Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Empresa gerada na universidade

As empresas nascentes originadas nas universidades e nos institutos de pesquisa são chamadas de spin-offs acadêmicas, o que as diferenciam daquelas nascidas no mundo corporativo, principalmente em grandes empresas. Elas são uma categoria de startups, empresas igualmente iniciantes, em grande parte com perfil tecnológico mas não necessariamente originadas na universidade. O surgimento das spin-offs a partir do convívio e do conhecimento gerado dentro das instituições de ensino e pesquisa é um fenômeno recente no Brasil que começou a se concretizar no final dos anos 1990 na mesma linha do que já acontecia nos países mais desenvolvidos. Chamadas também de spin-outs, as spin-offs acadêmicas iniciam suas atividades por meio do incentivo de um professor, com uma conversa entre alunos no laboratório, por meio do licenciamento de uma nova tecnologia ou em virtude do espírito empreendedor de um ou mais alunos.
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Parques tecnológicos melhoram a reputação das cidades?

Parques tecnológicos melhoram a reputação das cidades? | Inovação Educacional | Scoop.it

Parques tecnológicos são locais onde se concentram todos os elementos de um ecossistema de tecnologia: empresas, incubadoras, universidades etc. O objetivo de criar espaços como esse é estimular a interação entre as empresas e criar um ambiente que seja referência para a cidade, de modo que ele possa servir, inclusive, como um local de “testes” para as soluções criativas e inovadoras que ali estão sendo criadas e, posteriormente, possam ser escaladas.
Várias cidades do Brasil estão apostando em parques como estratégia para o desenvolvimento tecnológico da região. Eles melhoram a reputação das cidades por diversos motivos. Separamos 3:
Mostram interesse do governo
Muitos investimentos em inovação surgem a partir de empresas de fora do Brasil. Quando são construídos parques tecnológicos, há uma maior visibilidade sobre as regiões nas quais eles estão inseridos e maior segurança sobre o interesse político que há nessas empresas. Sendo assim, para quem vê de fora, dá mais segurança para os investimentos e maiores chances de fechar um bom negócio.
Colocam holofotes nas empresas da região
Há cidades com muitas empresas tecnológicas. Porém, se estão espalhadas, muitas vezes não há conhecimento sobre a existência delas. Juntas em um parque tecnológico elas se tornam mais visadas e mais fortes.
Acabam estimulando ainda mais inovação
Pode parecer mero detalhe, mas a proximidade física proporcionada por um parque tecnológico pode, sim, estimular interação entre as empresas que ali estão. É quase natural que parcerias sejam firmadas entre elas. Por isso, promover a criação desses ambientes é tão importante para o futuro das soluções tecnológicas.
3 motivos para começar um parque tecnológico
Um dos grandes exemplos de cidades que se beneficiam da tecnologia e dos parques tecnológicos é Florianópolis. Apontada por alguns como o Vale do Silício brasileiro, atrai anualmente cada vez mais jovens empreendedores, investimentos e empresas que encontram na ilha o local perfeito para o desenvolvimento das suas soluções. Mas por que esse investimento é tão interessante para as cidades?
1) Emprego e renda
A geração de empregos é a primeira consequência visível da criação de parques tecnológicos. Essa reportagem publicada pelo portal da revista Exame descreve a tarefa de encontrar um novo funcionário como “tática de guerrilha”. Isso porque eles realmente levam a sério o recrutamento de jovens para trabalhar nas empresas. Mais do que isso, sabem que, para que eles se tornem realmente capacitados para estar ali, precisarão treiná-los, já que se trata de algo totalmente novo e, se não fizerem, ninguém mais fará. Essa necessidade atrai jovens, movimenta universidades a se atualizarem e gera um ciclo sadio de desenvolvimento, muito benéfico para qualquer cidade.
2) Investimentos
Como mencionamos brevemente, empresas que estão organizadas em um parque tecnológico tendem a ficar mais visadas e aumentam as chances de receberem aportes internacionais e grandes investimentos que podem movimentar ainda mais a economia da cidade, gerando renda na forma de impostos. Outra vantagem interessante é que parques tecnológicos em geral também abrigam incubadoras. Por estarem perto de grandes empresas, elas também aumentam suas chances de ser incorporadas ou receber aportes financeiros.
3) Desenvolvimento intelectual
Uma das premissas dos parques tecnológicos é ter por perto as universidades. Isso é interessante tanto para as empresas – que têm acesso à inovação no seu estágio primordial e também podem ter contato com jovens promissores – quanto para as universidades, que podem receber incentivos para dar continuidade a projetos iniciados pelos alunos e firmar parcerias para que o ensino e a pesquisa não fiquem apenas no campo teórico e passem para a prática.
Para a cidade, a principal vantagem é a atração e posterior retenção de jovens talentosos e promissores. Em alguns locais onde há boas universidades mas sem mercado, acontece a ótima formação intelectual e posterior mudança para outros estados e até países.

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Entenda o que um investidor-anjo procura numa edtech

Entenda o que um investidor-anjo procura numa edtech | Inovação Educacional | Scoop.it

O anjo atua, geralmente, sem o intermédio de organizações financeiras ou qualquer burocracia muito complicada. Mas esse tipo de investidor costuma se organizar em grupos, o que facilita a troca de informações sobre mercados e experiência.
“Esse tipo de investimento é feito em troca de controle de uma parte ou total de uma empresa. Ou, ainda, uma participação nos lucros proporcional ao investimento realizado. O retorno financeiro acontece dentro de cinco a sete anos”, informou Rocha.
Quem procura um investidor anjo também precisa saber que, geralmente, ele terá participação mais ativa no negócio. Faz parte do investimento ajudar os novos empresários com conselhos ao compartilhar riscos nas empresas que receberam investimentos.
“Um investidor anjo quer que a empresa cresça porque, assim, seus lucros também vão crescer”, disse o especialista.
Prepare sua edtech para receber um investimento-anjo
O valor de um investimento-anjo pode ser bem variado. Em média, de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão. Isso porque depende de fatores como: nível de maturidade de empresa, modelo de negócio e plano de crescimento.
Por isso, antes de buscar esse tipo de investimento, o empreendedor tem que se preparar.

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STJ abre inscrições para cursos a distância sobre Processo Civil

STJ abre inscrições para cursos a distância sobre Processo Civil | Inovação Educacional | Scoop.it

STJ abre inscrições para cursos à distância sobre Processo Civil. Advogados e estudantes de direito terão prioridade na inscrição

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Graduação a distância na área da saúde preocupa

Graduação a distância na área da saúde preocupa | Inovação Educacional | Scoop.it

A oferta de cursos de graduação a distância na área da saúde enfrenta resistência de quem trabalha no setor. Profissionais temem que essa modalidade de ensino comprometa a qualidade da formação. O assunto foi discutido pela Comissão de Educação nesta terça-feira

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EAD na Saúde - Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia - Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Finalidade da audiência: Debater a expansão de cursos de graduação na área de saúde na modalidade de ensino a distância.

