Inovação Educacional
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Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Cultura Científica e Cibercultura: a experiência do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) com narrativas de ciência nos espaços físico e virtual

Cultura Científica e Cibercultura: a experiência do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) com narrativas de ciência nos espaços físico e virtual | Inovação Educacional | Scoop.it

E-book gratuito. Cultura Científica e Cibercultura: a experiência do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI) com narrativas de ciência nos espaços físico e virtual

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"Dono do Enem é o nosso presidente Bolsonaro", diz indicado para o Inep 

"Dono do Enem é o nosso presidente Bolsonaro", diz indicado para o Inep  | Inovação Educacional | Scoop.it
"Ele é quem tem que dar as diretrizes, estamos aqui cumprindo uma missão do presidente. O dono do Enem termina sendo o nosso presidente, que é o único que teve 60 milhões de votos e é quem pode responder, mudar e realinhar (a prova). Ele tem esse aval", diz Rodrigues.
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Como se organiza e funciona o Ministério da Educação

Como se organiza e funciona o Ministério da Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Fazem parte da estrutura do MEC, além de suas secretarias, o Instituto Nacional de Educação de Surdos, o Instituto Benjamin Constant (centro de referência na área de deficiência visual) e o Conselho Nacional da Educação (órgão de assessoramento do ministério).
Este último foi responsável por aprovar, durante o governo Temer, a nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular). O documento determina as habilidades e competências que serão exigidas dos alunos e ajudará a definir os conteúdos ensinados em sala de aula. Os currículos deverão se adaptar até 2020 no ensino fundamental e até 2021 no ensino médio.

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Como o mal-estar na identidade masculina molda a política dos nossos tempos

Como o mal-estar na identidade masculina molda a política dos nossos tempos | Inovação Educacional | Scoop.it
Autora investiga como a mudança na ideia de masculinidade, acelerada por transformações sociais, abriu espaço também para expressões políticas baseadas em ideias preconceituosas.
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Pelo fim da intolerância 

Pelo fim da intolerância  | Inovação Educacional | Scoop.it

Ela garante ao estudante, em razão do exercício da liberdade de consciência e de crença, o direito de, mediante prévio e motivado requerimento, se ausentar de prova ou de aula marcada para dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja vedado o exercício de tais atividades --que devem ser realizadas em outro momento, de acordo com a lei.
Somos um país extremamente plural e cheio de diversidade, um mosaico cultural que deve ser valorizado e protegido. Por isso, não podemos deixar que nossas diferenças religiosas nos separem e nos façam inimigos. Afinal, antes de termos ou não uma religião, somos humanos e possuímos uma dignidade intrínseca por demais bela e inalienável.

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Aluno pobre tem só 0,16% de chance de estar entre os melhores do Enem

Aluno pobre tem só 0,16% de chance de estar entre os melhores do Enem | Inovação Educacional | Scoop.it

Somente um pequeno grupo de 293 alunos brasileiros que estudaram em condições extremamente desfavoráveis conseguiu ter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 equivalente à da elite dos colégios do País. Apesar de pobres e em escolas com infraestrutura precária, esses jovens contrariam as estatísticas, que mostram que o desempenho educacional está quase sempre relacionado às condições em que o aluno vive e estuda. Pelos dados, o aluno pobre tem só 0,16% de chances de estar entre as melhores notas do Enem.
O peso desses fatores socioeconômicos é de até 85% no resultado de quem presta o Enem – principal porta de entrada no ensino superior público e privado do País. Levantamento feito pelo cientista de dados e mestre em Economia do Setor Público pela Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Sales cruzou dados de 1,3 milhão de candidatos cujas notas estavam disponíveis. Naquela edição, cerca de 4,6 milhões de alunos prestaram o teste.
Aluno pobre tem só 0,16% de chance de estar entre os melhores do Enem. Foto: Diego Herculano / Estadão
Para fazer o cálculo, contou-se um “ponto” para cada condição geralmente relacionada a um baixo desempenho para a nota. São elas: cursar o ensino médio em colégio municipal ou estadual, não ter carro, computador, acesso à internet nem telefone fixo, ter frequentado escola com pouca infraestrutura (como baixo número de funcionários ou poucos equipamentos multimídia) e renda familiar inferior a R$ 312 por pessoa (equivalente a um terço do salário mínimo naquele ano).
No total, 176,9 mil candidatos do Enem daquele ano somaram dez pontos – estavam associados a todas essas condições adversas de uma só vez. Apenas 293 tiveram pontuação suficiente para entrar no grupo dos alunos mais favorecidos – o extremo oposto, sem preencher nenhum dos dez requisitos de vulnerabilidade socioeconômica. Significa que o aluno pobre tem apenas uma chance em 600 (0,16%) de ficar entre as 5% melhores notas. E, desse total de estudantes no topo, só 0,4% são desse estrato mais pobre.

