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Compartilhar em vez de ter

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Estimulada por startups e entusiastas de tecnologia, surge uma nova cultura de consumo, que prefere alugar, pegar emprestado ou compartilhar a comprar

Cento e vinte mil turistas viajaram pelo Brasil sem um hotel onde ficar durante a Copa do Mundo, segundo o Airbnb, site de hospedagens americano. Dois deles, um torcedor argentino e outro inglês, se hospedaram no apartamento de Débora Lourenço e do marido, o engenheiro colombiano Mauricio Barrera, em Pinheiros, São Paulo. "Foram experiências bastante tranquilas. Gostamos de receber pessoas", diz Débora. A estada, como no caso dos outros turistas, não foi acertada pela rede hoteleira, mas justamente por meio do Airbnb, que opera no Brasil desde 2012.

Esquemas de compartilhamento como o Airbnb criaram uma economia em áreas que pouco haviam sido monetizadas antes. Nas sombras da economia formal, transações de pessoa para pessoa, chamadas de P2P (sigla em inglês para de pessoa para pessoa), já movimentam US$ 3,5 bilhões por ano nos Estados Unidos, segundo a consultoria americana Gartner. No país, envolvem não apenas hospedagem como compartilhamento de carros, pequenos trabalhos e aluguel de ferramentas, roupas e praticamente qualquer objeto.

Em essência, essa economia de pequenos serviços não é muito diferente do que ocorria quando alguém oferecia serviços em um mural ou emprestava algo a conhecidos. Mas o surgimento dos smartphones, combinado com a internet, tornou mais fácil contratá-los. Mapas e GPS permitem encontrar um táxi, uma furadeira ou um apartamento para alugar. Redes sociais e recomendações dos usuários ajudam a estabelecer confiança e os pagamentos on-line evitam calotes.

"Juntos, esses três serviços criam confiança entre estranhos, um elemento crucial quando se aluga algo para outra pessoa", afirma o pesquisador holandês Marco Böckmann, da Universidade de Twente, autor de um estudo sobre a economia compartilhada. O resultado é uma explosão de serviços numa escala nunca vista, envolvendo uma multidão de anônimos.

Não apenas eles. Frederic Larson, conhecido fotógrafo com uma carreira no jornal "San Francisco Chronicle", foi uma das vítimas, em 2009, das demissões no jornalismo americano. Com dois filhos e aos 63 anos, hoje dá aulas na Academy of Art University e palestras eventuais, obtendo uma pequena parcela do antigo salário. Sua renda mais estável são os US$ 3 mil mensais que ganha alugando a casa no Airbnb e usando o próprio carro, um Toyota Prius, como táxi do serviço de compartilhamento de veículos Lyft nas terças à noite. "Eu tinha produtos que podia compartilhar: meu Prius e minha casa. São minhas duas fontes de renda", disse. Larson agora procura sites para alugar seu equipamento.

A ideia de que tudo pode ser compartilhado contesta o conceito de sociedade de consumo do século XX. Possuir algo foi visto como a base do capitalismo até a década passada, principalmente nos Estados Unidos. "Quanto mais propriedade há na América, mais vitalidade há na América", defendeu o ex-presidente George W. Bush no mote econômico de sua reeleição, em 2004. Mas, ainda que Bush tenha saído vencedor, a cultura da posse estava sendo, de alguma forma, comprometida.

Primeiro, foram os serviços de troca de arquivos e a digitalização da música que esvaziaram para sempre as estantes de CDs, convertidos em arquivos MP3 que podiam ser baixados e compartilhados. Sites de "torrents", como o Pirate Bay, e mais tarde os serviços de "streaming", como o Netflix, fizeram o mesmo com os DVDs. Foi então, em 2008, que a arquitetura financeira que sustentava o consumo desenfreado - a bolha imobiliária nos EUA - entrou em colapso. A taxa de desemprego americana subiu a quase 10% e as famílias endividadas tiveram que reduzir o consumo.

