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"A tecnologia voltada para a educaçãoe aprendizagem"
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O uso da tecnologia na sala de aula

O uso da tecnologia na sala de aula

 

Com a chegada das tecnologias vimos aparecer novos desafios, que tanto aflige os professores sejam eles com certa experiência em informática ou não.

O contexto amplo, material e humano, em determinados tempos e espaços, não pode ser separado das discussões neste trabalho, sob pena de ficarmos falando sobre as tecnologias desenraizadas, longe das realidades que as condicionam, solando nossas idéias “das coisas que as possuímos dentro de nossas escolas”. E não só pensando em nossa realidade mais na grande maioria das escolas públicas do Brasil

São as escolas onde atuamos aqui em Cupira tanto em áreas urbanas como nas áreas rurais, que ainda sofrem com a falta de infra estrutura, mas que nós professores já temos contato com certos meios de tecnologia e que podem utilizá-los com um recurso a mais em suas aulas, principalmente para complementamos com as tarefas para casa, pois é de fundamental importância que os alunos se sintam motivados para a qualidade dos seus rendimentos possa cada vez mais aumentar.

Mas já percebemos que a grande maioria de professores e professoras já desenvolve formas criativas de ensinar e de educar, construídas dentro das limitações e das condições existentes. À partir desta atitude de respeito, de aprendizagem mútua, tem sido possível experimentar novas abordagens, com o uso das tecnologias da informação em sala de aula.

Sabemos que a situação está melhorando lentamente em algumas escolas já existem muitas escolas que já possuem internet e aulas de informática para os alunos. Mas no entanto, queremos levar a tecnologia, de uma forma que seja construtiva tanto para o aluno como para o professor.

 

Desenvolvimento

Diante a corrida tecnológica que impera nos dias atuais é imprescindível que a escola, como um instrumento formador de novos cidadãos , esteja à margem das inovações tecnológicas e que elas ainda não garante o pleno mérito por melhoria da educação.

Tendo em vista o problema com a falta de preparo e de recursos para trabalhar com a tecnologia em sala de aula, vimos uma necessidade de explorarmos esse assunto e tentarmos solucionar esse problema, que é o mau uso da tecnologia em sala de aula.

Quando a escola tem o laboratório de informática temos que estarmos atentos pois não adianta levar o aluno para acessar a internet se não tivermos um objetivo de aprendizado, pois o computador em sala de aula ou nos laboratórios tem que ter um uso dirigido e com o objetivo, que é tornar a aula mais atrativa e com uma nova oportunidade de levar o aluno a buscar mais informação, e poderem está preparados para o futuro.

No mundo em que vivemos, grandes variedades de recursos tecnológicos estão disponíveis para incrementar nossas aulas e para facilitar o desenvolvimento dos nossos alunos. O uso com certeza em sala de aula traria um amplo conhecimento e despertaria a seu interesse pelas aulas, pois levar recursos como programas matemáticos para demonstrar teorias, também usar mapas online, recursos como programas que mostram o corpo humano sempre motiva o aluno a se dedicar mais e prestar mais atenção nas aulas.

Como a tecnologia não está disponível para todos, vimos uma oportunidade, dos professores trabalharem com ela, em sala de aula, com os alunos, tanto com materiais concretos que seria a utilização do computador, como também com palestras sobre a importância que a tecnologia tem hoje no mundo. Pois com tantas novidades, como é o caso da internet, ela hoje é usada sem limites por aqueles que já têm acesso a ela, o que é muito preocupante, pois ela é uma ferramenta que tanto serve para o bem como para o mal.

A tecnologia ela hoje assume um papel muito importante na educação, pois a tecnologia hoje é sinônimo de informação, onde podemos enviar ou receber informações em uma velocidade jamais vista, como no caso da internet, TV, celular entre outros meios, mas que alguns ainda não estão acessíveis a todos os grupos da nossa sociedade escolar. Pois nosso grande desafio é justamente como trabalhar com esses recursos tecnológicos em sala de aula, não só atingindo uma pequena parte dos alunos, mas preparando a todos para o uso devido da tecnologia tanto os professores como também os alunos.

