Movimentos sociais
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A expansão das gangues digitais | Opinião | EL PAÍS Brasil

Os governos já não detêm o monopólio do uso de big data para monitorar e antecipar ameaças. Agora, organizações criminosas, cartéis e gangues estão entrando no jogo
Ayara Martins 's insight:

Falar sobre repreensão na internet é uma ótima oportunidade para citar o papel do hacktivismo. O acesso à informações que contradizem os ideais políticos, direitos humanos, liberdade de expressão, entre outros assuntos,  é um dos principais focos dos grupos que denominam-se hacktivistas. O movimento se ''popularizou'' com o Anonymous, uma legião que passou a ser chamada de ''cyber-vigilantes'', sendo autores de vários desvelamentos de informações que foram dadas à população. 

 

No livro de Sandor Vergh "Classifying forms of online activism: the case of cyberprotests against the World Bank, de 2003" são citadas 3 categorias de ativismo online:  1) conscientização e promoção de uma causa (por exemplo, divulgar o outro lado de uma notícia que possa ter afetado a causa ou uma organização); 2) organização e mobilização (convocar manifestações, fortalecer ou construir um público);  3) ação e reação. Em todo caso, o Hacktivismo está presente na segunda categoria. Um dos atos do Anonymous foi a invasão ao website do Ministério da Defesa da Síria. Eles hackearam a página substituindo-a por uma imagem da bandeira pré-Baath – um símbolo do movimento a favor da democracia no país – apoiando também à Revolta da Síria. 

 

Por outro lado, apesar dos movimentos ciberativistas procurarem de forma independente defender a liberdade de expressão e encorajar a população, o mundo digital tem sido um instrumento para cartéis, gangues e terroristas. De certa modo isto implica que "nem tudo que é útil une o agradável", ou seja, a liberdade de expressão tem um preço que interfere com a segurança.  

A matéria finaliza da seguinte forma: ''Os jornalistas cidadãos e os coletivos digitais têm muito menos poder de fogo, tanto no ambiente online quanto no mundo real. O setor de tecnologia pode e deve criar maneiras de empoderar os que não têm voz, para que esses possam falar e se comunicar sem medo ou intimidações. Isso significa criar espaços seguros para compartilhar anonimamente informações verificadas. Fazer isso corretamente é um desafio técnico que, por sua vez, gera novos desafios relacionados à liberdade e aos direitos de expressão, bem como à segurança pessoal no ecossistema digital global." Se implantarem um sistema de segurança que controle/verifique informações, como ficaria o ativismo digital? Como se daria esse processo técnico? E o hacktivismo? A procura da segurança na internet é de fato um desafio, assim como a luta pela liberdade de expressão. 
 

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Casamento gay: Facebook cria app para colorir perfil e Google tem easter egg | Notícias | TechTudo

Casamento gay: Facebook cria app para colorir perfil e Google tem easter egg | Notícias | TechTudo | Movimentos sociais | Scoop.it
Google, Facebook e outras "gigantes tech" estão celebrando a aprovação do casamento de pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos, legalizado pela Suprema Corte nesta sexta-feira (26). Entre as homenagens os usuários encontram vídeos, filtro para fotos com as cores ...
Ayara Martins 's insight:

O que antes era feito com panfletagem e reuniões em bares de centro ou casas de amigos, agora é realizado com um texto bem pontuado e com um alcance infinitas vezes maior! O ativismo online vem ganhando cada vez mais espaço (e adeptos) entre os grupos sociais que perceberam a importância dessa ferramenta.

 

A internet é um espaço onde todos os grupos podem se manifestar e expor suas opiniões e visões para o mundo, permitindo que você encontre pessoas que pensem da mesma forma e se organizem em prol da sua causa. Quando os usuários perceberam a força que o ativismo online tem, mais espaços e grupos foram criados para discussões e debates dos seus interesses e essas pautas foram ganhando visibilidade graças ao poder da internet que passaram a fazer parte da agenda-setting da vida real.

 

Esse processo é comum a todos os movimentos sociais que se fundamentam pela web, os grupos se organizam, discutem e fazem o máximo de barulho possível para chamar a atenção ou do público alvo, ou para o seu problema. O movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) brasileiro vêm bebendo da fonte das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs), em especial da internet, quando perceberam a efetividade da plataforma.

 

O Movimento LGBT juntamente com o movimento feminista são agentes precursores e fundamentais do debate na sociedade brasileira sobre a ampliação do conceito de cidadania, ao incluir temas como diversidade e os direitos da sexualidade nas discussões públicas (SANTOS, 2006). É a partir do ativismo online que as coisas começam a caminhar de verdade para os movimentos sociais, que passam a ganhar nome e corpo. Os grupos passam a atingir os seus objetivos, as pautas são incluídas no cotidiano da sociedade e os próprios integrantes do movimento se transformam em agentes atentos ao combate à qualquer tipo de violência e repressão.

