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Nem epígono, nem leigo. Música nas mídias a partir da perspectiva de uma diletante.
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K-power, o poder do K-pop pelo mundo.

K-power, o poder do K-pop pelo mundo. | diletantemusical | Scoop.it

PSY, Super Junior e 2NE1 têm 3 dos 6 vídeos mais vistos no YouTube em julho de 2012 é o que notifica o site KBOX. Aos que se interessavam minimamente pela cultura asiática uns anos atrás, conheciam o cenário musical do k-pop constituído de batidas e coreografias incríveis, hoje ganha força nas mídias e alcança um público de nível mundial. A musa do K-pop, até então, era a BoA; porém, agora temos as meninas sul-coreanas do 2NE1 liderando o ranking com a ajuda da produção de ninguém menos que Will.i.am. – aos que não sabem, além de rapper, cantor, compositor, Will.i.am. é também um dos grandes produtores dos EUA; já produziu Michael Jackson, U2, Rihanna, Britney Spears, Nicki Minaj, Justin Timberlake, entre outros.

Super Junior é uma das boy band, também sul-coreana, que lidera o ranking com suas belas performances ao vivo, com coreografias bem sincronizadas, e também pelo impacto visual de seus integrantes que mudam a todo momento.

PSY é um rapper, também sul-coreano, que faz bom uso do humor em seus trabalhos, como podemos ver no vídeo clipe da música “Gangnam Style”; que hoje é febre nas mídias, participou de grandes programas de TV, como The Ellen Degeneres Show, Extra, Good Sunday: X-man, The Golden Fishery e Saturday Night Live.

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Cantoras sem almas ou crítico sem argumento?

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O crítico, Sergio Martins, fala sobre o novo lançamento de artistas como Joss Stone, Amy Winehouse, Duffy e Adele, rotuladas como novas divas da “soul music”. É compreensível o ponto de vista do crítico, mas convenhamos que não há tanta relevância em sua hostilidade, tanto no artigo que foi publicado na revista Veja quanto a este vídeo. Hostilidade e uma leve ignorância em afirmar que Adele produziu um álbum em prol de seu excesso de peso, qualquer um que já tenha lido ou assistido a uma entrevista da cantora sabe que o álbum foi feito por conta da separação. Além disso, afirmar que essas cantoras não possuem alma quando cantam é no mínimo equivocado. O motivo de sua irrelevância é simples, o escopo da crítica de Sérgio Martins nada mais é que o uso equivocado do termo "soul music" e do "jazz", de fato, atualmente tem sido empregado de forma banal, que se distancia de seu conceito verdadeiro para o simples movimento da indústria musical. Porém, até aí, nem mesmo o crítico se deu ao trabalho de explicar a origem da "soul music" e os motivos reais, das cantoras mencionadas (Joss Stone, Amy Winehouse, Duffy e Adele) serem rotuladas de tal forma hoje. Pelo fato de não explicar de forma clara o seu ponto de vista, torna sua argumentação fraca, estúpida e faz com que os espectadores questionem o seu nível de conhecimento musical. Entre o século XVII e XIX, a “soul music” nasceu da miscigenação do sincretismo religioso africano com a música da Europa Ocidental; nos EUA, a fusão entre o protestantismo cristão dos africanos criou o chamado “lamento”, o spiritual, estilo musical considerado pelos negros o canto de lamentação, conhecido como “gospel”; então, o gospel se fundiu ao R&B e se tornou o que conhecemos por “soul music”. No século XX, a “soul music” se populariza, e na década de 50 e 60 a música caminha juntamente com os movimentos de liberalismo, regido por Martin Luther King e os Panteras Negras. Portanto, notamos que o surgimento do estilo musical continha uma realidade de peso histórico-social, fato que influenciava na criação das músicas; as músicas tinham como finalidade a sua liberdade de expressão perante as injustiças que ocorriam na época. Comparar as músicas, do mesmo gênero, do passado com o que temos hoje na mídia é querer fazer comparações nada brilhantes – quando ignorada a parte histórica. A banalização dos termos é algo comum da língua, a oralidade permite tal equívoco, porém, usar como argumento a falta de alma na maneira em que as cantoras contemporâneas têm de interpretar a “soul music” é um verdadeiro equívoco; uma coisa é a “soul music” do século XIX e XX, outra é a derivação do que temos da “soul music” hoje nas rádios e em outras mídias. Só porque as pessoas desconhecem o ‘verdadeiro’ (a origem) estilo “soul music” ou são ignorantes em tal assunto não é preciso menosprezar o talento dos artistas que buscam mantê-lo hoje no cenário. Reconhecer um bom artista é uma coisa, falar mal dele por conta da ignorância de seus fã só te torna um erudito, um saudosista-preconceituoso; e é importante salientar que os estilos musicais só nascem a partir da miscigenação de culturas, ideais; então, falar que Joss Stone, Amy Winehouse, Duffy, e Adele não seguem à risca o “manual de como ser a verdadeira alma da soul music”, sendo que não existe tal coisa, é utopia.

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