Ao professor cabe, portanto em comprometer-se de forma, mas justa o possível em levar o aluno a conhecer esses recursos que eles têm acesso ou poderá ter no futuro. Levando o aluno a ter noções básicas, principalmente de navegação em rede, pois vemos a necessidade de orientar o aluno a deixar o habito de usar o copiar e colar as informações da internet, sem nem se preocupar com o conteúdo que está pegando.

Cabe também ao professor inserir a tecnologia em sala de aula com responsabilidade, orientando sempre o aluno da maneira, mas correta, e não só por que é correto, mas sim, pelo aproveitamento que o aluno pode alcançar no seu desenvolvimento.

A tecnologia por si só não muda as praticas existentes mas pode alterar a qualidade das aulas se forem usadas corretamente:

“A máquina substitui o caderno e os livros, mas não alteram o contexto pedagógico. Portanto, as grandes inovações no processo educativo ainda estão por vir. E para que todo potencial tenha a chance de se desenvolver, é necessário preparar os professores para que possam ousar mais, sem perder o rumo e os objetivos educacionais” (Ana Ligia “Nova Escola” Nº253 pág. 34)

Com o uso da tecnologia em sala de aula, fica mais fácil atingir a todas as camadas de nossa sociedade e de que o professor pode ensinar mostrando o lado bom e o ruim da tecnologia se for usada de maneira inadequada. Pois o uso da tecnologia enriquece ambientes de aprendizagem onde o aluno interage com objetos e constrói seus conhecimentos, e tem a oportunidade de se socializar melhor com o mundo ao seu redor. Pois a tecnologia permite abrir novos horizontes e a preparar o aluno para um futuro melhor, e cabe ao professor prepará-lo ou encaminhá-lo para a era digital.

 

Conclusão

Os novos conhecimentos adquiridos no projeto foi uma nova oportunidade de refletimos quanto às atitudes tomadas pelos no crescimento e no desenvolvimento intelectual dos alunos.

Através de uma nova visão, podemos compreender que hoje é necessário conscientizar os professores e alunos para novas formas de utilizar as tecnologias em sala de aula e tornar uma aprendizagem satisfatória em nossas escolas.

Buscamos meios para procurar o melhor caminho para desenvolvermos uma aprendizagem satisfatória com o uso correto das tecnologias em sala de aula.

Entendemos que todos os indivíduos são capazes de aprender, é só não duvidar de sua capacidade, o aperfeiçoamento vem relacionando com a nossa força de vontade. Assim a caminhada do professor é permanente, por esse motivo a aprendizagem é um processo contínuo, precisamos estar sempre pronto para o novo. Ser profissional é ser responsável por tudo aquilo que é desafio em nossas vidas. Então é chegada à hora de nos educadores nos preparamos para uma nova jornada que é a introdução das tecnologias da informação em sala de aula;

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Roseli Santana's comment, October 24, 2012 7:54 PM
A escola deve utilizar ferramentas que o mercado de trabalho já usa. Estar conectado, recebendo e emitindo informações, antenado ao uso e recursos tecnológicos, além de saber lidar com a multidisciplinaridade de tarefas.
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O computador no processo de ensino-aprendizagem: Prática e atuação de professores - Neusa Maria Marconi e Roseli Vicente Pulga | Planeta Educação

O computador no processo de ensino-aprendizagem: Prática e atuação de professores - Neusa Maria Marconi e Roseli Vicente Pulga  | Planeta Educação | Educação.tecnologia | Scoop.it

Maconi - Pedagoga, Especialista em Informática Educacional pela Finom-MG, pesquisadora na Formação de Educadores no uso do computador como ferramenta no processo ensino-aprendizagem, assessorada pela empresa Planeta Educação, Coordenadora de Informática Educacional da Rede Municipal de ensino de Lençóis Paulista;Roseli Vicente Pulga - Pedagoga, Especialista em Educação Infantil pela FEA-Avaré e Coordenadora de Educação Especial, da Rede Municipal de ensino de Lençóis Paulista, pesquisadora na Formação de Educadores no uso do computador no processo ensino-aprendizagem, assessorada pela empresa Planeta Educação.