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Uma escola de negócios focada no ensino a distância

A escola de negócios Trevisan, uma das mais tradicionais do país, criada há 35 anos, ganhou um novo sócio para dar início a um plano de expansão. Trata-se de VanDyck Silveira, ex-presidente do concorrente Ibmec, que chega para assumir também a presidência da Trevisan.
Antoninho Marmo Trevisan será o presidente do conselho de administração. O plano é crescer em ensino a distância, retomar os cursos in company e expandir internacionalmente. A empresa também planeja recriar a Trevisan Consulting, focada em estratégia e transformação organizacional.
A Trevisan tem atualmente 1.800 alunos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Ribeirão Preto e fatura 21 milhões de reais por ano. Entre os principais concorrentes estão a FGV, o Insper, a Dom Cabral e o próprio Ibmec.

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Year in Review: 2018 in 14 Charts

Year in Review: 2018 in 14 Charts | Inovação Educacional | Scoop.it
1. Extreme poverty is at the lowest level in recorded history
In 1990, more than a third of people in the world lived in extreme poverty – living on $1.90 a day or less. In 2015, the most recent year with robust data, extreme poverty reached 10 percent, the lowest level in recorded history. Over the last three decades, more than one billion people lifted themselves out of extreme poverty, and about half of the world’s countries have reduced extreme poverty to below 3 percent.

This is one of the great achievements of our time, but we have a lot more work to do – 736 million people still live in extreme poverty, the pace of poverty reduction is slowing, and those living in extreme poverty will be harder to reach. The poverty rate in areas suffering from fragility, conflict, and violence climbed to 36 percent i
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O evento em Harvard que discutiu soluções para a educação global

Transição lenta para o uso das tecnologias digitais
Apesar do estímulo do mercado e das instituições de ensino, ainda há muita dificuldade de popularizar as ferramentas digitais na sala de aula. Para o professor Luke Mawer, da Higher Colleges of Technology (United Arab Emirates), o sucesso na implementação depende de as crenças dos professores estarem alinhadas com as iniciativas tecnológicas.
Sundaram Ramachandran Santhanam, presidente da Association of International Mathematical Education and Research (Índia), diz que a chave está em combinar o uso de metodologias ativas, como storytelling, alinhadas a aplicativos, como o Geogebra – o que se mostrou efetivo em criar interesse em um grupo de alunos de 13 a 15 anos em matemática.

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Série ‘Sementes da Educação’ mostra escolas brasileiras com propostas pedagógicas inovadoras

Série ‘Sementes da Educação’ mostra escolas brasileiras com propostas pedagógicas inovadoras | Inovação Educacional | Scoop.it

A Série ‘Sementes da Educação’ conta histórias de 13 escolas brasileiras que adotaram propostas pedagógicas inovadoras e transformadoras, exercendo um grande impacto positivo nos alunos e na sociedade. Os episódios estão disponíveis gratuitamente na plataforma Videocamp, desde segunda (14).
O diretor Hygor Amorim, com produção da OZ Produtora, circulou por seis estados brasileiros em busca dessas experiências. Uma delas é a Escola Janela, de Cavalcante (GO), na região da Chapada dos Veadeiros.
A instituição nasceu da iniciativa de um grupo de pais e amigos e tem como missão repensar o papel social da educação e contribuir para a formação de cidadãos mais íntegros e questionadores.

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OECD iLibrary | How is students’ motivation related to their performance and anxiety?