Nos escombros, estimulada por startups e entusiastas de tecnologia, surgiu uma nova cultura de consumo, que prefere alugar, pegar emprestado ou compartilhar a comprar. A ideia está ligada ao movimento minimalista, que descarta a posse de bens, exceto os essenciais. Também casa com o estilo de vida dos "millenials", a geração nascida a partir dos anos 1980, na qual é mais forte a cultura digital e também o grupo mais atingido - perto de 20% - pelo desemprego nos EUA.

A base dessa economia alternativa é San Francisco, nos Estados Unidos. Ao sul da cidade fica o Vale do Silício, que abriga as sedes de gigantes como Google, Apple e Facebook. San Francisco é a base do Getaround, TaskRabbit, Venuetastic, DogVacay, Liquid, Zaarly e Lyft, serviços que dominam no país a economia do compartilhamento. E também dos seus dois maiores ícones: o Uber e o Arbnb.

Lançado em 2009 por Garrett Camp e Travis Kalanick, uma dupla de empreendedores por trás de serviços como o Stumble Upon, plataforma de descobertas na internet que foi razoavelmente popular até ser comprada pelo eBay, em 2007, o Uber, inicialmente chamado Ubercab, começou conectando passageiros e motoristas em 15 cidades americanas. Hoje, atua em 37 países e 138 cidades. Em maio, começou a operar no Rio e, no mês passado, chegou a São Paulo.

Funciona como um serviço de táxi comum. Por meio de um aplicativo, motoristas cadastrados podem localizar um passageiro em busca de transporte e o levam a seu destino, com pagamento debitado no cartão de crédito. Os valores são parecidos com os cobrados por táxis, mas há um gasto mínimo. Também existe uma taxa de cancelamento. O Uber fica com 20% do valor e o resto é repassado ao motorista.

"O Uber é uma oportunidade poderosa para o empreendedorismo", diz Jamie Moore, diretora de comunicações do serviço. "Os motoristas podem fazer mais dinheiro e com maior flexibilidade do que em qualquer outra opção disponível."

Apesar de ser o mais conhecido, o Uber não é o único serviço de compartilhamento de carros no Brasil. No Zaznu, aplicativo nacional lançado em março no Rio, o pagamento é opcional. Ao fim de cada corrida, a plataforma apenas recomenda um valor de 80% do valor do que seria cobrado por um táxi. Já no Amigo Carona não há pagamento formal. O serviço une um aplicativo e uma página do Facebook em que motoristas podem divulgar seus trajetos e combinar caronas com outras pessoas. Deixa a critério dos usuários a negociação e não cadastra cartão de crédito. Tem 15 mil cadastrados.

Com outra ideia, o site brasileiro Caronetas, no ar desde 2012, já tem 1 milhão de cadastrados e 20 mil viagens. Permite que colegas de trabalho ou de um mesmo prédio deem caronas, também pagas por cartão. Mas, para evitar problemas com a legislação, o serviço não repassa o dinheiro. O serviço conta com uma moeda própria, a caroneta, comprada pelos caronas para pagar as viagens, que pode ser trocada pelos motoristas por telefones celulares e outros produtos na própria plataforma - sites parceiros disponibilizam produtos para o programa de pontos. "Se eu permitir que as pessoas transacionem dinheiro, é transporte pago. É um táxi sem bandeira. Não haveria diferença para um serviço de vans", diz Marcio Nigro, criador e CEO do Caronetas, startup com sede em São Paulo.

Serviços já estabelecidos no exterior dão uma ideia de como o compartilhamento pode mudar o uso dos carros. O aplicativo francês BlaBlaCar ajuda motoristas com espaço vazio no carro a encontrar passageiros para rachar as despesas de uma viagem. Um veículo pode ser alugado de outra pessoa por um dia, uma semana e até uma viagem inteira no site Getaround. Não tem onde estacionar? Pelo site britânico ParkatmyHouse é possível encontrar alguém com uma vaga ou uma garagem disponível. Serviços que permitem a retirada de veículos elétricos numa parte da cidade e a entrega em outra já são comuns na Coreia do Sul, França e Canadá.