RESUMO: Este artigo nos leva a refletir sobre fatores importantes que influenciam educadores na utilização de computadores na escola e, consequentemente, seus impactos diretos no aprendizado dos alunos. A tecnologia da informação representa um importante papel no cenário da educação, não devendo, entretanto, representar uma finalidade em si mesma, mas, sim, sendo utilizada como ferramenta auxiliar no processo ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Conhecimento, Educação, Formação, Tecnologia, Integração.

Nas últimas décadas, a aliança feita entre Ciência e Tecnologia provocou grandes mudanças que possibilitaram a aceleração do desenvolvimento tanto de uma, quanto de outra. De 1989 para cá, o avanço da tecnologia teve um ritmo, surpreendentemente, mais acelerado, ocupando espaços cada vez maiores em nossa vida cotidiana, não se podendo hoje conceber muitas de nossas rotinas e hábitos sem a atual tecnologia. Assim, não poderia a tecnologia passar despercebida por um setor bastante relevante da nossa realidade: a Educação.

O grande desafio da mediação pedagógica é a formação de pesquisadores críticos e reflexivos para se discutir ou analisar a atuação do professor na utilização dos recursos tecnológicos para ensinar, antes de nos precipitarmos na análise dos vários fatores já conhecidos e vivenciados nos laboratórios de formação pelos educadores [como o medo ou receio da máquina], que sabemos não serem os únicos responsáveis pelas dificuldades presentes na sua aplicabilidade como ferramenta para ensinar na sala de aula.

A educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. E é importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitam a evolução dos indivíduos. (MORAN, 2000, p.36)

Precisamos, então, analisar a sua formação profissional. A informática aplicada à educação ainda é um mistério para alguns professores e, segundo Valente (2003, s.p.), o “nó da questão” está na formação docente.

Para Tajra (2001, p. 113) a capacitação deve contemplar: “conhecimentos básicos de informática; conhecimento pedagógico; integração de tecnologia com as propostas pedagógicas; formas de gerenciamento da sala de aula com novos recursos”.

A introdução tecnológica no campo educacional ainda sofre restrições e desconhecimento pedagógico. A mudança de sociedade não altera somente a relação professor-aluno, mas também o ambiente histórico e cultural desses alunos em formação. Surgem novas formas de pensar e, consequentemente, alteração na construção de conhecimento, sendo a mediação pedagógica na formação um grande desafio desta na formação de pesquisadores críticos e reflexivos.

Muitos educadores ainda não sabem o que fazer com os recursos que a informática oferece e, nesse sentido, a chave do problema é a questão da formação, da preparação dos educadores para saberem utilizar esta ferramenta como parte das atividades que realizam na escola.

Esta formação ainda não propicia condições necessárias para que o professor domine a tecnologia como um processo que exige profundas mudanças na maneira de pensar do adulto. O objetivo da formação, além da aquisição de metodologias de ensino, é conhecer profundamente o processo de aprendizagem, como ele acontece e como intervir de maneira efetiva na relação com o computador, propiciando condições favoráveis para a construção do conhecimento. A ênfase do curso deve ser a criação de ambientes educacionais de aprendizagem, nos quais o aluno executa e vivencia uma determinada experiência, ao invés de receber do professor o assunto já pronto.

O reconhecimento de uma sociedade cada vez mais tecnológica deve ser acompanhado da conscientização da necessidade de incluir nos currículos escolares as habilidades e competências para lidar com as novas tecnologias. No contexto de uma sociedade do conhecimento, a educação exige uma abordagem diferente em que o componente tecnológico não pode ser ignorado.