 

Um exemplo claro dessa força do ativismo LGBT online que aconteceu recentemente foi o #LoveWins e as fotos de perfis do Facebook com o filtro da bandeira do orgulho gay. Quando os EUA legalizaram o casamento igualitário em todos os seus estados, a rede social em apoio à comunidade LGBT disponibilizou aos seus usuários esse filtro, celebrando a conquista.

 

SANTOS, Gustavo Gomes da Costa. Estado, Projetos Políticos e Trajetórias Individuais: Um Estudo Com As Lideranças Homossexuais Na Cidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado. Campinas, Universidade Estadual de Campinas, 2006.

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Guilherme Calado's comment, September 28, 2015 1:57 PM
Numa sociedade em que tentam calar a minoria, a internet se torna o melhor espaço para dar voz a um protesto.
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Ciberativismo: ativismo nasce nas redes e mobiliza as ruas do mundo - Resumo das disciplinas - UOL Vestibular

Ciberativismo: ativismo nasce nas redes e mobiliza as ruas do mundo - Resumo das disciplinas - UOL Vestibular | Movimentos sociais | Scoop.it
Faça uma revisão com os resumos de diversos temas de História do Brasil. Estude também mais disciplinas e veja provas, simulados e dicas no UOL Vestibular
Ayara Martins 's insight:

Nos dias atuais, o Ciberativismo ocupa um espaço de suma relevância nas redes, fazendo com que haja uma conexão para discutir e projetar ações sociais. Tais projetos são organizados e implementados graças ao acesso à Web. Sucessivamente, é possível ganhar voz com o auxílio de compartilhamentos de informações, fotos e vídeos sobre determinada causa. O texto cita como exemplo as categorias de atuação do ativismo digital mencionadas por Sandor Vergh no livro Classifying forms of online activism: the case of cyberprotests against the World Bank, de 2003, no qual explica e comenta sobre as estrategias que tornam possível o êxito destas atuações. O modelo utilizado para exemplificar o movimento foi a repercussão dos protestos da Primavera Árabe e as manifestações de junho de 2013 no Brasil, abordando uma série de relatos cruciais divulgados mundialmente.

 

Para um melhor entendimento sobre esse fenômeno da mídia digital, o livro Cultura, Política e Ativismo nas Redes Digitais, desenvolvido por 3 autores especialistas nas áreas de ciências sociais e comunicação, explicam o impacto do surgimento dessas novas tecnologias da informação. Para começar, Sérgio Amadeu da Silveira fala sobre os protocolos da internet: " Em sua maioria, foram escritos para garantir a liberdade de expressão e de navegação sem a necessidade de identificação pessoal. Foram formulados a partir dos ideais liberais, libertários, e sofreram

forte influência dos valores disseminados pela contracultura norte-americana dos anos 1960". O poder da comunicação é argumentado pelo autor citando Manuel Castells e sua visão foucaultiana.


Os acontecimentos de 2010 e 2011 sobre o confronto entre o Wikileaks e o governo norte-americano foram de grande importância para a politização dos hackers. O surgimento da Lei Hadopi – que visa acabar com o compartilhamento de informações sigilosas em redes peer-to-peer – abriu as portas para um debate midiático e o controle das redes.

Segundo Sérgio Amadeu da Silveira, o crescimento da rede originou a ampliação da diversidade cultural. Consequentemente, qualquer individuo poderia acessar um site sem restrições. De tal forma, grande parte da sociedade está conectada e tem acesso à informações, podendo assim interagir, discutir e/ou compartilhar conhecimentos.  Os dispositivos móveis e as redes sociais são os instrumentos que geram interesse e curiosidade por parte dos internautas. Logo, o ciberativismo abrange múltiplos caminhos dentro e fora da internet. 

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Andre Ferreira's comment, September 23, 2015 5:55 PM
O livro de Sandor Vergh cita 3 categorias de ativismo online: 1) conscientização e promoção de uma causa (por exemplo, divulgar o outro lado de uma notícia que possa ter afetado a causa ou uma organização); 2) organização e mobilização (convocar manifestações, fortalecer ou construir um público); e 3) ação e reação. Será que vocês encontram exemplos dessas 3 categorias para um próximo scoop.it?
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Stonewall, o filme, é alvo de boicotes por ativistas LGBT

Stonewall, o filme, é alvo de boicotes por ativistas LGBT | Movimentos sociais | Scoop.it
O longa de Roland Emmerich sobre a revolta que deu início ao movimento LGBT é acusado de excluir pessoas de cor e transgênero da história
Ayara Martins 's insight:

Continuando com as discussões sobre o poder que a web exerce sobre os movimentos sociais que se organizam dentro da plataforma, temos um exemplo claro de como a internet pode ser uma mão na roda quando algo desagrada ou ofende os ciberativistas. Para entendermos esse exemplo, antes temos que passar por um breve histórico sobre o cinema. A sétima arte é até hoje uma das maiores e mais consumidas formas de entretenimento que existe, onde um único filme (Avatar) chegou a arrecadar um total de 2.787.965.087 R$ de bilheteria enquanto esteve em exibição, ou seja, além de uma excelente forma de distração, o cinema é também um mercado que lucra e muito!