PISA has extensively measured student achievement for over 15 years. But cognitive performance is only one aspect of success at school; another is general well-being. The PISA 2015 questionnaire included a comprehensive section on student well-being designed to understand students’ mental health, satisfaction with life, aspirations and socialisation. This PISA in Focus examines two of these aspects: motivation and anxiety.
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Ex-recepcionista que recolhia latinhas vira coordenadora após graduação EAD

Ex-recepcionista que recolhia latinhas vira coordenadora após graduação EAD | Inovação Educacional | Scoop.it

O sonho era cursar uma faculdade, mas o tempo e o dinheiro eram escassos. A ex-recepcionista Daniela Roberta Tavernaro Bernardi Valerio, 38, já tinha desistido de estudar. Seus dias eram ocupados por vários trabalhos que rendiam pouco. "Eu era recepcionista em uma empresa e, para complementar o salário, entregava jornal, panfletos, recolhia latinhas em festas para vender e era babá nas horas vagas. Não tinha como me deslocar todos os dias para estudar."
Um dia, enquanto panfletava pelas ruas, viu um papel sobre graduação EAD. Era 2004. Resolveu se matricular no curso de processos gerais da Unopar de Itu (SP), e voltou a estudar. "Vi o informativo, liguei na instituição e percebi que o estudo a distância era mais barato. Além disso, eu poderia conciliar os diversos trabalhos adicionais que eu executava."

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Universo pode estar em bolha que se expande em outra dimensão

Universo pode estar em bolha que se expande em outra dimensão | Inovação Educacional | Scoop.it

Como têm falhado todas as tentativas experimentais para detectar a energia escura - sem contar a nunca encontrada matéria escura - os teóricos estão se debruçando em novas ideias que possam explicar porque as galáxias giram tão rapidamente sem se esfacelarem e por que o Universo parece estar acelerando sua taxa de expansão.
Astrofísicos da Universidade de Uppsala, na Suécia, publicaram agora um novo modelo para o Universo, um modelo que pode resolver esse enigma.
Souvik Banerjee e seus colegas propõem um conceito estrutural no qual nosso Universo emerge e "surfa" por uma bolha em expansão, bolha esta que estaria em uma dimensão adicional.

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Rapadura Valley? 5 polos de empreendedorismo que ganham força no Brasil

Rapadura Valley? 5 polos de empreendedorismo que ganham força no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Mas há outras regiões nem sempre consideradas polos de inovação no Brasil, mas que vêm conquistando resultados importantes – e revelado muitas startups de sucesso. Confira algumas delas:
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Fique por dentro das dez tendências inovadoras da educação

Fique por dentro das dez tendências inovadoras da educação | Inovação Educacional | Scoop.it

As novas tecnologias fazem parte das tendências da educação. Para uma instituição que tem como premissa evoluir constantemente, é essencial a busca por melhorias no campo educacional. Investir em inovação traz liderança em qualidade de ensino.
Hoje, é fundamental que a instituição de ensino converse com os seus alunos e entenda que estamos lidando com uma nova geração. Por isso, é importante que educadores acompanhem as novidades e as tendências dessa transformação.
Confira quais as novidades que prometem revolucionar a educação brasileira:

Clique no título e leia matéria na íntegra

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Diretor do Inep é remanejado para assessoria do Ministério da Educação

Diretor do Inep é remanejado para assessoria do Ministério da Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

O economista Murilo Resende Ferreira, que tinha sido nomeado diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi remanejado para a assessoria da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).
Assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a portaria que anula a nomeação de Resende foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (17). A nomeação para o cargo de assessor do Ministro da Educação (MEC), assinada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, foi publicada no Diário Oficial de sexta-feira (18).

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Alfabetização digital é antídoto contra ódio, diz socióloga

Alfabetização digital é antídoto contra ódio, diz socióloga | Inovação Educacional | Scoop.it

O antídoto contra o discurso de ódio é a alfabetização digital. Isso é o que sugere Esther Solano Gallego, socióloga, professora da Unifesp e organizadora do livro “O Ódio Como Política - A Reinvenção das Direitas no Brasil” (ed. Boitempo), lançado ainda na esteira das eleições brasileiras de 2018. Para Solano, a reprodução de falas discriminatórias está ligada à educação excessivamente instrumentalizada praticada no país.
“É uma educação muito focada na ideia de formar trabalhadores, que é técnica e esquece a política. Vemos pessoas com ensino superior completo que dizem barbaridades e podem ser muito intolerantes. Essa incapacidade de convívio existe porque muitos brasileiros não foram ensinados a lidar com o diferente. Nem todo mundo está preparado afetivamente e intelectualmente para isso”, afirma a doutora em ciências sociais pela Universidad Complutense de Madri.

