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Auxílio-moradia é exemplo da desigualdade brasileira

Auxílio-moradia é exemplo da desigualdade brasileira | Inovação Educacional | Scoop.it

O teto, fixado no artigo 37, inciso 11, da Constituição, é suficiente para uma família viver e morar bem, obviamente sem a pornográfica ostentação da elite econômica brasileira. Permite alugar ou adquirir, com folga, uma moradia digna, mesmo nos municípios onde os imóveis são mais caros.
Apenas a escandalosa desigualdade da sociedade brasileira, uma das maiores do mundo, explica a existência desse subsídio habitacional, permanente e vitalício, para os membros de uma categoria de renda elevada. Benefício que custará ao contribuinte, neste ano, nada menos que R$ 831 milhões.
No Brasil, as necessidades habitacionais estão concentradas na baixa renda. Como mostrou o PlanHab (Plano Nacional de Habitação), cerca de 7,9 milhões de famílias coabitam a mesma casa de parentes ou vivem em moradias imprestáveis, enquanto que 3,2 milhões moram em assentamentos precários e 9,8 milhões têm deficiência de infraestrutura urbana.
O PlanHab propôs orientar o subsídio habitacional para esses segmentos, que constituem a faixa um do Programa Minha Casa Minha Vida. Entre 2009 e 2014, foram contratadas uma média de 268 mil unidades por ano, mas, desde 2015, o ajuste fiscal tem reduzido drasticamente esse subsídio.
Em 2017, cerca de R$ 4 bilhões dos recursos previstos para a faixa 1 (56%) foram contingenciados e quase nada foi contratado para os mais necessitados. Os R$ 831 milhões anuais do auxílio-moradia não resolveriam a escassez de recursos para habitação, mas contribuiriam para um novo equacionamento do problema.

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O Brasil deve eleger a capacitação em Ciência, Tecnologia e Inovação como uma de suas prioridades 

O Brasil deve eleger a capacitação em Ciência, Tecnologia e Inovação como uma de suas prioridades  | Inovação Educacional | Scoop.it

Por Luciano Sathler

O desenvolvimento de competências para ciência, tecnologia e inovação (CTI) é algo fundamental. Mais: é urgente e deve ser priorizado para a transformação da realidade socioeconômica brasileira.

Durante meus estudos de mestrado e doutorado, tive o privilégio de conviver com pesquisadores que, à sua profunda erudição e elevado rigor científico, somavam uma visão instigante de mundo, que mobilizava estudantes a refletirem sobre si mesmos e sobre a sociedade.

Um desses mestres foi o economista Ladislau Dowbor, cuja história de vida se soma a uma vastidão de conhecimentos e profícua produção científica – características que o permitem ser reconhecido internacionalmente. Seu foco principal? Enfrentar a pobreza e combater a desigualdade. Via de regra, Ladislau não é considerado simpatizante das políticas defendidas pelo Banco Mundial e outros órgãos multilaterais. Mas sempre teve abertura intelectual o suficiente para analisar os dados publicados por essas instituições – seja para refutar, criticar ou demonstrar fatos que saltavam aos olhos.

Na mesma linha crítica do mestre Ladislau, quero refletir sobre uma de 2008, escrita por autores designados pelo Banco Mundial, com o título “Science, technology, and innovation: capacity building for sustainable growth and poverty reduction”. Na data em escrevo está disponível para download aqui.

O trabalho advém do Fórum Global de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado em fevereiro de 2007, nos Estados Unidos. O objetivo foi discutir estratégias, programas e políticas para ampliar a capacidade científica, tecnológica e de inovação nos países empobrecidos, para promover o crescimento sustentável e, consequentemente, a redução da pobreza. Vejamos alguns tópicos:

  • Redução de pobreza e caminhos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis promulgados pela ONU – Para que consigam aplicar Ciência, Tecnologia e Inovação na resolução de seus problemas, as comunidades locais devem ser participantes ativas no processo de desenvolvimento – e não meramente destinatários passivos da tecnologia desenvolvida por outros povos. O empreendedorismo e as habilidades de marketing também são importantes. Mas sem a capacidade de desenvolver soluções tecnologicamente superiores ou inovadoras, ambas serão competências que não garantirão sucesso na construção das capacidades produtivas dos países.
  • Ampliação do valor agregado aos recursos naturais exportados – Embora possa parecer paradoxal num primeiro momento, muitos economistas consideram a oferta abundante recursos naturais como um potencial problema. O raciocínio sugere que a abundância desacelera o crescimento e dificulta a diversificação econômica. É preciso escapar desse ciclo vicioso. Para isso, os países têm que desenvolver competências adequadas de CTI para que as organizações locais tenham a capacidade de produzir e exportar mais bens e serviços de maior intensidade tecnológica. Fundamental é que cientistas, empreendedores e demais trabalhadores estejam aptos para executar tarefas mais complexas, que pedem melhor formação e espaço para a criatividade.
  • Atualização tecnológica e captura da vantagem do retardatário – Os países empobrecidos são, atualmente, os retardatários tecnológicos – uma desvantagem frente aos países ricos no que diz respeito à capacidade em CTI. Porém, isso não significa uma condenação permanente que empurre as nações pobres para trás. É possível diminuir o fosso e recuperar terreno se houver aprendizagem, convertendo o atraso em vantagem. Por exemplo: os retardatários não têm que inventar a maioria das tecnologias de produção ou processos a serem adotados. Nem precisam começar com a tecnologia mais antiga e trilhar o mesmo histórico de progressão que os países mais ricos seguiram. É possível saltar e mover-se diretamente para as tecnologias mais avançadas. Essa rápida progressão tecnológica pede o desenvolvimento interno da capacidade de encontrar tecnologias existentes, adaptá-las para uso local e incorporá-las ao processo produtivo. É o que a China tem feito nas últimas décadas.
  • O papel da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – Já existem muitas tecnologias que podem colaborar para reduzir a pobreza, agregar valor às exportações e atualizar a proficiência tecnológica da população em nações empobrecidas. É comum que muitas estejam com seu uso difundido nos países ricos. Portanto, uma das primeiras tarefas no desenvolvimento da CTI deve ser voltada ao uso e adaptação das tecnologias existentes. Para a maioria, isso requer o desenvolvimento de competências técnicas e profissionais no campo das ciências, tecnologias, engenharias, artes e matemática – conhecido pela sigla em inglês Steam. Não significa a ideia de que nenhum papel há para P&D nas fronteiras do conhecimento. Mas somente que os dois tipos de esforços devem estar previstos nas políticas públicas e iniciativas privadas de inovação.

Dentre as conclusões principais do Fórum, destaco:

O Ensino Fundamental de boa qualidade é essencial, mas não suficiente. Nenhum país terá condição de melhorar suas condições socioeconômicas se não cuidar da qualidade e inclusão no Ensino Médio e na Educação Superior. O pensamento que defende serem os salários baixos um diferencial competitivo não se sustenta diante da crescente automação dos trabalhos manuais e repetitivos.

A centralidade das mulheres para a redução da pobreza exige que o combate à Desigualdade de Gênero seja priorizado nas estratégias para o desenvolvimento das competências para CTI.

Desenvolver competências para CTI é muito mais do que focar apenas em tecnologias de ponta. As necessidades locais em países empobrecidos pedem um olhar também para as questões mais básicas, tais como saneamento básico, economia ambiental, doenças tropicais, desnutrição e combate à violência. Soluções intensivas de tecnologia concebidas ou adaptadas para temas como esses têm elevado potencial de gerar maior prosperidade e competitividade.

DIMENSÕES DA CAPACITAÇÃO EM CTI

O infográfico a seguir apresenta quatro dimensões necessárias à capacidade para a CTI: pessoas competentes; empreendedorismo, organizações e ecossistema de inovação. Confira no infográfico acima.

Mesmo que um país empobrecido aumente drasticamente o tamanho, a qualidade e seu esforço de pesquisa, é improvável que o sistema local de P&D gere mais do que uma pequena fração do total de conhecimento necessário para mudar a matriz socioeconômica. Portanto, a maioria do conhecimento que qualquer nação vai precisar será produzido por outros.