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EaD passará o ensino presencial em 5 anos

EaD passará o ensino presencial em 5 anos | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) aponta que, mantido o ritmo atual de ingressantes no Ensino a Distância (EaD), a modalidade superará o formato tradicional em cinco anos. O movimento, no entanto, depende da melhor percepção do aluno sobre a qualidade do ensino dado pela internet.
O levantamento foi divulgado ontem, data em que foi comemorado um ano do Decreto nº 9.057/2017, que estabeleceu o novo marco regulatório da educação a distância. Segundo o diretor presidente da ABMES, Janguiê Diniz, o resultado aponta para um cenário bastante otimista. “Este primeiro levantamento é um importante passo no sentido de aferir como está o processo de desenvolvimento da educação superior no Brasil. O que pudemos observar foi que a resistência ao EaD praticamente se desfaz quando o aluno sabe que a parte prática do curso é oferecida de modo presencial.”
O executivo, que também é fundador Faculdade Maurício de Nassau, faz menção à percepção de parte da população que ainda tem resistência sobre a modalidade de ensino. Segundo o estudo, 62% dos entrevistados acreditam que o EaD não é bem avaliada no mercado de trabalho e 56% dizem preferir presencial.
A pesquisa mostra ainda desconforto por parte dos alunos com a ideia de ter apenas aula virtual: 62% dizem acreditar que o EaD não oferece suporte para tirar dúvida na hora e 37% têm dificuldade com sistema de aula online.
Na contra partida, a pesquisa identificou que quando os entrevistados são informados de que o curso oferece toda a parte prática presencialmente, a resistência a fazer educação à distância cai bastante, já que 93% dos participantes ingressariam nessa modalidade se a parte prática fosse ministrada presencialmente. “Isso demonstra que boa parte da resistência que ainda notamos em relação à EAD se dá por falta de informação sobre as características da modalidade”, observa Diniz.
Entre os alunos que fariam EaD predomina o público de maior faixa (38% possui de 31 a 40 anos de idade, e 29% está acima dos 40 anos); a maioria são de classe C (58%) e provenientes de escola pública (75%). Também é predominante a parcela de pessoas que trabalham (83%) e que são casadas (62%). Outro aspecto que chama a atenção é que apenas 23% prestaram a última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
De acordo com o Censo da Educação Superior, a diferença entre o número de matrículas em cursos presenciais e EAD tem caído a cada ano, passando, respectivamente, de 80% contra 20%, em 2010, para 67% contra 33% em 2016.

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Cursos a distância crescem 127% em um ano

Cursos a distância crescem 127% em um ano | Inovação Educacional | Scoop.it

O número de cursos a distância mais que dobrou um ano após a regulamentação das aulas online. A estimativa é que, em cinco anos, a educação pela internet supere o ensino presencial.

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A falta de letramento científico e ético enfraquece nossa sociedade?

A falta de letramento científico e ético enfraquece nossa sociedade? | Inovação Educacional | Scoop.it

Nossa sociedade é baseada em ciência, tecnologia, finanças e liberdade, qualquer pessoa que não tenha conhecimento mínimo sobre essas áreas está em desvantagem. E esta é a realidade de muitos brasileiros. O Brasil é um dos poucos países em que o QI médio parece estar diminuindo, segundo pesquisas da UFRGS e da Universidade de Viena, que apontam para a qualidade do ensino nas escolas brasileiras como causa desta redução. Uma rápida comparação do currículo brasileiro com o de países desenvolvidos evidencia a diferença, levando-nos a aceitar a possibilidade de que nossa educação está a se degradar e, com ela, nossa cultura.
Além do desempenho acadêmico, há outros motivos para preocupação com a redução no QI e enfraquecimento do ensino e da cultura, motivos que nos recordam da razão pela qual valorizamos a educação: a ignorância limita, o conhecimento gera possibilidades.
Assim, argumentarei a favor de dois pontos: primeiro, a falta de letramento científico na população impede a clara distinção entre ciência legítima e pseudociência, tornando mais comum o uso de apelos à autoridade, uma das treze falácias clássicas descritas por Irving Copi em Introdução a Lógica de 1978. Em segundo, a falta de conhecimento da ética leva as pessoas a aceitarem mais facilmente a autoridade por não compreenderem a origem das leis, dos direitos e dos deveres existentes em nossa sociedade.

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Matéria do Estadão destaca que Marco legal pode ampliar inovação no País

Matéria do Estadão destaca que Marco legal pode ampliar inovação no País | Inovação Educacional | Scoop.it