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Uma reforma para o Inpi 

Uma reforma para o Inpi  | Inovação Educacional | Scoop.it
A despeito de sua relevância para o futuro dos negócios do país, o Inpi vive há décadas um verdadeiro estado de penúria. O órgão não tem estrutura para atender ao enorme fluxo de pedidos de exame de patentes a que é submetido e acumula um passivo absurdo de procedimentos administrativos. 
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Economia, tecnologia e movimentos sociais. Entrevista especial com Luciano Sathler

Nesta entrevista, concedida pelo professor Luciano Sathler à IHU On-Line, por telefone, a economia e os objetivos dos movimentos sociais são analisados a partir da perspectiva do desenvolvimento das tecnologias. Assim, o entrevistado diz que os movimentos sociais precisam “adotar a web 2.0 de maneira mais intensa” e, para isso, capacitar-se “para entender os problemas da questão dos direitos de propriedade intelectual”. “É hora de aproveitarmos as brechas que a Internet possibilita para enfrentarmos, especialmente, as chamadas indústrias da comunicação”, afirma.

Luciano Sathler é publicitário formado na PUC-Minas, com mestrado e doutorado em Administração, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor no Grupo Anhanguera Educacional e na Universidade Metodista de São Paulo. É também vice-presidente, na América Latina, da World Association for Christian Communication. Durante o Mutirão da Comunicação, que aconteceu no início do mês, Luciano apresentou a palestra Economia e Comunicação na Era Digital.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como devemos pensar a economia a partir desta era cada vez mais digital?

Luciano Sathler – Na verdade, estamos vivendo na sociedade da informação. Quem tem o poder nesta sociedade é quem domina as tecnologias de informação e comunicação, desde a produção e inovação, até o uso de tecnologias. O poder também está naqueles que são capazes de produzir conteúdo relevante e bem avaliado pelo mercado, e tecnologias que extrapolam a tecnologia da informação e comunicação. Uma das características da sociedade da informação é que a digitalização ultrapassa fronteiras. Temos a digitalização para as questões de biotecnologia, nanotecnologia e robótica, na própria produção das fábricas, nos serviços financeiros, etc. Ou seja, todas as áreas produtivas da nossa sociedade passam a ter que, obrigatoriamente, buscar um diferencial a partir da tecnologia.

Quando falamos de poder, há uma convergência do poder econômico, político e simbólico. Isso tende a
“Não existe técnica amoral ou neutra”
convergir nos diferentes tempos da sociedade humana. Hoje, a convergência desses poderes está em poucas mãos, que dominam a questão da tecnologia. Então, o que temos que pensar, em termos de economia e de poder, é que, se queremos uma sociedade mais inclusiva e democrática, e não apenas em termos eleitorais, mas no que diz respeito aos direitos humanos de forma geral, precisamos que a população aprenda, primeiro, a dominar a tecnologia, especialmente o que chamamos de digitalização, e isso significa um domínio da técnica, para que possamos impor valores ético-humanistas cristãos a ela. Não existe técnica amoral ou neutra. A técnica sempre está a serviço de uma ética, e precisamos impor à técnica atual uma ética humanista e cristã, para que possamos ter um mundo diferente.

IHU On-Line – Você já afirmou que digital é convergir. A economia já assimilou essa lógica da convergência?

Luciano Sathler – Sim, a economia já assimilou isso. Atualmente, são raríssimas as empresas que podem sobreviver sem o suporte da informática. Quando falamos de digital, estamos agregando questões da informática, de seu domínio e de qual conteúdo irá compor esse digital. Temos conteúdo de entretenimento, comerciais, militares, entre outros. A economia já é digitalmente convergente nesse sentido. A questão é que nós, dos movimentos populares, ainda não nos preparamos adequadamente para enfrentar essa convergência.

IHU On-Line – Como e quando essa preparação irá acontecer?

Luciano Sathler – Existem diversas formas de atuar. Falo nós, especificamente, enquanto movimentos sociais e de igrejas, que buscam uma transformação do mundo. Assim, precisamos, primeiro, entender uma nova forma de atuação política. Temos que entrar mais firmes na discussão de questões relacionadas à ciência e à tecnologia. Temos que entrar com maior clareza em questões relacionadas à inovação. Temos que entrar com maior competência na luta pela educação e capacitação profissional mais adequada no nosso país. E precisamos entender que a cidadania passa, obrigatoriamente, pela busca da emancipação científica e tecnológica. Isso que temos hoje não é mais o suficiente.