Antes do Facebook, em 2003, o Couchsurfing, uma rede social de hospedagem, começou a atrair usuários em busca de um sofá durante viagens. As estadas não envolviam dinheiro, mas não demorou para alguém pensar em transformar a ideia em um negócio. O Airbnb entrou no ar em 2008, conectando pessoas com um quarto vago e os interessados em alugá-lo, em várias cidades americanas. Hoje está em 196 países, com 600 mil anúncios que incluem, além de quartos e apartamentos, barcos, castelos e casas na árvore.

"A gente se vê como uma empresa que está criando uma nova indústria", observa o alemão Christian Gessner, "country manager" da empresa no Brasil. "Não é nada novo. O jeito como as pessoas viajam hoje pelo Airbnb é como viajavam antigamente. Até um século atrás, as pessoas procuravam abrigo nas comunidades e sempre achavam uma porta aberta. Havia mais confiança."

Confiança e reputação são valores quase tão importantes quanto dinheiro nesse tipo de economia. Enquanto serviços de hotelaria ainda não digerem as críticas em sites de resenhas de hospedagem como TripAdvisor, o Airbnb estimula que os viajantes e hospedeiros confiram a reputação uns dos outros antes de acertar a estada. Um apartamento com problemas de higiene, por exemplo, logo acaba denunciado aos outros usuários. Comentários apontam os melhores locais. Proprietários e hóspedes podem recusar um ao outro, a depender da reputação.

Trata-se de uma ideia recuperada do passado. No século XI, entre os mercadores do Magreb, comerciantes judeus que operavam no norte da África muçulmano, os contratos eram regidos por um sistema de reputação baseado mais nas punições informais do que nas leis. Os comerciantes adquiriram fama de honestos. Também em Veneza, durante a Renascença, a reputação foi solução para os negócios entre mercadores do Mediterrâneo, pois não havia sequer sistema legal.

Estabelecer confiança era o desafio esperado dos serviços que começaram a operar no país. "Todo mundo dizia que o conceito não iria funcionar, que o brasileiro é muito desconfiado. Mas a gente chegou rapidamente aos mesmos casos de sucesso de outros países", comenta Geissner, do Airbnb. A Serttel, startup do Recife responsável pelos sistemas Bike de aluguel de bicicletas, descobriu também ser falso outro estereótipo - de que o brasileiro não cuida do patrimônio alheio.

"Em Paris e Barcelona, 12% das bicicletas precisam ser trocadas todo ano por causa do vandalismo. Aqui, nossos índices são insignificantes", afirma Peter Cabral, diretor-executivo da empresa. Hoje com 1 milhão de cadastrados em 12 cidades, inclusive capitais como Porto Alegre, São Paulo, Recife e Salvador, o serviço disponibiliza 5 mil bicicletas para aluguel em estações com o pagamento de uma mensalidade de R$ 10. Um aplicativo para smartphone libera as bicicletas, que podem ser usadas por até uma hora de cada vez.

"Temos indícios de que as bicicletas 'públicas' não são mais só uma opção de lazer, mas estão sendo usadas no dia a dia. Em Porto Alegre, 70% do uso ocorre nos horários de rush."

No geral, no entanto, o país ainda tem pouca presença na economia compartilhada. Muita regulamentação, burocracia e impostos altos são reclamações das empresas. Em compensação, há as vantagens nacionais - o governo federal e as prefeituras costumam ser amigáveis à cultura digital. Enquanto tribunais e governos no exterior perseguem os novos serviços, o Ministério do Turismo brasileiro estimulou a hospedagem compartilhada durante a Copa.

"Também tem uma coisa: nós somos lentos, mas temos uma relação interpessoal mais informal, mais fácil", diz Evaldo Lopes, professor da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. "O encantamento dos estrangeiros na Copa com os brasileiros passou por isso."

