Noção de justiça a partir de um Pacto Social.
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Noção de justiça a partir de um Pacto Social. :: Gotas de Filosofia

Partindo do pressuposto de que os indivíduos concordam em renunciar o poder para fazer tudo o que quer desde que nenhum obstáculo impeça a ação e a posse natural de bens e armas e em transferir a um terceiro o poder para criar e aplicar as leis, vejo que o contrato institui a autoridade política e consequentemente o estado civil, ou seja, surge a figura do Estado que é constituído por um contrato entre o governo e seu povo, embora haja divergências entre Hobbes e Rousseau, ao conceito de quem é o responsável em assumir tal poder, se é ao soberano com poder natural ou a soberania popular. O contrato, ou Pacto social, é uma forma política de organizar a sociedade e se é política sua finalidade é a justiça, ou seja, a concórdia entre os cidadãos. Fazer com que seja respeitado o modo pela qual a comunidade definiu sua participação no poder. Para que isso possa acontecer é necessário reportarmos ao conceito do homem político como aquele possuidor de virtude, um ser equilibrado, pois só assim é que o homem dono de sua própria produção enquanto instrumento de liberdade será possuidor das obediências às leis instituídas, respeitando o outro, não o escravizando, vendo no outro os mesmos direitos a que lhe pertence e que o poder lhe é dado para liderar a sociedade e carregado de direitos e deveres e que só terá seus direitos garantidos a partir do momento em que saber cumprir com os seus deveres. Como cita na pergunta, não vejo que o contrato servirá a um mercado de bobo uma vez que quem irá determinar sua forma de governo é o próprio povo baseado no conceito de justiça, aquele que irá ter a responsabilidade de trazer a concórdia aos membros da sociedade, respeitando os direitos e deveres de cada um. Portanto todos tem a capacidade de usufruir de seus direitos, mas tendo a consciência de que seus deveres devem também ser cumpridos, garantindo assim um equilíbrio e consequentemente a concretização da justiça.



Leia mais: http://wprrangel.webnode.com/news/no%c3%a7%c3%a3o-de-justi%c3%a7a-a-partir-de-um-pacto-social-/
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Filosofía escolástica - Historia de la Filosofía de Jaime Balmes

Filosofía escolástica - Historia de la Filosofía de Jaime Balmes | Noção de justiça a partir de um Pacto Social. | Scoop.it
Exposición de la filosofía escolástica. Santo Tomás y el pensamiento escolástico en la Edad Media.

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Profº Rangel: Wittgenstein

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Wittgenstein   Quando dizemos que a segunda filosofia de Wittgenstein superou toda a tradição filosófica, queremos afirmar que ele colocou o problema do significado em outra dimensão, acrescentando ao significado uma abordagem pragmática onde as palavras tem a função de substituir no discurso elementos do mundo ou elementos pensáveis, ou seja, a maneira de como os elementos possa ser substituído pelo signo. As investigações que fazemos da linguagem, entendida como estrutura básica, como forma lógica, desaparece dando lugar aos jogos de linguagem, de uma forma multifacetada.     O significado no jogo da linguagem não mais se dá pela forma da proposição, pelo sentido dos seus componentes, nem por sua relação com os fatos, mas pelo uso que fazemos das expressões linguísticas nos diferenças contextos ou situações em que as empregamos. Com isso o significado passa a não mais ser visto como um processo referencial, pois o usamos a linguagem para muitos fins e o significado entendido como signo não dá conta de tudo o que a linguagem possa oferecer.   Quando citamos que os jogos de linguagem se caracterizam por sua pluralidade, queremos dizer que torna a linguagem, uma forma dinâmica, onde novos jogos surgem e outros desaparecem tornando algo vibrante onde o uso da linguagem passa a ser uma prática social concreta. Os jogos de linguagem se dão a partir de regras de uso que determinam nos contextos dados o significado que a expressão linguística tem. Não é a subjetividade, a estrutura de nossa mente, que constitui o significado, mas as práticas, as formas de vida, que torna a linguagem algo que não seja privado.   Portanto, podemos afirmar que a segunda filosofia de Wittgenstein rompe com o modelo referencial, ou seja, com o modelo que estabelece que a linguagem se dê pelo fato que os signos substituem objetos do mundo ou outras entidades mentais. O significado se dá pelo uso, por sua dimensão pragmática, vetando uma linguagem privada, pois toda linguagem deve ter no mínimo dois sujeito, que compartilham uma regra. A linguagem passa a ser um grande jogo onde vários jogos particulares são jogados devido a seus múltiplos usos.
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Profº Rangel: Filosofia da Mente II

