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A recompensa da educação ambiental

A recompensa da educação ambiental | Ensino e Tecnologia | Scoop.it

“Pare. Olhe. Escute. (…) Vale a pena parar por segundos, olhar os pequenos detalhes e escutar o agradável som da natureza.” Já tentou fazer isso? A dica inicial é da professora Fernanda Félix, que trabalha com educação infantil há 17 anos. Ela quer continuar nessa área e tem sede de aprender para ensinar sempre com mais propriedade. “Tive obstáculos neste percurso, mas o que me impulsiona é a ousadia de compartilhar crescimento junto com os alunos, porque estou sempre aprendendo com os pequenos”, disse.

 

Nesta série daremos destaque a alguns perfis que se destacaram nos projetos do Instituto Brookfield e que continuam contribuindo para o desenvolvimentos socioambiental de suas comunidades. Hoje, conversamos com Fernanda, que acredita no poder transformador da educação, na importância da conscientização das crianças no tema meio ambiente, e ama o que faz.

 

Conhecemos Fernanda graças ao projeto “Aves do entorno da escola”, que o Instituto Brookfield participou na escola Ursinho Branco, localizada no entorno da Reserva Biológica Tamboré, em Santana de Parnaíba (SP). Atualmente, ela leciona nas escolas Castanheiras e Ursinho Branco para crianças de quatro a sete anos de idade. Confira os resultados do seu envolvimento com o meio ambiente.

 

Professora Fernanda Félix. Foto: Arquivo pessoal.

Instituto Brookfield: O que a levou a escolher essa profissão?
Acho que não escolhi; fui escolhida. Apostaram em mim e eu aproveitei, com sabedoria, todas as oportunidades que me foram colocadas. A escola faz parte da minha vida desde que nasci, pois minha mãe trabalhava em uma. Quando fui convidada a trabalhar, ainda era iniciante e bem inexperiente, mas algo despertava a vontade de compartilhar conhecimentos e crescer junto com aqueles que estavam iniciando seus primeiros passos na escola. Conciliei estudo e trabalho, e recebi a oportunidade de atuar como professora em 2002, quando já estava na faculdade de Pedagogia.

Instituto Brookfield: Desde quando você se interessa pela temática meio ambiente?


Sempre observava pessoas ao meu redor, que, de alguma maneira, envolviam-se com questões ambientais. Com um pouco de trocas de conhecimento aqui e ali, aos poucos, o tema fez parte do meu dia a dia e, assim, busquei entender algumas coisas que eu pouco questionava na minha época de aluna. Apenas aceitava e por ali ficava.

 

Instituto Brookfield: Você tem alguma história de transformação de atitude das crianças graças ao contato com o tema meio ambiente?

 

No decorrer do projeto com as crianças, era comum escutá-las dizendo sobre aves presas em gaiolas. Comecei a pesquisar e a conversar com elas, dizendo que, em nosso projeto, era muito mais vantagem observar aves com elas livres. Aos poucos, as crianças começaram a entender o quanto é importante preservar o espaço do outro, mesmo que esse outro seja um animal. Cada espécie que se aproximava do comedouro era fotografada por mim ou desenhada pelas crianças. Montamos um mural de fotos das espécies que se aproximaram do comedouro, sem precisar prendê-las em gaiolas, por exemplo. Essa atitude era disputada por todas as crianças, que queriam sempre observar pela janela a chegada de uma nova espécie de ave e compartilhar com o grupo. Esta atitude na escola também fez envolver as famílias das crianças, e cada uma recebeu um kit explicando como construir um comedouro para atrair aves. As notícias eram compartilhadas por meio de imagens, relatos e desenhos.

 

Bem-te-vi no comedouro feito durante projeto com aves na Escola Ursinho Branco. Foto: Fernanda Félix.

 

Instituto Brookfield: De que forma o trabalho com o meio ambiente mudou sua vida?


Esse trabalho me fez desenvolver um olhar mais apurado do que está à minha volta. O ato de observar trouxe reflexões importantes sobre algo que sempre esteve ali e eu ainda não havia percebido: a riqueza que estava ao meu redor. Comecei a fotografar aves nas viagens que fiz no decorrer do projeto, e fui me encantando com cada descoberta. Em nenhum momento, deixei de aproveitar o que estava fazendo, mas, de fato, foi mais interessante parar, escutar, observar e fotografar essa beleza da natureza: as aves.

Foto da ave rapazinho-dos-velhos (Nystalus maculatus) registrada pela professora Fernanda, na cidade Santo André, no sertão da Paraíba (PB).

 

Instituto Brookfield: Quais são os seus projetos em relação ao meio ambiente?


Depois de me encantar com as aves, pretendo ampliar meus conhecimentos estudando mais sobre o assunto. Ganhei uma máquina digital que me auxilia nas imagens de pássaros que fotografo, desde então, por onde passo (inclusive, meus filhos também se envolveram e, quando pego a máquina, eles perguntam qual é a novidade que eu consegui fotografar e querem saber mais a respeito). Hoje, consigo fazer projeções e compreender melhor algumas coisas, como o sentido das “flechinhas” de esquema das imagens dos livros sobre fotossíntese e ciclos de vida das plantas e dos animais, por exemplo.

 

Instituto Brookfield: Gostaria de deixar alguma dica ou mensagem para professores que desejam trabalhar o tema do meio ambiente com os alunos?


