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Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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O Brasil deve eleger a capacitação em Ciência, Tecnologia e Inovação como uma de suas prioridades 

O Brasil deve eleger a capacitação em Ciência, Tecnologia e Inovação como uma de suas prioridades  | Inovação Educacional | Scoop.it

Por Luciano Sathler

O desenvolvimento de competências para ciência, tecnologia e inovação (CTI) é algo fundamental. Mais: é urgente e deve ser priorizado para a transformação da realidade socioeconômica brasileira.

Durante meus estudos de mestrado e doutorado, tive o privilégio de conviver com pesquisadores que, à sua profunda erudição e elevado rigor científico, somavam uma visão instigante de mundo, que mobilizava estudantes a refletirem sobre si mesmos e sobre a sociedade.

Um desses mestres foi o economista Ladislau Dowbor, cuja história de vida se soma a uma vastidão de conhecimentos e profícua produção científica – características que o permitem ser reconhecido internacionalmente. Seu foco principal? Enfrentar a pobreza e combater a desigualdade. Via de regra, Ladislau não é considerado simpatizante das políticas defendidas pelo Banco Mundial e outros órgãos multilaterais. Mas sempre teve abertura intelectual o suficiente para analisar os dados publicados por essas instituições – seja para refutar, criticar ou demonstrar fatos que saltavam aos olhos.

Na mesma linha crítica do mestre Ladislau, quero refletir sobre uma de 2008, escrita por autores designados pelo Banco Mundial, com o título “Science, technology, and innovation: capacity building for sustainable growth and poverty reduction”. Na data em escrevo está disponível para download aqui.

O trabalho advém do Fórum Global de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado em fevereiro de 2007, nos Estados Unidos. O objetivo foi discutir estratégias, programas e políticas para ampliar a capacidade científica, tecnológica e de inovação nos países empobrecidos, para promover o crescimento sustentável e, consequentemente, a redução da pobreza. Vejamos alguns tópicos:

  • Redução de pobreza e caminhos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis promulgados pela ONU – Para que consigam aplicar Ciência, Tecnologia e Inovação na resolução de seus problemas, as comunidades locais devem ser participantes ativas no processo de desenvolvimento – e não meramente destinatários passivos da tecnologia desenvolvida por outros povos. O empreendedorismo e as habilidades de marketing também são importantes. Mas sem a capacidade de desenvolver soluções tecnologicamente superiores ou inovadoras, ambas serão competências que não garantirão sucesso na construção das capacidades produtivas dos países.
  • Ampliação do valor agregado aos recursos naturais exportados – Embora possa parecer paradoxal num primeiro momento, muitos economistas consideram a oferta abundante recursos naturais como um potencial problema. O raciocínio sugere que a abundância desacelera o crescimento e dificulta a diversificação econômica. É preciso escapar desse ciclo vicioso. Para isso, os países têm que desenvolver competências adequadas de CTI para que as organizações locais tenham a capacidade de produzir e exportar mais bens e serviços de maior intensidade tecnológica. Fundamental é que cientistas, empreendedores e demais trabalhadores estejam aptos para executar tarefas mais complexas, que pedem melhor formação e espaço para a criatividade.
  • Atualização tecnológica e captura da vantagem do retardatário – Os países empobrecidos são, atualmente, os retardatários tecnológicos – uma desvantagem frente aos países ricos no que diz respeito à capacidade em CTI. Porém, isso não significa uma condenação permanente que empurre as nações pobres para trás. É possível diminuir o fosso e recuperar terreno se houver aprendizagem, convertendo o atraso em vantagem. Por exemplo: os retardatários não têm que inventar a maioria das tecnologias de produção ou processos a serem adotados. Nem precisam começar com a tecnologia mais antiga e trilhar o mesmo histórico de progressão que os países mais ricos seguiram. É possível saltar e mover-se diretamente para as tecnologias mais avançadas. Essa rápida progressão tecnológica pede o desenvolvimento interno da capacidade de encontrar tecnologias existentes, adaptá-las para uso local e incorporá-las ao processo produtivo. É o que a China tem feito nas últimas décadas.
  • O papel da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – Já existem muitas tecnologias que podem colaborar para reduzir a pobreza, agregar valor às exportações e atualizar a proficiência tecnológica da população em nações empobrecidas. É comum que muitas estejam com seu uso difundido nos países ricos. Portanto, uma das primeiras tarefas no desenvolvimento da CTI deve ser voltada ao uso e adaptação das tecnologias existentes. Para a maioria, isso requer o desenvolvimento de competências técnicas e profissionais no campo das ciências, tecnologias, engenharias, artes e matemática – conhecido pela sigla em inglês Steam. Não significa a ideia de que nenhum papel há para P&D nas fronteiras do conhecimento. Mas somente que os dois tipos de esforços devem estar previstos nas políticas públicas e iniciativas privadas de inovação.