No livro "A Riqueza das Redes", o israelense-americano Yochai Benkler, professor da Escola de Direito da Universidade de Harvard, aponta que a internet criou uma estilo alternativo de produção: em rede e auto-organizada, mais do que gerenciada por alguém no comando, sem presidentes, chefes e diretores a determinar tarefas, como ocorre nas empresas. A economia nascida do processo, com milhões de novos pequenos empreendedores, seria capaz de compensar a perda dos empregos fechados pela tecnologia.

Compartilhar em vez de ter redefiniria o valor de um produto não com base no desejo, mas na necessidade, com reflexos no meio ambiente e no uso de recursos naturais. Por último - um argumento que quase todos os autores consideram central -, há o valor de cada negócio ser feito de pessoa para pessoa. Aproximar as pessoas, argumenta Brian Chesky, fundador do Airbnb, levaria a sociedades mais tolerantes, criando laços que às vezes se tornam novas amizades.

"Gostamos de receber as pessoas", confirma Débora, a anfitriã do Airbnb do início deste texto. "Claro que alguns hóspedes interagem mais que outros, mas todo mundo que recebemos até hoje eram pessoas bacanas e interessantes."

Apesar de todo o otimismo, o impacto da economia compartilhada ainda é pequeno. Nos Estados Unidos, o Airbnb dispõe de 50 mil quartos, ante 4 milhões da rede hoteleira - são 20 mil no Brasil, ante 2,3 milhões dos hotéis e pousadas. Mesmo assim, um estudo da Universidade de Boston estima que o Airbnb reduziu o lucro da rede hoteleira em 5% nas cidades onde está estabelecido há mais tempo - esse número deverá subir para 10% em 2016.

O impacto da transformação também pode ser medido pelas reações. Em junho, taxistas fecharam ruas em Londres e Madri e motoristas de limusine fizeram o mesmo no caminho do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para pressionar o governo a agir contra o Uber. O serviço está proibido pela Justiça de concorrer com os táxis em Bruxelas, em Berlim e na cidade americana de Pittsburgh, sob a alegação de ser um risco para a segurança. Em Paris, carros do Uber são atacados nas ruas.

O Sindicato dos Motoristas Autônomos de Táxi de São Paulo também ameaça com protestos, caso a prefeitura não proíba aplicativos como o Uber. "Agora que a Copa passou, queremos nos reunir com a prefeitura e cobrar uma atitude", diz Natalício Bezerra da Silva, presidente do sindicato. "Para a categoria, não há diferença entre esses motoristas e os de vans".

O Airbnb enfrenta a reação da indústria hoteleira. Nos Estados Unidos, as cidades de Portland e San Francisco aprovaram leis proibindo hospedagens residenciais por menos de 29 dias. Nova York estuda lei semelhante e multou um usuário do Airbnb por atuar ilegalmente como um hotel. Outra face do fenômeno: proprietários americanos usam o site para caçar inquilinos com contratos antigos e despejá-los por sublocar o imóvel.

"Nós combatemos o Airbnb. As restrições precisam ser as mesmas e também os impostos", diz Enrico Fermi, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, que pressiona o governo a exigir do serviço as mesmas regras da hotelaria. "Não concordamos com a postura do Ministério do Turismo de apoiar esses serviços. Primeiro, disseram que iria faltar hotel. Nós entregamos mais do que o solicitado e teve quarto sobrando."

Numa previsão pessimista, um estudo da empresa americana de estratégia financeira ConvergEx projeta: uma tendência de longo prazo do hábito de compartilhamento poderia lançar a economia mundial numa depressão. "Ajustar-se a um consumidor que não necessariamente compra, mas aluga, exige uma mudança na produção, nas vendas e até mesmo nas estruturas de emprego. Se um consumidor opta por alugar um apartamento ou compartilhar um carro, em vez de comprar, então a demanda por novas casas e carros cai."

