix de produtos. E já existe entre os profissionais do setor o entendimento de que a imagem de uma empresa e sua forma de atuação são tão importantes quanto o que ela vende. Isso porque, no passado, bastava para uma companhia comercializar seus produtos ou serviços. Hoje, o reconhecimento e a admiração da marca podem ter um peso ainda maior do que o próprio produto na hora de interferir em uma decisão de compra.

Um dos maiores desafios de comunicação relacionado às mídias sociais está na análise de dados. O volume e a variedade de informações estão aumentando a uma velocidade impressionante – atualmente, são criadas mais informações a cada dois dias do que a civilização gerou desde seu início até o ano de 2003. E navegar nesse oceano digital para obter uma imagem clara dos clientes continuará a ser uma tarefa difícil.

Tudo isso significa que as novas fontes de dados digitais poderão fornecer informações estratégicas sobre como os indivíduos e influenciadores pensam e se comportam a respeito de uma marca. Mas, para utilizar todo esse conteúdo de maneira efetiva, as organizações precisarão considerar a criação de relacionamentos fundamentalmente diferentes e direcionados. Será preciso, por exemplo, permitir que os funcionários interajam com clientes e forneçam a eles e a outros públicos a capacidade de colaborar entre si.

Outras práticas também poderão facilitar o trabalho de quem lida diretamente com a comunicação de uma marca, como o investimento em novos canais digitais, personalização no contato com o cliente, utilização de tecnologias de análise de dados e avaliação do conteúdo gerado pelos consumidores. Em um cenário no qual a intimidade com o cliente será cada vez mais essencial para o sucesso de uma organização, transparência, rapidez e respeito no relacionamento com o consumidor contarão cada vez mais como diferenciais competitivos de negócio.

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O início da Era Digital

O início da Era Digital | O BRASIL NA ERA DIGITAL | Scoop.it

No início da Internet fizeram-se muitas previsões sobre o impacto que esta viria a ter na sociedade. À medida que as previsões passavam a ser realidade, foram surgindo várias denominações para o que estava a acontecer e para o que se previa, como por exemplo: “Revolução das comunicações”, “Auto-estrada da informação”, “Revolução da Informação” e “Revolução Digital”. O que poucos conseguiram prever, é que desta vez não estamos a entrar num novo ciclo, mas sim a iniciar uma nova Era, a Era Digital....

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CEPAM-CE: Coordenadoria de Mulheres na era digital

CEPAM-CE: Coordenadoria de Mulheres na era digital | O BRASIL NA ERA DIGITAL | Scoop.it

A Coordenadoria especial de Políticas Públicas para a Mulher do Estado do Ceará (CEPAM-CE) está em compasso com o século XXI, época de relações dinâmicas, interatividade, informações velozes e conectadas em uma rede de relacionamentos.
É pautada neste novo contexto que a Coordenadoria de Mulheres do Gabinete do Governador pretende interagir simultaneamente com os diversos movimentos sociais de mulheres, dialogando, pautando e publicizando acontecimentos de interesse comum, beneficiando a sociedade civil, que só tem a ganhar nesse  feedback entre organizações governamentais - seja no âmbito estadual e municipal -, não governamentais e demais equipamentos sociais voltados a questão de gênero.
Visando a implementação de políticas públicas eficazes, baseamos nosso trabalho na ausculta, diálogo e parcerias, usando as ferramentas disponibilizadas pela rede mundial de computadores como um importante aliado nesta luta comum a todas nós, que é o enfrentamento a violência contra a mulher.
As ferramentas na qual disponibilizamos são:
Twitter: @cepamce
Email´s: coordenadoriademulheres@gabgov.ce.gov.br  e conferenciamulheres@gabgov.ce.gov.br 
Facebook: http://www.facebook.com/cepamce

Brevemente estaremos disponibilizando fóruns de debate e interagindo em demais mídias sociais.

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Dos afluentes esquerdos do Rio Amazonas a Jomo Kenyatta: Educação na Era Digital? - Blog da Cia

Dos afluentes esquerdos do Rio Amazonas a Jomo Kenyatta: Educação na Era Digital? - Blog da Cia | O BRASIL NA ERA DIGITAL | Scoop.it

“Fale agora quais são os afluentes esquerdos do rio Amazonas!” Era assim que começava uma crônica de Luis Fernando Guimarães que virou quadro do antigo TV Pirata. Um ladrão entrava mascarado na residência de um pacato casal e os intimava com a pergunta e uma arma em mãos. Você sabe? Provavelmente não. E os afluentes direitos? Não também, mas, se sabe, decorou com algum recurso mnemônico.

Assim como a vítima da crônica, que se salvava da ameaça respondendo à pergunta, todo mundo já decorou um dia. Ao final, o indivíduo assaltado conclui que “sabia que isso um dia iria servir para alguma coisa!”.

Salvar a própria pele seria a única maneira de justificar a indefectível “decoreba”. E o autor do texto captou a ironia com que a Educação em nosso país nos sujeitava e nos avaliava. Quem soubesse a informação de cor, pontuava. Mas, para os bons alunos – questionadores, inconformados –, não existia exame final, prova mensal, bimestral ou vestibular que os convencesse da utilidade em memorizar algo que teriam poucas chances de usar na vida.

Só que a Era Digital chegou e trouxe com ela o Google, nosso oráculo. E, agora, praticamente não precisamos mais ter a informação; apenas saber onde buscá-la. “Saber quem sabe” é o mandamento moderno, já que, logo em seguida, a Internet – com a web 2.0, as mídias sociais e a colaboração – oferece-nos a possibilidade de nos conectarmos não apenas com a informação, mas com pessoas que detêm conhecimento e estão dispostas a compartilhá-lo. Assim, as redes de pessoas, que sempre existiram na história da humanidade, agora surgem em um formato novo, online, sem barreiras de tempo e espaço. Mais e mais pessoas se conectam aos “nós” onde estão o conhecimento e o compartilham.