Publicada no portal Estadão no dia 29 de abril, matéria reúne empreendedores da área de inovação e aborda a figura do “pesquisador empreendedor” dentro das universidades públcias, que surge a partir da regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Decreto 9.283 de 7/2/2018)
Dentre as fontes, estão Nivio Ziviani (Sócio e líder de pesquisa avançada na empresa que desenvolve soluções de inteligência artificial Kunumi e membro da Academia Brasileira de Ciências), Cassio Brodbeck (CEO da Ostec Business Security), Gabriel Sant’ana (coordenador da incubadora Midtec e diretor executivo da Associação de Empresas de Tecnologia de Santa Catariana) e Viviane Goulart (gerente de inovação e marketing da Cianet).
Confira a matéria na íntegra a seguir:
Após dois meses da regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Decreto 9.283 de 7/2/2018), a expectativa de representantes da academia e do mercado é de que a distância entre o conhecimento produzido nas universidades e sua transformação em riqueza seja superada.
Com base na lei, a iniciativa privada, os institutos de pesquisa, membros da academia e instituições públicas de ensino podem trabalhar juntos para colocar no mercado a produção científica de ponta, que até então corria o risco de ficar perdida dentro dos laboratórios.
Sócio e líder de pesquisa avançada na empresa que desenvolve soluções de inteligência artificial Kunumi, além de membro da Academia Brasileira de Ciências, Nivio Ziviani afirma que o marco legal dá segurança jurídica para que os envolvidos nesse ecossistema atuem em conjunto.
“O artigo 4º, resumidamente, diz que as universidades públicas ficam autorizadas a ter participação minoritária no capital social de empresas, na forma de usufruto, o que as deixa protegidas de possíveis passivos, por exemplo”, conta.
O professor destaca o artigo 11º da lei. “Ele cria uma espécie de licença para que surja o ‘pesquisador empreendedor’, ao permitir que ele participe da geração do conhecimento e do empreendimento transformador que aplicará tal conhecimento.”
Segundo ele, iniciativas desse tipo podem ajudar a manter os pesquisadores no País. “É uma forma de oferecer um trabalho nobre para mestres e doutores, que ajudarão nossa economia criando empreendimentos inovadores, que geram grande riqueza.”
Cessão
Ziviani lembra que as universidades têm propriedade intelectual sobre o conhecimento produzido dentro delas e diz que o artigo 37º do marco legal trata da cessão dessa propriedade, mediante compensação financeira ou não financeira, que pode ser a participação no capital social da empresa. “Poder ceder esse conhecimento é uma maneira de fazer com que a inovação aconteça na prática.”
Outro artigo destacado pelo professor é o 6º, que permite à iniciativa privada criar laboratório de inovação dentro de um departamento da universidade, para trabalhar temas reais de mercado, como forma de incentivar a interação entre empresas e universidades.
Segundo ele, a Kunumi já trabalha em conjunto com a academia. “Incentivamos o desenvolvimento de pesquisas dentro da universidade, inclusive, a Federal de Minas Gerais é nossa sócia. O equilíbrio foi obtido com remuneração e ações da empresa aos pesquisadores da UFMG. Nossas universidades têm grande potencial de transformar a economia do País”, afirma.
Na Ostec Business Security, que desenvolve software para o mercado de segurança da informação, a cultura de inovação é incentivada por meio do Inova Lab, em atividade desde o final do ano passado.
“Criamos o laboratório para mobilizar o ecossistema no qual estamos inseridos. O espaço é aberto para o mercado. Somos uma germinadora que auxilia empresas em estágio muito inicial para que tenham taxa de sucesso maior quando forem incubadas e aceleradas”, diz o CEO, Cassio Brodbeck.
Ele conta que o negócio nasceu dentro da incubadora GeNESS, vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina, instalada dentro do Centro Empresarial para Elaboração de Tecnologias Avançadas, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catariana.
“Tivemos o privilégio de passar por esse processo de incubação, entre 2005 e 2007. Criar o laboratório é uma forma de colaborar e retribuir a oportunidade que tivemos no passado.”
Ele afirma que no Brasil não é possível que uma pessoa que não esteja inserida na academia possa usar seus centros de pesquisa. “Por isso, muitas empresas estão criando seus próprios laboratórios, como forma de sustentar seu próprio crescimento. Espero que o marco legal realmente aproxime empresas e universidades e que dessa troca possamos gerar produtos inovadores.”
Aproximação
O coordenador da incubadora Midtec e diretor executivo da Associação de Empresas de Tecnologia de Santa Catariana, Gabriel Sant’ana, afirma que nas principais economias do mundo o relacionamento entre mercado e academia é próximo.
“Os professores são estimulados a empreender e fechar parceria com empresas. Aqueles que não cumprem essa meta, fatalmente, não se mantêm na universidade, porque parte do salário deles é pago com recursos vindos desses projetos.”
Segundo ele, esse tipo de iniciativa aproxima quem está produzindo conhecimento de alto nível e qualidade às demandas reais do mercado. “No Brasil, a principal maneira de avaliar um professor de universidade pública é por meio dos artigos publicados. É uma forma importante, mas considero pobre.”
Sant’ana acredita que para o marco legal avançar será necessário ocorrer mudança cultural. “Essa legislação vem auxiliar para que isso ocorra. No Brasil, ainda existe muita burocracia por parte das universidades para que essa aproximação ocorra. Em muitos casos, o professor que cria outras fontes de receita a partir de projetos não é bem visto pela comunidade.”
Gerente de inovação e marketing da Cianet, empresa que desenvolve tecnologia para o mercado de provedores regionais de internet, Viviane Goulart conta que a empresa nasceu, há 24 anos, a partir de parcerias firmadas com o laboratório de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina.
Parceria
“Hoje, temos um braço de inovação dentro da empresa. Nosso laboratório se propõe a fazer inovação e pensar nas tecnologias emergentes no mercado de provedores de internet”, conta.
Com a criação do laboratório, a empresa firmou parceira com um grupo de ex-alunos de engenharia que criou o 99Labs. “Como estudantes, eles sempre sentiram dificuldade de se aproximar das empresas. Por isso, depois de formados criaram a startup, que faz o elo entre laboratórios de empresas e laboratórios de pesquisas de universidades. Eles fazem uma curadoria dos projetos e aproximam as partes”, conta.
Viviane acredita que o marco legal dará mais segurança e solidez às parcerias entre iniciativa privada e universidades. “Estamos próximos de várias universidades que concentram importante massa pensante. Ao mesmo tempo, vejo que há desperdício de investimento e tempo, porque pesquisas acadêmicas não têm conexão com a realidade do mercado. Isso não é produtivo. Essa aproximação é urgente para que as pesquisas tenham mais efetividade.”
Estudo
A aproximação entre o setor produtivo e o de pesquisa é uma das soluções apontadas por estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a pedido do Senai, que identifica algumas dificuldades que impedem que o Brasil avance na área tecnológica.
“O distanciamento entre a pesquisa realizada nas universidades e as inovações inseridas no mercado pelas indústrias está entre os principais entraves”, diz o gerente executivo de inovação e tecnologia do Senai, Marcelo Prim.
Segundo ele, esse ponto é crucial para que todo o investimento realizado em pesquisa e desenvolvimento se traduza, efetivamente, em ganhos para a economia brasileira e se reflita na qualidade de vida das pessoas. “Enquanto houver esse distanciamento, que existe dos dois lados, não iremos avançar.”
Prim conta que o estudo solicitado ao MIT irá auxiliar na construção de 25 Institutos Senai de Inovação. “O MIT foi convidado termos um olhar internacional e neutro sobre o ecossistema nacional de inovação.”

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Fomento à indústria 4.0 e internet das coisas precisa avançar

Fomento à indústria 4.0 e internet das coisas precisa avançar | Inovação Educacional | Scoop.it

“Vocês já devem ter ouvido que estamos vivendo uma revolução”, foi assim que Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, iniciou sua palestra na Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec), que ocorre em São Paulo até 28 de abril, reunindo mais de 900 marcas expositoras.
Pacheco se refere à transformação promovida pela chamada indústria 4.0, que impactará não apenas os meios de produção industrial, mas a competitividade das empresas, a interação humano-máquina e questões econômicas e sociais. A indústria 4.0 foi o tema central da feira organizada pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entre outras 30 entidades setoriais.
A transformação é tamanha e atinge tantos setores que está sendo chamada de quarta revolução industrial. Segundo especialistas presentes em debate sobre o tema na Feimec, para que não se perca em competitividade, há uma necessidade urgente em avançar nos processos de digitalização na indústria e de toda a sua cadeia de valor.
“O conceito de indústria 4.0 surgiu na Alemanha há quatro anos para manter o país entre os líderes mundiais. Não há ruptura, o que há é continuidade. Tudo o que se fez na indústria, vai continuar sendo feito, só que com mais eficiência”, disse Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que falou na Feimec sobre desafios e oportunidades para o Brasil com a indústria 4.0 e a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
O Brasil tem apresentado alguns planos para inserir a indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial e aumentar a competitividade.

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Mais de 25 milhões de jovens não estudavam em 2017

Mais de 25 milhões de jovens não estudavam em 2017 | Inovação Educacional | Scoop.it

Dos 48,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos de idade no Brasil, mais da metade (25,2 milhões) não havia concluído o ensino superior e nem frequentava escola, curso, universidade ou qualquer outra instituição regular de ensino em 2017. São mais 330 mil pessoas em comparação a 2016. As informações são do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada hoje pelo IBGE.
Ter que trabalhar, estar à procura de emprego ou ter conseguido uma vaga que vai começar em breve foram as principais justificativas para a interrupção dos estudos, apontadas por 39,6% dos jovens. Desinteresse e ter que cuidar de pessoas/de afazeres domésticos foram outros motivos citados por, respectivamente, 20,1% e 11,9%.
Entre as mulheres nessa faixa etária, a maioria, 28,9%, também relacionou o trabalho como motivo para não estudar. Ter que realizar afazeres domésticos/cuidado de pessoas, foi apontado por 24,2% delas, mais que o dobro da média dos jovens e muito superior à taxa dos homens, com apenas 0,7%. Para eles, os principais motivos alegados para não estudar foram o trabalho, com 49,3%, e o desinteresse, com 24,2%.