Como resultado, o desenvolvimento da capacidade de identificar, localizar, adquirir, adaptar e adotar esse conhecimento existente deve ser um componente indispensável da capacidade em CTI.

E a capacidade de produzir e usar novos conhecimentos por meio de P&D? Bem, ela implica na capacidade de conduzir a pesquisa básica de alto nível, sozinhos ou em parceria com os principais institutos globais de P&D. Ou ser capaz de encontrar novas maneiras de resolver problemas locais como, por exemplo, sistemas de filtragem de nanotecnologia para fornecer água potável ou biogás como alternativa energética.

O Brasil deve eleger a capacitação em CTI como uma de suas prioridades. Não há outro caminho, a não ser mudar a forma como são administrados os sistemas de educação, para incorporar também nestes a inovação – na gestão, nas parcerias, nas metodologias, nos conteúdos, nos espaços e nas relações.

Publicado originalmente por Desafios da Educação, em 28 de março de 2018.

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Profissão: jogador de videogame

Profissão: jogador de videogame | Inovação Educacional | Scoop.it
CONHECIDO COMO “E-SPORTS”, AS COMPETIÇÕES DE GAMES GANHAM CADA VEZ MAIS ESPAÇO NO CENÁRIO MUNDIAL, PRINCIPALMENTE ENTRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.
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Minas Faz Ciência lança série infantil sobre Ecologia

Minas Faz Ciência lança série infantil sobre Ecologia | Inovação Educacional | Scoop.it

O projeto Minas Faz Ciência lançou a minissérie infantil de áudio A Viagem de Tiê: biodiversidade e conservação nos biomas de Minas Gerais. Em oito episódios, o passarinho Tiê percorre o estado de Minas Gerais com a missão de conhecer os três principais biomas da região: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga.
Em sua viagem, o curioso personagem – um Tiê Sangue, espécie bandeira da Mata Atlântica – conversa com diversas espécies. Tamanduá-bandeira, tatu-bola, jaguatirica e lobo guará são alguns dos amigos que ele encontra pelo caminho.
As aventuras do passarinho apresentam discussões sobre desmatamento, predação de animais silvestres, interações entre humanos e animais, unidades de conservação e corredores ecológicos. Você pode ouvir a série online, aqui no site da Minas Faz Ciência, ou fazer o download gratuito dos episódios!

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Fundação Lemann abre edital de apoio a pesquisa em educação

Fundação Lemann abre edital de apoio a pesquisa em educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Está aberto até o dia 15 de janeiro um edital da Fundação Lemann para financiamento de grupos de pesquisa focados em didática e práticas de sala de aula. O apoio será oferecido a cinco grupos brasileiros que tenham experiência em sala de aula e queiram se tornar especialistas no assunto e contribuir com a melhoria da educação pública no Brasil.
O objetivo do edital é financiar propostas que enderecem problemas importantes relacionados à desigualdade no ensino e na aprendizagem através de estudos de pesquisa empírica em salas de aula de escolas públicas brasileiras com implicações para a transformação da formação de professores. Além de financiar projetos de pesquisa empírica em salas de aula, o edital vai fomentar comunidades de pesquisa no território brasileiro. Para isso, as equipes selecionadas terão a oportunidade de participar de um programa coordenado pela Teachers College, corpo docente da Universidade de Columbia.
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Cursos de engenharia estão sendo menos procurados

Cursos de engenharia estão sendo menos procurados | Inovação Educacional | Scoop.it

O propagado déficit de engenheiros no Brasil serviu de estímulo para muitos jovens escolherem a profissão.
Em 2011, o Censo da Educação Superior revelou que o número de ingressantes nas engenharias havia dado um salto de 35% na rede privada. Ainda que não no mesmo ritmo, o crescimento se manteve até 2014.
Em 2015, contudo, houve uma queda de 10% e, em 2016, de 13,3%.
Por outro lado, o número de concluintes continua em alta e registrou em 2016 um crescimento de 23,5%, sendo 27,2% na rede privada e 14,9% na rede pública.
Os dados mais recentes também atestam que o curso de engenharia civil continua sendo o mais procurado da área.