Dentre as conclusões principais do Fórum, destaco:

O Ensino Fundamental de boa qualidade é essencial, mas não suficiente. Nenhum país terá condição de melhorar suas condições socioeconômicas se não cuidar da qualidade e inclusão no Ensino Médio e na Educação Superior. O pensamento que defende serem os salários baixos um diferencial competitivo não se sustenta diante da crescente automação dos trabalhos manuais e repetitivos.

A centralidade das mulheres para a redução da pobreza exige que o combate à Desigualdade de Gênero seja priorizado nas estratégias para o desenvolvimento das competências para CTI.

Desenvolver competências para CTI é muito mais do que focar apenas em tecnologias de ponta. As necessidades locais em países empobrecidos pedem um olhar também para as questões mais básicas, tais como saneamento básico, economia ambiental, doenças tropicais, desnutrição e combate à violência. Soluções intensivas de tecnologia concebidas ou adaptadas para temas como esses têm elevado potencial de gerar maior prosperidade e competitividade.

DIMENSÕES DA CAPACITAÇÃO EM CTI

O infográfico a seguir apresenta quatro dimensões necessárias à capacidade para a CTI: pessoas competentes; empreendedorismo, organizações e ecossistema de inovação. Confira no infográfico acima.

Mesmo que um país empobrecido aumente drasticamente o tamanho, a qualidade e seu esforço de pesquisa, é improvável que o sistema local de P&D gere mais do que uma pequena fração do total de conhecimento necessário para mudar a matriz socioeconômica. Portanto, a maioria do conhecimento que qualquer nação vai precisar será produzido por outros.

Como resultado, o desenvolvimento da capacidade de identificar, localizar, adquirir, adaptar e adotar esse conhecimento existente deve ser um componente indispensável da capacidade em CTI.

E a capacidade de produzir e usar novos conhecimentos por meio de P&D? Bem, ela implica na capacidade de conduzir a pesquisa básica de alto nível, sozinhos ou em parceria com os principais institutos globais de P&D. Ou ser capaz de encontrar novas maneiras de resolver problemas locais como, por exemplo, sistemas de filtragem de nanotecnologia para fornecer água potável ou biogás como alternativa energética.

O Brasil deve eleger a capacitação em CTI como uma de suas prioridades. Não há outro caminho, a não ser mudar a forma como são administrados os sistemas de educação, para incorporar também nestes a inovação – na gestão, nas parcerias, nas metodologias, nos conteúdos, nos espaços e nas relações.

Publicado originalmente por Desafios da Educação, em 28 de março de 2018.

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O que fazer para evitar que o ambiente de trabalho literalmente nos mate

O que fazer para evitar que o ambiente de trabalho literalmente nos mate | Inovação Educacional | Scoop.it

Não há dúvida de que o local de trabalho vem deixando as pessoas doentes e causando até mesmo mortes - e isso é motivo de preocupação. Com o aumento dos custos de saúde em todo o mundo, nossa "segunda casa" tornou-se um importante problema de saúde pública.
"Seu chefe tem papel mais importante em sua saúde do que seu médico de família", diz Bob Chapman, CEO da empresa de tecnologia Barry-Wehmiller.
O Fórum Econômico Mundial estima que cerca de três quartos dos gastos com saúde em todo o mundo estejam associados a doenças crônicas e doenças não transmissíveis, responsáveis por 63% de todas as mortes.

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DESIGN THINKING NA EDUCAÇÃO

Se você não é um designer, ao ler a frase acima provavelmente pensou algo como “essa coisa de design é para artistas e pessoas criativas; não serve para mim”. Felizmente, não é bem assim.

É verdade que o termo “design” está ligado à criação de objetos, produtos, ambientes e projetos gráficos, mas, antes de mais nada, é importante entender um pouco mais dos conceitos por trás dessa palavra.

