O Apanhador no Campo de Centeio
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Sobre: O apanhador no Campo de Centeio

Sobre: O apanhador no Campo de Centeio | O Apanhador no  Campo de Centeio | Scoop.it

Há muito tempo conheci a fama do livro “The catcher in the rye” (O apanhador no Campo de Centeio), e quando soube que seria o livro adotado na disciplina de Literatura Americana, fiquei entusiasmada e parti para a leitura.
A minha primeira curiosidade foi entender o que ele continha para inspirar um assassinato (de John Lennon), e a minha “frustração”, por assim dizer, foi o livro não contar nada mais do que a história de uma crise adolescente.
A história é sobre Holden Caulfield, um adolescente, que após ser novamente expulso do colégio, resolve tirar umas “feriazinhas”, longe dos colegas de colégio e de sua família, ele se hospeda no Hotel Edmont, onde vários episódios inusitados acontecem. Entre eles, o encontro com três moças beirando os 30 anos, ele as convida para dançar, elas aceitam o convite, mas não lhe dão grande atenção; a parte que mais me chamou atenção foi quando Holden pede ao garçom uísque com soda, e quando é questionado sobre a sua idade, Caulfield resolve pedir uma Coca-Cola.
Outro momento é quando o ascensorista lhe oferece uma garota, Holden reluta, mas acaba aceitando e quando ela chega, ele fica muito nervoso e encabulado (ele era virgem), e acaba não tendo coragem para fazer o programa, há uma discussão sobre o valor a ser pago, e como não se chega a um acordo, o ascensorista bate em Holden e lhe rouba o dinheiro.
Achei interessante também os momentos em que Holden critica a indústria cinematográfica e os filmes que seu irmão D. B. escreve para Hollywood, a influência da morte de seu irmão Allie em sua crise existencial, além da relação terna e afetuosa de Holden com a irmã caçula Phoebe, pois apesar de criticar a todos a sua volta, Holden tem um carinho especial pelos irmãos, mas principalmente pela caçula.
O romance publicado em 1951 e de autoria de D. J. Salinger revolucionou a escrita literária da época, escreve como um adolescente e descreve seus dramas. É interessante que o autor usa o recurso do fluxo de pensamento (criado por James Joyce), utilizado para evidenciar idéias e com elas todas as sensações e imagens mentais que se cria, o resultado é uma narrativa densa e profunda.
O final do livro foi um pouco vago para mim, já que gostaria de saber o que aconteceu ao Holden, qual foi à reação dos pais quando souberam da expulsão do colégio (Pencey), e como e porque ele foi internado, mas depois da discussão em sala aula, cheguei à conclusão de que essa era a intenção de Salinger como grande escritor: deixar à mente a vontade para a interpretação que lhe convém.
Eu particularmente, pela fama do livro achei que a história fosse melhor; quando comecei a ler pensei que Holden iria se tornar um assassino e matar os colegas, a família ou coisa assim, o que daria margem a tese do início deste texto (A explicação para a morte de John Lennon), mas o importante é que para a época (1951) foi um livro revolucionário que põe em cheque as perfeitas famílias americanas, a cultura e a hipocrisia das pessoas, esse pensamento faz com que o meu conceito sobre o livro mude e passa a ser um bom livro, principalmente quando se é ou vive com um adolescente.
Como aluna do curso de formação de professores, acredito que esse livro é um ótimo instrumento de trabalho, principalmente para utilização com jovens do ensino médio, porque podemos comparar a vida dos alunos a de Holden, proporcionar não só a leitura de um clássico americano, mas o contato com outra cultura e aproximá-la da realidade brasileira.

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Há muito tempo conheci a fama do livro “The catcher in the rye” (O apanhador no Campo de Centeio), e quando soube que seria o livro adotado na disciplina de Literatura Americana, fiquei entusiasmada e parti para a leitura.
A minha primeira curiosidade foi entender o que ele continha para inspirar um assassinato (de John Lennon), e a minha “frustração”, por assim dizer, foi o livro não contar nada mais do que a história de uma crise adolescente.
A história é sobre Holden Caulfield, um adolescente, que após ser novamente expulso do colégio, resolve tirar umas “feriazinhas”, longe dos colegas de colégio e de sua família, ele se hospeda no Hotel Edmont, onde vários episódios inusitados acontecem. Entre eles, o encontro com três moças beirando os 30 anos, ele as convida para dançar, elas aceitam o convite, mas não lhe dão grande atenção; a parte que mais me chamou atenção foi quando Holden pede ao garçom uísque com soda, e quando é questionado sobre a sua idade, Caulfield resolve pedir uma Coca-Cola.
Outro momento é quando o ascensorista lhe oferece uma garota, Holden reluta, mas acaba aceitando e quando ela chega, ele fica muito nervoso e encabulado (ele era virgem), e acaba não tendo coragem para fazer o programa, há uma discussão sobre o valor a ser pago, e como não se chega a um acordo, o ascensorista bate em Holden e lhe rouba o dinheiro.
Achei interessante também os momentos em que Holden critica a indústria cinematográfica e os filmes que seu irmão D. B. escreve para Hollywood, a influência da morte de seu irmão Allie em sua crise existencial, além da relação terna e afetuosa de Holden com a irmã caçula Phoebe, pois apesar de criticar a todos a sua volta, Holden tem um carinho especial pelos irmãos, mas principalmente pela caçula.
O romance publicado em 1951 e de autoria de D. J. Salinger revolucionou a escrita literária da época, escreve como um adolescente e descreve seus dramas. É interessante que o autor usa o recurso do fluxo de pensamento (criado por James Joyce), utilizado para evidenciar idéias e com elas todas as sensações e imagens mentais que se cria, o resultado é uma narrativa densa e profunda.
O final do livro foi um pouco vago para mim, já que gostaria de saber o que aconteceu ao Holden, qual foi à reação dos pais quando souberam da expulsão do colégio (Pencey), e como e porque ele foi internado, mas depois da discussão em sala aula, cheguei à conclusão de que essa era a intenção de Salinger como grande escritor: deixar à mente a vontade para a interpretação que lhe convém.
Eu particularmente, pela fama do livro achei que a história fosse melhor; quando comecei a ler pensei que Holden iria se tornar um assassino e matar os colegas, a família ou coisa assim, o que daria margem a tese do início deste texto (A explicação para a morte de John Lennon), mas o importante é que para a época (1951) foi um livro revolucionário que põe em cheque as perfeitas famílias americanas, a cultura e a hipocrisia das pessoas, esse pensamento faz com que o meu conceito sobre o livro mude e passa a ser um bom livro, principalmente quando se é ou vive com um adolescente.
Como aluna do curso de formação de professores, acredito que esse livro é um ótimo instrumento de trabalho, principalmente para utilização com jovens do ensino médio, porque podemos comparar a vida dos alunos a de Holden, proporcionar não só a leitura de um clássico americano, mas o contato com outra cultura e aproximá-la da realidade brasileira.

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