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O Artista” brilha nos Globos de Ouro

O Artista” brilha nos Globos de Ouro | Coisas e Notícias | Scoop.it

Na 69ª edição dos Globos de Ouro, “O Artista” destaca-se com seis nomeações. “Os Descendentes” e “As Serviçais” seguem-no de perto e George Clooney assume-se como a estrela da grande noite com três nomeações.

A película francesa, que retrata a crise de uma estrela do cinema mudo, que teme a sua queda no esquecimento com a alvorada do cinema sonoro a Hollywood dos anos 20, é o filme mais popular da 69ª edição dos Globos de Ouro. A Associação de Imprensa Estrangeira (HFPA), promotora do evento, elegeu “O Artista” como um dos potenciais vencedores para os troféus de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhror Actor (Jean Dujardin), Melhor Actriz Secundária (Bérénice Bejo), Melhor Realizador e Melhor Argumento (Michel Hazanavicius).

 

«As Serviçais» vai a jogo com cinco nomeações. Nomeado para Melhor Filme, na categoria de Drama, Melhor Canção Original (“The Living Proof”) e, distinguindo desempenho do elenco com Viola Davis, nomeada na categoria de Melhor Actriz (Drama) e da dupla Jessica Chastain e Octavia Spencer nomeadas para a categoria Melhor Actriz Secundária, o filme de Tate Taylor é um dos maiores adversários d’”O Artista”. «Os Descendentes» atendem à cerimónia com o mesmo número de nomeações: Para Melhor Filme (Drama), Melhor Realizador (Alexander Payne), Melhor Argumento, Melhor Actor (George Clooney) e Melhor Actriz Secundária (Shailene Woodley), revela-se um potencial vencedor na 69ª edição dos Globos.

 

No entanto, a estrela dos Globos de Ouro é George Clooney, que se destaca com três nomeações. A direcção do filme “Nos Idos de Março” valeu-lhe duas nomeações, uma para Melhor Realizador e outra para Melhor Argumento, já o drama “Os Descendentes” lançam-no ao globo de Melhor Ator (Drama). Glenn Close está, a par de George Clooney, duplamente nomeada. “Albert Nobbs”, um filme sobre uma mulher que se vê obrigada a passar por um homem para sobreviver na Irlanda do século XIX, deu-lhe uma nomeação directa para o Globo de Melhor Actriz (Drama) e outra como autora de “Lay Your Head Down”, nomeada para o troféu de Melhor Canção Original pelo mesmo filme. Morgan Freeman vai receber o prémio de carreira Cecil B. De Mille, uma distinção feita todos os anos na cerimónia.

 

Ao contrário dos outros anos, este ano, na categoria de Melhor Filme (Drama) competem seis filmes em vez dos habituais cinco. “Os Descendentes”, “Cavalo de Guerra”, “Moneyball - Jogo de Risco”, “Nos Idos de Março”, “As Serviçais” e “A Invenção de Hugo”. Já na categoria de Melhor Filme (Comédia ou Musical), estão nomeados “50/50”, “O Artista”, “A Melhor Despedida de Solteira”, “Meia-Noite em Paris” e “A Minha Semana com Marilyn”.

 

Na categoria de Melhor Longa-Metragem de Animação encontram-se “As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne”, “Arthur Christmas”, “Carros 2”, “O Gato das Botas” e “Rango”. Nenhum destes filmes conquista o favoritismo da HFPA, pelo que não há um projecção possível para a vitória desta categoria.

 

Para o globo de Melhor Filme Estrangeiro vão “The Flowers of War”, de Zhang Yimou, “O Miúdo da Bicicleta” dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, “Uma Separação” de Ashgar Farhadi, o espanhol “A Pele Onde eu Vivo” de Pedro Almodóvar e “In the Land of Blood and Honey”, o primeiro filme realizado por Angelina Jolie com uma história de amor passada na Guerra da Bósnia como pan9+o de fundo.