Se lemos Norberto Bobbio [1], percebemos que a máquina do poder, tanto governamental quanto
“Temos que aprender a usar a comunicação para chegar no povo verdadeiramente, não nos mesmos de sempre” econômica, tende a deixar as pessoas falarem para não prestarem atenção. Quais são os fóruns que realmente fazem diferença? Temos que aprender a fazer lobby no Congresso. Temos que aprender a usar a comunicação para chegar no povo verdadeiramente, não nos mesmos de sempre. E precisamos ser capazes de entender que, se o nosso cidadão não estiver educado e capacitado para uma emancipação científica e tecnológica, sempre estaremos em uma posição de dependência dos países ricos.

IHU On-Line – De que forma precisamos, então, nos reorganizar?

Luciano Sathler – Precisamos mudar nossa forma de protestar. Precisamos adotar a web 2.0 de maneira mais intensa e nos capacitar para entender os problemas da questão dos direitos de propriedade intelectual. Além disso, é hora de aproveitarmos as brechas que a Internet possibilita para enfrentarmos, especialmente, as chamadas indústrias da comunicação. É conveniente fazer circular um discurso alternativo e que seja compreendido pela população.

IHU On-Line – Que mudanças no ambiente informacional se destacam no que diz respeito ao desenvolvimento dos mercados e governos latino-americanos?

Luciano Sathler – No ambiente informacional, a grande mudança que o mundo inteiro está sentindo é a quebra da cadeia básica de valor nos mercados de conteúdo criativo. Antes da Internet, alguém criava um conteúdo e um outro publicava, já o varejista vendia esse conteúdo e aí vinha o consumidor informacional. Havia, portanto, os intermediários entre uma etapa e outra. A grande revolução que está acontecendo, e isso afeta todos os setores, tanto de educação e de entretenimento, quanto de governos, é que a Internet permite quebrar essa cadeia na medida em que possibilita ao criador de conteúdo falar diretamente com o consumidor, sem nenhum atravessador. Essa é a revolução que vivemos hoje e sobre a qual as empresas e governos já estão se reposicionando. Portanto, nós, enquanto movimentos sociais e igrejas, temos que assumir uma posição de vanguarda para usarmos bem essa possibilidade.

IHU On-Line – Quais os principais paradigmas da produção descentralizada e não-comercial para a economia atual?

Luciano Sathler – As chamadas rede colaborativas permitem essa produção descentralizada, segundo Benkler [2] radicalmente descentralizada, da informação. E o que mais cresce hoje é a produção descentralizada da informação sem fins comerciais. Para que isso seja promovido por nossas organizações, temos que ter, basicamente, cinco atitudes: 1) envolver as pessoas para que participem das redes colaborativas de construção do conhecimento; 2) estimular as pessoas para criar novos conteúdos dentro dessas redes; 3) os conteúdos também precisam ser discutidos, e a discussão deve ser promovida, não sendo unilateral à criação; 4) Além disso, temos que promover o que foi discutido para a realização de novas audiências e, desta forma, ampliar o alcance da nossa mensagem; 5) e, por fim, precisamos medir o resultado do que estamos promovendo. Isso, hoje, é muito fácil de ser feito por meio de algumas ferrramentas que a própria web 2.0 nos traz. O mais comum antes era as pessoas colocarem um conteúdo no ar e pronto. Não se importavam com quem estava lendo. Agora, temos condições de medir para realmente acompanharmos qual conteúdo está sendo mais discutido, como está sendo discutido, e coisas desse tipo.

Notas:
[1] Norberto Bobbio foi um filósofo político, historiador do pensamento político e senador vitalício italiano.

[2] Yochai Benkler é um professor da Escola de Direito na Universidade de Harvard, que escreve sobre a Internet e o surgimento da economia da sociedade em rede, bem como sobre a organização da infraestrutura, por exemplo, a comunicação sem fios.

