escola
8 views | +0 today
Follow
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Rescooped by Leonice Gomes da Silveira from escola
Scoop.it!

Pesquisa Ação - parte 1

 

 

 

A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa participante engajada, em oposição à  pesquisa  tradicional,  que é  considerada como “independente”, “não-reativa” e “objetiva”. Como o próprio nome já diz, a pesquisa-ação procura unir a pesquisa à ação ou prática, isto é, desenvolver o conhecimento e a compreensão como parte da prática. É, portanto, uma maneira de se fazer pesquisa em situações em que também se é uma pessoa da prática e se deseja melhorar a compreensão desta.

A pesquisa-ação surgiu da necessidade de superar a lacuna entre teoria e prática. Uma das características deste tipo de pesquisa é que através dela se procura intervir na prática de modo inovador já no decorrer do próprio processo de pesquisa e não apenas como possível conseqüência de uma recomendação na etapa final do projeto

 

As características essenciais da pesquisa-ação

O processo de pesquisa deve tornar-se um processo de aprendizagem para todos os participantes e a separação entre sujeito e objeto de pesquisa deve ser superada

 

- Como critério de validade dos resultados da pesquisa-ação sugere-se a utilidade dos dados para os clientes: as estratégias e produtos serão úteis para os envolvidos se forem capazes de apreender sua situação e de modificá-la. O pesquisador parece-se, neste contexto, a um praticante social que intervém numa situação com o fim de verificar se um novo procedimento é eficaz ou não.

 

- No ensino, a pesquisa-ação tem por objeto de pesquisa as ações humanas e situações que são percebidas pelo professor como sendo inaceitáveis sob certos aspectos, que são   suscetíveis de mudança e que, portanto, exigem uma resposta prática. Já a situação problemática é interpretada a partir do ponto de vista das pessoa envolvidas, baseando-se, portanto, sobre as representações que os diversos atores (professores, alunos, diretores etc.) têm da situação

 

- A pesquisa-ação é situacional:  procura  diagnosticar  um problema específico numa situação também específica, com o fim de   atingir uma relevância prática dos resultados. Não está, portanto, em primeira linha interessada na obtenção de enunciados científicos generalizáveis (relevância global). Há, no entanto, situações em que se pode alegar alguma possibilidade

 

de generalização para os resultados da pesquisa-ação: se vários estudos em diferentes situações levam a resultados semelhantes, isto permite maior capacidade de generalização do que um único estudo.

- A pesquisa-ação é auto-avaliativa, isto é, as modificações introduzidas na prática são constantemente avaliadas no decorrer do processo de intervenção e o feedback obtido do monitoramento da prática é traduzido em modificações, mudanças de direção e redefinições, conforme necessário, trazendo benefícios para o próprio processo, isto é, para a prática, sem ter em vista, em primeira linha, o benefício de situações futuras.

- A pesquisa-ação é cíclica: as fases finais são usadas para aprimorar os resultados das fases anteriores.

 

As  fases da pesquisa-ação

Cada uma das fases do gráfico são detalhadas e exemplificadas a seguir, com exemplos da área educacional.

 

Definição de um problema

Por “problema” entende-se aqui a consciência, por parte do pesquisador, de que algo que o intriga, que pode ser melhorado na área de ensino, ou o reconhecimento da necessidade de inovação em algum aspecto do programa de ensino. Esta consciência pode ser resultado de um período anterior de observação e reflexão. Situações problemáticas em sala de aula poderiam ser , por exemplo, as seguintes:

- falta de interesse ou motivação dos alunos;

- desempenho médio insuficiente por parte dos discentes;

- passividade dos discentes em sala de aula:

- alto grau de absenteísmo;

- número demasiadamente elevado de alunos por sala de aula. Após a identificação de um conjunto de situações problemáticas que podem ser objeto de pesquisa, cada uma delas deve ser submetida a uma análise prévia para verificação de seu grau de relevância prática ou viabilidade. Questões que estão fora da esfera de influência do professor devem ser eliminadas. Por exemplo, se a redução do número de alunos por sala de aula não constitui uma opção viável, este item deve ser descartado ou a questão reformulada, de modo a resultar numa questão que possa ser objeto de pesquisa. Por exemplo, “Que tipo de atividades ou estratégias são mais viáveis para o ensino em turmas com um número de alunos superior a 35?” Um outro critério a ser levado em consideração na avaliação dos itens listados como situações problemáticas é o âmbito do assunto a ser pesquisado. Quando se é um principiante em pesquisa, é preferível escolher objetivos ou hipóteses que sejam limitados em seu âmbito: um projeto de âmbito restrito, realizado com sucesso, é mais animador e encorajador.

 

 

 

 

 

 

 

 

more...
No comment yet.
Scooped by Leonice Gomes da Silveira
Scoop.it!