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Filosofia da Mente II  
Tomando a definição de Morim: “A terra é um pequeno planeta desse Universo inteiro”, teríamos um grande avanço nas escolas e universidades ao pararem de acreditar que existe uma disciplina que é mais importante que a outra. A Filosofia da Mente tem uma importância neste aspecto ao explicar todas as formas mecanicistas sobre os processos criativos da construção de uma teoria da identidade, permitindo ser interdisciplinar nos estudos dos processos mentais. Em introdução aos estudos sobre a mente , podemos observar que a Filosofia da Mente nos fornece dados sobre as ciências naturais permitindo uma metodologia que coloca a ciência cognitiva e a Filosofia da mente intrinsecamente relacionadas. Essa unificação metodológica seria mecanicista utilizando para tal a criatividade e nesse aspecto ambas podem contribuir para os estudos dos processos cognitivos no que se refere ao ensino e a aprendizagem.  O que podemos observar é que o aluno e talvez até o professor mal consigam fazer uma conexão entre o que aprende em cada uma das diferentes disciplinas devido ao nosso processo educativo ser compartimentalizado. Essa dificuldade sempre irá existir enquanto o professor não se colocar como mediador entre a sua disciplina com as demais disciplinas que surgem no decorrer de suas aulas. Nesse sentido o professor de filosofia precisa apontar aos seus alunos quando está entrando em outras áreas do conhecimento. Os problemas filosóficos se opõem àqueles que procuravam encontrar fundamentos para soluções, enquanto que outros buscavam sua distinção diante de variadas abordagens e campos de conhecimentos possíveis. Frente a esta questão podemos observar sua fundamentação, numa ciência cognitiva que demanda de explicações razoáveis pelas questões profundas da filosofia, a defesa de uma máquina específica para serem executadas, à consideração de animais e máquinas como sistemas intencionais, a linguagem do pensamento como meio de representações mentais que são organizadas em um sistema cognitivo e por fim a defesa de que a classe dos acontecimentos mentais não poderem ser explicadas pelas ciências física, pois algumas explicações apela para considerações do comportamento intencional. Quando então nos colocamos frente a esta questão da interdisciplinaridade, podemos concluir que cabe a Filosofia relacionar o sistema mecanicista enquanto naturalismo metodológico, permitindo que a ciência cognitiva e a Filosofia da Mente estejam entrelaçadas e que o professor possa contribuir a partir do momento em que se colocar como mediador entre a Filosofia e as ciências de modo geral.
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Profº Rangel: LÓGICA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA

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LÓGICA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA  
O conhecimento científico se enriquece a partir do momento em que as teorias são contestadas, talvez no espírito de Karl Popper, com o objetivo de ampliar o conhecimento, uma vez que assimilamos de que não existe uma ciência imutável. As teorias necessitam ser contrariada, ou falseada. Em um primeiro momento, a ciência foi vista como aquela que comportaria todas as verdades, com base na criação de teorias e leis por meio de experiências, mas com a ideia de que a teoria precede a experiência, os falsificacionistas admitem que toda explicação científica seja hipotética. O valor de um conhecimento cientifico não vem da observação de experiências, mas da possibilidade de a teoria ser contrariada, ou melhor, falseada. Em primeiro momento acreditava-se que a ciência comportaria todas as verdades, com base na criação de teorias e leis que surgiram pela observação de experiências - esta é a crença de indutivistas. Há entendimento de que o conhecimento científico não pode ser definido apenas pela experiência, mas a observação de fenômenos pode proporcionar o início de uma investigação filosófica que poderá vir a se tornar científico. Como já dizia o filósofo Karl Marx, a teoria sem a prática é ingênua. Para os falsificacionistas a ciência evolui ao tentar superar as teorias. O erro está no fato de que as pessoas de modo geral não fazem uma reflexão crítica sobre a ciência e pensam talvez que ela seja feita pela indução (grande número de experiências). Cria-se, portanto uma teoria explicativa ou uma lei. A indução pode levar à observação como fonte objetiva e pode proporcionar a relação entre teoria e experiência. Da observação pode ser tirado o conhecimento, embora deva ser considerado que depende do ponto de vista de cada observador.  Karl Popper criticou aquilo a que chamou o mito do "observatismo", vigente no modelo de investigação positivista, segundo o qual a observação pode ser fonte segura do conhecimento. Segundo ele, por detrás da ideia de indução, encontra-se a convicção errada de que o investigador pode observar e experimentar a realidade sem pressupostos e sem preconceitos. Não se pode admitir que o espírito do investigador se comporte como uma tábua rasa, já que tal seria ignorar o fato de que sempre se observa e se experimentam em função de problemas, teorias e modelos que condicionam a investigação. Quer na vida cotidiana quer na ciência, a observação não é o primeiro passo; há sempre algo que orienta o conhecimento – antecipações e expectativas na vida cotidiana; teorias no plano da ciência. É falso que o cientista parte de observações, tentando generalizá-las. Com a ideia de que surgiram pela observação de experiência, o falsificacionismo admite que toda explicação cientifica é hipotética; no entanto, é o melhor que tem.  Hipóteses são possibilidades de pensar o fenômeno por meio de sua negação. Se o objeto a ser investigado possibilitar que seja contrariado em outras hipóteses, então o cientista terá chão para provar o valor da teoria. É justamente desta forma que o universo caminha, ordem e desordem; caos e vida; território e desterritorializar; equilíbrio e desiquilíbrio; afinar e desafinar, etc. Se não existe o processo de indução existe pelo menos a investigação científica que permite que o conhecimento passe pelo falsificacionismo. Para Popper a ciência é incapaz de ser fundamentada na indução. As ideias são apenas provisórias, até que sejam falseadas. Ao ser falseadas, outras teorias deverão assumir seu lugar. A ciência não é uma verdade absoluta. Portanto, para os falsificacionistas, a Ciência é a tentativa de superação das teorias. Aristóteles foi o primeiro grande físico que explicava por que os objetos caiam e como funcionava a impossibilidade do vácuo. A física de Aristóteles foi falsificada várias vezes. Cientistas como Newton e Albert Einstein foram incapazes de dar certas explicações sobre a lei da gravidade, explicação de certos fenômenos, como por exemplo, a órbita dos planetas. No momento em que uma teoria é falseada, o cientista tentará melhorá-la ou a abandoná-la. Enquanto a teoria não é falseada permanece o seu valor explicativo. O importante é que tenhamos clareza sobre o seu limite. As teorias devem ser claras e objetivas sobre o conhecimento de todas as coisas a fim de que passe pela falsificabilidade.
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Profº Rangel: A teoria semântica de Stuart Mil.

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A teoria semântica de Stuart Mil.                       Stuart Mill em sua teoria do significado se manifesta firmemente na tentativa de provocar um rompimento do idealismo subjetivista que permeia o pensamento filosófico de sua época. Sua oposição ao conceitualismo parte do pressuposto da negação de que “nomes” tenham ideias como seus referentes imediatos, isto é, a linguagem não pode simplesmente ser usada para comunicar o conteúdo de nossas representações subjetivas, mas sim, deve ser utilizada para falar do mundo, enunciar aquilo que julgamos ser verdadeiro sobre o mundo, em outras palavras, emitir juízos sobre o mesmo.  
                    Segundo Stuart Mill, a função prioritária da linguagem não é comunicar o que concebemos em nossas mentes na forma de imagens mentais e sim em nossas crenças em verdades. Com isso ele prioriza a noção de verdade numa teoria semântica.
                     Com essa estrutura de pensamento, contraria o modelo de Hobbes, onde coloca a linguagem com o objetivo de fundamentar o instrumento necessário para estabelecer o contrato social, colocando a fundamentação da linguagem enquanto instrumento necessário a enunciação de verdades.
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Patrología. Historia de la Iglesia Antigua y Medieval.