(Ecodebate, 26/02/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
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Relatório da OCDE reprova exame brasileiro que avalia ensino superior

Relatório da OCDE reprova exame brasileiro que avalia ensino superior | Inovação Educacional | Scoop.it
A eficácia da principal avaliação de ensino superior do País é criticada por um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, na sigla em português), divulgado nesta sexta-feira, 21. Feita a pedido do Ministério da Educação (MEC), a análise questiona a continuidade da aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), pois avalia que a prova tem objetivos “irreais” e falha na tarefa de atestar a qualidade das graduações.
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A qualidade da educação superior brasileira – Simon's Site

A Organização Para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD) publicou ontem um estudo sobre o sistema brasileiro de avaliação da educação superior, Rethinking Quality Assurance for Higher Education in Brazil, cujo resumo executivo em português, preparado pelo Ministério da Educação, está disponível aqui. O Jornal O Estado de São Paulo publica hoje, 22/12/2018, uma matéria sobre o documento, por Isabela Palhares, sobretudo sobre a parte referida ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), assim como uma versão resumida deste texto meu.
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The Future of Work Framework – Future of Work

The Future of Work Framework – Future of Work | Inovação Educacional | Scoop.it
NASA’s Office of the Chief Human Capital Officer (OCHCO) has undertaken research to understand the disruptors driving the future of work and implications for NASA so that it can evolve talent strategies aligned with the new work, workforce and workplace of tomorrow. The result is the Future of Work – a report and framework, which reveals eight major themes that highlight insights, challenges and tangible opportunities for NASA. The Future of Work acts as a foundational compass as NASA embarks on a new journey toward a future that enables its workforce to be adaptable, resilient, productive and bold.
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Inadimplência escolar gera preocupação para pais e responsáveis

A relação existente entre a instituição de ensino e seus alunos e responsáveis é considerada uma relação de consumo, sendo abrangidas por esse conceito não só as escolas particulares de educação básica, como também as instituições privadas de ensino fundamental, médio, superior. Assim, essa relação deve ser regida, em regra, pelo Código de Defesa do Consumidor e especificamente pela Lei 9.870/99, que dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá outras providências sobre o tema.
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Avaliando a educação para melhorar a aprendizagem de todos

Avaliando a educação para melhorar a aprendizagem de todos | Inovação Educacional | Scoop.it

Em outros termos, a escola pública de “qualidade” para a qual tantos lançam olhares saudosos era boa, em parte, porque atendia, majoritariamente, filhos de famílias letradas. 
É bom também lembrar que, nessa época, não se avaliava a qualidade da educação. Além disso, o exame de admissão, aplicado para definir quem teria acesso ao antigo ginásio, excluía a grande maioria dos alunos oriundos de meios mais vulneráveis.
Agora que temos o acesso ao ensino fundamental universalizado e dispomos de leis que determinam que todos os brasileiros de 4 a 17 anos devem estar na escola, um cuidado maior com a qualidade deve ser tomado e isso inclui avaliação. 
Afinal, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, de que o Brasil é signatário, estabelece que qualidade deve ser definida como “resultados de aprendizagem”—leia-se estabelecidos e medidos com base em critérios científicos, e não na mera percepção das pessoas. 
Não é por acaso que os estados que levaram mais a sério avaliações de larga escala foram os que tiveram maiores progressos em aprendizagem. Goiás, Espírito Santo e Ceará são casos emblemáticos, assim como municípios como Sobral ou a capital de São Paulo.
Mas o que falta ao sistema de dados sobre aprendizagem no Brasil são avaliações formativas, aquelas utilizadas pelos próprios professores ou por secretarias, para obter informações sobre o que cada aluno aprendeu e sobre quem está ficando para trás. 

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Como não detonar sua coluna usando o computador

Como não detonar sua coluna usando o computador | Inovação Educacional | Scoop.it

"Quando sua postura é reta e ereta, os músculos das costas podem suportar facilmente o peso da sua cabeça e pescoço - até 5,5 quilogramas. Mas quando sua cabeça se projeta para frente em um ângulo de 45 graus, seu pescoço age como um sustentáculo, como uma longa alavanca levantando um objeto pesado. Agora o peso muscular da sua cabeça e pescoço atinge o equivalente a cerca de 20 kg. Não é de surpreender que as pessoas tenham rigidez de pescoço e ombros e dor nas costas," explica Erik Peper, professor de Saúde Holística na Universidade Estadual de São Francisco (EUA).
Peper e seus alunos testaram os efeitos da posição da cabeça e do pescoço pedindo a 87 voluntários que se sentassem na posição vertical com as cabeças bem alinhadas em seus pescoços e pediram que virassem a cabeça. Em seguida, os voluntários deviam projetar suas cabeças para frente, imitando a postura tão comum nos escritórios, e fazer o mesmo movimento.

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