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Consultor Falconi se prepara para virar sócio

Consultor Falconi se prepara para virar sócio | Inovação Educacional | Scoop.it
A consultoria de gestão empresarial Falconi está montando uma empresa para fazer investimentos, a Falconi Capital. O plano é que a nova empresa capte recursos no mercado e entre os próprios sócios da Falconi para comprar participações no capital de outras companhias — a exemplos do que faz a consultoria Bain. O projeto está a cargo de Aloysio Carvalho, sócio da Falconi que foi diretor da Metalúrgica Gerdau. A Falconi Capital deve começar a funcionar entre o fim de 2018 e o começo de 2019.
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Hélice Tríplice: inovação e empreendedorismo universidade-indústria-governo

INTRODUÇÃO
Tendo se originado como uma metáfora para identificar os protagonistas de um sistema icônico de inovação regional na Rota 128 em Boston, a Hélice Tríplice tornou-se um modelo reconhecido internacionalmente, que está no âmago da disciplina emergente de estudos de inovação, e um guia de políticas e práticas nos âmbitos local, regional, nacional e multinacional. A Hélice Tríplice provê uma metodologia para examinar pontos fortes e fracos locais e preencher lacunas nas relações entre universidades, indústrias e governos, com vistas a desenvolver uma estratégia de inovação bem-sucedida. Identificar a fonte generativa do desenvolvimento socioeconômico baseado no conhecimento é o cerne do projeto de inovação da Hélice Tríplice para aprimorar as interações universidade-indústria-governo.
Governo e indústria, os elementos clássicos das parcerias público-privadas, são reconhecidos como importantes esferas da sociedade desde o século XVIII. A tese da Hélice Tríplice é que a universidade está deixando de ter um papel social secundário, ainda que importante, de prover ensino superior e pesquisa, e está assumindo um papel primordial equivalente ao da indústria e do governo, como geradora de novas indústrias e empresas. A Universidade Empreendedora, exemplificada pelo MIT e por Stanford, que substitui e incorpora o modelo de Torre de Marfim, vai se tornando um formato acadêmico cada vez mais significativo. À medida que a sociedade industrial é suplantada por uma era baseada no conhecimento, o conhecimento avançado é cada vez mais expeditamente traduzido em usos práticos, devido à sua natureza polivalente, simultaneamente teórica e prática. Processos de transferência de tecnologia a partir de descobertas teóricas que outrora levavam gerações para ocorrer agora transcorrem ao longo da vida profissional de seus inventores, dando-lhe a possibilidade de participarem tanto do processo de inovação como no de pesquisa.
Esse fenômeno é um argumento fundamental para envolver as instituições criadoras de conhecimento mais de perto no processo de inovação. Forjada em diferentes tradições acadêmicas e nacionais, a universidade está adotando um formato empreendedor comum que incorpora e transcende suas missões tradicionais de educação e pesquisa. A “Segunda Revolução Acadêmica” contemporânea segue a Primeira Revolução Acadêmica, de meados do século XIX e ainda em curso, que legitimou a pesquisa como missão acadêmica. A Segunda Revolução surge da confluência do desenvolvimento interno das instituições de ensino superior como a estruturação de grupos de pesquisa como “quasi-empresas”, e de influências externas sobre as estruturas acadêmicas associadas à eclosão da inovação “baseada no conhecimento”. Políticas, práticas e inovações organizacionais destinadas a traduzir conhecimento em atividade econômica e a resolver problemas da sociedade espalharam-se pelo mundo todo. A Academia é assim inspirada a desempenhar um papel criativo no desenvolvimento econômico e social, a partir de uma perspectiva independente no trato das prioridades do governo, da indústria e do cidadão.
O modelo da Hélice Tríplice
As interações universidade-indústria-governo, que formam uma “hélice tríplice” de inovação e empreendedorismo, são a chave para o crescimento econômico e o desenvolvimento social baseados no conhecimento. Indo além da coevolução das instituições mediante interações mútuas, trata-se da transição das principais esferas de dupla para tríplice hélice. A análise clássica de relações triádicas de Georg Simmel (Wolff, 1950) recebe um molde institucional na Hélice Tríplice, em que a universidade, a indústria ou o governo atuam como um “tertius gaudens”, instigando a inovação. Esse regime de inovação assume uma postura proativa na colocação do conhecimento em prática e na ampliação dos insumos que criarão o conhecimento acadêmico.
Uma relação bilateral está sujeita às propriedades de amor/ódio inerentes a uma díade. Por um lado, a aceitação de uma proposta feita por uma pessoa ou organização de prestígio pode ocorrer sem uma consideração completa. Por outro, há uma tendência a cair em conflito sobre objetivos e metas. Uma relação trilateral modera essas tendências por introduzir possibilidades de mediação, construção de coalizões e vínculo indireto. A Hélice Tríplice eleva a análise feita pelo sociólogo clássico Georg Simmel sobre o potencial da tríade do nível individual das relações pessoais e familiares para os níveis institucional e organizacional da interação universidade–indústria–governo.
Um formato diádico, que muitas vezes se confunde com um acordo prematuro sobre uma estratégia proposta por uma pessoa ou organização de prestígio ou com um conflito sobre metas e objetivos, foi transformado em um marco triádico mais complexo. As suas propriedades de mediação, formação de coalizões e vínculos indiretos, subsumidas do nível micro aos níveis meso e macro, engendraram reflexividade e a produção de novidades. Isso, por sua vez, resultou na invenção e difusão de um modelo de desenvolvimento de empreendedorismo e inovação fundamentado na Hélice Tríplice universidade-indústria-governo que facilitou a inovação institucional.
Definimos a Hélice Tríplice como um modelo de inovação em que a universidade/academia, a indústria e o governo, como esferas institucionais primárias, interagem para promover o desenvolvimento por meio da inovação e do empreendedorismo. No processo de interação novas instituições secundárias são formadas conforme a demanda, isto é, “organizações híbridas”. A dinâmica das esferas institucionais para o desenvolvimento em uma hélice tríplice sintetizam o poder interno e o poder externo de suas interações. No entanto, a dinâmica para desenvolver uma Hélice Tríplice regional provém de “organizadores regionais de inovação” e “iniciadores regionais de inovação (Etzkowitz; Zhou, 2007). Uma sociedade civil vibrante é a base da Hélice Tríplice ideal, com interações entre universidade, indústria e governo como esferas institucionais relativamente independentes. A seguir, discutimos as origens, o desenvolvimento e a utilização do Modelo da Hélice Tríplice como um conceito analítico e normativo.
Em contraste com teorias que enfatizam o papel do governo ou das empresas na inovação, a Hélice Tríplice foca a universidade como fonte de empreendedorismo, tecnologia e inovação, bem como de pesquisa crítica, educação e preservação e renovação do patrimônio cultural. É a introdução desse terceiro elemento, a universidade/academia, dedicada à produção e disseminação criativas de novo conhecimento sob a forma de ideias e tecnologias, que constitui a “grande transformação” da era atual — após a grande transformação do século XVIII, que criou a dupla hélice do governo-indústria, com os seus dois formatos: o estatista e o laissez-faire (Polanyi, 1944). Ao contrário das previsões pessimistas de declínio acadêmico, a tese da Hélice Tríplice sustenta que a universidade aprimora a si mesma e o seu papel na sociedade ao integrar numa relação produtiva novas missões às antigas e vice-versa. O mundo acadêmico está entrando na era da universidade empreendedora (Etzkowitz, 1983).
A hélice tripla é um modelo universal de inovação. É o segredo por trás do desenvolvimento do Vale do Silício por meio da inovação sustentável e do empreendedorismo. A Hélice Tríplice é um processo em desenvolvimento contínuo; sua meta é criar um ecossistema para inovação e empreendedorismo. Uma Hélice Tríplice é a verdadeira dinâmica e processo que resultarão em um ecossistema de inovação. Um perigo de se desenvolver uma inovação regional é que apenas o resultado é visto e buscado, enquanto o processo essencial é ignorado. A Hélice Tríplice difere da teoria do (eco) sistema de inovação, que diz respeito à evolução auto-organizada, elementos-chave e massa crítica. A Hélice Tríplice destaca o papel de liderança dos organizadores e iniciadores de inovação, sejam eles indivíduos ou organizações, para reunir diversos atores em um projeto comum. Portanto, embora um ecossistema de inovação que surja como resultado de uma configuração específica da Hélice Tríplice não possa ser duplicado em seu formato exato — como o Vale do Silício, por exemplo –, uma Hélice Tríplice com três protagonistas e vários atores coadjuvantes pode ser reproduzida em qualquer lugar do mundo como um modelo universal de inovação.
As interações e relações triádicas favorecem a inovação e a institucionalização (Berger; Luckmann, 1967). As propriedades matemáticas das relações sociais, definidas como a distinção fundamental entre relações envolvendo dois ou três parceiros, estão no núcleo da Hélice Tríplice (Wolff, 1950). Todos os relacionamentos são, em última instância, redutíveis a esses dois tipos básicos. Assim, um relacionamento com quatro elementos desmembra-se em duas díades, ou em uma tríade e um elemento isolado. A interação de duas partes pode acabar empacada, seja em um hiperacordo (amor) ou em conflito excessivo, resultando em divórcio. A introdução de um terceiro elemento desapaixonado, um tertius gaudens, permite mediar a relação e, potencialmente, reduzir a tendência à superidentificação, de um lado, e ao superdivisionismo de outro. A seguir discutimos as origens históricas e o desenvolvimento da Hélice Tríplice como prática e modelo de inovação.