Poderíamos tratar, então, da competência político-técnica-pedagógica dos professores, como sendo o eixo para viabilizar tais mudanças. (SAVIANI, 1983)

Na LDB é garantida a formação/capacitação em seus artigos 61, 67 e 87, inclusive em serviço, mas não basta constar em lei esse direito: é necessário que se prepare os professores para atuar no mundo, no qual diversos meios levam ao raciocínio e ao conhecimento e que, a aprendizagem pode acontecer de várias maneiras, além da tradicional aula expositiva. Nesse sentido, a escola e o professor têm papel fundamental na formação do aluno para a sociedade tecnológica, sem ficar à margem de seu processo, atingindo a todos com igualdade e possibilidades para sua participação na construção de conhecimento relevante à sua vida no meio social. A plena participação no mundo letrado também inclui conhecimento tecnológico, cuja mediação está pautada no trabalho docente.

O objetivo de introduzir novas tecnologias na escola é promover novas ações e práticas que não se podem realizar de outras maneiras. O aprendiz, utilizando metodologias adequadas, poderá utilizar estas tecnologias na integração de matérias estanques. A escola passa a ser um lugar mais interessante que prepararia o aluno para o seu futuro. A aprendizagem centra-se nas diferenças individuais e na capacitação do aluno para torná-lo um usuário independente da informação, capaz de usar vários tipos de fontes de informação e meios de comunicação eletrônica.

Às escolas cabe a introdução das novas tecnologias de comunicação e a condução do processo de mudança da atuação do professor [que é o principal ator destas mudanças] e, ainda, a capacitação do aluno para a busca correta da informação em fontes de diversos tipos.

É necessário, também, conscientizar toda a comunidade escolar, especialmente os alunos, da importância da tecnologia para o desenvolvimento social e cultural. O salto de qualidade utilizando novas tecnologias poderá se dar na forma de trabalhar o currículo e, também, através da ação do professor, além de incentivar a utilização de novas tecnologias de ensino, estimulando pesquisas interdisciplinares adaptadas à realidade brasileira.

As mais avançadas tecnologias poderão ser empregadas para criar, experimentar e avaliar produtos educacionais, cujo alvo é avançar um novo paradigma na Educação, adequado à sociedade de informação para redimensionar os valores humanos, aprofundar as habilidades de pensamento e tornar o trabalho entre mestre e alunos mais participativo e motivante. A integração do trabalho com as novas tecnologias no currículo, como ferramentas, exige uma reflexão sistemática acerca de seus objetivos, de suas técnicas, dos conteúdos escolhidos, das grandes habilidades e seus pré-requisitos, enfim, ao próprio significado da Educação.

No entanto, hoje já não basta às escolas estarem com seus laboratórios instalados. São necessárias mudanças profundas em procedimentos, que começam pela formação de toda a equipe escolar e que esta seja de forma prática e contínua, pois a Educação é dinâmica (gente chegando... gente saindo...) e o nosso compromisso deve ser numa visão de desenvolvimento humano em seu sentido mais amplo - de criação, transformação, autonomia e emancipação.

Muitas vezes, as aulas oferecidas aos professores limitam-se a encontros de treinamento, apresentação de softwares, palestras sobre a importância do uso da informática e, quando não, a um treinamento tecnológico com fundamentação pedagógica excelente, mas sem aplicabilidade e oportunidade de análise e construção de seu uso na prática pedagógica. Capacitação e formação que levem a mudanças devem ir além do passar informação de técnicas operacionais, e sim, deve ser de forma integrada, ou seja, que o pedagógico e o técnico possam ser construídos juntos, mediante a necessidade.

Apesar de as tecnologias mais modernas, principalmente a Internet, não estarem acessíveis de forma democrática, em função da comercialização elitista é sabido que elas detêm enorme poder de motivação para o aluno porque proporciona ambientes atraentes e dinâmicos de informação e dados, textos e imagens, que podem ser reconstruídos.