"Todo ciclo de grandes mudanças provoca um desemprego fantástico e cria oportunidades de emprego", contemporiza Evaldo Lopes, da FGV-SP. "Quando começou o primeiro ciclo da área agrícola, 80% da população trabalhava no campo. A população rural ficou em 10%. Isso não fez que esse pessoal ficasse desempregado. Foram para a indústria. Agora é a indústria em crise. Volta-se ao conceito de ter uma coisa mais adequada."

Em meio à histeria há uma discussão necessária: que critérios aplicar à economia compartilhada? Em algumas cidades americanas, o Airbnb desconta das transações o imposto de hotelaria. Mas, e quanto às legislações sobre higiene e segurança? E se um vizinho se incomodar com o movimento de estranhos, sem falar no uso de prédios residenciais como hotel? A reputação vale tanto quanto a regulamentação?

O economista Arun Sundararajan, professor da Escola de Negócios da New York University, acha que sim: "Regulações foram coisas certas no seu tempo e contribuíram para a segurança e eficiência de serviços ao longo do século passado", afirma. "Mas as instituições digitais que estão emergindo já começaram a torná-las obsoletas."

Por seis dias, este repórter se hospedou em um apartamento via Airbnb. O anfitrião foi muito correto, ofereceu o que prometia: um quarto tranquilo em um bairro bom de São Paulo, uma companhia tranquila e uma cama confortável. A experiência se localiza entre ficar na casa de um conhecido e um hotel. A convivência depende da disposição à interação. Durante a apuração para esta reportagem, foi preciso também resistir à tentação de ganhar um martelo no Doabox, site brasileiro de doações. Durante três semanas, o repórter acompanhou pessoas doando e outras ganhando objetos, que vão de álbuns de figurinhas a lanternas, entre outros. O martelo continuou lá. Ao fim de 22 dias, foi dado a outra pessoa. Mesmo assim, decidi doar uma caixa de livros.




Via Luciano Sathler
Vivianne Amaral's insight:

Possuir deixa de ser importante; ter acesso e usufruir  são as novas formas de relação com objetos e serviços. 

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aprendizagem sobre interação, cocriação, convivência, conectividade, redes, mídia social, o imaterial.
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Las mujeres, dobles víctimas de la pobreza

Las mujeres, dobles víctimas de la pobreza | in.fluxo | Scoop.it
El último informe de ONU Mujeres detalla que ha habido avance en educación y mortalidad maternal, pero en materia laboral la agenda se ha quedado estancada.
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“La igualdad de género no se ha logrado en ningún país”, Silke Staab.
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Pierre Lévy talks about Collective Intelligence at Senac – YouTube

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Nesta apresentação do Pierre Lévy, no SENAC, em 2014, sobre Inteligência Coletiva e Educação há úteis e claras orientações sobre as ações cognitivas e  habilidades que precisamos desenvolver  (professores e alunos) para estimularmos e sustentarmos o aprendizado pessoal e o aprendizado coletivo baseado na web.
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“Nosso modelo econômico se baseia em uma imagem equivocada do ser humano”. Entrevista com Yochai Benkler

“Nosso modelo econômico se baseia em uma imagem equivocada do ser humano”. Entrevista com Yochai Benkler | in.fluxo | Scoop.it
O Instituto Humanitas Unisinos - IHU - um órgão transdisciplinar da Unisinos, que visa apontar novas questões e buscar respostas para os desafios de nossa época. Parte da visão do humanismo social cristão, debatendo a sociedade do futuro.
Vivianne Amaral's insight:
Bem comum, cooperação e compartilhamento são ideias fortes para uma imagem do humano
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DINHEIRO PARA UM NOVO MUNDO

DINHEIRO PARA UM NOVO MUNDO | in.fluxo | Scoop.it
dinheiro é uma das mais poderosas criações humanas. Para ilustrar por que falhamos em entendê-lo e em fazer melhor uso dele, propomos um absurdo ficcional, um lugar alegórico chamado Hammerville (em português Vila do Martelo). O nome dessa vila derivava de uma estranheza peculiar que a distinguiu da
Vivianne Amaral's insight:
Sobre dinheiro, sistema monetário e escassez artificial.
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Go with the flow: tips for succeeding as a digital nomad