Pesquisa Ação - parte 1

 

PESQUISA – AÇÃO

Durante a leitura do texto Pesquisa-ação sintetize os principais aspectos, quanto:

Ao conceito e finalidade da pesquisa-ação

 

A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa participante engajada, em oposição à  pesquisa  tradicional,  que é  considerada como “independente”, “não-reativa” e “objetiva”. Como o próprio nome já diz, a pesquisa-ação procura unir a pesquisa à ação ou prática, isto é, desenvolver o conhecimento e a compreensão como parte da prática. É, portanto, uma maneira de se fazer pesquisa em situações em que também se é uma pessoa da prática e se deseja melhorar a compreensão desta.

A pesquisa-ação surgiu da necessidade de superar a lacuna entre teoria e prática. Uma das características deste tipo de pesquisa é que através dela se procura intervir na prática de modo inovador já no decorrer do próprio processo de pesquisa e não apenas como possível conseqüência de uma recomendação na etapa final do projeto

 

As características essenciais da pesquisa-ação

O processo de pesquisa deve tornar-se um processo de aprendizagem para todos os participantes e a separação entre sujeito e objeto de pesquisa deve ser superada

 

- Como critério de validade dos resultados da pesquisa-ação sugere-se a utilidade dos dados para os clientes: as estratégias e produtos serão úteis para os envolvidos se forem capazes de apreender sua situação e de modificá-la. O pesquisador parece-se, neste contexto, a um praticante social que intervém numa situação com o fim de verificar se um novo procedimento é eficaz ou não.

 

- No ensino, a pesquisa-ação tem por objeto de pesquisa as ações humanas e situações que são percebidas pelo professor como sendo inaceitáveis sob certos aspectos, que são   suscetíveis de mudança e que, portanto, exigem uma resposta prática. Já a situação problemática é interpretada a partir do ponto de vista das pessoa envolvidas, baseando-se, portanto, sobre as representações que os diversos atores (professores, alunos, diretores etc.) têm da situação

 

- A pesquisa-ação é situacional:  procura  diagnosticar  um problema específico numa situação também específica, com o fim de   atingir uma relevância prática dos resultados. Não está, portanto, em primeira linha interessada na obtenção de enunciados científicos generalizáveis (relevância global). Há, no entanto, situações em que se pode alegar alguma possibilidade

 

de generalização para os resultados da pesquisa-ação: se vários estudos em diferentes situações levam a resultados semelhantes, isto permite maior capacidade de generalização do que um único estudo.

- A pesquisa-ação é auto-avaliativa, isto é, as modificações introduzidas na prática são constantemente avaliadas no decorrer do processo de intervenção e o feedback obtido do monitoramento da prática é traduzido em modificações, mudanças de direção e redefinições, conforme necessário, trazendo benefícios para o próprio processo, isto é, para a prática, sem ter em vista, em primeira linha, o benefício de situações futuras.

- A pesquisa-ação é cíclica: as fases finais são usadas para aprimorar os resultados das fases anteriores.

 

As  fases da pesquisa-ação

Cada uma das fases do gráfico são detalhadas e exemplificadas a seguir, com exemplos da área educacional.

 

Definição de um problema

Por “problema” entende-se aqui a consciência, por parte do pesquisador, de que algo que o intriga, que pode ser melhorado na área de ensino, ou o reconhecimento da necessidade de inovação em algum aspecto do programa de ensino. Esta consciência pode ser resultado de um período anterior de observação e reflexão. Situações problemáticas em sala de aula poderiam ser , por exemplo, as seguintes:

- falta de interesse ou motivação dos alunos;

- desempenho médio insuficiente por parte dos discentes;

- passividade dos discentes em sala de aula:

- alto grau de absenteísmo;

- número demasiadamente elevado de alunos por sala de aula. Após a identificação de um conjunto de situações problemáticas que podem ser objeto de pesquisa, cada uma delas deve ser submetida a uma análise prévia para verificação de seu grau de relevância prática ou viabilidade. Questões que estão fora da esfera de influência do professor devem ser eliminadas. Por exemplo, se a redução do número de alunos por sala de aula não constitui uma opção viável, este item deve ser descartado ou a questão reformulada, de modo a resultar numa questão que possa ser objeto de pesquisa. Por exemplo, “Que tipo de atividades ou estratégias são mais viáveis para o ensino em turmas com um número de alunos superior a 35?” Um outro critério a ser levado em consideração na avaliação dos itens listados como situações problemáticas é o âmbito do assunto a ser pesquisado. Quando se é um principiante em pesquisa, é preferível escolher objetivos ou hipóteses que sejam limitados em seu âmbito: um projeto de âmbito restrito, realizado com sucesso, é mais animador e encorajador.