Parem. Olhem. Escutem. Não é apenas o semáforo que nos alerta com as atitudes de parar, olhar e escutar. Em nossos dias de muitas movimentações, não nos damos conta de que ciclos de vidas nos circulam a todo tempo. Quando comecei a prestar minimamente atenção a um barulhinho que insistia diariamente num piado gostoso de escutar (me refiro ao casal de joão-de-barro que construía seu ninho no poste do estacionamento da escola, carregando terra do outro lado da rua para o poste, sua nova morada), tive certeza de que isso não foi perda de tempo. Isso me fez enxergar o quanto é grandioso e compensador partilhar descobertas com quem está iniciando o conhecimento desse nosso mundo: as crianças. Vale a pena parar por segundos, olhar os pequenos detalhes e escutar o agradável som da natureza. Esta é uma atitude que aprendi e espero levar adiante, seja na atitude, no olhar ou na escuta.


Via Arca do Planeta
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MEC cobra política de financiamento da educação ambiental

O coordenador-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação (MEC), José Vicente de Freitas, cobrou dos deputados, nesta quinta-feira (23), a elaboração de uma política para o financiamento da educação ambiental no Brasil. Ele participou de audiência pública da Comissão de Educação e Cultura sobre a implantação das políticas públicas de educação ambiental, sugeridas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).


Via Luciano Sathler
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O Meio Ambiente e Cultura: Reciclagem

O Meio Ambiente e Cultura: Reciclagem | Ensino e Tecnologia | Scoop.it
O aço figura entre os materiais mais recicláveis e reciclados do mundo. O setor estimula a coleta e recicla o aço contido nos produtos no final da vida útil, empregando-o na fabricação de novos produtos siderúrgicos, sem qualquer perda de ...

Via Mário Reis
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Educadores vencem dificuldades e transformam processo de ensino

Educadores vencem dificuldades e transformam processo de ensino | Ensino e Tecnologia | Scoop.it
De calça vermelha, tênis preto de cadarços também vermelhos e camisa xadrez, o professor Wagner Júnior chama a atenção pelo visual despojado.

 

São histórias assim, de educadores que vencem as dificuldades do dia a dia e transformam o processo de ensino em uma experiência democrática, criativa e bem-sucedida que a Agência Brasil conta hoje, no Dia do Professor.
Com o entusiasmo típico dos jovens, Wagner Júnior diz que decidiu trocar as salas de aula tradicionais, com mesas, cadeiras e quadro-negro, por ambientes menos formais e mais coloridos após perceber que o conteúdo de suas lições não despertava o interesse dos alunos. A inquietação diante do que via levou o professor a projetar nova prática pedagógica. "Me angustiava muito ver que os alunos não se interessavam tanto pelo conteúdo das minhas aulas. Por outro lado, percebia que eles queriam estar conectados, estavam muito ligados às redes e mídias digitais. Decidi, então, fazer delas minhas aliadas".
Ele acredita que o educador precisa renovar o fôlego para superar a falta de estrutura e os salários que "não estão à altura da importância da atividade". Com mais de 20 anos de profissão, Wagner Júnior diz que a maior recompensa é ver os jovens tomando consciência de quem são e posicionando-se de forma intelectualmente autônoma diante de sua realidade. "O educador é pouco valorizado pela lógica capitalista, do ponto de vista do rendimento financeiro, mas é muito valorizado pela lógica humana. A escola é lugar de se fazer amigos e é isso que mais ganho aqui", acrescenta.
Ângelo Palhano, 19 anos, fugia das aulas de história do professor Wagner Júnior. Hoje, mesmo depois de ter concluído o ensino médio, volta ao CEM 1 de Sobradinho, pelo menos uma vez por semana para participar das reuniões de pauta do Parabólica. "Com ele, aprendemos a nos conscientizar historicamente, a perceber quem somos. Nas aulas tradicionais, muitas vezes, o aluno fica angustiado porque o saber dele é ignorado. Aqui não, a gente pensa, a gente produz", diz o jovem, aluno de filosofia na Universidade de Brasília e que, em poucos anos, deve seguir a mesma profissão de Júnior.
A paixão pelo ensino e a vontade de mudar a vida dos alunos também são as características mais evidentes na equipe pedagógica da Escola Classe Córrego das Corujas, na zona rural de Taguatinga, outra cidade do DF. Rosemar Barbosa, 48 anos, é uma das três professoras que trabalham na unidade. Para chegar à escola, ela leva, diariamente, 40 minutos e enfrenta seis quilômetros de estrada de terra, mas diz que não "quer sair dali por nada". "Já trabalhei em escolas que ficavam a dez minutos da minha casa, mas sou apaixonada pelo trabalho que a gente faz aqui, com impacto direto não apenas no processo de aprendizagem do aluno, mas também na vida das famílias da comunidade", diz. Para ela, a estrutura simples e os recursos limitados não desestimulam o trabalho de quem quer fazer a diferença.
"Não temos muitos recursos aqui, mas aproveitamos o que está disponível e provamos que é possível mudar. Ver o crescimento dessas crianças e o sorriso no rosto delas renova o nosso ânimo", acrescenta.


Via Arca do Planeta
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RECICLAGEM - importância, vantagens, lixo, coleta seletiva, reciclagem de papel, plástico

RECICLAGEM - importância, vantagens, lixo, coleta seletiva, reciclagem de papel, plástico | Ensino e Tecnologia | Scoop.it
Reciclagem de lixo, plástico, produtos recicláveis, reciclagem de alumínio, reciclagem de papel, respeito ao meio-ambiente, coleta seletiva de lixo, reciclagem de plástico, importância, vantagens, meio ambiente, coleta seletiva de lixo...

Via Soraia Magali Mourão Montani
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