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Sociólogo fala sobre importância da educação na 4ª Revolução industrial

Sociólogo fala sobre importância da educação na 4ª Revolução industrial | Inovação Educacional | Scoop.it

O sociólogo da FEA e FIa/USP,  José Pastore, revela à Ensino Superior  o caminho para o mercado de trabalho manter equilíbrio frente às transformações tecnológicas.
Para Pastore, mais do que destruir empregos, a revolução 4.0 está transformando as profissões. Ele defende que diante de tanta novidade o trabalhador precisa de ajuda para desenvolver habilidades que o mercado necessita.

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Educação a distância ainda cresce no ensino superior do Brasil 

Educação a distância ainda cresce no ensino superior do Brasil  | Inovação Educacional | Scoop.it

Após mais de uma década em processo de consolidação, o dilema inicial de que falta qualidade na educação a distância (EAD) está ultrapassado. Quase um milhão de pessoas ingressaram no sistema em 2017 no Brasil, total que tende a crescer até 2020. São pessoas que optam por ter mais flexibilidade e quase sempre veem nos custos de EAD um atrativo para obter um diploma de ensino superior. “Após 10 a 12 anos de desenvolvimento, a educação a distância está consolidada como uma alternativa”, afirma Alcir Vilela Junior, gestor do ensino superior de educação a distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Os especialistas estimam que, em pouco anos, o número de alunos nos cursos presenciais será o mesmo dos cursos a distância. Hoje, de cada quatro estudantes, um faz sua graduação por meios virtuais. O Brasil tem menos de 20% dos seus jovens entre 18 e 24 anos matriculados no ensino superior, somando as modalidades presencial e a distância. Enquanto Argentina e Chile têm por volta de 30%. Os Estados Unidos, na mesma faixa etária, conta com mais de 60% da população cursando cursos superiores. 

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‘Temo pela irrelevância crescente da universidade’, diz Karnal 

‘Temo pela irrelevância crescente da universidade’, diz Karnal  | Inovação Educacional | Scoop.it

As novas tecnologias cada vez mais alteram tanto o dia a dia dos alunos quanto a forma de ensinar. Como os professores devem encarar o desafio de formar os profissionais que vão para o mercado?
Yuval Harari disse que somos a primeira geração que não sabe o que ensinar. O que será válido em 40 anos? A tecnologia é uma ferramenta que não deve ser ignorada pela escola, porém deve servir a um projeto pedagógico. Na modernidade, o ato de escolher não deriva de tablets, mas de boas visões sobre educar. Devemos ensinar a curiosidade de aprender e o uso de problema para resolver questões. Devemos começar a perder o fetiche do conteúdo. A validade do conteúdo perde-se com rapidez. A ferramenta mental que eu possa ter desenvolvido no aluno é um dom permanente.
Em termos históricos, as universidades brasileiras estão enfrentando bem o desafio de formar alunos técnicos e ao mesmo tempo preparados para a vida profissional?
As universidades sofrem com várias coisas e precisam de uma profunda revisão sobre as relações entre o ensino e a sociedade. Todo nosso sistema ainda enfatiza conteúdo e utiliza demais os verbos identificar e descrever como parte do sistema de avaliação. Quase nunca as escolas, do fundamental ao doutorado, são vanguardas em algo. Temo pela irrelevância crescente das universidades. 
Quais as principais mudanças do papel do professor do ensino superior hoje em comparação com o que ocorria há 10 ou 20 anos? Todas as mudanças são benéficas para o aprendizado?
Nós jogamos a água suja do banho com a criança. Para substituir o autoritarismo, temos evitado a autoridade. O ensino abrange muito mais gente e capilarizou-se, com o custo da queda média de qualidade. Um aluno que trabalhou oito horas chega à aula da noite na faculdade com fome e cansado. Como produzir um universitário curioso, protagonista da sua formação e com grande habilidade de leitura? Nas instituições públicas existe muito sucateamento material. Nas privadas, o aluno cliente é um conceito complexo. Aprende-se mais no YouTube do que na sala de aula. Não é um processo fácil de resolver, mas há bons exemplos aqui e fora de que é possível. Necessitamos repensar o financiamento do ensino, refletir sobre cursos e instituições caça-níqueis, qualificação do magistério superior, os cuidados necessários para cursos a distância, relações entre os currículos e o mundo profissional e, por fim, como fazer um aluno egresso de um curso superior sair minimamente bem formado. 