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Por que cidades inteligentes precisam de ecossistemas de inovação? 

Por que cidades inteligentes precisam de ecossistemas de inovação?  | Inovação Educacional | Scoop.it

Burocracia;
Falta de espaço para que a iniciativa privada colabore com soluções públicas;
E falta de expertise da gestão pública para integrar as diversas tecnologias.
E é justamente neste último ponto que acreditamos se encaixarem os ecossistemas de inovação. Sem integração entre todos os agentes interessados em tornar as cidades inteligentes, de fato, boas para quem vive nelas, todo esforço para criar novas soluções será em vão.
Entende-se por ecossistemas de inovação a cooperação entre todos os personagens envolvidos no desenvolvimento, fabricação, comercialização e uso de uma solução inovadora. Isso quer dizer que é necessário que haja uma comunicação mais eficaz e uma colaboração real que vá desde o fornecedor de matéria-prima até o consumidor final. Mais do que isso, que no meio deste caminho também colaborem os governos e a sociedade. Difícil? Certamente sim. No entanto, se seguirmos pelo caminho certo, essa integração será real e absolutamente possível.

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Aprenda visualização de dados no curso gratuito online do Centro Knight oferecido pela Google - Em inglês

Aprenda visualização de dados no curso gratuito online do Centro Knight oferecido pela Google - Em inglês | Inovação Educacional | Scoop.it

É por isso que o Centro Knight está oferecendo o curso online massivo gratuito (MOOC) “Visualização de dados para descobrir e contar histórias”, com o conhecido instrutor Alberto Cairo. O curso de quatro semanas, que acontece de 11 de junho a 8 de julho, será ministrado em inglês e é impulsionado pela Google News Initiative. O curso é aberto a qualquer pessoa interessada em aprender a contar histórias com dados. Nenhuma experiência anterior com visualização de dados ou design é necessária. Inscreva-se agora mesmo!

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Educação integral para todos

Educação integral para todos | Inovação Educacional | Scoop.it

Outra experiência exitosa nessa mesma direção – de escolas de Ensino Médio em tempo integral – foi a do estado do Rio de Janeiro, que incluiu no currículo escolar, de forma intencional, o desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, numa parceria com o Instituto Ayrton Senna. Um dos resultados verificados foi o salto fantástico de qualidade do ensino público do estado do Rio de Janeiro no período de uma única gestão governamental, saindo da décima para a quarta posição no ranking do Ideb acima aludido.
A escola que serviu de referência para a implantação desse modelo foi o Colégio Estadual Chico Anysio, mais conhecido como CECA, localizado no bairro de Andaraí, na cidade do Rio de Janeiro. O CECA foi a segunda escola mais bem posicionada no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre as escolas estaduais do Brasil de mesmo nível socioeconômico.

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Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai cobrar fiscalização de cursos a distância

Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais  vai cobrar fiscalização de cursos a distância | Inovação Educacional | Scoop.it