Patrología. Padres de la Iglesia. Historia de la Iglesia Antigua y Medieval.

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Miriam Cabrera López's curator insight, June 6, 2014 3:38 AM

María José: me parece una página muy interesante en que se aprenden muchas cosas.

 

Pepi peña ortega's curator insight, June 6, 2014 3:39 AM

 

Fatima:  este articulo me ha parecido interesante.

Cathy: Gracias a este articulo tengo una buena vision de la iglesia antigua y medieval.

Yaiza: Al descubrir este articulo he aprendido la situacion de la iglesia antigua y no me parecia muy justa puesto que tenian engañados al pueblo y encima les hacian creer mentiras y mientras ellos vivian la mas absoluta riqueza, el pueblo moria de hambre. personalmente yo no creo en la iglesia catolica.

Christian Diaz Rodriguez's curator insight, June 6, 2014 3:42 AM

domingo: ta mu bien

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Profº Rangel: Descartes e o "desprendimento intelectual"

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Descartes e o "desprendimento intelectual"   Segundo Descartes o bom senso, sendo próprio do ser humano, não procurando possuir mais do que tem, caracteriza o desprendimento intelectual, ou seja, o indivíduo para poder estar aberto para o “novo” será necessário desmascarar todas as formas de pré-conceito estabelecida no senso comum. Para ele o homem ao discernir o bom senso ou razão entre o falso e o verdadeiro, mesmo havendo diversidade de opiniões, não significa de serem diferentes racionalmente passando por caminhos diversos, não considerando as mesmas coisas, o mais importante é sabermos aplicá-lo de uma forma convincente. Em sua estrutura de pensamento, condizente com sua experiência de vida, procura valorizar a liberdade humana não ditando regras, mas levando o homem a instruir-se e se apropriar de sua própria ignorância para poder se abrir a luz de novos conhecimentos. Não somos ilhas, parecendo viver em uma redoma de vidro. Há necessidade de interagirmos com o outro, respeitando sua forma de agir, pensar, em todos os aspectos da vida humana que nos possibilita a construção do nosso próprio modo de ser.
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Profº Rangel: Ética e Éstética: Uma visão do século XIX

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Ética e Éstética: Uma visão do século XIX   Nos recortes dos textos, "O Imperialismo e o pensamento racial do século XIX" de Hannah Arent e "A Identidade em questão" de Stuart Hall, podemos perceber que a ideologia está conceituada como um estudo de conceitos no campo das ideias impostas como dogmas, ou seja, conceitos desenvolvidos e impostos como verdades absolutas. No século XIX sobressaíram duas ideologias dominantes sobre as outras: a luta de classes (marxismo) onde a sociedade se baseia na luta entre exploradores e explorados, e a luta natural das raças (darwinismo) onde o mais apto ao meio elimina e domina as raças inferiores. As identidades destacadas estão ligadas ao grupo social e aos interesses que trazem a si alguns privilégios e atendem os interesses políticos. O ponto central abordado nos fragmentos é a identidade no sentido de estar atrelado à questão política, imperialista, social, racial, discriminatório e de interesses econômicos ao longo da história, ou seja, os países imperialistas impõem conceitos, valores e ideologias que visam atender aos seus interesses políticos e econômicos. Esses temas podem ser abordados e colocados em discussão através de filmes, imagens, propagandas, documentários, textos e debates; cabendo ao professor contextualizar e inserir o aluno ao tema dentro do contexto histórico-social. Os temas e proposições expostos encontram espaços nos planejamentos e discussões nas disciplinas na área de ciências humanas no sentido da construção do pensamento reflexivo a partir da abordagem de vários pontos de vista de um determinado tema ou ideologia (racismo, bullying, política, guerra, economia) no intuito de estimular o aluno a criar a sua personalidade e seu próprio ponto de vista. As disciplinas relativas a Áreas de Ciências Humanas; história, geografia e filosofia, podem oferecer diferenciais para uma abordagem dos temas elencados, tais como: em história podemos ver a questão da ideologia e identidade, o mesmo ocorrendo em filosofia e geografia. Porém em história pode ser trabalhado de uma forma a resgatar o aspecto sócio histórico e cultural de maneira contextualizada, na Filosofia pode ser trabalhado dentro da ótica da ética e da estética, e por fim em geografia o tema da ideologia pode se utilizar de conceitos pré-estabelecidos para exercer a hegemonia e impor seus interesses sobre países mais pobres, usando a ideologia para impor a sua geopolítica, enquanto que a identidade pode trabalhar o conceito de lugar, pertencimento a um grupo social, a região e regionalização e grupo político.
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Profº Rangel: Filosofia da Mente I