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Quem conhece os impactos das pesquisas brasileiras?

Quem conhece os impactos das pesquisas brasileiras? | Inovação Educacional | Scoop.it

Apesar dos altos investimentos, a população não consegue citar dez trabalhos da USP que tenham mudado a realidade social. E isso vale praticamente para quase todas as universidades, aponta Antonio Freitas, pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação da FGV e presidente da Câmara de Educação Superior do CNE (Conselho Nacional de Educação).
Em sua opinião, para alterar isso é preciso fazer amplas mudanças no sistema educacional, começando pela revisão dos gastos governamentais para priorizar a educação básica. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.
O senhor defende a realização de pesquisas mais relevantes, tanto para a sociedade como para a academia. Por que? 
A inovação é um ponto fraco dos países em desenvolvimento, incluindo Brasil. Entrando especificamente do campo das pesquisas, há um índice que afere o impacto delas. A média mundial é 1, enquanto a taxa do Brasil é 0,86, o que indica que as nossas pesquisas são pouco citadas.
O Brasil tem alguns centros de excelência na aeronáutica e na agricultura, por exemplo, mas, em geral, nossas  pesquisas não têm relevância – e  também não têm impacto social.
Contudo, isso deveria ser diferente, pois o dinheiro do contribuinte, que paga a universidade pública, o Fies, o ProUni, deveria ter retorno para a sociedade. Hoje a pesquisa fica encapsulada na universidade.
Quem conhece os impactos das pesquisas brasileiras? Você não consegue citar dez pesquisas da USP que tenham beneficiado a sociedade, apesar dos altos investimentos que ali são feitos.
Há também pouco incentivo para os brasileiros trabalharem com pesquisadores de outro país. O Ciência sem Fronteiras deveria ter investido nisso.
Voltando ao índice de impacto, o fator de impacto da Suécia é 1,16, que é acima da média, enquanto o nosso é de 0,86. Porém, considerando os 2,6 mil trabalhos conjuntos de brasileiros e suecos, temos o fator 4,19.
O trabalho em parceria, além de motivador, enriquece a pesquisa, visto que o problema passa a ser visto de diferentes perspectivas.

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Cidade de São Paulo supera meta de colocar 50% das crianças em creche

Cidade de São Paulo supera meta de colocar 50% das crianças em creche | Inovação Educacional | Scoop.it

O município de São Paulo conseguiu ultrapassar a meta de ter ao menos 50% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches. A marca, alcançada seis anos antes do prazo e ainda distante de ser batida em nível nacional, foi atingida em setembro pela gestão Bruno Covas (PSDB), em um trabalho puxado também por antecessores, como Fernando Haddad (PT) e João Doria (PSDB).
Apesar do patamar, porém, 85 mil crianças da cidade seguem na fila por uma vaga.

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Como criar um núcleo (ou liga) de empreendedorismo na sua universidade? A gente responde.

A ideia é ser um corpo encabeçado por alunos gerando uma série de atividades que constroem uma atmosfera vibrante para empreendedorismo em toda universidade, criando bases para o florescimento de muitos negócios, ou pelo menos para a formação de empreendedores que podem um dia montar empresas ou serem intraempreendedores nos seus trabalhos. Esse é um tópico que trabalhamos bastante por aqui, visto que a dissertação de mestrado de um dos nossos gestores (que é coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da USP) é especificamente sobre o tema e boa parte da nossa equipe já liderou empresas juniores ou outra iniciativa estudantil. Com a crescente demanda de pessoas querendo criar esses movimentos em suas universidades, resolvemos escrever esse texto.
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CNI e Sebrae abrem inscrições para Prêmio Nacional de Inovação

CNI e Sebrae abrem inscrições para Prêmio Nacional de Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação - Edição 2018/2019, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Empresas de todos os portes podem submeter projetos, produtos e processos inovadores. A candidatura deve ser realizada no site do Prêmio até o dia 19 de novembro de 2018.
Os vencedores serão anunciados no dia 10 de junho de 2019. A premiação inclui participação em imersão internacional em ecossistemas de inovação e até R$ 150 mil por categoria pré-aprovados em editais de fomento à inovação, como o Edital de Inovação para a Indústria. A edição passada teve número recorde de inscritos: 3.987 empresas.