Comissão vai cobrar fiscalização de cursos a distância
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai levar ao Ministério da Educação (MEC) as preocupações e as cobranças do Estado sobre agraduação em cursos da área de saúde por meio da educação a distância (EAD).
Em mais um debate sobre o tema na ALMG, nesta terça-feira (22/5/18), ficou claro que o principal problema não são as regras da EAD, mas a falta de fiscalização do MEC. Isso estaria levando, inclusive, à oferta de cursos 100% a distância na área de saúde, o que é vedado pela legislação.
Nesse sentido, o requerimento anunciado pelo deputado Antônio Jorge (PPS) e logo apoiado por Ivair Nogueira (PMDB), autor da solicitação para a audiência, propõe, ainda, uma provocação ao Ministério Público para exigir a fiscalização.
Problemas – Parte dos problemas do EAD na saúde foram relatados pelo vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MG), Alisson Brandão Ferreira. Entre eles, a existência de 231 sedes de instituições de EAD e 11.688 polos para atividades presenciais não supervisionados.
Segundo ele, a Portaria Normativa 11, de 2017, do MEC prevê até mesmo polos no exterior. E possibilita a fiscalização apenas na sede na instituição. “Já tivemos polos de enfermagem com endereços em açougue e padaria. Como não fiscalizar?”, questionou.
Álida Murta Andrade, vice-presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Minas (Crefito 4), acrescentou que há instituições com até mil polos presenciais. “É preocupante. Como atender mil polos, com o número crescente de alunos?”, indagou.
A ampliação vertiginosa da EAD também foi enfatizado pelos representantes do CRF e do Crefito, com vários dados coletados durante um fórum de presidentes de conselhos da área de saúde, realizado em abril, em Belo Horizonte.
Entre junho e dezembro de 2017, por exemplo, as vagas para fisioterapia saltaram de 6.020 para 58 mil, um crescimento de mais de 860%. A média de todos os cursos foi de 141% no ano. Já entre fevereiro de 2017 e março de 2018, houve alta de 3.628% nas vagas para biomedicina.
O discurso das entidades também foi semelhante, no sentido de se respeitar os pilares da educação, que são “conhecer, fazer e aplicar”, além das necessidades específicas da saúde, como atendimento humanizado e a inserção no Sistema Único de Saúde (SUS). “O risco é para a sociedade, que será cobaia”, sinalizou Alisson.
Foco estaria na massificação e no lucro
Outro aspecto da EAD ressaltado na audiência foi seu foco no lucro. “É a mercantilização, disfarçada de inclusão social”, alfinetou Álida, do Crefito 4.
“Ele pode ser conveniente numa expansão por interesses pecuniários. Um curso de R$ 150 a R$ 180 só é possível com massificação”, afirmou Simão Marinho, presidente da Câmara de Ensino Superior de Educação do Conselho Estadual de Educação (CEE-MG).
Marinho, que é professor na PUC Minas e também atua com EAD, salientou, ainda, a deficiência na formação de professores. “Eles são levados a atuar a distância sem treinamento. E as realidades são diferentes”, afirmou. Além disso, segundo ele, a menos que o professor abra mão da qualidade, terá que trabalhar praticamente 24 horas, todos os dias, para atender ao grande número de alunos.
Por fim, Marinho salientou que o CEE-MG só poderia fiscalizar as universidades do Estado, sem atuação sobre as federais e as privadas.
Medicina – Atualmente, não há cursos de EAD para medicina. Mas Victor Hugo de Melo, do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), aponta que a proliferação de escolas presenciais, sem a devida qualidade, já é problema suficiente para a formação médica. O Brasil tem 316 escolas, contra 157 na China e 130 nos Estados Unidos.
Abed defende legislação brasileira
Na defesa da EAD, o diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Luciano Sathler Guimarães, afirmou que a legislação brasileira é adequada e não permite a formação 100% a distância. Assim, as denúncias trazidas pelos conselhos estariam ligadas à atuação irregular de alguma instituição e à falta de fiscalização por parte do MEC.
“Quando a lei remete para o regulamento próprio de cada curso, pressupõe a oferta de parte prática e que o polo ofereça a estrutura para isso”, afirmou. Segundo ele, o País tem 1,8 milhão de alunos de EAD, que realizam prova de avaliação ao final do curso (Enad), com resultados semelhantes aos alunos de cursos presenciais.
Para Sathler, a grande demanda pelos cursos a distância tem relação com o tempo e o ritmo flexíveis e com o custo acessível. Mas reflete também o vergonhoso desempenho brasileiro no que diz respeito ao acesso à educação superior de qualidade. Segundo ele, o EAD é essencial para democratizar o ensino em todo mundo, o que, inclusive, já teria sido reconhecido por organismos internacionais. “São 100 milhões de alunos na Índia e 180 milhões na China”, afirmou.
Parlamentares – Para Ivair Nogueira, as entidades de classe estão buscando apoio do Legislativo em todo o País justamente pela complexidade da questão, buscando equilibrar a democratização possibilitada pela EAD com a qualidade necessária aos cursos de saúde. “O caminho é pela educação, mas não adiante quantidade sem qualidade”, reiterou
Celise Laviola (PMDB), presidente da comissão, se mostrou preocupada com a formação na área da saúde. “Se falta a prática de lidar com o paciente, como o curso vai gerar bons profissionais?”, indagou. Segundo ela, a comissão será solidária nas ações para aprimorar a EAD.
Já Antônio Jorge reforçou o distanciamento entre a lei e a fiscalização, que permite a “ação criminosa” de algumas instituições de EAD. “Isso traz riscos para a sociedade. E os alunos também estão sendo enganados”, frisou. De qualquer forma, segundo ele, seria um obscurantismo não apoiar o uso das novas tecnologias na educação.

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Ensino a distância cresce mais que presencial, mas gera desconfiança

Ensino a distância cresce mais que presencial, mas gera desconfiança | Inovação Educacional | Scoop.it

A pesar de crescer em ritmo mais acelerado que o ensino presencial, a educação a distância (EaD) não é a primeira opção para a maioria das pessoas que buscam uma graduação.
A pesar de crescer em ritmo mais acelerado que o ensino presencial, a educação a distância (EaD) não é a primeira opção para a maioria das pessoas que buscam uma graduação. A desconfiança é grande. Pesquisa divulgada hoje (22) pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) - que representa grande parte do ensino superior particular do país - mostra que 62% dos entrevistados acreditam que a qualidade dessa modalidade não é bem avaliada no mercado de trabalho e 56% dizem que preferem o ensino presencial.
A pesquisa mostra ainda desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet: 62% dos estudantes e potenciais alunos dizem que acreditam que as instituições de ensino EaD não oferecem suporte para tirar dúvida na hora e 37% dizem que têm dificuldade com sistema de aula online.
A pesquisa inédita Um ano do Decreto EAD - O impacto da educação a distância foi feita pela ABMES em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Ao todo, foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março deste ano.
Dos entrevistados, 27% disseram que escolheriam preferencialmente um curso EaD e 17% disseram que preferem ambos, EaD e presencial.
“Estamos falando de um público diferente da graduação presencial tradicional. Estamos trazendo para ensino superior um público mais velho, mais maduro, que já trabalha com maior intensidade. Esse público precisa da flexibilidade da EaD para completar o curso superior”, diz o vice-presidente da ABMES, Celso Niskier.
O estudo mostra que aqueles que escolhem a educação presencial exclusivamente são mais jovens - 53% têm até 30 anos -; 76% trabalham; 33% são da classe social A ou B; 64% estudaram em escolas públicas e 36% em particulares.
Entre aqueles que preferem a EaD, 67% têm mais de 30 anos; 83% trabalham; 25% são das classes sociais A ou B; 75% estudaram em escolas públicas e 25% em particulares.
Em relação a qualidade da EaD, Niskier diz: “Os jovens acham que mercado de trabalho ainda não percebe muito bem a qualidade da educação a distância. Isso tende a desaparecer com o tempo na medida que comecemos a formar mais e o desempenho desses profissionais seja equivalente”. 
Segundo Niskier, a educação vem se transformando como um todo e não é possível fugir das ferramentas digitais nem mesmo no ensino presencial. “Hoje o jovem quer usar smartphone, computador, não quer chegar em sala para receber o conhecimento, quer chegar com esse conhecimento disponível e tornar as aulas mais práticas e mais dinâmicas é o que tem acontecido”.
Cursos a distância
De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e, 67%, em cursos presenciais. Esse número cresceu. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial.
De acordo com a projeção do estudo, se mantido o crescimento da EaD atual, em 2023, mais estudantes ingressarão na modalidade a distância que no presencial. Serão, pelas projeções do estudo, 51% em EaD e 49% no ensino presencial.
Há um ano, o governo publicou um decreto que define os critérios para a oferta de educação a distância. Entre as mudanças está a possibilidade da instituição privada de ensino superior ser credenciada exclusivamente para oferta de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs) na modalidade a distância. Até então, a instituição deveria também ter algum curso na modalidade presencial.