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My first experience working remotely happened in the 90s, when I was taking care of Brazilian accounts while working from San Francisco, ICQ (IM service) and NetMeeting (VoIP and multipoint…
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As novas formas de produzir a vida: o trabalho nômade
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'A utopia foi privatizada', afirmou Zygmunt Bauman em entrevista inédita - Aliás - Estadão

Filósofo polonês morto em 2017 falou sobre política, tecnologia e como enxergava o futuro
Vivianne Amaral's insight:
"A utopia privatizada não é sobre uma sociedade melhor, mas sobre indivíduos melhores, cada um em suas situações individuais, dentro de uma sociedade muito ruim."
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É possível uma saúde no ethos comunicacional contemporâneo?

É possível uma saúde no ethos comunicacional contemporâneo? Entrevista com o filósofo Peter Pelbart sobre o modo de vida demasiadamente conectado que vivemos hoje .
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Vivemos em estado de saturação conectiva.
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Los castigos no ayudan - Lía Goren

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LOS CASTIGOS NO AYUDAN
Nuevo post en el blog de Lía Goren |  AWAYO | Convivir, la parte necesaria del vivir | Buenos Aires

Via Lia Goren
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Castigos podem piorar quadros de estresse infantil e não contribuem para a aprendizagem
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Lia Goren's curator insight, May 31, 2016 12:38 PM
Investigadores y educadores, reunidos en el Museo Americano de Historia Natural en Nueva York, argumentaron que ciertas conductas problemáticas pueden ser el resultado de una respuesta biológica profundamente arraigada en lo que designan como estrés tóxico y que los intentos de controlar esas conductas con más disciplina y castigo sólo empeora las cosas.
Lia Goren's curator insight, May 31, 2016 12:40 PM
Investigadores y educadores, reunidos en el Museo Americano de Historia Natural en Nueva York, argumentaron que ciertas conductas problemáticas pueden ser el resultado de una respuesta biológica profundamente arraigada en lo que designan como estrés tóxico y que los intentos de controlar esas conductas con más disciplina y castigo sólo empeora las cosas.
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How Americans define the sharing economy

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In our survey, we asked respondents who had heard of the sharing economy to tell us – in their own words – how they would describe the term.

Via jean lievens
Vivianne Amaral's insight:
As percepções e conceitos sobre os novos fenômenos econômicos  ainda são confusos. Como você define a economia da partilha?
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Neuroscience backs up the Buddhist belief  that “the self” isn’t constant, but ever-changing

Neuroscience backs up the Buddhist belief  that “the self” isn’t constant, but ever-changing | in.fluxo | Scoop.it
While you may not remember life as a toddler, you most likely believe that your selfhood then—your essential being—was intrinsically the same as it is today. Buddhists, though, suggest that this is just an illusion—a philosophy that's increasingly supported by scientific research. “Buddhists argue that nothing is constant, everything changes through time, you hav
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Não há um eu constante, imutável. Tudo é fluxo.
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Você já está demitido e não sabe.

Você já está demitido e não sabe. | in.fluxo | Scoop.it
Unplanned: Desplaneje-se com a gente.
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Demita-se de seu passado.
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L’intelligence collective, en quelques mots…

L’intelligence collective, en quelques mots… | in.fluxo | Scoop.it
L’intelligence collective désigne l’augmentation des capacités cognitives des groupes humains grâce à une utilisation judicieuse des médias numériques. On vise ici la mémoire partagée, l’apprentissage collaboratif et la coordination des compétences en temps réel. L’éthologie étudie l’intelligence collective des espèces sociales. Par exemple, les abeilles, les fourmis et les termites ont une division du travail…
Vivianne Amaral's insight:
 Pierre Levy. O que é a inteligência coletiva e a mudança cultural em curso. As responsabilidades atuais da educação.
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Você não precisa ser consertado

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  Chamei de transformacionismo à ideologia perversa segundo a qual os seres humanos vêm com defeitos que devem ser consertados por alguma instituição hierárquica (seja uma escola, uma igreja, uma organização militar, uma corporação, um partido, um Estado ou algum tipo de ordem espiritual, seita, sociedade ou fraternidade). Essas instituições seriam, por um lado, espécies…
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Gosto muito deste texto do Augusto de Franco. Em alguns aspectos é muito libertador. 