 

Mas nem sempre um roteiro acaba agradando a todos, e quando um filme acaba escorregando e batendo de frente em algum grupo ativista, seja pelo conteúdo ofensivo ou pelo simples fato de incompatibilidade de ideais, as redes sociais se transformam em uma arena de combate aberto. A onda do boicote se forma e discussões surgem nos grupos dos movimentos, os integrantes argumentam ferrenhamente os seus motivos para o veto da produção, enquanto explodem comentários contra ou a favor.Esse tipo de ação vem crescendo nos últimos anos, graças ao advento do ciberativismo.

 

Como diria Samuel Adams “A ação sempre será mais controversa que a inação”, e os ciberativistas sabem disso como ninguém, na prática. Um filme que foi recentemente vítima da ação de ativistas foi o Stonewall, que retrata a origem do movimento LGBT atual. Os ativistas acusam o diretor do filme, Roland Emmerich de ter excluído personagens fundamentais para que a história acontecesse como as transexuais negras Sylvia Rivera e Marsha P Johnson, numa tentativa de higienizar o filme tornando a produção gay cis branca comercial.

 

“Desde os anos 90, as campanhas pró-boicotes estão ficando mais organizadas e têm recebido mais atenção da mídia. Se a grande mídia não lhes dá espaço, as mídias alternativas têm se empenhado não só em divulgar tais campanhas, mas atuam ativamente. Como consequência, as campanhas pró-boicotes tendem a se tornar cada vez mais eficazes em um período de tempo menor do que os boicotes antecedentes. Hoje, por meio da Internet, um boicote feito por consumidores pode receber o apoio de milhões de pessoas.” Afirmou Marta Vieira Caputo no trabalho Comunicação e Ciberativismo Boicotes: novas práticas para o exercício da cidadania.

 

Outro filme que também sofreu boicote por grupos de ativismo online foi a recente produção Mad Max, por parte de um movimento pró-machismo por acharem que o filme era demasiado feminista.

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O feminismo na internet também é importante |

O feminismo na internet também é importante | | Movimentos sociais | Scoop.it
Ayara Martins 's insight:

Há uma infinidade de debates sobre o papel das mulheres no mundo cibernético. Trazendo assuntos como a violência de gênero, comentários misóginos na Web e o acesso à cultura digital, podemos analisar o surgimento de tais movimentos feministas dentro e fora das redes.

Blogueiras Feministas nasce com a proposta de discutir o feminismo e demonstrar sua relevância no cotidiano. Como grande fonte de compartilhamento e troca de opiniões, a inclusão digital possibilita a interação entre os usuários, embora nem todas as mulheres tenham acesso à internet devido as desigualdades sociais – como diz o texto – e é por isso que, a militância feminista que frequenta às ruas é tão importante quanto aquelas que defendem o movimento através de monitores e teclados.

 

Em relação ao acesso a internet por parte do público feminino, dados mostram que o número de mulheres usuárias tendem ao equilíbrio. Também pode-se destacar a forte presença feminina no uso de portais e redes sociais na America Latina. 

 

O ciberfeminismo é descrito em um dos capítulos do livro Internet em código feminino: teorias e práticas. O tema, desenvolvido pelas autoras Ana de Miguel e Montserrat Boix, fala do mundo virtual como "uma nova possibilidade, um novo espaço". Deste modo, é possível afirmar que a internet é uma ferramente crucial no que se diz respeito a luta contra as desigualdades.

Existe uma democratização que facilita esse processo. Ana de Miguel e Montserrat ressalta que os gêneros, nas relações em rede, são relativizados, esquecidos ou falseados. Milhares de mulheres criam perfis, comentam de forma opinativa e partilham informações para outros internautas, seja de forma direta ou anônima.

Graças à interatividade, os movimentos organizam ações como protestos nas ruas, petições online, compartilhamento de relatos, etc. Por tanto – em virtude dos grupos feministas presentes nas redes sociais e blogs – há um vínculo gerado com o mesmo propósito e facilita o progresso/sucesso do ativismo digital. 

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