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Saiba como o SENAI está inserindo o Brasil na Indústria 4.0

Saiba como o SENAI está inserindo o Brasil na Indústria 4.0 | Inovação Educacional | Scoop.it
Robôs autônomos que inspecionam dutos de petróleo e pintam cascos de navios são resultados de projetos de padrão mundial feitos em Institutos do SENAI
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Diretrizes Curriculares recebem contribuições pela internet

A Comissão do Ensino Médio da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação, colocou em consulta pública para contribuições da sociedade brasileira a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o Ensino Médio, a partir desta terça-feira, 16.
De acordo com o CNE, os representantes da comissão realizaram reuniões periódicas com especialistas e pesquisadores em educação, professores, estudantes e entidades que trabalham com o ensino médio para revisar todo o conteúdo do documento, durante quase dois anos. Neste período, a comissão recebeu sugestões variadas para a elaboração do novo texto que adapta as diretrizes à nova lei do ensino médio.
Além disso, o CNE constatou que, ao longo do processo de escuta da sociedade brasileira, no âmbito da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, conduzido pelo próprio conselho, muitas da manifestações e contribuições que chegaram ao órgão diziam respeito, na verdade, às DCNs para o Ensino Médio. O conselho salientou, inclusive, que muitas destas contribuições foram assimiladas pela comissão.
Para o presidente da Comissão do Ensino Médio no CNE, conselheiro Eduardo Deschamps, a revisão das DCNs é o resultado de um trabalho de dois anos. “A proposta regulamenta itens da lei do Novo Ensino Médio que não estavam claros e auxilia na elaboração da BNCC. Esperamos as contribuições de todos para aprimorar a proposta.”
O documento estará disponível para análise e contribuições até o dia 23 de outubro na página do CNE na internet. Os interessados em contribuir podem enviar as colaborações por mensagem eletrônica.

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Aprenda sobre ciências com jogos educativos gratuitos

É um grupo de especialistas que cria jogos educativos porque acha  que “é divertido aprender jogando, porque todos somos mais produtivos e comprometidos quando fazemos algo que nos diverte e nos interessa.”

A meta dos desenvolvedores é o que chamam de “ensino ninja”, ou seja, conseguir que a você aprenda sem notar que está praticando matérias curriculares (pré-concebidas como “chatas”) e, além disso, praticar habilidades sociais como o trabalho em equipe.

Além de reforçar a aprendizagem o site permite que você associe o conhecimento científico às questões do seu dia a dia.
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Supremacistas brancos distorcem estudos para provar 'superioridade da raça'

Supremacistas brancos distorcem estudos para provar 'superioridade da raça' | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisadores nos EUA criticam apropriação da pesquisa para fins ideológicos e racistas, mas ainda há resistência em debater tema
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Participant Experiences and Financial Impacts: Findings from Year 2 of Achieving the Dream’s Open Education Resources Degree Initiative

This report expands on last year’s report with updated course and enrollment data as well as new findings about students’ perceptions of their OER courses and the institutional costs and actual student savings of OER degree pathways. A final report in September 2019 will include findings on student and course outcome data. Here are several highlights from this report that caught our attention:
The Initiative has spurred significant expansion of OER courses and enrollments at participating colleges.
Students find OER materials more relevant, easier to navigate, and better aligned with learning objectives than traditional textbooks.
Faculty see increased student engagement with OER materials.
College leaders see OER degrees connected to other institutional strategic goals, including affordability, increased access and equity, decreased time to degree, and improved pedagogy.
Students realize significant savings from use of free and open course materials, savings that can help them with financial challenges that might interfere with their ability to continue and succeed in their program of study.