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Presentación del número especial de RED dedicado al Pensamiento Computacional


Via Miguel Zapata-Ros
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Infelizmente no Brasil a abordagem sobre  a aprendizagem computacional é totalmente conducionista
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Miguel Zapata-Ros's curator insight, February 6, 1:02 PM
En la actualidad los gobiernos y gurúes se han visto sorprendidos por un hecho: la sociedad y la economía demandan profesionales cualificados en las industrias de la información. Se da la paradoja de sociedades con un alto índice de paro en las que actualmente se quedan sin cubrir puestos de trabajo de ingenieros de software, desarrolladores de aplicaciones, documentalistas digitales,… esto ha sensibilizado a políticos e instituciones a abordar el problema desde el punto de vista de la formación. Las sociedades más avanzadas han visto que se trata de una nueva alfabetización, la alfabetización digital, y que como tal hay que comenzar desde las primeras etapas del desarrollo individual, al igual como sucede con otras habilidades clave: la lectura, la escritura y las habilidades matemáticas. 

Al llegar a este punto, un planteamiento, el más frecuente y el menos reflexivo, ha consistido en favorecer el aprendizaje de forma progresiva. Proponiendo a los niños tareas de programar, desde las más sencillas y más lúdicas a las más complejas y aburridas, más aburridas a fuer de ser más reales o de ser aplicadas a temas menos motivadores. Éste es el planteamiento típicamente conductista. 

Otros, algunos pocos en algunos países, pero más desde corporaciones que de forma institucional, y frecuentemente de forma aislada, nos planteamos la cuestión de otro modo: Las competencias de codificar son la parte más visible de una forma de pensar que es válida no sólo en ese ámbito de la actividad mental, la que sostiene el desarrollo y la creación de programas y de sistemas. Hay una forma específica de pensar, de organizar ideas y representaciones, que es terreno abonado y que favorece las competencias computacionales. Se trata de una forma de pensar propicia para el análisis y la relación de ideas, para la organización y la representación lógica. Esas habilidades se ven favorecidas con ciertas actividades y con ciertos entornos de aprendizaje desde las primeras etapas. Se trata del desarrollo de un pensamiento específico, de un pensamiento computacional. 

Esta idea subyace en la visión de Papert: “los niños deben programar la computadora en lugar de ser programados por ella” (children should be programming the computer rather than being programmed by it) (Papert, 1980 a través de Blikstein, 2013).
Vivianne Amaral's curator insight, February 18, 11:11 PM
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Analysis: Platform cooperativism and the problem of the outside @TreborS a.o.

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Via Klaus Meschede
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A Teoria do Bem Comum. Artigo de Roberto Esposito

A Teoria do Bem Comum. Artigo de Roberto Esposito | in.fluxo | Scoop.it
O Instituto Humanitas Unisinos - IHU - um órgão transdisciplinar da Unisinos, que visa apontar novas questões e buscar respostas para os desafios de nossa época. Parte da visão do humanismo social cristão, debatendo a sociedade do futuro.
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Os recursos são apropriáveis ou não em decorrência  de uma decisão instituinte nascida do agir em conjunto dos homens, a propriedade privada não é natural.
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A philosophy of participation in dynamic wholeness – Daniel Christian Wahl – Medium