O norte-americano Louis Sullivan foi o primeiro arquiteto modernista que defendeu a máxima d
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ENSINO HÍBRIDO

ENSINO HÍBRIDO | Inovação Educacional | Scoop.it
Por isso, vamos mergulhar no universo do Ensino Híbrido, uma metodologia que tem sido testada, modificada e aprimorada nas últimas décadas para atender aos anseios da nova geração de jovens (e educadores!), que estimula a cultura empreendedora, a criatividade e busca por soluções. Sempre em movimento, assim como pedem os novos tempos.
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BNCC: como criar currículos escolares adequados aos desafios do século XXI

Para a educadora Guiomar Namo de Mello, um dos maiores desafios que surgem com a BNCC é o desenvolvimento de currículos que, de fato, preparem os alunos para o novo mercado de trabalho. “O desafio é grande e o Brasil tem pouca tradição em criação de currículo. Temos grandes curriculistas, mas são exceções em um país com 2,5 milhões de professores , 200 mil escolas e 50 milhões de alunos. Teríamos que ter essa expertise de planejamento e gestão curricular espalhada pelas escolas do Brasil”, explica.
Segundo Guiomar, a solução começa com o estudo aprofundado da BNCC. Além disso, vale uma análise crítica da atuação em sala de aula sob a ótica da Base Nacional e investimento na formação dos educadores. “É preciso que o professor tenha uma postura mais empreendedora. Se os educadores não são empreendedores, como vão formar alunos com esse perfil?”, questiona.
Em entrevista ao CER, Guiomar falou sobre a formação dos estudantes para os novos desafios do mercado de trabalho. Veja:

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Empreendedorismo na universidade: realidade das startups dentro da universidade

Empreendedorismo na universidade: realidade das startups dentro da universidade | Inovação Educacional | Scoop.it
Em 2017, alunos universitários do Paraná ganharam um incentivo a mais para desenvolverem o empreendedorismo na universidade: o Startup Garage. O programa piloto foi realizado na Uniguaçu, em parceria com o Sebrae, para apoiar ideias de negócios dos estudantes.

A ideia é que os projetos inscritos passem por etapas de capacitação e triagem ao longo de seis meses. Isso inclui mentorias de professores da universidade e de especialistas do Sebrae. Para isso, a aceleração compreende desde a fase de amadurecimento das ideias até a consultoria de mercado e financeira. Assim, os alunos são orientados ainda sobre formação de equipes de trabalho e, ao final do ciclo, duas startups são selecionadas.

Estudantes de todos os cursos podem participar. Por isso, todas as graduações oferecem a disciplina de empreendedorismo. Assim, a iniciativa reforça a importância do ensino acadêmico do empreendedorismo com experiências práticas, abrindo as portas da universidade para o mercado.

Saiba mais sobre o Startup Garage e as iniciativas do Sebrae Paraná para o empreendedorismo na universidade nesta entrevista com o Diretor de Operações, Julio Cezar Agostini:
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Saiba como se tornar um professor mais empreendedor

Saiba como se tornar um professor mais empreendedor | Inovação Educacional | Scoop.it
A educação empreendedora vem ganhando cada vez mais espaço nos currículos escolares e atividades acadêmicas. Escolas, professores e alunos se familiarizam com o conceito e conseguem se desapegar de uma antiga ideia sobre empreender. Ser empreendedor não é apenas ser dono do seu próprio negócio, mas ter a mentalidade voltada para a solução de problemas e o serviço à sociedade de forma positiva.

Um dos princípios da mentalidade empreendedora é a proatividade em relação à mudança. Isso significa não esperar as condições ideais de dinheiro e infraestrutura ou que a motivação venha sempre de fatores externos. Essas lições são muito importantes para o futuro profissional dos alunos, mas também para os educadores.

Assim, veja algumas dicas para se tornar um professor mais empreendedor e trazer novos ares à sua carreira:
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Tecnologias e inclusão social: juntas pela educação do futuro

Tecnologias e inclusão social: juntas pela educação do futuro | Inovação Educacional | Scoop.it
Coordenador do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o professor doutor Klaus Schlünzen Junior é especialista em temas como a formação de professores, o uso de ferramentas digitais na educação e de tecnologias da informação na comunicação. Além disso, é de autor do livro Aprendizagem Cultura e Tecnologia e co-autor de Inclusão Digital: tecendo redes afetivas-cognitivas.