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Saiba os cursos que podem desaparecer se não mudarem o currículo

Saiba os cursos que podem desaparecer se não mudarem o currículo | Inovação Educacional | Scoop.it

Direito, Administração e Ciências Contábeis estão entre os cursos mais procurados do Brasil. Porém, alguns destes programas podem simplesmente desparecer se não se transformarem, aponta Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, nesta entrevista concedida durante o 20º Fnesp.
O tema foi abordado em sua apresentação durante o 20º Fnesp, que também trouxe informações sobre as habilidades e as profissões do futuro.

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Instituições de EaD preveem ‘novo mercado’ com reforma no ensino médio 

Instituições de EaD preveem ‘novo mercado’ com reforma no ensino médio  | Inovação Educacional | Scoop.it
O governo repassou aos Estados a responsabilidade de definir regras mais específicas para o EaD, inclusive a proporção de conteúdo das aulas que poderá ser ofertada remotamente. Para cursos presenciais de graduação no ensino superior, por exemplo, a regulação do Ministério da Educação (MEC) permite que 20% da carga horária seja oferecida à distância. Entre especialistas, a aposta é que o EaD pode oferecer tanto o conteúdo obrigatório quanto as aulas de itinerários de especialização em Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e o ensino técnico.
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Universidades federais têm alta concorrência e qualidade de candidatos

Por causa das várias ações feitas nos últimos anos para tornar o acesso às federais mais igual e democrático, concorrência tem aumentado, assim como o nível dos estudantes, avaliam professores
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Foco no desenvolvimento de competências, por Claudia Costin

Foco no desenvolvimento de competências, por Claudia Costin | Inovação Educacional | Scoop.it

Quando analisamos os dados referentes à cobertura e à qualidade da educação, no entanto, percebemos o quanto ainda temos que avançar nessa direção. Milhões de crianças e jovens, enfim, entraram para a escola, fato que deve ser celebrado, mas, infelizmente, ainda há cerca de 1,6 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos sem acesso aos bancos escolares. E apenas 59% dos que estão matriculados até 19 anos conseguem completar o ensino médio.
Na educação infantil, há melhoras no acesso à pré-escola. Hoje, 92% das crianças com quatro e cinco anos estão matriculadas, num movimento que pode ajudar no nivelamento de diferenças de origem socioeconômica no desempenho escolar futuro. No entanto, quando olhamos para creches, o acesso é bem desigual: as crianças pequenas que integram os 25% mais ricos estão em muito maior número que os 25% mais pobres (que certamente necessitariam muito mais desse diferencial) nessa modalidade educacional.
Mas o pior desempenho ainda é na qualidade da educação. Demoramos muito para universalizar o acesso aos anos iniciais do ensino fundamental, o antigo primário. Em 1930, tínhamos apenas 21,5% das crianças na escola, enquanto a Argentina tinha 62%, e o Chile, 73%. Quase empatada conosco estava a Coreia, com 22%. No fim da década de 1960, a Coreia já havia universalizado o acesso, e nós ainda tínhamos só 40%, índice que subiu para 60% no fim dos anos de 1980. Essa baixa cobertura certamente impactou a aprendizagem das futuras gerações, já que é sabido que o tempo médio de escolaridade dos pais é extremamente importante para o sucesso escolar dos filhos. Esse dado se complica com a constatação de que ainda temos 11,8 milhões de analfabetos, muito embora parte importante deles se concentre entre os mais velhos, significando, portanto, um problema geracional, em que, embora privados do direito de aprender, esses brasileiros não necessariamente tenham grande impacto na aprendizagem dos mais jovens.
A qualidade da educação no Brasil vem evidenciando uma pequena melhora a cada edição da Prova Brasil para o quinto ano e, na última com resultados divulgados (2015), para o nono ano. Entretanto, quando se analisa o desempenho do País no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) de 2015, teste internacional organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicado para jovens de 15 anos de 72 economias, das quais 70 tiveram seus resultados divulgados, o Brasil se posicionar muito mal. Tendo participado desde o ano de 2000, foi o país que mais avançou em Matemática entre 2003 e 2012, no entanto, parou de avançar na última edição e está em 66º lugar em Matemática, 63º em Ciências e 59º em Leitura e Interpretação de textos, uma condição claramente incompatível com o porte da economia brasileira.
A situação se torna particularmente complexa se considerarmos que vivemos em tempos do que se convencionou chamar de “Quarta Revolução Industrial” ou de “Futuro do Trabalho”.
Trata-se do fato de que a automação e a robotização se aceleraram com a perspectiva de uma extinção sem precedentes de empregos (inclusive aqueles associados ao trabalho intelectual). Os avanços da inteligência artificial e da “aprendizagem de máquinas” tornam o futuro muito incerto e terão forte impacto na educação se quisermos que as novas gerações estejam prontas para os eventuais novos postos de trabalho que devam surgir nesse contexto. Ora, tanto para enfrentar esse desafio (e outros dele decorrentes, como o populismo, fenômeno que está emergindo com força nos países em que a inteligência artificial mais deslocou trabalhadores) quanto para fazer face ao ODS-4, e não deixar ninguém para trás, precisaremos desenvolver competências novas nas escolas do País.