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Filosofia da Mente I   Quando entendemos a intencionalidade como a capacidade de representações, podemos perceber que as representações físicas e públicas pertencem a uma intencionalidade que é derivada da intencionalidade originária ou intrínseca da mente que a concebe ou constrói, pressupondo capacidades representacionais de agentes cognitivos e seus estados, atos e eventos mentais que são intrinsecamente intencionais como maneira de evitar uma regressão infinita, ou seja, a capacidade de representar de certas representações não pode depender sempre da capacidade de representar de outras representações. Putnam critica fortemente a ideia de que existe uma intencionalidade intrínseca assemelhando essa maneira de ver a uma versão da concepção mágica da linguagem. Defende que as palavras que usamos são compostas de sons e marcas gráficas que tem propriedades intrínsecas. As palavras podem ser carregadas de propriedades por diversas visões, porém pode não determinar as condições normativas de aplicação das mesmas. Numa relação entre um nome e o que designa é convencional, não dependendo em nada das propriedades intrínsecas de uma inscrição concreta sonora ou gráfica do nome em questão. Como Donald Davidson observa, as palavras existem em uma forma “abstrata”, porém quando associada a um determinado objeto, a representação, isto é, a palavra que se encontra no abstracismo torna-se concreta por estar relacionada e convencionada a um determinado objeto. As teses externistas de Putnam e Davidson valem para as representações mentais privadas e subjetivas.
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Profº Rangel: A autenticidade da reflexão filosófica