Na 25a edição do Bett Educar, que aconteceu em maio de 2018 (saiba como foi), o professor Klaus falou aos educadores presentes sobre o emprego das tecnologias na construção de uma educação mais personalizada, atenta às diferenças de cada estudante e, consequentemente, na promoção de maior inclusão social nas instituições de ensino. Durante o evento, concedeu entrevista para o CER, confira:
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Educação urbana: como a Alemanha inclui as cidades na educação infantil

Educação urbana: como a Alemanha inclui as cidades na educação infantil | Inovação Educacional | Scoop.it
Foi durante uma atividade na escola que a pequena Josephine Hebling começou a questionar a participação de crianças no desenvolvimento de políticas públicas. Incentivada por uma educadora, a menina criou o Conselho Consultivo de Crianças, que debate e leva propostas para os órgãos públicos da cidade de Freiburg. Juntas, as crianças já conseguiram pleitear a ativação do cinema da cidade e a construção de um ginásio.

O Conselho Consultivo de Crianças não é uma iniciativa isolada em Freiburg. Isso porque a cidade que já é reconhecida por ser ‘amigável’ aos pequenos. Já nos anos de 1990, a administração local demonstrava interesse em incluir as crianças na dinâmica urbana. Assim, encomendou uma pesquisa para mapear a ação delas no espaço urbano. Em 2004, foi criado o projeto Detetives do Bairro (Stadteildetektive). Ele foi utilizado para que os pequenos pudessem apontar obstáculos em seus caminhos corriqueiros e sugerir melhorias para facilitar seu deslocamento nas vias urbanas.
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Como o esporte pode levar empreendedorismo à sala de aula

Como o esporte pode levar empreendedorismo à sala de aula | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma das maiores riquezas do esporte é o espírito de coletividade. Não é a toa que nos últimos anos a palavra “time” é muito usada em empresas para designar a equipe de trabalho. Para que os melhores resultados sejam alcançados, é preciso que todos trabalhem como um time, em que cada um tenha um papel fundamental na execução da estratégia final. No esporte, a vaidade dá lugar à colaboração e à parceria. Ao mesmo tempo, os atletas devem conhecer seu corpo e seus limites, se preparando individualmente para entregar a melhor performance possível.

Ao falar sobre esporte com seus alunos, lembre-se que seu papel é o de um treinador. Você deve ser capaz de mapear as forças e fraquezas na equipe e desenhar estratégias coletivas em que cada um possa ter o seu potencial desenvolvido. Dê uma meta aos jovens e deixe que eles debatam entre si quais as formas de fazer para alcançar o melhor resultado possível. Ajude-os a entender seu papel na estratégia final e reforce a importância do autoconhecimento para o sucesso.
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Conheça o portal de educação do IBGE

Imagine o maior instituto de estatística do país trabalhando a favor da educação! Isso já é realidade: o IBGEduca, portal do IBGE, reúne dados e informações valiosas para os professores sobre as crianças e os jovens brasileiros e oferece ferramentas de pesquisa para os estudantes. O site também incentiva a interação entre os usuários, favorecendo a troca cultural e o aprendizado.
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Saiba qual é o perfil dos novos empreendedores brasileiros

Saiba qual é o perfil dos novos empreendedores brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it
Análise do perfil do novo empreendedor brasileiro em 2017 com taxas relacionadas à idade, sexo, renda, faturamento e muito mais
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Ebook: Internet e Aprendizagem

Ebook: Internet e Aprendizagem | Inovação Educacional | Scoop.it
Entenda o que é o eletronic learning (aprendizagem eletrônica), a realidade dessa modalidade de ensino no Brasil e o papel do professor!
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Uso de tecnologia para fins pedagógicos

Uso de tecnologia para fins pedagógicos | Inovação Educacional | Scoop.it
Na tabela abaixo, as colunas de (1) a (4) mostram as respostas dos professores de 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas para uma pergunta a respeito do uso de programas e/ou aplicativos de computador para fins pedagógicos.

Em geral, apenas 14% dizem que não usam tecnologia porque a escola não possui, ou seja, não parece ser um problema de falta de infraestrutura. Essa porcentagem é tanto menor quanto melhor o desempenho dos alunos em Matemática. Somando as colunas (1) e (2), observa-se que quase 1 em cada 3 professores não usam tecnologia no dia-a-dia. Na outra ponta, 24% dos professores dizem que usam sempre ou quase sempre.