 

A cerimónia de entrega dos Globos de Ouro terá lugar no Beverly Hilton Hotel de Los Angeles a 15 de Janeiro e terá como apresentador o comediante Ricky Gervais.

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Crítica: 50/50

Crítica: 50/50 | Coisas e Notícias | Scoop.it

Título Original: 50/50

Origem: EUA

Género: Comédia-Drama

Realização: Jonathan Levine

Argumento: Will Reiser

Elenco Principal: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Philip Baker Hall, Matt Frewer

Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1306980/

 

Se achávamos que The Bucket List (cuja tradução pode ser A Lista Para Quando Bater a Bota) era um filme com um título a puxar para o inconveniente, que pensaremos de 50/50 quando soubermos que o seu título poderia ter sido I’m With Cancer (Tenho Cancro) ou Live With It (Viver Com Isto)? Todavia, não creio que seja algo com que a audiência se vá importar.

 

Embora seja baseado num guião autobiográfico escrito por Will Reiser (um amigo de Seth Rogen - co-produtor do filme - que, na realidade, lutou contra o mesmo tipo de cancro que a personagem central do filme) a película é tanto um retrato sobre a luta de Adam Lerner (Joseph Gordon-Levitt), como um filme sobre a forma como os amigos e familiares de Adam respondem à sua doença. Este é, portanto, um filme, não um documentário.

 

Apesar do tema pesado e dos prenúncios de humor negro ao longo dos 100 minutos de filme, a história não ultrapassa a linha ténue que separa a comédia do mau gosto. Pelo contrário, a frontalidade com que os obstáculos que se interpõem ao longo da trama tornam o enredo hilariante, sincero e audaz. Tudo isto vai fazer com que qualquer pessoa se odeie a si mesma por pensar que vai odiar o filme (pelo seu tom demasiado cru e frontal).

 

No filme, Joseph Gordon-Levitt dá a vida a Adam Lerner, um produtor de rádio para uma estação local de Seattle que se depara, aos 27 anos, com um cancro, possivelmente fatal, na coluna vertebral. Poderíamos debater a curiosidade fantástica, e um bocadinho bizarra, de o argumentista utilizar a “idade trágica dos 27” para personagem principal, que se encontra às portas da morte, mas nada é mais fantástico que ver Gordon-Levitt a rapar a própria cabeça na cena em que Adam decide cortar seu cabelo (antes de começar a quimioterapia). Sabendo que esta foi a primeira cena gravada pelo actor, percebemos que o resto das filmagens teria ficado comprometida caso ele falhasse e, por isso, é de lhe louvar o incrível desempenho e talento.


A trama é improvável, tal como as suas personagens. As sessões de quimioterapia com os companheiros, muito mais velhos que ele, Allan (Philip Baker Hall) e Mitch (Matt Frewer) têm uma pureza que muitos podem não entender. Tudo naquela relação seria verdadeiro, isto claro, se não fosse um filme.

 

Anna Kendrick, que em 50/50 dá vida a Katherine "Kathy" McCay, a psicóloga inexperiente de Lerner, suporta bem o papel e revela-se uma actriz credível e cheia de potencial. Bryce Dallas Howard executa outra personagem odiável (como já havia feito em The Help), a narcisista Rachael, namorada de Adam.

 

A Seth Rogen coube, mais uma vez, o papel de amigo rude e inconveniente. Nada lhe falta, parece oportunista e desinteressado, odeia a namorada do melhor amigo e bebe bastante cerveja, mas, nos filmes, nem tudo é o que parece. Esta personagem não é o que é, é o que esconde, e é esse o valor que lhe deve ser reconhecido.

 

Gordon-Levitt e Rogen são uma equipa de sonho, mesmo quando o sonho se transforma em pesadelo. Com Adam a tentar preservar a sua saúde e a sua sanidade mental, o filme reflecte a verdadeira natureza do ser humano da maneira mais improvável, mas mais bela de contemplar. É claro que existem alguns momentos extremamente comoventes porque, no fundo, ninguém quer, realmente, ver Adam morrer.

