“Crash” americano pode frear economia globalizada
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“Crash” americano pode frear economia globalizada
O perfil de uma crise política mundial que pode acionar o gatilho de potências como a China e atingir em cheio a ascendente recuperação brasileira desenha-se na linha do horizonte. O detonador está localizado nos EUA. O presidente norte-americano, Barack Obama, e o líder da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, acusam-se mutuamente da falta de acordo entre democratas e republicanos sobre a crise da dívida federal. Enquanto Obama critica os conservadores por estes insistirem em cortes draconianos no orçamento, Boehner acusou o chefe de Estado de procurar um "cheque em branco" com o aumento do teto da dívida pública. Em discurso emitido pela televisão, Obama tentou conquistar a opinião pública e criticou duramente a intransigência republicana. Obama voltou a defender um meio-termo entre as medidas defendidas por cada um dos lados e ameaçou vetar o plano republicano se ele chegar à Casa Branca. No discurso que marcou a primeira vez que um presidente norte-americano fez declarações ao país sobre o aumento da dívida federal - que atingiu este ano 14,3 bilhões de dólares -, Obama alertou para uma "crise econômica profunda" no país, "causada quase inteiramente por Washington", se o novo limite da dívida federal não for aprovado. As negociações para procurar um acordo entre republicanos e democratas para a aprovação do novo limite da dívida estão estagnadas. Os EUA estão sob risco se a legislação não for aprovada rapidamente no Senado. Obama considera que este impasse "é um jogo perigoso" e pediu aos republicanos que fujam das divergências políticas com os democratas, para não prejudicarem o povo norte-americano. "Não podemos permitir que os americanos se tornem baixas involuntárias da guerra política em Washington". Mesmo que seja alcançado um acordo, o até agora intocável “rating” máximo da dívida norte-americana, de AAA, pelas três grandes agências moderadoras- Moody''s, Standard & Poor''s e Fitch – os EUA continuam sob risco de sofrer cortes, segundo defende Mohamed el-Erian, diretor-executivo da maior investidora em títulos, a Pimco. A Egan-Jones Ratings, uma agência menor, cortou o rating da dívida dos Estados Unidos para AA+, depois de a Moody''s ter a colocado sob vigilância. Tudo depende da credibilidade da medida negociada. A Standard & Poor's já ameaçou cortar o “rating”, se a solução apresentada pelos legisladores não for "factível" e se não trouxer reformas financeiras a médio prazo. El-Erian diz que mesmo uma decisão de última hora para evitar uma situação de descumprimento a curto prazo pode deixar a dívida pública vulnerável a cortes. Em mais um lance na queda de braço entre governo e oposição, o presidente Barack Obama confirmou que decretará moratória caso o Congresso não aprove a proposta de elevar o teto da dívida dos Estados Unidos e que vetará o plano dos republicanos de resolver a crise da dívida em duas etapas, caso esta seja aprovada no Congresso. O default de 2 de agosto é apenas mais um tempero na crise. Aumentar o limite de endividamento do governo federal dos EUA pode se revelar um péssimo negócio. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, cobrou dos líderes dos Estados Unidos e da Europa medidas urgentes para solucionar seus problemas de dívida soberana e evitar colocar a frágil recuperação global em colapso. Ela também afirmou que o FMI precisará de mais recursos para lidar com a crise financeira atual e com eventos futuros. Em Brasília, o ministro ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou preocupação com a situação da economia mundial. "Estamos passando por um momento delicado", disse.
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