Inclusão no Brasil
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Inclusão na sociedade brasileira e propostas internacionais
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ONU lança site para divulgar iniciativas de inclusão social pelo mundo - RMS - Rede de Mobilização Social

Por todo o mundo, são muitas as desigualdades separando as pessoas – sociais, culturais, financeiras. Mas há também belas ações e projetos para diminuir a distância entre elas. Para dar visibilidade a essas iniciativas bem sucedidas de inclusão social e incentivar um debate em torno do assunto, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo da ONU acaba de lançar uma página na internet. http://www.ipc-undp.org/HomePort.do

A nova ferramenta disponibiliza informações em torno de temas como proteção social, agricultura familiar e promoção da inclusão social. Há também estudos e avaliações de programas sociais de mais de 70 países em desenvolvimento. No caso do Brasil, por exemplo, com a nova ferramenta será possível acompanhar o funcionamento do Bolsa Família, entre outros programas, e saber qual o impacto dele na educação dos beneficiários. Para os internautas do nosso país, o site também oferece a oportunidade de participar de uma sala de discussões em português.

Programas de sucesso, novidades relacionadas ao crescimento inclusivo em diversas nações, novos relatório da ONU, discussões em blogs ou outras mídias sociais são divulgados diariamente na nova página. Acesse você também essa ferramenta, forme sua opinião sobre o desenvolvimento social do Brasil e ajude o país a continuar crescendo.

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Projeto aprovado sobre cotas universitárias divide opiniões

Projeto aprovado sobre cotas universitárias divide opiniões | Inclusão no Brasil | Scoop.it

O juiz federal e professor voluntário da rede de pré-vestibulares comunitários Educafro, Willian Douglas, defendeu a adoção da política de cotas para os negros como forma de reduzir as desigualdades no país. Para ele, atualmente, os ricos estão na escola pública e os pobres na particular.

"Temos que tratar os desiguais desigualmente", disse. "Não podemos aceitar que os brancos pobres sejam discriminados, mas os negros pobres são ainda mais discriminados. Eles precisam de algo mais". Emocionado, ele afirmou que colocar um negro pobre ao lado de um branco rico para prestar o vestibular é como "entregar um fusca para um e uma Ferrari para o outro".

Segundo ele, as pessoas que ingressaram nas universidades públicas por meio das políticas afirmativas tiveram notas iguais ou melhores do que a média e faltaram menos do que os demais alunos. O procurador do Rio de Janeiro e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Augusto Werneck, também defendeu as cotas e disse que a aprovação do projeto pode "apagar uma mancha terrível da nossa história".

A representante do Movimento Nação Pardos e Mestiços Euderli Castro de Sá Alves defendeu que a melhor solução para dar acesso às minorias seria a adoção de investimentos maciços em educação. "As cotas vão gerar conflitos. Todos somos capazes de conquistar nossos espaços", afirmou. Segundo Euderli, com as cotas, representantes do movimento negro estão perseguindo representantes de outras minorias que são contrários à reserva de vagas.

Para o sociólogo e doutor em geografia humana Demétrio Magnoli, a discussão sobre cotas sai do âmbito racial e inclui o significado de políticas democráticas. Para ele, reservar cotas raciais é uma "demagogia barata". "Se for pela reparação pelo período de escravidão, é desconhecer a história, a genética. Brancos têm antepassados negros assim como negros têm descendentes brancos. A verdadeira finalidade desse projeto é produzir raças e fazer o que a história do Brasil não fez", afirmou, acrescentando que a política de cotas vai criar uma divisão racial no país.

Para o coordenador Nacional do Movimento dos Sem Universidade (MSU), Wellington do Carmo Faria, a reserva de vagas não invalida a discussão sobre a necessidade de uma reforma educacional mais ampla. Para ele, as cotas não são excludentes. "Elas reúnem a diversidade", pontuou. "Tem que haver reservas de vagas para os negros, mas também para pardos e índios", acrescentou.

A representante indígena Rosane Fernandes Kaingang, mestranda em direitos humanos, afirmou que só conseguiu se formar em pedagogia graças a um convênio entre a instituição de ensino e a Fundação Nacional do Índio (Funai). "Se queremos melhorar a qualidade de vida dos povos indígenas, temos que pensar em medidas específicas para as minorias, índios, negros e pobres."

Ela afirmou que ainda há preconceito no Brasil e as cotas podem ser uma ferramenta para diminuir as diferenças. "Como o Estado brasileiro quer ser multi-racial se não admite a convivência com os diferentes?", questionou, rebatendo o argumento de que a política de reserva de vagas vai criar uma divisão racial.

O cientista político Bolívar Lamounier afirmou que o projeto aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado é "frontalmente" inconstitucional. "Quando se subtrai vagas para alguns competidores a Constituição está sendo violada", observou. Ele argumentou ainda que o projeto vai criar a figura jurídica da raças "que não existe no país há mais de 100 anos".