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Faculdades do futuro: em 5 anos, modalidade de estudo online deve superar educação presencial no Brasil

Faculdades do futuro: em 5 anos, modalidade de estudo online deve superar educação presencial no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

Após um ano da publicação do Decreto nº 9.057/2017, que estabeleceu o novo marco regulatório da educação a distância (EAD) no país, o cenário do segmento já apresenta evoluções significativas, que podem contribuir para a ampliação do acesso de estudantes à graduação. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights mostra que a modalidade cresceu no último ano e desponta como uma das principais escolhas de boa parcela dos estudantes ao optarem por uma faculdade. Seguindo a média das projeções de crescimento, a expectativa é de que no ano de 2023, a EAD supere o formato presencial nos cursos de graduação no país, com mais alunos ingressando e estudando por meio de plataformas online.
O estudo “Um ano do Decreto EAD - O impacto da educação a distância na expansão do ensino superior brasileiro” ouviu, 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos de idade, de classes A e B, C, D e E, com interesse em cursar uma graduação nos próximos 12 meses ou já matriculados na educação superior nas modalidades EAD ou presencial em todas as regiões brasileiras. “Este primeiro levantamento após o novo marco regulatório da EAD é um importante passo no sentido de aferir como está o processo de desenvolvimento da educação superior no Brasil. E o que pudemos observar com a pesquisa foi que a resistência à modalidade EAD praticamente se desfaz quando o estudante tem conhecimento de que a parte prática do curso é oferecida de modo presencial”, aponta o diretor presidente da ABMES, Janguiê Diniz.
De acordo com o Censo da Educação Superior, a diferença entre o número de matrículas em cursos presenciais e EAD tem caído a cada ano, passando, respectivamente, de 80% contra 20%, em 2010, para 67% contra 33% em 2016. Essa aceitação à modalidade online também foi constatada pela pesquisa. Quando perguntado aos entrevistados qual a modalidade de curso de graduação preferida, embora o modelo presencial clássico ainda seja o mais aceito, com 56% da preferência, 44% dos respondentes não fazem questão exclusivamente do modelo presencial.
O que pensam sobre as opções de EAD com aulas práticas
A “semipresencialidade” apresenta uma ótima aceitação entre os entrevistados. Quando mencionado ao grupo de entrevistados que elegem o formato presencial como primeira opção que as aulas práticas podem ser realizadas presencialmente, a aceitação à EAD chega a 93%. “Isso demonstra que boa parte da resistência que ainda notamos em relação à EAD se dá por falta de informação sobre as características da modalidade”, observa Diniz.
Quais as barreiras para alunos que não abrem mão do formato presencial clássico?
O levantamento também buscou saber os motivos pelos quais ainda há um pequeno percentual de estudantes que não troca o modelo presencial pela EAD de forma alguma. Foi observado que a barreira existente está atrelada, na maioria das vezes, à preocupação com a percepção de baixa qualidade e também à dificuldade de adaptação ao novo método. Além disso, para 62% deste público pesa o fato de acreditarem que o curso não oferece suporte para tirar dúvidas na hora e também a dificuldade com plataformas de estudo online (37%).  
Observa-se que a visão que estes estudantes resistentes à EAD ainda têm da baixa qualidade esbarra na realidade do que tem sido apresentado nos resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado pelo MEC, segundo os quais o desempenho dos estudantes de EAD supera os resultados daqueles que cursaram graduações presenciais.
Quem são os estudantes entrevistados?
O levantamento analisou o perfil dos estudantes que responderam à entrevista observando sexo, idade, classe social, estado civil, além de região e proveniência do Ensino Médio (público ou privado). Também aferiu quais respondentes realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último ano.
Deste público, averiguou-se que as mulheres estão mais receptivas à EAD. Do grupo que opta exclusivamente pelo formato presencial, 57% são mulheres e 43% são homens. Já no grupo que opta por EAD, a adesão feminina é ainda maior, com 63% do total.
Ainda sobre o grupo que optou pelo EAD, predomina um público de faixa etária mais elevada (38% possui de 31 a 40 anos de idade, e 29% está acima dos 40 anos); a maioria destes estudantes são de classe C (58%) e provenientes de escola pública (75%). Também é predominante a parcela de pessoas que trabalham (83%) e que são casadas (62%). Outro aspecto que chama a atenção é que apenas 23% prestaram a última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Tecendo o comparativo com o grupo de entrevistados que não abre mão do formato clássico presencial, observa-se maior presença do público jovem até 24 anos (25%) e menor adesão das pessoas acima dos 40 anos de idade (16%). A diferença entre homens e mulheres é menor (43% e 57%, respectivamente). Na comparação, nota-se um volume menor entre pessoas das classes C, D e E, ao passo que o número de pessoas de classes A e B é maior. Da mesma forma, aumenta no número de estudantes provenientes de escola particular (36%) e a diminui dos que vêm da rede pública (64%).  Também é comparativamente menor o percentual de pessoas que trabalham (76%) e de casados (53%). Além disso, mais pessoas deste grupo prestaram o Enem (38%).
E qual a percepção dos estudantes em relação à oferta da EAD no último ano, após a publicação do Decreto nº 9.057/2017?
O levantamento mostra que houve uma clara percepção de “aumento das opções de oferta” entre potenciais e atuais alunos e em todas as regiões do país. 78% dos entrevistados acreditam que a oferta de cursos EAD aumentou no último ano. A percepção de 20% foi de que se manteve e apenas 2% acha que diminuiu a oferta.
Além disso, os entrevistados acreditam que à medida que a oferta aumenta, os cursos a distância terão qualidade compatível com a dos presenciais, sendo que 62% considera que a qualidade das faculdades EAD ficará igual à das presenciais, 18% pensa que será ainda melhor e apenas 20% acredita que cairá.
Ainda em relação ao crescimento da oferta, a percepção quanto aos preços também varia, sendo que a expectativa de dois terços dos entrevistados é de que os valores das mensalidades tendem a diminuir. Para 66% os preços devem cair, 25% pensa que se manterão, e 9% teme um aumento das mensalidades.