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A autenticidade da reflexão filosófica   Partindo do pressuposto que a teoria numa acepção clássica grega é um conhecimento especulativo, abstrato, puro que se afasta do mundo da experiência concreta, sensível, sem preocupação prática, acredito que a perspectiva teórico-filosófica daqueles que a possui, deve ser sublimada. Pois devemos partir do princípio de que o saber teórico deve ser um saber puro, desinteressado, sem a preocupação de uma aplicação prática ou imediata. Acreditamos que há os dois fatores, no trabalho filosófico, e que eles não se excluem, em nosso trabalho de filósofos ou aprendizes de filósofos. Desta forma, temos que o fator ético do componente subjetivo é de suma importância para o desenvolvimento filosófico, e podemos dizer junto com o autor que, “da posse de um equipamento, que inclui elementos intelectuais, emocionais e éticos, que é parte de um discurso do método para bem conduzir o intelecto e procurar, se não a verdade na Filosofia, pelo menos evitar o erro nela”. Na visão de William James, podemos observar um pragmatismo que contribui para a exclusão de certas visões filosóficas, tornando sua teoria demasiadamente pessoal e subjetiva. Se devermos considerar o caráter subjetivo, isso não quer dizer que temos de relevar as contribuições dos componentes objetivos, assim, nos lembra o autor, que não basta expor uma problematicidade, ela deve fazer sentido, e os problemas, devem estar explícitos, com sentido, caso contrário não se torna um problema. Assim teríamos uma imensa colaboração da objetividade em relação ao método, fazendo com que este seja uma atividade de estudar e trabalhar essas questões, em suma, fazer com que a problematicidade das questões tenham sentido e sejam fecundas. Ora, não podemos deixar de lado a historicidade da filosofia, pois precisamos dela para contribuir na construção do conhecimento. A filosofia é vista como um processo de criação de conceitos para resolver as questões fundamentais. O texto apresenta duas concepções filosóficas acentuando suas polaridades, em demasiadamente subjetiva e, demasiadamente objetiva. São contraditórias, pois quem segue a subjetividade não pode concordar que a filosofia seja fruto de um intelecto comprometido, como expõe Russell. Para ele, os filósofos, desde a antiguidade, permitiram que suas opiniões sobre a constituição do universo, influenciassem a construção do conhecimento, de maneira geral. A partir disso, entendemo-nos como sujeitos da construção próprios do conhecimento, permitindo que crenças estabelecidas sejam aceitas ou reformuladas em nossa práxis individual do filosofar. A questão a ser refletida, trata de refletirmos nossa posição, enquanto cursistas, acerca de como nos dispomos frente à atividade filosófica. Tomando as ideias propostas para consideração, entendemos que, como educadores, devemos abster-nos de expressar predileção por uma ou outra concepção filosófica e atender, assim, ao objetivo de apresentar teorias e dando direito aos educandos de formarem suas próprias concepções, levantarem suas próprias dúvidas e questionamentos com liberdade de pensamento, para concordar ou não, e se permitindo avanças na busca do conhecimento de maneira crítica. O fato de não nos atermos a uma tendência específica, também pode ser compreendido, porque uma, ou mais formas de pensar, ora são válidas ora inválidas na orientação das reflexões, mas são igualmente importantes, porque seus questionamentos peculiares contribuem para que o afastamento pessoal e para uma visão imparcial da problemática apresentada. A outra reflexão é referente à concordância ou não, do grupo, com vínculos às teorias filosóficas. Sendo a resposta negativa, devemos responder se consideramos que a filosofia deva levar em conta apenas componentes objetivos. A esse questionamento, caberia pensar que, num primeiro momento, o filósofo seja estimulado por elementos subjetivos, por interesses que o movem, como qualquer ser humano, a desafios e realizações. Não fosse assim, o próprio desenvolvimento humano não teria acontecido e continuado à acontecer. Não deve ser fácil a neutralidade, mas creio que aquele que assume a postura de trazer à luz a verdade, tem como exercício constante o compromisso de abster-se de si em prol do bem maior, posto que é reconhecido como o amante do saber e, tendo se dado a esse conceito, espera-se que junto a ele, também esteja vinculado o rigor e a responsabilidade ética que tal empreitada requer. As teorias existentes devem ser enaltecidas como resultados de um processo intenso da reflexão e, como o próprio conceito revela, de trabalho árduo de revisão de conhecimentos, de ideias, de crenças, concepções que adotamos como verdadeiros ou, ao menos, como respostas coerentes às indagações que julgamos solucionar. Portanto a própria história da filosofia expõe um discurso de concretude do filosofar, que permitiu surgir estruturas de pensamentos. Pensando por este prisma, fica evidente que as teorias existentes são os componentes objetivos da filosofia e permitem ser estudados, refletidos e reavaliados pelo sujeito do pensamento e da ação - o ser humano -, construindo outros objetos que futuramente passarão ou estarão expostos a novos estudos e reelaborações, criando novos conceitos e novas visões, fazendo com que o saber humano seja cada vez mais ampliado. Apesar de todos os motivos que se possam considerar influenciáveis em suas conclusões, estarão sempre à disposição do espírito que, como diz o autor, se predispor com a coragem intelectual para despir-se de suas “verdades” e se aventurar na construção do conhecimento fidedigno.
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