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Apartamentos da USP amanhecem com suásticas nas portas 

Apartamentos da USP amanhecem com suásticas nas portas  | Inovação Educacional | Scoop.it

“Fiquei com medo, pareceu uma ameaça. Sou LGBT, preto, periférico. Já penso que estou sendo atacado”, disse Honório. “É um ambiente estudantil que preza pela liberdade de pensamento e tem várias pichações, sempre voltadas para denúncia, não pra esse tipo de violência. É uma violência isso”, completa.
Ele tentou cobrir o símbolo formando um quadrado com lápis de cor: “Não sou obrigado a ficar com suástica aqui”.

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Robô vai disseminar informações sobre prevenção de doenças no Brasil e na África

Robô vai disseminar informações sobre prevenção de doenças no Brasil e na África | Inovação Educacional | Scoop.it

Ele é um robô desenvolvido a partir da união do empresário do setor de telecomunicações Mario Mendes e as empresas InBot, de inteligência artificial, e a Somai, de robótica.
A conversa com o Dr. Wilson pode ser tanto virtual, a partir de um chat que permite escrever e gravar áudios (disponível em www.drwilson.in.bot), ou em sua versão humanóide, com 55 centímetros que escuta, fala e até dança.

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Brasileira tem cada vez menos filhos, revela estudo

Brasileira tem cada vez menos filhos, revela estudo | Inovação Educacional | Scoop.it

Lançado globalmente nesta quarta-feira, 17, o relatório Situação da População Mundial, do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa-ONU), mostra que a família brasileira tem uma média de 1,7 filho - na década de 1960, essa média era de 6 filhos. A taxa de fecundidade no Brasil é inferior à média da América Latina (2) e do mundo (2,5).
O estudo revela que o Brasil tem o menor índice de fecundidade na comparação com outros 11 países da região da América Latina e Caribe (República Dominicana, Costa Rica, El Salvador, México, Nicarágua, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela). A brasileira se torna mãe em média aos 26,4 anos.
Entre os três países com menor taxa de fecundidade, Chile e El Salvador empatam com 1,76 filho. A tendência deve se manter até 2020. "Essa taxa coloca o Brasil abaixo da taxa de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. Ou seja, a população deve decrescer (mais informações ao lado)", explica Jaime Nadal, representante da Unfpa.

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Inteligência artificial e robótica podem aumentar desigualdade social, diz professor 

Inteligência artificial e robótica podem aumentar desigualdade social, diz professor  | Inovação Educacional | Scoop.it

A robótica e a inteligência artificial podem gerar desemprego e aumentar a desigualdade social. A avaliação foi feita pelo professor de Ciência da Computação Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais, em audiência pública sobre o tema na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (16).
A inteligência artificial refere-se a qualquer técnica computacional que busque repetir o comportamento humano. Por exemplo, o uso de programas de conversação para atendimento de usuários de telefonia no lugar de atendentes.

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Edital de Inovação para a Indústria investiu mais de R$ 545 milhões em mil projetos inovadores

Edital de Inovação para a Indústria investiu mais de R$ 545 milhões em mil projetos inovadores | Inovação Educacional | Scoop.it
Iniciativa do SENAI, do Sebrae e do SESI ajudou, desde 2004, mais de 800 empresas a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores
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