Lamounier acrescentou que a aprovação da lei vai criar conflitos, não só na disputa por vagas nas universidade, mas também no mercado de trabalho. "A definição de quem terá o privilégio para o acesso às cotas vai gerar conflito. Vamos semear o conflito racial. Vai ser criada a racialização do direito brasileiro", ressaltou.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) declarou que irá votar a favor do projeto se ele estabelecer apenas cotas sociais, para pobres e para os que estudaram em escolas públicas. O parlamentar é contrário à idéia de fazer reservas de vagas pelo critério racial.

Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) defendeu as cotas para negros e minorias. "Precisamos pensar que os negros bem-sucedidos na nossa sociedade são exceção. Os negros têm barreiras intransponíveis", afirmou Crivella. "Vejo nessa lei uma generosidade", acrescentou.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) acredita que a aprovação do projeto pode incentivar o racismo no país. "O debate foi muito rico, mas dá para ver a profundidade e a gravidade das consequências que podem ter o projeto. Podemos criar o início de uma política oficial que inclua o racismo e isso é muito perigoso para o país como um todo e como nação", argumentou.

Para o senador Lobão Filho (PMDB-MA), há entendimento de que a reserva de 50% das vagas nas universidades federais para alunos de escolas públicas é necessária. Ele argumentou que os dispositivos que garantem as cotas para as minorias não mudarão significativamente o quadro atual das universidades.

 

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Inclusão digital traz benefícios em qualquer faixa etária

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É muito comum associarmos o avanço das ciências da informação e novas tecnologias aos jovens. O grande avanço do mundo informatizado tem se tornado um grande desafio para todas as fases da vida.

Quem nunca se embaraçou no caixa eletrônico ou com o manuseio do novo DVD, celular, eletrodoméstico, brinquedos dos filhos e netos, uso da internet para pagamento de contas, compra e venda de produtos, etc...

Entretanto, o progresso da tecnologia tem sido no decorrer da evolução sócioeconômica das nações o elemento-chave que impulsiona as sociedades para a melhoria dos padrões de subsistência; um instrumento relevante que conduz à expansão das oportunidades.

Nossa vida está marcada pela revolução da informática, da robótica e da microeletrônica. Cada vez mais estamos dependentes das máquinas eletrônicas e daí a necessidade da criação de estratégias que viabilizem a inclusão do segmento idoso no mundo tecnológico.

O avanço tecnológico, ao mesmo tempo que promove melhorias para a população, também propicia uma forma de exclusão, a digital. A exclusão digital no Brasil ocorre de acordo com as diferenças regionais, acompanhado da desigualdade social e serviços de cada região do país. Um dos segmentos mais atingidos é a população idosa. Embora ainda sejam raros os projetos de formação para inclusão digital para os velhos, existem programas de extensão que oferecem cursos de informática pra idosos que costumam ter demanda significativa em instituições não-governamentais e nas Universidades Abertas à Terceira Idade.

A relação entre envelhecimento e a inclusão digital se dá por razões demográficas, uma vez que o fenômeno do envelhecimento se torna cada vez mais relevante no cenário mundial e por razões sociais e cognitivas. Com o aumento da população idosa e o alcance da longevidade torna-se necessário ampliar as relações intergeracionais no que concerne à inclusão digital.

Muitos idosos não têm motivação para se inserir no mundo informatizado, às vezes por achar que é um obstáculo, outras por não perceberem a importância da inclusão digital e também por achar que o conhecimento do manuseio de aparelhos eletrônicos é uma tarefa que é mais fácil ser designada aos jovens. Além disso, têm os que ficam constrangidos por não saber usar os equipamentos eletrônicos e correm o risco de passar por situações violentas, como os que são assaltados nos caixas eletrônicos.

Há ainda o preconceito refletido em todas as idades, de que o aprendizado de coisas novas não ocorre na velhice. O que é um engano, pois o aprendizado de coisas novas, a agilidade mental não é uma característica típica do jovem. O processo de aprendizagem não se interrompe na velhice.

O acesso da população idosa na era digital possibilita a manutenção de seus papéis sociais, do exercício de cidadania, a autonomia, o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa, mantendo a mente ativa.

No entanto, a inclusão digital é um problema de toda a vida, requer políticas educacionais que permitam a alfabetização digital, pois as inovações tecnológicas avançam de uma forma acelerada, o que vai exigir um processo de atualização cada vez mais rápido da sociedade como um todo, para acompanhar as mudanças que irão influenciar no nosso cotidiano, como serviços e equipamentos cada vez mais sofisticados que irão exigir conhecimento e agilidade.

Muitas pessoas idosas demonstram vitalidade para aproveitar o presente, para aprender coisas novas, projetar metas futuras, buscando boa qualidade de vida, mantendo uma vida produtiva e efetiva. Assim torna-se necessário uma educação gerontológica - conhecimento especializado sobre o processo de envelhecimento - com metodologias de ensino que viabilizem estratégias para a inserção do idoso na contemporaneidade, em especial a inclusão digital, sem deixar de lado o espírito ético do desenvolvimento do ser humano, sem perder de vista a riqueza das relações sociais “ao vivo e a cores”, pois uma máquina por mais “inteligente” que seja, nunca substituirá eficazmente a atividade mental e criativa do homem.

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Inclusão Social. O que é Inclusão Social?

É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las.

A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

A princípio, eles ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, meios de transporte, etc. Aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.

Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.

Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.

E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

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