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Educação a distância cresce mais que presencial, mas não é 1ª opção

Educação a distância cresce mais que presencial, mas não é 1ª opção | Inovação Educacional | Scoop.it

A educação a distância cresce em ritmo mais acelerado que o ensino presencial e já é opção para quase metade das pessoas que buscam uma graduação. Pesquisa divulgada hoje (22) pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) - que representa grande parte do ensino superior particular do país - mostra que 44% dos entrevistados optariam por essa modalidade, enquanto 56% dizem que preferem o ensino presencial. Nesse ritmo de crescimento, o Brasil terá mais alunos estudando a distância que nas salas de aula tradicionais, em 2023.
A pesquisa mostra ainda que, se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos estudantes pesquisados. Para os 7% restantes, ainda há um desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet. Outro ponto destacado por esses alunos que não optariam pela EaD é a percepção de que o mercado de trabalho ainda não valoriza adequadamente a qualidade desses cursos.
A pesquisa inédita Um ano do Decreto EAD - O impacto da educação a distância foi feita pela ABMES em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Ao todo, foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março deste ano.
“Estamos falando de um público diferente da graduação presencial tradicional. Estamos trazendo para o ensino superior um público mais velho, mais maduro, que já trabalha com maior intensidade. Esse público precisa da flexibilidade da EaD para completar o curso superior”, diz o vice-presidente da ABMES, Celso Niskier.
O estudo mostra que aqueles que escolhem a educação presencial exclusivamente são mais jovens - 53% têm até 30 anos -; 76% trabalham; 33% são da classe social A ou B; 64% estudaram em escolas públicas e 36% em particulares.
Entre aqueles que preferem a EaD, 67% têm mais de 30 anos, 83% trabalham; 25% são das classes sociais A ou B, 75% estudaram em escolas públicas e 25% em particulares.
Aulas práticas presenciais
Atualmente, um curso EaD pode ter até 30% das aulas presenciais. Quando perguntados se cursariam um curso EaD com as aulas práticas presenciais, a maior parte, 93% disse que sim.
Entre os 7% que disseram não, 62% acreditam que a qualidade dessa modalidade não é bem avaliada no mercado de trabalho. Eles apontaram também desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet: 62% dos estudantes e potenciais alunos dizem que acreditam que as instituições de ensino EaD não oferecem suporte para tirar dúvida na hora e 37% dizem que têm dificuldade com sistema de aula online.
Em relação à qualidade da EaD, Niskier diz: “Uma minoria de 4%, entre os jovens pesquisados, ainda acha que o mercado de trabalho não percebe muito bem a qualidade da educação a distância. Isso tende a desaparecer com o tempo, na medida em que comecemos a formar mais e o desempenho desses profissionais seja equivalente”.
Cursos a distância
De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e 67% em cursos presenciais. Esse número cresceu. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial.
De acordo com a projeção do estudo, se mantido o crescimento da EaD atual, em 2023 mais estudantes ingressarão na modalidade a distância que no presencial. Serão, pelas projeções do estudo, 51% em EaD e 49% no ensino presencial.
Há um ano, o governo publicou um decreto que define os critérios para a oferta de educação a distância. Entre as mudanças está a possibilidade de a instituição privada de ensino superior ser credenciada exclusivamente para oferta de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs) na modalidade a distância. Até então, a instituição deveria também ter algum curso na modalidade presencial.

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Jornal Hoje | Investimento em educação cai quase 70% nos últimos cinco anos

Jornal Hoje | Investimento em educação cai quase 70% nos últimos cinco anos | Inovação Educacional | Scoop.it

A partir do ano que vem, o Governo quer implantar o mesmo currículo para as escolas públicas e particulares de todo o Brasil para igualar a educação básica. Mas, para especialistas ouvidos pelo JH, o investimento na educação pública é muito pequeno.

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Como a Inteligência Artificial pode ajudar o Governo a ser mais eficiente?

Como a Inteligência Artificial pode ajudar o Governo a ser mais eficiente? | Inovação Educacional | Scoop.it

Que o brasileiro não está (talvez nunca esteve) feliz com os serviços públicos que recebe em troca dos impostos que paga não é novidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que somos o segundo povo mais insatisfeito com o atendimento prestado pelo Executivo com um índice de 70%, apenas 1% atrás dos mexicanos, que lideram o ranking da reclamação.
Com notas de 0 a 10 em uma outra pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas realizada em São Paulo e no Rio de Janeiro, os piores serviços públicos avaliados foram saúde, com nota 3,2, e segurança, com 3,6. Transporte recebeu 4,7 e universidades ficou com 4,6, mesma nota de escolas e creches.
Caso a média fosse 5 estavam todos reprovados.
Os números mostram que a equação (altos impostos + má gestão dos recursos públicos + serviços de baixa qualidade) = (insatisfação + desperdício + corrupção). Essencialmente, o maior desafio na gestão pública está na captura e análise de dados para estruturar planejamentos mais eficazes que resultem em um melhor atendimento ao cidadão.
Processar exabytes de informações e transformá-las em indicadores que aprimorem e acelerem a engrenagem da máquina pública se tornou o maior desafio dos governantes. Justiça seja feita, o e-gov (governo eletrônico) já vem fazendo avanços importantes no Brasil com a estruturação de serviços em canais digitais.

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Digitalização da economia traz novos desafios ao sistema de propriedade intelectual

Digitalização da economia traz novos desafios ao sistema de propriedade intelectual | Inovação Educacional | Scoop.it

Debater os avanços do sistema brasileiro de propriedade industrial e as perspectivas internacionais para o país foi o foco do 2o Seminário de Propriedade Intelectual, realizado nesta terça-feira (8), em São Paulo. O evento é uma iniciativa do Programa de Propriedade Intelectual para o Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A abertura do Seminário foi realizada pelo diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, que mencionou os avanços pelos quais tem passado o sistema brasileiro de propriedade intelectual na área de cooperação internacional, além da desburocratização. Segundo Abijaodi, diante da digitalização da economia, o sistema de propriedade intelectual terá novos desafios. “O período recente revela outras importantes mudanças no cenário internacional para a propriedade intelectual. A capacidade de a indústria brasileira competir internacionalmente dependerá da habilidade de promover a transformação digital”, explicou.

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Analfabetismo cai em 2017, mas segue acima da meta para 2015

Analfabetismo cai em 2017, mas segue acima da meta para 2015 | Inovação Educacional | Scoop.it

A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, mas não alcançou o índice de 6,5% estipulado, ainda para 2015, pelo Plano Nacional de Educação (PNE). As informações estão no módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgado hoje pelo IBGE.
Em números absolutos, a taxa representa 11,5 milhões de pessoas que ainda não sabem ler e escrever. A incidência chega a ser quase três vezes maior na faixa da população de 60 anos ou mais de idade, 19,3%, e mais que o dobro entre pretos e pardos (9,3%) em relação aos brancos (4,0%).
Quatorze das 27 unidades da federação, porém, já conseguiram alcançar a meta do PNE, mas o abismo regional ainda é grande, principalmente no Nordeste, que registrou a maior taxa entre as regiões, 14,5%. As menores foram no Sul e Sudeste, que registraram 3,5% cada. No Centro-Oeste e Norte, os índices ficaram em 5,2% e 8,0%, respectivamente.

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