Ter tecnologia à disposição é condição necessária, mas está longe de ser suficiente para que os alunos tomem proveito disso. As colunas (5) e (6) mostram que é bastante alta a porcentagem de professores que dizem necessitar de aperfeiçoamento profissional para o uso pedagógico de tecnologia de informação e comunicação: na média, 41% precisam de aperfeiçoamento em nível moderado e 26% em nível alto. Mesmo no nível mais alto de desempenho dos alunos, 5º quintil da distribuição de notas, aproximadamente 2 em cada 3 professores afirmam precisar de treinamento.

Os dados sugerem que, embora as tecnologias já comecem a estar presentes na maioria das escolas, o número de professores que as utilizam com frequência não chega a 30%.  Ao mesmo tempo, quase 70% dos professores afirmam necessitar de maiores orientações para fazer uso das mesmas.
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Ferramentas - Educação Empreendedora

Ferramentas - Educação Empreendedora | Inovação Educacional | Scoop.it
Aqui você pode fazer o download de ferramentas importantes para colocar a Educação Empreendedora em prática no seu dia a dia.
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Edtech Startups

O mundo das startups tem revolucionado os negócios com inovação, tecnologia, trabalho colaborativo, metodologias ágeis e soluções de impacto à sociedade. Toda essa efervescência tem beneficiado também a educação, com novos modelos de aprendizado, ferramentas digitais de estudo e interação, soluções para a implementação de tecnologia em sala de aula e para levar conteúdo de qualidade a locais de difícil acesso.

A educação tem se mostrado um nicho tão promissor para os empreendedores, que as startups do segmento têm até nome específico: Edtech Startups. Vamos aprofundar no conceito das Edtech Startups e como tirar melhor proveito delas para promover uma educação mais empreendedora. As vantagens são inúmeras e os alunos e educadores agradecem!
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Mundo Maker: mãos na massa para um aprendizado significativo

Mundo Maker: mãos na massa para um aprendizado significativo | Inovação Educacional | Scoop.it
Pregos, martelo, canos de PVC. Se esses objetos parecem muito distantes da sua sala de aula, está na hora de rever seus conceitos. Ferramentas manuais, equipamentos de fabricação digital, de robótica e de programação fazem parte do dia a dia dos alunos da Mundo Maker, um espaço de aprendizagem criativa fundamentada na cultura maker.

A metodologia baseada em projetos permite que o aluno crie uma relação diferente com o objeto de estudo. Assim, parte da análise de quatro aspectos: objetivo, justificativa, metodologia e recursos necessários para o projeto. Na Mundo Maker, o aprendizado acontece aos pares e segundo a abordagem do passageiro, que consiste na alternância de papéis entre os condutores, que colocam as mãos na massa, e os passageiros, responsáveis por darem sugestões e ideias.

Entre as habilidades desenvolvidas pela educação maker oferecida na escola, estão:

Cooperação
Pensamento crítico
Criatividade
Trabalho em equipe
Resolução de problemas
Planejamento
Autonomia
Resiliência
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Curso de programação para meninas: tecnologia que transforma

Curso de programação para meninas: tecnologia que transforma | Inovação Educacional | Scoop.it
A participação feminina nas carreiras de tecnologia vem caindo ano a ano. Em 1995, 35% dos profissionais de Ciências da Computação eram mulheres. Atualmente, são 24%. Com isso, se nada for feito a respeito, em 2027 serão apenas 22%. Os dados são da Girls Who Code (Meninas que Programam, em tradução livre). A organização sem fins lucrativos oferece curso de programação para meninas desde 2012. Assim, encoraja a participação de mulheres na computação.