E como o conhecimento de um vira o conhecimento de outro, de muitos? Só vira conhecimento quando nos apropriamos dele. Isso acontece com a reflexão.

Num mundo de abundância de informação ou conhecimento acessível, memorizar não é mais necessário; a reflexão no processo de aprendizagem é que fará a diferença entre quem acessa a informação ou o conhecimento e quem aprende.

É a capacidade de refletir sobre o conhecimento que faz com que ele realmente esteja sendo multiplicado. É isso o que a Educação faz, ou deveria fazer: pegar o conhecimento de um lugar ou de uma pessoa e levá-lo para outras.

Só que a Era Digital chegou, mas não necessariamente a Educação chegou à Era Digital.

Um amigo meu, professor de matemática do Ensino Fundamental, pediu aos alunos um trabalho sobre Johannes Kepler, matemático e astrônomo do século XVII. O trabalho deveria ser entregue escrito à caneta, como a maioria do material pedido pelos professores a alunos dessa idade. Obviamente, os alunos copiaram o que apareceu no resultado da busca do Google e entregaram. Na data de entrega, apareceram diversos trabalhos muito semelhantes, para não dizer idênticos. Com exceção de um: uma aluna entregou um trabalho sobre Jomo Kenyatta. Como? Sim, ela digitou errado o nome do matemático e ele se transformou em um ditador queniano. O texto estava copiado à caneta, mantendo inclusive a cor azul de hyperlinks no texto e com palavras estranhas resultantes da ferramenta de tradução automática. Perguntei ao meu amigo o que ele fez com a tal aluna e ele disse: “Dei dez!” Claro, um aluno que faz um professor despertar sobre a ineficiência de sua metodologia merece um dez.

Com exceção de poucas Escolas e Universidades, a maioria não ensina aos alunos como utilizar os recursos disponíveis atualmente para aprimorar seu aprendizado. Pelo contrário, possuem “Salas de Informática” fechadas com chave e apartadas das outras matérias, veem a Internet como ameaça e as redes sociais como distração. Não ensinam também como transformar o conhecimento daqui, somado ao dali, em algo novo. Não valorizam o refletir, o questionar, o transformar. Ainda se pensa em termos de exames finais que exigem memorizar nomes, fatos e fórmulas sem significado. Diante disso, a Internet passa a ser a grande fonte de “cola” disponível, só isso. O mindset dos alunos fica tão acostumado a decorar que eles não refletem, nem fazem associações, nem criam, não sabem o que fazer com o conhecimento disponível. Então, para que serve tanta rede social e colaboração online se o aprendizado não se concretiza?

A Escola da Ponte, em Portugal, não possui turmas, nem matérias, nem avaliações, nem notas, mas os alunos aprendem e não há indisciplina. Eles têm Internet com livre acesso em todas as salas de aula e os alunos mais novos estão nas mesmas turmas dos mais velhos. Como eles aprendem? Os alunos escolhem o tema que irão estudar durante 15 dias e o pesquisam. O professor é um facilitador e os alunos aprendem a aprender. E todos aprendem Língua Portuguesa, Geografia, História, Física, Química… O tema tem significado para eles e se transforma em conhecimento. E eles compartilham em rede: têm murais, onde anunciam o conhecimento que possuem e o que querem aprender e assim, trocam com quem tem algo que eles ainda não têm e ensinam aos outros.

A Educação na Era Digital deveria se parecer bastante com isso: transformar quem busca o conhecimento em quem o tem. Ensinar a usar o conhecimento para criar o novo. De nada adianta o futuro (presente) nos acenar com as inúmeras possibilidades de aprendizado em rede se não sabemos o básico: como aprender o conhecimento que está aí? E para que ele pode servir?

A professora Jenny Moon, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, realizou um estudo em 2004 sobre a relação entre “Reflexão e empregabilidade” e apontou o óbvio: quanto maior a capacidade do aluno em refletir, maiores as possibilidades de empregabilidade dele quando sair da Universidade.

A Universidade Central da Inglaterra também produziu um ranking com a lista dos requisitos buscados pelos empregadores. Aparecem na lista: comprometimento, vontade de aprender, automotivação, trabalho em equipe, habilidade de comunicação, entre outros. Dos 25 requisitos, apenas três ou quatro não estão obviamente relacionados diretamente ou indiretamente à habilidade de refletir.

Para Jenny, derivam do processo reflexivo: ações, visões críticas, desenvolvimento pessoal e profissional contínuo, lifelong learning, reflexão sobre o processo de aprendizado (metacognição), desenvolvimento emocional, empowerment, ideias que podem ser soluções de problemas. Que empresa não gostaria de contratar ou manter um colaborador que tenha essas habilidades?

Chegaram à Era Digital aquelas Escolas e Universidades que conseguiram trazer os recursos disponíveis de acesso ao conhecimento e à informação para uma Educação com significado. E quem teve a oportunidade de desenvolver sua habilidade de reflexão, aproveitará a Era Digital para o seu desenvolvimento. São crianças, adolescentes, adultos, estudantes, profissionais ou aposentados que saberão usar mídias sociais e colaboração em rede para transformar conhecimento em soluções, em ideias, em uma vida melhor para si e para os outros.

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umasreflexoes...: O progresso tecnológico e o retrocesso social e cultural...

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O texto na era digital | Revista Língua Portuguesa

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Revista Língua Portuguesa, da Editora Segmento. O universo do idioma em notícias, artigos e reportagens. Dicas sobre gramática, literatura e redação para professores, educadores e apaixonados pela linguagem.

 

 

 

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