A philosophy of participation in dynamic wholeness – Daniel Christian Wahl – Medium | in.fluxo | Scoop.it
[Note: This is an excerpt from my 2002 masters dissertation in Holistic Science at Schumacher College. It addresses some of the root causes of our current crises of unsustainability and applied…
Vivianne Amaral's insight:
Texto maravilhoso sobre a interdependência, situação / fenômeno cujo reconhecimento me parece ser uma das grandes de dificuldade para estabelecermos interações mais saudáveis e produtivas, mais probióticas.
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Os transtornos mentais provocados pelas mudanças neoliberais

Os transtornos mentais provocados pelas mudanças neoliberais | in.fluxo | Scoop.it
Franco Berardi, em entrevista a Juan Íñigo Ibánez (Outras Palavras) Neoliberalismo, assexualidade e desejo de morte. Filósofo italiano aponta: obsessão…
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"A precarização e o empobrecimento produzido pela ditadura neoliberal produziram um efeito paradoxal. A tecnologia reduz o tempo de trabalho necessário, mas o capital codifica o tempo liberado como parado e o sanciona, reduzindo a vida das pessoas a uma condição de miséria material."
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Entrevista Exclusiva | Fronteiras do Pensamento

Entrevista Exclusiva | Fronteiras do Pensamento | in.fluxo | Scoop.it
Vivianne Amaral's insight:
A socióloga holandesa Saskia Sassen aborda temas o empobrecimento global da classe média, a sociedade de vigilância, a utilização do espaço público, as manifestações civis contemporâneas e os efeitos da globalização nas cidades, nas relações de trabalho e nos modos de produção. Foi conferencista Fronteiras do Pensamento 2015.
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The Rebirth of the City-State — How We Get To Next

The Rebirth of the City-State — How We Get To Next | in.fluxo | Scoop.it
Are technological, cultural, and environmental factors combining to disrupt the nation-state in favor of an ancient alternative?
Vivianne Amaral's insight:
O renascimento da cidade- estado. Uma tendência? 
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Glifosato: que golaço contra a Monsanto!

Glifosato: que golaço contra a Monsanto! | in.fluxo | Scoop.it
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Vivianne Amaral's insight:
Viva! Grande vitória da comunidade humana. Precisamos fazer  isso no Brasil
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The era of predatory bureaucratization - David Graeber

The era of predatory bureaucratization - David Graeber | in.fluxo | Scoop.it
According to the famous anthropologist, the path of innovation has dramatically slowed down during the last decades. Why? 

Via jean lievens
Vivianne Amaral's insight:
Uma mirada instigante sobre  a situação atual. David Graeber, integrante do movimento Occupy em 2011,  é  antropólogo e  anarquista.
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Revista HSM | Os 6 Cs do Futuro do Trabalho

Revista HSM | Os 6 Cs do Futuro do Trabalho | in.fluxo | Scoop.it
Em entrevista exclusiva, Silvio Meira, especialista em Tecnologia da informação e inovação, projeta a profunda mudança pela qual a organização do trabalho, os profissionais, as empresas e as cidades devem passar nos próximos anos.   Quanto tempo o leitor leva no transporte entre sua casa e o trabalho? Se for de 10 a 15 minutos, …
Vivianne Amaral's insight:
Sobre as mudanças em curso. Podem ser mais rápidas nas sociedades e cidades intensamente conectadas e mais lentas, por exemplo, no sertão brasileiro. Mas todos estamos sob o impacto delas.
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Sin ordenadores ni wifi: así son los colegios que triunfan en Silicon Valley | S Moda EL PAÍS

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En lugares como California proliferan cada vez más los colegios sin tecnología. En España, con nuestro cuestionado sistema educativo, muchos padres también optan por métodos alternativos.

Via KilianCD
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Scooped by Vivianne Amaral
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Cientistas Descobrem Ponto Crítico Para o Contágio de Ideias @CrossroadsTheFilm

"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas comprometidas e preocupadas possa mudar o mundo. Certamente, é a única coisa que alguma vez o fez." ~ Margaret ...
Vivianne Amaral's insight:

Destaca também a responsabilidade com o  que compartilhamos e disseminamos nos sistemas de conexão e interação.

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