 

50/50 é um filme livre de censura. Dá-nos a oportunidade única de mergulhar numa situação infelizmente comum para muitos, de forma respeitadora, comovente, mas, acima de tudo, realista.

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REPORTAGEM: Kaiser Chiefs reinam sobre o Mondego

REPORTAGEM: Kaiser Chiefs reinam sobre o Mondego | Coisas e Notícias | Scoop.it

Os britânicos Kaiser Chiefs foram cabeças de cartaz da terceira noite da Festa das Latas e Imposição das Insígnias. O recinto da Praça da Canção, emoldurado pelas águas Mondeguinas, recebeu a banda para um momento musical que se adivinhava memorável.

 

Como prometido, meia hora depois da meia-noite, os Kaiser Chiefs subiram ao palco do recinto. Os pontuais voaram das bilheteiras, as primeiras filas encheram-se de fãs ansiosos por ver a sua banda predilecta actuar e vários cartazes e isqueiros deram a cor que a tenda branca precisava.

 

Ao som dos primeiros acordes a multidão delira. Mais de dez mil aplaudem a banda que entra em palco. Everyday I Love You Less And Less surge de rompante na voz de Ricky Wilson, o vocalista da banda. As luzes tremem e o chão também. O público salta e entoa a letra desta música tão conhecida pelos que se ali encontram.

 

O poder da banda foi revelado. Saltos, correria e uma execução musical perfeita deixam bem claro quem são os reis daquele palco. A audiência rende-se aos Kaiser e deixa-se levar pela energética Never Miss A Bit. No fim da música, Ricky saúda a assistência e pergunta "Como é que se pronuncia Coimbra?" (não que não soubesse o nome da cidade, apenas quer desafiar o público). E consegue. Em coro sai um “Coimbra” perfeito e o vocalista não hesita em repetir (com os presentes) o nome da cidade que tão bem o acolhe.

 

O concerto conta com novos singles. Little Shocks é um dos temas que compõe o novo álbum da banda britânica e nem esse faz o público parar de vibrar. Everything Is Average Nowadays, Modern Way e Good Days Bad Days dão seguimento ao concerto deixando os fãs ao rubro.

 

Entretanto chega Ruby. A reacção dos presentes é indescritível. Com os braços a ondular ao som da voz de Ricky e a cantar o refrão a plenos pulmões, Ruby ganha corpo e torna-se rainha.

 

Se Ruby é rainha, The Angry Mob é rei. Sentindo cada batida, a multidão entra em transe. A sincronia de movimentos, o pó levantado pelos saltos e o calor do público criam o ambiente perfeito para o ritmo esfusiante deste épico musical.

 

Quase no fim do concerto, Ricky decide saltar (literalmente) para um dos ecrãs. Não ficando satisfeito em posar para as objectivas ou seduzir a câmara que o filma, a voz dos Kaiser trepa para um dos ecrãs. A poucos metros do seu ídolo, inúmeros fãs deliram e aclamam o vocalista. Mas eis que Ricky salta do palco e, já perto das barreiras de segurança, deixa-se ser abraçado pelo público ansioso.

 

Na Na Na Na Na e I Predict a Riot deviam ter fechado o concerto. Mas não. O público não fica contente. Sabe-lhes a pouco. A energia dos dois últimos temas fê-los querer mais. E, por isso, há, ainda, espaço para um encore. Love Is Not A Competition (But I’m Winning) é um dos temas que encerra o concerto. O público agradece e, em 9uníssono, Oh My God soa a despedida.

 

A promessa de mais um concerto em Portugal fica no ar. A aguardar impacientemente ficam os fãs, com toda a certeza. Os Kaiser partem, mas deixaram a sua marca. Coimbra não irá esquecer aquela noite e espera que eles também não.

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