O objetivo da Girls who Code é reverter o quadro e garantir equidade de gênero na computação até 2027. Para isso, a organização oferece aulas regulares e programas de imersão de 2 ou 7 semanas. Além disso, as alunas também têm a possibilidade de participar de comunidades que auxiliam na continuidade dos estudos, entrada na universidade e no mercado de trabalho. A iniciativa teve início com 20 garotas em Nova York. Atualmente, já beneficiou cerca de 90 mil meninas norte americanas. A pessoa por trás da ideia da Girls Who Code é Reshma Saujani que, além de CEO, é ativista, advogada, escritora e política americana.
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Conheça os cinco primeiros colocados no ‘Nobel’ da educação

Conheça os cinco primeiros colocados no ‘Nobel’ da educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Considerado o maior prêmio para educadores, o Global Teacher Prize foi criado em 2014 com o objetivo de elevar o status da profissão de educador, reconhecendo iniciativas inspiradoras e transformadoras ao redor do mundo. Confira algumas iniciativas dos cinco primeiros colocados da edição de 2018 e inspire-se!
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Aprendizado baseado no fazer: entrevista com Mariana Pachaly

Aprendizado baseado no fazer: entrevista com Mariana Pachaly | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma mesa, algumas cadeiras, um líder na cabeceira, vários profissionais brilhantes e uma missão. A receita é simples, mas os resultados são surpreendentes. A Mesa e Cadeira é uma empresa que acredita no aprendizao baseado no fazer. Ela foi criada em 2011, para resolver desafios únicos de empresas em apenas poucos dias. Para isso, tem uma dinâmica fortemente orientada pela prática e trabalho em equipe.  

Conversamos com Mariana Pachaly, líder de Mesa na empresa, sobre o processo de prototipação e o aprendizado baseado no fazer, que tem dado origem a soluções inovadoras no mercado. A ‘fórmula’ de trabalho da empresa tem muito a ensinar sobre aprendizado, engajamento, criatividade, autonomia e trabalho em equipe, aspectos fundamentais na educação empreendedora. Confira:
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Novo ensino médio: desafios para educadores e escolas

Novo ensino médio: desafios para educadores e escolas | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre as disciplinas optativas, os jovens poderão escolher concentrar seus estudos em cinco áreas:

Linguagens e suas tecnologias
Matemática e suas tecnologias
Ciências da natureza e suas tecnologias
Ciências humanas e sociais aplicadas
Formação técnica e profissional
Como resultado, os itinerários formativos darão aos alunos a oportunidade de direcionar o aprendizado para suas áreas de interesse. Como resultado, pretende-se aproximar o conhecimento dos últimos anos escolares das demandas do mercado de trabalho. “Ainda não há como assumir um lado ou outro em relação à reforma do ensino médio. O que sabemos é que a reforma pode representar uma disrupção necessária nesse momento da educação”, comenta Miguel Thompson, diretor geral do Instituto Singularidades, educador e ex-consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Nações (Pnud).

Em entrevista ao CER, Miguel fala sobre a oportunidade que o novo ensino médio traz. Segundo ele, é uma chance de trabalhar as competências dos alunos. Além disso, ele explica como a revolução digital traz impactos à economia criativa à educação, sem contar as mudanças de empregabilidade. Confira no vídeo a seguir:
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Perestroika: 5 lições de criatividade na educação

Ela se intitula a “pior escola do mundo”. Mas a verdade é que a Perestroika é uma referência no Brasil em educação criativa e, aos poucos, está ganhando o mundo – os cursos já foram levados ao Vale do Silício e a Portugal.

Fundada em 2007, em Porto Alegre, a Perestroika tem o objetivo de construir um novo modelo de educação (Perestroika, em russo, significa reconstrução). Assim, evita seguir padrões ou exigências dos órgãos reguladores. Além de Porto Alegre, atualmente a escola tem sede em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, e conta um portfólio de cursos online.

Mas, o que a Perestroika apresenta de diferente? Selecionamos cinco curiosidades da escola que são verdadeiras lições de educação criativa.
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Formação de professores: os desafios no contexto da educação empreendedora

Formação de professores: os desafios no contexto da educação empreendedora | Inovação Educacional | Scoop.it
Para Luiz Miguel Garcia, presidente da União de Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo (Undime/SP), o desafio começa na própria concepção das instituição de ensino. Segundo ele, as escolas não podem mais se limitar ao espaço geográfico intramuros e nem à transmissão de conhecimento. Isso vale, principalmente, para as discussões que envolvem a implantação do modelo de escola integral. “A educação é integral quando há integralidade no conhecimento. Não quando o aluno passa sete horas em um mesmo lugar.  Isso é escola em tempo integral”, explica.