 

 

 

 

 

 

 

 

more...
No comment yet.
Rescooped by Leonice Gomes da Silveira from escola
Scoop.it!

Pesquisa Ação - parte 1

 

PESQUISA – AÇÃO

 

 

A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa participante engajada, em oposição à  pesquisa  tradicional,  que é  considerada como “independente”, “não-reativa” e “objetiva”. Como o próprio nome já diz, a pesquisa-ação procura unir a pesquisa à ação ou prática, isto é, desenvolver o conhecimento e a compreensão como parte da prática. É, portanto, uma maneira de se fazer pesquisa em situações em que também se é uma pessoa da prática e se deseja melhorar a compreensão desta.

A pesquisa-ação surgiu da necessidade de superar a lacuna entre teoria e prática. Uma das características deste tipo de pesquisa é que através dela se procura intervir na prática de modo inovador já no decorrer do próprio processo de pesquisa e não apenas como possível conseqüência de uma recomendação na etapa final do projeto

 

As características essenciais da pesquisa-ação

O processo de pesquisa deve tornar-se um processo de aprendizagem para todos os participantes e a separação entre sujeito e objeto de pesquisa deve ser superada

 

- Como critério de validade dos resultados da pesquisa-ação sugere-se a utilidade dos dados para os clientes: as estratégias e produtos serão úteis para os envolvidos se forem capazes de apreender sua situação e de modificá-la. O pesquisador parece-se, neste contexto, a um praticante social que intervém numa situação com o fim de verificar se um novo procedimento é eficaz ou não.

 

- No ensino, a pesquisa-ação tem por objeto de pesquisa as ações humanas e situações que são percebidas pelo professor como sendo inaceitáveis sob certos aspectos, que são   suscetíveis de mudança e que, portanto, exigem uma resposta prática. Já a situação problemática é interpretada a partir do ponto de vista das pessoa envolvidas, baseando-se, portanto, sobre as representações que os diversos atores (professores, alunos, diretores etc.) têm da situação

 

- A pesquisa-ação é situacional:  procura  diagnosticar  um problema específico numa situação também específica, com o fim de   atingir uma relevância prática dos resultados. Não está, portanto, em primeira linha interessada na obtenção de enunciados científicos generalizáveis (relevância global). Há, no entanto, situações em que se pode alegar alguma possibilidade

 

de generalização para os resultados da pesquisa-ação: se vários estudos em diferentes situações levam a resultados semelhantes, isto permite maior capacidade de generalização do que um único estudo.

- A pesquisa-ação é auto-avaliativa, isto é, as modificações introduzidas na prática são constantemente avaliadas no decorrer do processo de intervenção e o feedback obtido do monitoramento da prática é traduzido em modificações, mudanças de direção e redefinições, conforme necessário, trazendo benefícios para o próprio processo, isto é, para a prática, sem ter em vista, em primeira linha, o benefício de situações futuras.

- A pesquisa-ação é cíclica: as fases finais são usadas para aprimorar os resultados das fases anteriores.

 

As  fases da pesquisa-ação

Cada uma das fases do gráfico são detalhadas e exemplificadas a seguir, com exemplos da área educacional.

 

Definição de um problema

Por “problema” entende-se aqui a consciência, por parte do pesquisador, de que algo que o intriga, que pode ser melhorado na área de ensino, ou o reconhecimento da necessidade de inovação em algum aspecto do programa de ensino. Esta consciência pode ser resultado de um período anterior de observação e reflexão. Situações problemáticas em sala de aula poderiam ser , por exemplo, as seguintes:

- falta de interesse ou motivação dos alunos;

- desempenho médio insuficiente por parte dos discentes;

- passividade dos discentes em sala de aula:

- alto grau de absenteísmo;

- número demasiadamente elevado de alunos por sala de aula. Após a identificação de um conjunto de situações problemáticas que podem ser objeto de pesquisa, cada uma delas deve ser submetida a uma análise prévia para verificação de seu grau de relevância prática ou viabilidade. Questões que estão fora da esfera de influência do professor devem ser eliminadas. Por exemplo, se a redução do número de alunos por sala de aula não constitui uma opção viável, este item deve ser descartado ou a questão reformulada, de modo a resultar numa questão que possa ser objeto de pesquisa. Por exemplo, “Que tipo de atividades ou estratégias são mais viáveis para o ensino em turmas com um número de alunos superior a 35?” Um outro critério a ser levado em consideração na avaliação dos itens listados como situações problemáticas é o âmbito do assunto a ser pesquisado. Quando se é um principiante em pesquisa, é preferível escolher objetivos ou hipóteses que sejam limitados em seu âmbito: um projeto de âmbito restrito, realizado com sucesso, é mais animador e encorajador.

 

 

 

 

 

 

 

 

more...
No comment yet.