Neste sentido, integrar as tecnologias como apoio ao ensino-aprendizagem é um grande desafio para a educação, especialmente na rede pública de ensino para dar igualdade de condições aos educandos. O educador necessita buscar ferramentas eletrônicas para atender a necessidade e curiosidade dos educandos. São necessárias novas competências e atitudes para que o processo de ensino-aprendizagem seja significativo, possibilitando criar, recriar, enriquecendo o processo. "O manejo inteligente da presença virtual requer professores devidamente preparados. Esta é a condição decisiva. De pouco adianta colocar computador e parabólica na escola se os professores não souberem transformá-los em meios para a aprendizagem do aluno" (Demo, in Silva, 2003, p. 84).

Para Dowbor (2001), a educação assume a função de ponte entre escola e esse universo de tecnologias de informação, sendo ao mesmo tempo um desafio e uma oportunidade. Desafio porque invade nosso cotidiano e exige que nos atualizemos. Mudar e adaptar-se rapidamente às mudanças é questão de sobrevivência e oportunidade, no sentido que o conhecimento é a base da educação, influenciando e determinando o nosso desenvolvimento.

E ainda, pensando no potencial que os computadores têm em despertar a curiosidade e aumentar a criatividade, principalmente nos casos de utilização no auxílio à aprendizagem, e por serem uma ferramenta poderosa de auxílio no uso de softwares educacionais, proporcionar produtividade maior em relação ao tempo para os estudos e à necessidade de uma formação continuada. Ressaltando-se, ainda, a importância do preparo dos educadores através da utilização de técnicas relacionadas com a tecnologia, o que significará um aperfeiçoamento efetivo no ensino e, neste caso, a eficácia da viabilização de projetos de uso das tecnologias nas instituições de ensino que se faz cada vez mais necessários.

Com o objetivo de analisar a atuação dos professores de uma escola da rede municipal de Lençóis Paulista, estado de São Paulo, no uso do computador como ferramenta pedagógica de ensino, é que nós propusemos a, através de observação e pesquisas, diagnosticar qual o papel do educador no uso do computador como recurso bem como, analisar situações, durante as aulas, de como o computador é utilizado e ainda, o que pensam os educadores com relação ao uso do mesmo contribuindo assim, para o despertar da importância para o desenvolvimento das diversas habilidades humanas centrada numa proposta de nova prática pedagógica para o desenvolvimento de seu trabalho com o uso do computador.

Com as observações durante a realização deste artigo será possível concluir que estas proporcionam aos educadores a oportunidade de mudança de postura em suas práticas pedagógicas, com o enfoque no uso do computador e a visão sobre a sua utilização.

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Educação – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes.

A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados, que sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar. No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação Tecnológica. A educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade. Mas, acontece também no dia-a-dia, na informalidade, no cotidiano do cidadão. Nesse caso sendo ela informal.

Legislação brasileira

No Brasil, a educação é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério;

A principal meta do PDE é uma educação básica de qualidade, para isso deve-se investir na educação profissional e na educação superior. Para isso se tornar realidade deve acontecer o envolvimento de todos: pais, alunos, professores e gestores, em busca da permanência do aluno na escola. Com o PDE o Ministério da Educação pretende mostrar tudo o que se passa dentro e fora da escola e realizar uma grande prestação de contas. As iniciativas do MEC devem chegar a sala de aula para beneficiar a criança para atingir a qualidade que se deseja para a educação brasileira. O PDE foi editado pelo Governo Federal, por premissas à visão sistêmica da educação, a sustentação da qualidade do ensino e a prioridade a educação básica.

 

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:: Educação e Tecnologia: uma aliança necessária ::

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“Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).

“A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”

Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.

Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.

De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”.

No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países.

“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.

Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna.

Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.

Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática.

“Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.

Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas.

“O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn.

Internet e Educação

“A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”.

De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil.

“Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.

Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações.

“A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares.

Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud.

Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

“A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.

A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.

Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house.

De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.

Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn.

Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.

De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.

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Roseli Santana's comment, October 24, 2012 7:50 PM
A tecnologia usada com inteligência é uma rica ferramenta de trabalho e estudo.