Nesse contexto, há uma preocupação maior com desenvolvimento integral e da postura empreendedora nos jovens. Como resultado, é importante que o professor seja um líder com uma atuação sistêmica, capaz de entender o aluno em sua individualidade e ter, ao mesmo tempo, visão do todo. “Ele deve fazer uma leitura crítica do processo de aprendizado, ter ousadia, coragem e autonomia, estar empoderado. Assim, ele ajuda a desenvolver nos jovens um olhar crítico para o mundo em que vivem”, completa Luiz.

Além disso, outra postura esperada do professor é estar aberto ao inesperado, disposto a correr riscos – e isso deve estar nos programas de formação de professores. “Dar certo não necessariamente significa chegar onde você esperava chegar. A educação não é um caminho certo”, explica.
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Universidades de portas abertas para o mercado

Universidades de portas abertas para o mercado | Inovação Educacional | Scoop.it

Implantar uma educação empreendedora nas universidades depende da mudança de mentalidade da equipe de gestão, do corpo docente e dos alunos. Todos os envolvidos devem aceitar os novos modelos de aprendizagem e avaliação. Mas outro fator pode fazer toda a diferença: a abertura ao mercado. Abrir as portas das universidades a empresas pode enriquecer o ensino acadêmico. Assim, o empreendedorismo pode deixar de ser somente uma disciplina isolada e se aproximar das verdadeiras práticas empreendedoras.  
O primeiro passo é repensar o currículo acadêmico. Assim, é necessário incorporar disciplinas e atividades que preparem os alunos para os desafios reais vivenciados no mercado de trabalho. Os programas de estágio, por exemplo, podem se tornar mais estratégicos e alinhados ao aprendizado em sala de aula. Uma boa ideia é propor que o estagiário desenvolva um projeto final para a empresa empregadora em parceria com o professor ou um orientador.

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Educadores do século XXI - entrevista com Fernando Mesquita

Educadores do século XXI - entrevista com Fernando Mesquita | Inovação Educacional | Scoop.it

Fernando Mesquita é psicopedagogo, mestre em educação e especialista em liderança educacional pela McGill University. Atualmente, ele faz uma pesquisa sobre a cidadania digital nos currículos escolares em seus estudos de doutorado e é diretor educacional do Colégio Internacional de Curitiba, escola que tem se destacado pelo investimento na formação de professores, a partir das vivências com os alunos em sala de aula e altamente orientada pela prática.
Em entrevista ao CER, ele comenta o novo cenário da educação, do ponto de vista dos educadores e os desafios de uma formação continuada de qualidade, que incorpore as competências exigidas no século XXI.
1 – Quais os principais desafios enfrentados por professores nas salas de aula nos dias de hoje, em que alunos têm acesso a uma infinidade de recursos e fontes de informação?
Eu diria que o desafio do professor de hoje em dia é ressignificar o seu papel na sala de aula. Com o amplo acesso dos alunos às novas tecnologias da informação e da comunicação, a principal função do docente é ser um modelo de aprendiz para a vida toda, um eterno pesquisador da sua prática, dos seus alunos, da disciplina que ministra e da educação no geral. A atribuição do professor na atualidade é, portanto, ensinar o aluno a ‘aprender a aprender’, para que esse estudante conquiste a autonomia intelectual. Palestrar e simplesmente oferecer respostas às perguntas dos alunos já não respondem mais às demandas da educação atual.
O professor que consegue preparar os seus alunos para os desafios do século XXI é curioso, é conectado e tem sede por aprender mais. Os nossos jovens precisam sentir a sede por construir novos conhecimentos e novas competências em contextos relevantes e com plenas condições para explorarem suas próprias perguntas e se familiarizarem com processos de resolução de problemas.

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Educação de qualidade demanda bons professores e gestores 

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O sucesso da educação de Singapura se deve a uma cultura que prioriza aprendizagem, a um investimento sólido em professores, que são preparados para a profissão e não só para compreender teorias, e a uma política educacional voltada para a excelência com equidade, ou seja, para alto desempenho, sem deixar ninguém para trás.
Em outros termos, o que se busca é realizar a grande promessa da educação: a de que haverá igualdade de oportunidades não só no discurso, mas na prática. 
Parece óbvio, mas não é: toda vez que pensamos em excluir alunos que não aprendem em vez de pensar em estratégias de ensino com altas expectativas, voltadas ao aprendizado de cada um, estamos contribuindo para agravar as desigualdades.

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